quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Boa ação de Natal: Cartões de Natal da Anistia pela liberdade de expressão



A Anistia Internacional todos os anos estimula as pessoas a enviarem mensagens de Natal em solidariedade aos presos de consciência.
Não são criminosos comuns, são pessoas - como eu e você - que discordaram e, por viverem em regimes não-democráticos, são mantidas encarceradas.

Escreva uma mensagem de esperança para essas pessoas, muitas vezes abandonadas pela própria família, que não contam com os recursos legais para defender-se e estão à margem de qualquer direito civil.

Escreva, até 31 de janeiro de 2010, para quantas pessoas puder, lembrando que uma simples mensagem personalizada poderá levar felicidade a um prisioneiro numa cela ou a uma família que espera por seu ente querido.

Veja as orientações gerais (abaixo) e siga as instruções que constam em cada caso: lembre que elas são importantes para garantir o bem-estar e a segurança das pessoas que receberão as mensagens:
- Não mencione a Amnesty International na mensagem, a menos que especificado o contrario;
- Não inclua comentários políticos.
- Como regra, não envie mensagens com cunho religioso. Nos casos especificados em que cartões religiosos podem ser enviados, evite se referir à religião na mensagem pessoal. Por exemplo: ao invés de escrever “estamos rezando por você”, escreva “estamos pensando em você” - siga a orientação de cada caso.
- Coloque seu nome e endereço completos, incluindo o país, no cartão exceto se especificado o contrário.
- Escreve sua carta em português. Somente escreve na língua do recipiente se você tiver certeza que a mensagem está correta.
- Os cartões poderão ser enviados até 31 de janeiro de 2010.
- Caso receba resposta, por favor, envie uma cópia para a RAU-Brasil ou encaminhe para Caixa Postal 2516 - Santos – SP CEP 11021-970


A quem escrever:
Povos Indígenas do Paraguai
Comunidade San José na Colombia
Mulheres do Zimbábue
11 estudantes de Marrakesh
Campanha anti-aborto e esterilização forçada na China
Assentamento Deep Sea no Quênia
Estudantes da Geração de 88 em Myanmar
Jornal censurado no Azerbaijão
Movimento Pró-democracia na Síria


Em tempo, se um Estado não possibilita Liberdade de Expressão, pode ser considerado democrático?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Embalagem Long Neck




Mais um crime ambiental praticado pela indústria de bebidas, além da hidropirataria, o resíduo.

A poluição causada pelas embalagens long neck e a lei 333/09

As embalagens de cerveja tipo long neck ou one way, são consideradas hoje, um dos mais problemáticos resíduos gerados no mundo, pois após o consumo da bebida, são simplesmente descartadas, ou seja, o material é tratado como lixo, ocupando espaço do destino final.

A embalagem do tipo “long neck” ou “one way” (somente uma via) é fabricada para atender aos interesses das indústrias vidreiras e as indústrias envasadoras de bebidas, visando a competitividade entre as embalagens, especificamente entre o alumínio e o vidro sem pensar nas conseqüências da poluição causada ao meio ambiente, comprometendo a qualidade de vida e a segurança de todos.

Para deixar este tipo de embalagem competitiva junto ao alumínio, a indústria vidreira retirou alguns componentes químicos que davam certo peso à embalagem, ficando comprometida a sua resistência, não permitindo o retorno para um segundo envase, ou seja, ela só vai ao consumidor não retornando para ser reutilizada, passando a ser um problema ambiental, já que é descartada no lixo.

Para constatar o problema ambiental que é gerado por este tipo de garrafa, basta ir a um local onde existiu uma festa que as garrafas estarão por todo local. Como facilmente as quebramos, os cacos de vidro podem se tornar uma arma em caso de briga entre os jovens que as consomem largamente.

Se existisse o interesse da indústria em reciclar estas garrafas, ela poderia voltar para a cadeia produtiva, mas as indústrias, principalmente as cervejeiras, desde a introdução dessa embalagem no Brasil em 1993, sequer propuseram ações e incentivos visando a logística reversa (retorno) dessas embalagens para que as mesmas voltassem à cadeia produtiva. Nunca respeitaram Lei Federal 6.938/81, que trata sobre a responsabilidade solidária com relação às embalagens de seus produtos pós-consumo ou mesmo a Lei 11445/2007.

As garras tipo long neck, geralmente utilizadas em embalagem de cerveja, com capacidade para 300 ml, representam cerca de 50% do volume total de bebidas comercializadas em postos de gasolina. As indústrias dizem que este volume não chega a 5% das vendas. Se o volume é insignificante como dizem, então por que não substituí-las? As latas de alumínio ficam com 26% e o restante são as garrafas retornáveis de 600ml.

O material utilizado na fabricação desse tipo de garrafa long neck, que leva cerca de 5.000 anos para sua decomposição, não permite a sua reutilização, ou seja, a embalagem não é retornável, e assim, após a utilização do produto, são jogadas no lixo e levadas aos lixões ou aterros sanitários, ocasionando poluição ambiental e ocupando espaço nesses depósitos que poderiam ser utilizados por materiais orgânicos de rápida decomposição.

Vale salientar que tal medida, ao ser colocada em prática, vai reduzir significativamente a agressão ao meio ambiente no território paranaense, e não deve prejudicar os fabricantes da bebida, pois outros materiais poderão ser utilizados no seu envase, como é o caso do vidro retornável que pode ser reutilizável e reciclável, ou alumínio, 100% reciclável. Vale lembrar que o vidro é 100% reciclável e pode ser infinitamente reaproveitado.

Outro fato que desmerece esse tipo de embalagem e mostra seu potencial anti meio ambiente é a rejeição por parte dos carrinheiros, cooperativas ou associações em coletar as mesmas, pois esta embalagem tem um valor insignificante, e que não compensa o esforço para carregá-las. Elas são vendidas como cacos de vidro e o valor pago pelo quilo no Brasil em julho de 2009 é de R$ 0,05.

O problema é transferido mais uma vez para os municípios que deverão de alguma forma solucionar mais uma vez essas questões sem o auxílio das indústrias responsáveis por esses passivos ambientais.

As indústrias ficam com o bônus e não dividem seus lucros.

Deixam o ônus totalmente para os municípios, que por muitas vezes assumem integralmente esses passivos e são processados por não apresentarem soluções ambientalmente corretas.

É preciso evitar que esse tipo de embalagem ou qualquer outra que não seja sustentável na sua logística reversa seja comercializada no Paraná e posteriormente, no Brasil e no mundo, protegendo assim o nosso meio ambiente.

A utilização de outras embalagens como de vidro e latas de alumínio, geram emprego e renda aos recicladores, através de cooperativas, assegurando fonte de receita complementar.

Quando você for beber cerveja, recuse long neck, dê preferência à garrafa de vidro retornável, ou, se for inevitável, use lata de alumínio, que tem mais de 95% de taxa de reciclagem no país.

Você pode fazer sua parte para aprovar a lei 333/09, que proíbe a long neck sem sair da frente do computador, ajude o planeta e as futuras gerações. Basta mandar a mensagem abaixo para todos os deputados estaduais do estado do Paraná, para incentivá-los a votar SIM na lei 333/09.

Use sua rede de contatos e solicite para que também ajudem a limpar o Paraná da poluição causada pelas long neck. Mesmo se você não residir no estado do Paraná, nos ajude, afinal, todos moramos no mesmo planeta.

Sugira aos seus deputados em seu estado e seu país para proporem a mesma lei, afinal, a poluição causada pelas long neck e one way é um problema mundial.

Todos juntos podemos mudar o futuro da humanidade neste planeta.


Mais informação:
Tetrapack não recicla
Como funciona um aterro sanitário

Baterias de silício

Bateria sem catodo para substituir a grande esperança nacional, a bateria nuclear

Utilizando oxigênio e silício, o segundo elemento químico mais abundante na crosta terrestre, cientistas criaram um novo conceito de bateria capaz de fornecer energia de forma ininterrupta por milhares de horas, sem necessidade de substituição.

