terça-feira, 6 de julho de 2010

Carnes orgânicas: o quê e como comer




O blog não é vegetariano, até porque a minha opção pessoal e alimentar não pode restringir o acesso à informação de quem não concorda com essa mesma opção. Mas atente sempre que todo mundo pode viver sendo vegetariano por toda a vida e dos 10 piores "alimentos" para a saúde, os lanches servidos em redes de fast food constam em quase todos os itens: sorvete industrializado, salgadinho de milho industrializado, pizza pronta, batata frita, batata chips, salsichas, bacon, donuts, refrigerante convencional e dietético.

Antes de se informar sobre como os rebanhos orgânicos são criados e correr para combinar o próximo churrasco, leia melhor sobre a Campanha Segundas sem carne em busca da utopia onde o mundo só comerá carne uma vez por semana, e principalmente sobre O mito da proteína, com outras opções alimentares.

Se você é vegetariano ou não, é um opção pessoal. Ser vegetariano não te transforma num ser humano melhor, nem mesmo em alguém que obrigatoriamente se alimente melhor. Assim como comer carne, não significa que a pessoa esteja ingerindo mais proteína e seja mais resistente.
Mas essa é uma discussão imensa que fica para um outro dia, com mais tempo.

Comer relaciona-se com prazer, fala-se em pecados da carne, que é fraca. O que você escolhe para comer impacta na sua saúde, no planeta todo pelo processo de produção, movimenta uma indústria de milhões que emprega a maior parte da populãção pois gera uma reação em cadeia de empregos indiretos.
Um estrangeiro que emigre e case com alguém da população local, vai gerar filhos mestiços, que provavelmente não vão nem falar a língua de seus pais. Com o tempo, perdemos os bens, a cultura e até os traços de nossos antepassados, mas nunca perdemos as receitas.
Mudamos a forma de pensar, trabalhar e até casar, mas não mudamos a comida herdada - comer deve ser o elo perdido.

Em tempo de carnes certificadas contra o desmatamento da maior floresta do planetagado orgânico criado solto sem hormônios nem antibióticos e até vírus desconhecidos assolando nossos rebanhos - como a vaca louca, gripe aviária e agora, a suína - trago uma opção do tempo em que comer carne era um privilégio, as vacas tinham nome e eram quase parte da família.
As crianças cresciam sabendo daonde vinha a comida, como ela era preparada e, principalmente, se a quantidade era suficiente para que todos pudessem comer. A carne não era uma bandeja (plástica) no supermercado.

Para acelerar o processo de uma carne que já foi criada com remédios num rebanho em escala industrial, o normal é que sua carne seca, mortadela, parma, copa, salsicha, paio, chouriço e o que mais você imaginar, venham para a sua panela cheios de nitritos, glutamato monossódico, açúcar refinado, corantes, conservantes e uma infinidade de produtos químicos cujo acúmulo no organismo não pode trazer bons resultados a longo prazo.
E a curto prazo, te presenteiam logo de cara com uma enxaqueca, alergia, gases, prisão de ventre, espinhas e até mal cheiro corporal - essa química toda vai sair pelo ladrão, no caso os nossos poros.





Mas vamos às carnes:

Acima,  as 2 fotos da linguiça orgânica e certificada pela AVAL e AECO, prouzida pela Korin, a partir de frangos criados soltos, sem hormônios de crescimento (Antibiotic-Free System) e tampouco glutamato monossódico como realçador de sabor.

Abaixo, informação retirada do site da Korin, explicando melhor como é o processo do frango orgânico:

Frangos criados em sistema alternativo
Idade de abate das aves em torno de 50 dias, com peso vivo médio de 2,2kg;
Sem uso de antibióticos (Antibiotic-Free System)
Alimentação sem promotores de crescimento antimicrobianos e anticoccidianos;
Alimentação exclusivamente vegetal, produzida em fábrica própria, com
Inspeção Federal;
Granjas integradas sob contrato, cumprindo normas de produção da Korin;
Supervisão técnica efetiva pela Korin.

