sábado, 29 de agosto de 2009

Abóbora - mil receitas



Rica em betacaroteno, vitamina A, antioxidantes e extremamente barata, a abóbora pode ser apreciada de diversas formas. A maneira mais simples é cozinhando inteira em pouca água ou no vapor, com casca e tudo para levar à mesa, quente ou fria, com um fio de azeite, salpicando sal e pimenta. A versão quente permite alguns acompanhamentos, como alho poró, tomate, pimentão, cebola, cogumelos refogados e até alho frito, azeitona, cheiro verde, coentro e manjericão por cima.
Havia deixado a receita de uma das minhas sopas favoritas, de abóbora com funghi no leite de coco (que também pode ser feita com shiitake), mas disponibilizo mais receitas, até para que a gente tenha a desculpa de comer toda semana esse legume, que além de saudável, é delicioso.


Se você é vegano ou mesmo intolerante a lactose, nunca dispense as folhas e flores do aboboreiro - aqui no Brasil, chamadas singelamente de Cambuquira - em sua simplicidade caipira, essas folhas possuem 4 vezes mais cálcio do que a mesma quantidade de leite.


Aproveite também a casca, principalmente se comprar a moranga, nada mais bonito do que servir a comida aproveitando o próprio legume como travessa.

Quando eu preparei o cuscuz de tapioca com coco, fiz o leite de coco em casa e sobrou. Como eu tinha meia abóbora japonesa hokaido e algum funghi comprado a granel (muito em conta, a quilo no empório), fiz uma sopa fácil, rápida e deliciosa com os 3 ingredientes.

Sopa de abóbora japonesa com fungui e leite de coco
Na mesma panela, cozinhei a abóbora em pedaços com o leite de coco (com pedacinhos de coco).
Enquanto fervia, o funghi ficou de molho em água fria, da torneira. Assim que ficaram bem molinhos, piquei e coei a água, reservado tudo.
A abóbora já estava cozida no leite de coco, foi só bater tudo junto no liquidificador, a abóbora hokaido pode e deve ser comida com a própria casca. Deixei descansando no próprio liquidificador.
Na panela da abóbora, refoguei meia cabeça de alho no azeite e juntei os pedaços de funghi e o caldo em que ficou de molho.
Assim que tudo ferveu, juntei o creme de abóbora com leite de coco e sal, deixando ainda apurar em fogo baixo e panela tampada por mais alguns minutos.
Na hora de servir, adicionei algumas folhinhas de manjericão da horta caseira.
Ficou muito gostoso, bastante perfumado e os sabores se complementam entre si.
Há quem faça sopa de abóbora no leite de coco com gengibre, camarão, carne seca... Particularmente, acho que roubam um pouco o gosto da abóbora e no final não se sabe direito do que é o creme, que pode ser até de batata, aipim ou mesmo cenoura - o funghi casa bem com a hokaido, não pede nem pimenta.



O Panetone integral de banana, pode e deve ser feito em versão salgada, substituindo as bananas por abóbora, inhame e mandioquinha. Veja melhor como fazer um pão de abóbora com fubá e muitas azeitonas, entre outras delícias na postagem sobre os Pães de raízes em inhame, batata doce e claro, abóbora hokaido.



Mais receitas:

Tempura de folhas e flores de abóbora (ou tempura de cambuquira), de Jamie Oliver

1 rama de flores de abóbora ou abobrinha
3 colheres de sopa de
farinha integral bem cheias
1 1/2 xícara de leite caseiro
(coco, castanhas ou pinhão)
sal marinho e pimenta à gosto
Lavar bem as folhas e flores e deixar secar
Passar na massa e então, no azeite fervendo
Jamie Oliver gosta tanto dessa receita que a recomenda até para café da manhã, vale tentar naquele final de semana em que se acordou mais tarde.
Você pode rechear a flor, antes de passar na massa, com
ricota temperada com noz moscada, sal, pimenta e ervas frescas, como manjericão e tomilho.



Pão de abóbora,
FMO- Korin
1/2 abóbora madura japonesa (hokaido) cozida
1/2 xícara de
castanha do Pará moída, reúse o bagaço do leite caseiro de castanha do Pará e assim aproveite a mesma castanha 2 vezes
1 1/2 xícara de
farinha de trigo integral
2 col. sopa de farinha de linhaça
3 xícaras de água
3 tabletes de fermento biológico
1/4 xícara de óleo vegetal de boa procedência (não use óleo de soja) - tente o
huile de noix, ideal para sobremesas
1/2 col de sopa de sal marinho
Opcional: 2 col. sopa de uva passa
Bater no liquidificador a abóbora com parte da água. Juntar na batedeira todos os demais ingredientes e adicionar a abóbora, bater por 5 minutos. A consistência deve ser de massa de bolo.
Sovar a massa em cima da pia, enfarinhada com farinha, por mais 5 minutos, a massa deve estar soltando das mãos.
Deixar descansar por mais 30 min., coberto com pano, para que a massa cresça.
Assar em forno baixo e pré-aquecido, forma untada e enfarinhada.