A grande vantagem dessas baterias de ar-silício é que elas dispensam o catodo das baterias convencionais - o catodo é o oxigênio captado da atmosfera, e que flui para o interior da bateria através de uma membrana.

Isto torna estas novas baterias potencialmente mais baratas e mais leves, além de terem um prazo de validade virtualmente ilimitado, não perdendo a carga enquanto estão na prateleira do supermercado.

Bateria de ar-silício

Por usarem silício, um material estável e não-tóxico, além da leveza e da flexibilidade, estas baterias serão úteis para aplicações médicas, como a alimentação de aparelhos de audição e outras órteses e próteses. Sensores ambientais são também candidatos naturais.

A rigor, contudo, não existem limites técnicos para seu uso. "As baterias de ar-silício serão usadas em qualquer lugar e da mesma forma que as atuais," diz o professor Yair Ein-Eli, do Instituto de Tecnologia Technion, que acrescenta que um dos objetivos agora é torná-las recarregáveis.

Dentro de 10 anos, prevê o pesquisador, será possível construir "baterias para carros elétricos feitas de silício que se transformarão em areia durante o uso, que será reciclada em silício e transformado em bateria novamente."

Metal-ar

O conceito de baterias metal-ar não é novo, e já foram feitas várias tentativas para aumentar sua potência a fim de que elas possam alimentar veículos elétricos. A Toyota e a Panasonic anunciaram recentemente um esforço para aprimorar uma bateria de zinco-ar para uso em veículos.

Esta, contudo, é a primeira vez que se utiliza o silício, o material que está na base de toda a eletrônica. Como o material é mais abundante, isto poderá reduzir o custo das baterias. E, como ele é menos denso, poderá gerar baterias mais leves.

Mais informação: Bateria de silício dura até 8 vezes mais do que a convencional

Repelente natural de limão com cravo da Índia




Recebi o email abaixo e transcrevo na íntegra, o texto é bem humorado e vale a tentativa.
Não tenho problemas com mosquito em minha casa, mas deixo a dica, até para que seja testada.


"Esta receita de repelente de mosquitos conheço-a há vários anos e dá resultado. Experimentem porque está ao alcance de todos. Eu costumava usar principalmente nas mesas de cabeceira à noite e dura enquanto o limão estiver bom.
Cravos espetados em limão afastam os mosquitos
Um repelente eficiente e barato. Posso garantir que funciona mesmo. O limão, quem diria, tão apreciado nas caipirinhas, não tem o mesmo prestígio entre os mosquitos. Aliado ao cravo, ajuda-nos a combater o Aedes Aegypt.

Repelente de mosquitos
O cravo-da-índia, espalhado por superfícies, é muito utilizado para afastar formigas.
Contra mosquitos era novidade, até que experimentei e fiquei admirado com os resultados.
Faça como na foto. Enterre alguns cravos em meio limão. Faça isso com 3 ou 4 limões e espalhe pela casa.
Mais uma arma para afastar os mosquitos e se prevenir contra a dengue, malária e outras doenças transmitidas por mosquitos."


Mais informação:
Armadilha caseira para mosquito
Empresas de dedetização ecológica
Controle de pragas e inseticidas biodegradáveis
A casa sustentável é mais barata - parte 12 (faxina e controle de pragas)

Natal sustentável: rabanada




Se o panetone é herança da colônia italiana, a rabanada é portuguesa com certeza.
As receitas convencionais pedem pão próprio, só à venda nessa época do ano que tampouco se presta a sanduíches, o "pão de rabanada".

Mas pode ser feita igualmente com pão integral, desde que o pão não venha cortado em fatias finas - seja do tipo caseiro, que é vendido inteiro, para que você corte como quiser. No Russel, sempre há disponível e muita gente vende e entrega a domicílio pão 100% integral caseiro nos mais diversos formatos. A própria padaria mais próxima pode fazer sob encomenda.

A rabanada fica melhor ainda no dia seguinte, acompanhada de café logo pela manhã.

O segredo da rabanada tradicional é não molhar muito as fatias de pão e cortar as mesmas com 2 dedos, se forem mais finas, desmancham.
Apesar de frita, toda rabanada pode ser assada.


Rabanada portuguesa adaptada
pão integral caseiro
canela em pó e gengibre em pó
leite orgânico (com leite de coco é como fica melhor)
rapadura ralada (ou deixe o bloco de rapadura derreter no leite com 4hrs de antecedência)
raspas da casca de limão / laranja
ovos caipiras (para cada litro de leite, uma média de 4 ovos)
vinho do Porto orgânico
baunilha
Misture todos os ingredientes, do leite para baixo com um fouet (ou garfo).
Passe as fatias de pão nesse creme e doure ou grelhe. Não frite em imersão nem use óleo de soja. Eu faço as minhas na bifeteira de ferro com um fiozinho de azeite de oliva.
Polvilhe canela e gengibre em pó depois de fritas.


Rabanada de banana (vegana, sem ovos) adaptada
Rabanada vegana
8 fatias grossas de pão integral caseiro
4 a 6 bananas orgânicas
1 xíc. de leite de amêndoas ou leite de coco caseiro
1 col de café de essência de baunilha (opcional)
1 col de café de bicarbonato de sódio (opcional)
1 col de sopa de rapadura ralada (ou deixe o bloco de rapadura derreter no leite com 4hrs de antecedência)
Bata tudo no liquidificador, exceto o pão.
Passe as fatias de pão nesse creme, deixe por meia hr. e doure ou grelhe. Não frite em imersão nem use óleo de soja. Eu faço as minhas na bifeteira de ferro com um fiozinho de azeite de oliva.
Polvilhe canela, cardamomo e gengibre em pó depois de fritas.
Para uma rabanada amarelinha, junte 1 col de sopa de açafrão em pó ao creme de banana. Sua rabanada vai ficar dourada.

Para ver as fotos do passo a passo da rabanada de banana feita com açafrão na bifeteira de ferro, vá na postagem sobre os brunchs dos feriadões: "Breakfast in America".


Espero que sua festa seja ótima, ela tem um significado lindo, comemora o aniversário de um rei rebelde e banido pelo império vigente em sua época.
Um rei cujo nascimento pobre foi acompanhado pelos animais da região e que recebeu como primeira visita, 3 magos guiados por uma estrela em noite escura do deserto.

E não guarde as sobras em tupperware.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal sustentável: sobremesas




A maioria das pessoas guarda espaço na barriga para elas, há quem prefira pular a refeição principal para poder refestelar-se livremente nas sobremesas.
Doce é o sabor relacionado ao coração, de acordo com a medicina tradicional chinesa. Talvez por isso, nós chamemos os doces tradicionais de "comida de alma".

Todas as receitas abaixo dispensam açúcar e farinha refinados em seu modo de preparo.
Prazer sem culpa, a receita tradicional da sua família, que remete à infância, não precisa boicotar seu projeto de vida.


Panetone e Rabanada: ambos veganos e 100% integrais, orgânicos e sugar-free

Todos os bolos de chocolate, integrais e sugar-free, até Torta Floresta Negra, com caldas em cacau orgânico e recheados de geléias variadas: morango, cupuaçu, damasco, gengibre ou o chantilly de iogurte


Rocambole de Goiabada
Minha avó paterna fazia muito rocambole de goiabada cascão, eu adoro.
O rocambole pode ser todo adaptado para a massa da paqueca integral e adotar mil recheios-coberturas, como nutella caseira com morango picado, geléia de damasco ou o doce de leite de coco em rapadura
Basta assar a massa em tabuleiro, colocando pouca massa, “baixinho” para não crescer. Desenformar, rechear e enrolar como rocambole.


Nutella caseira, do livro Festa Vegetariana
1 xíc. de avelãs cruas sem casca
3\4 de xícara de água
2 colheres de sopa de cacau em pó
2 colheres de sopa de óleo de boa procedência, tente um huile de noix aromatizado com baunilha
1 col. de café de essência de baunilha
5 col. de sopa de rapadura ralada
1 col. de sopa de leite em pó (use leite de cabra ou orgânico) – se não consumir lactose, tente trocar por creme de arroz caseiro, mas não use leite de soja em suas receitas
Torre as avelãs na panela, mexendo com colher de pau.
Bata no liquificador sem as peles que ficaram pela panela, até virar pó.
Continue batendo até começar a ficar úmido, tem que ficar fino.
Adicione o cacau e bata até misturar. Coloque a rapadura, o óleo, leite em pó, baunilha e volte a bater.
Junte água aos poucos até formar uma pasta lisa. Guarde na geladeira em vidro vedado.


