segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ônibus brasileiro movido à hidrogênio




O primeiro ônibus brasileiro equipado com células a combustível a hidrogênio foi fabricado em Caxias do Sul e começará a rodar na cidade de São Paulo ainda em Abril.


O hidrogênio é considerado o combustível mais promissor quando se estudam alternativas ao petróleo para uso em transportes. A célula a combustível é um dispositivo que utiliza o hidrogênio para gerar eletricidade. A eletricidade alimenta os motores elétricos do veículo, emitindo apenas água como subproduto - não há poluentes.


Mais informação: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Tempo de decomposição


No Brasil são produzidas 250 mil toneladas de lixo por dia, menos de 5% de todo o lixo é reciclado - reciclar ainda é 10 vezes mais caro do que simplesmente jogar o lixo em aterros.
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Cooperativas de catadores subsidiadas pelo governo e com apoio da iniciativa privada seriam uma opção extremamente viavel num país com uma população de rua tão expressiva, além diminuirem o custo final do processo pelo aumento do montante final.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Açaí com abacaxi



Delícia saudável, leve e adaptável para 100% orgânica: açaí batido com abacaxi, em partes iguais, adoçado com xarope de guaraná natural.

Como eu não gosto de guaraná em xarope açucarado e prefiro o gosto do abacaxi ao do açaí, fiz com o dobro de abacaxi para cada parte do açaí orgânico, pouca água, e adocei com um pouco de melado - ficou muito bom e, se congelado, dá um sorvetinho quebra-galho.

Mais líquido, tipo vitamina, fica o acompanhamento perfeito para a batata-frita e tapioca obrigatórios depois da praia. Mata a fome do mar e digere rápido.

A casca do abacaxi, que iria para o lixo, também vira um suco dos melhores.

Perfeição: a embalagem do açaí orgânico ser em plástico biodegradável, sem polímeros tóxicos ao homem e não-poluente.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Cachorro Verde


A Cachorro Verde aposta numa coisa óbvia e tão simples que ninguém nem tinha parado ainda para pensar: se a alimentação artificial é ruim para os seres humanos, também deve ser para seus animais de estimação.

Um grupo de veterinários sugerindo uma volta às origens, onde os animais comem carnes, frutas, legumes e até arroz com feijão - no lugar de uma ração que não se estraga nem depois de aberta, tamanha a quantidade de conservantes. Linkam vários estudos de universidades norte-americanas e européias e até oferecem uma versão vegetariana da dieta.

E derrubam um mito muito comum de acreditar que a ingestão de ossos faria mal ao sistema digestivo dos caninos causando perfurações, com uma foto de um cão de caça abocanhando uma perdiz devidamente acompanhada da legenda "Você acha que ele vai desossar essa ave antes de comer?"


Veja também onde castrar seu animal gratuitamente


Mais informação:
Cães também bebem kefir!
10 passos para tornar seu animal mais sustentável
Cachorros também comem pés e ovinhas de galinha
Dica sustentável e veterinária do dia: canela e joelho de boi
Mais uma dica sustentável e veterinária: pescoço de galinha
Não existe animal feio, existe animal mal tratado: o antes e depois de cães adotados

sábado, 18 de abril de 2009

Goura Vrindrávana em Parati, RJ



Há alguns anos, uma amiga geólogoga e vegana me chamou para conhecer uma Ecovila e eu, que sempre tive vontade de ver a Utopia sendo posta em prática, topei e fui com a turma dela passar uns dias em Goura Vrindávana, Parati - R.J.
O lugar claro que é lindo, um vale na Mata Atlântica totalmente preservado, mas o que é mais legal numa Ecovila, independente da filosofia de vida ou religião dos membros, é o resultado viável de uma vida em comum que não agride o meio ambiente.

Uma Ecovila é uma comunidade totalmente auto-gerida, participativa e auto-sustentável, logo onde todos têm voz e as decisões são tomadas em comum acordo e todas as decisões tomadas não podem agredir o meio ambiente. Uma Ecovila antes de tudo deve manter-se por si mesma.

A filosofia de Goura é hinduísta e particularmente não me identifico com Hinduísmo ou Hare Krishna, nem mesmo com a cultura indiana no geral, mas o comprometimento daquelas pessoas inspira um enorme respeito.

Todos, sem exceção, acordam às 4 da manhã e vão para o templo num ritual que envolve canto e dança, depois, passam a manhã cuidando da terra ou da conservação e manutenção do local.
No final da manhã é servida uma refeição que não é nem um café e tampouco um almoço, como o Udon, mas no caso deles é mais variada, muitos tipos de mingau (lembro de um de milho e outro de banana com cebola, ambos bons), pães e bolos integrais, frutas, mel-melado e muita banana passa orgânica produzida por eles.

À tarde, o ritmo de trabalho diminui um pouco e muitos dedicam-se ao trabalho doméstico, limpando as edificações e ajudando na cozinha. No final da tarde, é servida outra refeição, composta de salada da horta ao lado, arroz com feijão, farofa ou cuscuz salgado, pûres de legumes e muitos vegetais cozidos. Os pães, bolos e bananas continuam à mesa, mas não existe uma cultura de sobremesa como nós temos.
A comida é vegetariana, lacto-vegetariana, e boa, bem feita - sempre tinha uma pimentinha em conserva para acompanhar, aqueles temperos indianos diferentes, como curry, açafrão e até manteiga em garrafa (ghee).

