segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Carta Capital e celulares 7 - final da reportagem





CELULAR PODE CAUSAR CÂNCER NAS GLÂNDULAS SALIVARES”
[Yahoo! Notícias: 07 de Dezembro de 2.007. Sexta-Feira]

Jerusalém (AFP) – As emissões de radiofreqüências e microondas dos telefones celulares aumentam o risco de câncer nas glândulas salivares, afirma um estudo realizado por pesquisadores israelenses.
Os riscos de desenvolver um tumor maligno em tais glândulas são quase 50% maiores quando há uso freqüente de telefones celulares (22 horas por mês), segundo este estudo publicado no American Journal of Epidemiology em dezembro.
O risco é ainda mais elevado se os usuários sempre usarem o mesmo ouvido, se não possuírem um fone ou se estiverem em áreas rurais.
“Os resultados sugerem que existe uma relação de causa e efeito entre os telefones celulares e o desenvolvimento de tumores em glândulas parótidas”, concluem os pesquisadores.
Em um grupo de 460 doentes estudados, 58 desenvolveram tumores cancerígenos e 402 tumores benignos de glândulas parótidas.
A pesquisa dirigida pelo médico Sigal Sadetzki do centro médico Tel Hashomer de Tel Aviv foi financiada pela Associação Internacional contra o câncer em um projeto da Organização Mundial da Saúde (OMS).

DIGITAÇÃO INTENSA EM CELULARES CAUSA LESÕES

[Jornal O Estado de São Paulo: 17 de Dezembro de 2.007, Segunda-Feira. Página A-14]

Estados Unidos – Médicos estadunidenses apontam um crescimento “dramático” no número de pessoas que procuram os seus consultórios com dores persistentes na nuca e também o dedo polegar. O diagnóstico: fadiga muscular provocada pelo esforço contínuo no exercício da escrita de mensagens eletrônicas a partir de telefones celulares, ou pelo uso intenso de aparelhos de MP3, como o iPod. O alerta é da Associação Estadunidense de Fisioterapia. (EFE)

MUSEUS E BIBLIOTECAS DE PARIS SUSPENDEM USO DE WI-FI
DETERMINAÇÃO ATENDE AO PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO; FUNCIONÁRIOS SE QUEIXAM DE RISCO À SAÚDE.

[Jornal O Estado de São Paulo: 20 de Janeiro de 2.008, Domingo. Página A-31]

(Andrei Netto – Especial para o Estado – Paris)

O uso de hotspos de internet sem fio (Wi-Fi) em museus e bibliotecas da capital francesa está suspenso até o mês de fevereiro. A moratória decretada pelo Conselho de Paris visa a esclarecer a origem de distúrbios de saúde declarados por funcionários das instituições, supostamente vinculados às emissões de radiofreqüência das estações de base.
A decisão reabre a controvérsia em torno dos riscos -ainda não comprovados, nem descartados- à saúde gerados pela exposição excessiva às ondas de internet, telefonia celular e microondas, entre outras.
Desde junho, 60 bibliotecas e museus mantidos pela prefeitura vinham sendo equipados com estações de base, aparelhos que emitem as ondas captadas pelos microcomputadores. Com o passar dos meses, funcionários de quatro bibliotecas pediram a intervenção da Federal Sindical Unitária (FSU) junto à prefeitura.
A moratória foi decidida pela Direção de Assuntos Culturais de Paris, a pedido do Comitê Higiene e Segurança, depois que mais de 40 funcionários públicos descreveram problemas de saúde como dor de cabeça, mal-estar, vertigem e dor muscular. Os supostos distúrbios chamaram a atenção por terem características semelhantes aos diagnosticados por pessoas que se sentiam prejudicadas por antenas de retransmissão de sinais de telefonia celular.
A causa foi encampada não apenas pelos sindicalistas mas também por ambientalistas e organizações não-governamentais (ONGs) que já haviam militado contra o que consideram “instalações indiscriminadas” de antenas de telefonia celular. “O grande problema é que a questão segue em aberto. Não temos certeza sobre a existência ou não de riscos à saúde. O que há é um “risco potencial” que precisa ser analisado. Daí a necessidade de moratória, afira Stéphen Kerckhive, da ONG Agir pelo Ambiente.
Outra ONG, a Priartem (na sigla em francês, para Regulamentação das Implantações de Atenas de Telefonia Celular) se vale de estudos em laboratório para embasar o temor. De acordo com Janine le Calvez, presidente da associação, com sede em Lion, há pesquisas acadêmicas que indicam o efeito genotóxico -ALTERAÇÕES GENÉTICAS NOCIVAS- provocado pelas ondas de radiofreqüência de 2.450 MHz, as utilizadas pelas redes sem fio de internet. “Esses resultados epidemiológicos sobre a telefonia móvel e mostram um AUMENTO no risco de tumores”, diz.