Ainda sobre o creme de arroz caseiro, invista nele se gostar de arroz doce e faça a sobremesa em muitas versões:
Creme de arroz ainda morno com rapadura ralada, castanhas, nozes, amêndoas variadas e moídas, cacau ralado - vai derreter o cacau e a rapadura Arrume em taças de martini e cubra com geléias e caldas de frutas variadas, deixe gelar e sirva, fica bonito e muito gostoso.


Poire Belle Heléne


Cheesecakes, incluindo uma versão crua


Mousse de maracujá com calda da fruta


Mousse de cupuaçu com geléia da fruta e crocante de castanha do Pará


Creme de ameixas secas e castanha de caju
Minha mãe fazia muito essa sobremesa com todos os enlatados e açúcares refinados, deixo uma versão adaptada:
Mousse
2 copos grandes de de leite fresco orgânico ou leite de coco/castanhas
1/2 copo de melado de cana
1 ovo caipira
1 col de sopa de agar agar dissolvida em 1/2 copo de água ou 1 col de sopa de araruta dissolvida em 1/4 de copo de água
Cozinhar tudo em fogo baixo, até virar um creme
Cobertura
claras já batidas em neve, use ovos caipira
melado de cana em fios
ameixas secas hidratadas por meia hr (o tempo de fazer a mousse) picadinhas
castanhas não salgadas de caju moídas
Bater tudo na batedeira.
Cobrir o creme com o suspiro, servir gelado em tacinhas.


Pavê de frutas com iogurte e castanha do Pará


Sorbets, frozen iogurte ou semifreddo


Salada de frutas com maracujá, acompanhada de creme de iogurte
Frutas: manga, goiaba, abacaxi, melão cataloupe, cereja fresca, morango, uva verde, figo, maçã verde, carambola, pêra, pêssego (deixe a maçã comum e a banana para o dia a dia)
Caldo: sumo de limão e polpa de maracujá freco (com os carocinhos), adoce com rapadura se quiser
Se a polpa do maracujá estiver muito grudada, coloque num prato e pique tudo com garfo e faca

Creme de iogurte: partes iguais de iogurte natural e creme de leite fresco, orgânicos, decorados com fios de melado. Tempere com canela e raspas da casca de limão e laranja, se gostar e cubra com o frozen iogurte de frutas frescas


Trufas de avelã
50 g de avelã sem casca
25 g de farinha de rosca de pão integral
3 colheres de sopa de rapadura
2 colheres de sopa de cacau em pó
2 colheres de sopa de creme de leite orgânico (ou de cabra, não use cremes de soja)
2 colheres de sopa de manteiga orgânica derretida
2 colheres de rum D.O.C.
50 g de chocolate meio amargo
Rale as avelãs ou triture-as no liquidificador. Misture-as com farelo de bolo, rapadura e cacau em pó. Acrescente o creme de leite, a manteiga e o rum e misture até formar uma pasta. Molde a massa em forma de bolas e refrigere por 30 minutos, até firmarem.
Derreta o chocolate em banho-maria e despeje um pouco sobre cada trufa. Deixe na geladeira por cerca de 15 minutos, até firmarem.


Para as crianças pequenas: pudim de leite não condensado ou ambrosia caseira e o singelo pudim de coco de D. Cora Coralina





Sobremesas com açúcar natural da fruta:

Delícia Turca
2 maçãs em cubos
50gr de ameixas pretas
100gr de uvas sem sementes
50ml de suco de laranja + raspas casca
1 xíc. vinho branco seco orgânico
25gr de nozes
Cozinhar tudo em fogo baixo, pode trocar a ameixa por damasco ou tâmara e cobrir com mais nozes


Frutas assadas, combinam até com os pratos principais. Para a data, maçãs, abacaxis e pêras assados e recheados de frutas secas, combinam muito.


Torta crua de tâmaras e castanhas do Pará, da Karin, enfeitada com cerejas frescas e folhas de hortelã


Torta crua de damasco e cacau, do livro Festa Vegetariana
1 xícara de nozes hidratadas por 6hrs
1 xícara de castanhas de caju cruas (não torradas) hidratadas por 6 hrs
1 xícara de damasco seco picado
1 abacate maduro
2 colheres de sopa de cacau em pó
2 colheres de sopa de melado
Passe no processador as nozes, castanhas e o damasco. Molde a base da torta com essa massa. Bata o abacate com o cacau e o melado até formar um creme homogêneo. Despeje esse creme na massa da torta. Enfeite com morangos e carambolas cortadas em estrela e leve a geladeira.


O bolos de Natal da Nigella Lawson, adaptados para farinha integral e açúcares não refinados:


Chocolate Fruitcake


Clementine cake
4 a 5 clementinas (+ou- 375g totais)
6 ovos caipiras
250g rapadura ralada
250g amêndoas moídas
1 colher de chá (cheia) de fermento biológico
Coloque as clementinas numa panela com água fria, espere levantar fervura e cozinhe por 2 hs. Escorra e, depois de mornas, corte-as pela metade e remova as sementes. Jogue tudo no processador e dê uma batida rápida. Vá pondo os outros ingredientes e bata até homogeneizar.
Pré-aqueça o forno em 190°C (alto). Unte e enfarinhe com farinha integral uma forma redonda de 21cm.
Asse por 1h, até que você enfie um palitinho na massa e esse saia limpo. Talvez seja necessário cobrir com papel manteiga (ou similar) depois de 40min, para evitar que queime por cima. Deixe esfriar na forma e só depois desenforme.
OBS.: A "clementine" é praticamente uma tangerina, mas não tem sementes (no máximo 1 ou 2 por fruta! Se não encontrarem as "clementines", vale bergamota (tangerina, mexerica) ou laranja.
A amêndoa tem que ser super moída, quase uma farinha grossa! Se ela ficar em pedacinhos não absorve os líquidos e o bolo mela.
Outra maneira de fazer:
4 tangerinas (murgote) / 6 ovos caipiras / 250g rapadura ralada / 250 gramas de farinha de amêndoas / 1 colher (chá) de fermento biológico
Preparo: Coloque as tangerinas em uma panela com água fria, espere levantar fervura e cozinhe-as por 2 horas. Escorra-as e, depois de mornas, corte-as pela metade e remova todas as sementes. Coloque no processador (as cascas inclusive) e bata até formar um purê. Acrescente os ovos, o açúcar a farinha de amêndoas e o fermento e bata novamente. Leve para assar em uma forma de 24cm. untada com manteiga (forno a 180°C) por aproximadamente 1 hora, ou até que se espetando um palito ele saia limpo. Deixe esfriar e desenforme.


Bolo Abelhinha
Massa:
2 ovos caipiras
1 colher de sopa de cacau em pó
1 xícara de farinha de trigo integral
1 1/2 de xícara de rapadura ralada
225 gr de manteiga orgânica molinha
125 ml de mel-melado
1 colher de chá de bicarbonato
115 gr de chocolate meio amargo derretido
Bata todos os ingredientes no processador e aos poucos despeje 1 xícara de água quente.
Forma com diâmetro 22 - Forno pré aquecido 180º
A Nigella recomenda depois de uma hora assando tampar com papel alumínio (para não ressecar em cima).
Como é uma massa líquida, demora aproximadamente. 1:30 h. Mas ficar de olho.
Cobertura:
Ferver 1/4 de xícara de água. Despeje 1/2 xícara de mel. Apague o fogo e misture 175 gr de chocolate amargo picado. Espere derreter e misture.
Decore com amêndoas em lascas
Dica da Nigella: Desenforme o bolo em cima de quatro tiras de papel. Assim quando jogar a cobertura não escorre no prato. Depois é só tirar.


