sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Bateria de algas x bateria nuclear e autossufiência em Urânio


As algas marinhas, além de serem fonte de proteína como a carne e render gelatinas, também podem ser transformadas em bateria - fornecendo energia limpa.
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Pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, descobriram como fabricar baterias extremamente leves e ambientalmente mais benignas do que as atuais utilizando as nanoestruturas de celulose de uma alga marinha.
Bateria superleve
As algas do gênero Cladophora são conhecidas por formarem uma espécie de "maré vermelha" nos mares do norte. Mas parece que elas têm o seu lado positivo. "Essas algas têm uma estrutura celulósica especial caracterizada por uma enorme área superficial," explica o pesquisador Gustav Nystrom.
Vários grupos de pesquisa têm tentado utilizar substratos de celulose para a fabricação de baterias mais leves. O maior problema encontrado é o desempenho muito fraco no carregamento dessas baterias, que exigem um tempo excessivo para atingirem sua carga máxima.
Recobrindo a estrutura natural da alga com um polímero condutor de energia, Nystrom e seus colegas fabricaram uma bateria levíssima que superou todos os recordes de baterias similares nos primeiros testes, incluindo o tempo de carregamento e a capacidade de retenção de carga.
Celulose de algas
Até agora, ninguém havia relatado pesquisas com celulose de algas para o armazenamento de energia.
A Cladophora tem sido pesquisada há vários anos para aplicações biomédicas e alimentícias devido justamente à sua nanoestrutura porosa única, totalmente diferente das plantas terrestres. As pesquisas apontam para aplicações promissoras como espessante na indústria farmacêutica e como ligante na indústria alimentícia.
Ao verificar a grande área superficial gerada por esta nanoestrutura porosa, os pesquisadores verificaram que ela poderia ser útil também na fabricação de baterias. Os resultados comprovaram esta hipótese.
Bateria ambientalmente correta
A pesquisa resultou na criação de um material totalmente novo para a fabricação de eletrodos para o armazenamento de energia - uma nanoestrutura de celulose de algas recoberta com uma camada de 50 nanômetros de espessura de polipirrol.
Por se basear principalmente em um material natural, uma bateria fabricada com um material de origem biológica representaria um problema muito menor para o meio ambiente ao fim de sua vida útil do que as baterias atuais.
As baterias construídas com este material podem armazenar até 600 mA por centímetro cúbico, apresentando uma perda de apenas 6% depois de 100 ciclos de carregamento e descarregamento.
Para aplicações automotivas, uma capacidade apenas razoável de retenção de carga, mesmo que inferior às atuais baterias de íons de lítio, pode ser mais do que compensada pela enorme redução no peso.




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Por outro lado:
Se não se consegue controlar nem o descarte de pilha alcalina, como será feito o controle dessa bateria do tamanho de uma moeda que já está sendo considerada segura...
Lembra do Césio?
A população de Goiânia também lembra perfeitamente.
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E depois da autossuficiência em petróleo, seremos autossuficientes em urânio - a população de Caetité foi consultada, está ao menos informada a respeito de todos os riscos?
Claro que não, provavelmente mal há 1 hospital e 1 escola (públicos e caindo aos pedaços, sem médicos e professores) em Caetité, aliás, alguém já ouviu falar em Caetité?

Hortaliças em extinção por causa das “tentações vindas da cidade”.


Opções saudáveis voltam à mesa brasileira
Renato Grandelle, O Globo, 20 de setembro de 2009

Verduras e legumes esquecidos são recuperados em projeto que, até o final do ano, chegará a pelo menos mil pessoas.

Não se faz mais farinha de araruta como antigamente. A constatação é mais do que simples saudosismo. Como outros alimentos de alto valor nutritivo, a hortaliça, antes comum Brasil afora, parece ter entrado em extinção. E foi para proteger espécies como esta que o Ministério da Agricultura, criou, já em quatro estados brasileiros, bancos de multiplicação de verdura e legumes.

O programa é seleto: só entram plantas que praticamente sumiram das hortas.

O pontapé inicial do projeto foi dado em Minas Gerais, onde 60 famílias de Prudente de Moraes e Três Marias, na região central do estado, receberam mudas de hortaliças raras para cultivarem. Um ano depois, as conclusões ainda não foram convertidas em números, mas deixaram os agricultores satisfeitos. Segundo pesquisadores, o consumo de alimentos gordurosos e de refrigerantes diminuiu, especialmente entre as crianças. As guloseimas deram lugar ao que veio das hortas, produtos de maior qualidade nutricional.

Produtos cultivados têm pequena duração
Vinte e três hortaliças já foram incluídas no projeto. A quase extinção dessas espécies é atribuída à sua pouca viabilidade comercial. Além do lobby dos produtos industrializados, algumas plantas “em extinção” precisam ser consumidas, no máximo, dois dias depois da colheita. Não raro, o tempo é insuficiente para que cheguem às feiras. O prazo apertado para a venda desmotiva os agricultores.
– O apelo comercial de outras hortaliças, como tomate e batatas, é maior e inibe pesquisa em espécies como mangarito e jurubeba – explica Georgeton Silveira, coordenador de olericultura da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater – MG). – Com o cultivo das verduras e dos legumes que estudamos, a população ganha em recursos alimentares. O ora-pro-nóbis, por exemplo, é uma das plantas de maior valor protéico.

A comunidade do Bonfim em Três Marias, foi escolhida como um dos embriões do projeto.
Desde que um dos agricultores locais foi diagnosticado com colesterol alto, várias famílias passaram a controlar o consumo de gorduras e refrigerantes – ou como define a líder comunitária Ana Lúcia Fernandes, “as tentações vindas da cidade”.
– Como bater enxada cansa muito, era mais fácil fritar alguma coisa do que comer verdura – lembra. – Dia desses meu sobrinho me disse que não sabia que existia alface gostosa. Ele se referia à azedinha, uma das hortaliças cultivadas agora pela comunidade. Outra muito popular é o peixinho, que tem esse nome por lembrar um filé de peixe.

Algumas hortaliças incluídas no projeto são ricas em sais minerais, vitaminas A, B e C – ressalta a economista doméstica Faustina Oliveira, também da Emater-MG. – Essas plantas retardam a formação de radicais livres, que causam o envelhecimento. Também aumentam a imunidade do organismo, especialmente contra doenças infectocontagiosas. Com a inauguração de duas novas unidades em Minas, na Zona da Mata e no norte do estado, o projeto deve mudar, até dezembro, a dieta de mil pessoas. Também há bancos de multiplicação de hortaliças não convencionais em Pernambuco, Mato Grosso e no Distrito Federal.

A ordem, porém, é apertar o cinto. Duas carências atrapalham a expansão do programa de verduras e legumes: a falta de recursos e de mudas e sementes das espécies estudadas. Vinculada ao Ministério da Agricultura e coordenadora da iniciativa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) considera que o projeto ainda cumpre sua primeira etapa: catalogar as espécies e explorar a alimentação familiar.
- Estamos elaborando uma cartilha e um livro de receitas para que os agricultores saibam como cultivar e o que fazer com as plantas – explica Nuno Madeira, pesquisador da Embrapa Hortaliças. – Também vamos montar um manual técnico para quem estuda o assunto. A partir daí vamos saber que ação pode ser tomada com nutricionistas.

A vinagreira é conhecida por render produtos como o chá, já o maxixe é outra hortaliça que destaca-se pelo valor protéico. O Jambu está na lista das hortaliças raras e a araruta, também considerada pouco conhecida, rende biscoitos.

Pesquisadores vão trazer projeto ao Rio
O Rio só deve receber o seu primeiro banco de multiplicação das espécies raras no segundo semestre do ano que vem. A Embrapa ainda não decidiu em que região fluminense vai instalar o seu laboratório. Com a escolha será possível definir as hortaliças cujo cultivo será realizado por aqui.
– Investimos nas espécies que vão se adaptar melhor ao clima local – explica Madeira. – No Nordeste, usamos hortaliças acostumadas ao tempo mais seco. No Rio, podemos cultivar verduras e legumes que já foram comuns no estado, como a taioba e a araruta. O mangarito também era muito popular inclusive entre os índios.

