quinta-feira, 15 de abril de 2010

Dois filmes sobre o McDonald´s: "Super Size Me" e "Uma jornada criminosa"



A menção ao Food Inc. me lembrou outro filme, Super Size Me, documentário vencedor em Sundance, que retrata o dia a dia de um cineasta independente comendo diariamente no McDonald´s.
O documentário é uma crítica feroz às cadeias de fast food em geral, não apenas ao McDonald´s, e ao estilo de vida norte-americano, conseguindo posteriormente com que as redes de comida pronta, passassem a oferecer saladas, frutas, água de coco e sucos após a pressão popular para mudança de cardápios.

Vale a pena assistir, até por denunciar a falta de opções alimentares e de práticas esportivas oferecidas à maioria das pessoas, a começar pelas crianças em fase escolar, além é claro de toda a publicidade em torno das grandes cadeias.

As melhores cenas do filme: crianças reconhecendo o palhaço Ronald McDonald mas não reconhecendo a imagem tradicional de Jesus Cristo, adolescentes em cantinas escolares se servindo de máquinas de salgadinhos e refrigerantes, a nutricionista apontando que em 1980 só existia um tamanho de saco de batatas fritas (hoje considerado infantil) e a adaptação que a indústria automobilística teve que fazer em seus automóveis para comportar copos de até 2lts de refrigerante.

Em tempo, toda bebida industrializada é crime ambiental de hidropirataria, caso ainda não tenha assistido ao Flow, assista.

Atente também que o primeiro sintoma que o cineasta percebe é a intoxicação por açúcar e que, pela própria tabela nutricional do restaurante visitado, até a sobremesa de frozen iogurte com granola é tão rica em açúcar quanto um sorvete com cobertura.


Abaixo, a descrição do filme, no Wikipedia:

Super Size Me é um documentário americano de 2004, escrito, produzido, dirigido e protagonizado por Morgan Spurlock, um cineasta independente americano.

No filme, Spurlock segue uma dieta de 30 dias (fevereiro de 2003) durante os quais sobrevive em sua totalidade com a alimentação e a compra de artigos exclusivamente do McDonald's. O filme documenta os efeitos que tem este estilo de vida na saúde física e psicológica, e explora a influência das indústrias da comida rápida.

Durante a gravação, Spurlock comia nos restaurantes McDonald's três vezes ao dia, chegando a consumir em média 5000 kcal (o equivalente de 9,26 Big Macs) por dia durante o experimento.

Antes do início deste experimento, Spurlock, comia uma dieta variada. Era saudavel e magro, e media 188 cm de altura com um peso de 84,1 kg. Depois de trinta dias, obteve um ganho de 11,1 kg, uns 13% de aumento da massa corporal deixando seu índice de massa corporal em 23,2 (dentro da faixa "saudável" 19-25) a 27 ("sobrepeso"). Também experimentou mudanças de humor, disfunção sexual, e dano ao fígado. Spurlock precisou quatorze meses para perder o peso que havia ganhado.

O fator que motivou Spurlock para fazer a investigação foi a crescente propagação da obesidade em todo os Estados Unidos, que o diretor do serviço público de saúde americano tinha declarado como "epidemia", e a correspondente demanda judicial contra o McDonald's em nome de duas meninas com sobrepeso, que alegaram que se converteram em obesas como resultado de comer alimentos do McDonald's. Spurlock disse que apesar do processo contra McDonald's ter falhado, grande parte da mesma crítica contra as companias de tabaco se aplica as franquias de comida rápida. Embora se podia argumentar que a comida rápida, ainda seja psicologicamente viciante,[1][2] não é tão viciante como nicotina.

O filme foca o Mc Donald's como um dos representantes da indústria alimentar americana, que criou tamanhos exagerados de porções e que, sempre que possível, induz ao consumo de mais e maiores porções, fazendo com que a população consuma muito além do necessário para uma alimentação saudável. No Brasil, têm-se como exemplo as pipocas da rede americana Cinemark, com porções muito maiores que as habituais no país.

O documentário foi nomeado para um Oscar na categoria de melhor documentário longa.
[editar] Experimentos

A medida que o filme começa, Spurlock está fisicamente acima da media, como é demostrado por três médicos (um cardiologista, um gastroenterologista, e um clínico geral), assim como uma nutricionista e um preparador físico. Ele é orientado pelos cinco para realizar a avaliação da sua saúde durante o mês de duração. Todos os profissionais da saúde predizem o "Mc Mess" terá efeitos indesejaveis sobre seu corpo, porém ninguém esperava nada demasiado drástico, citando que o corpo humano como "extremamente adaptável".