Dormem muito cedo e antes de dormir, encontram-se novamente no templo para dançar e cantar, além de participarem de palestras e debates, já que sempre tem alguém de fora visitando.
Se o visitante tiver fome, eles deixam a cozinha aberta e te servem uma sopa com os mesmos pães integrais e caseiros e, num dos dias, fizeram um açaí com 7 ervas medicinais da horta deles. Mas eles não comem mais nada à noite.

Não é uma rotina fácil de se adaptar, eu mesma acordava mais tarde, quase na hora da primeira refeição, e senti muita falta de música e arte. Em todas as casas, vi bibliotecas, mas não ouvi um rádio e me fez mais falta do que imaginei.
As mulheres andam de sari, a caráter, mas ninguém me olhou julgando quando fui à cachoeira de biquini, nem quando entrei no templo sem me prostrar diante das imagens dos deuses hindus.


As coisas que mais chamaram a minha atenção nesses dias em Goura foram ironicamente as mundanas, que envolviam a organização e produção: o sistema de esgoto e tratamento biológico dos degetos humanos antes de ser lançado no rio, a mini-hidrelétrica sustentável construída no topo do morro que não nos deixou sem luz nem um dia, as casas contruídas em madeira reflorestada da própria região, a horta e o pomar orgânicos que alimentam a todos, a criação livre de vacas cujo leite só é retirado após a amamentação dos bezerros, a reciclagem do lixo transformando todos os restos de comida em ração para o gado, que vai morrer de velho, porque todos são rigorosamente vegetarianos.

A própria indústria de banana-passa orgânica e certificada, que é a subsistência deles, também é imperdível pois, além de ser um processo 100% livre de químicos, construíram as edificações em madeira reflorestada e resistiram à tentação de transformar a floresta preservada num bananal, o que também geraria um lucro (e conforto) muito maior.

Trouxe na mala um pote do açafrão em pó plantado e desidratado por eles, passei um ano fazendo risoto de funghi com açafrão aqui no RJ e nunca mais achei outro igual, trouxe também o que eles chamam de "óleo védico", por obedecer aos princípios de cura da cultura deles, ayurveda - um óleo de beleza 100% vegetal (girassol ou semente de uva) com infusão da flor que você escolher.
Eu escolhi lavanda e eles explicaram que deixam a lavanda no óleo dentro de um vaso de barro em estufa de argila com brasa de carvão, por dias, sem ferver para não estragar a prensagem a frio do óleo vegetal. É o melhor removedor de maquiagem que já usei, durou anos, além de ser orgânico, sustentável e totalmente biodegradável.
A banana passa orgânica e certificada também é vendida lá, mas eles distribuem para quase todos os supermercados e lojas de produtos naturais do RJ e SP.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Sabão em pó biodegradável


Vi esse potão na prateleira do supermercado e coloquei no carrinho um pouco reticente. Inicialmente, desconfiei do rótulo "o primeiro sabão ecológico do Brasil", mas como o preço do sabão de coco em pó estava proibitivo, acabei levando.
Primeiro não entendi o porquê de uma embalagem plástica, quando a de papelão, além de decompor facilmente, é mais popular e barata. Ao chegar em casa, abri o baldão e me decepcionei 2 vezes: a cor do sabão, azul celeste, acompanhado de uma colherinha medidora em plástico.
Com o tempo, nos entendemos, ele funciona, rende muito mais do que os convencionais e realmente faz menos espuma. Como reúso a água da lavagem para faxina, notei que ele é menos abrasivo - fiz mais força para remover os resíduos do meu cachorro.


Voltei ao supermercado semanas depois e levei a versão menor, em caixa de papelão. Pena que a empresa faça o que nem o fabricante do sabão mais caro faz: oferece seu produto embalado 2 vezes - dentro da caixa de papelão havia um saco plástico acondicionando o sabão em pó (ou em volta do saco havia uma caixa)


O IPT faz uma análise mais detalhada do produto Amazon H2O e até do Cassiopéia já citado:

"Mas a grande diferença entre essa geração de "verdes" e os itens de limpeza convencionais é a origem. Os detergentes sintéticos são derivados de petróleo: levam na fórmula o alquilbenzeno sulfonato linear, ou LAS. Já os novos produtos usam como principal ativo um derivado do óleo de coco de babaçu. "É uma vantagem, porque a extração não requer a escavação do solo. O LAS tem enxofre na composição, que pode causar proliferação de algas na água ou prejudicar a vida marinha", diz Paulo Augusto Rodrigues Pires, doutor em química pela USP."


Em tempo, biodegradabilidade é a medida de degradação de uma substância por microorganismos em um tempo determinado. A Anvisa exige 80% de biodegradabilidade dos tensoativos aniônicos - o que torna qualquer sabão em pó 80% biodegradável.


Para quem quer fabricar seu próprio sabão, como os antigos faziam, existem centenas de receitas de sabão caseiro a partir do óleo de cozinha. Uma excelente opção, o consumidor corta um intermediário, não demanda embalagens e ainda dá um destino ao óleo de cozinha.


Mais informação: A casa sustentável é mais barata - parte 09 (lavanderia)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Limites à instalação de antenas de celulares

Estudo da OMS relaciona uso do celular com câncer


O uso do telefone celular pode ter relação com vários tipos de câncer, segundo um estudo internacional supervisionado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cujos resultados preliminares foram publica dos hoje pelo jornal "The Daily Telegraph".