Tortilha de batata doce com abóbora e queijo de Minas




Kibe frito ou de forno recheado de abóbora cozida amassada




Souflée de milho verde e abóbora com queijo de cabra





Creme de milho verde com cambuquira



Sopa de abóbora com maçã verde e gorgonzola, de José Hugo Celidonio
O Celidonio tem uma coluna semanal no Globo, essa receita foi postada inúmeras vezes e, de tanto fazer, já faço de cabeça sem medidas definidas - apenas aproximadas. Fica ótima de qualquer maneira.
Refogar alho picado no azeite aromatizado
Juntar a abóbora brasileira (casca amarela) picada e descascada
Juntar a maçã ácida (verde) descascada, descaroçada e picada (mais ou menos 1 maçã para cada 1/2 Kg de abobora)
Deixar refogar
Juntar água e esperar virar um creme, não precisa nem bater no liquidificador
Temperar com sal marinho e pimenta
Salpicar gorgonzola em lascas por cima na hr de servir



Caldo de Kabosha - sopa de abóbora japonesa

500 gr de abóbora kabocha (japonesa, de casca verde escura)
1lt de água
cebolinha picada
Cozinhar a abóbora na água e bater tudo no liquidificador, com casca e tudo
Salpicar cebolinha fresca picada por cima na hr de servir
Pode ser temperada com shoyu e misso



Moranga variada, receita minha

Ingredientes obrigatórios: abóbora moranga, azeite, alho, cebola, tomate e temperos em geral. O recheio e suas variações vão depender do que a pessoa quer.
Cozinhe a abóbora moranga inteira sem as sementes num panelão com água e 1 folha de louro. Quando ela estiver molinha por dentro (espete o garfo - se entrar fácil, está pronto), coe (guarde a água) e raspe a polpa, mantendo a moranga intacta.
Com a polpa, você vai fazer o recheio.
Refogue 1 cabeça de alho moído no azeite aromatizado, junte a polpa da abóbora e um pouco da água do cozimento. Reserve
Faça outro refogado, com cebola ralada e molho de tomate no azeite e coloque o que quiser: azeitonas, palmitos, cogumelos, glúten em tiras, refogado de shitake com alho poró e chapéu de padre, carne seca orgânica (deixada de molho por causa do sal), carne de sol caseira, frango caipira desfiado... use mais da água do cozimento de precisar, o creme sempre resseca um pouco, deixe o mais “molinho” possível.
Junte o creme de abóbora ao recheio que escolheu, veja o sal e a pimenta, tempere com ervas finas e manjerona seca, junte mais da água se precisar.
Leve tudo à abóbora cozida que ficou separada, ela vai ser a “assadeira” desse creme que gratinado fica ainda melhor.
Coloque a moranga em assadeira, unte a moranga com azeite ou manteiga e leve ao forno com parmeggiano por cima ou mesmo queijo coalho picado em cubos misturado ao creme. Se for usar queijo ralado, no lugar do coalho em cubos, antes de gratinar, junte muito cheiro verde picado. Dependendo do seu recheio, manjericão ou coentro frescos também vão combinar muito. Caso tenha escolhido pelo coalho em cubos, espere gratinar para juntar os verdinhos, quanto mais fresco, melhor.
Observações: não use requeijão, só faz mal à saúde. Caso faça muita questão, junte creme de leite fresco e orgânico (ou iogurte) ao seu refogado, mas vai roubar um pouco da personalidade da receita, exigindo mais sal e temperos.
A água do cozimento pode virar um leite de coco caseiro e ser todo usado na moranga, ou mesmo no arroz integral que a acompanha, deixo link para a receita já postada.
Você pode pular a última etapa e não assar nada, não interfere no gosto, só deixa a casca da moranga mais bonita, dourada e durinha



Sorvete de abóbora com abacate para Festas Juninas



Cocada de abóbora (ou abacaxi), receita minha
1 pedaço grande de abóbora, mais ou menos 2 kgs (ou 2 abacaxis picados na ponta da faca)
500gr de coco ralado
4 copos de água
rapadura de 600gr
3 cravos da índia picados em 3 e sem as coroas
Cozinhar tudo junto, em panela semi-tampada e fogo baixo, mexendo com colher de pau.
Se fizer com abacaxi, use as cascas para fazer suco diluído em água e coloque esse suco junto com coco, mas só junte o abacaxi picado no final, quando estiver em ponto de “quase”. Como todo doce caseiro, está pronto quando começa a descolar do fundo da panela e vai endurecer depois que esfriar. Se você quer mais molinho, em ponto de colher, é bom ficar de olho. Se gosta mais “puxa-puxa” e “cascão”, deixe apurar destampado mais tempo.
Se achar que ficou pouco doce, junte mais rapadura durante o preparo, o gosto aparece logo que a abóbora desmancha, o tempo no fogo só vai determinar o ponto do doce.