Enquanto a Embrapa não monta sua base local, o cultivo de hortaliças raras ainda é feito de forma isolada por agricultores. Proprietário de um sítio em Bom Jardim, no interior do estado, Dejair Lopes mantém seis variedades de araruta.
– Cultivamos um hábito alimentar que não vai mudar de uma hora para a outra, mesmo havendo uma alternativa mais nutritiva – opina Lopes. – Nada contra o trigo, mas é possível fazer pão usando outras farinhas, inclusive araruta. Infelizmente poucos agricultores cultivam hortaliças como essa.

As espécies estudadas:
Almeirão-de-árvore
Araruta

Azedinha
Beldroega
Bertalha
Capiçoba

Capuchinha
Cará

Caruru
Chicória-do-Pará
Cubiu

Jacatupé
Jambu
Jurubeba
Mangarito
Maxixe

Maxixe-do-reino
Ora-pro-nóbis
Peixinho
Serralha
Taioba
- acompanhada da pimenta biquinho!
Taro
Vinagreira

As receitas não são minhas, mas de Neide Rigo do Come-se, basta clicar nos links acima.
Na dúvida, todos os verdes, como serralha, almeirão, azedinha, ora-pro-nobis, beldroega... rendem saladas incríveis. Em Goura, as saladas são assim, feitas do que a horta dá - as melhores que já comi.

A araruta rende uma farinha branquinha que tradicionalmente vira biscoito caseiro, mas que eu uso para tudo no lugar de maisena e farinha branca. Comprei orgânica na feira do Russel e já fiz até molho madeira com ela.

Minha mãe fazia a bertalha refogada no "bafo" com ovo, assim:
refogue um dentilho de alho no azeite aromatizado, junte a bertalha lavada e picada, mexa e quebre um ovo por pessoa por cima, abaixe o fogo e deixe cozinha no "bafo". Está pronto quando a gema estiver dura, sal e pimenta por cima. Simples, rápido e uma refeição completa.

Pena um país com tanta terra e de climas tão bons, cuja primeira descrição oficial foi "uma terra onde se plantando tudo dá", só cultivar meia dúzia de hortaliças, perdemos todos em qualidade e quantidade.



Mais informação, hoje no IG, os maiores chefs do mundo rendem-se à culinária tradicional em respeito às suas próprias raízes: Raízes do México e do Brasil e Não há inovação sem raízes e não há raízes sem inovação.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Para onde vão os filhotinhos do seu cão/gato de estimação?



Pense nisso antes de deixá-lo cruzar livremente, a castração é recomendada por 100% dos veterinários e criadores responsáveis.

Meu terceiro cão, a Pipa, foi resgatada da rua por mim, a "dona" deixou sua cadela cruzar e distribuiu as crias entre moradores de rua. Não acredita? Leia a história na postagem "Adotei mais um cãozinho, a Pipa".



De acordo com a Lei 14483-SP, animais devem estar CASTRADOS antes de doação ou venda. "A castração previne tumores e evita doenças e comportamentos inadequados ao convívio com pessoas e outros animais."

Atente que em 1800, havia somente 20 raças de cães. Durante a 1ª Guerra Mundial já eram 70 e hoje são cerca de 400 raças diferentes. Em 100 anos, reduzimos o cérebro do buldogue, encurtamos as patas do salsicha e turbinamos as orelhas do bassê. Essas mudanças deixaram sequelas: um em cada quatro cães sofre de alguma doença genética e eles têm mais câncer do que os humanos.
Nós criamos essas raças por vaidade, como um resquício nazista numa sociedade supostamente perfeita do ponto de vista genético




Mais informação:
Devo cruzar meu cão?
Abandono de animais domésticos é insustentável (e muito perverso)

E veja também onde castrar seu cão gratuitamente



Agrotóxicos - como remover dos alimentos



Frutas e Verduras têm indices alarmantes de agrotóxicos

O pimentão é o alimento com maior contaminação por agrotóxicos no Brasil, de acordo com o programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos divulgado pela ANVISA.
O morango, a uva e a cenoura também apresentam alto índice de irregularidades. A pesquisa revelou ainda que pesticidas proibidos continuama ser aplicados e há casos de uso excessivo de agrotóxicos em algumas plantações.A ANVISA analisou 1.773 amostras de alimentos (vide tabela abaixo). Do total avaliado, 15% das amostras estavam insatisfatórias. De 101 amostras de pimentão analisadas em supermercados de 25 estados no ano passado, 65 apresentavam índice elevado de agrotóxicos.Em 2008, o Brasil tornou-se o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, ultrapassando os EUA. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química, esse mercado movimentou mais de US$06,9 bilhões em 2008.Alguns pesticidas proibidos em outros países, como o acefato e o endossulfam e o forato, continuam em uso no Brasil. Esses e outros dez agrotóxicos estão em revisão pela ANVISA. Muitos dos que são tidos como cancerígenos causadores de problemas hormonais e, no caso de grávidas, potencialmente geradores de deformações em fetos. O metamidofós, por exemplo, foi banido da China, mas grande parte de seus estoques tem sido enviada para o Brasil. Em 2008, produtores brasileiros importaram US$15,8milhões em metamidofós. Esse pesticida pode intoxicar o tecido nervoso humano.

Como reduzir os riscos
Especialistas explicam que agricultores usam diferentes tipos de agrotóxicos. Os produtos de uso externo, que são pulverizados, e aqueles que são apliacdos na terra. O excesso do primeiro tipo de agrotóxico pode ser eliminado lavando-se bem os alimentos de maneira correta. Já o segundo dificilmente é retirado. Antes de serem lavados, os alimentos devem ser colocados na geladeira por 2 horas. Isto é necessário porque as frutas e as hortaliças, quando em contato com a água na mesma temperatura, absorvem as impurezas então na casca. Então, para evitar esse risco, elas precisam estar geladas na hora em que forem lavadas.Ainda em baixa temperatura, as frutas e hortaliças devem ser colocadas numa solução de uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água. Ou, se preferir, numa solução de 50 mililitros de vinagre para cada litro de água. Os alimentos devem permanecer submersos por cerca de 10 minutos. Ainda existe a opção de deixá-los de molho em pastilhas de cloro. Há quem recomende o usos de detergente neutro na lavagem, mas nesse caso, é preciso enxaguar bem, caso contrário o consumidor pode ingerir resíduos de sabão.




Tabela de grau de contaminação de alimentos
(percentual de contaminação acima do pemitido pela ANVISA)
Pimentão _____ 64,36%
Morango ______36,05%
Uva _________32,67%
Cenoura ______30,39%
Alface _______ 19,80%
Tomate ______ 18,27%
Mamão ______ 17,31%
Laranja ______ 14,85%
Abacaxi ______09,47%
Repolho ______08,82%
Arroz ________04,41%
Maçã ________03,92%
Feijão ________02,92%
Cebola _______02,91%

Fonte O Globo, 16 de abril de 2009

Tabela da ANVISA sobre agrotóxicos encontrados além do limite estabelecido, no site da entidade.


Mais informação:
Tudo que você queria saber sobre orgânicos, mas não tinha uma nutricionista para perguntar


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Frutas Assadas




É uma tradição brasileira, de cozinha com forno de lenha e carvão, um hábito muito gostoso e que, além de fácil, é saudável e perfuma a casa toda.

Você pode juntar um pouco de rapadura picada ou mesmo um fiozinho de melado (meio copo de caldo de cana, 100ml.), mas pode ser feito sem adoçar e é interessante provar a fruta cozida em seu próprio açúcar natural.
Todos podem ser feitos em pirex, travessa de barro ou aço inox e adicionar 1 cravo da índia, 1 pau de canela, 1 “dedinho” de gengibre e algumas folhas de laranjeira ou limoeiro na própria travessa deixam o sabor e o aroma incomparáveis. Se assado com a travessa tampada, ou coberta com alumínio, fica ainda melhor, rende mais caldo.
Para quem não tem forno, ou está com pressa, nada impede de fazer em panela de barro, pedra ou inox.


