quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sorvete de morango com coalhada


A rapadura da foto é japonesa e, como toda boa rapadura, a base de apenas caldo de cana fermentado. À venda no mercado de produtos orientais da Rua Marques de Abrantes, quadra da praia (Flamengo, RJ).
Ela rendeu um sorvete de morango que ficou melhor do que o previsto, segue a receita:
2 caixas (500g no total) de morango orgânico
1\4 de rapadura picada
2 potes (400g no total) de coalhada fresca
Bater os morangos com a coalhada no liquidificador
Juntar a rapadura, não voltar a bater.
Deixar o copo do liquidificador na geladeira até a rapadura dissolver
Voltar a bater tudo
Congelar por no mínimo 4hrs

Já havia feito esse sorvete com iogurte natural, mas com coalhada fresca ficou ainda melhor.
Quem quiser trocar a rapadura por melado, dá certo também.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Sacola plástica oxi-biodegradável


Sacola plástica oxi-biodegradável de uma das maiores lojas de departamentos do mundo: C&A
O lema deles é muito bom e deveria ser seguido por todos "A moda é respeitar o meio ambiente" - boa iniciativa.

sábado, 25 de julho de 2009

Canela da China x Canela nacional "batizada"


Os dois copos da foto estão cheios de canela, no primeiro (mais vazio), a canela é "importada" - a canela da China - que deve ser igualmente plantada e produzida aqui.
Na segunda foto, o copo mais cheio, a canela é vendida como canela nacional.
Ambas compradas no mesmo empório a granel.
Li a composição de ingredientes dessa canela rosada, que não tem cor de canela mas de Nescau, e encontrei aromatizantes, fubá e farelo de soja.
Canela é o pau de canela raspado, como a noz moscada, não tem muito o que inventar.
A composição da canela tem que ser apenas canela!

A diferença de cor, cheiro e sabor é tão grande que achei a princípio ter comprado outra especiaria. A canela nacional "batizada" tem cheio e, o pior, gosto de vela de canela.
A canela da "China" tem cor, cheiro e gosto de canela. E financeiramente a diferença é pequena, com o mesmo valor comprei a quantidade de canela dos 2 copos.


Deixo a minha receita favorita com canela: MILK SHAKE DE IOGURTE COM CANELA
1 copo de iogurte natural orgânico
1 colher de sopa rasa de melado de cana
1 colher de sopa rasa de canela
Bater tudo no liquidificador e tomar em seguida


Mais informação:
Compras a granel
Guia básico de pimentas
Slow Tea: chás e especiarias orgânicos

terça-feira, 14 de julho de 2009

Árvores artificiais - enterrando o dióxido de carbono


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Um grupo de cientistas da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, anunciou ter criado árvores artificiais que podem ajudar no combate ao aquecimento global, capazes de absorver CO2 da atmosfera quase mil vezes mais rapidamente do que árvores de verdade.
A estrutura tem galhos semelhantes aos de pinheiros, mas não precisa de sol nem água para funcionar. O segredo está nas folhas, feitas de um material plástico capaz de absorver dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa.
"Da mesma forma que o faz uma árvore natural, a medida que o ar flui pelas folhas, estas folhas absorvem o CO2 e o mantêm preso", explicou o cientista Klaus Lackner, geofísico do Centro de Engenharia da Terra da Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque.
No entanto, enquanto árvores e outras plantas armazenam o gás em seus tecidos, a árvore artificial guarda o CO2 em um filtro, que comprime o gás e o transforma em líquido. Desta forma, o CO2 poderia ser enterrado e armazenado permanentemente debaixo da terra.
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Árvores artificiais
Embora alguns ambientalistas critiquem os métodos de enterrar dióxido de carbono, Lackner afirma que o uso de suas árvores daria ao mundo tempo para encontrar alternativas melhores, como, por exemplo, o desenvolvimento de energias "limpas", que não produzem gases. O grupo de pesquisadores americanos criou um protótipo pequeno, mas afirma ser possível produzir um modelo maior.
"O que vejo a curto prazo é um aparelho do tamanho de um caminhão no qual se podem instalar as folhas numa caixa parecida com o filtro de uma caldeira. Cada máquina teria 30 filtros que juntos mediriam 2,5 m de altura e um metro de largura", disse Lackner. Esta torre de atuaria como um centro de captação ao ar livre, enquanto o CO2 capturado ficaria armazenado em outra torre.
De acordo com Klaus Lackner, cada uma dessas árvores artificiais poderia absorver uma tonelada de dióxido de carbono por dia, tirando da atmosfera CO2 equivalente ao produzido por 20 carros. Isso significa que, para que a tecnologia tivesse algum impacto sobre o clima no planeta, seriam necessários milhões de unidades delas. No entanto, a tecnologia não é barata. Calcula-se que cada uma dessas máquinas custaria cerca de US$30 mil (quase R$ 60 mil).
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Esquecendo as florestas de verdade
Mesmo assim, Lackner acredita ter em suas mãos uma tecnologia economicamente viável. "O mundo produz cerca de 70 milhões de carros por ano, quer dizer, a produção de unidades neste patamar é certamente possível e também existe espaço suficiente no mundo para instalar as máquinas", disse.
O pesquisador calcula que, se fossem instalados dez milhões de "árvores artificiais" no mundo, cerca de 3,6 gigatoneladas de CO2 seriam retiradas do ar todo ano. Atualmente, o mundo produz 30 gigatoneladas de CO2 por ano. Por isso, Lackner defende a sua invenção como parte de uma estratégia global, de forma a criar uma sociedade que seja neutra na produção e absorção de carbono.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Arroz transgênico e liderança em exportações



Quando postei sobre o arroz transgênico, não havia entendido o porquê de um problema tão grande em um produto cujo consumo nacional vem inclusive caindo.

O brasileiro consome cada vez menos arroz e feijão, comida caseira, dando preferência à lanches e comidas prontas, o que explica as taxas de colesterol, diabetes e obesidade infantil cada vez mais altas.

A explicação para o arroz apareceu hoje, somos um dos líderes mundiais de exportação de arroz. Exportamos para países da África, cujo clima não permite essa cultura de alagadiços, leia mais:

A sua saúde sai perdendo para a Federarroz e seus membros, além da Bayer é claro, aproveite também e assine a petição do Greenpeace contra o arroz transgênico em sua panela.