Bolo de abóbora com chocolate




Bolo de abóbora com coco
1 copo de farinha de trigo integral;
2 copos de suco de laranja ou leite de coco;
½ copo de óleo vegetal de boa procedência;
1 copo de abóbora ralada;
1 copo de coco ralado;
1 copo de rapadura ralada;
1 colher de sopa de fermento químico em pó;
1 colher de café de bicarbonato de sódio;
1 pitada de sal;
Misture numa tigela a farinha de trigo com o fermento, o bicarbonato, o coco, a abóbora e o sal. Reserve.
Pré-aqueça o forno a 180º C.
Bata no liquidificador o leite de coco com a rapadura e o óleo. Junte em seguida à tigela da farinha, e mexa energicamente (ou bata com batedeira) até obter uma massa cremosa.

Coloque a massa numa fôrma com furo central untada, e asse no forno já aquecido, por aproximadamente 1 hora, ou até estar dourado por cima. 




Fico devendo uma ultima receita, do nhoque de abóbora, com recheio e molho a escolher. Sempre fiz de cabeça, mas não quero "chutar", porque receitas de farinha integral precisam ser exatas sob risco de virar uma pedra.

E as sementes também podem ser aproveitadas, basta assar com sal marinho por cima, vira um tira gosto proteico e rico em fibras, veja melhor sobre as sementes em O mito da proteína.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mousses de fruta sem açúcar




Deixo receitas muito fáceis, baratas e saudáveis, além de gostosas:


Açaí com abacaxi e melado de cana
Delícia saudável, leve e adaptável para 100% orgânica: açaí batido com abacaxi, em partes iguais, adoçado com melado de cana. Mais líquido, tipo vitamina, fica o acompanhamento perfeito para a batata-frita e tapioca obrigatórios depois da praia. Mata a fome do mar e digere rápido.
A casca do abacaxi, que iria para o lixo, também vira um refresco ou chá gelado dos melhores.

Perfeição: a embalagem do açaí orgânico ser em plástico biodegradável, sem polímeros tóxicos ao homem e não-poluente.



1 abacate grande e maduro
1 copo (200ml) de caldo de cana
suco de 1 limão Tahiti ou Galego
Bater tudo no liquidificador e gelar
Decorar com as raspas da casca do limão
opcional: trocar o caldo de cana por 1 copo de limonada adoçada com rapadura ou melado, a limonada não pode ser suíça por causa do amargor da casca.


Creme de abacate com laranja
1 abacate maduro
1 copo (200ml) de suco de laranja
1 col de sopa de melado
raspas da casca da laranja
Bater tudo no liquidificador, exceto as raspas. Dispor em tacinhas e decorar com as raspas
Se a laranja for lima, reduza o melado.


Creme de abacate com ameixa seca
1 abacate maduro
1 copo de água morna
4 ameixas secas
Deixar as ameixas de molho na água morna de um dia para o outro, bater tudo no liquidificador no dia seguinte.


Sorbet de manga com leite de coco e gengibre
1 manga grande
100ml de leite de coco caseiro (veja link acima)
1 col de sopa rasa de melado de cana (ou o equivalente em rapadura dissolvida no leite de coco)
1 pitada de gengibre ralado
Bater tudo no liquidificador, coar e gelar


Mousse de atemóia com melão cantaloupe e Tâmaras
2 atemóias
1 fatia grande (4 dedos) de melão cantaloupe
4 tâmaras hidratadas por 4hrs em 1 xícara de água
Bata tudo junto e leve para gelar. As tâmaras podem ser substituídas por ameixas ou figos secos


Mousse de caqui e laranja
2 caquis maduros
1 copo (200ml) de suco de laranja
1 col de sobremesa de melado (ou o equivalente em rapadura dissolvida no suco de laranja)
Bater tudo no liquidificador, coar e gelar
Decorar com as raspas da casca da laranja. Pode-se trocar o caqui por goiaba ou mesmo mamão


Mousse de frutas cozidas com gelatina de algas marinhas
1 pacote de Agar Agar dissolvido em 1 xícara de água fervente
1 col chá de raspa de limão
1 col chá canela em pó
2 xícaras frescas ou cozidas (veja aqui sobre frutas cozidas e assadas)
Dissolvida a gelatina, junte todos os ingredientes no liquidificador, bata tudo e ponha para gelar.




A postagem sobre os  Smoothies traz mais receitas que viram outras mousses de frutas sem açúcar, se feitas reduzindo um pouco o líquido sugerido (leite de coco, suco de laranja, etc). Basta adaptar e ver no próprio liquidificador o ponto em creme para depois servir em tacinhas.

Todas as mousses de frutas cruas rendem também o delicioso Refresco de Gelatina

Outras mousses com leite: cupuaçu e damasco ou ameixa




Mais informação:
Smoothies
Sucos verdes
Gelatinas caseiras
Refrigerantes caseiros
Mousses e pudins de chocolate
Mel de abelhas x melado de cana
Pavê de iogurte com castanha do Pará
30 (e muitos) sorvetes caseiros orgânicos e sugar free

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Eu quero!




A TemQuemQueira conseguiu fazer milagre:

1. recolhe banners de outdoors para usar como matéria prima;
2. desenvolve uma linha de bolsas, pastas, estojos e necessaires forrados com esses banners, os mesmos que iriam para o lixo, que é linda, fashion, cheia de design e ainda se dá ao luxo de produzir peças artesanais e exclusivas, já que cada peça produzida é única;
3. oferece seus produtos a preços acessíveis no stand da estação de metrô carioca e em um site tão antenado quanto seus produtos;
4. emprega exclusivamente detentos como mão de obra, dando oportunidade às pessoas que a sociedade, além de ter esquecido que existem, saem da cadeia marcadas por um estigma e sem nenhuma perspectiva.

