sábado, 19 de setembro de 2009

Carta Capital e celulares 5

(continuação)


MAIS UM SUSTO
[Revista “Istoé”: Número 1.828, de 20 de Outubro de 2.004 – Página 86, parte inferior da página e no centro]

Quem usa celular há dez anos ou mais tem quatro vezes mais chance de desenvolver tumor benigno no nervo auditivo onde apóia o telefone. É o que sugere um estudo feito pelo Instituto Karolinska, da Suécia. Segundo a pesquisa, quem passou a usar celular há menos tempo não sofre tanto risco porque pegou a nova geração de aparelhos. Há quem critique o resultado. Por via das dúvidas, recomenda-se usar kits de viva-voz.

CELULAR: CÂMARA DISCUTE LIMITE PARA TRANSMISSÃO
[Jornal “O Estado de São Paulo”: 18 de Novembro de 2.004, Quinta-Feira. Página A.19]

Apesar de não estar comprovado que os celulares e suas torres de transmissão de sinais provoquem doenças, o assunto preocupou os parlamentares. Ontem, o tema foi discutido em audiência pública da Comissão de Ciência e tecnologia da Câmara dos Deputados. Entre as medidas propostas num projeto de lei em tramitação estão a exigência de que operadoras de telefonia celular usem de maneira compartilhada as antenas de transmissão de sinais, a confecção de um mapa de ondas eletromagnéticas, principalmente nas grandes cidades.

EUROPA SUSPENDE PESQUISA QUE INDICA ALTERAÇÃO GENÉTICA POR CELULARES
[Jornal “O Estado de São Paulo”: 23 de Dezembro de 2.004, Quinta-Feira. Página A.13]

Madri – A exposição às radiações de telefones celulares, consideradas inócuas ao organismo, provoca modificações celulares e no DNA, constatou o Projeto Reflex, que durante 4 anos integrou 12 equipes de 7 países. A diretora do grupo espanhol, Angeles Trillo, explicou que, apesar dos resultados, o estudo não terá continuação por que seu financiador, a União Européia (EU), decidiu cancelá-lo.
“Não está claro porquê. A EU estabelece suas prioridades, mas há muitos fatores envolvidos. Não há como não pensar que há pressões para que os estudos não continuem, já que podem gerar uma preocupação social muito grande”. Para ela, é incontestável que os celulares “são muito usados”, “têm efeitos biológicos em nível celular e molecular” e devem continuar sendo estudados.
Alejandro Ubeda, da equipe espanhola, explicou que o trabalho revela que as radiações dos celulares causam mudanças nas células, embora não estabeleça qual mecanismo dá origem a este processo. A reação das células, ressaltou, não se deve apenas ao calor gerado pelas microondas, “mas por algo a mais”, cujo mecanismo ainda “é desconhecido”.
O Projeto Reflex, cujos resultados acabam de ser enviados à EU, estudou de Fevereiro de 2.000 até Maio deste ano os efeitos sobre as células dos campos eletromagnéticos de ambientes urbanos industrializados, usado para isso material de laboratório. Em suas conclusões, o projeto recomenda que não se abuse do celular, sobretudo os jovens.
Ubeda, que usa celular, só põe o telefone na orelha quando já estabeleceu a conexão, para evitar “o pico máximo” de ondas. Também evita falar onde há pouca cobertura, porque nestes locais o sinal tem mais intensidade. EFE.
CELULAR ALTERA CÉLULAS E DNA, DIZ PESQUISA
EXPOSIÇÃO A RADIAÇÕES DOS TELEFONES MÓVEIS É PREJUDICIAL À SAÚDE, MOSTRA ESTUDO EM 7 PAÍSES EUROPEUS.
[Jornal “Correio Popular”: Campinas, 23 de Dezembro de 2.004, Quinta-Feira. Página B.9]