Qualidade e Conservação:
O abatedouro Korin possui o programa "Boas Práticas de Fabricação";
Para melhor conservação, mantenha os produtos refrigerados até + 4ºC.
Validade dos produtos: 10 dias.

Segundo a AVAL, que representa seus associados junto ao Ministério da Agricultura, o que é um frango orgânico:

"criação alternativa engloba opções pelo uso de alimentos naturais na dieta, sem emprego de antibióticos, anticoccidianos, promotores de crescimento, quimioterápicos e ingredientes de origem animal, em sistema confinado ou semi-aberto. Este conceito atende à crescente demanda por parte dos consumidores, que valorizam produtos de qualidade diferenciada e demonstram preocupações com segurança alimentar, rastreabilidade dos produtos, meio ambiente e bem-estar animal, entre outros fatores."

Abaixo, as fotos das linguiças cortadas, gordura zero e tempero caseiro com salsa orgânica da mesma marca:


A boa notícia do dia:

Escolas municipais de Campo Grande (MS) têm carne orgânica na merenda

O produto é proveniente de fazendas de pecuária orgânica certificada do Pantanal, ligadas à Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO), projeto que tem o apoio do WWF-Brasil.

A novidade foi possível graças a uma licitação realizada pela prefeitura no início deste ano para aquisição de alimentos para a merenda escolar. Entre os critérios de seleção dos fornecedores, foi incluída a exigência de que o produto fosse orgânico. Por mês, a rede municipal de ensino compra 11 mil quilos de carne orgânica para atender a 70 mil alunos das escolas públicas.

O Superintendente de Abastecimento Alimentar do município, Danilo Medeiros Figliorino, explica que a inclusão da carne orgânica teve por objetivo oferecer aos estudantes um alimento saudável e produzido com respeito ao meio ambiente. “No Mato Grosso do Sul, o consumo da carne bovina é uma tradição. Com a opção pela carne orgânica, também buscamos valorizar a produção regional”, destaca Figliorino.

Para o coordenador do Programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil, Michael Becker, a inclusão da carne orgânica nas escolas de Campo Grande é uma iniciativa muito positiva. “É um estímulo a mais à produção sustentável do Pantanal”, afirma.

Desde 2003, a ONG apoia o trabalho da pecuária orgânica certificada no Pantanal. O objetivo é buscar alternativas que permitam aliar a atividade produtiva da pecuária e a conservação dos recursos naturais do bioma. A atuação com o segmento da pecuária é fundamental para as ações de conservação no Pantanal, uma vez que essa é uma das principais atividades econômicas da região. "Estimular iniciativas como a produção orgânica certificada é uma maneira de minimizar impactos promover a conservação do bioma e da Bacia do Alto Paraguai, onde ele está situado", destaca Becker.


Segundo site da ABPO, as muitas vantagens do Orgânico x Convencional

A qualidade da carne orgânica:

A carne orgânica é considerada um produto novo para um novo mercado, caracterizado pelo alto nível de exigência do consumidor quanto à qualidade. O desenvolvimento da carne orgânica e o mercado a ser explorado tendem a estar vinculados aos processos e garantias de qualidade para a segurança do consumidor.

O consumidor de carne cada vez mais procura a segurança biológica do produto, o sabor específico e a maciez. O sabor específico é garantido pelo uso das pastagens nativas do Pantanal e pela seleção genética dos animais.

A pecuária orgânica tem um modelo de controle de qualidade já estabelecido e controlado por instituições certificadoras do processo e dos produtos orgânicos.

O desenvolvimento das redes de carne bovina orgânica apresenta características de inovação tecnológica com tendência de construir um padrão que atenda à demanda de consumo com base na qualidade e segurança do alimento.

Como produzimos:

Os animais são criados em grandes extensões de pastagens nativas, respeitando-se o seu bem estar, e tratados somente com medicamentos Homeopáticos e Fitoterápicos.

