domingo, 15 de agosto de 2010

Indústria pesqueira x pesca artesanal

Uma reportagem me lembrou um filme, que por sua vez, lembrou um quadro e remeteu à receitas antigas...




O filme, premiado como melhor animação de 2006, é um desenho animado para crianças de todas as idades, Happy Feet, a história de um pinguinzinho diferente dos demais e, exatamente por isso, o que vai encontrar uma solução para o grande problema de sua sociedade: a escassez de peixes, base da alimentação dos pinguins. Happy Feet é um filme ótimo por trazer muitas mensagens em sua historinha, desde a mensagem infantil que mostra como alguém considerado incapaz é talentoso de outras formas, até o impacto ambiental da indústria pesqueira nos cardumes e como a pesca em larga escala impacta na cadeia alimentar de todo um ecossistema.
Em tempo, tubarões e orcas se alimentam das focas, que se alimentam dos pinguins, que se alimentam dos peixes pescados sem critério pelo homem...



O quadro acima, "O pescador" de Tarsila do Amaral, mostra como funciona a pesca artesanal e nos dá uma pálida idéia de que a indústria pesqueira está equivocada, como bem reclamaram o pinguins no desenho animado.
Esse único peixe pescado pelo pescador caiçara é a base da alimentação de toda uma família, assim como um fazendeiro diz que "do boi só não se aproveita o berro", um pescador, do mar tira de tudo. Até a cabeça do peixe vira gelatina e sua ovas, um caviar caseiro.
Quando vamos à feira livre e vemos quilômetros de postas de salmão e badejo, desconsideramos que tudo que não é filé, foi jogado fora e logo, mais peixes foram pescados para suprir o espaço deixado por aquelas "sobras".

Gastronomia significa em grego "as regras do estômago" e o mundo em que vivemos exige que o ecosistema interno de um ser humano conviva pacificamente com seu entorno, sem pessoas obesas vizinhas de favelados.

Uma comunidade pesqueira é algo a ser preservado, porque vai muito além da pesca industrial fiscalizada pelo biólogo a bordo, que só recolhe sardinhas acima de 17cms, preservando os filhotes, mas fornecendo à população peixes contaminados com metais pesados ou criados à ração.

Leia melhor abaixo como a pesca artesanal, que sempre manteve o equlíbrio entre homens e oceanos, hoje encontra-se em extinção:

Pesca artesanal ameaçada de extinção
A especulação imobiliária na costa brasileira e o modelo industrial de pesca ameaçam as comunidades tradicionais de pescadores. O alerta de especialistas foi o destaque da conferência “A Qualidade de Vida das Comunidades Pesqueiras”, durante a 62ª Reunião Anual da SBPC, na semana passada.
Cerca de três milhões de pessoas dependem diretamente da pesca artesanal no Brasil, segundo dados apresentados pelo pesquisador da Universidade Federal Rural do Amazonas (Ufram), Eduardo Tavares Paes. Só no estado do Pará, a atividade corresponde a 80% da produção total.

“A falta de políticas públicas para conter ataques pela via marítima e terrestre, no entanto, tem comprometido o meio de sobrevivência dessas famílias”, aponta o especialista em Pesca e Aquicultura.
Dissertação de mestrado em Ergonomia da pesquisadora Cíntia Araújo traduz em números a tendência. O estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) revela que, hoje, só 30% dos 42 pescadores da praia de Ponta Negra, um dos principais pontos turísticos de Natal, vivem exclusivamente da pesca.
“São comunidades que há poucas décadas sobreviviam apenas da pesca, mas que estão ameaçadas por pressões externas”, ressalta. Cíntia ainda explica que, em Ponta Negra, há muitos casos em que os próprios pais desenvolveram resistência em aceitar a opção dos filhos de se tornarem pescadores. “Obrigados a buscar moradia e meios de renda na cidade, muitas famílias já estão desacreditadas em recuperar o modo de vida tradicional”, diz a pesquisadora.

Resistência
Filho de pescador, pescador e pai de pescadores, Jorge Nunes de Souza e outras 180 pessoas enfrentam a pressão de empresários do ramo hoteleiro e da indústria naval pesqueira na praia de Itapuã, em Salvador (BA). “Não há como competir com os interesses dos donos de resorts e grandes embarcações. Estamos resistindo enquanto podemos”, comenta o homem de 52 anos, presidente da Associação Livre de Pescadores e Amigos da Pesca de Itapuã e um dos convidados para a palestra.
Jorge, mais conhecido como Seu Chico, explica que a retirada das famílias do litoral para as cidades dificulta o repasse da tradição. “Os jovens perdem contato com o mar e acabam não se interessando pela profissão dos pais”, lamenta ele, que usa canoa e remos na pesca.

