
Quando comprar banana, chegue em casa e corte todas da penca, da mesma forma em que foi cortado na foto.
No dia seguinte ao corte, a banana já está com a ponta seca e fechada, conservando a fruta íntegra por uma semana. Não atrapalha em nada o amadurecimento.
Normalmente a banana madura se separa da penca até mesmo pelo peso. Quando isto acontece, ela começa a melar aparecendo aqueles mosquitos de fruteira, além de oxidar e estragar mais rápido. Quanto mais pontos pretos na casca de uma banana, mais pontos podres você encontra na polpa. Com a desvantagem de não poder conservar a fruta na geladeira.
Eu amo banana e, conversando com um médico da família, fui liberada para comer todos os dias, a fruta é rica em potássio e muitas vezes acaba com a vontade de comer doces.
Deixo a minha receita favorita com bananas: Panetone Integral de Banana, integral e sugar-free - que na verdade é mais um pão-bolo e pode ser feito de mil maneiras e sempre dá certo, o único problema é que ele vicia, pois é delicioso, barato e muito simples.
Pão-Bolo 100% integral e sugar-free - receita básica de 5 ingredientes
6 bananas bem maduras
1/4 xícara de óleo extra virgem aromatizado e orgânico, e mais um pouco para untar a travessa
(você pode usar qualquer óleo vegetal, mas não use óleo de soja)
2 xícaras de farinha de trigo integral (tente usar fubá, aveia ou qualquer outro farelo integral na proporção de meio a meio com a farinha de trigo integral)
1 1/2 colher de sobremesa de fermento biológico
O que mais pode levar que dá certo (colheres sempre rasas, todos os sabores são fortes):
1 colher de sopa de canela em pó
1 colher de sobremesa de cravo em pó
1 colher de sobremesa de gengibre em pó
1/2 de colher de sobremesa de noz moscada ralada
1 colher de sopa de extrato de baunilha
1 xícara de castanhas picadas (do Pará, nozes, amêndoas, avelâs, etc)
1 xícara de frutas secas picadas (damasco, passas, ameixas, tâmaras, banana passa, etc)
1 xícara de leite de coco caseiro + 1 xícara do bagaço residual (o mesmo se aplica ao leite caseiro de castanha do Pará)
1/2 xicara de cacau em pó (já existe orgânico)
1 colher de sopa de café instantâneo orgânico (ou 1/2 xícara do café pronto em versão líquida)
Modo de fazer:
Pré-aqueça o forno e unte levemente uma travessa refratária
Amasse as bananas e misture com os ingredientes molhados (melado, leite de coco, azeite e baunilha)
Adicione as frutas e castanhas
Em outro recipiente, misture bem os ingredientes secos (farinha de trigo, fermento, canela e sal)
Misture bem todos os ingredientes e passe para o refratário untado
Asse por cerca de 40-45 minutos
Tudo deve ser amassado com as mãos, não bata no liquidificador para não virar uma panqueca.
Para a Páscoa você pode usar esta mesma receita, usando uma assadeira no formato de colomba pascal.
Todas as frutas secas e castanhas, que são tradicionalmente caras, comprei a granel no empório árabe com preço muito em conta e ainda desprezam embalagens sofisticadas.
Inicialmente a receita não levava leite de coco nem coco ralado, mas eu havia feito o cuzcus de tapioca e estava com um leite de coco cheio de bagaço sobrando na geladeira. Coei para separar e ter noção de medidas - deu certo, ficou muito molhado e o coco combinou.
Não usei azeite, mas huille de noix francês, porque o azeite havia acabado - ficou ótimo do mesmo jeito.
Tampouco tinha o cacau em pó, que normalmente tenho igualmente comprado no empório a granel, e achei que ficou melhor sem ele, já que estava usando tantas especiarias, baunilha e castanha do Pará.
Passo a dica: quando colocar cacau, procure não usar as especiarias para que não roubem o gosto uns dos outros. Cozinha é bom senso, use o seu para que seus amigos possam saber do que se trata aquele bolo tão cheiroso...