De Madri – A exposição às radiações de telefones celulares consideradas inócuas ao organismo provoca modificações celulares e no DNA, segundo os resultados do Projeto Reflex, que durante quatro anos integrou 12 equipes de sete países. A diretora da equipe espanhola, Angeles Trillo, explicou que, apesar dos resultados, o estudo não terá continuação por causa de uma decisão de seu financiador, a Comissão Européia (órgão executivo da União Européia). “Não está claro porquê. A União Européia estabelece suas prioridades, mas há muitos fatores envolvidos. Não há como não pensar que há pressões para que estes estudos não continuem, uma vez que podem gerar uma preocupação social muito grande”, denunciou Trillo.
Na opinião de Trillo, é incontestável que os telefones celulares “são muito utilizados, têm efeitos biológicos em nível celular e molecular” e precisam continuar sendo alvo de estudos. O pesquisador Alejandro Ubeda, membro da equipe espanhola, explicou à EFE que o trabalho revela que as radiações dos telefones celulares provocam mudanças nas células, embora não estabeleça qual mecanismo dá origem a este processo, cujas pesquisas a respeito não poderão prosseguir devido à falta de recursos.
“Acho estranho que após estes resultados, que apesar de não indicarem nada nocivo demonstram que há um efeito por trás dos limites considerados toleráveis, (os estudos) não sejam aprofundados, que a pasta seja fechada e que sua continuidade não seja financiada”. A reação das células, ressaltou, Ubeda, não se deve apenas ao calor gerado pelas microondas, “mas por algo a mais”, cujo mecanismo ainda é desconhecido. Os participantes do Projeto Reflex, cujos resultados acabam de ser enviados à Comissão Européia, estudaram desde Fevereiro de 2.000 até Maio deste ano os efeitos sobre as células dos campos eletromagnéticos de ambientes urbanos industrializados, utilizando para isso material de laboratório.
Os pesquisadores analisaram dois tipos de campo: os de baixa freqüência, ou seja, com freqüências iguais ou inferiores a 50 hertz, que são as emitidas pelos computadores ou pelas linhas de alta tensão; e os de altas, com freqüências iguais ou inferiores a 1 gigahertz, que são as microondas da telefonia celular, tanto das antenas repetidoras como dos aparelhos.
CABELA NO MEIO – “Se o celular só recebesse não haveria problema, o problema é que (o aparelho) emite (ondas) e nossa cabeça está no meio”, resumiu Ubeda, especialista em biofísica e membro da equipe de bioelectromagnetismo do hospital Ramón e Cajal de Madri. O Projeto Reflex estudou apenas os níveis iguais ou inferiores aos considerados seguros para o público em geral, e dentro destes limites biofísicos houve resposta celular. Cada grupo de trabalho se encarregou de uma parte. Os 12 grupos participantes analisaram células-tronco procedentes de ratos, células cancerosas cultivadas em laboratório e células sangüíneas de voluntários humanos.
“Aí a resposta foi diferente conforme a idade dos doadores: quanto mais velho era o indivíduo mais modificação celular havia”, disse Ubeda. A pesquisa, acrescentou o especialista, está pronta para ser retomada, mas apenas com grupos de células, não com humanos ou animais. Em suas conclusões, o Projeto Reflex recomenda que não se abuse do celular, principalmente os jovens.
Ubeda, que tem e usa telefone celular, só põe o telefone na orelha quando já estabeleceu uma conexão com seu interlocutor, de modo que evita “o pico máximo” de ondas. Além disso, evita falar onde há pouca cobertura, porque é nestes locais em que o sinal eletromagnético tem maior intensidade.

CELULAR PODE FAZER MAL A CRIANÇA, MOSTRA PESQUISA
[Jornal “O Estado de São Paulo”: 13 de Janeiro de 2.005, Quinta-Feira. Página A.10]

Londres – Crianças com menos de 8 anos devem evitar o uso de telefones celulares. Um relatório britânico divulgado na terça-feira associou o uso intenso de celulares a tumores no ouvido e concluiu que os riscos foram subestimados pela maioria dos cientistas. O professor William Stewart, presidente do Conselho Nacional de Proteção Radiológica, disse que os indícios de efeitos potencialmente prejudiciais se tornaram mais convincentes nos últimos cinco anos e incidiram mais sobre as crianças.
A notícia desencadeou pedidos para que os telefones tragam avisos sobre danos à saúde e provocou pânico em parte da indústria. Um fabricante britânico suspendeu um modelo destinado a crianças de 4 a 8 anos.
Desde o ano 2.000, o número de celulares na Grã-Bretanha dobrou, chegando a 50 milhões. Nesse período, o número de crianças de 5 a 9 anos portadoras de celulares quintuplicou.
Em seu relatório, intitulado Móbile Phones and Health (Telefones Celulares e a Saúde), Stewart disse que quatro estudos causaram preocupações. Uma análise com duração de dez anos feita na Suécia sugeriu que os usuários intensivos de celulares estão mais propensos a ter tumores não malignos no ouvido, enquanto um estudo holandês indicou mudanças na função cognitiva.
Já um trabalho feito na Alemanha indicou aumento de incidência de câncer em torno das estações de telefone. E um projeto apoiado pelos EUA mostrou indícios de dano às celulares provenientes de campos típicos de celulares.
“Todos esses estudos ainda precisam ser repetidos e sua qualidade pode variar, mas não podemos descarta-los”, explicou Stewart. Ele afirmou que, se houver risco à saúde, o que ainda não foi totalmente comprovado, o risco seria maior para as crianças. The Times