Sugestões:
Manga Assada com polpa de maracujá;
Abacaxi assado com coco ralado;
Figo fresco assado com suco de 1 laranja ou mesmo um pouco de água;
Maçã assada com damasco seco (ou ameixas secas) e uva passa;
Pêra assada com ameixas secas e/ou uva passas;
Pêssego assado com suco e raspa de laranja;
Figo, maçã, pêra ou pêssego (não misture) com alguma das frutas vermelhas (morango, framboesa ou amora – não misture) e suco de 1 laranja ou sumo de 1 limão;
Mamão assado com suco de 1 laranja ou sumo de 1 limão;
Mamão assado com polpa de maracujá;
Banana assada com leite de coco e coco ralado;
Banana assada com suco e raspa de laranja ou limão;
Salada de frutas assadas: manga, mamão, caqui, abacaxi e banana com coco ralado e suco de laranja ou polpa de maracujá. A maçã, a pêra e o pêssego perdem o gosto quando misturados às outras frutas, não vale a pena juntar na salada, e o caqui não assa bem sozinho, mas combina com todas as outras.

Dicas:
A banana também pode ser assada na própria casca sem líquido nenhum e pode ser igualmente feita na brasa da churrasqueira. O abacaxi em rodelas grossas, passadas ou não no coco ralado, também assa bem na churrasqueira.
A maçã e a pêra ficam bonitas se recheadas da fruta seca que as acompanha.
Já o figo deve ser assado inteiro, um coladinho no outro, é como fica melhor.
As frutas vermelhas como morango, framboesa e amora assam muito bem sozinhas e, se adionada uma dose de bebida destilada (cognac, rum ou cachaça) ou vinho durante o preparo, pode ser a sobremesa ideal para 2 pessoas. Leia melhor sobre bebidas orgânicas e biodinâmicas.

E todas as frutas, depois de assadas, acompanham nozes, amêndoas e castanhas picadas, com algumas folhinhas de hortelã por cima.

Para sofisticar: recheie com o doce de leite de tahine com melado de cana ou acompanhe com chantilly de iogurte ou mesmo um frozen de frutas frescas , huile de noix aromatizado com canela em pau, cardamono ou baunilha ou uma caldinha de chocolate amargo derretido.

A versão mais chique das frutas assadas é a Poire Belle Heléne e as mais populares são os doce de banana com cravo, canela e rapadura e a goiabada cascão em pasta

Blogueira amiga: Syl Ribeiro também fez umas versões muito boas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pandemia de resistência bacteriana, hormônios sintéticos no sistema endócrino e problemas cardíacos




Segunda-feira sem carne, a campanha continua

Mais uma reportagem da Fonte: Revista Izunome, maio de 2009,
Pandemia de resistência bacteriana, hormônios sintéticos no sistema endócrino e problemas cardíacos

O uso de antibióticos e hormônios na carne vermelha
Luis Fernando Buck e Tereza Casuilli

No último dia 12 de abril, o jornal “O estado de São Paulo” publicou uma matéria com o título “Resistência crescente aos antibióticos vira desafio para saúde pública”. Nela, temos a citação de Otto Cars, professor da Universidade de Upsala, Suécia, que diz: “estamos enfrentando não apenas uma epidemia, mas uma pandemia de resistência aos antibióticos”. Os fatores citados são o uso indiscriminado desse tipo de produto, a automedicação, as prescrições incorretas e o declínio nas pesquisas de novos produtos que estão levando a uma crescente resistência bacteriana.
Além desses fatores citados, temos um no qual não pensamos muito: através da alimentação também podemos receber resíduos de antibióticos.
Vejamos: o tratamento usado para manter a saúde do gado inclui antibióticos, vermífugos e outros medicamentos específicos. O resíduo desses primeiros, por exemplo, é retido no animal e absorvido pelo organismo humano através da carne, do leite e dos laticínios.

Além disso, não temos a total garantia de que os hormônios femininos do tipo anabolizante, proibidos por lei, não sejam usados para a engorda do gado.
Embora não sejam totalmente conhecidas as conseqüências, sabe-se que o acúmulo residual interfere no sutil equilíbrio hormonal dos usuários, tem efeito cumulativo nos tecidos gordurosos e está associado a tumores mamários, uterinos, testiculares, assim como à impotência sexual. Antecipa inclusive a menarca (primeira menstruação), que acontece por volta dos 9 anos de idade.

Hoje em dia, com a criação animal voltada para produzir animais com maior peso, seu teor de gordura também é alto. O animal selvagem que o homem primitivo comia tinha um percentual de gordura entre 3 e 4%; hoje, animais domésticos criados artificialmente, apresentam até 30% de gordura. Como uma das conseqüências, as doenças crônicas, incluindo as do coração, são graves e existem evidências que indicam a importância da alimentação das mesmas.

Estamos vivendo um paradoxo: para vivermos precisamos nos alimentar, e o alimento está nos matando, com resíduos de antibióticos, hormônios, medicamentos veterinários e outros.
Fonte Bibliográfica: “Nutrição Vital: uma abordagem holística da alimentação e saúde”, Soraya Terra Coury, 2004
A foto é de uma caixa usada para transportar frangos (no plural) - a avicultura recebe ainda mais hormônio e antibiótico que a pecuária, para que um frango, que em condições normais leva de 4 a 5 meses para formar-se, possa chegar a sua mesa em 45 dias.


Mais informação: Carnes orgânicas, o quê e como comer

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O mito da proteína




Carne Vermelha não é a melhor fonte de proteína
Luis Fernando Buck e Tereza Casuilli

De uns tempos para cá, a questão da saúde e, principalmente, a necessidade de o ser humano adotar hábitos alimentares mais saudáveis vem sendo discutida amplamente, gerando, a cada dia, uma avalanche de informações, pesquisas e “dicas” sobre como se alimentar melhor. Recentemente, várias pesquisas desenvolvidas em renomados centros de pesquisa em todo o mundo vêm apontando para a necessidade de se diminuir o consumo da carne vermelha, rica em proteínas, relacionando esse hábito alimentar com a incidência de câncer. Mas, afinal, se a proteína é necessária para o organismo, como resolver o problema?

Um dos equívocos mais freqüentes é acreditar que é necessário ingerir diariamente, nas refeições, todos os nutrientes nas quantidades ideais. Então se a carne vermelha é rica em proteínas, por exemplo, deve ser consumida diariamente, certo? Errado!
A proteína que se ingere num dia não é utilizada imediatamente. Uma parte é armazenada para uma situação em que o organismo sinta falta dela. Além disso, a carne vermelha não é a única fonte de que dispomos.
É quase impossível não haver proteína, mesmo que em quantidade reduzida, em qualquer tipo de vegetal, fruta ou sementes. A combinação com outros alimentos pode suprir as necessidades do organismo. Na verdade, o valor biológico que determina a qualidade da proteína de inúmeros alimentos vegetais , como sementes e alguns frutos, é superior a que se encontra na carne vermelha, além de a proteína vegetal ser mais facilmente processada pelo organismo do que a proteína animal.
Veja, na tabela, várias opções que você pode incluir no seu hábito alimentar.

ALIMENTO 100gr ______________________________ PROTEÍNA Gr
Semente de abóbora _____________________________30,0
Gergelim ______________________________________20,6
Feijão Azuki____________________________________20,4
Algas marinhas _________________________________ 20,0
Carne bovina ___________________________________20,4
Castanha de caju ________________________________19,6
Amêndoa _____________________________________ 18,6
Merluza (peixe) _________________________________17,2
Castanha do Pará _______________________________17,0
Aveia ________________________________________13,8
Ovo _________________________________________ 13,0
Missô ________________________________________12,5
Coco _________________________________________09,7
Arroz integral __________________________________ 08,1
Iogurte _______________________________________03,5
Fonte: Revista Izunome, abril e julho de 2009

Fonte Bibliográfica: “Nutrição Vital: uma abordagem holística da alimentação e saúde”, Soraya Terra Coury, 2004


Em tempos de desmatamento e aquecimento global, saber que há fontes de proteína além da carne, que está transformando a Amazônia em pasto, além de sustentável, pode ser a solução para o problema da fome e inanição infantil em populações carentes.
A semente de abóbora, além do alto valor proteico, é uma grande fonte de magnésio, lítio, vitaminas A e E, Ômega 3 e 6, zinco, ferro e potássio e um vermífugo muito tradicional, inclusive para solitárias.