Comprando castanhas e frutas secas, dê preferência às orgânicas, não são pulverizadas com inseticida.
Farinha de trigo integral, café e cacau também já existem em versões orgânicas


As fotos são do site da Nigella

Natal sustentável: Ceia




São o "piece de resistance", as saladas acompanham e continuam à mesa, mas os pratos abaixo são os de forno e fogão - os que dão trabalho e justificam a visita.
Permitem inúmeras combinações entre si, podem ser feitos de formas distintas e valem para o ano todo.
Todos os ingredientes, dos legumes orgânicos aos temperos a granel, podem ser comprados em feiras e empórios a quilo, mais em conta e dispensando embalagens.


Frutas assadas, para quem gosta de misturar doce com salgado. Para a data: maçãs, abacaxis e pêras recheados de frutas secas como ameixas, tâmaras, figos e damascos, combinam muito.


Assado de nozes, Centro Vegetariano Português
Ingredientes:
4 cebolas médias
5 tomates
2 cenouras médias raladas
3 fatias de pão integral esfareladas
meia chávena de caldo de legumes
100g amêndoas moídas
100g castanhas de caju moídas
Preparação:
Num tacho, refoga as cebolas durante 5 minutos. Junta os tomates, a cenoura ralada, o pão esfarelado e o caldo de legumes. Deixa cozinhar cerca de 15 minutos. Junta o caju e as amêndoas e coloca numa forma de ir ao forno (forma de bolo inglês). Assa a 200 graus centígrados durante meia hora.
Outra versão:
O mesmo refogado, muito temperado com cominho e shoyo, adicionar um mix de damasco picado, nozes e castanhas moídas bem finas. A massa é enriquecida com linhaça e farinha de rosca crua a partir de pão integral amanhecido, temperada com cravo, canela, pimenta do reino e noz moscada. O recheio não leva apenas cenoura crua ralada, mas folhas de espinafre também.
Acompanha um molho madeira feito com champignons refogados no azeite com sal, pimenta do reino, orégano, e cheiro verde, um copo de vinho branco ou champagne orgânicos já misturados com uma colher de araruta, é servido em molheira a parte.
Acompanha bem farofa, todos os tipos de arroz, pirão de alho poró, tomate recheado, cuscuz e todas as saladas


“Bacalhoada” de forno
É das coisas mais fáceis e todos os ingredientes podem ser encontrados orgânicos no supermercado.
Basta arrumar no pirex: muitas rodelas de batata, tomate e cebola, grão de bico al dente, pimentão vermelho em fatias, azeitonas pretas inteiras (quanto maior a azeitona, melhor), ovos cozidos cortados em gomos grossos. Regar tudo com muito azeite, sálvia, tomilho, sal e pimenta calabreza desidratados, ramos de alecrim fresco inteiros, uma cabeça de alho inteira no meio e cobrir com papel laminado. Assa em menos de meia hr e o cheiro invade a casa toda.
Acompanha bem farofa, arroz de açafrão, pirão de alho poró, cuscuz, quiche e todas as saladas

Outra versão: Batatalhau de forno com iogurte e pimenta rosa


Bobó de tempeh ou seitan - bobó normalmente é feito com aipim, mas também pode ser feito com batata baroa, fica melhor inclusive. O refogado tem que ser muito caprichado, um pouco pegado na pimenta, se ainda tiver coentro em pó e um azeite de urucum, é o ideal.
Acompanha bem o arroz de açafrão, farofa, cuscuz, quiche e todas as saladas


Palmito-shiitake na moranga – a dica é usar polpa de tomate caseira, shoyo e cominho no refogado que deve ter muito alho e cebola, ser bem temperado e pode ficar interessante se refogado no azeite de dendê.
Acompanha bem o arroz de açafrão, farofa, cuscuz, quiche e todas as saladas


Moqueca de banana da terra verde no leite de coco e dendê – um diferencial é juntar algas marinhas picadinhas à moqueca, dá gosto de “mar” e o refogado tem que ser bem forte, um pouco pegado na pimenta, com azeite de urucum para "pegar cor". Depois de pronto, cubra com muita salsa e coentro frescos picados. O azeite de dendê só entra no final, para não deixar "ranço".
Acompanha bem o arroz de açafrão, farofa, cuscuz, quiche e todas as saladas


Kibe de forno recheado de cenoura crua ralada, azeitona e abóbora - coberto com a tradicional saladinha de tomate, cebola e cheiro verde
Acompanha o arroz de lentilha, todas as saladas, tomate recheado, cuscuz e a polenta


Quiche na massa de tomate seco
A massa é o diferencial desse quiche.
Eu bato no liquificador tomate seco com azeite.
Para cada parte dessa pasta, junto 2 de farinha de trigo integral e um pouco de sal
Asso em forma de torta e recheio com o que quiser.
A massa fica vermelha, com pedacinhos do tomate seco. Muito marcante.
Existem muitas receitas de quiche, as mais tradicionais levam creme de leite, ovos, queijo ralado e fermento, adicionando então o recheio escolhido (espinafre, cebola, alho poró, presunto, bacon, etc)
Caso você siga por essas receitas, use ovos caipiras, creme de leite fresco e orgânico. Fuja dos enlatados e da margarina. Troque o queijo ralado barato por um bom queijo certificado em menos quantidade, o de cabra deixa um sabor definido, a muzzarela de búfala por sua vez combina com tudo. Experimente substituir o bacon-presunto por alho poró, espinafre, cogumelos variados refogados no alho, azeitonas, cebolas refogadas em pouco shoyo, etc...
A receita do souflée de milho verde com queijo de cabra rende uma base boa para qualquer quiche.
Sugestões, todas podem levar queijo também, desde que pouco e de boa procedência:
Creme de milho + azeitona preta + folhas de espinafre + alho poro por cima
Creme de espinafre + aspargos em conserva + cebola em rodelas no shoyo + abóbora crua em lascas por cima
Creme de abóbora + azeitona verde + tomate picado + shiimeji por cima
Acompanha todas as saladas, o pirão, a polenta, o tomate recheado e as comidas em creme.


Polenta com mix de cogumelos ao azeite aromático de tomilho
Faça uma polenta como manda a embalagem, capriche na manteiga orgânica (ou azeite aromatizado) e na noz moscada.
Refogue cogumelos variados (frescos e hidratados) com alho, shoyo, cominho, manjerona, manjericão e orégano secos e pimenta calabreza. Faça um molho madeira com água, vinho e araruta, junte aos cogumelos. Corrija o sal
Arrume a polenta quente numa travessa, cubra com o molho madeira de cogumelos e regue tudo com o azeite de tomilho
Se sobrar, rende polenta frita nos dias seguintes


Pirão de alho poró
3 alhos-porós (500 g)
1/3 de xícara de manteiga orgânica
1\4 de xícara de farinha de mandioca crua -a torrada é para farofa, não serve (ou farinha de milho-aveia finas)
2 xícaras de leite orgânico (ou leite caseiro de coco ou castanhas)
Sal, noz moscada e sálvia a gosto.
Lave bem o alho-poró e corte a parte verde e a parte branca em pedaços. Numa panela, derreta a manteiga, junte o alho-poró e refogue em fogo baixo por 15 minutos até que fique macio, com a panela tampada. Passe pelo processador até ficar bem picado. Volte o purê para a panela, acrescente a farinha e cozinhe mexendo sempre por 5 minutos. Adicione o leite aos poucos, raspando o fundo da panela. Cozinhe até engrossar e soltar do fundo e tempere.