CELULAR FEITO PARA CRIANÇA SAI DO MERCADO BRITÂNICO
[Jornal Correio Popular: Campinas, 12 de Janeiro de 2.005, Quarta-Feira. Página B.4]

Fora de área – O primeiro telefone celular do Reino Unido feito especialmente para crianças foi retirado ontem do mercado por causa de uma pesquisa que adverte sobre o risco desses aparelhos para a saúde dos mais novos.
A fabricante MyMo pôr o telefone à venda há cinco meses para que as crianças de quatro a oito anos pudessem utilizá-lo em caso de emergência. O celular custava 86 euros (US$ 114,00).
O distribuidor do produto, Communic8, confirmou a retirada do telefone devido a uma pesquisa do Conselho Nacional de Proteção Radiológica (NRPB), que desaconselha o uso de celulares por crianças com menos de oito anos.
“O estudo sugere que a longa exposição ao celular pode prejudicar a saúde, especialmente a do tecido craniano, não desenvolvido, de crianças muito jovens”, afirmou a Communic8.
A distribuidora garantiu, no entanto, que o produto é seguro se for usado com a supervisão dos pais, como se recomenda.

Nota: E tudo começou com a primeira notícia de bloco de alerta, que foi a pesquisa brasileira, a maior realizada até hoje mas que não se divulga adequadamente, primeiro por causa dos interesses econômicos e segundo, pela cláusula de confidencialidade que os cientistas brasileiros tiveram de assinar com a empresa contratante.
Não esqueça que os malefícios da telefonia celular, está correndo no mesmo “trilho”, está no mesmo caminho dos malefícios do cigarro. No início, se afirmava que o cigarro não causava câncer. Depois, as empresas contrataram cientistas para “provar” que o cigarro não era o responsável pelos cânceres. Quando a incidência de mortes por cânceres entres os fumantes disparou, as empresas ainda “bateram na tecla” de que se a pessoa fumasse “moderadamente” não teria problemas de saúde. Só faltaram dizer que se as crianças fumassem com a supervisão dos pais, não teria problema.
Quanta mentira jogada em uma população de ignorantes.
Por isso que as fabricantes de celulares, frente as notícias de alerta, cada vez mais freqüentes, estão colocando nos novos modelos, que o usuário poderá até ver pornografia em seu aparelho celular. O idiota é cativado com idiotices, claro!

CELULAR RESTRITO A ADULTOS ?
[Revista Istoé nº 1.840 – 19 de Janeiro de 2.005, Quarta-Feira. Página 55]

Alerta – Causou polêmica a divulgação de um relatório produzido pelo instituto britânico de proteção radiológica. A entidade chamou a atenção na semana passada para os riscos do uso do celular por crianças. Embora não existam provas de que os aparelhos sejam prejudiciais à saúde, a entidade adverte que se houver perigo – como o aparecimento de tumores devido à radiação – os pequeninos já estão muito expostos. Uma em cada sete crianças (até dez anos) do Reino Unido tem um telefone móvel. Em 2.004, uma pesquisa inglesa contestou os possíveis danos. Mas o órgão insiste no conselho: a garotada só deve recorrer ao celular em casos emergenciais.

SDTC – A DOENÇA DO CELULAR
[Revista Istoé Nº 1.845 – 23 de Fevereiro de 2.005]

Psiquiatria – Uma nova enfermidade psíquica foi diagnosticada pelo psiquiatra carioca Achiles Menezes. Trata-se da SDTC, sigla para síndrome da dependência do telefone celular. O psiquiatra explica que os seus pacientes são jovens com idades entre 20 e 25 anos, alguns deles chegando ao ponto de passar até 20 horas falando pelo celular – quase sempre participando de chats para conhecer gente nova e fazer amizades, e só interrompendo as conversas para trocar a bateria do aparelho. “São jovens que têm dificuldade de comunicação, tímidos que acham mais fácil fazer amigos pelo telefone do que através de contatos pessoais”, diz Achiles.
ISTOÉ – O que causa a síndrome da dependência do telefone celular?
ACHILES – É o mesmo processo que leva a qualquer outra dependência. Algum tipo de depressão ou patologia pré-existentes que a pessoa tenta compensar falando ao celular.

