sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Carta Capital e celulares 4





ESTUDO APONTA POSSÍVEL RISCO NO USO DE CELULAR
[Jornal “O Estado de São Paulo”: 20 de Junho de 2.002, Quinta-Feira. Página]
(The Times e Guardian)
Londres – Cientistas da Finlândia comprovaram pela primeira vez que a radiação emitida por telefones celulares pode danificar células humanas, enfraquecendo a rede de proteção do cérebro contra toxinas no sangue. Segundo a pesquisa da Autoridade Finlandesa de Segurança Radioativa e Nuclear, que durou dois anos, células dos vasos sangüíneos cultivadas em laboratório apresentam comportamento anormal quando bombardeadas com as microondas, mesmo dentro dos limites estabelecidos para os aparelhos.
Isso não significa, necessariamente, que os telefones celulares sejam perigosos, ressaltou o cientistas responsável pelo estudo, Darius Leszczynski. Mas significa que são necessárias mais pesquisas sobre os efeitos de baixas doses de radiação no organismo. “Realizamos um estudo in vitro que mostra uma clara resposta biológica das células do endotélio”, disse o pesquisador. “O objetivo não era, de maneira alguma, determinar efeitos sobre a saúde”.
As células estudadas controlam a chamada “barreira sangue-cérebro”, que impede a entrada de substâncias tóxicas no cérebro. Se as alterações biológicas forem confirmadas em estudos com seres humanos, a radiação dos celulares poderia trazer efeitos colaterais para o usuário.

TORRE DA SANASA JÁ ABRIGA ANTENA DE CELULAR EM BARÃO GERALDO
[Jornal “Correio Popular”: Campinas, 21 de Junho de 2.002, Sexta-Feira. Página 05]
(Da Agência Anhangüera)
Enquanto uma comissão Especial de Inquérito (CEI) aberta pela Câmara de Campinas investiga supostas irregularidades cometidas pela Prefeitura na autorização para instalação de torres de telefonia celular sobre caixas d’água da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (Sanasa), uma antena instalada em Janeiro de 1.999 pela empresa Tess reina soberana em cima de uma torre da autarquia na Rua Aliomar Baleeiro, na Cidade Universitária, no distrito de Barão Geraldo. A presença da antena está incomodando os moradores do local. Um abaixo-assinado, que já conta com 100 nomes, está sendo organizado para pressionar a Prefeitura a retirar o equipamento o mais rápido possível. Todos temem uma contaminação por radiação.
“Já procuramos o governo municipal para tomar uma atitude, mas não tivemos qualquer resposta até agora. Ninguém nos mostrou qualquer tipo de alvará autorizando a presença dessa antena”, reclamou uma moradora, que preferiu não se identificar.
De acordo com a assessoria da Sanasa, que responde pelo presidente da autarquia, Vicente Andreu Guillo, é possível que a antena seja retirada caso a população confirme o seu descontentamento. O telefone 0800-7721-195 foi oferecido como uma forma de contato para o agendamento de uma reunião para que uma comissão de moradores e o Departamento Jurídico da autarquia discutam o assunto pessoalmente. “Nossas portas estão abertas para uma discussão que resolva o caso”, garantiu a assessoria.
Na tentativa de controlar o surgimento de antenas deste tipo, a Lei Municipal Número 11.024, de 11 de Novembro do ano passado, prevês parâmetros para “instalação de rádio, televisão e telefonia”. A lei exige a aprovação, por escrito, de 60% dos proprietários dos imóveis que estejam num raio de 50 metros do local determinado para a presença do equipamento.
Porém, a polêmica sobre o assunto ainda parece longe de chegar ao fim. Hoje, acontecem os primeiros depoimentos na CEI sobre a instalação de antenas celulares sobre caixas d’água da Sanasa.
A data e o local exato da colocação da antena de telefonia celular na Cidade Universitária foi confirmada pela própria empresa Tess. Na ocasião,o presidente da Sanasa era Roberto Bueno Corchetti. Procurado para dar maiores esclarecimentos sobre o assunto na quarta-feira e ontem, ele não foi encontrado.