Batatas rústicas com alecrim


Tomate recheado
Arrume os tomates limpos em pirex, recheie com o que quiser.
Pode ser recheado de arroz integral (ou quinoa) com azeitonas, nozes, castanhas e gergelim negro, creme de milho-espinafre, refogado de pão integral dormido com palmito e cebola, farofa simples, legumes salteados com cogumelos frescos, refogado de shiitake com alho poró e chapéu de padre, etc...
Asse com o topo do tomate servindo de “tampinha”.
Substitua os tomates por mini-abóboras, mini-beringelas ou mesmo fruta-pão


Risoto integral em açafrão com lâminas de amêndoas e gergelim negro ou o refogado de shiitake com alho poró e chapéu de padre


Arroz integral de lentilha com cebola empanada em farinha integral (fica ainda melhor, mais crocante)


Farofalho, com azeitonas, frutas secas, castanhas, coco, cenoura ralados...
Faça a farofa com 2 tipos de farinha, mandioca e aveia em flocos finos (ou germen de trigo), partes iguais. Não faça farofa de biscoito cream cracker moído, não vale a pena.
Refogue muito alho na manteiga orgânica, ou no azeite de alecrim (ou dendê), junte tudo que quiser, até figo seco picado e nozes moídas.
Capriche no sal e pimenta do reino moída na hr, junte mais manteiga-azeite, tem que ficar bem molhado.
Finalize com muito cheiro verde picadinho, coentro se gostar.
Cubra com muitas rodelas finas de cebola refogada no shoyo.
Decore com pimentas malaguetas inteiras, cruas, não interferem no sabor.
E farofa boa, tem que ser feita na hr.


Cuscuz de semolina ou milho
A receita tradicional marroquina leva carne de carneiro em cuscuz de semolina, mas cuscuz pode ser feito com tudo, legumes, azeitonas, frutas secas e até grão de bico al dente.
Tempere com sal, pimenta síria e algum tempero de sua preferência (como curry) antes de hidratar.
As versões brasileiras são em milho, combinam com os legumes e temperos da nossa terra, pedem alho, cebola e pimentão vermelho, ficam interessantes se feitos com nossos feijões secos al dente (sem caldo, como de corda e fradinho). O cuscuz à paulista é feito com ovos cozidos em rodelas, tomate e petit pois.
Regue tudo com azeite aromatizado de tomilho ou sálvia.

Natal sustentável: saladas de festa



Todos os ingredientes não-frescos das saladas abaixo podem ser comprados a granel.
Priorize os orgânicos, especialmente as folhas e atente que até castanhas e frutas secas de comércio convencional, são previamente pulverizadas com inseticida.

As saladas muitas vezes são metade da refeição, o prato principal é quem acompanha.
Molhos criativos como chutneys, azeites aromáticos de tomilho e sálvia com limão siciliano, iogurte batido com azeite e hortelã, mostarda l´ancienne com melado ou mesmo a polpa do maracujá engrossada com araruta e vinho branco (como um molho madeira), rendem um sabor sofisticado. Pestos, de tudo (até tomate seco e azeitona), são a opção mais rentável, já que o sabor forte exige parcimônia no uso, duram meses na geladeira e geralmente todo mundo gosta.

No post anterior, as entradinhas e beliscos,, há mais dicas de saladas, incluindo raitas, e na Ceia de Natal, há a minha salada favorita, de batata com grão de bico em conserva avinagrada de tomate com cebola (dica de minha amiga Luciane).

Para quem não gosta de comida crua e prefere legumes cozidos, uma idéia muito interessante é grelhar legumes finamente fatiados, arrumar em travessa, regar com muito azeite, um bom molho caseiro e cobrir com ervas aromáticas frescas picadas, passas e castanhas. Os legumes que melhor se prestam são: cebola, pimentão, tomate, beringela, abobrinha, rabanetes, cenoura, couve flor, brocolis e cogumelos de todos os tipos. E batatinhas calabreza também são sempre uma opção simpática.


Saladas tradicionais:

Salada Waldorf
Maionese caseira em pouca quantidade, maçãs ácidas em cubos, aipos em rodelas finas e nozes picadas. Corrija o sal e junte curry, se gostar
Caso não consuma ovos, use maionese de inhame ou cenoura, igualmente linkadas.


Fusilli ao pesto com tomate cereja
Massa tipo parafuso 100% integral cozida al dente.
Molho pesto: folhas de manjericão batidas no liquidificador com azeite e nozes (ou castanhas, até do Pará).
Não use os talos do manjericão, é muito fibroso. Leia melhor sobre ele no link.
O molho deve ser jogado em cima da massa enquanto está quente.
Eu gosto de pingar o sumo de 1/4 de limão para que o molho não fique marrom.
Espere esfriar, junte mais folhas de manjericão inteiras, nozes moídas e azeite. Acrescente tomate cereja em gomos e queijo minas, de cabra ou tofu em cubos.
Corrija o sal, pode ficar melhor com sal grosso - como quase toda salada
A receita original é com pinhole e também leva parmegiano, mas o parmegiano batido não fica tão bom quanto em lâminas por cima da salada depois de pronta.
O fusilli pode ser substituído por farfalle, penne, ou conchiglionne.
Molho pesto é muito versátil, pode ser feito até com amendoim e hortelã fresca no lugar do manjericão.


Salada Grega
Rápida e fácil: tomates, pepinos, cebola e queijo feta (de cabra) em cubos. Azeitonas pretas inteiras (quanto maiores, melhor), muito azeite de oliva, sal grosso, ervas finas e salsa picada. Para ser servida em prato fundo, tem que "nadar" no azeite.


Gazpacho Andaluz, uma salada líquida


A salada de batata do Bar Luiz, patrimônio carioca


Conserva de “batatalhau” – Luciane Lopes
A primeira vez em que comi essa conserva foi num Natal, na casa da Lu, fiquei viciada e fazia todo mês, até porque todos os ingredientes são facilmente encontráveis nas versões orgânicas em qualquer supermercado. Dura 2 semanas na geladeira e rende muito, 3 travessas.
A receita original levava bacalhau desfiado, mas eu sempre fiz sem e nunca senti a menor falta, porque o bom nela é mesmo o gosto de picles.
500 g de grão de bico;
1kg de tomate orgânico
1kg de cebola orgânica
1kg de batata orgânica (prefira a baroa, ou mandioquinha)
1 lata de 500ml de azeite (com extra-virgem fica mais gostoso)
1 vidro de vinagre branco (maçã  ou limão são ideais);
Azeitona, cheiro verde e ovos orgânicos a gosto.
1. Deixar o grão de bico de molho de uma noite para o outro dia;
2. Cozinhar o grão de bico por aproximadamente 30 minutos em panela aberta: deixar ao dente;
3. Juntar à panela do grão de bico ainda fervendo, a batata cortada em rodelas grossas. Tapar a panela, vai cozinhar no vapor.
Preparando o molho (Por último)
1. Fatiar a cebola em rodelas grossas, de 1 dedo de espessura;
2. Cortar os tomates em gomos, cortar em pé em 4 pedaços removendo os caroços;
3. Cozinhar os tomates e cebola com o azeite e vinagre até o tomate começar a desmanchar.
Arrumando a salada:
1. Botar as batatas no fundo da tigela, depois o grão de bico e azeitonas.
2. Jogar o molho fervendo sobre a salada.
3. Após esfriar, vai a geladeira.
Pode colocar ovos caipira cozidos cortados em rodelas por cima, salpicar cheiro verde ou mesmo deixar as azeitonas para colocar apenas por cima.
Segredo: não cozinhar demais o grão e as batatas.
No dia seguinte fica ainda mais gostosa, é para ser feita de véspera e as sobras são um senhor recheio para sanduíches




As saladas natalinas do Restaurante Moinho de Pedra:

Salada de Arroz Selvagem com avelãs
1 e 1/2 xícara de arroz selvagem
3 xícaras de água para deixar de molho
4 xícaras de água
1 colher de chá de sal Marinho
1 xícara de avelãs
2/3 de xícara de passas
1 xícara de água
1 xícara de suco de laranja
Vinagrete Cítrico
2 bulbos pequenos de erva-doce
2 maçãs pequenas ou 1 grande.
Procedimento
Deixar de molho por 1/2 hora. Levar para cozinhar por 30-35 minutos.
Toste as avelãs no forno 350 graus. Remova a pele e pique grosseiramente.
Escalde as passas e deixe secá-las e cubra com o suco de laranja deixando de molho. Prepare o vinagrete.
Adicione as passas e a erva doce ao arroz morno e misture ao vinagrete cítrico.
Um pouco antes de servir pique as maçãs e adicione com as avelãs ao arroz.