Políticas
Assegurar a posse de terras às populações que tradicionalmente ocupam o litoral, limitar a atuação de navios pesqueiros e criar escolas que incluam conteúdos ligados à pesca no currículo são algumas das soluções apresentadas pelo antropólogo Roberto Kant de Lima, da Universidade Federal Fluminense (UFF), para os problemas nas regiões de pesca artesanal.
“É preciso levar em conta as necessidades de cada comunidade antes de estabelecer regras. Hoje existe uma imposição de valores”, observa o palestrante convidado para a conferência.
Apresentadora do debate, a professora da UnB Fernanda Sobral, destacou a importância de incluir as comunidades pesqueiras nos estudos das Ciências do Mar, tema da 62ª SBPC. “As ciências sociais também merecem espaço nas pesquisas marítimas. Os oceanos também seu lado humano nas comunidades que dependem de seus recursos”, observa.


Comunidades caiçaras em declínio e decadência
O litoral norte de São Paulo compreende uma faixa territorial de exuberante beleza natural que abrange os municípios de Bertioga, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba. Cercada pela Mata Atlântica, a região reúne mais de uma centena de praias, algumas ainda selvagens, além de cachoeiras e cursos d’água, entre outras riquezas biológicas. É impossível não associar esse magnífico conjunto a um pedaço de paraíso terreno. Contudo, o que os olhos não veem faz o corpo e a alma padecerem. O deslumbrante e inspirador recanto desmascara-se para revelar um cotidiano de restrições e péssimas condições de vida que aflige não só a saúde física, mas também a saúde psíquica dos moradores de suas cidades e vilarejos, conforme constata estudo multidisciplinar conduzido pela socióloga Sônia Regina da Cal Seixas, da Unicamp.
Financiado pela Fapesp, o trabalho associa às condições socioambientais da região o significativo número de casos diagnosticados como depressão em comunidades de pescadores artesanais e se insere numa inovadora abordagem que busca compreender o sofrimento e demais transtornos psíquicos enquanto manifestações sociais, e não somente como enfermidade psicopatológica, propondo um outro olhar para as chamadas “dores da alma”.

Quando se menciona ambiente, do ponto de vista sociológico, esclarece Sônia, tem-se como referência as transformações socioambientais recentes a que as sociedades contemporâneas estão submetidas, considerando-se nessa perspectiva as mudanças que os seres humanos têm promovido no tecido social: uso indiscriminado dos recursos naturais, aumento de poluição ambiental, desmatamento, insegurança na produção de alimentos, bem como as alterações no perfil das relações de trabalho, nas relações sociais, e o crescimento da violência urbana, entre outras.

De acordo com ela, os resultados dos trabalhos que vem conduzindo há duas décadas permitem constatar que tais transformações têm um significado especial para o indivíduo e acabam por afetar de alguma forma a sua qualidade de vida, seja em suas condições objetivas (moradia, transporte, emprego, salário), seja em suas condições subjetivas (culturais, afetivas, sexuais, espirituais, valores e crenças).

Supõe-se também que aquelas mudanças estejam relacionadas com situações significativas que promovem o adoecimento humano. Contudo, observa Sônia, na maioria das vezes a literatura corrente as relaciona apenas ao adoecimento físico (como doenças cardiovasculares, desnutrição, doenças do aparelho respiratório, doenças musculares), não se permitindo aprofundá-la também em relação ao sofrimento mental.

Conforme ela pondera ainda, o fenômeno da depressão está atrelado, primordialmente, à abordagem psiquiátrica, excluindo outras possibilidades analíticas que, em última instância, refletem na atuação e conduta dos profissionais de saúde para com o paciente depressivo.
“Considerações de ordem socioambiental e cultural têm pouco espaço de contribuição, postergando as análises psicanalíticas, e mesmo sociológicas para um lugar pouco valorizado”, enfatiza Sônia, que é doutora em Ciências Sociais e pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Unicamp.

Via crucis
Mudar esse quadro, no sentido de situar as “dores da alma” como uma categoria capaz de auxiliar na compreensão da realidade e complexidade da vida contemporânea, tem sido o compromisso da pesquisadora desde que despertou para a temática ao analisar, em 1990, ainda em seu mestrado, os impactos da implantação do pólo petroquímico da Petrobras (Replan) na saúde da população do município de Paulínia (SP).

Ao longo dos seis anos seguintes, durante o doutorado, constatou a ocorrência de diagnósticos de depressão e outros sofrimentos psíquicos oriundos de transformações socioambientais entre moradores de outras quatro cidades de São Paulo (Campinas, Sumaré, Piracicaba e Bragança Paulista), particularmente relacionados à industrialização, migração e degradação dos rios integrantes da bacia do Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

O enfoque primordial de seus estudos, explica Sônia, adveio da observação de usuários de serviços básicos de saúde que se repetiam exaustivamente nas consultas com sintomas mórbidos de dores, sensações corpóreas, insônia, tristeza, medo, dentre outros, “refletindo em seus corpos uma dor do existir social, traduzido pela ausência de expressão verbal e política, e a inexistência de um projeto social e coletivo de vida”.