Avião movido a hidrogênio




Depois do avião movido a energia solar postado pelo Flavio e pelo ônibus e veleiro, temos um avião movido a hidrogênio.


O Antares DLR-H2 tornou-se o primeiro avião tripulado do mundo capaz de decolar e voar utilizando unicamente a energia de células de combustível a hidrogênio.
Desenvolvido pela agência espacial alemã (DLR), o Antares foi criado a partir de um planador motorizado. Suas asas, com uma envergadura de 20 metros, receberam um reforço estrutural para suportar dois "tanques" extras, onde são acondicionados a célula de combustível e o tanque de hidrogênio.

Avião a hidrogênio
O avião a hidrogênio atinge uma velocidade máxima de 170 km/h, embora os engenheiros afirmem haver espaço para otimização, uma vez que o reforço estrutural feito no planador original garante que ele suporte velocidades de até 300 km/h. A autonomia de voo é de 750 km.
"Nós aumentamos tanto a capacidade e a eficiência da célula a combustível que finalmente pudemos construir um avião tripulado capaz de decolar e voar usando apenas a eletricidade gerada por elas," comemora o engenheiro Johann-Dietrich Wörner, da DLR.
As células usam hidrogênio como combustível, que é convertido em energia elétrica através de uma reação eletroquímica direta com o oxigênio do ar, sem qualquer combustão. O único resíduo gerado pelas células de combustível é água, resultante da reação do hidrogênio com o oxigênio.
Isso significa que o Antares DLR-H2 voa com emissão zero de CO2, além de não fazer quase nenhum ruído, com seus motores elétricos alimentados diretamente pela energia gerada pelas células a combustível.

Nível de eficiência
A célula de combustível fica sob a asa esquerda e o tanque de hidrogênio fica sob a asa direita do avião. A célula é capaz de gerar até 25 kilowatts, embora o Antares consuma apenas 10 kW quando voando em linha reta e em velocidade de cruzeiro. Neste caso, a célula de combustível estará operando com um nível de eficiência de 52%.
A eficiência total do avião a hidrogênio, do tanque de hidrogênio até o motor elétrico, alcança 44%, o que o torna duas vezes mais eficiente do que os aviões com motores a combustão. Aviões alimentados por querosene têm eficiência entre 18 e 25%.
Outra inovação importante na viabilização do Antares foi a possibilidade de conexão direta da célula a combustível ao motor elétrico, eliminando sistemas de conversão e diminuindo o peso do sistema. O motor pode lidar diretamente com tensões entre 188 e 400 volts.

Aviões não-tripulados
Apesar do avanço representando pelo Antares DLR-H2, não se espera que as células de combustível a hidrogênio venham a ser usadas como sistema de propulsão em aviões comerciais num futuro próximo, o que exigirá substanciais avanços em sua eficiência e na diminuição do peso das suas estruturas.

As possibilidades de uso real da geração de eletricidade a partir do hidrogênio deverão se limitar ao abastecimento de sistemas internos dos aviões, a exemplo do que já acontece nos ônibus espaciais e na Estação Espacial Internacional.
A utilização do novo sistema de propulsão, contudo, é bastante promissora para aviões não-tripulados.


Mais informação:
Avião solar com autonomia de vôo de 5 anos
Carro solar autoconduzido
Veleiro à hidrogênio
Avião movido à hidrogênio

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Quilombos e Ecovilas

Para quem já visitou uma Ecovila, é sempre válido e para quem ainda não conhece a autogestão aplicada à sustentabilidade, é no mínimo imperdível.
Como em Goura Vrindravana, onde passei alguns dias, a banana orgânica garante parte da subsistência.

Imersas na maior área contínua da Mata Atlântica brasileira, 92 famílias lutam para preservar os recursos naturais, a cultura e a organização socioeconômica tradicionais

No Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo, 267 km ao sul da capital, está instalado desde o início do século XVI o quilombo de Ivaporunduva. Fica ao longo da estrada que liga os municípios de Eldorado e Iporanga, às margens do Rio Ribeira do Iguape. A comunidade local é formada por quase 500 quilombolas que apostam no turismo e no artesanato, além da produção e comercialização da banana orgânica, como as principais fontes de renda.

Entre os pouco mais de 30 quilombos que se espalham pelo vale, Ivaporunduva é um dos mais visitados, já que possui o mais consistente programa de turismo ecológico para receber visitas de turistas, grupos escolares e pesquisadores. O cultivo tradicional de roça garante a sobrevivência da comunidade com a produção orgânica de arroz, mandioca, milho, feijão, verduras, legumes e pequenas propriedades pecuárias.

“As refeições da nossa comunidade são 99% orgânicas. Não se pode dizer que é 100% porque compramos alguns produtos, como óleo e sal, e não podemos garantir sua procedência”, explica Benedito Alves, coordenador da Associação dos Moradores do Quilombo de Ivaporunduva. Aos 54 anos, Alves se gaba de nunca ter sofrido de uma doença grave, uma saúde mantida à base de alimentos naturais. “Para casos pequenos como dor de cabeça, temos nossa farmácia natural que cresce por todo o lado”, completa sorridente.

Todos produzem, todos ganham
A economia do quilombo está organizada sob o sistema de cooperativa, da qual todas as famílias são associadas. Os produtos são comercializados em diversas regiões do Estado. “Estabelecemos um sistema de cotas por família. Desse modo, garantimos que todas as famílias tenham rendimentos da produção da banana orgânica, do artesanato local e das receitas do turismo”, explica o gestor ambiental Paulo Pupo, quilombola local e coordenador de turismo.
“É claro que queremos que nossa produção seja mais eficiente, mas só vamos apostar em tecnologias limpas para preservar a relação de respeito que nosso povo tem com os recursos naturais como a terra, água e a mata”, garante Benedito Alves. “Não vamos fazer nada que vai agredir essa riqueza que temos aqui.”

Cada uma das atividades é gerida por uma coordenadoria que se encarrega das certificações (banana orgânica), licenciamento e patentes (artesanato), formação e gerenciamento de técnicos locais que trabalham como guias turísticos, além dos contatos e o fornecimento da mercadoria em várias cidades.