Lentilha Libanesa com pêra e banana ao curry
250g de lentilha libanesa
1 pêra
1 bananas nanica
1 colher de sopa rasa de curry
1 colher de chá de sal marinho
Caldo de legumes o suficiente para o cozimento
cebolinha
Salsinha
Coentro opcional
1 colher de chá de semente de mostarda tostada
Procedimento
Levar a lentilha para cozinhar com o caldo e o curry e sal.
Depois que a lentilha estiver cozida e ao dente, acrescentar a pêra e a banana, as ervas e as sementes de mostarda.
Regar com azeite e se quiser coentros e semente de mostarda.


Salada de Rabanetes, Castanhas tostadas e Aspargos
6 rabanetes
6 aspargos
12 laranjinhas kinkans
1/2 xícara de castanha de cajú tostada
12 tomatinhos cereja
Molho
100ml de azeite de oliva extra-virgem
25ml de vinagre champagne ou de maçã
1 colher de sopa de melado
1 pitada de sal
Ciboulette
Manjericão
Procedimento
Laminar os rabanetes. Picar com a faca os aspargos e as laranjinhas.
Misturar os ingredientes do molho com um batedor até que fique emulsificado.
Misture tudo e sirva com ervas.


Salada de aspargos, ervilha torta, mini laranja e castanha de cajú
8 ervilhas-torta
8 aspargos
8 laranjinhas kinkan
2 colheres de sopa de castanha de caju
Molho
200 ml de azeite extra-virgem
Suco de 2 à 3 limões cravo
1 colher de chá de melado
1 pitada generosa de sal marinho
Ervas frescas
Procedimento
Misture os ingredientes do molho e emulsifique.
Fatiar em diagonal as ervilhas e aspargos e as laranjinhas em lâminas retas, retirando as sementes. Misturar todos os ingredientes ao molho e as castanhas de caju no final.


Salada verde com laranjinhas, brócoli, ervilha torta e castanhas
Mix de folhas (fuja do trio alface-rúcula e agrião, dê uma chance ao radichio, azedinha, carvalho roxo, almeirão e tantas mais)
Laranja kinkan
Laranja Lima em gomos
1 xícara de brócoli em fluoretes
1 xícara de ervilha torta em diagonal
Molho
1 xícara de azeite de oliva extra-virgem
1\2 xícara de suco de laranja
Sal
Melado
1\4 de xícara de Vinagre Champagne
Ciboulette picada
Pimenta rosa moída
Para finalizar
Mix de sementes (gergelim natural, gergelim preto, linhaça)
Noz pecans inteiras
Procedimento
Misturar todos os ingredientes do molho com um batedor. Misturar o molho às laranjas e separar.
Dipor os ingredientes da salada em um prato grande e regar com o molho.
Finalizar dispondo sobre a salada temperada as castanhas e o mix de sementes e servir.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Natal Sustentável: beliscar antes da ceia

A Ceia é tarde, as pessoas chegam cedo por causa do trânsito e ficam comendo, comendo e comendo...
Acordam empanzinadas no dia seguinte e ainda voltam para "enterrar os ossos"!
Faz parte, é preciso bom humor e sabedoria.

Para iniciar os serviços de forma sustentável, ninguém precisa de um mundo de salgadinhos fritos e pacotes de biscoito.
A boa comida é feita com ingredientes frescos e de boa procedência, não tem nada a ver com uma pastinha industrializada embalada em pote plástico e há meses numa estante de supermercado.
A massa das coxinhas e risoles, vendidos a cento, são feitos com a mesma receita de cola caseira: farinha branca e água, fervidos até formar uma goma.

As boas dicas:
Nozes, castanhas e frutas secas - todos comprados a granel. Ficam lindos em pratos de vidro-cristal, você pode até fazer desenhos e mandalas.

Antipastis de beringela, abobrinha e pimentão vermelho, regados com azeites aromáticos, cheios de verdinhos secos para temperar - usando orégano, manjerona e manjericão secos, não há como errar. Ervas finas e de Provence também combinam.
Os de beringela também ficam bons com manjericão fresco, já os de abobrinha combinam com hortelã fresca.

Picles e conservas caseiras feitas com todos os legumes em vinagre de cidra. Os legumes tradicionais que se prestam a picles: azeitonas, cogumelos, ceboulettes, cenouras, tomates secos, alcachofras, tremoços e pepinos.



Gazpacho Andaluz, a salada líquida espanhola

Uma brusceta, ou até bruscetas de vários sabores. Um vidro de azeite extra-virgem aromatizado com sálvia, tomilho, alho ou alecrim do lado e cada um pega seu pedaço.
Receita básica de brusceta:
Tostar os 2 lados de um pão de raízes já cortado ao comprido (longitudinal).
Refogar tomates (beringelas, cogumelos variados, abobrinhas e cebolas) picados em azeite com um dente de alho por xícara.
Cobrir um dos lados do pão com esse refogado
Juntar azeitonas inteiras, tomate seco picadinho, orégano, manjerona seca, ervas finas e regar com azeite
Levar ao forno para assar.
Juntar muitas folhas de manjericão (ou rúcula) fresco na hora de servir.


Tempurá de Cambuquira recheada

Bolinho de tudo (melhor ainda no dia seguinte, com as sobras)

Kibe, falafel, abará e bolinho de arroz integral

Pastel de angú

Coxinha em massa de batata inglesa e pastel em massa de batata doce - ambos com farinha de mandioca

Pão de queijo caseiro, até com inhame e batata baroa sem queijo

Patês e pastinhas feitos em casa, pão integral para acompanhar, as pessoas vão fazer sanduichinhos com os picles e antipasti:

Pastas para noites de festa e chancliche com zattar caseiro

Guacamole

Chutneys de manga, abacaxi e mamão

Pestos caseiros de tudo, do tradicional em manjericão à deliciosa versão em azeitonas, conhecida como olivita na Itália e tapenade na França

Mostarda caseira acredoce, molho JHC e guava chup (o ketchup caseiro de goiabada)

Patês de amêndoas e o cream cheese de castanha de caju

Queijo de pinhão e açafrão

Patês de feijão, qualquer feijão rende uma pastinha, o mais tradicional é o de grão de bico, mas em feijão branco com manjericão também fica ótimo.
Receita básica:
1 xícara de grão de bico cozido al dente
1 colher de sopa de tahine
sumo de 1 limão galego
sal marinho, pimenta, azeite aromatizado
Bater tudo no liquidificador, juntar salsa picada na hora de servir.

Melitzanosalata, a salada grega de beringela e alho assados

Salmorejo madrileño, o pesto de tomates frescos

Manteiga de alho, é para ter sempre na geladeira, acompanha até macarrão quando não há molho.
Regue com muito azeite (aqui em casa, sempre há um vidro de azeite colorido com urucum, só para deixar a manteiga mais bonita).
Veja como fazer também em cogumelos, cebolas e beringela

Galatine - a mousse salgada de todos os sabores, gelatina salgada

Coalhada seca com azeite aromatizado, sal grosso e ervas finas


Para quem gosta de carne:
patê de fígado caseiro
mousse de salmão feita a partir de um único ingrediente: a cabeça do peixe
caviar doméstico e ceviche panamenho (também em versões vegetarianas)


Geléias para adulto : pimenta, gengibre, vinho quente, manga com pimenta rosa e capim limão e hortelã


Maionese caseira (em ovos, cenoura e inhame) e mostarda l´ancienne francesa

Massalas de todos os tipos

Uma salada verde feita de verduras pouco comuns, como azedinha, chicória frisée, rúcula e radichio. Não é noite para alface e agrião, a não ser que todos adorem.

Um queijo de boa qualidade, de cabra, bufála ou minas curado; orgânico e de boa procedência. Para complementar a salada verde, nunca como base.

Muitas frutas, frescas e secas, para quem gosta de montar sua salada-sanduíche com frutas e fazer um salpicão personalizado.

