terça-feira, 15 de setembro de 2009

Celulares, radiação, câncer e esterilidade



A Sonia me enviou um presente e como eu gostei muito, vou tratá-lo com o devido respeito.

Por 1 semana, será postado diariamente 1 trecho da reportagem de capa da Carta Capital sobre os riscos do celular a saúde humana e como toda essa informação vem sendo omitida.

Lembro que já temos leis nos protegendo inspiradas no modelo europeu, que a OMS já relaciona o uso do celular com câncer e da minha própria experiência profissional com homens que foram parcialmente esterilizados por trabalharem em campo em projetos de Telecom.


VERDADES QUE INCOMODAM
PESQUISA: CELULAR FAZ MAL

[Revista “Carta Capital” – 16 de Agosto de 2.000. Ano 6, Nº 129]

Estudos com ratos, no Brasil, demonstram que exposição excessiva provoca infertilidade, lentidão no aprendizado, mudanças de comportamento...

R A D I A Ç Ã O - N A V I D A C O M O N O C I N E M A
Por Beth Koike.

Radiação eletromagnética do celular.
Quem tem medo? Provavelmente, uma pequena porcentagem dos 18,5 milhões de usuários de celular no Brasil. A indústria da telefonia móvel quase não comenta o assunto e, quando o faz, enfatiza apenas que a radiação não é prejudicial à saúde. Dois estudos reveladores podem fazer cair por terra a crença de que o uso do aparelho celular é inofensivo. O diagnóstico de um desses estudos é alarmante. O permanece envolto em mistérios.
O primeiro deles é uma tese de mestrado elaborada por um engenheiro eletrônico, com apoio de uma equipe formada por médicos, psicólogas e um psiquiatra da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Neste estudo - apresentado à comunidade científica nos dias 08 e 09 deste mês durante simpósio nacional em João Pessoa - pelo menos mil cobaias foram expostas a uma radiação de celular de uma hora ao dia durante 14 meses. O autor da tese em questão é o engenheiro eletrônico Mohit Gheyi e seu orientador é o engenheiro eletrônico Marcelo Sampaio de Alencar, Ph.D. pela Universidade de Waterloo, no Canadá.
O segundo estudo é cercado de segredos, os financiadores e alguns envolvidos não comentam o trabalho e muito menos o resultado final. Trata-se de um estudo desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) – entidade ligada à Telebrás antes da privatização – e patrocinado pela Ericsson. A empresa sueca de telefonia colocou R$ 1 milhão num amplo projeto sobre radiação e, passado um ano, ainda não divulgou o resultado. Mas o coordenador deste estudo, o engenheiro eletrônico José Roberto Gonçalves dos Santos, afirma: -“Nós fizemos um projeto para a Ericsson que conclui que o maior problema pode ser o aparelho celular”.

I N F E R T I L I D A D E – Com 90 páginas, a tese de mestrado de Gheyi envolveu uma pesquisa com pelo menos mil ratos de laboratório, cujo nome científico é Rattus norvegicus. As cobaias foram submetidas a uma radiação com freqüência de 2,45 GHz – freqüência similar à do telefone celular. Essa experiência tem relevância porque é o primeiro trabalho sobre o assunto no Brasil a ser realizado com seres vivos. Até então, os pesquisadores se limitavam a simulações no computador ou acompanhavam a literatura estrangeira que trata do tema. Marcelo Sampaio de Alencar, destaca:
-Até onde eu saiba, este é o primeiro trabalho de radiação de celular com cobaias no País e tem grande valor, inclusive para os estudiosos estrangeiros, porque é comum eles fazerem experiências com uma radiação muito elevada na qual, obviamente, aparecem problemas nas cobaias.
Alarmante foi o adjetivo escolhido para descrever os resultados publicados na tese de mestrado. O adjetivo não é usado em vão: entre as anomalias dos ratos de laboratório irradiados, o que mais chama a atenção diz respeito à fertilidade. Houve queda de 26% no nível de fertilidade das cobaias nascidas de pais e mães expostos à radiação. Esse decréscimo nas demais gerações manteve-se em 20%.