Pupo acredita que tem crescido a consciência dos consumidores brasileiros em relação à oportunidade que cada um tem de contribuir para a sustentabilidade do planeta. “As pessoas que compram nosso artesanato, por exemplo, se emocionam ao saber do trabalho social que está por trás dele e sempre recomendam os produtos a mais pessoas”, revela.

Infra-estrutura avança
As raras residências se espalham em um raio de aproximadamente cinco quilômetros quilombo adentro e estão conectadas por estreitas estradas de terra abertas entre a mata verde. Elas são em sua maioria construídas de pau-a-pique, apesar do número considerável de casas de alvenaria que começam a surgir. O sistema de esgotos ainda é precário, mesmo sendo uma das prioridades de melhoria da atual gestão, segundo Alves.
Às quartas-feiras, um caminhão da prefeitura recolhe o lixo reciclável, cuja quantidade tende a aumentar devido ao emergente comércio local de alimentos processados. Uma ponte sobre o Rio Ribeira do Iguape está em fase de construção. Até 2012, ela deve substituir um pequeno barco e uma balsa que fazem a travessia de pedestres e de pessoas motorizadas. Os moradores acreditam que, com a facilidade de acesso, vai aumentar o número de visitantes à comunidade.

Educação, tecnologia e inclusão digital
Os investimentos da prefeitura local e as parcerias com diversas entidades renderam uma escola de ensino fundamental, um posto de saúde local e a instalação de um telecentro comunitário com computadores ligados à internet, permitindo a inclusão digital da comunidade. Hoje, a cada fim de tarde, os jovens se dividem entre assistir televisão, acessar a internet ou participar das centenárias rodas de histórias contadas na praça central em volta da fogueira.

“A diversidade que temos hoje não são uma ameaça à nossa cultura, até porque boa parte de nós já morou em cidade grande por muito tempo, mas quase todos retornaram. Nós não somos contra as tecnologias e cada um é livre para fazer o que quiser”, defende o quilombola Laudo Furquim, que hoje trabalha na coordenadoria de turismo depois de uma experiência de seis meses no ramo da construção na cidade de São Paulo.

Benedito Alves reforça a necessidade de parcerias e investimento em novas tecnologias, desde que elas ajudem no desenvolvimento local. Segundo Alves, Ivaporunduva tem atualmente 16 jovens que foram beneficiados com bolsas de estudo e freqüentam o ensino superior à distância, além de outros quatro que já possuem diplomas e hoje trabalham “na comunidade e pela comunidade”.
“Esses jovens sabem que essa região é cobiçada pelas grandes indústrias. Mas sabem também que seus pais e avós lutaram bravamente para manter viva a história e a cultura do nosso povo. Por isso, em vez de tentar proibir, estamos certos de que a melhor opção é conscientizar essa geração para a necessidade de usarem o conhecimento adquirido no desenvolvimento e preservação da cultura quilombola”, alerta Alves. “E eles só podem fazer isso permanecendo aqui”.

O consumidor e as populações tradicionais
Veja algumas formas pelas quais o consumidor pode contribuir com a sobrevivência das comunidades tradicionais, como o quilombo de Ivaporunduva:
Uma forma direta de apoiar as comunidades tradicionais é comprando seus produtos. Muitas lojas em grandes centros disponibilizam produtos feitos de forma artesanal por essas comunidades ou por grupos de artesãos;
Veja os sites de três associações que trabalham com esses produtos: Associação Ponto Solidário, Associação Mundaréu e Projeto Terra ;
Outra forma de colaborar é visitar as comunidades, adquirindo produtos cultivados, produzidos ou vendidos lá;
Ao visitar esses locais, é importante respeitar o patrimônio artístico, arqueológico, ambiental e cultural.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

HOME, a planta baixa

HOME, filme de Yann Arthus-Bertrand.

É constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida, a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.

Foi lançado no dia 5 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente

Ainda que se possa questionar uma coisa ou outra, é louvável o fato de eles mencionarem que a Amazônia está sendo transformada em carne, que 95% da soja é para alimentar frangos e que precisamos mudar nossos hábitos porque o que poderia ser comida de gente, está alimentando animais.






Outro filme do diretor: Florestas e Homens (curta de menos de 8min)

Construção inteligente e flutuante na Amazônia




A primeira casa flutuante ecológica do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) já está recebendo os primeiros pesquisadores. A construção apresenta características ambientalmente corretas e é a mais recente das 16 bases flutuantes de pesquisa que o Instituto mantém nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, cogeridas pela organização em parceria com o governo do Amazonas.


Construção sustentávelCom capacidade para hospedar até 20 pessoas, a base tem 12 metros de largura por 18 metros de comprimento. A eletricidade é gerada a partir da luz solar, com energia suficiente para iluminar as instalações, manter o rádio para comunicação, o funcionamento de computadores e o refrigerador para a conservação de alimentos. O sistema tem autonomia para funcionar por dois dias e meio sem sol.
"A água das torneiras e chuveiros é captada da chuva e do próprio rio sobre o qual a construção está instalada. Filtros garantem que a água esteja limpa para o consumo em tanques que permitem armazenar até 5.700 litros", explica Josivaldo Modesto, coordenador de operações do Instituto Mamirauá. Outra iniciativa é o tratamento do esgoto, antes de ser devolvido à natureza. Esse sistema ainda será instalado.


Telhas de garrafas PETA cobertura do laboratório flutuante é de telhas produzidas a partir de garrafas de plástico PET moídas que, entre outras vantagens, apresenta maior resistência e maior vida útil quando comparada a telhas de outros materiais. De acordo com Modesto, elas pesam cerca de um sexto das telhas de barro e podem durar até 300 anos. "Uma empresa sediada em Manaus recolhe garrafas PET que antes iriam para o lixo, transformando-as em telhas leves e resistentes", explica.


As bases de apoio flutuante, como esta nova casa, são utilizadas pela organização nas Reservas Mamirauá e Amanã para viabilizar as pesquisas de campo. Elas ficam estabelecidas em plataformas formadas por uma madeira flutuante, chamada assacu. A casa flutuante ecológica permanecerá no Lago Amanã, na Reserva Amanã, e, assim como os outros flutuantes, é feito com madeira certificada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Naturais (Ibama).

terça-feira, 7 de julho de 2009

Hidropirataria e transporte: sucos orgânicos x sucos de fruta feitos na hora


O Flow, filme que retrata a degradação de uma região após instalação de fábrica da Coca, não tem o propósito de degradar ninguém ou fazer apologia de outro fabricantes, até porque passamos pelo mesmo problema aqui no Brasil, em São Lourenço.

