domingo, 25 de abril de 2010

Ilha das Flores e Estamira



Quando as chuvas causaram a enchente, que provocou um desabamento, que por sua vez, fez comunidades inteiras virem abaixo no que era um morro (de lixo), o Morro do Bumba, a minha primeira reação foi prestar socorro na Cruz Vermelha, como postei em Tragédia, Sustentabilidade e Voluntariado.
Retirar a flecha antes de investigar de onde a mesma veio, como ensina o Zen.

Sempre tive vontade de escrever alguma coisa acerca, com calma, agora que os holofotes da imprensa apontam em outras direções e a população, que fornece a matéria prima dos lixões urbanos, já está praticamente esquecendo do assunto. Mas, como uma imagem vale mais do que mil palavras, que Ilha das Flores leve à essa reflexão do lixo que nós geramos todos os dias.

O curta Ilha das Flores, que deveria ser apresentado nas escolas de todo país, redes pública e particular.
Narrado pelo grande ator Paulo José, esse curta premiado mostra o ciclo do lixo produzido pelas residências de classe média e como populações inteiras vivem desses restos.

Da mesma forma que nós criamos o lixão do Morro do Bumba, além de inúmeros outros, nós também fizemos da Ilha das Flores, uma sucursal do inferno na Terra.







Documentário brasileiro vencedor de 25 prêmios internacionais, "Estamira" retrata o dia a dia de uma mulher de 63 anos, que sofre de distúrbio mentais e sobrevive às custas do que coleta em Jardim Gramacho - o maior aterro sanitário do Rio de Janeiro, que recebe diariamente 8.000 toneladas de lixo.

Mais sobre Jardim Gramacho e Marcos Prado, em Biocombustíveis obtidos a partir da cogeração de energia limpa e no Aterro Sanitário para redução de emissões de CO2








Outros filmes na mesma linha:
Levante sua voz
Lixo Extraordinário
A Ilha de lixo no Pacífico


Mais informação:
Como funciona um aterro sanitário
A Eco-ilha, ilha-lixão ou eco-barco
"Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível"
A praga da reciclagem artesanal: não é sustentável e é horrível
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
Você compra demais ou "De onde vem o lixo produzido no mundo?"

2 comentários:

Silvia - BH disse...

" Produzir lixo é inevitável."

Será mesmo? Procuro cuidar de tudo que consumo ,lavo descarto para reciclagem e lixo mesmo, lixo, é pouca coisa e neste lixo há ainda o que poderia evitar. O lixo é queimado, pois cuido de não acrescentar o que deixa resíduo como plástico. Portanto, fica a pergunta,é possível não produzir lixo?

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Nota Mil sua preocupação e cuidado em não gerar resíduo.
Cuidado com queima de lixo, principalmente orgânico. Há uma substância, dioxina, presente em todas as carnes e derivados, muito tóxica. Vc queima, não destrói a dioxina, ela vira fumaça, mistura-se ao vapor de água da atmosfera e, com a chuva, irriga toxicamente campos inteiros. Já houve casos registrados de rebanhos inteiros terem que ser abatidos por estarem contaminados, avicultura e rebanhos caprinos na Europa. No Basil, há a boa tradição de não se incinerar o lixo, estão lacrando os incineradores inclusive. Acho, e ratifico meu "acho", pq não posso afirmar, que só o lixo hospitalar ainda é incinerado.