ISTOÉ – Qual o tratamento indicado?

ACHILES – A terapia clínica continuada ou até mesmo o uso de medicamentos. É importante também que a família participe do tratamento.


ALERTA – CEDO DEMAIS PARA CELULAR
[Revista Istoé Nº 1.850: 30 de Março de 2.005, Quarta-Feira. Página 55]

Se depender de especialistas americanos e ingleses, criança não deve usar celular. Segundo o professor de bioengenharia da Universidade de Washington (EUA), Henry Lai, ainda não se conhecem os efeitos que o aparelho pode causar à saúde a longo prazo. Por isso, o melhor seria evitar que os pequenos usassem o telefone.


ENVIO DE MENSAGENS POR APARELHO CELULAR AFETA QI
[Jornal Correio Popular: Campinas, 24 de Abril de 2.005, Domingo]

Enviar mensagens eletrônicas ou mensagens de texto por telefones celulares (SMS) afetam o coeficiente intelectual (QI) das pessoas até quatro vezes mais que a maconha, segundo um estudo realizado por um grupo de psicólogos.
A pesquisa, encomendada pela Hewlett Packard, descreve como o tempo utilizado tanto na elaboração como na recepção de mensagens de texto, por celular ou e-mail, determina uma constante perda da atenção dos usuários destes serviços, interrompendo a concentração no trabalho e prejudicando, inclusive, a vida social.
Das quase 1.100 pessoas entrevistadas, 62% admitiram uma espécie de vício no correio eletrônico, ao explicar a ansiedade para receber mensagens que as levem a visitar suas contas constantemente, tanto no escritório como com tempo livre – e inclusive nas férias.


CELULAR EXPLODE E CAUSA QUEIMADURAS EM USUÁRIO
[Jornal Correio Popular: Campinas, 06 de Julho de 2.005, Quarta-Feira. Página B.6]

Ligação Perigosa.
O comerciante autônomo Jesus Favacho Andrade, de 46 anos, ficoi ferido ontem quando seu celular explodiu dentro do bolso da bermuda que usava. A explosão provocou queimaduras na coxa e na perna. No momento do incidente ele estava dentro de uma loja de autopeças no bairro de Canudos, em Belém (PA). Levado a um pronto-socorro público, os médicos constataram queimaduras de 1º e 2º graus na coxa de Andrade. Ao deixar o hospital, ele foi para a Delegacia do Consumidor, onde registrou queixa contra a empresa Nokia, fabricante do celular.
A delegada Gisele Campos abriu inquérito para apurar o caso. A bermuda queimada e restos do celular destruído pela explosão focam levados ao IML, para perícia. Segundo a delegada, esta é a primeira vez que um caso dessa natureza é registrado no Pará. Há dois anos, uma adolescente teve a mão queimada porque o celular esquentou demais enquanto atendia a uma ligação. O aparelho dela era da mesma marca do celular de Andrade, um Nokia modelo 6560. A bateria que explodiu possui materiais tóxicos, que podem provocar câncer. A Nokia informou que dará toda a assistência médica ao comerciante paraense. (AE).

A T E N Ç Ã O

Veneno é veneno independente da dose. Se a dose for grande, mata rapidamente e se a dose for pequena, a intoxicação causará morte lenta, acumulativa, que ao final do processo normalmente trará a destruição do corpo físico de maneira terrível.
A radiação de microondas é veneno que, como todos os outros venenos, pode matar rapidamente ou a médio e longo prazos.
Assim, se você é um daqueles cidadãos que por ignorância cultural ainda acredita que a baixa dose de microondas do seu forno de microondas ou do seu telefone celular não irão, com o passar dos anos lhe trazer conseqüências sérias para a saúde e se por essa mesma ignorância, você acha que o veneno das microondas não pode ser utilizado como ARMA de guerra, leia a notícia abaixo e medite em todas as notícias científicas que existem nas reportagens aqui colocadas.