1 - Logo que nascem, os bezerros são identificados para registro individual, de acordo com a legislação nacional do Ministério da Agricultura e as normas da certificação orgânica de produção.

2 - Os bezerros permanecem com as matrizes até atingir a fase de desmama.

3 - O rebanho é criado em grandes extensões de pastagens nativas no Pantanal, convivendo em harmonia com a fauna e flora regional.

4 - A rastreabilidade e transparência de todo processo é garantida pela Certificação Orgânica. Todo processo de produção da carne orgânica é acompanhado e auditado desde a fazenda até a gôndola do supermercado. O selo do Instituto de Certificação Biodinâmico (IBD) é a garantia de que a Cadeia Produtiva da Carne Orgânica segue plenamente todas as normas nacionais e internacionais de certificação. O IBD é reconhecido e respeitado em todo o mundo.

5 - A carne orgânica da ABPO é processada nas plantas frigoríficas certificadas do grupo JBS – Friboi, seguindo todas as normas de qualidade e segurança do alimento. Os cortes comercializados com a marca “Organic Beef” são garantia de um produto livre de resíduos químicos, saudável, e produzidos da maneira mais natural possível, com responsabilidade social e respeito ao meio ambiente.

6 - Todos os funcionários têm carteira assinada, condições dignas de moradia, saúde e ensino dignos.


Para o consumidor comum, que pensa em como organizar o próximo churrasco sem Farra do Boi com a floresta Amazônica, vá no portal Carne Legal do MPF e faça sua compras e confraternização de forma sustentável e harmoniosa. As carnes são mais caras, sem exceção, mas certos "baratos" pesam muito no bolso futuramente. Lembre disso e capriche nos acompanhamentos: farofa de banana feita com aveia em flocos; farofalho feito com gérmen de trigo; molho à campanha com coentro e cheiro verde frescos; molho vinagrete de cebola com orégano seco; cebola e tomate grelhados no espeto; berinjela e abobrinha na brasa, um bom arroz integral bem soltinho, pão integral com pasta de alho a partir de Ketchup, mostarda e maionese caseiros (+ uma receita de salada de maionese sem maionese)



Para comprar direto do produtor:
Mapa Nacional de Feiras Orgânicas no site do Instituto de Defesa do Consumidor

Uma opção para nós brasileiros, que jogamos no lixo 1/3 de tudo que é comprado no supermercado:

Banco de alimentos



Mais informação:
O mito da proteína
Guia Slow Fish Brasil
A Soja é desnecessária
Patê caseiro x Foie Gras
Leites Vegetais x Leite animal
Orgânicos podem ser mais baratos
Como comprar e reconhecer produtos orgânicos
Hortaliças em extinção pelas tentações da cidade grande
O mar não está para peixe: Slow Fish ou "O fim da linha"
Carne certificada pelo Rainforest Alliance não é orgânica
Slow Food, vegetarianos, desmatamento e a indústria da soja
Neurocientistas de todo mundo assinam manifesto reconhecendo consciência em animais  

16 comentários:

Cacau disse...

Aqui em Angelina SC, muita gente ainda tem seu galinheirinho atrás da casa e nos finais de semana, convida os amigos pra comer uma sopa de galo velho! Sopas em geral são o prato predileto na estação mais gelada. Os produtos orgânicos em geral estão muito caros o jeito é produzir em casa mesmo, ter uma horta no quintal etc... Agora pensando em estatísticas devo fazer parte do 0,1% que optou sair da cidade (Porto Alegre) com as ditas vantágens das grandes metrópolis, para uma vida simples no interior, falta muita coisa aqui, mas sobra em Vida!
Bjo. Cláudia