Com um orçamento de 20 milhões de libras (22 milhões de euros), a pesquisa - que durou uma década e será divulgada até o fim do ano - oferece provas de que as pessoas que abusam do celular se arriscam a sofrer tumores cerebrais a longo prazo.As conclusões preliminares indicam que existe "um risco significativamente maior" de ter um tumor cerebral "relacionado ao uso de telefones celulares durante um período de dez anos ou mais", afirma o jornal.

De acordo com o "Daily Telegraph", o estudo Interphone questionará as garantias que os Governos costumam dar sobre a segurança desses aparelhos e aumentará a pressão para que as autoridades de saúde divulguem conselhos mais claros.A diretora da pesquisa, a doutora Elisabeth Cardis, professora do Centro de Pesquisa em Epidemiologia Ambiental (Creal) de Barcelona, disse que, apesar da "falta de resultados definitivos, vários estudos, embora sejam limitados, sugerem um possível efeito de radiação de radiofrequência" gerada pelos celulares."Portanto, estou de acordo, em geral, com a ideia de restringir o uso (de celulares) a crianças, embora não iria tão longe em proibir os telefones celulares, já que podem ser uma ferramenta muito importante (...)", disse Cardis, citada pelo jornal.

A especialista também defende "meios para reduzir a exposição" aos celulares, como a utilização de dispositivos handset - que permitem usar o telefone sem as mãos - e o uso moderado do aparelho.Uma porta-voz da Creal em Barcelona afirmou à Agência Efe que o estudo coordenado por Cardis inclui vários dados de cidadãos de vários países, e acrescentou que é um trabalho muito complexo que "só será divulgado no final deste ano".

O estudo Interphone realizou pesquisas em 13 países e entrevistou a 12,8 mil pessoas - entre saudáveis e pacientes com tumores -, a fim de investigar se a exposição aos celulares está vinculada a três tipos de tumores cerebrais e um tumor da glândula salivar.Pesquisas anteriores sobre os efeitos dos celulares na saúde foram pouco conclusivas, mas o projeto supervisionado pela OMS indica, por exemplo, que seis em oito estudos Interphone revelam um maior risco de sofrer de glioma (o tumor cerebral mais comum).Um porta-voz da Agência de Proteção da Saúde (HPA) do Reino Unido disse que, "por enquanto, não há provas sólidas" sobre os efeitos nocivos do uso de celulares.

Já um porta-voz da associação de operadores de telefonia celular indicou que mais de 30% dos estudos científicos sobre esse assunto não encontraram nenhum impacto negativo para a saúde.




UE manda teles afastarem antenas de celular

O parlamento europeu votou em massa a favor de uma lei que criará distâncias mínimas entre antenas de celular e núcleos populacionais.

As autoridades européias argumentam que enquanto não houver consenso sobre a segurança ou não da radiação emitida por estas estações, elas devem ficar longe de habitações humanas.

A lei foi aprovada por larga maioria, 559 dos 589 deputados europeus votaram a favor. A ideia é que cientistas de universidades locais determinem qual a distância segura entre grupos de casas e apartamentos e antenas de celular.

O texto aprovado prevê proteção especial para lares de idosos e escolas que reúnam crianças com menos de dez anos. Regiões que concentram idosos e crianças pequenas devem ficar ainda mais distantes das antenas de celular.
Antenas e estações transmissoras de radiocomunicação e sistemas de energia elétrica, que operam na faixa de 300 GHz, terão que obedecer os limites recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a exposição humana a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos por elas gerados.
O Projeto de Lei Complementar aprovado pelo Senado Federal (PLC 31/2008) estabelece que as empresas prestadoras de serviços que utilizam estações transmissoras de radiocomunicação, fornecedores de terminais de usuário e concessionárias, permissionárias e empresas autorizadas de serviços de energia elétrica estão obrigadas a seguir esse padrão.


Mais informação:
Celulares, radiação, câncer e esterilidade

domingo, 12 de abril de 2009

Os perigos do plástico para nossa vida


Há alguns anos, trabalhei em projeto de Telecom e, conversando com os técnicos de campo, todos comentaram que a instalação de antenas de telefonia celular no topo de prédios não impactava na saúde das pessoas e cheguei a ver pessoalmente que o amperímetro realmente marcava negativo um andar abaixo.

Ao longo do projeto e ganhando a confiança daquelas pessoas, todos confidenciaram ser pais de meninas, havia inclusive uma "lenda" no meio de que técnicos de Telecom "não sabiam fazer meninos".

O sexo de um bebê é definido pelo pai, que produz espermatozóides machos e fêmeas, e os espermatozóides machos, apesar de mais rápidos, são menos resistentes e consequentemente mais sensíveis à fatores externos. Trabalhar em campo, instalando antenas de telefonia celular, estava esterilizando os trabalhadores a longo prazo.
Toda aquela exposição, ainda que baixa, talvez tenha impactado na saúde dos trabalhadores.

Toda essa história me lembrou uma reportagem lida em revista feminina alertando às mulheres a não esquentar comida em microndas e, se for necessário, nunca usar embalagens plásticas, pois o plástico se aquecido liberaria substâncias que aumentam a produção de estrogênio em mulheres de idade fertil - o que explica o fato de tantas mulheres atualmente terem ovários policísticos e disfunções menstruais.