CELULARES EM TRENS DE AÇO, UM PERIGO PARA OS PASSAGEIROS

[Jornal “O Estado de São Paulo”: 25 de Junho de 2.002, Terça-Feira. Página A.12]

CIENTISTAS CONCLUEM QUE MICROONDAS ARMAZENADAS SÃO POTENCIALMENTE CANCERÍGENAS.
Tóquio – Os vagões dos trens feitos de aço impedem a saída das microondas os telefone celulares e criam campos eletromagnéticos que são potencialmente cancerígenos, quando armazenados, segundo um estudo da universidade japonesa de Tohoku, publicado ontem. Mesmo quando os celulares estão desligados, concluíram os pesquisadores, as bases de transmissão localizam os usuários porque os celulares emitem um sinal contínuo, que também foi relacionado a tumores cerebrais e à leucemia.
A pesquisa, dirigida pelo professor de Física Térmica Tsuyoshi Hondou, compara os vagões dos trens metropolitanos a caixas de aço que fazem circular em seu interior ondas eletromagnéticas e convertem esses veículos numa espécie de “forno de microondas”. Um vagão no qual viajam 50 pessoas com telefones celulares que emitem um sinal de 0,4 watt cada um gerará um total de 20 watts, enquanto os regulamentos locais estipulam um máximo de 2 watts para cada pessoa, diz o estudo. Nas horas de pico, um vagão de trem chega a transportar 300 passageiros.
Os pesquisadores recomendam a adoção de medidas preventivas contra efeitos das ondas eletromagnéticas em espaços fechados.
Na semana passada, cientistas finlandeses comprovaram pela primeira vez que a radiação emitida por celulares pode danificar células humanas, enfraquecendo a rede de proteção do cérebro contra toxinas no sangue. Células cultivadas em laboratório apresentaram anormalidades quando bombardeadas com as microondas.
De acordo com os cientistas, será necessário pesquisar muito mais os efeitos de baixas doses de radiação no organismo. Em Janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia divulgado um comunicado afirmando que até então não era possível determinar se os campos eletromagnéticos criados pelos celulares e suas bases de transmissão poderiam provocar câncer.

O b s e r v a ç ã o: A notícia anterior, também serve para o uso de telefones celulares dentro de carros, ônibus, etc..


CELULAR PODE ESTIMULAR TUMORES
[Jornal “Folha de São Paulo”: 24 de Outubro de 2.002, Quinta-Feira. Página A.13]
(Da “News Scientist”)
Um grupo do Conselho de Pesquisa em Bolonha, Itália, levantou novas preocupações sobre os telefones celulares ao mostrar num estudo que as ondas de rádio dos aparelhos tornam as células cancerosas mais agressivas.
O estudo foi feito com células leucêmicas expostas à radiação por 48 horas. No começo a radiação matou algumas delas, mas as que sobreviveram se multiplicaram mais.
“Não sabemos ainda qual seria o efeito em humanos”, disse o coordenador do estudo, Fiorenzo Marinelli.

A DOR DO CELULAR
[Revista “Istoé”: Nº 1.783 – 03 de Dezembro de 2.003. Página 59]
Alerta – Uma pesquisa australiana indica que falar ao celular enquanto se caminha é um péssimo negócio para as costas. Os cientistas verificaram que, nessas circunstâncias, a atividade muscular da região é alterada, prejudicando a proteção que os músculos conferem à coluna. O prejuízo ocorre também quando se conversa andando, mas o celular piora a situação, já que em geral o indivíduo desalinha levemente o pescoço enquanto uso o aparelho.