Para esses usuários, prossegue a socióloga, a trajetória não foi nada fácil, pois representou uma penosa via sacra por várias especialidades médicas na busca de tratamento, até serem por fim acolhidos na área de saúde mental, com todo o significado que isso implica: “alta medicalização, surtos psicóticos e internações hospitalares, bem como a perda de referências importantes para o viver”.

Em 2002, ela redirecionou o foco de suas pesquisas, buscando identificar a presença de depressão entre os moradores de um lugarejo ao qual dificilmente se relacionaria o transtorno: Itaipu, uma bucólica e paradisíaca vila de pescadores artesanais no litoral fluminense. Mas encontrou um número significativo de pessoas residentes nesta comunidade diagnosticadas pelo serviço de saúde pública como portadores de depressão, síndrome do pânico e outros sofrimentos psíquicos. Os mesmos achados se repetiram em diagnósticos de médicos psiquiatras da rede pública quando desenvolveu, dois anos depois, estudo semelhante em quatro municípios do litoral norte paulista.

“É comum na literatura corrente associar a presença de depressão ao tecido urbano industrial. No entanto, ao confirmar sua presença de forma significativa em comunidades litorâneas, as pesquisas indicaram que os estados depressivos e outros transtornos mentais tornaram-se expressivos em diversificados grupos sociais e não estão mais restritos a comunidades eminentemente urbanas, mas sim bastante disseminados na sociedade contemporânea sem distinção de espaço geográfico”, argumenta Sônia, lembrando que os grupos sociais escolhidos para os estudos estão submetidos a transformações socioambientais bastante acentuadas nos últimos anos.

“Se por um lado, em Paulínia, encontra-se um pólo petroquímico que impõe limites expressivos no cotidiano da população, como poluição ambiental oriunda das indústrias e violência urbana, dentre as mais importantes, em Itaipu percebe-se uma comunidade desterritorializada, impedida de viver da pesca artesanal, seja em função da agressiva especulação imobiliária que assola a região oceânica na qual a colônia se insere, ou mesmo em função da presença marcante do narcotráfico na região”, ilustra a pesquisadora do Nepam.

Caiçara expulso
Assim como em Itaipu, a região do litoral norte paulista vem passando por profundas e significativas mudanças socioambientais decorrentes da explosão do mercado imobiliário, com a instalação da indústria do turismo veranista. Tal fator, explica Sônia, deflagrou conflitos entre os moradores nativos (caiçaras) e os estrangeiros (turistas), que se apropriam do espaço e se apossam do lugar, trazendo novos valores e, muitas vezes, abafando ou modificando valores tradicionais.

Tais impactos, mostra a investigação por ela coordenada, se refletem na degradação da qualidade ambiental e descaracterizam o modo de vida de seus moradores nos aspectos econômico (afetando a pesca artesanal e a agricultura de subsistência), cultural e social. A especulação imobiliária trouxe a reboque outro agravante: a migração. Atraídos por empregos na construção civil, na última década, um grande número de migrantes, provenientes sobretudo do norte de Minas e sertão da Bahia, veio a ocupar a região de forma desordenada, originando problemas de moradia – devido à ocupação irregular das encostas –, saneamento básico, estrangulamento dos serviços públicos (normalmente precários), e, com o declínio do mercado imobiliário, de desemprego.

Emblemática da deterioração da qualidade de vida é a diminuição da população de pescadores, como resultado da desvalorização da atividade pesqueira. O tradicional caiçara, espoliado de seu modo habitual de produção, e, principalmente de sua terra, viu-se obrigado a procurar novos meios de sobrevivência, como empregos domésticos (caseiros e vigias), na construção civil e em pequenos comércios regionais.
“Essas transformações geram um impacto significativo na qualidade de vida das comunidades, já que existe uma íntima relação entre a pessoa e seu habitat. No caso das famílias pobres, o sentimento de ser marginal, de estar fora dos padrões de moradia e de consumo decorrentes, é um fator-chave para que a segregação produza efeitos profundos de desintegração social, conduzindo a um grande desgaste psíquico e emocional”, afirma Sônia.

Desilusão
O seu mais recente estudo, financiado pela Fapesp e realizado com a colaboração de João Luiz de Moraes Höeffel (professor da USF, em Bragança Paulista, que tem trabalhado outros aspectos socioambientais na região), investigou, entre 2003 e 2008, a qualidade de vida dos moradores de dois bairros rurais das cidades de Nazaré Paulista e Vargem (SP).