O problema não é o refrigerante ou a cerveja, qualquer bebida pronta (incluindo àquelas que levam chá verde e prometem maravilhas), consomem água demais em seu processo de produção, poluem, emitem CO2 no transporte e demandam um mundo de embalagens, além de intoxicarem por metais pesados.

A foto acima é da prateleira de orgânicos de um supermercado, retirada do Guia Verde.
Para quem olha de longe parece uma prateleira comum, com suas embalagens tetrapack, muitas garrafas e rótulos coloridos.

A única diferença é que esses sucos são certificados, suas frutas não levaram pesticidas ao longo do cultivo, suas sementes não sofreram transgenia e a fábrica cumpre boas práticas ambientais e sociais, como empregar pessoas com carteira assinada de acordo com a legislação trabalhista.

O problema é que no Brasil, ainda não temos uma cultura de consumo consciente, a partir do momento que um produto é certificado como orgânico, a demanda por ele explode. Quando na verdade, a demanda tem que parar de "explodir" e começar a se controlar...
Na Europa e nos EUA, para um produto ser considerado sustentável, ele não pode viajar mais de 200km até o consumidor, para que gaste menos combustível poluente no transporte.
Se você compra um suco da Amazônia super certificado, mas que tomou 3 caminhões para atravessar o país e chegar ao supermercado, todo o esforço empreendido na produção, foi perdido.
Conversando "on line" com a Elisa, do Embalagem Sustentável, notei que algumas empresas vêm fazendo esforços em questões de embalagem, mas deparam-se com outro problema: a logística, porque garrafas de vidro (em detrimento do tetrapack) e caixas plásticas (em detrimento das latas) são mais leves e consomem menos combustível no transporte.
O que me levou a pensar, essas embalagens não precisam viajar uma distância tão grande, o fato de termos de trazer do outro lado do país uma caixinha tetrapack porque o eixo RJ-SP paga o que for por naquele produto (orgânico e na moda), indica que algo está errado na forma em que esse consumidor enxerga o conceito de orgânico.
As embalagens leves, apropriadas para logísticas de transporte, são ideais para regiões distantes e sem infra-estrutura. Nós moramos em um país tropical com fontes de água mineral em chafariz de pedra na rua, coqueiros que nascem no canteiro central de vias públicas e quintais repletos de mangueiras, jaqueiras, goiabeiras, jabuticabeiras e bananeiras. Não há razão para esse consumo desenfreado por bebidas prontas.

O processo industrial por detrás do consumo de bebidas prontas está matando a gente e o planeta.
Alguns supermercados vendem sucos de frutas naturais feitos no mesmo dia e até água de coco a litro, a rede Zonal Sul certamente. As garrafas são plásticas, mas podem estimular um programa de retorno de engradados, como as fábricas de refrigerante faziam antigamente.

Deixo dicas de quem não tem tempo de fazer feira toda semana, mas adora chegar em casa e encontrar algo na geladeira:
Polpa de maracujá congelada, da própria fruta, basta retirar as sementes e congelar, você faz suco, chá com suco, lassi e até mousse em qualquer época do ano. Normalmente, o feirante vende sacos de 1kg a preço simbólico no finalzinho da feira, antes de encerrar, ele aproveita os maracujás "feínhos" que não tiveram saída.
Polpas de fruta em geral, congeladas, não são a melhor opção, mas pelo menos demandaram muito menos energia, água e embalagem do que uma garrafa de suco. Algumas marcas, já vendem polpas de frutas orgânicas.
Casca de abacaxi congelada, a que sobrou e ia para o lixo, basta congelar picada em pedaços. Rende suco, chás e até uma calda de sorvete se fervido o suco coado com rapadura. O suco pode incrementar uma sangria com vinho orgânico da Feira de Orgânicos e até uma bebida antilhana, que Sônia Hirsch ensina no ótimo livro "O melhor da Festa" e eu adaptei um pouquinho...

BEBIDA CRIOULA
Suco de 1 abacaxi
suco de 1/2 limão
1/2 litro de leite de coco
raminhos de hortelã, gomos de abacaxi ou mesmo uma raspa de coco para enfeitar
Servir numa jarra com gelo
Deve ficar excelente com um bom rum, mas tem que ser bom, origem controlada.
Não vale o do supermercado em promoção, que todo mundo compra para molhar biscoito de pavê.
Leia melhor sobre bebidas alcóolicas orgânicas e certificadas

Mate e chás quentes e gelados



A foto é da prateleira da minha cozinha, os potes cheios de ervas secas para chá, compradas a granel por 1/3 do valor da erva empacotada do supermercado. Mate, camomila, lavanda (para colocar nos bolospanquecas integrais) e a de erva cidreira, que já estava vazio.
Minha família sempre teve mania de mate gelado, feito em casa, até porque o inventor da "moda" - meu bisavô - morreu antes de chá gelado ser industrializado e vendido em latinha de alumínio-copo plástico. Eu gosto com limão sem adoçar, minha irmã batia o dela no liquidificador para ficar espumante e já houve quem esquentasse e botasse leite, as variações são muitas.
O problema da bebida pronta, além da química e do excesso de embalagens, é que para produzir 1 litro são gastos em média 5 de água no processo de produção, entre resfriamento de caldeiras, limpeza e o próprio processo de fermentação em geral.
O Flow retrata a degradação de uma região após a instalação de fábrica da Coca-Cola, os manaciais foram exauridos e o solo desertificado. Aqui em São Lourenço, o mesmo acontece.

Convém lembrar que todo processo industrial polui e demanda transporte para entrega ao consumidor, transporte feito emitindo CO2, já que nossa rede ferroviária é praticamente nula. O Brasil é o único país do mundo que transporta minério de ferro em caçamba de caminhão, não vistoriado com um motorista exausto numa estrada toda esburada...