POLUIÇÃO ELETROMAGNÉTICA É POLÊMICA ATÉ HOJE


SEGUNDO CIENTISTAS, A EMISSÃO DAS ONDAS POR EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS E ELETRÔNICOS PRODUZ UM EFEITO QUE AFETA A SAÚDE DE HOMENS E ANIMAIS
[Jornal “Correio Popular”: Campinas, 29 de Fevereiro de 2.004, Domingo. Página B.7]
(De Brasília)
O excesso de ondas eletromagnéticas emitidas por equipamentos elétricos e eletrônicos produz um tipo de poluição imperceptível capaz de influenciar o comportamento celular do organismo humano, danificar aparelhos elétricos e até desorientar o vôo de algumas aves. Ninguém pode vê-la, mas a poluição eletromagnética está espalhada por toda a parte, ocupando o espaço e atravessando qualquer tipo de matéria viva ou inorgânica.
Nas últimas décadas, a tecnologia moderna desenvolveu vários emissores de radiação que são largamente empregados em redes de infra-estrutura elétrica e de telecomunicações. Redes de transmissão de energia, torres de alta tensão, antenas de televisão, de rádio e de telefonia celular, computadores, televisores, microondas e aparelhos celulares, expandiram os campos eletromagnéticos que podem vencer diversos obstáculos físicos, como gases, atmosfera, água e paredes.
Gerada por partículas carregadas – prótons e elétrons – em movimento acelerado, este tipo de onda compreende faixas extensas de energia que variam de acordo com sua freqüência – velocidade com que uma onda oscila num determinado intervalo de tempo – e é isso que diferencia uma onda da outra. Quanto mais alta for essa freqüência mais energética é a onda. Assim, “o ambiente eletromagnético é formado pela propagação de ondas eletromagnéticas geradas por todos os equipamentos elétricos e eletrônicos”, explica o engenheiro Gláucio Santos do Departamento de engenharia de energia e Automação Elétricas da Escola Politécnica (Poli) da USP, lembrando que existem, também, as fontes naturais, como as descargas atmosféricas.
O corpo humano também irradia ondas eletromagnéticas em freqüências baixíssimas de infravermelho que são produzidas pelo calor do próprio corpo, composto por células carregadas de átomos e elétrons. É a vibração dessas células que permite a realização de exames como a tomografia, por exemplo.
A emissão de radiação também é resultado deste movimento de partículas e sua intensidade está diretamente relacionada ao comprimento da onda, que é classificada segundo o valor de sua freqüência. Os riscos de câncer, por exemplo, são oferecidos por radiações do tipo ionizante, capazes de produzir íons e de dissociar átomos e moléculas. Os aparelhos de raios-x emitem essa forma de radiação, diferentemente da radiação não-ionizante lançada por aparelhos elétricos e celulares.
Alguns cientistas defendem a tese que a exposição prolongada a campos eletromagnéticos pode causar depressão psíquica ou até mesmo provocar a redução dos glóbulos vermelhos e o aumento dos glóbulos brancos, favorecendo o surgimento de um câncer. Mas a extensão dos danos provocados pela poluição eletromagnética ainda é uma grande polêmica no meio científico.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) criou um comitê internacional para estudar os efeitos da radiação gerada pelos campos magnéticos sobre a saúde e o meio ambiente. A comissão deve divulgar um parecer sobre o assunto até o final de 2.005, mas, até lá, a polêmica continuará dominando a questão e a preocupação com os possíveis efeitos das ondas eletromagnéticas será palco de discussões científicas.
Os próprios estudos realizados para comprovar os males causados por celulares e antenas de telefonia celular são motivos de controvérsia entre os cientistas. Os ligados a Universidade de Warnick (Londres), por exemplo, afirmam que a radiação produzida pelos celulares pode causar danos ao cérebro, afetando a memória recente e provocando dores de cabeça. Eles recomendam que o aparelho seja usado moderadamente para evitar prejuízos à saúde.
Outras correntes de especialistas contestam o resultado da pesquisa, mas todos reconhecem que o excesso de ondas pode alterar o funcionamento de equipamentos eletrônico quando muito próximos uns dos outros. É por isso que a imagem do televisor pode embaralhar quando alguém liga o liquidificador ou o toque do telefone celular interfere na imagem do monitor do computador quando localizados muito próximos.
Por via das dúvidas, os especialistas recomendam que o telefone celular seja utilizado de preferência em lugares abertos, que televisores e computadores fiquem fora do quarto de dormir e que o usuário não fique próximo ao aparelho de microondas quando acionado. Embora eles sejam blindados, nunca é de mais manter a preocupação.
A radiação emitida pelo forno de microondas atua exclusivamente sobre as moléculas de água existentes nos alimentos, que são aquecidos pela energia resultante da vibração dessas partículas.
Como o organismo humano tem alta porcentagem de água, ele pode ser afetado pela radiação. A blindagem que os envolve é exatamente para evitar que as radiações internas escapem para o exterior. Além disso, a porta é dotada de um dispositivo de segurança que interrompe o funcionamento se ela for aberta durante o uso.