D E V A G A R – Atualmente, os pesquisadores estão trabalhando na quinta geração de Rattus norvegicus. “Também pudemos verificar que a radiação está atrasando o amadurecimento dos óvulos”, detalhou Alencar. O professor conta ainda que os problemas não se restringem às fêmeas. Nos machos, a radiação provocou um decréscimo significativo na produção de espermatozóides.
Nas experiências envolvendo líquidos e alimentos, a equipe de pesquisadores constatou que as cobaias irradiadas consumiam 7% a mais de água e de 3% a 4% a menos de ração em relação aos ratos sem radiação eletromagnética. Segundo o autor da tese, Mohit Gheyi, o aumento no consumo de água já era esperado, porque a radiação provoca aquecimento nas cobaias.
Os psicólogos e o psiquiatra que participaram do estudo detectaram que uma parcela significativa dos ratos irradiados apresentou dificuldades no aprendizado, como descrito na tese:
-Apenas três das cinco cobaias conseguiram realizar as atividades preestabelecidas, sendo uma delas na oitava tentativa. As duas cobaias restantes não conseguiram realizar as tarefas, mesmo depois de dez tentativas (cada tentativa foi feita em um dia diferente).
A equipe permaneceu durante um ano e dois meses fazendo experiências com exames de sangue, de testículos e ovários com microscópio, pesagem das cobaias, contagem do número de filhotes durante três gerações, monitoração do consumo de água e ração, além de estudos comportamentais. A apresentação da tese no simpósio levantou questões. Outro pesquisador, mesmo tendo chegado a resultados similares aos de Gheyi em simulações no computador, lembrou serem necessários mais pesquisa, tempo e cautela.

O L H O V I V O – A divulgação do resultado da tese tem ainda mais mérito quando se sabe que o assunto é tratado como sigiloso dentro da indústria de celulares, tanto no Brasil quanto no exterior. Um episódio ocorrido na Austrália exemplifica o que as empresas de telefonia são capazes de fazer para camuflar resultados que não interessam.
Há sete anos, estudiosos australianos submeteram 200 camundongos (geneticamente alterados para que tivessem predisposição a desenvolver câncer) a uma radiação de celular de meia hora, duas vezes ao dia. Após 18 meses de pesquisa, os animais desenvolveram duas vezes mais câncer quando comparados aos camundongos não expostos à radiação.
O estudo australiano, bancado pela Telstra, operadora de celular, tinha como cláusula um acordo de confidencialidade. Ou seja: o resultado teria de ser divulgado primeiramente pela Telstra e só depois os pesquisadores envolvidos no trabalho poderiam falar sobre o assunto. O resultado veio a público apenas quatro anos depois.

D E B A I X O D O T A P E T E – A operação para divulgação da pesquisa foi cercada de estratégias: três meses antes da publicação do estudo, a Telstra informou os resultados para as fabricantes de celulares e ao governo, para que estes reduzissem o impacto do trabalho. O ministro das Comunicações da Austrália, senador Richard Alston, entrou no jogo da operadora com um discurso irônico:
-Penso que o máximo que podemos dizer é que, se houver camundongos na nossa comunidade que estejam geneticamente predispostos a ter câncer, é melhor que alguém os aconselhe a não usar telefones celulares. Eu diria que isso também se aplica aos ratos.
A tese de mestrado da Universidade da Paraíba também tem, teoricamente, o apoio da iniciativa privada. A Telecom Itália comprometeu-se a colocar R$ 26 mil no estudo, cujo investimento total é de aproximadamente R$ 106 mil. O restante da verba deve vir do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Até o momento, todos os gastos foram bancados pela universidade e o acordo é que a entidade e a empresa repassem os custos neste período de conclusão da obra. O professor Alencar destaca:
-Muitas empresas acabam interferindo nos trabalhos dos pesquisadores, como ocorreu na indústria do tabaco. A Telecom Itália quis entrar na pesquisa, mas coloquei desde o início que não haveria interferência no andamento da pesquisa.

