quarta-feira, 7 de abril de 2010

Indústria atinge meta de 100% de reuso da água

Indústria química associada ao Ciesp atinge meta de 100% de reuso da água
Mogi das Cruzes - 24/03/2010
Agência Ciesp de Notícias



Empresa instalada em Mogi das Cruzes apresenta sistema que possibilita reaproveitamento total dos efluentes industriais e domésticos, com economia de 22% no consumo de água

Maior produtora de anidrido ftálico da América Latina, a Petrom – Petroquímica Mogi das Cruzes dá mais um importante passo dentro do seu Sistema de Gestão Ambiental, calcado nas diretrizes da ISO 14001, e se firma como uma das primeiras indústrias do Brasil a atingir o patamar de Efluente Zero, com 100% de reuso da água.

No setor químico, a empresa mogiana é a pioneira na tecnologia no território brasileiro entre as afiliadas à Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Resultado de um investimento de R$ 5 milhões, a novidade foi apresentada oficialmente na última segunda-feira (22), como parte das comemorações pelo Dia Mundial da Água.

Caminho sustentável
Desde meados da década de 70, a empresa – na época Hooker Chemical (Oxy) – conta com um sistema de tratamento de efluentes domésticos e industriais. Mas foi a partir do final dos anos 90, com o surgimento da Petrom e a disponibilidade de novas tecnologias, que a iniciativa ganhou destaque nas diretrizes da indústria.

O marco dessa mudança na política de sustentabilidade ambiental ocorreu em 1o de agosto de 2008, com o funcionamento da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), que tem um dos mais modernos sistemas em operação no mundo e é utilizada inclusive como modelo pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Tratamento de efluentes
A tecnologia empregada trata os efluentes através dos processos físico-químico e biológico e, por fim, por uma membrana de ultrafiltração que possibilita, desde dezembro de 2009, a reutilização 100% de todos os efluentes, o que significa que não existe mais nenhum descarte líquido na Petrom.

Provenientes do processo de produção de plastificantes, os efluentes industriais são tratados na ETE junto com os efluentes domésticos em processo contínuo que permite, ao final, a obtenção de uma água com qualidade igual ou melhor do que a captada para uso inicial, com reuso total na planta industrial.

Além dos parâmetros químicos analisados, a qualidade da água obtida no sistema de reuso pode ser constatada num aquário de peixes que recebe o “by pass” do efluente tratado direto da bomba de saída da ETE, que tem capacidade para tratar 240 metros cúbicos/dia.

“Os resultados obtidos pela Petrom no tratamento de seus efluentes demonstram que o setor industrial, de forma geral, pode obter melhorias significativas nos processos de sustentabilidade, contribuindo de forma ativa para a preservação do meio ambiente”, ressalta o diretor industrial da Petrom, Milton Sobrosa Cordeiro.

“Além de não descartamos mais nenhum efluente nos rios, a tecnologia empregada na ETE permite redução de 22% no consumo de água, o que favorece a preservação desse recurso natural”, avalia o executivo, que também é diretor do Ciesp Alto Tietê.

Mais novidades
Além do Efluente Zero – 100% de Reuso, a Petrom também apresentou o Centro de Desenvolvimento e Inovação (CDI), setor voltado para a pesquisa de novas tecnologias e produtos.

Com investimentos de meio milhão de reais, o departamento conta com laboratório e uma planta piloto, onde o uso dos produtos é testado em operação.

O CDI entrou em operação no final de 2008 e conta com um grupo de profissionais com formação acadêmica e tecnológica, que ao longo dos últimos 30 meses deu suporte para que a Petrom, agora, se firme também como centro de excelência e inovação industrial no segmento químico.

A indústria de Mogi das Cruzes figura como a maior fabricante na América Latina de anidrido ftálico, importante matéria prima na produção de plastificantes, tintas e resinas. A empresa ocupa uma área de 137 mil metros quadrados, conta com aproximadamente 200 colaboradores e atua também na produção de plastificantes ftálicos, ácido fumárico técnico e álcool isoamílico.

Como resultado deste investimento, a Petrom já depositou sua primeira patente em dezembro de 2009, que é um plastificante de origem natural.


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