Já há casos de detentos, que por terem aprendido um ofício, sonham em abrir sua própria confecção, leia mais.
E relatos de presos por narcotráfico que querem continuar trabalhando como costureiros ao término de suas penas, aqui.

Se você ainda não comprou nada deles, compre correndo.
É o presente de amigo oculto do Natal desse ano.




Atualização de 2012: minha mochila da marca aparece na postagem Na Jureia: a Barra do Una



Mais informação:
Redução da maioridade penal
Artigos de couro vegetal em lojas convencionais
10 razões para a abolição total da Pena de Morte
Há 50 anos, o dia que durou 21 anos (e mais 50 filmes)
Comendo a ração que vende - parte 10: ímãs de geladeira
Gorgona, antiga prisão vira parque ecológico na Colômbia
A praga da reciclagem artesanal: não é sustentável e é horrível
Presos pedalam e geram energia para postes em MG em troca de redução da pena

sábado, 22 de agosto de 2009

Café da manhã de inverno


Café preto não é das coisas mais saudáveis, procuro tomar pouco, só nos fins de semana porque realmente adoro. Compro uma marca orgânica, embalada a vácuo (mantém fresco por mais tempo) e com embalagem em papel reciclado. E tomo parcimoniosamente, feliz da vida, principalmente nesse friozinho.

O café de hoje é da Cia. Orgânica, tão bom quanto o convencional. Filtrado no filtro em papel reciclado da Melita, 10% mais caro do que o filtro em papel branco, mas com a vantagem de ir direto (com pó e tudo) para a composteira após seu uso.


Acompanhamentos que sempre dão certo e são bons de ter na geladeira:

Papa de arroz integral e mingau de aveia caseiros (ambas as dicas da Syl)

Bolos 100% integrais, caseiros e sugar-free

Cuscuz de tapioca com leite de coco

Ovo assado no abacate

Pão de queijo caseiro

Rabanada caseira



Pão 100% integral (ou beiju de tapioca) com queijo fresco e geleia de frutas secas sem açúcar caseira ou de Geleias de frutas vermelhas Geleias para adulto: pimenta, manga com pimenta rosa, gengibre, vinho quente, hortelã e capim limão ou a manteiga de tahine com melado de cana (frio, tem gosto de manteiga de amendoim e derretido, lembra doce de leite, perfeito com coco ralado na tapioca) ou em castanha do Pará (para os alérgicos a gergelim), a manteiga de castanha do Pará

O Panetone integral de banana, que permite infinitas combinações, até salgadas em abóbora com fubá, veja as versões salgadas na postagem Pão de Raízes caseiro, integral e orgânico


Panqueca integral, segue a receita que pode ser congelada:
1 xíc de farinha de trigo integral
1 ovo caipira
1 col. rasa de sobremesa de fermento biológico
1 pitada de sal marinho
1/4 xíc de água quente
1/2 xícara de melado de cana
Bater tudo junto no liquidificador
Opcionais: 1 col de sopa de coco ralado, 1 col de sopa de canela em pó, 1 col de sopa de cacau em pó, 1 col de sobremesa de gengibre ( ou cravo) em pó, raspas de laranja ou limão. Vale trocar a água por leite de coco ou qualquer leite vegetal (ou mesmo chá aromático, como chá de folhas de limoeiro e laranjais, maçã, canela...).
Não troque o mel-melado por nada, já tentei e não deu ponto, mesmo azeite e tahine resultaram numa panqueca grossa e pesada.
Fica ótima, acompanhada de manteiguinha derretida e mesmo uma colher de iogurte natural batido com melado e canela.
Toda panqueca fica ótima se feita com sementes de lavanda.


As brasileiríssimas tapioca (receita linkada da minha tapioca favorita, com doce de leite de tahine com melado), pamonha caseira, inhame, batata doce, espigas de milho, pupunha e bananas verdes assados ou cozidos com manteiga orgânica e melado de cana, alguns gostam de polvilhar um pouco de canela por cima.

Lassi indiano

Vitamina de banana com aveia no leite de castanha do Pará


Um chocolate quente com cacau orgânico, usando o leite de coco caseiro ensinado na receita do cuscuz de tapioca, adoçado com melado, huile de noix, canela e gengibre, é fácil e pode ser engrossado com araruta em pó, para os que gostam mais grossinho.

E para quem não abre mão de um copo de leite gelado, veja como fazer o leite de castanhas naturalmente adoçado com passas, cujo bagaço vira um cookie.



Para mais bebidas quentes, a postagem Delícias Quentinhas diz a que veio: 
Chá de laranja, limão e tangerina, Chá de camomila quente com limão ou com infusão de hortelã e erva cidreira, Chá de maçã, Chá preto com laranja, Chá de morango, Chai, Leite quente de inhame com banana e especiarias, Cappuccino de cevada da Kenia, Receita básica de chocolate quente, Chocolate fudge adaptado, Fancy Dandy Tea, Superfood Haute Chocolate, Spiced rice milk drink, Sort of Dandy Chai, Bebida quente de beterraba, Cappuccino, Irish Coffee, Scottish Coffee, Vinho quente e Quentão!