Para fazer a semente torrada e salgadinha em casa, como tira-gosto, veja na postagem Abóbora - mil receitas, que também nos traz outra informação acerca do cálcio presente nas flores e folhas dessa raiz (cambuquira), são 4 vezes mais ricos em cálcio do que a mesma quantidade de leite.

Comprando castanhas, dê preferência às orgânicas, não são pulverizadas com inseticida.


Mais informação:
A soja é desnecessária
Carnes orgânicas, o quê e como comer
Qualquer pessoa pode viver toda a vida sendo vegetariana
Neurocientistas de todo mundo assinam manifesto reconhecendo consciência em animais 

Gelatina


Gelatina não é recomendada para crianças
Saborosa, colorida, de baixo custo, a gelatina em pó é achada com facilidade em diversos supermercados. Essa sobremesa é uma mistura de corantes artificiais, açúcar e/ou edulcorantes, aromatizantes e conservantes. Por contar, porém, com corantes como o amarelo crepúsculo, ela não deveria fazer parte do cardápio infantil. Os adultos podem consumi-la, mas com moderação.
Os esclarecimentos são da Associação Brasileira de Defesa do consumidor (PROTESTE), que avaliou onze pós para gelatina de sabor morango (4 na versão tradicional, 4 na diet e 3 na zero). As marcas pesquisadas foram Bretzke, Doce Menor, Dr. Oetker, Royal e Sol.
O excesso de açúcar, de acordo com a Associação, pode favorecer a obesidade infantil. Sugere-se, portanto, às crianças com idade entre 1 e 3 anos, em um lanche, ingerir até 3,9gr. de açúcar. De 4 a 6 anos, no mesmo tipo de refeição, no máximo, 5,4 gr. E para adultos, até 7,5gr.
Na versão tradicional das marcas Bretzke e Sol, a pesquisa demonstrou que há quantidade excessiva de açúcar para crianças e adultos, além da ausência de edulcorantes. A Bretzke, com a mais alta taxa entre as marcas examinadas, apresenta 10,9gr. de açúcar por porção (equivalente a 120gr. ou um copo de gelatina pronta). A Sol contém 8,8gr.. A média das versões tradicionais, além de açúcar, possuem edulcorantes. Não são recomendadas portanto nem para crianças, nem para gestantes.
Em todas as marcas, os corantes Bordeaux S e amarelo crepúsculo estão presentes, com doses bem acima do limite máximo estabelecido. Somente a Dr. Oetker Diet está dentro do limite correto para o Bordeaux S. O amarelo crepúsculo está atrelado à hiperatividade infantil e a outros distúrbios de comportamento em crianças suscetíveis. No Reino Unido, o emprego desse aditivo é proibido.


Colágeno
Em uma porção de 120gr. de gelatina pronta, na Bretzke tradicional, foi encontrado 0,76gr. de colágeno (proteína gelatinosa). Na Doce Menor Diet e na Dr. Oetker Diet, 2gr. Alguns estudos afirmam que consumir 10gr. diárias de colágeno traz benefícios à saúde, embora não haja consenso, entre os especialistas. Para alcançar essa quantidade, entretanto, a ingestão diária deveria ser de 5 copos de gelatina das marcas com maior quantidade de colágeno. Uma dieta equilibrada, com o consumo adequado de proteínas, é suficiente para uma pessoa saudável alcançar o nível ideal dessa substância.


Alimentos mais saudáveis e reivindicações da PROTESTE
A professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), nutricionista Edira Gonçalves, advertiu que as crianças são as mais vulneráveis aos corantes em geral, cuja ingestão excessiva pode debilitar o sistema imunológico.
Em uma pesquisa divulgada na “Revista Ciência e Tecnologia de Alimentos” em 2008, segundo a nutricionista, estudou-se o consumo, por 150 crianças, de gelatina, de refresco em pó e de refrigerante. Entre elas, foi considerado o uso habitual desses alimentos. Em relação à gelatina, em 95% dos casos, a ingestão começa a ocorrer com crianças até um 01 de idade.
Pesquisadora de alimentos vinculada à PROTESTE, a nutricionista Manuela Dias disse que os pais devem orientar os filhos a consumir alimentos mais saudáveis, como frutas e iogurtes. “Como a gelatina é docinha e colorida, as crianças gostam. Mas é um alimento totalmente artificial, não tem nada de morango, por exemplo, só o aditivo.”, completou.
Entre outros problemas achados nos rótulos das gelatinas, na pesquisa, observou-se que em todas as versões da Bretzke, está registrada a data de fabricação, mas não de modo muito claro ao consumidor. Na versão tradicional da Sol, a situação é a mesma. As outras marcas de gelatina não informaram a data de fabricação no rótulo.
A associação criticou ainda a falta de legislação específica no Brasil, para gelatinas em pó, defendendo a criação de normas reguladoras para esse alimento. O objetivo é proporcionar a definição de alguns parâmetros, como limite de açúcar e quantidade de colágeno e proteína.


Fonte:
Revista Izunome, junho de 2009.




Uma receita muito tradicional como manjar de coco (ou pudim de leite) pode ser feita usando agar agar, veja melhor sobre o manjar nos comentários da postagem linkada


Mais receitas alternativas de "gelatina" sem gelatina industrializada: 


Gelatina caseira feita com algas marinhas
Algas marinhas têm tanta proteína quanto a carne vermelha, vale experimentar:
1 col de sopa cheia (ou 1 pacote de 30gr.) de agar agar
1 lt de qualquer líquido.
Ferver o líquido, adicionar a alga em pó, misturar bem e levar à geladeira
Sugestões: suco da casca do abacaxi com hortelã e pedaços de abacaxi, suco de manga (ou melancia ou melão) com gengibre, suco de caqui com raspas de limão, suco de morango com pedaços de geléia de morango , leite de coco caseiro com coco ralado e geléia de ameixa...
Adoçar os sucos com melado de cana e usar o mínimo de água no processo.




Refresco de gelatina
As crianças adoram e os adultos também vão gostar, especialmente os que estiverem de dieta, já que esse refresco gelatinoso fornece sensação de saciedade.
Faça a gelatina normalmente como ensinado acima, mas use o dobro da quantidade de líquido sugerida e guarde em jarras de vidro na geladeira. Dilua sempre em água, sucos grossos são ricos em frutose e entram direto no sangue.
Veja receitas de mousses de frutas cruas e adapte ao refresco, fica delicioso



Mousse de frutas cozidas com gelatina de algas marinhas
1 pacote de Agar Agar dissolvido em 1 xícara de água fervente
1 col chá de raspa de limão
1 col chá canela em pó
2 xícaras frescas ou cozidas
Dissolvida a gelatina, junte todos os ingredientes no liquidificador, bata tudo e ponha para gelar.




Mousse cremosa de fruta com geléia3 copos de creme de arroz (ou o equivalente em creme de leite-iogurte, prefira os orgânicos)
1 pacote de agar agar
1 copo de 200ml de água fervendo (ou suco de sua preferência, ou caldo de cana)

geléia de cupuaçu, morango, ameixa... ou mesmo a goiabada cascão. Dissolver o agar agar em água antes de misturar ao iogurte, que não deve ser fervido.
Bater no liquificador o iogurte com o agar agar dissolvido, juntar a geléia depois ou mesmo levar tudo ao liquidificador, se preferir.
O iogurte pode ser adoçado com
melado.




Mousse de azeitona (ou pimentão vermelho ou tomate seco ou salsa)1 xícara de creme de arroz (ou 1 xícara cheia de creme de leite-iogurte orgânicos)
1 xíc. de azeitonas descaroçadas
4 col. de sopa de azeite
Sumo de meio limão
1 dente de alho
1 pacote de agar agar
Bater tudo no liquificador, exceto o agar agar e metade das azeitonas.
Dissolver o agar agar em 1/2 copo pequeno (100ml) de água fervendo, levar ao liquidificador novamente , bater bem e após desligar o liquidificador, juntar o restante das azeitonas picadas. Colocar para gelar em forma untada com azeite, caso queira desenformar. Pode ser feita igualmente com pimentão vermelho cozido e orégano ou tomate seco com manjericão ou mesmo salsa pura – nos 2 últimos casos, reduza a quantidade para 1/2 xíc., para o sabor não ficar muito forte.





