domingo, 18 de julho de 2010

BP controla o vazamento de petróleo no Golfo do México e os vídeos da Fundação Cousteau no local



BP afirma que conseguiu paralisar vazamento no Golfo
BBC - 16/07/2010

A petroleira britânica BP anunciou nesta quinta-feira que conseguiu paralisar temporariamente o fluxo de petróleo do vazamento no Golfo do México.

Poço tampado
A petroleira britânica BP anunciou nesta quinta-feira que conseguiu paralisar temporariamente o fluxo de petróleo do vazamento no Golfo do México.
Esta é a primeira vez que o vazamento é paralisado desde a explosão em 20 de abril da plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, que originou o enorme fluxo de petróleo na região.
O poço foi selado com uma cápsula, ou "tampa", como parte de um teste que pode durar até 48 horas.

Petróleo jorrando
O executivo da BP Kent Wells afirmou que o fluxo de petróleo foi paralisado no início da tarde desta quinta-feira, às 14h25 (horário local, 16h25, horário de Brasília) e que ele estava "animado" com o progresso da operação.
"É muito bom não ver petróleo [jorrando] no Golfo do México", afirmou.
Já o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou a interrupção do vazamento como um "sinal positivo".
"É um sinal positivo, (mas) estamos ainda na fase de testes e terei mais a dizer sobre isso amanhã", disse Obama ao final de uma coletiva de imprensa.

Poços alternativos
A BP vem afirmando que, mesmo se nenhum petróleo escapar pelo vazamento nas próximas 48 horas, não significa que o fluxo de óleo e gás foi paralisado permanentemente.
Se bem-sucedido, o sistema deve conter o vazamento até a entrada em operação de poços alternativos que estão sendo construídos ao lado do original, a cerca de 1,5 mil metros de profundidade.
O trabalho para a construção destes poços está suspenso no momento, justamente para que a BP possa testar o mecanismo que conseguiu paralisar o vazamento.
O teste da cápsula colocada no poço vai verificar se a pressão no mecanismo está baixa, o que poderia indicar que o petróleo estaria vazando em outro lugar. Pressão alta indicaria um resultado positivo, sinal de que não há outros vazamentos no poço.

Petróleo capturado
Segundo o comandante da Guarda Costeira dos Estados Unidos e encarregado de coordenar a resposta ao incidente, almirante Thad Allen, mesmo se o mecanismo for bem-sucedido, o poço poderá ser reaberto e o petróleo capturado por navios na superfície, enquanto os testes sísmicos são realizados.
Para Allen, a opção de fechar o poço, fechando todas as válvulas e paralisando o fluxo, era um "benefício a mais" deste novo mecanismo.
A prioridade, no entanto, de acordo com o comandante da Guarda Costeira, sempre foi aumentar a quantidade de petróleo capturado e canalizado para a superfície.
O governo calcula que o vazamento despeje entre 5,7 milhões a 9,5 milhões de litros de petróleo diariamente nas águas do Golfo do México.
O vazamento começou após a explosão de uma plataforma operada pela BP em 20 de abril, incidente que matou 11 trabalhadores da empresa e se transformou no maior desastre ambiental da história dos EUA.


 
 
EUA suspendem exploração de petróleo em águas profundas
BBC - 12/07/2010

O Departamento do Interior dos Estados Unidos determinou nesta segunda-feira uma nova suspensão da exploração de petróleo em águas profundas no país.

Ao anunciar a decisão, o secretário do Interior, Ken Salazar, disse que é preciso interromper as operações até que as empresas implementem medidas de segurança para reduzir riscos de acidentes e estejam preparadas para conter vazamentos como o que ocorre no Golfo do México desde 20 de abril, após a explosão de uma plataforma operada pela petroleira britânica BP.

Incapacidade das empresas
"Mais de 80 dias depois do início do vazamento da BP, uma pausa nas perfurações em águas profundas é essencial e adequada para proteger as comunidades, o litoral e a vida selvagem do risco que a exploração em águas profundas representa no momento", disse o secretário.
Segundo o Departamento do Interior, a decisão é apoiada em dados que indicam que a permissão de novas operações de exploração de petróleo em águas profundas representaria riscos ao ambiente costeiro, marítimo e humano.
"Estou baseando minha decisão nas evidências, a cada dia maiores, da incapacidade das empresas que operam em águas profundas de conter rupturas catastróficas, responder a um eventual vazamento de petróleo, e operar de maneira segura", afirmou Salazar.

Garantias de segurança
A nova suspensão deverá permanecer em vigor até 30 de novembro.
Em maio, o governo americano já havia determinado uma suspensão de seis meses na exploração em águas profundas, válida para profundidades superiores a 500 pés (152 metros).
Essa medida, porém, foi derrubada por um juiz federal no fim do mês passado, depois de intenso lobby da indústria petroleira.
O Departamento do Interior afirmou que a decisão desta segunda-feira está baseada em novos dados relativos à preocupação quanto à segurança das operações em águas profundas.
Segundo o governo, ao contrário da suspensão anterior, baseada na profundidade das operações, a nova medida tem como base configurações e tecnologias usadas na exploração em águas profundas e deixa aberta a possibilidade de retomada das operações, caso as empresas comprovem determinadas garantias de segurança.
"Eu permaneço aberto a modificar a nova suspensão de exploração em águas profundas baseado em novas informações", disse o secretário.
Segundo Salazar, porém, para que isso ocorra, as indústrias devem responder a questões fundamentais sobre segurança, prevenção, contenção e resposta a vazamentos de petróleo.