Spurlock começa o mês com um café da manhã perto de sua casa em Manhattan, onde há em média quatro McDonald's (e 66.950 habitantes) por milha quadrada (1,6 km ²). Também opta por viajar em taxis com maior frequência, já que pretende manter as distancias que caminha em linha com os 5000 passos (aproximadamente duas milhas) que por dia caminhava a média dos americanos. Spurlock têm várias regras que regem seus hábitos alimentares:

* Deve plenamente comer em McDonald's três comidas por dia
* Deverá escolher cada item no menu do McDonald's ao menos uma vez durante o transcurso dos 30 dias (fez em nove dias)
* Deve ingerir só os itens do menu. Isto inclui a água engarrafada.
* Deve escolher o tamanho "Super Size" de sua comida sempre que lhe for oferecido.
* Deve aceitar todas as promoções oferecidas para que ele compre mais comida que a intencionada inicialmente.
* Terá de caminhar a média que se caminha nos Estados Unidos, sobre a cifra de 5000 passos ao dia,[3] porém isto não era rígido, já que ele caminhou relativamente mais, em comparação do que se caminha em Nova York que em Houston.

No dia 2 Spurlock come pela primeira vez o tamanho Super Size, que leva cerca de uma hora para comer. A experiência foi o aumento de seu estomago durante o processo, que culmina com Spurlock vomitando no caminho de volta para casa.

Depois de cinco dias Spurlock havia ganhado quase 10 libras (4,5 kg). Não passa muito tempo antes de que se encontre a si mesmo com uma sensação de depressão, e ele considera que seus episódios de depressão, letargia e dores de cabeça são causadas pela comida do McDonald's. Um médico descreveu-o como "viciado".

A noiva de Spurlock, Alexandra Jamieson, é um testemunha para o fato de Spurlock ter perdido muita da sua energia e desempenho sexual durante a sua experiência. Não esta claro se Spurlock seria capaz de completar o mês completo devido ao elevados teores de gordura e carboidrato de sua dieta; seus amigos e família começaram a preocupar-se.

Próximo do vigésimo dia, Spurlock havia sentido estranhas palpitações no coração. Consulta seu médico particular, o doutor Daryl Isaacs lhe aconselha parar o que está fazendo de imediato para evitar qualquer tipo de graves problemas de saúde. Apesar desta advertência, Spurlock decide continuar com o teste. Mais tarde declarou em uma entrevista que, apesar das preocupações e objeções da maior parte das pessoas próximas a ele, era seu irmão mais velho que o motivou a continuar com sua observação, "Morgan, a gente comeu esta merda toda sempre. Acha mesmo que vai te matar se você comer os outros 9 dias?"

Spurlock chega ao trigésimo dia e atinge o seu objectivo. Em trinta dias, Spurlock comeu o tamanho "Super Size" em sua refeição em nove ocasiões ao longo do caminho (dos quais cinco foram no Texas). Os três médicos ficaram surpresos com o grau de deterioração da saúde de Spurlock. Um deles afirmou que era irreversivel o dano causado ao seu fígado, que pode sofrer, além disso, um ataque ao coração, mesmo perdendo todo o peso ganho durante o experimento. Ele disse que nesse periodo comeu mais refeições no McDonald's do que um nutricionista recomenda comer em 8 anos.


Dos 10 piores "alimentos" para a saúde, os lanches servidos em redes de fast food constam em quase todos os itens: sorvete industrializado, salgadinho de milho industrializado, pizza pronta, batata frita, batata chips, salsichas, bacon, donuts, refrigerante convencional e dietético.







Outro documentários, dessa vez brasileiro, sobre a maior rede de fast food do mundo: Uma jornada criminosa no McDonald´s: a jornada móvel e variável de trabalho onde se paga menos de R$50,00 mensais a menores e ainda aumenta o rombo da nossa previdência


Uma Jornada Criminosa

A sociedade brasileira precisa tomar conhecimento do escândalo que é a cruel exploração do trabalho de nossos jovens por grupos empresariais que visam assegurar lucros a qualquer custo. 