Para quem ama Geléia de Mocotó e consome derivados de origem animal, Neide Rigo, que escreve lindamente e cozinha igual, faz geléia de mocotó caseira, a receita leva açúcar, mas pode ser feita com melado ou rapadura sem problemas. Neide também aproveita o colágeno extraído de pés de galinha cozidos para fazer gelatinas doces, sem gosto residual de galinha, veja melhor em Gelatina de mocotó de pé de galinha.



Veja também como fazer gelatina salgada de peixe sem qualquer outro ingrediente a não ser a cabeça do peixe, que sempre vai para o lixo.

Morango orgânico: agrotóxicos e receitas



De acordo com o último levantamento realizado pela ANVISA, em abril de 2009, cerca de 39% das amostras de morangos convencionais coletadas continham substâncias proibidas para a cultura e resíduos de agrotóxicos acima dos níveis permitidos. Como alternativa, a ANVISA sugere o consumo de alimentos orgânicos.
Veja aqui a tabela com os legumes e frutas mais contaminados.

Em uma pesquisa realizada pela Engenheira agrônoma Priscila Terrazan, publicada na revista Iberoamericana de Tecnologia Postcosecha, V8, 2006, os morangos orgânicos da Korin apresentavam maior quantidade de vitamina C em relação aos morangos de cultivo convencional (com agrotóxico).
Fonte: Revista Izunome, junho de 2009

A ANVISA também disponibiliza tabela de insumos agrícolas mais atacados por pesticidas e herbicidas, assim como a EMBRAPA orienta sobre uso, restrições e limites na respectiva aplicabilidade.

Olho vivo: nas feiras livres, há muitas barracas vendendo morango convencional como orgânico ou hidropônico. Em ambos os casos, os produtos deveriam vir embalados com registro da ABIO (no caso dos orgânicos) ou indicação de cultura hidropônica.
Independente da embalagem, morangos convencionais são muito diferentes de morangos orgânicos no aspecto, os convencionais sempre sofrem aquela deformação que deixa vários frutos colados formando um único e imenso morango “siames”. Rejeite, mesmo se for hidropônico.
A cultura hidropônica consome ainda mais agrotóxicos do que a convencional em função de não ser em “terra”, mas em “água”, o que vai exigir uma adaptação maior da hortaliça para crescer em condições diferentes das normais. A hidropônia foi desenvolvida para caráter emergencial, onde não há terra disponível para plantio, o que não é o caso do nosso país.

Receitas caseiras com morango orgânico, para substituir os produtos industrializados:

Smoothies


Sorvete de morango com coalhada


Fraise au crème avec chantilly de yaourt (morangos ao creme em chantilly de iogurte)


Gelatina de morango caseira


Crumble de morango com castanha do Pará


Milk Shake de morango
A mesma receita do milk shake de canela mas, no lugar do leite, junte 6 morangos orgânicos e não adicione canela, é claro.


Geléia de morango (ou frutas vermelhas)
É o mesmo sistema da geléia de cupuaçu, mas como morango não rende nada e o orgânico ainda é mais caro, um vidro de geléia saía a R$15,00 - junte pêra ou maçã à receita para dar volume.
Eu faço assim:
2 caixas, 500gr de morango orgânico
2 pêras ou maçãs descascadas e descaroçadas
1 xíc. de rapadura ralada
1 cravo da Índia sem a coroa, partido em 3
300ml. de água
Sumo de 1 limão
Cozinhar tudo junto, exceto o limão, mexendo sempre com colher de pau.Deixe a água reduzir
Quando começar a descolar do fundo da panela, juntar o sumo de limão e mexer até dar o ponto de geléia.
Endurece depois que esfria e não dura mais de 2 semanas, podendo ser congelado.
Pode ser feita igualmente com jabuticaba e qualquer uma das “frutas vermelhas”, como framboesa, amora e cassis.


Iogurte de morango super-rápido
Misture uma colher de sopa rasa de geléia de morango a 1 copo de iogurte natural orgânico ou caseiro. Se congelado, vira um sorvetinho interessante.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Segunda sem carne - a campanha continua




Se você deixou de comer carne na semana passada, ou não, não importa - essa segunda-feira, a campanha continua.
Tente ficar sem qualquer tipo de carne por pelo menos 1 dia.
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1 kg de vegetais consomem aproximadamente 1.000lts de água em todo seu processo de plantio, já 1kg de carne, consome em média 15.000lts de água (incluindo o processo do frigorífico).
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Devo cruzar meu cão?




Devo cruzar meu cão?

A resposta é "Não".

Se você precisa perguntar, então a resposta necessariamente será "NÃO".

Se você cruzar o "seu" maravilhoso cão de raça, na melhor das hipóteses terá um cão com metade" das caracrísticas do seu. E a melhor das hipóteses raramente acontece.

.Algumas perguntas que você deveria fazer a si mesmo antes de cruzar seu cão:

1. Seu cão tem um título?
Ele foi avaliado por juízes em exposições ou provas de trabalho e habilitado a passar um padrão da raça?

2. Seu cão tem a conformação saudável?
Teve as bacias, dentes e olhos checados por um profissional? É um cão saudável e com estrutura correta? Gaste muito com exames para verificar se seu cão PODE cruzar.

3. O teste de displasia está ok?
Foi feita a radiografia e a bacia certificada boa pelas autoriadades certificadoras?

4. O cão tem um bom temperamento?
Um cão não deve cruzar se não for um cão sociável ou se for um cão medroso.

5. O cão tem alguma falha genética?
Nem muitos exames podem detectar falhas genéticas.

6. Você está disposto a perder seu cão por causa do cruzamento?
Doenças fatais podem ser transmitidas na cruza. Algumas cadelas morrem ao dar cria.

7. Você está disposto a ficar com dez filhotes?
Ter uma ninhada não significa que você conseguirá vender os filhotes. E se tiver de dá-los, que tipo de vida esses filhotes terão?

8. Você está disposto a sacrificar um filhote?
Nascem filhotes com 3 pernas, intestinos pendurados para fora e mais um milhão de outras razões para sacrificá-los. Você é capaz de sacrificar um filhote?

9. Você está disposto a receber de volta um filhote maltratado?
Espere que aconteça e reze para não acontecer.

10. Você está disposto a dar uma garantia de saúde?
O que acontecerá se todos os filhotes tiverem uma doença em comum e você receber TODOS de volta com 6 meses de idade?

11. Você fará um passeio num abrigo de cães antes de cruzar?
Porque há excessões mesmo na melhor ninhada, um de seus filhotes pode acabar lá. Infelizmente vivemos numa sociedade em que tudo se descarta.

12. Você tem tempo?
Prepare-se para ter de correr para casa na hora do almoço e ficar acordado até as 2 da manhã por duas semanas para ter certeza que está tudo bem com a ninhada.

13. O seu cão é bom para acasalamento?
Você acha que tem o direito de fazer experiências com seu cão?

14. Você consegue pagar as despesas com veterinário?
São frequentes problemas na gestação e parto.

15. Você realmente quer vender os cães?
Você está regulamentado como criador? Você paga todos os impostos e cumpre todas as exigências legais?


Você certamente não ficará rico considerando as dores de cabeça e as “dores no coração" durante o processo todo. Ótimos cães podem gerar péssimos filhotes! Então, no final, restam apenas algumas palavras de aviso:
1° Seu cão tem mesmo tantas qualidades para ser digno que seus genes passem adiante?

2° Você teria condições de pagar a conta do veterinário no piore dos casos, o risco de morte do seu cão?

3° Você está disposto a gastar tempo e dinheiro para achar os melhores lares para seus filhotes?