Você pode fazer muitos chás gelados ou não em substituição às bebidas prontas, além de sair muito mais em conta, basta ferver água (da torneira) por 5 minutos, apagar o fogo e juntar a erva escolhida deixando tampado para fazer a infusão.
Algumas sugestões:

Mate gelado, mate gelado com limão, mate quente com leite, chimarrão (a erva é especial, a cuia também).

Chá de camomila gelado, chá de camomila gelado com limão ou suco da polpa do maracujá ou da casca do abacaxi (batido no liquidificador), chá de camomila quente com limão.

A própria casca do abacaxi que sobrou do açaí, poderia ter virado chá se fervida e ainda enriquecida com umas folhinhas de hortelã, um chá muito simpático quente ou frio, de abacaxi com hortelã.

Hortelã fresca ou seca, também rendem chás refrescantes e simples.

Chá de erva cidreira gelado, chá de erva cidreira gelado com limão, se você encontrar a erva cidreira (capim limão) fresca, bata no liquidificador com água - como um refresco de cidreira fresca, fica ótimo, segundo receita da Karin, do Orgônio. Fonte muito segura provou uma versão com manjericão e hortelã fresco e garantiu ser surpreendente, mas ainda não tentei.

Chá de laranja, limão e tangerina, feito a partir das folhas, que normalmente acabam no lixo.
Chá de maçã gelado feito com maçã desidrata comprada a granel (e até aproveitando a casca da maçã que iria para o lixo), chá de maçã quente feito na panela com rapadura, gengibre, canela em pau e um cravinho. Colocar a rapadura no chá enquanto ele fica na infusão, garante uma consistência aliquorada que funciona para os chás de inverno.

Chá preto com laranja, quente ou frio. Com ou sem leite.

Chai, chá indiano, feito com chá preto, leite e especiarias.
Segue receita:
1,5L de água
8 saches de chá preto
100g de gengibre
100g rapadura
10 cravos
3 paus de canela
10 sementes de cardamomo
leite orgânico


Só uma observação, grávidas devem evitar chás quentes com canela, gengibre e especiarias que "esquentam", a mesma capacidade de elimanação que esses chás trazem ao nosso muco em caso de gripe, podem ser aplicadas ao bebê, causando aborto espontâneo.


Mais informação: Slow Tea, chás e especiarias orgânicos

domingo, 5 de julho de 2009

Lassi: dica indiana para combater a hidropirataria das bebidas prontas




O Flow retrata a devastação de uma região após instalação de uma fábrica da Coca, aqui no Brasil estamos passando pelo mesmo problema de hidropirataria em São Lourenço com a Nestlé.

Como não dá para beber água de coco o tempo todo e sempre queremos variar de sabor, deixo uma dica de bebida sustentável com mais de mil anos de idade: Lassi.

Pronuncia-se Luh-see, bebida indiana muito tradicional, considerada védica e ritualística, ficou conhecida aqui no Brasil há alguns anos e foi incorporada em restaurantes da moda e até algumas casas de suco.

Lassi é uma mistura de água, iogurte, frutas, temperos variados e mel para adoçar.
Não é uma vitamina, como vitamina de banana com leite e canela, é uma bebida gelada e muito leve e refrescante em dias de calor.
Pode ser feito com suco de limão, laranja, morango, manga e aqui no Brasil, encontra-se de maracujá e goiaba (igualmente bons).

O iogurte é diluído em água e pode ser usada água de rosas, que não temos hábito por aqui, mas que se presta a tudo, até para fazer pudins e doces de toda culinária árabe e indiana.
Mas imagino que dê para diluir em água e até leite de coco com igual sucesso, é o caso de tentar...
O mel é usado para adoçar e não deve ser substituído por melado ou adoçante, acreditam que o mel por ser digestivo ajude a digerir o leite do iogurte, questão de alquimia.

O Lassi deve ser sempre "temperado" com cardamomo, gengibre ou mesmo hortelã fresco.
Com curcuma e açafrão é considerado remédio para disenteria.

Toda lassi fica ainda melhor se perfumado com águas de rosas, laranjeiras ou melissa diluída na água do filtro.

Débora, mestra em reiki, professora de Yoga e muito animada, organiza festas de final de ano com seus alunos onde cada um leva algo gostoso para comer - num dos anos, levei um Lassi de morango temperado com canela e pimenta em pó, fez sucesso!

Você não precisa comprar uma bebida colorida cujos componentes são impronunciáveis, toda vez que quiser beber algo gostoso. Sua saúde é a saúde do manancial de água da sua cidade.
Vá na feira de orgânicos, compre muitas frutas e iogurtes sem pesticida e sirva para os seus amigos uma bebida diferente, que pode até ser "batizada" com vodka e arak certificados de origem controlada.

Syl Ribeiro, amiga da casa, posta sobre uma limonada védica igualmente deliciosa e de fácil preparo, deixo o link e a receita abaixo:
Ingredientes
1/2 litro de iogurte integral (cerca de 2 xícaras)
1/4 de xí­cara de mel puro (ou menos, adapte seu paladar a pouco doce)
1 litro de água
Sumo de 6 limões
Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Conserve na geladeira por até 3 dias.

Para fazer com limão galego, veja aqui e para fazer smoothies com ou sem iogurte, veja aqui.


O Lassi da foto é a dica do blog de viagens do jornal de Boston.

Deu no New York Times

Sou adepta de uma horta caseira, além de garantir a procedência dos meus temperos em tempos de agrotóxicos e transgenia, economizo de forma consciente.

A horta caseira daqui de casa tem até composteira que permite despejo ZERO de resíduo.
Minha casa não produz lixo e não impacta no lixão urbano. Até o papel higiênico usado está sendo compostado em outra composteira à parte.

Mas agora, horta caseira é coisa séria, a revista The Economist recomenda como medida para minimizar os efeitos da crise, economizando nas compras do supermercado e até o Presidente Obama segue o exemplo!


Uma idéia a ser posta em prática seria adaptar os topos dos edifícios para construção de mini-hortas urbanas. Além de absorver o calor melhor do que pintando tudo de branco e reduzir a emissão de CO2 comum em grandes centros, permitiria aos moradores daquele edifício consumir alimentos orgânicos, da época e que não demandaram combustíveis não-renováveis em seu transporte até o consumidor. Um telhado verde de aplicabilidade urbana.