M I S T É R I O – O caminho da tese da Universidade Federal da Paraíba parece não estar se repetindo em Campinas, cidade paulista que abriga o CPqD, ex-Telebrás. Ao contrário, ao que tudo indica, o centro de pesquisa que fez um trabalho para a Ericsson sobre radiação do celular parece seguir o mesmo caminho da Telstra, na Austrália.
Como já foi dito nesta reportagem, a Ericsson investiu R$ 1 milhão para que o CPqD fizesse um grande trabalho sobre radiação eletromagnética de celular, que previa estudos em quatro projetos. O valor do investimento foi fornecido pelo próprio diretor de desenvolvimento de negócios da Ericsson, Jaime Blanco Rodrigues.
Pelo menos seis pesquisadores dedicaram meio ano de trabalho fazendo medições em grandes antenas (estações radiobases) instaladas em ruas e logradouros públicos e um estudo sobre os efeitos da radiação do aparelho celular. “Fizemos contatos com pesquisadores, com outras universidades, principalmente da Austrália e dos Estados Unidos. O trabalho foi ler e entender, ver o que existia, o que existe sobre o assunto e entrar em contato com pessoas aqui do Brasil e do mundo inteiro, que estão trabalhando nisso e poderiam dar uma contribuição. Foi um trabalho bem grande”, conta o coordenador do trabalho entre Ericsson e CPqD, o engenheiro formado pela Unicamp José Roberto Gonçalves dos Santos.

L I N H A C R U Z A D A – Carta Capital procurou o diretor da Ericsson Jaime Blanco Rodrigues. Ele foi contraditório: inicialmente informou que se tratava apenas de uma coleta de informações sobre o tema e nada “constava” que a radiação era nociva ao ser humano. Já no final da entrevista, quando a reportagem o questionou sobre uma recomendação no estudo para que se evitasse o uso do aparelho com muita freqüência, o executivo disse que o trabalho tratava apenas de radiação das grandes antenas.
Estudo esse, certamente, menos urgente, uma vez que diversos pesquisadores brasileiros e mundo afora concordam que a radiação das grandes antenas está abaixo do limite de perigo. Diz Rodrigues:
-No nosso estudo não tinha nenhuma recomendação. Nós já vimos várias recomendações, mas nenhuma tem base científica. Fizemos várias medições e observamos que todos os valores medidos estão abaixo do permitido.
Procurado pela segunda vez pela reportagem de Carta Capital, no último dia 08, o diretor da Ericsson voltou a negar a existência de um estudo sobre radiação de telefone celular:
-No nosso trabalho não há estudo que trata de radiação do celular. Talvez tenha alguma menção, mas nada relevante a ponto de eu não lembrar. Se o CPqD fez algum estudo deve ter sido para outra empresa.
A repórter pediu pela segunda vez uma cópia do trabalho, isso porque existe até mesmo um CD-ROM com o material. “é difícil mandar por Internet, só tenho em papel. Aliás, tenho um livrinho com medições feitas pela Abricen..” Novo pedido e Rodrigues responde: “Não tenho tão fácil o material, preciso imprimir para te enviar e hoje estou em Brasília”.