Importante: fuja de pão branco, bebida pronta , requeijão de copo, leite de vaca-soja e margarina


Mais informação:
Delícias quentinhas
Os brunchs do feriadão
Café da manhã de verão
Udon, o melhor café da manhã


domingo, 16 de agosto de 2009

Panela velha é que faz comida boa




Visitando uma loja de utensílios de cozinha, vi uma panela em teflon que custa R$500,00 (um salário mínimo aproximadamente).

Como a polêmica em torno das panelas é tão grande, fiquei me perguntando se realmente valia a pena fazer tal investimento... Claro que não.

Teflon não vale a pena por mil razões, Sonia Hirsch  já havia postado avisando das 22 causas que a DuPont, fabricante do Teflon, perdeu por omitir por 20 anos que o Teflon oferecia risco de toxidade.

E Pat Feldman, especialista em alimentação saudável, havia traduzido artigo do Washington Post sobre o aumento da incidência de câncer, segue trecho:

"Novos estudos realizados por cientistas e pesquisadores de universidades para os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) indicam que uma substância quí­mica apontada como um provável carcinógeno humano está presente no sangue de quase todo americano, incluindo recém-nascidos. A substância quí­mica, o ácido perfluoroctanóico, está associada à fabricação e uso do Teflon e outros produtos impermeabilizantes."

A panela mais usada no país, até em função do custo é a de alumínio, igualmente perigosa. Segundo Pat Feldman, alguns sintomas de intoxicação leve por alumínio incluem: diminuição da capacidade intelectual, esquecimento fácil, dificuldade de concentração e perda de massa óssea. O alumínio é uma substância neurotóxica comprovadamente associada a doenças como o Mal de Alzheimer e Doença de Parkinson.






Vera Falcão, visita recente daqui, postou em seu blog um mini-glossário sobre panelas, transcrevo abaixo.

Contraindicações de uso referente a panelas:

ALUMÍNIO - Indivíduos com problemas renais e portadores de anemia ferropriva; evitar o uso de palha de aço na limpeza e a remoção de manchas escuras na parte interna, que libera mais alumínio no cozimento (meu comentário: sugiro eliminar esse item da sua cozinha

FERRO - Pessoas com estado oxidativo alterado, por ser o ferro um elemento pró-oxidante; após lavá-la, secar na chama do fogão para evitar a ferrugem. Se guardá-la por longos períodos, untar com óleo vegetal;

FERRO ESMALTADO - Condicionada à garantia de atoxicidade do fabricante, sobre o tipo de revestimento utilizado; também é contraindicada para frituras, uma vez que tal qual as panelas de ferro comuns, faz com que o óleo atinja uma temperatura muito alta, impedindo seu reaproveitamento posterior (a propósito, o óleo nunca deve ser reaproveitado)

VIDRO - Aqui as contraindicações restringem-se à conservação da panela, que é frágil, podendo lascar e quebrar e como favorece a aderência dos alimentos, pode queimá-los em função de sua condução térmica (alimentos mais aquosos são os que oferecem menos riscos de queimar);

INOX - Quando a panela é nova, é necessário ferver água por 4 vezes sequenciais e desprezar o líquido; este procedimento reduz a transferência de níquel para os alimentos. Na hora da limpeza, evite esfregar muito a parte interna; caso isso seja necessário, a fervura sequencial de água citada acima tem que ser refeita;

PEDRA SABÃO - Precisa ser curada com óleo e calor antes do primeiro uso, caso contrário, transmite níquel aos alimentos; pessoas sensíveis a esse elemento não devem usá-la;

TEFLON - preparo de alimentos protéicos nesse utensílio (carne, ovos, leite, tofu, soja, quinoa etc) podem formar compostos tóxicos à saúde humana (alimento protéico + calor + antiaderente);

COBRE - Desde 2007, as panelas de cobre têm seu uso vedado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em função de terem potencial para transmitir quantidades tóxicas do elemento aos alimentos.

CERÂMICA - A pintura interna pode conter óxidos de chumbo e cádmio;as panelas de barro com superfície marrom brilhante devem ter selo de qualidade que garanta que não são usados compostos à base de chumbo (o problema é: podemos acreditar nesses selos de qualidade?). O chumbo é facilmente dissolvido no alimento, especialmente os ácidos. Produtos cerâmicos elaborados com óxido de chumbo na vitrificação são comuns - o ideal são panelas de barro ou de cerâmicas ofuscadas.


No meio de tantas polêmicas (e dúvidas), faça como Sônia que só usa panelas de pedra-sabão e ainda nos ensina a curá-las em seu post sobre panelas decentes.