INDICAÇÕES.
Encerrado há dois anos, o relatório Reflex, estudo supervisionado pela Comissão Européia,baseou-se em quatro anos de experiências realizadas por 12 grupos de pesquisa em sete países , ao custo de 3 milhões de euros (cerca de R$ 8 milhões). Segundo o relatório, ondas eletromagnéticas podem, em tese, quebrar o DNA de células humanas expostas de forma sistemática e por longos períodos (18 horas) a raios de baixa freqüência, gerando alterações. A pesquisa, porém, não é conclusiva e ressalta que ainda não é possível afirmar que haja danos à saúde humana.
Outro estudo epidemiológico internacional, o Interphone, também estimula a discussão na Europa. Ainda em curso em 13 países, o levantamento -específico sobre telefonia celular- indica que a exposição excessiva à radiofreqüência pode dobrar o “risco relativo” de TUMORES CEREBRAIS, como gliomas, meningiomas e neurinomas, entre outros.
Em Paris, o tom das discussões é ainda mais acalorado porque a cidade tornou-se a metrópole mais conectada por redes Wi-Fi da Europa. Bertrand Delanoë, prefeito de Paris, vem implantando um projeto de “cidade digital”, o Paris Wi-Fi, que consiste na implantação de hotspots (pontos de internet sem fio de livre uso), uma forma de democratizar o acesso à rede mundial.
No final de 2.007, 260 pontos da cidade, como parques, monumentos, prefeituras distritais, museus, bibliotecas e centros associativos - entre os quais o Campo de Marte, onde se situa a Torre Eiffel, e o Hotel de Ville, a sede do Executivo municipal - já contavam com 400 estações de base Wi-Fi.
Diante da incerteza, s cientistas apelam ao uso comedido de telefones portáteis. Quanto às redes sem fio de internet, a medida preventiva é o uso a uma distância mínima de 50 centímetros da estação de base.

Observação:
Todo mundo sabia que o cigarro causava cânceres, mas a ciência ainda não tinha desenvolvido equipamentos e análise química moderna o suficiente para provar tal fato. Os cientistas ligados aos interesses das indústrias do cigarro, “provavam” cientificamente que o cigarro não causava cânceres. Isso perdurou até que a indústria de seguros de vida nos Estados Unidos, quase foi à falência, obrigando a própria indústria de cigarros a contar a verdade. Nessa época, houve coincidência de equipamentos científicos mais modernos e o mesmo para as análises químicas.
Até isso acontecer, centenas de milhões de pessoas desavisadas ou ignorantes, morreram antes da hora, por causa do cigarro.
A MESMA COISA está ocorrendo com a indústria da telefonia celular que é, infinitamente para poderosa do que a indústria de cigarros de antigamente.
Assim, quando os estudos científicos chegam perto de PROVAR que telefones celulares causam cânceres generalizados, o mesmo ocorrendo com suas antenas, acontece o que ocorreu com o estudo Reflex: ele NÃO FOI terminado. Cortaram a verba antes das últimas conclusões.
O estudo INTERPHONE, que está em curso, já era para ter terminado e a indústria da telefonia celular, está fazendo com que governos “enrolem” com o mesmo.
Cabe, portanto, a pessoa CULTA e não ignorante, fazer a opção de não utilizar telefonia celular, do mesmo modo que, a pessoa culta de 50 anos atrás não consumia cigarros, enquanto o debate político e mentiroso continuava.

ESPECIALISTA ALERTA SOBRE RISCO DE USO DE CELULAR

[Uol Notícias – BBC Brasil – 24 de Julho de 2.008, quinta-feira]

O diretor de um dos principais centros de pesquisa sobre o câncer dos Estados Unidos emitiu um alerta aos seus funcionários sobre os riscos do uso de telefones celulares.
O comunicado foi elaborado por Ronald Herberman, diretor do Instituto de Câncer da Universidade de Pittsburgh.
Herberman afirmou que, apesar de nenhum estudo acadêmico confirmar a relação entre o uso de celulares e o risco de tumores no cérebro, os usuários não devem esperar uma pesquisa conclusiva para começar a tomar certas precauções.
“Dada a falta de provas definitivas sobre os efeitos cancerígenos da radiação magnética emitida pelos celulares, não podemos falar em medidas preventivas, mas em simples medidas de precaução”, diz o alerta.
Além do alerta, Herberman emitiu ainda um comunicado, assinado por 20 especialistas internacionais com algumas precauções sobre o uso dos telefones celulares.
Entre as ações aconselhadas pelos especialistas está a de permitir o uso de celulares por crianças apenas em casos de emergência, tentar manter o aparelho longe do corpo enquanto guardado e usar o viva-voz sempre que possível.
Herberman, alerta ainda para que as pessoas usem o celular apenas para conversas rápidas, já que os efeitos biológicos estariam “diretamente relacionados ao tempo de exposição”.
ESTUDOS:
O diretor afirma que decidiu emitir o alerta com base em informações ainda não publicadas sobre os efeitos do uso dos aparelhos celulares.
As informações preliminares seriam do estudo internacional Interphone, que envolve 13 países.
“Apesar das provas ainda causarem controvérsia, estou convencido de que há informações suficientes para emitir um alerta para que tomemos precauções sobre o uso do telefone celular”, disse Herberman.
No passado, um estudo realizado durante seis anos afirmou que o uso dos celulares não causava nenhum efeito, a curto prazo, no cérebro ou no funcionamento das células.
No entanto, o Programa Britânico de Pesquisa em Telecomunicações Móvel e Saúde, afirmou que havia um indício de um risco maior a longo prazo e que sua pesquisa iria avaliar os efeitos durante um período de 10 anos.
Segundo o diretor do Programa, Lawrie Challis, “não podemos eliminar a possibilidade,, neste momento, de que o câncer pode aparecer em alguns anos”.
Um outro estudo realizado no Reino Unido em 2.005 sugeriu que o uso dos celulares por crianças deveria ser limitado como precaução. Além disso, a pesquisa aconselhava que menores de oito anos de idade não deveriam usar os aparelhos.
Os telefones celulares emitem radiações eletromagnéticas que podem penetrar o cérebro humano e a precaução de alguns ativistas é a de que isso poderia causar sérios danos à saúde.
Uma análise realizada neste ano pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, observou milhares de pacientes com tumor no cérebro e não identificou nenhum aumento no risco como resultado do uso dos aparelhos celulares.
No entanto, o estudo afirmou que os efeitos do uso a longo prazo ainda aguardam a confirmação de pesquisas futuras.
Estudos recentes na França e Dinamarca também não identificaram aumento no risco de câncer pelo uso dos aparelhos.
Entretanto, uma pesquisa feita com 500 israelenses neste ano aponta que o uso dos celulares pode estar vinculado a um aumento no risco de desenvolver câncer nas glândulas salivares.