4° Você receberia de volta um filhote que foi maltratado e que você amamentou? Porque isso acontece muito! Com tudo isto, a decisão é sua. Você não precisa da permissão de ninguém para acasalar seu cão. Saiba apenas que uma dúzia de filhotes e o seu cão ou cadela podem viver ou morrer, dependendo da sua decisão. Como vê, não há motivos para acasalar seu cão. Mesmo que ele seja de raça e tenha pedigree.
Isto é trabalho apenas para criadores regulamentados, experientes e responsáveis.


Autor do texto original: Dennis Guldan (editor da revista americana Canine Today e da Bird Dog and Retriever News). Textos publicados no site http://www.gatoverde.com.br


Veja este vídeo produzido pela BBC. (47'). O documentário mostra criadores de raças caninas, a omissão do Kennel Club, procriações consanguíneas e doenças derivadas dessa prática como a siringomielia: Segredos do Pedigree



De acordo com a Lei 14483-SP, animais devem estar CASTRADOS antes de doação ou venda. "A castração previne tumores e evita doenças e comportamentos inadequados ao convívio com pessoas e outros animais."

Atente que em 1800, havia somente 20 raças de cães. Durante a 1ª Guerra Mundial já eram 70 e hoje são cerca de 400 raças diferentes. Em 100 anos, reduzimos o cérebro do buldogue, encurtamos as patas do salsicha e turbinamos as orelhas do bassê. Essas mudanças deixaram sequelas: um em cada quatro cães sofre de alguma doença genética e eles têm mais câncer do que os humanos.
Nós criamos essas raças por vaidade, como um resquício nazista numa sociedade supostamente perfeita do ponto de vista genético




Veja onde castrar seu animal gratuitamente


Mais informação:
Abandono de animais domésticos é insustentável (e muito perverso)
Porque castrar seu animal de estimação
Castre seu gato de estimação

Como se formam eras geológicas

video


Um ecossistema, por mais simples que seja, leva muito tempo para se formar, eras (geológicas) para ser mais exata.
Pense nisso antes de consumir.


Mais informação:
O fim da polêmica: O Aquecimento Global existe de fato
Como a ação humana aumenta a incidência de terremotos

domingo, 18 de outubro de 2009

Cupuaçu



É uma das melhores frutas que temos e só existe no Brasil, tipicamente amazônica.

Já havia postado a receita da mousse de cupuaçu sem açúcar, apenas no melado de cana e deixo outra, de geléia de cupuaçu.
Muito fácil, mas sugiro que a polpa comprada seja do tipo "pedaçuda" e cheia de gomos, polpas líquidas (as do supermercado, industrializadas) geralmente só rendem bons sucos, são ralas.

A receita da geléia adoçada naturalmente, é a mesma versão da goiabada cascão.
2 xíc. de polpa de cupuaçu congelada
1 xíc. de rapadura em pedaços
1 xíc. de água
sumo de 1 limão
Deixe no fogo a polpa com a rapadura e água, panela tampada e fogo baixo.
Mexa de vez em quando, junte o sumo de limão quando estive em ponto de "quase", descolando do fundo da panela.
Apague o fogo e deixe esfriar na panela tampada.

Pode ser consumida como geléia comum, na torrada, mas acompanha bem a própria mousse de cupuaçu e faz uma sobremesa diferente quando misturadas.

Cupuaçu em geral combina bem com 2 coisas: castanha do Pará e chocolate meio amargo.
A sua mousse com pedacinhos de geléia pode ficar melhor ainda se coberta com chocolate meio amargo derretido e farofinha de castanha do Pará por cima.
Para fazer crocante de castanha do Pará, basta tostar as castanhas moídas com um pouco de rapadura ralada, até caramelar.

Para dias de festa: arrume em tacinhas antigas de champagne a mousse de cupuaçu misturada à geléia da fruta, cubra com o chocolate meio amargo derretido (espere esfriar para não estourar o vidro-cristal) e salpique o crocante de castanha do Pará por cima.
Ou use a geléia para rechear bolos de chocolate.
Lindo, delicioso e saudável.


O cupuaçu é uma fruta tão generosa que rende um chocolate desconhecido por nós brasileiros, eu falo do cupulate, na postagem "Páscoa em paz com o resto do mundo".

Eu compro as minhas polpas na Tacacá do Norte, loja de produtos típicos do Pará bem próxima de minha casa.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Carro de Fórmula 3 verde e movido a chocolate



O carro foi construído com tecidos de linho, fibras de carbono recicladas e resina reciclada. Uma parte do sistema de direção foi moldada com polpa de cenoura. Ele é alimentado por um biocombustível feito com chocolate e gorduras animais e todos os seus lubrificantes são feitos a partir de óleos vegetais.
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Mas este não é um carro apenas ambientalmente correto. Ele é também muito rápido. O Fórmula 3 "verde" atinge uma velocidade máxima de 215 km/h e faz de 0 a 100 em menos de 3 segundos. Um turbo garante mais torque mais veículo.
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Corridas verdes
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Já tendo recebido a aprovação de pilotos como Lewis Hamilton e Adam Carrol, além de Ross Brawn, dono da equipe do piloto Rubens Barrichello, o novo carro fará sua estreia no próximo dia 17 de Outubro, durante a prova de Fórmula 3 que será disputada no circuito de Brands Hatch.
A equipe espera provar definitivamente que carros de alto desempenho e competitivos podem ser construídos inteiramente de materiais sustentáveis.
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"O objetivo deste projeto é mostrar caminhos para que no futuro, as pessoas possam correr de forma 'verde'," diz o Dr. Kirwan.

Porque castrar seu animal de estimação


DEVO CRUZAR MEU CÃO OU MINHA CADELA?

Todo mundo que tem uma fêmea pensa em cruzá-la ao menos uma vez. Ter uma ninhada parece uma coisa legal, mas cuidar de uma ninhada não é tão legal quanto parece. Criar cães envolve muito mais trabalho e responsabilidade do que as pessoas estão dispostas a ter.

Antes de cruzar sua cadela, aqui alguns pontos importantes a considerar:

Será que todos os filhotes encontrarão lares bons e permanentes?
Estatísticas dos Estados Unidos falam que a cada hora nascem cerca de 2500 filhotes e 450 seres humanos. Portanto desde o nascimento, só um em cada quatro filhotes terá chances de encontrar um bom lar. Encontrar um lar permanente é ainda mais difícil somente um em cada 10 cães permanecem com seus donos originais por toda a sua vida. Cinco trocarão de dono antes de completar um ano de vida. E o saldo terminará em abrigos, abandonados ou indesejados. Mesmo que seu cão seja um cão de raça caro, seus filhotes estão sujeitos às mesmas estatísticas. Milhões de cães serão sacrificados anualmente em instituições ao redor do mundo já que não há lares suficientes para abrigá-los. Há tantos animais abandonados hoje em grandes cidades, que os legisladores já pensam em coibir ou limitar drasticamente a criação de cães.

Suas responsabilidades como criador/doador
Você é pessoalmente responsável por cada filhote pelo resto de suas vidas. Sua responsabilidade não cessa no ato da venda/doação do filhote é bem aí que essa responsabilidade começa! Você é que vai ter que saber exatamente onde esses filhotes estarão daqui a seis meses, um ano ou cinco anos, e saber se os mesmos estão recebendo a atenção necessária. Você será responsável por todos os filhotes não vendidos/não doados e receber de volta aqueles que serão devolvidos após terem crescidos e seus donos não mais os quererem. Como somente um em cada 10 filhotes ficará com seu dono original por toda a sua vida, você terá que estar preparado a receber de volta uma boa parte de sua ninhada. A hora de se preparar para isso é agora antes de trazer novos filhotes para esse mundo, não depois. Você terá espaço para esses cães? Terá tempo para cuidar deles? Parece que ter uma só ninhada não terá grande efeito sobre a população canina em geral mas, se sua cadela tiver uma só ninhada de quatro filhotes e cada filhote produzir mais quatro filhotes, em 7 anos teremos 4.000 descendentes!