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Li seu post, amei e lembrei de 2 coisas:
1. minha avó, primeira de 09 irmãos, estudava no galinheiro do quintal, qdo as casas do RJ tinham quintal - dizia ser mais sossegado do que dentro de casa... A família toda (11 pessoas) comia ovo caipira e forte daquelas galinhas bibliotecárias!
2. há muitos anos, recebi um email contando a parábola do executivo e do pescador. Onde um executivo ia passar férias numa cidadezinha costeira. Conversando com o pescador sobre a suposta falta de ambição das pessoas, pergunta se ele não tem maiores desejos e o pescador pergunta de volta "pra quê vc trabalha tanto?", o executivo "para me aposentar jovem e com $$$", o pescador manda de volta "e vai fazer o que depois?", ao que o executivo responde triunfante "largar tudo e me mandar para uma cidadezinha costeira e viver do que eu pesco". O pescador conclui humilde: "isso, eu já faço".

Essa sopa de galo velho é um achado, alimenta um bando de gente de forma sustentável e sadia. Qualquer dia desses, passo um domingo aí em Angelina :-)

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Escrevi a Korin perguntando sobre as certificações, a resposta segue abaixo na íntegra:

Prezada Carolina

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer o contato e preferência em adquirir nossos produtos.

"A missão da Korin é oferecer alimentos que promovam a saúde e o bem-estar do consumidor,assim como a prosperidade do agricultor e da sua família, mediante o desenvolvimento de técnicas agrícolas sustentáveis, que preservem o meio ambiente em total respeito à Natureza".

Os produtos Korin são certificados sim. Segue abaixo breve explicação de cada certificação:

Frango AF (Antibiotic Free):
- WQS (World Quality Services): esse selo certifica que o frango
produzido pela Korin é um frango criado no sistema alternativo, sem uso de antibióticos terapêuticos e antibióticos como promotores de crescimento. O objetivo dessa auditoria é certificar que o
sistema de criação está sendo realizado seguindo a norma AVAL
(Associação da Avicultura Alternativa) e que os frangos realmente não recebem nenhum tipo de medicamento proibido pelas normas da AVAL, em nenhuma etapa de sua vida.

- Ecocert - HFAC (Humane Farm Animal Care): que é um protocolo de
certificação conferido às empresas produtoras que implantam e seguem
normas bastante rigorosas com relação ao Bem Estar Animal.

Frango orgânico:
- IBD (Instituto Biodinâmico): O IBD é uma instituição certificadora
afiliada á IFOAM (Fundação para o desenvolvimento da agricultura
orgânica) e acreditada cionalmente para auditorias de produção orgânica. O objetivo dessa auditoria é avaliar se a produção do frango é realizada em conformidade com as Diretrizes do IBD, se o lote do frango orgânico é segregado, não havendo chance de mistura desde a chegada das aves no abatedouro até a entrega do produto ao cliente.

FLV (Frutas, Legumes e Verduras)
- CMO (Certificadora Mokiti Okada): esse selo garante que o cultivo obedece a princípios básicos como a irrigação com água pura, a qualidade do solo e a não utilização de herbicidas, adubos químicos e pesticidas.

Esperamos ter respondido às suas questões e nos colocamos á disposição para maiores esclarecimentos.

Korin Agropecuaria Ltda.
SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor

Ti Oliveira disse...

Oi Carol querida! Como vc tá? Fiquei confusa com esta resposta da Korin. O q ia escrever era justamente sobre isso...a Pat Feldman, uma culinarista, acho q vc sabe quem ela é, me disse(fiz um curso com ela), que a Korin não era certificada, e q isso revoltava ela, pq vendem como se fosse orgânica...ela me explicou(falando leigamente, não lembro exatamente tudo q explicou), que ele só anunciam o que por lei, é obrigado a fazer. Acho que em relação a antibiótico etc...fiquei p da vida, pq sempre comprava korin por meu filho, aí fui ler na embalagem e fiquei mais confusa ainda. Na embalagem de cortes( peito,sobrecoxaetc..)não achei nada q mostrasse selo mesmo. Realmente só dizia q era livre de antibióticos etc etc...aí, no freezer , vi uma peça inteira congelada e essa sim tinha o selo na embalagem.
Será que não é tudo orgânico e com as informações truncadas a gente acaba se confundindo e achando q é tudo orgânico?
Fui buscar no "planeta orgânico"e na área de avicultores tbm não consta o nome da korin http://www.planetaorganico.com.br/letravic.htm
Será que é só uma desatualização?Ou realmente vendem gato por lebre??
Muitas pergutas!!risos
Queria te agradecer demais!!Faz tempo q tô com esta dúvida engasgada aqui na garganta. Acho que a gente é enganado demais e nem sequer damos conta...e mesmo quando a gente quer "dar conta" continuamos sendo enganados...
Brigada por todas infos Carol e pleo cainho sempre.
bj enorme
Tiana

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Ti, o planeta orgânico é um site ótimo, muito citado aqui inclusive, mas é um site particular que pode não estar atualizado. Eu mesma já enviei vários emails à diversos sites, informando de novos produtos-serviços. Agradeceram muito, até por não terem como manter equipes em campo. Nada garante que determinada feira de orgânicos mude de data e aquele site não seja avisado, cabe ao leitor e cliente da feira, escrever, caso os orgnizadores da feira não o façam.
Sobre a Korin, acho que o site da AVAL e AECO são suficientes, até por serem associações registradas e vinculadas ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
A Korin é uma empresa que pertence a um grupo, a FMO (Fundação Mokiti Okada), e esse grupo também tem a sua certificadora, a CMO (Certificadora Mokiti Okada), reconhecida como certificadora de orgânicos, tanto quanto a ECOCERT, ABIO e IBD. Em tese, os produtos da Korin, nem precisavam certificar-se junto à AVAL.

Bjs, Carol

Ti Oliveira disse...

Oi Carol! Poxa vida, que bom então, pq já tava desiludida...pq gastav um dinheirinho pra comprar o frango deles, e quando soube desta desconfiança, fiquei chateada e impotente.Pq pensei como compramos gato por lebre...e onde poderia exatamente saber se o q eu compro é verdade ou não(busco saber, mas ainda sou meio perdida). Vc me ajuda demais e a Sônia Hirsch tbm! Só tenho a agardecer a generosidade!bj enorme no coração
Tiana

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Ti, pode continuar comprando da Korin, eu compro de olhos fechados. Conheço inclusive polos agrícolas da empresa. Participar de uma colheita do morango Korin, com direito à degustação, é um barato - principalmente para crianças. Há polos em Atibaia e Silva Jardim, além de outros menores.
A Korin, além de certificar-se à AVAL, é naturalmente certificada à CMO (um dos muitos selos orgânicos brasileiros). Esse final de semana, fui às compras e vi frangos da Korin sendo vendidos em nova embalagem, mais moderna. Não comprei, mas dei uma olhada de perto e vi novo carimbo: IBD, a maior certificadora orgânica do país.
Acredito que esse terceiro selo de autenticidade venha para substituir o CMO e até para dar chancela ao AVAL, que poucos conhecem.
Grande abraço, Carol

Ti Oliveira disse...

Carol,como vc tha querida? Ai ai lá vem eu com este papo de novo...risos. Mas é q ainda estou cabrera sabe...comprei da korin novamente. mas ainda nào confiei 100% sabe por quê? Pq o frango inteiro realmente vem nesta embalagem linda,nova e constando anuncios de todos selos de certificação. Já nas embalagens pequenas, nào tem nada disso,Nem diz q tem alguma certificação. O maximo q tem escrito eh q eh livre de antibioticos etc...e só. Não consigo entender pq anuncia em um produto e em outro não...me deixa com a pulga atras da orelha. Me dá a impressào q nem td é certificado...chatinha eu??risos
brigada Carol por toda paciencia
bj grande
Ti

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Ti, dá uma lida na embalagem antiga e veja se não tem o selo da AVAL ou da AECO, normalmente tem.
Ainda, a FMO, que controla a Korin, tb é certificadora.
Veja as logos da embalagem e volte quando quiser
abs,
Carol

Maria Rê disse...

Oi Carol, oi Ti Oliveira.

Eu também tenho um pé atrás com os frangos da Korin.

Pelo que entendo, eles têm duas linhas: uma 'tradicional', que é de animais apenas criados sem antibióticos e uma nova, 'orgânica', certificada pelo IBD. Imagino que frangos dessa última, além de não receberem antibióticos, são alimentados com grãos/cereais/ração (?) orgânica. Essa linha nova só vi para vender na loja própria deles, em embalagens congeladas.

A confusão é que todo mundo compra o 'tradicional' achando que é 'orgânico'. E não é. Pela própria explicação deles, vê-se a diferenciação. Eles mesmos chamam uma linha de AF (Antibiotic-Free) e a outra de Orgânico. Além disso, ao que consta, os animais não são criados soltos, o que é um problema. E tem a história de que essa tal ração pode não ser assim tão saudável, pode ser feita de soja, por exemplo.

Eu gosto da Korin, compro lá com alguma frequência. Moro perto da loja e é uma mão na roda poder me abastecer lá. Mas ando evitando comprar do seu frango. Comprei recentemente o da Domaine (http://www.domaine.com.br/), mas ainda não descongelei. Esse é certificado orgânico e caipira (criado solto). Quem provou afirma que até o cheiro é diferente... Saberei em breve.

Espero ter contribuido e agradeço pelas informações.

Um abraço.

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Maria, oi Ti
Olha, eu vejo como uma linha só. Vejo que sempre foram certificados pela FMO (dona do grupo Korin e tb certificadora orgânica), assim como tb sempre foram pela AVAL e AECO. Só que existem 600 certificadoras de orgânicos no país e, por isso, muitos selos estão fundindo-se nos principais.
Agora, além da AECO e AVAL, registraram-se junto ao IBD - o que provavelmente traz mais chancela ao selo FMO. Só isso.
Não são 2 linhas, o antibiotic free é só uma das etapas de boas práticas para a certificação. A própria AVAL não chancelaria a Korin caso não fosse orgânico, ou existissem 2 linhas.
Os vegetais da Korin inclusive respondem a uma restrição ainda maior, não usar adubo de origem animal, o que iria contra a filosofia deles.
um grande abraço em ambas,
Carol

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Fiz um post falando apenas de certificação orgânica, já coloquei o link acima, e deixo igualmente abaixo.
http://caroldaemon.blogspot.com/2010/08/como-comprar-e-reconhecer-produtos.html

abs,
Carol

Maria disse...

Oi Carol, aqui comemos o frango e ovos da Korin, pensei em comer dessas linguiças, mas pedi p meu fornecedor ligar p Korin e saber da tripa da linguiça, disseram ser de porco, tem como vc verificar?
obrigada!!!
Maria

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Maria, toda linguiça (até algumas vegetarianas) é feita com tripa de porco. Vou escrever para eles perguntando sobre como esse rebanho suíno é tratado, quem é o fornecedor, etc e volto para te dar uma posição.
Abs

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Maria,
a resposta da Korin demorou, mas chegou:
eles não produzem mais embutidos, exatamente pq não existem forncedores orgânicos de tripas... o que me leva à outra pergunta: o que embala aquelas salsichas veganas de soja???

Bjs
Carol

Anônimo disse...

É importante salientar que "sem hormônios de crescimento" não é sinônimo de "Antibiotic-Free System". O uso de hormônios é proibido legalmente, não importanto o sistema de produção. Ou seja seja, toda e qualquer frango (caipira, industrial, whatever!) não deve ser criado com a utilização de hormônios. O uso de antibióticos, no entanto, ainda é permitido. Um dos efeitos do antibiótico é acelerar o crescimento, mas isso não o torna um hormônio, certo? É importante que isso seja esclarecido.