A reportagem terminava alertando contra o uso de tupperware, estimulando o armazenamento de alimentos em vidros e metais, principalmente líquidos (absorvem mais por contato) e citava uma pesquisa inconclusa na época que já previa que todo esse contato com polímeros e óleos minerais estava alterando os espermogramas de soldados voluntários para a pesquisa.


Hoje, navegando pelo site da rede Permear, encontrei o estudo abaixo e deixo o link, além de um trecho "para abrir o apetite":

"Sônia Corina Hess - UFMS
Cerca de 10 milhões de pessoas ao redor do mundo recebem diagnóstico de câncer anualmente. Além disso, nos últimos sessenta anos, a contagem média de espermatozóides em alguns países caiu pela metade, enquanto a incidência de malformações do sistema reprodutivo masculino aumentou consideravelmente. Há suspeitas de que tais efeitos estejam relacionados à contaminação ambiental. O presente estudo divulga dados sobre os efeitos de determinados produtos químicos industriais na saúde de cobaias, animais selvagens e seres humanos. Esses materiais são suspeitos de atuarem como disruptores endócrinos – substâncias que causam distúrbios na síntese, secreção, transporte, ligação, ação ou eliminação de hormônios endógenos e, assim, com o metabolismo, alteram também a diferenciação sexual e a função reprodutiva. Bisfenol A, ftalatos, alquilfenóis, dietilestilbestrol, componentes de filtros solares, plásticos, detergentes e outros produtos industriais de amplo emprego são apontados na literatura como disruptores endócrinos."


Não sei, mas lendo e observando tudo isso, me questiono se não fizemos uma revolução industrial para voltar ao básico: comprar manteiga a peso no armazem, devolver engradado de bebida, aquecer a comida (fresca e sem pesticidas e hormônios sintéticos) no fogo em panela de barro e, no final, lavar tudo com o bom e velho sabão de coco.


Mais informação: banimento do Bisfenol-A na Australia, o equívoco do Tetrapack e a cozinha sem tupperware

sábado, 11 de abril de 2009

Arquitetura inteligente para sanitários



Uma das primeiras dicas que deixei aqui, foi sobre reúso de água da máquina de lavar, realmente a água da máquina pode ser reaproveitada para futuras lavagens pelo menos 3 vezes e ainda reutilizada para lavar a casa após todo esse processo. Se cada lavagem gastar o mínimo de 60lts e você utilizar a mesma água para 3 lavagens, que utilizariam 180lts, você estará economizando 120lts diretamente. E provavelmente mais uns 60lts indiretamente se reaproveitar para a faxina - economizando pelo menos 200 lts semanais.


Uma outra forma de reúso de água muito simples e inteligente é acoplar a saída da pia (e até do chuveiro) para as caixas sanitárias de descarga. A água do banho no chuveiro e da higiene pessoal na pia são ambas limpas, desperdiçadas na tubulação de esgoto e poderiam ser reutilizadas sem problemas para a descarga. Acredito até que, por a água já vir com produtos de higiene pessoal, ajudem a manter o vaso sanitário limpo e perfumado, além é claro de evitar um outro problema doméstico muito comum: vazamento e mofo no armário do banheiro, já que a cisterna está isolada e o armário terá que ser colocado ao lado, bem longe do sifão.

Se você já usa produtos biodegradáveis para higiene pessoal, estará praticando 2 boas praticas em 1 única ação: reutilizando a água e não poluindo com químicos.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A Lush é um luxo


A Lush, uma rede inglesa de produtos de higiene pessoal e cosméticos, é incrível. Pena que as lojas franqueadas no Brasil fecharam, tudo que eles comercializam é completamente diferente de todos os produtos nacionais.

Biodegradáveis, certificados, não testados em animais, a maioria vegana e com componentes orgânicos - sinto muita saudade daqueles cheiros que lembram flores e matas, cheiros de verdade com notas distintas revelando profundidades e nuances e completamente diferentes do que estamos acostumados: aromatizantes sintéticos.

Os produtos deles, além de lindos e corretos (até as embalagens são bem pensadas e pode-se comprar tudo a granel), são bons e foram os únicos que não me deram alergia.


Mais informação:
Pharmácia Granado

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Biodegradável


Foto do rio Tietê na cidade de Pirapora do Bom Jesus com toda a carga de poluição da cidade de São Paulo.
A gente fala da poluição como se fosse uma coisa distante e industrial. Não é, todo mundo polui, as indústrias pelo menos são fiscalizadas, o cidadão não.
O shampu, sabonete, tintura de cabelo, espuma de barbear, pasta de dente, detergente, sabão em pó, amaciante, desinfetante e qualquer produto de limpeza, até o aromatizador de vaso sanitário que parece algo "do bem", poluem e seu resíduo não tratado vai para os rios, lençóis freáticos e mares.

E se você mora em região de poço artesiano, é no lençol freático que alimenta o seu poço, que essa química toda vai parar.

Uma maneira simples de minimizar esse quadro pavoroso é consumir produtos biodegradáveis.
Não são fáceis de achar e tampouco baratos, mas a maioria é certificada e oferece muitas opções, além de trabalhar com refil, diminuindo também o consumo de embalagens.
Produtos biodegradáveis poluem, não tanto quanto o convencional, mas poluem em menor escala.
O Greenpeace apresenta uma alternativa um pouco mais radical e bastante inspirada na Permacultura de uma casa ecologicamente correta onde os produtos de limpeza utilizados são: água e sabão de coco ralado (ou qualquer sabão biodegradável, o sabão neutral em pasta é uma opção), vinagre com bicarbonato de sódio (para banheiros e cozinha), álcool (para vidros) e cêras naturais, como carnaúba e peroba (para madeiras e revestimentos em geral).