EUA QUEREM USAR ARMA EXPERIMENTAL DE REPRESSÃO NO IRAQUE
[WWW.VERMELHO.ORG.BR - PUBLICADO EM 21-07-2.005, QUINTA-FEIRA]

O Pentágono está prestes a dizer adeus às bombas de gás lacrimogêneo e às rombudas balas de borracha. A razão disso é que pretende utilizar agora sua nova criação tecnológica, o Active Denial Systen, ou Sistema de Negação Ativa. É um sistema eletromagnético de armas não letal, segundo o Pentágono, que pode desbaratar uma multidão em segundos, usando a mesma tecnologia que é usada em forno de microondas doméstico.
A arma de repressão é classificada como “menos letal” pelo Pentágono porque emite um raio de microondas de 96 gigahertz, a 600 metros de distância, provocando a sensação de calor na pele e uma dor intolerável em menos de cinco segundos de exposição, mas que “teoricamente não causa danos permanentes às pessoas”, segundo o site da Força Aérea Americana (http://de.afrl.af.mil/).
Cientistas americanos já estão questionando a segurança dessa nova arma de raios, de estilo “Guerras nas Estrelas”, na repressão de manifestantes e que deve ser utilizada no Iraque no próximo ano.
Segundo o Pentágono, a onda eletromagnética penetra em 2 milímetros na pele, causando dor semelhante a causada pelo toque de uma lâmpada incandescente acesa. O objetivo da arma é fazer com que, por reflexo natural do ser humano à dor, as pessoas em uma reunião ou manifestação sejam dispersadas rapidamente.
No entanto, a Revista New Scientist revelou ontem que, durante testes feitos em uma base da Força Aérea Kirkland, no Novo México, os participantes que desempenharam o papel de manifestantes receberam a ordem de retirar óculos e lentes de contato para protegerem seus olhos.
Em outro teste, eles também tiveram que retirar objetos de metal, como moedas, de suas roupas, para evitar queimaduras na pele. “O que acontece se alguém da multidão não conseguir, por qualquer razão, escapar do raio?”, perguntou Neil Davison, coordenador do projeto de pesquisas com armas não-letais da Universidade Bradford, do Reino Unido. “Como você podem garantir que a dose (do raio) não cruza o limite que provoca danos permanentes? A arma pára (o raio) para evitar exposição longa demais?”, perguntou.
O tempo de exposição das pessoas ao raio pode provocar danos irreparáveis à visão e aos órgãos internos, por queimadura. O Pentágono manifesta “alegria” porque a arma não provoca danos imediatos e não faz pessoas sangrarem diante de câmeras de televisão. Mas os efeitos posteriores da arma ainda não foram revelados. O raio eletromagnético eleva a temperatura da água, pois agita as moléculas com tal velocidade que o atrito resultante da agitação provoca calor. É possível que, posteriormente à exposição, as pessoas tenham seus órgãos afetados pelo calor extremo. “Alguém que use lente de contato, por exemplo, pode ficar cego, pois perderia a película de umidade entre o olho e a lente, colando as duas estruturas”, diz Davison.
A revista informou que uma versão da arma montada sobre um veículo batizado de Xerife, deve ser colocada em uso no Iraque em 2.006. Dez anos de pesquisa e mais de 40 milhões de dólares foram destinados a esse projeto, que é comparado por seus críticos a uma versão militarizada de um simples e doméstico forno de microondas. Desenvolvida pela empresa Raytheon Corporation e por outras empresas terceirizadas pelo Departamento de Defesa, ainda está em testes na base Kirkland, da Força Aérea Americana. Segundo sítios especializados, a arma deve entrar em operação somente em cinco anos. Estão sendo desenvolvidas para o uso portátil e também em helicópteros.

4 comentários:

Val Pereira disse...

Olá, Carol!!!
Eu estou com uma dúvida em relação à data da revista Carta Capital...na primeira parte vc postou q a revista e´de 2000, mas durante os posts tem várias datas posteriores, como 2005.
A revista é realmente de 2000?
Obrigada, desde já.
Val Pereira
http://obalaiodaval.blogspot.com/

Carol Daemon disse...

Oi Val, nem de 2000, nem de 2005 e 2006.
A revista é de Agosto de 2008, no primeiro post a data está disponível na capa.
Mas a reportagem faz um apanhado de inúmeras outras reportagens de varias revistas e jornais distintos, inclusive da própria Carta Capital anos antes. Esse post (05), por exemplo cita a "Isto é", o "Estado de SP", o "Jornal Correio Popular" de Campinas e o site "vermelho.org".

Val Pereira disse...

Obrigada pela resposta.
Divulgarei o seu blog para os meus alunos para que eles tenham consciência dos riscos q correm ao ficarem pendurados o dia todo no celular.
Muito informativo, necessário e útil!!!
Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Valéria Pereira
http://obalaiodaval.blogspot.com/

Carol Daemon disse...

Oi Val, obrigada pelo prestígio!
Abs e boa sorte com teu balaio :-)