sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Aterro Sanitário para cogeração de energia limpa


O primeiro biocombustível que eu simpatizo. Explico melhor, há uma grande empolgação em torno dos biocombustíveis. A mamona, soja, babaçu e até o cacau tornaram-se literalmente a salvação da lavoura, como já foi o Pró-álcool há alguns anos.


Do ponto de vista ambiental é uma temeridade, por 2 razões:
1. Devasta-se uma área nativa para uma monocultura, transgênica provavelmente
2. Não conscientiza o cidadão, consumidor final, que o problema não é só o combustível fóssil, mas o fato dele ter 3 carros na garagem e até ferro e aço serem transportados em caçamba de caminhão, quando a solução seria a ferrovia e a navegação de cabotagem.

A saída sempre é a diminuição do consumo, consumo consciente, aliada ao pensamento global, nesse caso o transporte coletivo.

Acha que eu exagero? Leia mais sobre o aumento de emissões a partir dos biocombustíveis

Abaixo, segue uma iniciativa inteligente na área, aplicando reúso do resíduo urbano em prol da coletividade. Tudo certo, reduz o lixo urbano, não utiliza combustível fóssil e aplica-se a um processo insubstituível.


Aterro Sanitário para cogeração de energia limpa


O Rio de Janeiro se prepara para uma revolução verde na gestão de seu lixo. As obras da nova Central de Tratamento de Resíduos (CTR), em Seropédica, começaram nesta sexta-feira, dia 13/08, como anunciou o prefeito Eduardo Paes durante o lançamento do Fórum Carioca de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável, no Palácio da Cidade, em Botafogo.

Na abertura do fórum foi apresentado o Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa, que aponta os resíduos sólidos (lixo) como um dos principais vilões do meio ambiente na cidade, com 24% das emissões de gases do efeito estufa, atrás apenas do transporte rodoviário, responsável por 33% das emissões. A CTR entrará em operação em 2011 e também receberá o lixo dos municípios de Itaguaí e Seropédica. Com isso, a Prefeitura encerrará as atividades no Aterro Controlado de Gramacho, em Caxias, o que ocorrerá gradativamente até o segundo semestre de 2012.

A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, por meio da Comlurb, estará à frente da implementação da CTR pela empresa concessionária Ciclus. A moderna tecnologia da nova CTR permitirá a redução recorde na emissão de gases de efeito estufa. A mitigação estimada nos empreendimentos é de 1,9 milhão de toneladas de CO2 por ano. É como se 1,4 milhão de carros movidos a gasolina deixassem de circular pela cidade. Esse desempenho ajudará o Rio a cumprir a meta para a redução de gases do efeito estufa, estabelecida em 2009 pela Política Municipal de Mudanças Climáticas, e compromisso assumido com o Comitê Olímpico Internacional para os Jogos Olímpicos de 2016. A proposta do Rio, estabelecida pela Prefeitura é diminuir em 8% a emissão até 2012, 16% para 2016 e 20% para 2020.

“A prefeitura do Rio de Janeiro já pode orgulhar-se de estar no caminho limpo e ambientalmente correto da gestão de seu lixo. Em 2012 vamos botar um cadeado para o fechamento definitivo do Aterro de Gramacho, que hoje representa um grande passivo ambiental do Rio”, afirmou o prefeito Eduardo Paes.

Para o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, o Rio entra numa nova era com relação a gestão do lixo da cidade. “O Rio tem compromisso com a sustentabilidade e a Prefeitura quer que a nova CTR seja essa marca. Com a CTR de Seropédica, o Rio conta com projeto de alta tecnologia que permitirá o controle de riscos”, afirmou Osório.


Tecnologia limpa
A moderna CTR, que já tem licença ambiental, será construída com a tecnologia de ponta usada nos países com gestão de resíduo mais avançada da comunidade européia. O solo receberá uma tripla impermeabilização de base reforçada, com duas mantas de polietileno de alta densidade e, no meio delas, um sistema de sensores interligados para dar total segurança à central. A CTR será a primeira do Brasil com tantos recursos de controle de qualidade ambiental – as novidades implementadas devem se tornar referência até para os órgãos ambientais.

O volume de 1,9 milhão de toneladas de redução de CO2 por ano, estimado pela Ciclus, e que será negociado no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL, da ONU), é recorde mundial no setor de resíduos, segundo ranking disponível no site da ONU. Atualmente, a maior operação de créditos de carbono no setor de lixo é de 1,2 milhão de toneladas de CO2 por ano, num empreendimento baseado na Coreia do Sul. As empresas que conseguem reduzir suas emissões de gases poluentes obtêm créditos de carbono, comprados por companhias de países ricos que têm metas obrigatórias de baixar seus níveis de poluição.

