quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pirataria de atum e a defesa dos oceanos



Todo mundo adora atum, seja cru no sushi ou mesmo em lata industrializado. Quando se olha a prateleira de um supermercado, imagina-se que aquelas latas de atum e sardinha surjam por geração espontânea.
Não surgem, a demanda pelo atum perdeu o controle e há um problema real e sério de "overfishing" - pesca indiscriminalizada e sem qualquer controle, que está colocando os cardumes em risco de extinção.

O Greenpeace Australiano trabalha na Campanha "Defending our Oceans" e mostra detalhadamente em sua página como os barcos piratas praticam pesca insustentável sem registro nem critério, para alimentar um comércio financiado por você, consumidor final.

Da mesma forma que a sociedade se organizou pelo "Farra do Boi" para defender a Floresta Amazônica dos frigoríficos e curtumes que compravam de criadores de gado irregular, colocando a floresta em risco, é dado o momento de exigir que a produção pesqueira e seus derivados também também sejam certificados, obedecendo assim a rigorosos critérios de sustentabilidade e respectiva fiscalização.

Stolen Fish, stolen future (peixe roubado é futuro roubado). Exija que o peixe no seu prato seja orgânico, como a carne que ameaçava devastar a Amazônia, e consuma menos derivados animais - 7 bilhões de pessoas comendo 300gr diários de proteína animal são insustentáveis e levam a pirataria e devastação.

Em tempo, a pressão da sociedade funcionou, os dois maiores frigoríficos do país, agora compram carne certificada, veja também o bom exemplo dado pelo Bertin e Marfrig.


Mais informação:
Guia Slow Fish Brasil
De onde vem o atum da latinha?
Indústria pesqueira x pesca artesanal
Carnes orgânicas, o quê e como comer
O Mar não está para peixe: Slow fish ou "O fim da linha"

2 comentários:

Cristine Conde disse...

Olá, Carol! Importante essa informação, a gente come as coisas na ignorância da sua procedência... é horrível. Mas, como comsumir peixe, principalmente atum, que eu adoro ( não como carne) com a certeza de ser um produto orgânico, morando em Curitiba...o grande dilema!

Carol Daemon disse...

Ola Cristine, mas o legal é isso. Vc pode comer atum organico até no Acre.
A industria que fornece a latinha para o RJ é a mesma que fornece para Curitiba e se vc comer do atum fresco, basta a cooperativa ser certificada tb :-)))))
Eu como coisas que vem do outro lado do mundo, numa boa.