Já fiz trufado e também funcionou. Eu gosto do meu com 1 copinho de leite de coco caseiro, muito bagaço residual do leite caseiro de castanha do Pará e ainda recheio com a geléia de damasco ou a goibada cascão, a cocada de abacaxi em pasta ou o doce de leite de coco antes de assar, faço movimentos com o garfo, como que para "marmorizar" - como alguns panetones industrializados são trufados, eu adaptei a minha versão, e deu certo.
Outras versões boas, podem levar cacau em pó orgânico à massa ainda crua, "marmorizado" com doce de leite de coco, geléias de damasco, morango, cupuaçu ou até gengibre. E, depois de assado, cobrir com a Nutella caseira ou ainda mais doce de leite de coco.
Esse pão-bolo não sola de jeito nenhum e pode ser feito trocando a farinha por aveia ou fubá, fica muito bom da mesma forma. Imagino também que renda um ótimo bolo de cenoura com calda de chocolate ou até um bolo de aipim como coco, basta adaptar e ter boa vontade e criatividade.
Para obter um pão-bolo mais doce, dobre a quantidade de melado-rapadura ou junte meia xícara de passas, ameixas ou tâmaras hidratadas de véspéra e batidas no liquidificador, como uma geléia crua. Para que o bolo não escureça, importante se for fazer em banana, cenoura, aipim ou abóbora, use passas claras.
Ele também pode e deve ser feito em versão salgada, substituindo as bananas por abóbora, inhame e mandioquinha cozidos e amassados grosseiramente. O melado sai e o azeite continua, pode ser adicionado um copinho de leite de coco da mesma maneira, assim como os bagaços residuais. Mas, no lugar das castanhas moídas, uso azeitonas picadas, cenoura crua ralada, tomate seco picadinho, cogumelos, cheiro verde fresco, manjerona e oréganos secos, além de alho frito e alecrim por cima antes de assar. Fica ótimo, um pão rústico e caseiro, com gosto de fazenda que, acompanhando uma salada verde, é uma refeição completa.
As variações são muitas e as farinhas podem ser trocadas por partes de fubá, aveia, germen de trigo, ou mesmo a combinação de todas.
Para saber como fazer todas as adaptações possíveis do Pão-bolo de banana para as versões salgadas, leia a postagem sobre os Pães de raízes feitos em inhame, batata doce e abóbora hokaido.
As cascas de banana, o único lixo gerado, foram para a composteira virar adubo para as minhas plantas.
Para quem gosta de bolos mais firmes e rústicos, que não solam, tente também os deliciosos Xmas Fruit Cake de Nigella Lawson e o Bolo Português de maçã e amêndoas, totalmente adaptados por mim.
Para saber como fazer todas as adaptações possíveis do Pão-bolo de banana para as versões salgadas, leia a postagem sobre os Pães de raízes feitos em inhame, batata doce e abóbora hokaido.
As cascas de banana, o único lixo gerado, foram para a composteira virar adubo para as minhas plantas.
Para quem gosta de bolos mais firmes e rústicos, que não solam, tente também os deliciosos Xmas Fruit Cake de Nigella Lawson e o Bolo Português de maçã e amêndoas, totalmente adaptados por mim.
5 comentários:
Minha sogra tem feito isto e as bananas duram muito mais na fruteira, sem ficarem pretas tão rapidamente.
Deve ser mais um dos truques da vovó que fazemos questão erroneamente de esquecer e que somos obrigados a reaprender.
Oi Daniel, sua sogra sabe das coisas. Eu amo esses truques da vovó que, de forma singela, subsituem nosssas tecnologias "insubstituíveis".
Vou postar sobre panelas tradicionais que dão uma lavada nas de teflon e te dou um toque.
abs!
Olá Carol!Adorei a dica da banana,esta eu não sabia!Obrigada!
Parabéns pelo blog!
Angela
Olá, Carol
Preciso, antes de mais nada, elogiar e agradecer por sua disposição em publicar tantas e tão importantes informações. Encontrei seu blog a poucos dias e estou bebendo entusiasticamente cada post.
Gostaria que você esclarecesse se o fermento biológico a que refere essa receita do pão bolo é seco ou fresco.
obrigada
Oi Tania,
é o fermento biológico seco, que vende em saquinhos.
abs,
Carol
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