A panela em ágata surgiu como uma opção à panela de ferro, é a panela de ferro esmaltada nacional, levinha e fininha. Não é recomendável, apesar de ser muito usada para aquecer comida de bebê, esquentar o leite da mamadeira, etc. O fato de ser colorida a tornou associável às coisas do bebê, na cozinha normalmente cheia de panelas sérias em ferro ou alumínio usadas para a comida (com alho e cebola) dos adultos da casa.
Atualmente, as panelas e tabuleiros em ágata não são mais sequer em ferro, são em alumínio que é mais leve e barato. Quando você compra um utensílio de ágata e o leva ao fogo, você corre risco 2 vezes: se a tinta trincar, o que deve acontecer logo, a intoxicação por chumbo é inevitável e a longo prazo, a liga metálica de base, em alumínio, intoxica igualmente.

Há panelas européias, tipo "Le creuset" em ferro esmaltado, são grossas, pesadas e caríssimas - mas não descascam nem trincam nunca. Duram anos e valem o investimento, ao contrário da ágata, que é parecida, mas trinca fácil e corre-se o risco de não ver durante o cozimento.

Uma boa opção de uso para a ágata são os tradicionais jogos de café em ágata, 1 bule com suas 6 xicrinhas tão comum no interior, ou mesmo canecas. Como não vão diretamente ao fogo, podem durar anos sem risco de trinca e consequente intoxicação seja pelo alumínio, seja pelo chumbo da tinta esmalte.

Canecas em ágata, além de lindas, são uma ótima dica de presente - especialmente de final de ano nas empresas, já que estimula os funcionários a não usarem copos plásticos, podem ter a logo da empresa impressa e ainda mantém a temperatura, por ser de metal (o que não aconteceria com uma caneca em cerâmica, que ainda quebra se cair no chão).




Em tempo, o Teflon foi criado para uso industrial: forrar vestimentas de brigadistas. Teflon é excelente anti-chamas e também é usado pela indústria bélica para revestir munição, balas revestidas com Teflon são as únicas capazes de atravessar coletes protetores.
Os abrigos maleáveis (calça e jaqueta) que motoqueiros usam para proteger-se de forma impermeável são todos em Teflon.

A DuPont, fabricante exclusiva do Teflon, é uma empresa pioneira na área de segurança, referência para qualquer profissional e inicialmente, suas atividades eram de fabricação de explosivos. Como ocorriam inúmeras explosões na fábrica, o fundador (DuPont) mandou construir uma casa em seu topo, na laje, e mudou-se para lá, a fim de implantar o primeiro processo de segurança no trabalho do mundo e assim acabar com tantos acidentes (e mortos).
A fábrica original ficava a margem de um rio e até hoje nos EUA quando alguém morre (de causas naturais ou seja lá o que for), usa-se a expressão "passed away".
"Passed away" era o que se dizia quando o funcionário explodia e com o impacto da explosão, o corpo passava para a outra margem do rio.
DuPont só mudou-se da casa na laje, quando os acidentes pararam de acontecer.

Caso você não seja da área, deixo um vídeo sobre Nomex, marca registrada da DuPont, para seu tecido anti-chamas utilizado por quase todos os brigadistas do mundo.
O Nomex também é utilizado por qualquer funcionário de planta industrial onde haja risco de incêncio, como petrolíferas, químicas e até estações elétricas. É o tecido oficial da maioria dos Corpos de Bombeiros Militar e até dos astronautas da Nasa.

Quem assiste filme policial sabe que balas revestidas em Teflon são as únicas a atravessar os coletes da policia, há inclusive um movimento internacional apoiado por policiais pedindo que parem de fabricar as mesmas. A Dupont, que não fabrica as balas (apenas o Teflon) em resposta desenvolveu o Kevlar, o melhor protetor anti-balas do mundo. Essa tecnologia toda é ótima, mas não na minha panela.








As fotos são da cozinha daqui de casa, com panelas e bifeteiras de ferro (para fazer tomates verdes fritos) e canecas de ágata.




Mais informação:
2 anos sem forno e fogão
Os perigos do plástico nas nossas vidas
Baião de 2 na panela de barro capixaba
As aventuras de uma panela elétrica quadrada
Tapiocas, rabanadas e omeletes em bifeteira de ferro
Caldos: a tradição alimentar para muita gente e pouco recurso
Couve chinesa e ramas de cenoura sautée com bolinho de arroz integral
Pão de raízes em 2 versões: batata doce com cebola e inhame com coco e chocolate

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Alimentos irradiados


Seguindo o modelo europeu, conseguimos criar leis para nos protegerem da radiação emitida pelas antenas de celular, aparentemente inofensivas, mas que esterilizaram os técnicos envolvidos no processo de instalação.

Agora, segundo 2 das mais importantes universidades do país, estamos seguramente expostos à alimentos irradiados, como sempre estivemos aos fornos microondas, antenas celulares...


De acordo com a USP:

"A irradiação de alimentos é o tratamento dos mesmos com radiação ionizante. O processo consiste em submetê-los, já embalados ou a granel, a uma quantidade minuciosamente controlada dessa radiação, por um tempo prefixado e com objetivos bem determinados. A irradiação pode impedir a multiplicação de microrganismos que causam a deterioração do alimento, tais como bactérias e fungos, pela alteração de sua estrutura molecular, como também inibir a maturação de algumas frutas e legumes, através de alterações no processo fisiológico dos tecidos da planta.

