quinta-feira, 9 de abril de 2009

Biodegradável


Foto do rio Tietê na cidade de Pirapora do Bom Jesus com toda a carga de poluição da cidade de São Paulo.
A gente fala da poluição como se fosse uma coisa distante e industrial. Não é, todo mundo polui, as indústrias pelo menos são fiscalizadas, o cidadão não.
O shampu, sabonete, tintura de cabelo, espuma de barbear, pasta de dente, detergente, sabão em pó, amaciante, desinfetante e qualquer produto de limpeza, até o aromatizador de vaso sanitário que parece algo "do bem", poluem e seu resíduo não tratado vai para os rios, lençóis freáticos e mares.

E se você mora em região de poço artesiano, é no lençol freático que alimenta o seu poço, que essa química toda vai parar.

Uma maneira simples de minimizar esse quadro pavoroso é consumir produtos biodegradáveis.
Não são fáceis de achar e tampouco baratos, mas a maioria é certificada e oferece muitas opções, além de trabalhar com refil, diminuindo também o consumo de embalagens.
Produtos biodegradáveis poluem, não tanto quanto o convencional, mas poluem em menor escala.
O Greenpeace apresenta uma alternativa um pouco mais radical e bastante inspirada na Permacultura de uma casa ecologicamente correta onde os produtos de limpeza utilizados são: água e sabão de coco ralado (ou qualquer sabão biodegradável, o sabão neutral em pasta é uma opção), vinagre com bicarbonato de sódio (para banheiros e cozinha), álcool (para vidros) e cêras naturais, como carnaúba e peroba (para madeiras e revestimentos em geral).

No início é um pouco complicado de se adaptar, mas com paciência e boa vontade, a pessoa se acostuma. E todos as sugestões funcionam perfeitamente para limpeza doméstica.
Em tempo, biodegradabilidade é a medida de degradação de uma substância por microorganismos em um tempo determinado. a anvisa exige 80% de biodegradabilidade dos tensoativos aniônicos - o que torna qualquer sabão em pó 80% biodegradável. Até plástico se biodegrada, só que o processo leva 400 anos...

 
Mais informação:
Sabão em pó biodegradável
Sacola plástica oxibiodegradável
Como funciona uma estação de tratamento de esgoto
Cosméticos "verdes": orgânicos, biodegradáveis e não testados em animais

5 comentários:

guantys disse...

Carol, vc tem toda razão. Moro em Embu - SP e tem um rio que atravessa o centro da cidade, seria fácil para a prefeitura resolver o problema, já que trata-se de uma cidade pequena, mas todos os dias são jogados esgotos no pobre rio.
Lamentável.

Carol Daemon disse...

Oi Guanty, fui no seu blog que ainda começa.
Imagino que Embu seja lindo, como todo o interior de SP, muito verde e clima temperado. Pena mesmo esse rio estar tão abandonado - numa cidade pequena poderia servir para regatas e até competição de natação.

Silvia - BH disse...

Carol,

O que existe para encerar o chão de madeira além das ceras de supermercado?
Alem da Cassiopéia e sabão Geo, a industria Ypê ha´muito prepara produtos biodegradáveis. www.ype.ind.br Os detergentes, uso apenas diluido entre 1/3 a 1/2 de água.

Carol Daemon disse...

Oi Silvia,
ceras industrializadas de supermercado são normalmente a base de carnaúba, óleo de peroba, cêra de abelha, essências e produtos naturais (no geral).

Sobre a Ypê, vou pesquisar e volto a postar.

abs e apareça

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Silvia,
te respondo 2 em 1, pesquisei no site da Ypê e apenas os detergentes são biodegradáveis, o sabão em pó não é, mas a embalagem do mesmo é oriunda de reflorestamento.
abs,
Carol