USO DE CELULAR PODE PROVOCAR ALERGIAS, AFIRMA ASSOCIAÇÃO

[Correio Popular: 20 de Outubro de 2.008, segunda-feira. Página E-2]

O uso excessivo de telefone celular pode provocar alergias nas bochechas e orelhas. Batizada de dermatite do telefone celular, a reação alérgica provoca coceiras e deixa a pele avermelhada. Afeta pessoas que desenvolvem uma sensibilidade ao níquel – elemento que é utilizado na superfície de telefones celulares – depois de passarem muito tempo em contato com o aparelho. Segundo comunicado da Associação Britânica de Dermatologia, divulgando semana passada, quem passa muito tempo digitando mensagens de textos pode desenvolver a alergia até na ponta dos dedos, embora bochechas e orelhas sejam mais comuns. A associação recomenda que médicos fiquem atentos aos sintomas e considerem o uso excessivo de celulares como uma das causas possíveis da alergia, já que estudos demonstram que o níquel é uma das causas mais comuns de dermatites alérgicas. O material é encontrado em diversos modelos de aparelhos de celular.

RAPAZ MORRE APÓS CHOQUE EM CELULAR
JOVEM FOI ATENDER CHAMADA COM APARELHO LIGADO À TOMADA ELÉTRICA PARA CARREGAR

[Correio Popular: 27 de Dezembro de 2.008, Sábado. Página B-3]

(De Goiânia)

Eric Henrique de Oliveira Rodrigues, de 18 amos, morreu no dia de Natal ao ser atingido por uma descarga elétrica em Bonfinópolis, a 35 quilômetros de Goiânia (GO). No momento do acidente, por volta das 21:30 horas, chovia muito e o rapaz decidiu atender o telefone celular. O aparelho estava conectado à tomada elétrica para ser recarregado e Eric foi fulminado pela descarga.
“Para nós está sendo o Natal da tragédia”, desabafou Luzia Rodrigues, mãe do rapaz. Antonio Rodrigues, pai do rapaz, contou que os amigos e parentes estavam reunidos juntamente com Eric, a mulher dele e a filha numa chácara da família. Todos participaram da ceia de Natal e conversavam animadamente. O celular tocou e, apesar do ruído das chuvas e das vozes, Eric decidiu atender à chamada. Após a descarga, o rapaz, ainda com vida, foi levado às pressas para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). No trajeto, o choque elétrico provocou uma parada cardiorrespiratória. “Quando chegou já estava morto”, disse Luzia.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Anápolis, que foi acionado pela família, a descarga elétrica arremessou o corpo do rapaz a uma distância superior a dois metros. Exames do Instituto de Medicina Legal (IML), indicaram, ainda, marcas de queimaduras pelo corpo de Eric.
De acordo com o capitão Monteiro, da Defesa Civil de Goiás, “não são raros os casos” como o de Eric.
(Da Agência Estado).



Mais informação:
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3 comentários:

Muda disse...

Carol (se me for dado o direito de assim chamá-la), eu acompanho seu blog faz um tempinho já e preciso dizer que você é inspiradora! Parabéns!

Um beijo.

Geradores Eólicos disse...

Já acompanho o seu blog algum tempo mas nunca comentei.

Parabens por mais um excelente artigo.

Cumprimentos

Carol Daemon disse...

Olá, sejam bem vindos.
Visitei seus sites e em ambos os casos deparei-me com agradáveis surpresas. Parabéns!
Apareçam sempre, a "menina" precisa de opinioes variadas.
Abs :-)