Os principais tipos de radiações ionizantes são as radiações alfa, beta, gama, raios X e nêutrons. As radiações ionizantes podem ser classificadas como partículas (ex: radiação alfa, beta e nêutrons) e como ondas eletromagnéticas de alta freqüência (radiação gama e raios X). A radiação alfa é semelhante à átomos de hélio, sem os dois elétrons na camada externa, e não é capaz de atravessar uma folha de papel. As radiações beta são basicamente elétrons mais penetrantes, mas não ultrapassam uma folha de alumínio, enquanto que a radiação gama é altamente penetrante, podendo atravessar um bloco de chumbo de pequena espessura. Os nêutrons possuem alta energia e um grande poder de penetração, podendo inclusive produzir elementos radioativos, processo este denominado de ativação. Por isto mesmo não são utilizados na irradiação de alimentos. Os raios X são relativamente menos penetrantes que a radiação gama, tendo como inconveniente o baixo rendimento em sua produção, pois somente de 3 a 5% da energia aplicada é efetivamente convertida em raios X.

O tipos de radiações ionizantes utilizados no tratamento de materiais se limitam aos raios X e gama de alta energia e também elétrons acelerados, porque suas energias são suficientemente altas para desalojar os elétrons dos átomos e moléculas, convertendo-os em partículas carregadas eletricamente, que se denominam íons.

A radiação gama e os raios X são semelhantes às ondas de rádio, às microondas e aos raios de luz visível. Eles formam parte do espectro eletromagnético na faixa de curto comprimento de onda e alta energia. Os raios gama e X têm as mesmas propriedades e os mesmos efeitos sobre os materiais, sendo somente diferenciados pela sua origem.Os raios X com energias variáveis (formando um espectro contínuo) são produzidos artificialmente por equipamentos. A radiação gama, com energia específica (formando um espectro discreto), provém do decaimento espontâneo de radionuclídeos, como por exemplo, do Níquel-60 originado pelo decaimento do Cobalto-60 por emissão beta (-).
Os radionuclídeos naturais ou artificiais, denominados também de isótopos radioativos ou radioisótopos, são instáveis e emitem radiação a medida que decaem espontaneamente até alcançar um estado estável."


Ainda segundo a USP:

"Irradiação de alimentos é um processo básico de tratamento comparável à pasteurização térmica, ao congelamento ou enlatamento. Este processo envolve a exposição do alimento, embalado ou não, a um dos três tipos de energia ionizante: raios gama, raios X ou feixe de elétrons. Isto é feito em uma sala ou câmara especial de processamento por um tempo determinado. A fonte mais comum de raios gama, para processamento de alimentos, é o radioisótopo 60Co. O alimento é tratado por raios gama, originados do Cobalto 60 em uma instalação conhecida como irradiador

A energia gama do 60Co pode penetrar no alimento causando pequenas e inofensivas mudanças moleculares que também ocorrem no ato de cozinhar, enlatar ou congelar. De fato, a energia simplesmente passa através do alimento que está sendo tratado e, diferentemente dos tratamentos químicos, não deixa resíduos. A irradiação é chamada de "processo frio" porque a variação de temperatura dos alimentos processados é insignificante. Os produtos que foram irradiados podem ser transportados, armazenados ou consumidos imediatamente após o tratamento."


O que são pequenas e inofensivas mudanças?
Quais critérios estão sendo utilizados para determinar se essas mudanças são realmente inofensivas?
Ainda, quem financia essas pesquisas que determinam que esses alimentos são seguros?

Mais, não custa lembrar que o DDT foi considerado a salvação mundial até 1 pesquisadora, Rachel Carson, solitária e desacreditada, levantar a bandeira que aquele produto químico matava.


"A irradiação funciona pela interrupção dos processos orgânicos que levam o alimento ao apodrecimento. Raios gama, raios X ou elétrons são absorvidos pela água ou outras moléculas constituintes dos alimentos, com as quais entram em contato. No processo, são rompidas células microbianas, tais como bactérias, leveduras e fungos. Além disso, parasitas, insetos e seus ovos e larvas são mortos ou se tornam estéreis.
A irradiação não é um "milagre" técnico capaz de resolver muito dos problemas de preservação de alimentos. Ela não transforma alimento deteriorado em alimento de alta qualidade. Além disto, esse tratamento não é adequado para certos tipos de alimentos, assim como outra técnica de preservação pode não ser adequada para alguns tipos de alimentos."


Se o tratamento já não está sendo considerado adequado a "certos tipos de alimentos", quantos anos podem levar para alguém descobrir que não era adequando a nenhum na verdade?


"A irradiação de alimentos pode resolver problemas específicos importantes e complementar outras tecnologias. Ela representa uma grande promessa no controle de doenças originárias de alimentos, tais como a salmonelose, que é um problema mundial. A irradiação de alimentos também é efetiva na desinfestação, particularmente em climas quentes, em que os insetos consomem uma grande porcentagem da safra colhida."


 
E a UNI-RIO assina embaixo recomendando alimentos irradiados à pacientes com problemas de baixa resistência imunológica.