Maiores informações no excelente blog do Denis Russo:

Foi-se o tempo em que plantar sua própria comida era conversa de hippie. Até a sisuda The Economist, mais interessada em finanças do que em jardinagem, publicou uma matéria sobre o assunto, contando como as hortas caseiras podem ajudar a aliviar o sofrimento da crise financeira. O blog ambiental Treehugger fez as contas e constatou que uma horta em casa rende em média o equivalente a 500 dólares por ano ao seu proprietário – e que 50 dólares investidos em ferramentas de jardinagem transformam-se em 1.250 dólares em vegetais após 1 ano.
Até o presidente dos Estados Unidos entrou na onda e mandou plantar uma horta na Casa Branca, para dar o exemplo e doar a produção aos pobres de Washington. A revista Good deste mês leva você para passear pela “primeira horta”, que já produziu 40 quilos de vegetais desde que o “jardineiro-em-chefe” tomou posse.

Em 1943, durante o esforço de guerra, atendendo a pedidos da primeira-dama americana Eleanor Roosevelt, 20 milhões de americanos plantaram hortas caseiras. Ao final da guerra, elas supriam 40% das necessidades da nação. Eram os chamados “victory gardens”, os jardins da vitória. A revista Good calcula que, desde que Obama tomou posse, o número de jardins caseiros do país subiu de 36 para 43 milhões.

 
Mais informação:
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sábado, 4 de julho de 2009

Biodigestor residencial em Petrópolis, RJ



Tecnologia de biodigestor leva energia limpa a casas no RJ

A cidade serrana de Petrópolis (65 km do Rio de Janeiro), se converteu na capital brasileira da energia limpa graças à tecnologia de um biodigestor. Trata-se de um sistema de reciclagem de matéria orgânica que já está sendo utilizado em países como a Nicarágua, República Dominicana, Haiti e Espanha.

O projeto, incentivado pela ONG Instituto Ambiental (OIA), se baseia num princípio simples: o biodigestor aproveita as águas do esgoto para gerar a energia que alimenta as casas de cinco bairros populares da cidade.

O sistema recupera o gás metano produzido naturalmente pela decomposição orgânica e o canaliza para uso doméstico. Desta forma, o gás (um dos causadores do efeito estufa e muito nocivo para a atmosfera) é aproveitado com um fim útil, conforme explica Jorge Gaiofato, diretor-técnico da OIA.

O lodo, que se origina no processo pode ser utilizado para fertilizar cultivos, e a água remanescente, menos poluída, pode ser obtida em rios vizinhos, algo muito importante num país como o Brasil, onde, segundo estatística oficiais, pouco mais da metade dos municípios têm rede de coleta de esgoto e de tratamento de águas.

"O biodigestor não trata os resíduos sanitários, ele os recicla e reutiliza. Tratá-los é função do governo, pois o volume gerado é muito grande. No entanto, o biodigestor é uma solução para sistemas situados em pontos onde não há rede coletora e de tratamento", acrescenta Gaiofato.

"Cada 10 casas que tratam seus esgotos em biodigestores geram gás para que uma seja autossuficiente", calcula Gaiofato.

Redução de custos - Os biodigestores de Petrópolis beneficiam bairros populares de Nova Independência, Vai Quem Quer, Nogueira, Vila Ipanema e Manga Larga. Outros seis aparelhos deste tipo serão instalados em outras partes da cidade, inclusive num condomínio de luxo.

"As medições que fazemos comprovam que a redução da carga orgânica (dos resíduos) chega a 98%", afirma Márcio Salles, superintendente da Águas do Imperador, a concessionária de serviços sanitários de Petrópolis, que adotou o sistema nas favelas da cidade.

Além disso, o custo de um biodigestor "chega a ser três vezes mais barato do que o da instalação de uma rede tradicional de saneamento", conclui.

Segundo a OIA, o custo para a construção de um biodigestor capaz de atender até quatro casas varia de US$ 1.000 a US$ 1.500.

Há alguns meses, Gean Carlos dos Santos, um professor de 35 anos, casado e pai de Sofia, de seis meses, decidiu trocar a fossa séptica que tinha em casa, na comunidade de Manga Larga, periferia de Petrópolis, por um biodigestor que ajudou a construir.
"Eu tinha uma fossa séptica em casa e, depois de um curso de ecologia, decidi trocá-la pelo biodigestor. Não contaminamos o rio e, além disso, posso usar o biogás", conta ele. Os eventuais vazamentos, explica, podem ser percebidos pelo odor característico do metano ou pelas bolhas em uma piscina de monitoração.
Entusiasmado com o sistema, Gean Carlos, que usa o metano para cozinhar até duas horas seguidas, diz que a poupança com o biogás é grande e que pensa em usá-lo para no aquecedor do banheiro.
"Antes eu comprava um botijão de gás a cada dois meses. Hoje, compro um a cada três meses e meio", observa.
Mais:
Para reverter esse quadro com valões a céu aberto expondo crianças a doenças, o Biodigestor seria uma saída rápida, barata, de fácil aplicabilidade-adaptação e extremamente eficaz.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Feiras de Sábado: móveis de segunda mão e antiquários


O Rio tem muitas feiras ao ar livre que são melhores do que os shopping centers, a própria Feira de orgânicos da Glória já é um programa com direito à música, comida e bebida.

Quando montei meu apartamento, visitei muitas lojas que trabalhavam com móveis em madeira certificada de reflorestamento, MDF, e achava alguns móveis fracos, outros muito caros, sem conseguir me definir pelo que eu realmente queria.
Eu não ia comprar nada que não tivesse um programa de reflorestamento, mas queria móveis bons, duráveis e bonitos, madeira de lei com estilo - e também queria pagar menos do que eu via à venda em grandes lojas ecologicamente corretas.
A solução foi fácil e estava bem na minha cara: as feiras de antiguidades e móveis usados do Centro do Rio.

Todo sábado, até as14hrs: a Feira da Praça XV
Com direito à eventual roda de choro.
É mais informal, alguns comerciantes expõe as mercadorias em lonas no chão, parece mais um mercado das pulgas do que uma feira de antiguidades. Vale a pena, principalmente para louças, pratarias, luminárias, cadeiras e objetos de decoração em geral, já que não há um esquema de entrega em casa (salvo raras exceções).