Os municípios, assim como cinco outros pertencentes à Área de Preservação Ambiental (APA) do Sistema Cantareira (Atibaia, Bragança Paulista, Joanópolis, Mairiporã e Piracaia) sofreram as consequências da construção dos reservatórios do sistema de abastecimento de água para a cidade de São Paulo, entre 1969 e 1983. Na ocasião foram inundados casas de sitiantes, extensas áreas agrícolas, capelas e diversos tipos de comércio, provocando dessa forma uma intensa reconfiguração da estrutura econômica, da paisagem e das relações socioculturais. Houve ainda na região a ampliação das rodovias D. Pedro I e Fernão Dias.
“Acredita-se que esses eventos causaram uma intensa ruptura social, ambiental, econômica e cultural através de extraordinárias mudanças impostas à região, alterando tanto o ambiente, quanto a qualidade de vida da população”, aponta Sônia.

Segundo ela, muitas das diferentes maneiras que seus moradores têm encontrado para lidar com as transformações podem ocorrer por meio do sofrimento psíquico, devido à presença de um número assustador de diagnósticos de depressão apurado nos prontuários de atendimento da área de psicologia de adultos, em Nazaré Paulista: nada menos que 24% da população adulta de usuários do serviço, naquele período. A estatística média mundial é de 3% a 10% nos serviços de saúde primários.

Para Sônia, os achados dos estudos permitem consolidar a hipótese de que as transformações socioambientais, principalmente as ocorridas nas quatro últimas décadas, têm sido fundamentais e contribuintes do quadro de transtornos psíquicos que se manifesta na população e que acaba sendo, por fim, diagnosticado e tratado clinicamente como depressão. As investigações pretendem, portanto, ser uma contribuição importante para os trabalhos nas áreas de teoria social, sociologia ambiental e de saúde mental, já que essa morbidade, a despeito de sua significativa importância no contexto contemporâneo, carece de outras interpretações interdisciplinares.


Para fazer a gelatina com a cabeça do peixe ou o caviar caseiro a partir das ovas, siga os bons conselhos de Sonia Hirsch, nos links e receitas abaixo.
Em tempo, não defendo que ninguém comece a comer peixe ou qualquer outro derivado animal por causa das receitas, mesmo o consumo de mel de abelhas impacta no meio-ambiente, além das condições sempre suspeitas em que os animais são mantidos.

Cabeça de peixe faz bem
Primeiro lava bem a cabeça do peixe - só tem que estar muito fresca. Cozinha com água, limão e temperos por meia hora. Sal, nunca: às vezes shoyu, na hora de comer.
Dispensa os olhos e tira com paciência todos os ossinhos, espremendo bem para aproveitar todos os caldos e cartilhagens.A carne, bem como a água dos ossinhos, volta para o caldo - que às vezes leva alho e cebola, às vezes só muito alho, bastante salsa e cebolinha, freqüentemente alecrim e vira um molho gelatinoso, bom para acompanhar legumes cozidos
Ou se batido no liquidificador, com muito pouca água e 3 dentes de alho cru, vira uma gelatina dura, que desenforma e tudo, ideal para ser servida como pastinha. Vão jurar que é de atum-sardinha em lata com maionese e endurecido com gelatina em pó sem sabor. E nem precisa da maionese ou da gelatina industriais.
A água que sobrou do cozimento, ainda pode cozinhar feijão, arroz ou mesmo servir de base para outras sopas.

Para ver como fazer esse caldo de peixe, leia a postagem onde se ensina o passo a passo: Caldos, a tradição alimentar para muita gente e pouco recurso



Caviar caseiro em Minha mãe cozinhava assim
Sonia comprou ovas de tainha na feira e se refestelou, transcrevo na íntegra:
"Lavei, limpei minimamente e fiz o resto lembrando dos gestos de minha mãe: sal no prato, as ovas, sal por cima, tudo inclinado para a água escorrer. Deu certíssimo, a ova ficou salgada em oito horas. Retirei o excesso e deixei secar.
O resultado foi uma iguaria das mais finas, característica da Sicília, da Grécia, da Turquia, a bottarga, ou boutargue, que se desmancha com miolo de pão e temperos e vira patê – tarama salata – ou se come em fatias finíssimas, sobre uma torrada, com gotinhas de limão.
Maio e junho são os meses em que as ovas costumam aparecer na feira, se você quiser fazer em casa. Se não, japoneses também são adeptos, e com sorte se encontram ovas secas salgadas, de tainha ou de atum, nas lojas especializadas."

Para ver como fazer esse caviar caseiro, veja  apostagem "Caviar doméstico e Ceviche Panamenho"



Mais informação:
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