Lucros
Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, uma das principais entidades representativas da indústria petroleira, o American Petroleum Institute (Instituto Americano do Petróleo), disse que a nova suspensão é desnecessária e vai custar empregos.
É desnecessária e míope", disse presidente da entidade, Jack Gerard, ao afirmar que o governo já impôs diversos pré-requisitos de segurança adicionais, apoiados pela indústria.
"(A suspensão) coloca os empregos de dezenas de milhares de trabalhadores em sério e imediato risco e promete uma substancial redução na produção de energia doméstica", afirmou Gerard.

Desastre sem solução
O vazamento de petróleo no Golfo do México é o pior desastre ambiental da história norte-americana e permanece sem solução. Desde a explosão da plataforma Deepwater Horizon, diversas estratégias para conter o fluxo de petróleo fracassaram.
Na última tentativa, iniciada no sábado, a BP tenta instalar um novo funil sobre o vazamento, na esperança de que possa coletar todo o petróleo que vem sendo despejado. A empresa disse que irá testar a nova estratégia por cerca de 48 horas para monitorar seu funcionamento.
Nesta terça-feira, uma comissão presidencial instalada para investigar as causas do acidente com a plataforma Deepwater Horizon realiza seu segundo dia de audiências em Nova Orleans, no Estado de Louisiana, um dos mais afetados pelo vazamento.




Philippe Cousteau: maré negra pode ajudar tomada de consciência
AFP – Há 4 horas

WASHINGTON, EUA — O desastre ambiental causado pela maré negra no Golfo do México pode favorecer uma tomada maior de consciência sobre os perigos relacionados à dependência do petróleo, afirma Philippe Cousteau, neto do célebre explorador francês Jacques-Yves Cousteu.
"O que esse vazamento de petróleo nos ensina? Espero que nos lembre do verdadeiro custo de nossa dependência dos combustíveis fósseis ", explicou o ecologista, em uma entrevista à AFP.
"Espero que isso ajude a nos darmos conta de que temos que deixar os combustíveis fósseis e que existem alternativas. Espero que nos lembre que devemos repensar a forma como exploramos nossos oceanos."

O neto do célebre comandante, que lidera o grupo ambientalista Earth Echo International e é chefe da seção marítima do canal a cabo Planet Green, tenta achar aspectos positivos do pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.
"Não se pode falar de um lado bom quando as pessoas estão sofrendo tanto. É um claro sinal dos problemas e espero que possamos aprender com este desastre para fazer frente a estes problemas e investir em ciência ", afirmou.
"Gastamos milhares de vezes mais dinheiro na exploração espacial que na exploração do oceano. Ter água em Marte não é decisivo para nosso planeta e sim conseguir que nossos oceanos permaneçam saudáveis", enfatizou.

"Espero que as futuras gerações tenha uma verdadeira consciência e entendam que nossa forma de vida atual não é sustentável."
Sem ser científico, o herdeiro da dinastia Cousteau acredita que seu trabalho como professor é ensinar ao público a importância do meio ambiente, especialmente dos oceanos. Ele prossegue no caminho iniciado por seu avô, que vagava pelos mares a bordo do famoso barco Calypso, e que teve continuidade através de seu pai Felipe, um oceanógrafo que morreu em 1979 durante um acidente com um hidroavião.

Depois da explosão da plataforma subaquática Deep Horizon e o começo da maré negra, o mais jovem Cousteau mergulhou literalmente nas águas contaminadas pelo petróleo.
"Botei um traje, peguei a câmara e desci. Tínhamos que mostrar o que estava acontecendo. Acho que eles (o pai e o avó) teriam feito a mesma coisa".
Suas imagens foram exibidas pelos meios de comunicação de todo o mundo, principalmente pela CNN e ABC.
"O que me assustou foi que as pessoas ignoravam o que estava acontecendo debaixo da superfície", explicou.
Durante este mergulho, disse ter visto "nossos piores temores virando realidade". "Vi grandes nuvens de sopa tóxica, criadas pela mistura de petróleo e dispersantes", acrescentou.

Durante os mergulhos, Philippe Cousteau e sua equipe usavam trajes especiais para proteção.
Durante as várias viagens ao Golfo de México, o neto de Jacques Cousteau, disse ter encontrado peixes e medusas mortas. O que viu, explicou, foi um desastre para toda a natureza, algo que necessitará de anos de limpeza, mesmo que o grupo BP consiga deter o vazamento de óleo.
Ante o anúncio de que a BP teria conseguido, pelo menos nos últimos três dias, deter o vazamento, Cousteau neto foi enfático:
"Todo mundo está cruzando os dedos. Mas o final ainda está muito longe", alertou.





A imagem é do blog do Greenpeace e retrata a quantidade de plataformas no Golfo


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2 comentários:

Wagner Ayuso disse...

É Carol,a gente tomando cuidado com reciclagem,produtos orgânicos,etc ai vem esses animais e empesteiam o oceano.O pior e ter que ouvi-los (como Al Gore)falar em aquecimento global.Vamos fazendo nossa parte. Eta bloginho bão esse seu.
Parabéns.

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

E ontem, começou a vazar na China, pior, um dos funcionários, morreu.

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Unidos-pela-desgraca/