No início é um pouco complicado de se adaptar, mas com paciência e boa vontade, a pessoa se acostuma. E todos as sugestões funcionam perfeitamente para limpeza doméstica.
Em tempo, biodegradabilidade é a medida de degradação de uma substância por microorganismos em um tempo determinado. a anvisa exige 80% de biodegradabilidade dos tensoativos aniônicos - o que torna qualquer sabão em pó 80% biodegradável. Até plástico se biodegrada, só que o processo leva 400 anos...

 
Mais informação:
Sabão em pó biodegradável
Sacola plástica oxibiodegradável
Como funcionam testes em animais
Como funciona uma estação de tratamento de esgoto
Incensos e Aromatizadores de ambiente não são sustentáveis
Cosméticos "verdes": orgânicos, biodegradáveis e não testados em animais

Mosteiro Zen de Morro da Vargem, Ibiraçu, ES



A placa acima é do Mosteiro de Morro da Vargem em Ibiraçú, mas a Floresta da Tijuca no RJ, assim como a reserva do Mosteiro capixaba, também já foi um cafezal e, pela ação humana, totalmente reflorestada.
Uma das árvores plantadas pelos monges foi o vinhático que, assim como o pau-brasil e tantas mais, estava considerado extinto.
Vinhático é uma madeira nobre, tipicamente brasileira, daquelas que renderam móveis de família que passam de geração em geração, sobrevivendo à crianças, mudanças e até chuva.

Não importa qual ciclo (café, soja, borracha, cana...) tenha devastado uma região, o quadro sempre pode ser revertido.




Há uns 4 anos, cedi aos apelos de um amigo capixaba que, apesar de querido, é chato e insiste que todos devem conhecer a terra dele.
Ele estava certo, o Espírito Santo vale a pena.
Dos muitos lugares que ele incansavelmente me levou para conhecer, lembro com carinho do primeiro mosteiro zen da América Latina, um lugar lindo e muito preservado, que rendeu fotos incríveis.

Mosteiro Zen de Morro da Vargem em Ibiraçu não é um programa de índio, é uma reserva ambiental com a aurora mais bonita que já vi - acho difícil voltar a encontrar outro lugar onde o sol nasce tão bonito.

O próprio programa de educação ambiental é sério e atende até a PM do Estado, além de crianças da região.

Considerado um Santuário Ecológico, o trabalho dos monges é diário pela recuperação da área. Em 15 anos, eles já plantaram 200 mil mudas de jacarandás, jequitibás, vinháticos e outras espécies nativas de grande porte, que atraíram de volta animais expulsos pelo desmatamento.

São 140 hectares de mata atlântica totalmente reflorestada considerados pela UNESCO como Reserva da Biosfera e, se o Zen não for a sua praia, ninguém te incomoda. Apesar de me identificar com a filosofia, fiquei tão extasiada com o lugar, que passei o dia na mata fotografando.

Plástico biodegrável


É clichê, mas realmente uma imagem fala mais do que mil palavras, a solução para os lixões pode estar aí (e no consumo consciente).
No post de reciclagem em apartamento, a sugestão é forrar a lixeira caseira com plástico biodegradável ou fotodegradável - esse material é incrível e oferece inúmeras aplicações, até pen drive está sendo feito com ele. O curioso formato em espiga de milho tem uma boa razão: o plástico biodegradável utilizado pela empresa é extraído de milho, não emite gás carbônico como os polímeros.
A Samsung saiu na frente e fez todo o revestimento de aparelho celular do modelo "verde" de lançamento, marcando 2 gols com o lançamento, já que o próprio aparelho é entregue ao cliente em uma caixa de papelão reciclado sem embalagens sobressalentes.

Embalagem inteligente



Lá em Guarapiranga, consegui comprar umas cebolas orgânicas da Korin, que já foram inclusive para a panela.

A receita vou ficar devendo, mas ressalto a embalagem cuja bandejinha é toda em fécula de mandioca - 100% natural e biodegradável.
Parabéns à Taeq, do grupo Pão de Açúcar, que distribui os produtos da Korin, pela iniciativa simples e inteligente!











Mais informação sobre a bandeja que é realmente em fécula de mandioca na postagem Embalagem compostada.

Lixo urbano


O Canal de Marapendi na foto acima, há 40 anos era navegável e inclusive utilizado pela população local para natação. Com a degradação ambiental e o crescimento desordenado da região oeste do RJ, imagens assim infelizmente tornaram-se cada vez mais comuns.
O lixo urbano tornou-se um problema de saúde pública por inúmeras razões, da degradação ambiental ao dengue e falta de água, 50% do lixo que nós produzimos é orgânico e poderia (deveria) ser facilmente reciclado e compostado, tranformando-se em adubo natural.
Os materiais sintéticos, como plásticos, vidros, metais e papelão, podem igualmente ser reaproveitados, desde que tenham descarte criterioso - ao contrário do que vemos na foto.

O que você pode começar a fazer para mudar esse quadro lamentável, além de reciclar seu lixo, é adotar regras básicas e de fácil aplicação para um consumo mais consciente.
A primeira coisa a fazer é prestar atenção nas embalagens, eu ficava assustada todas as vezes em que chegava do supermercado tamanha a quantidade de embalagens na lixeira.
Tudo bem que eu vou reciclar 100% desse resíduo, mas a quantidade de água e energia usada para produzir tantas caixinhas não pode mais ser reposta.