"Somente uma ninhada" tem sérias conseqüências!
Você terá que aprender a escrever e exigir cumprimento de um contrato que exige que os donos dos filhotes castrem os mesmos. Você tem a responsabilidade perante seus filhotes e seus donos de criar cães os mais saudáveis, física e mentalmente. Todas as raças possuem problemas genéticos e de temperamento específicos que podem ser passados aos seus filhotes. Muitos defeitos hereditários estão "escondidos" apesar de que seu cão possa não apresentá-los, ele poderá estar programado geneticamente a transmiti-los a seus filhotes. Sem exames caros e complexos e um estudo aprofundado de pedigrees, você poderá facilmente estar produzindo filhotes que serão uma dor de cabeça para seus donos e um peso financeiro para você. Criadores sérios avaliam seus padreadores e suas matrizes para encontrar evidências de displasia, doenças oculares, de coração, de tireóide, hormonal, de pele, alergias e problemas de coagulação antes mesmo de pensar em fazer um cruzamento. Como criador você deve estar preparado para dar garantias aos novos donos que os filhotes estão livres das doenças hereditárias típicas da raça quando atingirem idade adulta. Isso pode significar o reembolso de dinheiro daqui a alguns anos ou ter que oferecer um novo filhote sem custo. Com nova legislação, criadores sem experiência poderão estar reembolsando até três vezes o valor recebido hoje daqui a três anos, adicionado de despesas veterinárias, correção monetária e multa. E temperamento também está sujeito a garantias. Você poderá ser processado se o filhote que você vendeu ontem morder alguém amanhã. Você terá que estar presente para dar aos donos conselhos sobre treinamento e comportamento. Você é o "suporte on-line", 24 horas por dia, 365 dias por ano, para os novos donos, e isso pelos próximos 10 a15 anos!

Ter uma ninhada sai caro!
Criar uma ninhada exige um considerável investimento de tempo e dinheiro que certamente não voltará sob forma de lucro. Depois virão os exames pré-natais, ultra-som, exames pós-parto, vacinação e vermifugação, remoção de ergot (5ª unha), alimentação adicional para a mãe, equipamento como caixa de parto, cercado, etc. Partos com complicação são mais comuns do que se imagina(especialmente se for o primeiro parto da cadela). E problemas durante o parto poderão custar a vida da cadela! Você pode calcular uma taxa de mortalidade de 25% para os recém-nascidos, mesmo fazendo tudo corretamente. E defeitos de nascimento como palatos abertos são comuns. Depois disso virão custos para anúncios para a venda dos filhotes. Mesmo criadores de cães campeões raramente obtém algum lucro na sua criação. Pense bem sobre as razões que fazem você desejar criar uma ninhada.


MITOS E CRENÇAS:

"A natureza fez com que os animais procriassem".
Não é mais a natureza que controla a carreira reprodutiva dos nossos animais de estimação as pessoas é que o fazem. A natureza age de maneira bem diferente. No ambiente selvagem a natureza se encarrega que somente os filhotes mais fortes e espertos sobrevivam para criar novos descendentes. E a natureza só permite às cadelas ficarem férteis quando há alimento suficiente e um ambiente seguro, para garantir a sobrevivência da ninhada. Nós humanos permitimos que nossos animais procriem a qualquer tempo, tenham um futuro assegurado ou não.

"Ela precisa ter uma relação sexual"... ou ..."Ele precisa abaixar o facho"
Não!, nos dois casos. O sexo dos animais é controlado por hormônios. Não existe amor, emoção ou pensamento envolvido. Uma fêmea somente "pensa" em sexo quando está no cio e ela esquece isso assim que o cio passa. E os machos somente pensam em sexo ao estarem próximos de uma fêmea no cio. Deixar o macho cruzar não vai "abaixar o facho", vai sim fazê-lo ficar pior. Ficará mais territorial e agressivo perante outros cães, poderá voltar a sujar dentro de casa e poderá ficar incontrolável caso haja uma fêmea no cio próximo à sua casa . O macho que nunca cruzou desconhece e não sente falta de cruzar. "Abaixar o facho", seja de um macho ou de uma fêmea, é questão de maturidade e treinamento e não de cruza. Não existe fundamento na "sabedoria popular" que cães ou cadelas devem cruzar ao menos uma vez antes de serem castrados.

Se algum veterinário der esse conselho, tenha certeza que ele está atrasado no tempo. Pesquisas demonstram que castrar cães ainda filhotes não causa nenhum efeito negativo. Castrar uma fêmea antes do primeiro cio pode prevenir alguns tipos de câncer e infecções urinárias sérias. E castrar um macho não tira sua masculinidade. Muito pelo contrário, esse macho se tornará um animal mais fácil de ser treinado e possibilitará que ele canalize sua energia para atividades mais construtivas.


MOTIVOS EQUIVOCADOS:

"Estamos fazendo isso pelas crianças".
Assistir ao milagre da natureza não é tudo aquilo que se diz. É um acontecimento cheio de sujeira e sangue e quase sempre acontece no meio da noite. É doloroso para a cadela e seu sofrimento pode ser mais do que você deseja que seus filhos assistam. Existem vídeos e livros que mostram às crianças o milagre do nascimento sem os custos e a responsabilidade de criar novos cães.

"Queremos um outro cão igual a este".
Os filhotes terão 50% de chance de puxar traços do outro cão! Seu cão é único e especial. As leis de hereditariedade impedem que dois seres sejam idênticos. A maioria das qualidades que fazem sua cadela tão especial é adquirida, não herdada.

"Queremos ficar com um filhote".
É bem mais barato e mais fácil comprar ou adotar um novo filhote do que criá-lo você mesmo!

"Todos nossos amigos querem um filhote".
Qualquer pessoa que viu sua cadela quando filhote dirá que "um dia" vão querer uma igual. Mas esse dia raramente coincide com a época em que os filhotes estão prontos para ir aos seus novos lares. Você ficará surpreso de quantas pessoas subitamente não tem tempo disponível para um filhote no momento ou não estão dispostas a pagar o preço que você está cobrando. Não conte com promessas vagas! Encontrar lares adequados e donos responsáveis, carinhosos e preparados para ter um cão é mais difícil que parece. Nem todo mundo deve ou pode ter um cão e é impossível saber a diferença entre um bom e um mau dono. Você terá que ter uma grande capacidade de julgamento de caráter e estar disposto a investir tempo considerável para conhecer melhor as pessoas às quais você planeja vender/doar um filhote. Será que eles tem a experiência para CRIAR e EDUCAR um filhote?
"Queremos recuperar o investimento em nosso cão"
Como dito acima, será muito difícil obter algum lucro na criação. Criar uma ninhada certamente resultará em prejuízo. Você provavelmente comprou um cão para ter um companheiro e ter prazer. Mesmo tendo pagado R$500,00 isso é um investimento se somente R$50,00 por ano se o mesmo viver 10 anos, ou seja, menos que R$1,00 por semana. Será que o companheirismo e amor que ele retorna não vale mais do que isso?

Procriar cães é assunto sério! Antes de seguir adiante, visite o Centro de Zoonoses mais próximo à sua casa e veja o que acontece com cães que foram criados por pessoas que pensavam que seria "divertido" ter uma ninhada.

O ""milagre da morte" pela eutanásia é tão educador quanto o "milagre da vida".

A decisão de NÃO cruzar seu animal de estimação é uma das decisões mais inteligentes, educadas e profundas que você pode ter.

Autor do texto original, Dieter Gogarten.

Texto adaptado do Guia Vegano



De acordo com a Lei 14483-SP, animais devem estar CASTRADOS antes de doação ou venda. "A castração previne tumores e evita doenças e comportamentos inadequados ao convívio com pessoas e outros animais."


Atente que em 1800, havia somente 20 raças de cães. Durante a 1ª Guerra Mundial já eram 70 e hoje são cerca de 400 raças diferentes. Em 100 anos, reduzimos o cérebro do buldogue, encurtamos as patas do salsicha e turbinamos as orelhas do bassê. Essas mudanças deixaram sequelas: um em cada quatro cães sofre de alguma doença genética e eles têm mais câncer do que os humanos.
Nós criamos essas raças por vaidade, como um resquício nazista numa sociedade supostamente perfeita.