Apenas no primeiro sábado do mês, a Feira da Rua do Lavradio
É mais organizada, melhor para comprar móveis mais pesados, como mesas, aparadores, armários, cristaleiras e até eletrodomésticos antigos completamente restaurados. A grande vantagem é que é organizada pelos antiquariatos da rua, você compra o móvel (imenso, em jacarandá ou vinhático com direito a tampo de mármore, pesadíssimo) e eles entregam com hr marcada na sua casa devidamente lixado e encerado no tom que você escolher.
Todos os móveis da minha casa foram comprados lá.
Apenas uma recomendação: dê preferência aos estabelecimentos que emitam nota fiscal e sejam credenciados na Associação de Lojistas e Comerciantes da Rua do Lavradio.

A foto acima é do canto da minha sala que transformei em escritório, a vitrola de LP antiga com pés de palito e rádio que pega "ondas tropicais, longas, médias e curtas" virou mesa para minha impressora.

Hidropirataria nas águas de São Lourenço, MG


O problema descrito no Flow, acontece aqui debaixo dos nossos narizes.
Raro o brasileiro que não conhece São Lourenço e seu Parque de Águas Minerais.
Há alguns anos, a Nestlé comprou o Parque junto com o direito de exploração das fontes de águas minerais, numa iniciativa da empresa em lançar-se ao mercado crescente de águas minerais de boa procedência para o público das classes A e B, criando assim a Nestlé Waters.
A Nestlé Waters já é líder no setor em todo mercado nacional com quatro marcas, as 4 mais importantes do país: Nestlé Aquarel, Petrópolis, São Lourenço e Perrier. O que a longo prazo abre margem para formação de um cartel e monopólio de comercialização e exploração.
A população local está mobilizada, entrando com ações junto ao Ministério Público no bem organizado Movimento Pró-Circuito das Águas, o que está contecendo em São Lourenço:
"Como se desencadeia a pirataria nos serviços públicos de água?
A Constituição não outorga valor econômico para a água mas os piratas, de alguma forma, conseguiram que fosse aprovada uma Lei, na Câmara, em que a água passou a ser considerada “um recurso natural, dotado de valor econômico” ou seja: a água passou a ser mercadoria, legitimando variados absurdos na gestão das águas que, como direito, deveria ter administração comunitária.
Um serviço de água com toda a rede construída, estações de tratamento com ótimo padrão, qualidade na execução dos serviços, de repente, sem discussões, é privatizado. Vimos isso em muitos municípios, com estratégias ilegais num total desrespeito ao principio da indisponibilidade do interesse público. “Próprios de coletividade não podem ser alienados, ao bel prazer, pelos que têm a obrigação de defendê-los pois estão confiados à sua guarda e realização.”
Num município, um grupo chega nas instalações de água da empresa estatal e diz que veio assumir os serviços. Interrogado, não possuia ordem judicial, autorização do governo ou prefeitura mas assumiu com oferta de lugar garantido na empresa privada, para os principais funcionários. Em outro município um decreto em duplicidade, um para a administração do cemitério local e outro para um consórcio (com estrangeiro-cartel) assumir os serviços de água, permitiu a pirataria. Na maioria dos municípios aparece uma Lei das águas que faz a concessão por 30 anos com isenção de impostos.

Tudo isso é pirataria – Hidropirataria.
Minoritários nas ações da empresa, um estranho acordo de acionistas os permite assumir o controle administrativo e financeiro. É o caso da SANEPAR, reincorporada para a administração do Estado, na Justiça, pelo Governador Roberto Requião. Foi neutralizada uma hidropirataria da Vivendi, em que o consorcio minoritário incluía o próprio Banco Mundial (CFI).
Que dizer ante o fato da produção de um quilo de soja exigir 100 litros d’água. Assim, um caminhão cheio de soja arrasta, atrás de si, 100 caminhões de água. Hidropirataria.
Além da água para a planta, há desmatamento, com destruição do cerrado, alterações dos lençóis freáticos, contaminação com herbicidas à base de fósforo que provocam alterações no ciclo biológico dos rios.

A soja é exportada por empresas estrangeiras (principalmente Bunger) que recebe os pagamentos após arrecadar as produções a preços mínimos, pois tem poder para controlar as cotações do mercado. Há isenções de impostos nas exportações e boa parte vai ser ração de bicho no exterior.
Resultado: gigantesca hidropirataria. Apropriam-se da nossa água, exportam sem nenhum beneficio para o país.Que tal encher comportas de navios, na Amazônia, para levar água para os “paraísos” turísticos no Caribe? Piratas chegam e levam a água. Engarrafam água do serviço público e vendem como água mineral – Leiam os rótulos e não usem esta água.
Isto não é Hidropirataria?
Desviam água do consumo humano para irrigações de fruteiras e criações de camarão para exportação isenta de impostos. Pirateado, como reclamar?
Alerta! Não podemos cair na situação que já aparece em alguns municípios com a água privatizada por concessionárias dominadas pelas corporações transnacionais do cartel."

Para se informar ainda melhor, o site da empresa sobre responsabilidade social, cujo discurso passa ao largo da exploração da água, e o movimento internacional Baby Milk Action que estimula o boicote à empresa relatando práticas abusivas no mundo todo e promove abertamente um mundo "livre da Nestlé" estimulando às mulheres a amamentar seus filhos com campanha de petição on-line.


O Flow está disponível sem legendas e dublagem no Youtube, mesmo que você não entenda uma palavra de inglês, assista para que as imagens o convençam.

Leiam também o email denúncia de moradora da região e como no Ceará, a Ypioca secou uma lagoa de reserva indígena e perdeu certificação orgânica

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Eletronuclear consegue alvará de licença para construção de Angra 3




Prefeitura de Angra dos Reis concede alvará de licença para construção da usina nuclear de Angra 3.

A Eletronuclear recebeu hoje, dia 30 de junho de 2009, o Alvará no. 108 de 2009 da Prefeitura de Angra dos Reis (arquivo em anexo), que concede a licença municipal para a construção da Usina Angra 3. Essa licença foi requerida pela Eletronuclear no dia 06 de agosto de 2008.

Durante os últimos meses a Empresa e a Prefeitura negociaram os diversos projetos que comporão o Programa de Compensações Socioambientais que atenderá às condicionantes determinadas pelo Licenciamento Ambiental do empreendimento.