Se você vai comprar iogurte, não precisa comprar 10 potinhos de 100gr, leve uma garrafa de 1lt, além de muito mais barato, é uma única embalagem a ser produzida e reciclada.
Existem milhares de exemplos simples e, nas próprias receitas, eu venho levantando a bandeira da compra a granel - que é o ideal, por centenas de razões.

Preste atenção, seja criterioso com você e seu entorno, o mesmo cuidado que devemos ter com nossa saúde - nosso ecossistema interno - devemos ter com o externo em maior proporção.
Lixo urbano é um problema coletivo, entope os bueiros, inunda a rua, transforma reservas ambientais em lixões a céu aberto... e você tem tudo a ver com isso.
A foto é do canal de Marapendi, onde eu cresci, e era navegável há 40 anos. Moradores dessa região, uma das mais ricas da cidade, hoje com mais de 40, lembram de ter nadado lá em criança.


Mais informação:
Lixo cinza
Como funciona um aterro sanitário
Morro do Bumba, o lixão que virou favela
"Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível"
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
Você compra demais ou "De onde vem o lixo produzido no mundo?"

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Cuscuz de Tapioca com Coco




É o cuscuz da praia, mas sem açúcar nem leite condensado.

Fiz antes de viajar, é o famoso: bom, bonito e barato. E fica ótimo polvilhado com canela acompanhando uma xícara de café quente numa manhã de friozinho.

Não vai nem ao fogo, basta misturar tudo cru.
Assim:
1 a 2 lts de leite de coco caseiro
500gr de tapioca em pérolas (não é a de fazer biju, a panquequinha - é outra e mais fácil ainda de achar, vendem industrializado no supermercado, como qualquer farinha, ou mesmo em estabelecimentos a granel)
250grs de coco ralado seco comprado a granel (ou o bagaço residual do leite de coco caseiro)
1/2 a 1 xícara de melado de cana ou rapadura
Misturar tudo numa tigela e deixar na geladeira.
Quem fizer com rapadura, deve deixar a rapadura de molho no leite de coco até dissolver.

Eu faço o leite de coco em casa - sem conservantes, embalagens e risco de gosto de sabão de coco - então a minha receita foi um pouco diferente:
Fervi 2 lts de água e adicionei 500gr de coco ralado seco, comprado a granel (mais barato e menos embalagem). Quando esfriou, bati tudo no liquidificador e guardei em garrafas na geladeira (sem coar).
Já fiz sem bater no liquidificador e achei bom da mesma forma, além de mais rápido.

Misturei a tapioca em pérolas, também comprada à granel, com 1lt desse leite, que já é naturalmente cheio de coco ralado, mais o melado da receita original e deixei direto na geladeira.
Endurece e fica com textura de pudim rapidinho, pode até desenformar.
Quem quiser aproveitar o coco para fazer qualquer outra coisa, basta coar e congelar.
Fazendo com 2lts, deixe de um dia para o outro na geladeira em recipiente coberto para não desidratar. Fica mais molinho e muito mais gostoso, mas leva mais tempo para dar o ponto.

Adicionando cacau em pó, vira um flan de chocolate para ninguém botar defeito. Veja todos os pudins na postagem: Mousses e pudins de chocolate

Algumas receitas, como molhos e estrogonofes, podem pedir um leite coado, já outras combinam muito com o coco encontrado no leite.
O bagaço coado pode ser usado em qualquer receita de bolos, principalmente no pão-bolo integral

Se você não gostar de ver a tapioca amarelada, por causa da rapadura e melado que realmente escurecem, faça sem ambos e use melado como cobertura do cuscuz branquinho feito apenas com coco e tapioca.
Polvilhar coco ralado seco por cima também é uma boa na hora de esconder o amarelado da rapadura-melado, fica branquinho por fora e só se nota quando for cortado.


Leites vegetais, à exceção da soja, são os substitutos perfeitos ao leite de vaca.
Leite de vaca é ótimo, para bezerros.
Lembre sempre que o homem é o único animal que mama a vida toda e mama até de outras espécies

O leite de coco caseiro, feito em infusão é o substituto perfeito para o leite de vaca, a gordura vegetal do coco é excelente para o sistema imunológico, funcionando como anti-fungicida e vermicida, sendo reconhecida como um dos únicos tratamentos naturais para candidíase e verminoses, além de lubrificar os intestinos e ajudar a manter a hidratação e oleosidade original da pele e cabelos. Essa gordura boa é fundamental para metabolizar todas as vitaminas lipossolúveis, protege nossas artérias (ao contrário de todos os derivados animais) e está ajudando muita gente a emagrecer.

Outros leites vegetais caseiros e de ótima qualidade: Leites Vegetais x Leite animal
Leite de amêndoas ou castanhas
Leite de pinhão
Leite de arroz

Veja também como fazer biju de tapioca de coco com banana e canela em doce de leite de tahine com melado de cana e um doce de leite de coco em rapadura, vegetal, sugar-free, livre de soja e conservantes.
E atente que coco é fonte de proteína em O mito da proteína.


A foto é de nossa própria lavra

segunda-feira, 6 de abril de 2009

UDON: o melhor café da manhã


Fui à Guarapiranga nesse fim de semana, só o lugar já é um assunto à parte. A Reserva ambiental e toda a filosofia zen por trás, fizeram dali uma filial do paraíso.