Uma salada com mais substância (nunca um salpicão de maionese), com feijões al dente, batatas (baroa é o ideal), como a salada de grão de bico com pimenta biquinho ou de trigo em grão com palmito de açaí. Se já tiver feito pastinha de grão de bico, faça a salada com feijão de corda, fradinho ou feijão branco, sempre dá certo. Para mais saladas de festa, com grãos, castanhas, frutas secas e tudo que você pode imaginar, vá na postagem Natal Sustentável: saladas de festa



Raitas, como na foto acima, são saladas de origem indiana excelentes e pouco comuns, as mais tradicionais são de tomate e pepino (crus e picadinhos), mas também existem raitas de abobrinha e beringela (crus e em cubos) ou mesmo batatas cozidas. O segredo desse salpicão indiano feito em iogurte é temperar sempre com cominho, mostarda e coentro em grãos, além de pimenta e gengibre. Algumas receitas levam coentro fresco picado, outras açafrão ou curry, algumas levam limão, mas todas podem ser adaptadas ao gosto pessoal de cada um. A raita fica muito bonita decorada com as especiarias em grãos, o iogurte "colorido" com curry ou açafrão e muitas rodelas de limão finíssimas formando pétalas ao redor da travessa.
Para ver como fazer seu iogurte, coalhada e kefir caseiro, vá na postagem Kefir e Iogurte.

O Panetone Integral, em várias versões, até salgada, como o querido Pão de raízes (minha versão favorita é em abóbora com azeitona e fubá de milho). Para adaptar, basta substituir a banana por abóbora cozida, esquecer do melado, dobrar o azeite e juntar acompanhamentos salgados, como: 1 col de sobremesa de sal marinho e meia de pimenta; orégano-manjerona-ervas finas, tomate seco-azeitonas, alho frito, salsa-cebolinha, picles... Com um bom pesto caseiro, fica divino e viciante!

Natal Sustentável: bebidas




O Flow, documentário premiado, trata de uma questão séria e sem visibilidade: a indústria de bebidas prontas desertifica as áreas onde se estabelece.

Mesmo as bebidas orgânicas, feitas a partir de frutos cultivados sem agrotóxicos, degradam o meio ambiente, pois para cada litro de bebida produzida, 5 litros de água são utilizados em seu processo industrial, que envolve limpeza, resfriamento e até envazamento.
A indústria de bebidas prontas, incluindo a cerveja, não repassa ao custo final de produção o uso indiscriminado dos mananciais de seu entorno.

Nesse Natal, dê uma chance aos lençóis freáticos de sua cidade e faça as bebidas em casa. Sua família e amigos sairão ganhando em todos os aspectos: saúde, sabor, sustentabilidade, garantia de procedência e até em criatividade.

Receitas para noites de festa e todos os dias:
Bebida Crioula das Antilhas

Caipirinha de limão galego orgânico com cachaça certificada - veja no Comida di Buteco outras dicas de caipirinha e como a Ypioca secou a lagoa de uma reserva indígena e perdeu a certificação orgânica

Batidas de frutas orgânicas com leite de coco, "batizadas" com cachaça orgânica comprada na Feira de Orgânicos

Vinhos orgânicos e sangrias de vinho-champagne orgânicos comprados nas mesmas Feiras, misturados a água com gás, de coco...

Um ponche muito simples pode ser feito com champagne e abacaxi picado orgânicos, água com gás e até aproveitando as cascas do abacaxi para fazer um suco que aumenta o volume desse ponche. Adoce tudo com melado, pingue um pouco de limão, fuja da água tônica industrial e, se encontrar, junte um pouco de um bom rum orgânico.

Lassi Indiano e Smoothies variados

Água de Coco

Chai Indiano, chá de amaranto, chás gelados com frutas e refresco de erva cidreira e hortelã frescos

Chá de Laranja, limão e tangerina gelados com gomos da própria fruta

Refresco de capim limão

Caipirinhas, limonadas lácteas ou com erva cidreira em limão galego

Gazpacho Andaluz, uma salada líquida

Qualquer suco de fruta batido com água com gás (ou de coco) mais um dedinho de gengibre, já rende uma bebida gostosa e leve, bonita de ser servida em jarra de vidro enfeitada com muitas frutas.
Eu gosto com melão ou melancia e faço assim:
1 pedaço da fruta
1 dedinho de gengibre
muita água (se possível de coco), é refresco - suco grosso tem muita frutose e entra direto no sangue por ser líquido.
Bater tudo e coar, nem precisa de açúcar  

Uva verde rende um bebida festiva e leve, que muita gente nunca provou, e que sim pode ser "calibrada" com alguma bebida alcóolica de cultivo orgânico.
Afinal, o Brasil é um país tropical e o Natal cai no verão.

Para as crianças: refrescos de gelatina e smoothies, docinhos, geladinhos e multicoloridos

E não esqueça de muitas jarras de águas aromatizadas, fazem o maior sucesso.

Sobre a cerveja... sim, as cervejarias estão acabando com os mananciais das regiões onde se instalam. Eu adoro cerveja, chope principalmente.
O problema sempre é o processo industrial, que massifica a produção.
A solução é recorrer às cervejas artesanais e caseiras, há muitas de qualidade superior. A Bélgica tem tradição, a Alemanha também, em especial as da região da Bavária, onde a cerveja, por ser feita de trigo, é considerada alimento - pão líquido - e pode ser consumida até em jejum, sem problemas com a polícia.
Cerveja já foi bebida medicinal, por ser fermentada e rica em nutrientes, mulheres que amamentavam deviam consumir logo pela manhã, a fim de aumentar a produção de leite. Foi o processo industrial e massificado que transformou uma tradição num produto cheio de produtos químicos e açúcar. Até hoje, os países europeus com tradição na bebida, são obrigados por leis medievais a seguir a fórmula à risca, para evitar que tais equívocos aconteçam.

Mais informação: o banimento das long neck , Hidropirataria em São Lourenço, Vinhos orgânicos e Ypioca seca lagoa de reserva indígena e perde a certificação orgânica


As principais Feiras de Orgânicos vendem cachaças, vinhos, champagnes e até cervejas oriundos de cultivo orgânico ou biodinâmicos. É o caso de procurar com antecedência.

Meu pai, quando fez 60 anos, ganhou de presente dessa blogueira modesta, uma garrafa de Limoncello italiano e certificado como orgânico. Uma delícia, sofisticado, 100% natural e nada careta.


A foto é de uma sangria para verão - "sangria summer nights" que pode ser feita sem os refrigerantes e açúcar, basta substituir por melado e água com gás.


Veja também a versão 2011: Eu bebo sim!


Mais informação:
As dicas para beber cachaça sem insalubridade 
Matando a sede na rua: hidropirataria e embalagens sustentáveis
Vinhos orgânicos e biodinâmicos
Cachaçaria certificada seca lagoa de reserva indígena

Natal Sustentável: Panetone Italiano, Xmas Fruit Cake e Bolo Português de maçã e amêndoas (caseiros, integrais e sem açúcar)




O Panetone Integral de Banana é fácil, delicioso e muito adaptável - permite mil variações.

Se você gosta do Panetone tradicional e industrializado, faça uma receita básica e use muita raspa das casca de uma laranja orgânica e frutas secas como damasco, passas, abacaxis, figos e até banana passa. O gostoso do Panetone do supermercado é gosto da essência de laranja e as frutas cristalizadas. A farinha branca-açúcar e conservantes, não te acrescentam nada. Fuja deles!

Eu gosto do meu com 1 copinho de leite de coco, muito bagaço residual do leite caseiro de castanha do Pará e ainda recheio com a geléia de damasco ou a goibada cascão, a cocada de abacaxi em pasta e o doce de leite de coco antes de assar, faço movimentos com o garfo, como que para "marmorizar" - como alguns panetones industrializados são trufados, eu adaptei a minha versão, e deu certo.
Outras versões boas, podem levar cacau em pó orgânico à massa ainda crua e, depois de assado, cobrir com a Nutella caseira, "marmorizado" com doce de leite de cocogeléias de damasco, morango, cupuaçu e até gengibre.
Você pode comprar tudo orgânico, a granel no empório, economizar muito e ainda dispensar as embalagens.
Na hora de assar, fuja dos tabuleiros de teflon-alumínio e siga a dica da Juliana, use papel manteiga, que ainda facilita o transporte e embalagem dele, assando em pirex.