C O N T R A – A T A Q U E - Por seu lado, o coordenador do trabalho derruba a firmação do diretor da fabricante de telefones:
-Nós concluímos que em relação ao celular não se pode dizer que não faça mal. A Ericsson deveria aproveitar para mostrar que essas grandes antenas que estão sendo instaladas não têm problema algum, além da estética.
Além do coordenador do projeto, outros dois engenheiros do CPqD afirmaram que o trabalho para a Ericsson envolvia um estudo sobre a radiação do aparelho celular. O gerente de mercado para indústria e governo do CPqD, José Eduardo Azarite, conta:
-Esse trabalho é de propriedade da Ericsson e não posso comentar o assunto porque a empresa não autorizou a divulgação do resultado. Mas o trabalho envolveu medições com antenas e estudos sobre o telefone celular portátil.
O responsável pelos contratos entre empresas e o CPqD, Irã Gonçalves, confirma a versão do coordenador Santos e de Azarite.
-O trabalho já saiu, está gravado num CD-ROM e trata de radiação da antena e do aparelho.
As contradições não param por aí. Rodrigues, o diretor da Ericsson, informa que o estudo sobre as antenas foi divulgado em vários Estados brasileiros.
-Todos os trabalhos foram colocados à disposição da sociedade, em vários Estados brasileiros, principalmente nas localidades em que as operadoras estavam se instalando.
Puseram à disposição, mas esqueceram da própria Associação Brasileira de Compatibilidade Eletromagnética (Abricen) – principal entidade brasileira que trata de radiação eletromagnética – e alguns dos maiores especialistas do tema desconhecem o trabalho. O engenheiro Leonel Santana, da Abricen, diz:
-A gente não se meteu neste trabalho, não o conhecemos. O ideal, é claro, seria que nós tivéssemos participado e tido conhecimento sobre ele. Chegamos a nos prontificar, mas o CPqD é que foi chamado.
Outro grande conhecedor de radiação de celular, o professor Álvaro Augusto Salles, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FRS), é ainda mais enfático:
-Conversei várias vezes com o José Roberto, do CPqD, para trocar experiências. Ele me ligava porque estava fazendo um trabalho para a Ericsson sobre radiação de celular. Mas, quando o estudo foi finalizado, disseram-me que eu não podia saber do resultado porque a empresa não havia autorizado a publicação do trabalho.
“Certamente, eles chegaram à conclusão de que os usuários não devem usar demasiadamente o celular como vem sendo feito atualmente. Ainda não se sabe quais os problemas que a radiação pode causar e então o melhor é seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde”, complementa o professor, que estuda radiação de celular há oito anos e radiação eletromagnética desde o início da década de 1.970.

P E R I G O – A Organização Mundial da Saúde e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recomendam 2 mil watts por grama de tecido como coeficiente de absorção permitido para o uso do celular. Em português claro, isso quer dizer que o perigo pode começar quando se usa o telefone celular por mais de seis minutos e com uma distância inferior a 2,5 centímetros da cabeça.
“Quando a pessoa fica com o celular encostado na cabeça por mais de seis minutos, ela está superando a norma permitida. O mais alarmante é que mais de 90% dos donos de celular encostam o telefone na cabeça”, explica Salles.
Os que precisam usar o celular por mais de seis minutos devem trocar de lado constantemente e mantê-lo sempre a distância da cabeça. “Quem necessita do telefone o tempo todo deve usar o microfone de lapela com o fone de ouvido. Mas não se deve colocar o celular ligado na barriga”, alerta Paula Scardino, membro da Abricen.
O temor da Ericsson, é de se imaginar, deve residir neste ponto. O coordenador do CPqD, em sua recomendação repete os alertas da Organização Mundial de Saúde e Anatel: celulares não devem se usados por mais de seis minutos e com uma distância inferior a 2,5 centímetros da cabeça.

T E L E F O N E M U D O – Paula destaca ainda que as fabricantes de celular não informam a radiação emitida pelos aparelhos e por isso é difícil saber se um usuário está sofrendo emissões de radiação acima do permitido.
A reportagem de Carta Capital telefonou para o serviço de atendimento ao consumidor das fabricantes de celulares Motorola, Ericsson, LG, Gradiente, Nokia e Sansumg a fim de saber qual a radiação emitida pelos aparelhos. Com exceção da Ericsson, as demais fabricantes não souberam informar qual a radiação emitida pelos aparelhos. “Não há informação sobre radiação. As bateriais é que prejudicam a camada de ozônio”, disse a atendente da Motorola. “Nós não temos informações sobre o nível de radiação”, responde a atendente da Nokia. Na Ericsson, a conversa foi algo confusa. “O modelo 318 tem uma radiação de 0,3 a 0,6, aliás é 0,0096...me enganei é 0,06. Ah! Agora achei, é 0,004”, disse o atendente, cujo nome, deste e dos demais, Carta Capital prefere não publicar.