Mas o que posto hoje rapidinho foi o café da manhã que sempre tomo por lá: Udon, uma sopa-soba japonesa muito boa e que se revela o café da manhã ideal, apesar de diferente do que nós ocidentais estamos acostumados.

Para quem está costumado a pão branco com queijo gordo e geleia acompanhado de uma xícara de café com leite, o desdejum zen é um pouco estranho, mas funciona depois de vencido o estranhamento inicial.

Na roça, café da manhã que sustenta é mingau de algum grão (milho, arroz, trigo, aveia, etc) enriquecido com alguma fruta, mel, leite, carne ou gema de ovo. O homem inconscientemente sempre soube que essa mistura simples é o que realmente alimenta.
Alimenta e não incha.

O Udon é uma variação zen dessa combinação de grão (arroz ou trigo sarraceno), proteína e um "verdinho" para incrementar, é um caldo (tipo missô, porém mais suave) com macarrão soba de arroz, um pedaço de tempurá de legumes (ou um pedaço de omelete japonês) e cebolinha picada por cima. Quem for vegano, pode pedir para retirarem a tempurá, eles são uma gentileza.
É leve, delicioso, digere rápido e te mantém até a hora do almoço - além de vir numa cuia muito bonitinha, que parece uma marmita japa.


Outras opções:
Brunchs para um feriadão
Café da manhã de inverno
Café da manhã de verão

sábado, 4 de abril de 2009

Vira-lata numa boa



É essa carinha que me acorda todos os dias, Olimpia foi resgatada após ser atropelada e seria eutanaziada, não fosse a boa vontade de uma estudante de veterinária - que comprou a briga, arcou com a cirurgia de amputação da pata estraçalhada, levou para casa e ainda arrumou um lar definitivo.

Sempre quis ter um animal e era a favor de adotar um vira-lata abandonado por inúmeras razões, mas principalmente, porque não acredito que exista uma raça melhor do que a outra, mesmo em animais também é racismo - nós, brasileiros, somos inclusive o melhor exemplo de mistura de raças bem sucedida.

Também é para refletir que bicho não é um produto manufaturado, é um ser vivo que sofre, não tem que ser comercializado nem produzido em larga escala, com tanto cão abandonado na rua pedindo colo.

Adotar um vira-lata é muito bom, deficiente ou não, só te traz alegria.




Outros vira-latas adotados aqui em casa: Margarida e Pipa


Não existe animal feio, existe animal mal tratado: o antes e depois de cães adotados

Mousse de damasco orgânica e sem açúcar




Normalmente não gosto muito das receitas dos livros vegetarianos convencionais, parece que por não estarem consumindo carne ou derivados animais (no caso dos veganos), fica um clima de "liberou geral" e há um excesso de margarina, farinha branca, açúcar e frituras, que é igualmente prejudicial à saúde e ao meio ambiente. Costumo aproveitar as ideias, que são sempre ótimas, e adaptar os ingredientes para farinha integral, melado (rapadura) e hortifruti frescos.





O livro de "Culinária Vegetariana com sabor da India" é bom e folheando, achei uma receita muito parecida com a que postei de mousse de maracujá, mas toda em damasco, que é rico em betacaroteno e ajuda a combater radicais livre e eliminar metais pesados.





É a mesma coisa: creme de leite orgânico (ou o creme de arroz caseiro ou o iogurte orgânico caseiro) e melado. Mas no lugar da polpa de fruta, eles sugerem geleia de damasco caseira e sem açúcar.
Imagino que fique melhor ainda, a geleia de damasco caseira é um clássico "natureba", fácil de fazer e gostosa.
Minha mãe sempre fez a receita tradicional com açúcar, para rechear torta de nozes no Natal ou até para assar frango, eu adoro, mas faço a versão sem açúcar.


Assim:
1 copo de damasco seco
meio copo de água
Deixar de molho de véspera na geladeira e cozinhar por 15 min na panela de pressão.
Bater no liquidificador quando esfriar, ou deixar "pedaçuda" se preferir.
Não precisa de açúcar e pode ser feita com ameixa seca também - fica igualzinho à calda de manjar de coco.


Para quem está adotando panelas de pedra ou barro, faz-se da mesma forma, mantendo fogo baixo e panela semi-tampada. Fica ótima, mas pede uma pitadinha de sal para "puxar" a frutose e, claro, vai levar mais tempo.


Se você gosta de comida crua, entrou de cabeça no crudivorismo, a geleia também pode ser feita em versão crua. Assim:
Deixe de molho por 04hrs (na geladeira para não azedar)
Escorra e bata tudo no liquidificador.
Com tâmaras, figos, banana passa e ameixas fica ainda melhor



A imagem da geleia é google images, presente em centenas de sites. Aparecendo o autor, damos os créditos.



Mais geleias:
Cupuaçu
Frutas assadas
Frutas vermelhas
Goiabada cascão
Chutneys de manga, abacaxi, mamão, maracujá com carambola, flores...
Geleias para adulto: pimenta, manga com pimenta rosa, gengibre, vinho quente, hortelã e capim limão

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Reuso de água - a mangueira acoplada e o "balde-cisterna"

A mangueira de aspirador de pó acoplada à da máquina de lavar roupa, presa pela fita gomada que prendeu as caixas da mudança e rolava sem função numa gaveta.