PESQUISAS EM SÃO PAULO MOSTRA AUMENTO DE EMISSÕES
Pesquisa conduzida por Gláucio Santos entre 1.998 e 2002 em diversos locais da cidade de São Paulo e no interior do estado mostrou que nos últimos três anos houve um aumento de cerca de 80% na intensidade dos campos magnéticos em alguns pontos verificados. Ele considera a cidade a que mais apresenta regiões com concentração de campos eletromagnéticos na América do Sul.
Segundo o professor Leonardo Menezes, do Departamento de Engenharia da Universidade de Brasília (UnB), ninguém conhece com certeza os males que essa forma de radiação pode provocar no ser humano, mas todos sabem que elas podem interferir ou até danificar aparelhos eletrônicos.
Os alarmes e os sistemas eletrônicos instalados nos carros são exemplos típicos dessa interferência. Em locais de muita propagação de ondas eletromagnéticas geradas por cabos de energia elétrica, antenas de celulares e torres de telecomunicações, por exemplo, é comum que os alarmes disparem sozinhos e que os instrumentos do painel eletrônico dos veículos fiquem um tanto “enlouquecidos”.
Santos lembra que “no Brasil os estudos da indústria automobilística nesta área estão ainda em início”. Ele diz que “existem apenas alguns laboratórios adequadamente equipados para essas pesquisas em aparelhos pequenos. Para veículos completos, só o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) tem um laboratório”. Com as novas tecnologias introduzidas nos automóveis, eles se tornam cada vez mais expostos às interferências eletromagnéticas e necessitam de técnicas mais apuradas de desenvolvimento e testes para evitá-las.
De acordo com o engenheiro, o simples uso de telefone celular ou outros sistemas de comunicação dentro do veículo pode influenciar o funcionamento de alguns sistemas eletrônicos veiculares e até mesmo aeronáuticos. Por isso é que se proíbe celulares ou aparelhos eletrônicos a bordo dos aviões: se todos os passageiros de um vôo acionarem seus telefones ao mesmo tempo, o campo magnético gerado pode interferir no instrumental de precisão da aeronave.
Mas ainda existem muitas dúvidas sobre este assunto e elas valem para todas as medidas e freqüências de ondas, inclusive as de raios-x. A verdade, dizem os especialistas, é que ainda se conhece muito pouco sobre os efeitos biológicos causados pela absorção deste e outros tipos de radiação, mas sabe-se que os riscos de desenvolvimento de algum efeito nocivo decorrente da radiação são maiores em crianças. Assim, os cientistas recomendam que as crianças evitem falar em telefones celulares e que recebam doses reduzidas de radiação durante os exames de raios-x.
A radiação eletromagnética é a propagação de energia por meio de partículas ou ondas que viajam no ar à velocidade da luz - 300 mil quilômetros por segundo. Essa radiação é necessária para que possamos escutar uma música no rádio, ver um filme na televisão ou falar ao celular. A transmissão dos sons pelo rádio nada mais é do que a transformação do som em ondas hertziana que são enviadas pelo espaço e captadas pela antena dos rádios. A diferença é que a telefonia celular, que também é uma onda de rádio, opera num a freqüência superior á do rádio e da televisão.
As ondas eletromagnéticas têm uma gama de outras aplicações prática. A Petrobrás, por exemplo, avalia sua aplicação como instrumento de prospecção, exploração, mapeamento e monitoramento de novos campos de petróleo. A tecnologia, denominada “perfilagem eletromagnética de fonte controlada”, utiliza as ondas para investigar as camadas do subsolo.

PARA ESTUDIOSOS, A LER VEM DO CAMPO MAGNÉTICO
De acordo com alguns pesquisadores, pelo menos uma doença já pode ser diretamente relacionada à excessiva exposição ás ondas eletromagnéticas emitidas pelo computador: a Lesão por Esforço Repetitivo – ou simplesmente LER. Segundo a argumentação, antes dos computadores, as pessoas digitavam horas em máquinas de escrever e não desenvolviam a doença, portanto, a conclusão é de a LER é uma patologia “hig tech” provocada pela exposição constante e pela proximidade com o campo magnético gerado pelo computador.
Algumas espécies de aves, como o pombo-correio, por exemplo, também sofrem com a poluição eletromagnética. Isso porque uma das teses sobre como que ele se orienta durante o vôo para achar o caminho correto para voltar para casa defende que essa orientação é dada pelas ondas eletromagnéticas dos pólos da Terra. Mesmo a quilômetros de distância, as aves sempre voltam ao local onde nasceram ou foram criadas.
O pombo-correio é capaz de localizar seu ponto de regresso mesmo de olhos vendados, mas tem dificuldade de se orientar em regiões com grande campo magnético, onde existem muitas linhas de energia elétrica e antenas de telecomunicações. Não é raro, por exemplo, se encontrar pombos-correio “perdidos” nas proximidades da avenida Paulista, no centro de São Paulo, onde existe uma concentração de antenas de rádio, televisão, celulares e para a recepção de sinais de satélites de comunicação. Algumas pesquisas realizadas no exterior mostraram que essas aves costumam “perder a rota’ quando se cria um campo magnético por meio de um ímã colocado a suas costas.

Falar ao celular é uma ação que tem defensores ardorosos e cientistas que colocam o ato como um risco à saúde humana.

Você observou que a pesquisa pioneira e mais completa foi a brasileira. As outras, apenas seguiram o caminho dos nossos cientistas. A questão anda “abafada’ pela imprensa, abafamento este que coincide, em 2.004, em uma violenta e gigantesca campanha de população de telefones celulares. Assim como ocorreu na indústria de cigarros, onde durante 50 anos, milhões de pessoas faleceram vítimas de cânceres gerados pelo vício de fumar e poder econômico dessas indústrias, contrataram até cientistas para dizer que nada estava provado (que cigarro não produzia cânceres), assim está acontecendo com a utilização de celulares. Não há pessoa séria que não saiba os perigos à saúde, dessa tecnologia. A hora que uma grande quantidade de pessoas tiverem tumores cerebrais, aí o ‘povão’ como um todo, se perguntará o que estará acontecendo? Até lá, os mais cultos, serão privilegiados em não adquirirem no cérebro...tumores!


ESTUDO APONTA QUE CELULAR INTERFERE EM UTIs


ALERTA
ONDAS EMITIDAS PELOS TELEFONES PODEM ALTERAR O FUNCIONAMENTO DE EQUIPAMENTOS COMO RESPIRADORES ARTIFICIAIS E LEITORES DE ELETROCARDIOGRAMAS
[Jornal “Correio Popular”: 13 de Setembro de 2.004, Segunda-Feira]
(Fábio Gallacci)

Mesmo sendo menor do que a palma da mão, um telefone celular pode causar a morte de uma pessoa. O alerta foi feito por um estudo realizado na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele aponta que as ondas eletromagnéticas emitidas pelo inofensivo aparelho podem interferir no funcionamento de equipamentos médicos em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), como respiradores artificiais e leitores de eletrocardiogramas.
O trabalho, inédito no Brasil, faz parte da tese de mestrado da tecnóloga em saúde Suzy Cristina, de 29 anos, e envolveu a UTI Pediátrica do Hospital de Clínicas (HC) e a UTI neonatal do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), ambos situados na Unicamp.
“O trabalho surgiu da preocupação das próprias enfermeiras desses locais, que gostariam de saber qual era a influência dos celulares diante dos equipamentos. Já que eles não são permitidos em aviões, a idéia era descobrir o seu impacto nos hospitais. O professor Sérgio Santos Mühlen sugeriu a realização da pesquisa”, afirma Suzy, que levou alguns destes equipamentos para um laboratório particular também em Campinas e os colocou diante do capo elétrico gerado por telefones móveis.
Segundo a tecnóloga, os celulares realmente podem causar interferências consideráveis em um raio de um metro e meio de distância e devem ser desligados. Entre outras coisas, seu campo elétrico interferiu no funcionamento de uma bomba de infusão, responsável por administrar medicamentos aos pacientes.
“Isso não quer dizer que os aparelhos sejam ruins ou que os celulares estejam foram dos padrões, mas que as duas tecnologias são incompatíveis”, diz a pesquisadora. O estudo ainda aponta que os equipamentos hospitalares passaram a ser certificados em relação a sua compatibilidade eletromagnética apenas a partir de 2.002.
A legislação vigente estabelece que os equipamentos suportam sem oscilações a emissão de até três volts por metro. A tecnóloga Suzi lembra que um celular, quando opera em sua capacidade máxima, gera cerca de 40 volts por metro. A partir desse estudo, as duas unidades hospitalares da Unicamp passaram a adotar cartazes informativos em suas UTIs pedindo para que os funcionários e parentes de pacientes desliguem os seus telefones móveis. “Recebi um grande apoio das equipes médicas dos dois locais, que passaram a adotar medidas mais restritivas nas unidades depois dos resultados da pesquisa. Em São Paulo, o Hospital do Coração, o Sírio-Libanês e o Albert Einstein fizeram a mesma coisa”, diz a tecnóloga.
O estudo também já foi apresentado para um grupo empresarial espanhol, que se interessou pelos resultados do trabalho e prometeu leva-lo para a Catalunha. “O pedido para que o celular seja desligado nas UTIs não é apenas um excesso de rigor, mas uma medida para garantir o bem-estar dos pacientes. As pessoas podem correr risco se isso não for levado em consideração” completa Suzy, que agora estuda em seu doutorado a possibilidade dos próprios equipamentos estarem interferindo entre si.


POSTOS ALERTAM PARA PERIGOS
Um boato sem qualquer apoio científico para uns ou uma real ameaça que merece muito cuidado para outros. Segundo alguns sites e e-mails que têm circulado pela internet, usar o telefone celular ao lado de bombas de postos de combustíveis pode causar explosões.
Durante o abastecimento, gases inflamáveis são liberados pela abertura do bocal dos veículos -causados pela passagem do combustível do bico da bomba para o tanque do automóvel- e eles são mais pesados que o ar. Ao serem liberados, terão a tendência de permanecer entre uma altura pouco acima do bocal e o solo, até se dissiparem. Com isso, eles podem inflamar se expostos a uma fonte de calor ou faíscas elétricas, o caso dos celulares.
A informação divide opiniões de especialistas e tem provocado a criação de leis que proíbem esta prática, mas a maioria dos motoristas simplesmente ignora o suposto risco.
“Já ouvi dizer alguma coisa nesse sentido, mas continuo falando ao celular quando ele toca dentro de um posto”, comenta o músico André da Silva. “Recebi e-mails sobre o assunto, mas atendo o telefone normalmente. A gente precisa bater a cabeça para aprender, né?”, completa o jogador de futebol Luiz Fernando Egídio, meio-campo do Guarani.
Para Luiz Bruno, gerente de Segurança e Meio Ambiente da Esso do Brasil, apenas o fato de existir a possibilidade concreta de explosão já é motivo para que todos os seus funcionários sejam orientados a informar os clientes sobre o risco que podem estar correndo enquanto esperam pelo abastecimento.
“Existem diversos estudos internacionais que apontam a periculosidade do uso do celular próximo às bombas em funcionamento. Todos os nossos postos possuem cartazes alertando sobre a questão”, afirma o gerente.
Averiguação – A BR Distribuidora, ligada a Petrobrás, realizou um estudo para descobrir até que ponto este tipo de temor tem algum fundo de verdade científica, já que os sites e e-mails informando sobre o problema nunca divulgam o endereço exato dos locais onde as explosões teriam acontecido.
Paulo da Luz, gerente do setor de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da BR entrou em contato com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O trabalho revelou a existência de uma remota possibilidade de acidente em caso do uso do uso do celular. De acordo com o site da empresa petrolífera, “para que um telefone celular funcione como fonte de ignição, ou seja, se torne o causador de um incêndio ou explosão, é necessário que a mistura de vapor de gasolina e ar, numa proporção entre 1,3% e 6%, penetre no aparelho. Após o preenchimento do espaço interno do aparelho com esta mistura gasosa, o toque da campainha, o alarme ou a bateria mal ajustada pode geral uma centelha elétrica”.
Como já foi comentado anteriormente, o poderio econômico das multinacionais dos celulares, aliado (principalmente), a ignorância da população que não têm o hábito civilizado de ler notícias científicas, faz com que os malefícios do celular esteja percorrendo o mesmo caminho do cigarro: durante 50 anos a indústria de cigarro afirmou, com cientistas e estudos de renome que o cigarro não causava câncer, até que o número de pessoas com câncer do cigarro, simplesmente explodiu. Claro que, nesse meio tempo as pessoas mais cultas se precaveram da desgraça que ocorreria no futuro. O mesmo rumo tomou a questão dos celulares. Se nem Jesus, O Cristo foi apoiado por unanimidade, que dirá um brinquedinho colorido, que tira até fotografias, que tem centenas de sons, etc. e tal?



2 comentários:

Daniel "Gargula" Braga disse...

Deixei chamada no Mausoléu!!!!! Muito sinistro mesmo!

Carol Daemon disse...

Muito legal te ver por aqui!
Deixo outro link que fala do mesmo assunto:
http://opiniaoenoticia.com.br/vida/tecnologia/estudo-compara-nivel-de-radiacao-emitida-por-celulares/?optin