S E M A N T E N A - a Motorola também se preocupa com a questão da radiação do celular. Em sua sede em Jaguariúna, interior de São Paulo, a empresa está investindo cerca de US$ 100 mil para viabilizar um celular com antena embutida. “Este aparelho terá um antena com radiação bi-direcionada, ou seja, a radiação irá para um só sentido e não em torno de toda a cabeça, como fazem as antenas comuns”, explica José Carlos Laçava, professor do Instituto tecnológico da Aeronáutica (ITA) que acredita concluir o trabalho no final de 2.001.
Nos Estados Unidos, os celulares já estão sendo comercializados com um aviso que informa a radiação do aparelho. Aqui o Brasil, o deputado germano Bonow, candidato à prefeitura de Porto Alegre (por uma coligação liderada pelo PFL-RS), tem um projeto de lei para obrigar as fabricantes de telefonia móvel a colocar um aviso no aparelho para que o celular seja usado com uma distância de 2,5 centímetros da cabeça.

L Á F O R A - Dois casos recentes sobre radiação do celular pipocaram no exterior e estão esquentando o tema. Na última semana de Julho, o jornal Financial Times publicou que o governo britânico está enviando um aviso a todas as escolas da Inglaterra sobre os possíveis riscos à saúde em conseqüência do uso do celular.

V U L N E R Á V E I S – O governo recomendou que os professores aconselhem a limitação do uso do telefone móvel pelos estudantes com menos de 16 anos, cujos cérebros estão em desenvolvimento e são mais vulneráveis à radiação. O governo também preparou um folheto para ser distribuído nos pontos-de-venda de telefones.
A carta e o folheto baseiam-se num relatório feito por sir William Stewart, ex-cientista-chefe do governo britânico. Ainda segundo o Financial Times, o relatório de sir William foi publicado poucos dias depois que os cofres do governo receberam US$ 34 bilhões como resultado do leilão das licenças de operação da terceira geração de telefonia móvel. Durante o leilão, o vazamento seletivo de informações à imprensa sugeria que o relatório afirmava que os celulares não fazem nenhum mal à saúde humana.
Poucos dias depois, na primeira semana deste Agosto, o jornal italiano La Repubblica trouxe a notícia de que o neurologista estadunidense Chris Newman, 41 anos, decidiu processar a Motorola e a fornecedora de telefonia Verizon Communication. O neurologista alega que seu tumor no cérebro é conseqüência de uso constante de seu celular durante seis anos. Newman exige US$ 800 milhões de indenização.

O I N F O R M A N T E – Espera-se que a batalha sobre informações precisas de radiação eletromagnética de celular não seja tão longa quanto foi a batalha da indústria do tabaco, que durou vários anos. Bilhões de dólares foram para acordos, depois que centenas de pessoas desenvolveram câncer ou doenças tão graves como esta por sonegação de informações.
A questão decidida na Justiça dos Estados Unidos chegou a Hollywood e se popularizou com o filme O Informante, cujos personagens principais são Al Pacino, interpretando Lowell Bergamn, um produtor do noticiário 60 Minutos da rede TV CBS, e Russell Crowe, na pele de Jeffrey Wigand, um cientista da Philip Morris. No roteiro, baseado em fatos reais, vêm à tona acusações por parte do cientista da Philip Morris de que as fabricantes não só conhecem as propriedades viciantes da nicotina como também adicionam componentes químicos para aumentar o vício. No cinema, como na vida real.
(continua)

7 comentários:

Sonia Hirsch disse...

Oi, Carol, maravilhosa a ideia de postar em capítulos. Assim também vamos nos chocando aos poucos... E o presente na verdade foi do José Carlos Rocha Vieira Júnior, professor de história em Campinas que está mesmo ligado na história. Eu só repassei, já que tem tudo a ver com o Menina e seu dedo verde. Abração!

Val Pereira disse...

Parabéns pela iniciativa de publicar esta reportagem tão importante e educativa.
Valéria Pereira
http://obalaiodaval.blogspot.com/

Carol Daemon disse...

Oi Sonia, que bom te ver por aqui.
Vida longa a José Carlos Rocha Vieira Júnior!

Oi Val, seja bem vinda, muito simpático teu balaio.

Karen disse...

hola! Eu realmente gostei deste blog

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Que bom, espalhe a notícia!

severe hypertension disse...

I did not know that cell phones could affect so ... it is very good information and in relation to cancer is always good to try to resolve an issue like this ... thanks

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

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