Bem presas, sem vazamentos, há 1 ano e meio.



A saída da mangueira despeja no balde-cisterna, o daqui de casa comporta 60lts - mas vale a pena buscar opção com maior capacidade.
Para não dizer que não falei de flores: quem usa mangueira é bombeiro (e só em caso de incêndio), pessoas normais lavam suas casas, carros e calçadas com baldes, esponjas e vassouras, ok?

Poucas imagens são mais tristes do que a de uma calçada sendo lavada com água jorrando de uma mangueira, enquanto a pessoa que executa o serviço, conversa alegremente. Se for em dia de chuva então.




Mais informação:
Reuso de águas cinzas na lavanderia
Arquitetura Inteligente para Sanitários.
Pia cheia de louça suja não é problema, é solução
Comendo a ração que vende - parte 05: lavanderia
A casa sustentável é mais barata - parte 09 (lavanderia)

Reuso de águas cinzas na lavanderia


Cada vez que você lava roupa, pelo menos 60lts de água são usados.

Se a máquina estiver no modo mais econômico e com menor volume, a lavagem vai usar 30lts e o enxague outros 30.
Caso você lave um edredon e deixe a máquina no volume máximo de água, a quantidade vai dobrar: 60lts para lavagem e mais 60 para enxágue - num total de 120lts de água limpa!.


O que pode ser feito para reaproveitar toda essa água que vai literalmente pelo cano (e acaba na tubulação de esgoto) é acoplar uma mangueira sobressalente a mangueira curtinha que já vem na máquina.




A daqui de casa foi comprada numa loja de ferragens, custou R$6,00 e foi inicialmente produzida para atender à aspiradores de pó, mas serviu bem e é igualzinha a da máquina de lavar, com a vantagem de ter uma bitola maior, o que facilitou o encaixe da menorzinha e impediu os vazamentos.

A saída dela, é despejada num "balde-cisterna", um balde de 60lts com uma fenda na tampa. Estava em promoção no supermercado e parece ter sido projetado pensando nisso. Custou R$24,00 e armazena toda a água da lavagem para que eu possa usar como quiser em outro dia.

Essa água, que lavou sua roupa, é limpa - tem um pouco de sabão e lava perfeitamente varandas, banheiros, cozinhas e até a calçada e a garagem. Caso tenha um quintal-horta, acople outra mangueira à saída da cisterna e fure a mesma ao longo de todo o comprimento, mantendo uma distância de 2 cm para cada furo. Essa mangueira vai irrigar todo o seu quintal-horta, permitindo a melhor forma de irrigação: por gotejamento, sem perda por evaporação.


Caso você lave muita roupa e encha os 60lts de uma vez só, você pode usar essa primeira parte da água na faxina deixando a roupa de molho na água do enxague. Quando a "cisterna" esvaziar, você aperta o botão da máquina que permite a centrifugação e reenche a cisterna.

A água com ou sem sabão também pode ser toda reaproveitada para lavar outras roupas, você pode inclusive ir reaproveitando a água a semana toda de acordo com as lavagens de roupa e deixar a última "batida" para fazer a faxina.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mousse de maracujá orgânica e sem açúcar


Minha mãe sempre fez muita mousse de maracujá usando a receita tradicional: 1 lata de creme de leite, 1 lata de leite condensado e a medida de 1 lata com polpa ou suco concentrado da fruta.
Depois, até se fazia com sumo de limão e usava para rechear aquela torta de limão com merengue por cima.
Pode ser uma delícia, mas é uma bomba, em açúcar e conservantes das latarias - além do mundo de embalagens.

Desenvolvi uma versão igualmente simples e barata, mas saudável e usando menos embalagem.
1 copo de creme de leite fresco orgânico ou de cabra (tente o creme de arroz se não consumir lactose ou o iogurte orgânico caseiro)
1 copo de polpa de fruta, batida e coada, tente em orgânico
2 colheres de sopa de melado de cana
bater tudo no liquidificador
obs: os carocinhos de maracujá por cima são opcionais e podem virar uma calda, assim:
para cada copo de polpa inteira (que só tem na própria fruta fresca), você junta meio copo de rapadura (ou o equivalente em melado) e leva ao fogo até engrossar.

Essa receitinha é um quebra-galho, muito saudável e totalmente correta: não leva açúcar e pode ser completamente orgânica se você encontrar os ingredientes certificados. Não precisa de gelatina, maisena, nem nada.

Já fiz com polpa de cupuaçu bem grossa, cheia de gomos, e ficou melhor ainda.
Veja aqui como fazer a mousse de cupuaçu com geleia da própria fruta.

Sacos plásticos nunca mais


Shopping bags, ou sacolas de compras para os resistentes a anglicismos, são sempre uma boa.

Da época da vovó que tinha sacola certa para ir à feira, perdemos esse bom hábito e transformamos o fundo da Baía de Guanabara (e de muitos rios) em um amontoado de polímero.

E nunca é demais: plásticos levam de 400 a 450 anos para se decompor.

Para que vai ao mercado de carro, faz "compra de mês" e acha inviável levar 20 sacolas de lona: coloque tudo em caixas de papelão do próprio mercado.

A maioria das grandes redes de supermercados inclusive reserva um depósito para que os clientes recolham essas caixas em substituição aos sacos plásticos. E o papelão se decompõe em 2 meses.


Mais informação:
Tabela de decomposição de resíduos
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem