quinta-feira, 8 de julho de 2010

O modelo alemão: 100% de reciclagem e 100% de energia limpa

A Alemanha foi o primeiro país a reciclar 100% do seu lixo. Alguns países nórdicos, como a Suécia, vêm tentando, mas ainda não atingiram a meta de 100%, apesar de haver alguma polêmica sobre o assunto - algumas correntes defendem que outros países chegaram aos 100% e há até quem diga que nem a Alemanha chegou. Polêmicas à parte, trago boa nova.

Agora, a Alemanha impõe a si mesma um novo desafio: produzir toda a sua eletricidade com fontes de energia renovável até 2050 e se tornar a primeira grande nação industrial a eliminar a dependência sobre combustíveis fósseis.

Leia o texto todo, se tiver tempo, mas a frase abaixo extraída do mesmo, deveria ser tatuada na testa dos nossos parlamentares:

“O custo da conversão total para renováveis é muito menor do que o custo para futuras gerações causado pelas mudanças climáticas”.



Segue na íntegra:

A Alemanha irá produzir toda a sua eletricidade com fontes de energia renovável até 2050 e se tornar a primeira grande nação industrial a eliminar a dependência sobre combustíveis fósseis, disse a Agencia Federal do Meio Ambiente nesta quarta-feira.

A Alemanha já é uma liderança em energia renovável e exporta tecnologia verde para o mundo todo. O país produz 16 por cento de sua energia de fontes eólicas, solares e outras fontes renováveis — três vezes o índice de cinco por cento, há 15 anos. Reportagem de Erik Kirschbaum, da Agência Reuters.

“Uma conversão completa para a energia renovável até 2050 é possível do ponto de vista técnico e ecológico”, disse Jochen Flasbarth, presidente da Agência Federal do Meio Ambiente, ao apresentar um novo estudo a jornalistas na quarta-feira.

“É uma meta muito realista baseada em tecnologia já existente — não é uma previsão abstrata”, acrescentou, dizendo que o cronograma poderia até ser acelerado com novas inovações tecnológicas e uma maior aceitação do público.

Graças ao Ato de Energia Renovável, a Alemanha é o líder mundial de fotovoltaicos com metade da capacidade instalada. O país espera acrescentar mais de 5 mil megawatts de capacidade fotovoltaica neste ano para um total de 14 mil megawatts.

A Alemanha também é a segunda maior produtora de energia eólica depois dos Estados Unidos. Cerca de 300 mil empregos no setor de energia renovável foram criados na Alemanha na última década.

O governo pretende cortar a emissão de gases de efeito estufa em 40 por cento entre 1990 e 2020, e de 80 para 85 por cento até 2050. Esse objetivo pode ser atingido se a Alemanha converter completamente para fontes renováveis até 2050, disse Flasbarth.

Cerca de 40 por cento dos gases de efeito estufa produzidos pela Alemanha vem da produção de eletricidade, particularmente de usinas de carvão.

Flasbarth disse que o estudo da Agência do Meio Ambiente descobriu que a conversão para energia verde até 2050 teria vantagens econômicas, especialmente para a importante indústria manufatureira voltada para exportação. Além disso, também criaria dezenas de milhares de empregos.

“O custo da conversão total para renováveis é muito menor do que o custo para futuras gerações causado pelas mudanças climáticas”, disse ele.


E o Greenpeace noticia que o presidente dos Estado Unidos, Barack Obama, disse que investimentos em energias renováveis podem gerar 700 mil empregos nos próximos anos.
 

A nossa realidade:
Ao menos 3,5 milhões de pessoas vivem sem saneamento básico na Grande São Paulo.
Para dar uma idéia do que são 3 milhões e meio de pessoas, pense na população total de muitos países, como Panamá, Costa Rica, Israel, Líbano, Uruguai, Armênia... ou mesmo em todos os habitantes da Grande Curitiba e até de Berlim. Quando a Sociedade Brasileira de Medicina afirma publicamente que ainda não foi possível retirar as fezes da dieta do brasileiro, não estão exagerando.
 

Uma saída viável:
No interior do RN, Exército inaugura primeiro poço artesiano que funciona a energia solar

 
O Brasil é solar, eólico e de marés - o que aconteceu no Golfo do México, pode acontecer no Pré-Sal.


Mais informação: O lado B da energia eólica

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