Lembro também que, segundo a CLT, operadores de Raio-x devem ter férias diferenciadas de todas as outras classes trabalhistas, devido ao risco da atividade. Se essa atividade, que é executada atrás de um biombo de chumbo, é considerada de risco (e insalubre), imagino que a ingestão de alimento exposto a mesma radiação também seja.

Sonia Hirsch chama a atenção que maçãs irradiadas apodrecem de dentro para fora, ao contrário do normal, e continuam mantendo aspecto sadio a despeito do interior podre.

A foto do post é o símbolo escolhido pelo governo para designar um alimento irradiado, uma logomarca que mais lembra cultivo orgânico do que radioatividade.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pigmentos naturais para comer, vestir e decorar



O pessoal da Ecotece levanta uma questão interessante:

"Insustentável: 160g de agrotóxico são utilizados para produzir agodão suficiente para confeccionar uma camiseta que pesa 250g".

Se a gente vale quanto pesa, será que essa camiseta não está saindo muito cara?
O agrotóxico usado no plantio do algodão que virá a produzi-la envolve toda uma indústria de pesticidas e químicos que por si só já degrada seu entorno e acaba com os lençóis freáticos e rios das regiões industriais.
O uso do agrotóxico no solo, após degradar e impactar o entorno industrial que fique bem claro, polui igualmente o solo e os lençóis freáticos das zonas de plantio.
Isso porque ainda não pensamos no próprio processo industrial da camiseta que, independente de ser feita em algodão orgânico ou não, sempre envolve tingimento, embalagens plásticas, combustíveis fósseis usados no transporte do processo de logística e muita, mas muita água para resfriar caldeiras, higienizar e até tingir esses produtos.
Se um litro de água custa aproximadamente R$2,00 e 1 litro de pesticida custa em média R$10,00, a longo prazo o valor agregado dessa camiseta é insustentável. E nós pagamos a conta sem perceber.
Ainda bem que já existe uma vertente produzindo e pensando de forma consciente, oCongresso Internacional do Algodão Orgânico, a ocorrer em Setembro na Suíça.

Segue a definição de Algodão Agroecológico, retirada do excelente glossário deles:
É uma prática que associa, em seus objetivos, a geração de renda, a melhoria da qualidade do solo, a diversificação da oferta de alimentos sadios e o desenvolvimento de uma consciência ecológica entre famílias que dela participam.

Outras opções: camisetas em pet reciclado, boa ideia a ser adotada como uniforme em empresas e tingimentos com corantes naturais, seguem os mais tradicionais:
Açafrão em pó
Caroço de Abacate 
Casca de Angico
Casca de Aroeira
Casca de Mangueira 
Casca de Murici do Cerrado 
Extrato de Acacia
Extrato de Alfafa 
Extrato de Cochonilha
Extrato de Curcuma
Extrato de Pau-Brasil
Extrato de Pau Campeche 
Extrato de Romã
Erva de passarinho
Folha de erva-mate
Henna
Índigo em pó 
Jenipapo
Picão
Sementes de Urucum
Serragem de Moreira

Pode parecer estranho pensar em tingimentos naturais, mas foi graças à abundância de pau-brasil que nosso país (que deve o nome à planta, hoje extinta) foi visto como uma boa opção a ser explorada, a tinta extraída da casca de suas árvores, era o melhor corante vermelho de sua época.
Minha mãe foi bailarina clássica e cansou de tingir suas meias, normalmente em rosa claro, com erva mate na panela, sempre que a apresentação pedia uma meia mais escura. Funcionava, mas ninguém tinha coragem de beber aquele mate depois.





A questão do algodão orgânico e seus impactos no meio ambiente, me colocaram para procurar pigmentos naturais, biodegradáveis, e sua respectiva aplicabilidade.

Encontrei henna (para tatuagens e cabelos), urucum, açafrão e até quem faça tinta com amoras e framboesas na comunidade de Permacultura do Orkut, que sempre soubemos que mancham a roupa se comidas de forma descuidada, mas nunca associamos ao tingimento específico e controlado.

A chita, o mais brasileiro dos tecidos que veste nossas fantasias de caipira, é originária da Índia, onde todos os tecidos são tingidos naturalmente, por mais coloridos que sejam, a tinta é sempre natural. Todos os multicoloridos batiks, tai-dai, kashmere e chitas, são tingidos naturalmente com óleos extraídos de frutos e cascas.

Neide Rigo, que cozinha muito e entende de gastronomia brasileira como poucos, extrai o urucum diretamente do fruto e revela em seu blog como fazer o óleo de urucum, iguaria das mais sofisticadas em inúmeras receitas e que permitiu futuramente que eu desenvolvesse o meu azeite orgânico e extra virgem aromatizado e tingido com urucum orgânico em flor.

Deixo minha receita favorita com outro corante natural, conhecido também pelo seu poder medicinal - o açafrão, ou curcuma da terra: risoto de funghi porcini com açafrão, que também fica bom se regado com azeite aromatizado com urucum, os dois sabores se complementam.


A foto é "roubada" do blog da Sonia, que também gosta de açafrão e pesquisou o assunto com muita propriedade.


Mais informação:
A casa sustentável é mais barata - parte 04 (ecotintas)