Veja onde castrar seu animal gratuitamente


Mais informação:
Devo cruzar meu cão?
Castre seu gato de estimação
Abandono de animais domésticos é insustentável (e muito perverso)
Você sabe para onde vão os filhotes do seu cão/gato de estimação?

domingo, 11 de outubro de 2009

Abacate: as receitas mais fáceis



Abacate é barato, gostoso e saudável - sua "gordura" é boa para o coração, além de ser extremamente nutritivo. Como a abóbora, deve ser consumido toda semana.
Nos demais países da América Latina, de tradição espanhola, o abacate é um legume comido em receitas salgadas, como saladas e sanduíches.
O abacate pode ser o acompanhamento perfeito para os ceviches e ovas preparados em casa.

Se você tiver sorte, ainda encontra um abacateiro em uma rua arborizada, que garante o fornecimento a cada 2 meses. A árvore fica carregada e os porteiros da redondeza costumam distribuir as frutas aos moradores mais chegados.

Deixo as minhas receitas favoritas, aquelas que sempre dão certo:


Maionese de abacate
1 abacate maduro (retire a polpa)
suco de 1\2 limão
1 col de sopa de azeite extra virgem
1 col de sopa rasa de melado de cana
1 col de sopa rasa de mostarda dijon
Bater tudo com garfo até ficar homogêneo e serve para substituir a maionese em saladas de batata


Guacamole, aprendido no Panamá (fica muito bonito servido na própria casca da fruta)
1 abacate maduro
1 colher de sopa de azeite extra virgem aromatizado
suco de 1 limão (ou 1\2 galego)
1 tomate orgânico e limpo, cortado em cubos pequenos
1/2 cebola em cubos pequenos
sal marinho e pimenta (jalapeño ou malagueta)
salsinha e coentro picados (mais ou menos 1 xícara)
Misturar tudo amassando o abacate, temperar com sal e pimenta, juntar salsinha e coentro picados se gostar


Salada verde de abacate
1 alface america limpa
1 radichio limpo e desfolhado
1 abacate maduro em fatias longitudinais
cebolinha picada
sal grosso e azeite extra-virgem
Arrume as folhas em travessa baixa, disponha as fatias de abacate e cubra com a cebolinha, tempere com sal (se for sal grosso, melhor) e regue com o azeite.


Salada de legumes com abacate
1 tomate em cubos grandes
1/2 cebola em cubos pequenos
1 pepino em cubos grandes
1 abobrinha em cubos grandes
1 abacate maduro em cubos grandes
salsinha picada (mais ou menos 1 xícara)
sal marinho, azeite extra-virgem e limão
Misturar tudo, tomando cuidado para não fazer uma "papa" com o abacate, ele deve ficar em pedaços.


Creme de abacate com laranja
1 abacate maduro
1 copo (200ml) de suco de laranja
1 col de sopa de melado de cana
raspas da casca da laranja
Bater tudo no liquidificador, exceto as raspas. Dispor em tacinhas e decorar com as raspas
Se a laranja for lima, não precisa do melado.


Creme de abacate com ameixa seca
1 abacate maduro
1 copo de água morna
4 ameixas secas
Deixar as ameixas de molho na água morna de um dia para o outro, bater tudo no liquificador no dia seguinte.


Sorvete de abacate com abóbora para Festas Juninas


Mousse de abacate com caldo de cana e limão
1 abacate grande e maduro
1 copo (200ml) de caldo de cana
suco de 1 limão Tahiti ou Galego
Bater tudo no liquidificador e gelar
Decorar com as raspas da casca do limão
opcional: trocar o caldo de cana por 1 copo de limonada adoçada com rapadura ou melado, a limonada não pode ser suíça por causa do amargor da casca.


Cobertura de abacate com cacau para bolos de chocolate
400gr de abacate maduro
3\4 xíc de cacau em pó
1\2 xíc melado de cana
cacau em pó para enfeitar
Bata todos os ingredientes no liquidificador ou processador e leve à geladeira por 2 hrs antes de usar



Como saber se o abacate está maduro?
O abacate quando está verde, é verde - maduro é preto. Se o que você comprou ainda está verde, enrole em jornal e deixe fora da geladeira até escurecer.


Mais informação:
Compras a granel
Adoçantes naturais
Guia prático de pimentas
As frutas que ninguém come mais
"Quem trouxe a fome, foi a geladeira"
Azeites aromáticos caseiros e orgânicos
O que vamos comer em 2011 na opinião de 10 chefs
Hortaliças em extinção pelas tentações da cidade grande

Chá de limão, laranja e tangerina



Seria a xepa da feira, não fosse Marisa, que há tantos anos trabalha na casa da Sueli, dar um destino.

Ela faz assim:
As folhas do limão, que iriam para o lixo e normalmente são descartadas no chão do supermercado (ou da feira), ela lava bem, deixa secar à sombra e faz um chá com elas.
O chá é feito da mesma forma que qualquer chá, fervendo a água e colocando as folhas para fazer a infusão depois do fogo apagado.
Fica delicioso e pode ser feito igualmente com as folhas da laranja, tangerina e limão galego.

Há muitos anos, assisti a um dos programas da Nigela e ela fazia uma sopa de frutos do mar cujo caldo era aromatizado com folhas de limão, compradas congeladas e a quilo na Inglaterra. Ao logo do programa, ela cheirava a folha feliz da vida, dizendo que valia a pena o que se pagava por elas.
Aqui é lixo, mas poderia ser um anti-gripal 100% natural e acessível a população carente.

E se você ainda compra chá gelado engarrafado e afins, assista ao Flow e veja do que a indústria de bebidas é capaz de devastar em uma região.
Toda bebida industrializada consome em média 5lts. de água da região do entorno da fábrica, para cada litro de bebida produzida. Em poucos anos, a latinha do supermercado transformou vales e florestas em desertos.

Priorize sempre folhas de cultivo orgânico, o brasileiro já ingere em condições normais 5,2 litros de pesticida ao ano.


Mais informação: Slow Tea, chás e especiarias orgânicos

domingo, 4 de outubro de 2009

"Verde" é sexy, diversão e arte



Eu adoro bota, de cano curto ou longo, não importa. Acho que é o tipo de coisa que consegue ser chique e sexy, clássico e descolado ao mesmo tempo.
De bota não tem erro, qualquer jeans e camiseta ganham cara nova.

Hoje choveu aqui no RJ e eu, que cheguei de uma viagem de 40 dias a trabalho sem direito a luxos na planta industrial (salto então é proibido por estatuto interno), saí para bater perna vestida com roupas "de moça", é claro.

As botas da foto são de couro sintético da Picadilly, estão firmes há mais de 1 ano. Super confortáveis, completamente forradas por dentro, salto alto e grosso, lindas...
Como todos os calçados dessa marca, são sustentáveis e corretíssimas, recomendadas pela SVB inclusive. À venda em qualquer sapataria, até as mais populares.
Gostei tanto do primeiro par em marrom que comprei, que voltei na loja na semana seguinte e levei um segundo em outra cor, preta. Valeu a pena.

A maioria das pessoas têm uma imagem "hiponga" da sustentabilidade, como se ser "verde" significasse ser chato, assexuado ou um obsoleto que parou na década de 60. Tudo bobagem, ser verde pode (e deve) ser sexy e muito cool. Assim como a comida orgânica e saudável tem que ser deliciosa e atraente para proporcionar prazer aos comensais, um estilo de vida mais simples deve igualmente priorizar tecnologia e design em detrimento do consumo convencional que é feito para massas, sem direito de escolha.
Exerça o seu, deixe de fazer parte da "massa" ou just another brick in the wall, e seja sexy, descolado e sim, verde.

"A gente não quer só comida.
a gente quer comida, diversão e arte.
A gente não quer só comida,
a gente quer saída para qualquer parte.
...
A gente não quer só comida,
a gente quer a vida como a vida quer.
...
a gente quer inteiro e não pela metade."


E um site imperdível: green is sexy


Mais informação:
Cosméticos orgânicos, biodegradáveis e não testados em animais
Artigos de couro vegetal em lojas convencionais
Vinhos biodinâmicos


Versão 2012 em cano longo: "Verde" é muito sexy