O aproveitamento bioenergético é capaz de gerar 30 MW de energia quando a CTR estiver em pleno funcionamento, o que corresponde à iluminação de uma cidade de 200 mil habitantes. Além disso, em duas das sete estações de transferência de resíduos (ETRs) que beneficiarão o lixo recolhido nos municípios de Rio, Seropédica e Itaguaí, serão implantas usinas de geração de energias térmica e elétrica a partir da queima do lixo. A tecnologia é largamente utilizada na Europa, pois filtra os gases poluentes e reduz significativamente o volume de lixo que vai para o centro.


Fórum Carioca de Mudanças Climáticas
Formado por representantes dos Governos, da sociedade civil e meio acadêmico, o Fórum Carioca de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável é discutir propostas de sustentabilidade e políticas públicas voltadas para o meio ambiente.

O trabalho do grupo que integra o Fórum terá como base o Inventário de Emissões de GEE. De acordo com o levantamento, o Rio possui um dos menores índices de emissões per capita de carbono entre as principais metrópoles do mundo.

Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro





Solução do lixo no Rio vai gerar redução recorde da emissão de gases do efeito estufa

O Rio se prepara para uma revolução verde na gestão de seu lixo. O encerramento do Aterro Metropolitano de Gramacho, que por anos recebeu todo o lixo da Região Metropolitana, e a nova central de tratamento de resíduos (CTR) Ciclus, que passará a receber a partir de 2011 todo o lixo de Rio de Janeiro, Itaguaí e Seropédica, vão gerar uma redução recorde na emissão de gases de efeito estufa, através do aproveitamento bioenergético do gás formado pela decomposição dos resíduos orgânicos. A mitigação estimada nos empreendimentos é de 1,9 milhão de toneladas de CO2 por ano. É como se 1,4 milhão de carros movidos a gasolina deixassem de circular pela cidade.

A Ciclus tira a Região Metropolitana do século XX, com seus lixões a céu aberto repletos de catadores trabalhando em condições degradantes, e a coloca no século XXI. A moderna CTR será construída com a tecnologia de ponta dos países com gestão de resíduo mais avançada do mundo. O solo receberá uma tripla impermeabilização de base reforçada, com duas mantas de polietileno de alta densidade e, no meio delas, um sistema de sensores interligados para dar total segurança ao aterro. A CTR, que terá capacidade para receber 9 mil toneladas de lixo por dia, será a primeira do Brasil com tantos recursos de controle de qualidade ambiental – as novidades implementadas devem se tornar referência até para os órgãos ambientais.

O aproveitamento bioenergético é capaz de gerar 30 MW de energia quando a CTR estiver em pleno funcionamento, o que corresponde à iluminação de uma cidade de 200 mil habitantes. Além disso, nas estações de transferência de resíduos (ETRs) que beneficiarão o lixo recolhido no Rio, serão implantas usinas de geração de energia limpa a partir da destruição térmica do lixo. A tecnologia, largamente utilizada na Europa, filtra os gases poluentes, reduz significativamente o volume de lixo que vai para o aterro e gera energia.

A redução de emissões propiciada pelo novo empreendimento permitirá que a prefeitura do Rio de Janeiro cumpra a sua meta de redução de Gases de Efeito Estufa, assinada voluntariamente pelo prefeito Eduardo Paes no fim do ano passado, na ocasião da apresentação do Plano Rio Sustentável, pouco antes da Conferência das Nações Unidas (COP 15), em Copenhague. O objetivo é reduzir as emissões em 8% até 2012, 16% até 2015 e 20% até 2020. Os lixões ainda existentes na Região Metropolitana do Rio são responsáveis, ainda hoje, por uma das maiores parcelas de lançamento de gás estufa no Estado do Rio.

A nova Central de Tratamento de Resíduos do Rio é fundamental para a estratégia de tornar os Jogos Olímpicos de 2016 as olimpíadas verdes, um evento marcado pela atitude sustentável. Além disso, a redução de emissões e o encerramento dos lixões estão na lista de encargos elaborada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Com o empreendimento implantado, as duas metas poderão ser cumpridas.

Fonte: site independente Envolverde



Outra opção: Biocombustível para aviões será feito a partir do lixo
 

A foto é de Marcos Prado, autor do livro sobre jardim Gramacho e do filme Estamira


 

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