Este Programa, cujo Termo de Compromisso com sua execução será firmado nos próximos 45 dias, prevê investimentos da ordem de R$ 150 milhões em seis anos, a serem aplicados em Angra dos Reis nas áreas de educação, saúde, defesa civil, ação social, obras e serviços públicos, atividades econômicas, água e esgoto, cultura e meio ambiente.

O programa de compensações ambientais prevê investimentos da ordem de R$ 150 milhões em seis anos, a serem aplicados na área social e de infra-estrutura da cidade.



23 anos após o acidente com o Césio, Greenpeace protesta contra a construção de Angra 3:

Novo relatório do Greenpeace revela desperdício de recursos públicos na construção da usina nuclear. Prejuízo pode chegar a R$ 4 bilhões.

Ativista protesta em frente à sede da Eletrobrás, no Rio de Janeiro, contra o investimento da estatal em energia nuclear. O Greenpeace aproveitou a ação para lançar seu relatório Elefante Branco: os verdadeiros custos da energia nuclear, que revela quanto realmente vai custar a construção de Angra 3.

Bilhões de reais dos cofres públicos brasileiros estão condenados à descer privada abaixo caso o governo federal insista em construir Angra 3. Para evidenciar isso, ativistas do Greenpeace promoveram na manhã desta segunda-feira, no Rio de Janeiro, um protesto em que manifestantes representando funcionários da Eletrobrás depositaram moedas gigantes nas 21 privadas de amarelo e preto na entrada da empresa estatal, responsável pelas obras da terceira usina nuclear brasileira.

Uma faixa com os dizeres "Eletrobrás: economize já!, Nuclear, não" pedia que a instituição pare de desperdiçar recursos da União com Angra 3. Os manifestantes protocolaram na Eletrobrás uma carta explicando o motivo do protesto e exigindo que a empresa disponibilize ao público os dados oficiais do projeto de Angra 3.

A manifestação marcou também o lançamento do relatório "Elefante Branco: os verdadeiros custos da energia nuclear", que traz uma análise técnica da ginástica financeira utilizada pelo governo federal para apresentar Angra 3 como um projeto economicamente viável

Estradas verdes e asfalto ecológico



Engenheiros holandeses anunciaram a construção da primeira rodovia com um pavimento capaz de eliminar a poluição e pesquisadores norte-americanos demonstraram uma técnica que permite que o asfalto seja utilizado para captar a energia solar.

Já existe um programa de reciclagem de pneus para produção de asfalto, o asfalto ecológico, mas sempre como uma medida secundária junto ao reúso inteligente de matéria prima.

O desenvolvimento de asfalto que gera energia solar e aborve a poluição emitida em seu entorno revoluciona todo o conceito de estradas verdes, pois pode transformar a rodovia em fonte de energia para toda uma região.

A foto da estrada esburacada, realidade comum pelo interior, é crédito de um casal simpático que atravessa as Américas dirigindo e relata suas aventuras em blog.

Fontes de água, fábricas de bebidas, dentes e osteoporose



Aparentemente os ítens acima não têm a ver uns com os outros, mas visitando o site da Sônia, li sobre osteoporose e imediatamente lembrei do meu post sobre erosão dentária causada por bebidas prontas (e ácidas).
Faz todo sentido, dentes e ossos são calcários e o mesmo produto que corrói os dentes, vai corroer nossos ossos.


Claro que existem mil fatores indiretos para desenvolvimento da osteoporose, inclusive emocionais, mas se a idéia é levar uma vida mais equilibrada com o meio ambiente e consigo mesmo, mais uma razão para evitar o consumo de tantas bebidas prontas.

No Flow, documentário que retrata a degradação e desertificação de uma região devastada após instalação de fábrica da Coca-Cola, os recursos hídricos locais viraram refrigerante, cerveja, chá e suco pronto enlatado e em caixinha.

Nós temos a sorte de morar num país tropical, cuja primeira descrição ao resto do mundo referia-se a uma terra onde "se plantando, tudo dá". Não faz sentido com tantas frutas e coqueiros que nascem até no meio da rua asfaltada, comprar bebidas industrializadas, que além de fazerem mal à saúde, degradam o meio ambiente por processos de desertificação.


Como na foto acima, onde uma figueira nasceu em volta de um coqueiro, que já estava no meio da rua, no município de Oliveiras, MG.


E veja também até onde vai a estupidez humana na primeira praia asfaltada do mundo em Salvador, BA - o blog é muito engraçado e a população local chama o prefeito de "exterminador do futuro".


Leia melhor sobre a contaminação das bebidas prontas por metais pesados.

Água de beber, Camará


Em apoio contínuo ao documentário Flow, que retrata os problemas ambientais trazidos por indústrias de bebidas, trago mais informações sobre um tipo de bebidas considerada muito saudável e que é moda atualmente: isotônicos

As bebidas artificiais consideradas repositores hidroeletrolíticos, além de devastarem os recursos hídricos de uma região, como o Flow retrata, são extremamente prejudiciais à saúde, podendo causar inclusive erosão dentária segundo a Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas.
Refrigerantes e Isotônicos são ácidos e corroem o esmalte dos dentes.

Todo processo industrial impacta no meio ambiente e todo produto artificial traz um efeito colateral à saúde. Como vivemos em uma época onde tudo parece fazer mal à saúde ou causar aquecimento global, a melhor opção é consumir de forma consciente e fazer escolhas que além de sustentáveis, tragam prazer.
Na dúvida entre um líquido colorido, aromatizado e dentro de uma garrafa plástica e tetrapack ou água de coco e sucos de fruta, fique com a segunda opção sem medo.
A melhor escolha é sempre a mais simples, àquela que demandou menos processamento - como no caso do arroz.

O coco, coletado de forma extrativista, é naturalmente orgânico em todos os casos e pode ser facilmente cultivado em quintais reduzidos ou mesmo praças públicas.
A água de coco, além de diurética, fonte de óleos graxos e sais minerais, é considerada o "isotônico natural". E sua fibra pode ser inteiramente reaproveitada.

O Camará da música do Vinícius de Morais, dá uma florzinha linda.

Leia mais sobre como bebidas prontas podem colaborar também com a osteoporose