Esse Panetone ainda pode ser um presente muito simpático e o fato de possibilitar tantas variações, permite que você presenteie as pessoas de acordo com o gosto delas. Veja como fazer versões salgadas ou mesmo em inhame, batata doce e abóbora na postagem Pão de raízes em inhame, batata doce e abóbora




O Fruit Cake adaptado de Nigella Lawason também é uma receita muito tradicional natalina, mais comum em países da Europa e, assim como o Panetone Integral, tampouco sola e permite centenas de variações, podendo ser feito com ou sem o cacau da receita original.

Chocolate fruitcake
Pré-aqueça o forno a 150˚C
Forre uma forma de bolo redonda, de fundo falso, com (aproximadamente) 20cm de diâmetro e 9 cm de profundidade, com papel manteiga dobrado, sendo que a borda fique o dobro da altura da forma.
Colocar numa panela, 250grs de passas escuras, 125grs de groselhas secas, 350grs de ameixas secas sem caroço, picadas, 1 colher de sobremesa de café instantâneo orgânico ou 100ml do café pronto , 175grs de manteiga orgânica sem sal, 1 colher de sopa de especiarias (cravo torrado e moído, gengibre, canela e noz moscada em pó), 200grs de rapadura ralada, 175ml de melado (ou maple syrup), 2 colheres de sopa de cacau em pó, raspas e suco de duas laranjas.
Ligar o fogo brando, derreter a manteiga e deixar no fogo, mexendo sempre por 10'.
Retire a panela do fogo e deixar em repouso durante 30 minutos.
Após 30 minutos, a mistura vai ter esfriado um pouco. Adicione 3 ovos batidos, 100grs de farinha de trigo integral (ou metade em farinha e metade em aveia), 75grs de amêndoas moídas, 1 colher de café de fermento biológico em pó e 1 colher de café de bicarbonato de sódio, misturar bem com uma colher de madeira ou espátula até os ingredientes tenham-se agregado.
Coloque em forno baixo por 2hrs, forma forrada com papel manteiga.
Depois de desenformado, decore com frutas vermelhas, estrelas de carambolas e folhas de hortelã.





A tradição de nosso antepassados portugueses, nos traz esse delicioso, simples e molhado bolo caseiro

Bolo Português de maçã e amêndoas (ou castanhas)
1 xíc. de farinha de trigo integal fino
1 1/2 xíc. de farinha de trigo integral grossa (prefira aveia em flocos, é mais leve e gostoso)
200ml de de leite de amêndoas com o bagaço residual
1 xíc. de melado de cana (ou maple syrup)
1 xíc. de amêndoas picadas
2 maçãs picadas em cubinhos
3 col. de chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de noz-moscada ralada, canela, gengibre e cravo em pó
Modo de fazer: misturar o melado e o leite de castanhas, mexer bem e então adicionar todos os outros ingredientes. Misturar bem até unir os ingredientes formando uma massa cremosa. Se necessario adicionar um pouquinho mais de trigo integral fino para dar a consistência ideal. Untar uma forma redonda com um bruraco no meio colocar a massa e assar em fogo médio por 25 a 30 minutos .
Tente enfeitar com lâminas de maçã e amêndoas antes de assar, cubra com mais amêndoas depois de assado.

COP-15 e o que ainda pode ser feito



A COP-15 foi frustrante, os líderes sequer permaneceram para a foto oficial.
Nós todos já vimos as imagens, lemos acerca e nos perguntamos "E agora?"

Nem tudo está perdido, as emissões de carbono precisam diminuir muito, as metas estabelecidas não são suficientes, mas um passo importante foi dado nessa direção: veículos verdes para transporte em larga escala.

A solução para o engarrafamento casa com a redução de emissões.


Leia mais:

São Paulo aceita compromisso mundial de investir em veículos elétricos
Fonte: InfoMoney

SÃO PAULO – O secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, aceitou, em Copenhagen, na Dinamarca, o compromisso em investir em veículos elétricos e se une a outras 39 cidades do mundo que integram a Rede C40 para Veículos Elétricos, projeto que visa substituir o combustível fóssil pela energia elétrica.

A assinatura ocorreu durante a COP-15, Conferência Mundial do Meio Ambiente, que se encerrou nesta sexta-feira (18). As 40 maiores cidades do mundo se comprometeram, por meio do documento, em criar uma frota dos chamados “veículos verdes”, todos movidos a eletricidade, e a implementação de postos de recarga.

Redução de emissões
Em junho deste ano, o prefeito Gilberto Kassab aprovou a Lei Municipal de Mudanças Climáticas, que estabelece como meta para 2012 a redução de 30% das emissões de gases de efeito estufa na cidade.

De acordo com dados da Prefeitura, a cidade de São Paulo reduziu, desde 2005, cerca de 20% das emissões. Além disso, segundo o órgão, outras iniciativas vêm sendo adotadas a fim de reduzir os níveis de emissões de poluentes.

Uma delas é a implantação de 34 quilômetros de monotrilhos, um tipo de metrô leve, que deve atender 1,5 milhão de passageiros.



A posição do Greenpeace sobre o texto final e as metas estabelecidas:

Greenpeace diz que Copenhague foi palco de um crime
Fonte: Agencia Estado

SÃO PAULO - O diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, lamentou que a cidade de Copenhague tenha se transformado em "palco de um crime", em referência ao fracasso da Conferência do Clima (COP-15), que chegou ao fim sem metas relevantes para conter os efeitos do aquecimento global. "A cidade de Copenhague foi palco de um crime, com os culpados correndo para o aeroporto perseguidos pela vergonha", disse o diretor, em nota oficial distribuída hoje à imprensa. "Presidentes e primeiros-ministros tiveram uma chance de uma em um milhão de mudar o mundo para sempre e impedir que o clima entre em colapso", acrescentou.

Ainda no documento, a entidade afirma que os líderes mundiais mostraram a sua "incapacidade" no encontro, "colocando os seus interesses particulares acima das necessidades da humanidade". "Os chefes de Estado reunidos em Copenhague falharam. Eles colocaram suas prioridades domésticas acima de um compromisso global", acusou. A entidade criticou ainda a criação do mecanismo de financiamento para combate ao aquecimento global e o compromisso de conter a elevação da temperatura global em 2ºC, medidas presentes em pacto firmado por apenas 30 dos quase 200 que participaram da COP-15.

"O acordo não é justo, ambicioso, nem legalmente vinculante. Os líderes falharam em evitar o caos climático. Este ano o mundo enfrentou uma série de crises e com certeza a maior delas é a crise de liderança", afirmou o diretor-executivo do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado. De acordo com a entidade, o ponto fraco do pacto está na ausência da determinação de uma meta ambiciosa de corte das emissões de gases-estufa. "Sem isso, qualquer esforço de adaptação é insuficiente", ressalta o Greenpeace.

A entidade defende também na nota que os países desenvolvidos, "os quais têm a maior responsabilidade pelo aquecimento global", devem cortar em até 40% (até 2020) as emissões de CO2 em relação ao volume emitido por cada um em 1990. A ONG destaca ainda que os países emergentes precisam adotar medidas urgentes, como a aceleração da taxa de crescimento de suas emissões. "É preciso zerar o desmatamento das florestas tropicais e criar um mecanismo que financie ações de adaptação e mitigação nos países pobres. Sem nada disso, o mundo sai da COP-15 deixando o presente e o futuro da humanidade em perigo", alerta.


A indignação do Greenpeace australiano, aqui.



Lixo cinza




Aproveito a blog novinho de uma amiga e deixo uma dica acerca de um item comum do polêmico lixo cinza, não orgânico e tampouco reciclável: fio dental

O que você faz com o seu?
Joga na privada e entope a tubulação?
Enterra na composteira e espera 200 anos?

Difícil, mas fio dental não recicla e palito de madeira acaba com as gengivas.

Vou pesquisar marcas biodegradáveis e tentar deixar como sugestão de consumo consciente.


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