Com esta vídeo-reportagem a opinião pública e as autoridades serão levadas à indignação diante desta grave denúncia, ao mesmo tempo que serão estimuladas a refletir as razões pelas quais ainda convivemos com um quadro repugnante passados dez anos de pleno século vinte e um. 

Teria razão a ministra ao questionar a ética na magistratura? 

Como se permite criar representações irregulares de trabalhadores com o único intuito de justificar a exploração de jovens em seu primeiro emprego? 

Cuidado! Cedo ou tarde, você ou alguém próximo a você também será atingido. 

A imagem acima foi retirada do site do Sinthoresp, onde se pode acompanhar em tempo real todas as instâncias do processo contra o McDonald´s - Como o McDonald´s aprisiona mais de 40 mil jovens trabalhadores, em um esquema de trabalho ilegal e exploratório. 


McDonald's é convidado a explicar denúncia de trabalho escravo

O McDonald's foi convidado pela Câmara dos Deputados a dar explicações, em audiência pública, sobre a sua política salarial e a jornada de trabalho dos seus funcionários.

O requerimento para a apresentação dos representantes da lanchonete na Câmara foi aprovado na quarta-feira (19), pela CTASP (Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público). A audiência ainda não tem data marcada. 

A assessoria do deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM), autor da proposição e membro da comissão, informou que o requerimento foi motivado pelo vídeo Uma jornada criminosa, que circula na internet e em redes sociais - em que o McDonald's é acusado de ter política salarial "análoga à escravidão". 

De acordo com o vídeo, a lanchonete pagaria aos seus funcionários R$ 2,52 por hora trabalhada, totalizando salário de cerca de R$ 380 por mês - valor inferior a um salário mínimo [R$ 545], por jornada de 44 horas de trabalho, em que horas de intervalo seriam descontadas à revelia dos funcionários.

O cálculo feito pelo McDonald's é chamado de "jornada móvel e variável" e foi denunciado pelo Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em Geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação Preparada e Bebida a Varejo de São Paulo e Região) ao TST (Tribunal Superior do Trabalho). A ministra Dora Maria da Costa, relatora do caso, condenou as práticas da lanchonete.

O desembargador Henrique Nelson Calandra, presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), afirma que "é uma vergonha ter no Brasil focos de trabalho escravo", pois há violação de direitos e garantias básicas dos trabalhadores, segundo registro feito no vídeo.

OUTRO LADO
O McDonald's informou que "realiza o pagamento de todas as horas em que os funcionários estão no restaurante"; que paga o piso salarial determinado por sindicatos, quando cumprida a jornada de 44 horas semanais; e que a jornada de trabalho flexível visa beneficiar funcionários que conciliam o trabalho com horários de estudo.

A empresa ainda declarou que irá apurar casos que fujam a sua política trabalhista --que devem ser considerados exceções.

Por meio de assessoria, o McDonald's afirmou que tem "compromisso em cumprir rigorosamente a legislação trabalhista e segue o que é previsto e reconhecido pela lei". 



Mais uma resposta para o rombo da Previdência: o trabalhador recebe menos, a empresa colabora menos e assim, a Previdência recebe menos, mas é obrigada a cobrir a aposentadoria de todos nós.

Quando acreditamos que a Reforma da Previdência deve ser feita sacrificando aposentadorias e pensões, não sabemos que as indústrias, que contam com isenção fiscal por serem cogeradoras de empregos, são na verdade as maiores responsáveis pelo rombo do INSS, já que contribuem financeiramente com uma parte muito menor do que seus efeitos colaterais: as aposentadorias por invalidez e lesões degenerativas que nós, os contribuintes e respectivamente futuros aposentados e pensionistas, temos que arcar.

Nós pagamos 2 vezes por esse flagelo social, no curto prazo, quando arcamos com o prejuízo direto e a longo prazo, quando temos nossos benefícios reduzidos para manter esse sistema destruidor e que se retroalimenta com nossos 5 meses anuais de salário pago em tributos.







Mais informação:
Por uma infância sustentável
"Carne & Osso" e "Moendo Gente": como a carne chega na bandeja de isopor do mercado
"Nação Fast Food" - uma rede de corrupção e "Food Inc.", você nunca mais verá seu jantar da mesma forma


 
Para comer sem culpa:
Pizzas caseiras
Sorvetes caseiros
Pão de queijo caseiro
Kibe, falafel e acarajé
Bolos de chocolate 100% integrais
Ketchup, mostarda e maionese caseiros (+ uma receita de salada de maionese sem maionese)

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