sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Amazônia e Greenpeace lança Atlas "Mar, petróleo e biodiversidade - A geografia do conflito"

A Venezuela é um dos maiores produtores mundiais de petróleo, membro da OPEP (ao contrário de nós) e agora, anunciaram oficialmente o Petróleo da Amazônia bem do outro lado da fronteira.


A companhia petrolífera Petrobras anunciou nesta sexta-feira a descoberta de uma nova jazida de petróleo com capacidade para produzir 2,5 mil barris diários de óleo leve na Amazônia, onde a empresa já explora gás natural.

A nova reserva foi confirmada após um Teste de Longa Duração (TLD) realizado no poço exploratório Igarapé Chibata, perfurado em uma região do município de Tefé (AM), a 630 quilômetros da cidade de Manaus.
A jazida com petróleo de alta qualidade foi identificada após a perfuração de um poço de 3.485 quilômetros de profundidade na Bacia do Solimões e em uma concessão na qual Petrobras tem 100% de participação, informou a empresa em comunicado.

O óleo está situado a 32 quilômetros da Província Petrolífera de Urucu, onde a Petrobras explora três jazidas de gás natural que é usado para abastecer a cidade de Manaus.
Apesar da capacidade para produzir 2,5 mil barris diários, o índice é baixo em comparação a outras áreas exploradas pela empresa.

Cada um dos poços da concessão Tupi, localizados nas jazidas descobertas pela Petrobras em águas profundas do oceano Atlântico, tem capacidade para produzir 30 mil barris diários.
Contudo, a Petrobras esclareceu que se trata de "um excelente resultado levando em conta o tipo de bacia no Brasil".

A companhia acrescentou que realizará novos estudos sísmicos e de perfurações para definir a extensão da jazida, quantificar as reservas e determinar a viabilidade comercial de seu exploração.


Atualmente, Urucu é a maior província gaseífera terrestre do Brasil, com produção média de 55 mil barris de óleo equivalente (BOE) processados por dia e a maior unidade de processamento de gás natural do País, com um volume de 10 milhões de metros cúbicos por dia. Esse volume faz do Amazonas o segundo maior produtor nacional em barris de óleo equivalente, e do município de Coari o maior produtor terrestre. A produção de GLP em Urucu abastece os estados do Pará, Amazonas, Rondônia, Maranhão, Tocantins, Acre, Amapá e parte do nordeste.

Fonte: Revista Fator


A campanha de Oceanos do Greenpeace acaba de lançar o atlas "Mar, petróleo e biodiversidade - A geografia do conflito". o objetivo é mostrar, por meio da representação em mapas, o conflito cada vez mais intenso que ocorre em nosso litoral entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico.

Nossa zona costeiro-marinha, que se alonga por mais de 8, 600 km de costa e se estende por aproximadamente 4,5 milhões de quilômetros quadrados, abriga ecossistemas diversos, habitados por inúmeras espécies da flora e da fauna,muitas das quais ameaçadas de extinção.
Apesar da sua importância ecológica, atividades econômicas impactam seriamente o nosso litoral sem que sejam adotadas medidas para sua proteção.

O interesse pela utilização de novas áreas no litoral deverá crescer com o início da exploração do pré-sal, tornando ainda mais complicado e difícil o atendimento da recomendação do Ministério do Meio Ambiente para a criação de unidades de conservação em nossa zona marinha

Para baixar o Atlas do Greenpeace, clique aqui


Mais informação:
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3 comentários:

Thais disse...

Carol o blog A HORA DO PLANETA É A SUA HORA. Saiba mais no link: http://ahoradoplaneta.blogspot.com/2010/11/selo-premios-dardos.html , ofereceu ao "caroldaemon", o Prêmio Dardos. Um abraço e continue com esse excelente trabalho. Parabéns pela conquista! Thais Inara

Anônimo disse...

PETRÓLEO DESCOBERTO NA AMAZÔNIA FOI
ANUNCIADO PELA PRIMEIRA VEZ NOS ANOS 50
“O ministro Juarez Távora - através de uma longa exposição radiofônica - compara o potêncial de produção da bacia amazônica à Venezuela e previa, para o final da década de 1950, que metade do petróleo consumido no Brasil seria proveniente da região.” Leia em: http://politicaeconomicadopetroleo.blogspot.com/2008/02/hitoria-do-petroleo-no-brasil.html

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Amigo anônimo, estou para te responder há dias, mas faltou tempo.
Adorei a sua colocação, vc foi o único que se manifestou por essa obviedade. Nos anos 80, qdo eu estava no ginásio, todos os professores de geografia (politizados e de esquerda) ficavam histéricos com nossa dependência de petróleo do Oriente Médio, diziam que era um absurdo importarmos petróleo, etc.
A crise (do petróleo) ainda era um fantasma e o discurso na época era que o governo militar era entreguista, já que nosso maior potencial estaria na Amazônia, que haviam estudos, geólogos exilados, etc.
Quando postei acima, lembrei da Venezuela e de ninguém atentar para o fato do óleo não acabar do outro lado da fronteira, onde se prospecta um subsproduto por sinal, o gás. Hoje, sem transformar a Amazônia num parque industrial (apenas em pasto), somos (em tese) autossuficientes em Petróleo e pior, já não vemos mais a prospecção como uma opção viável, muito pelo contrário.
Quando a Amazônia virar uma sucursal de Cubatão (ou da baía de Guanabara), talvez a licença para a energia eólica (igualmente off-shore) e obtida 30 anos antes, seja repensada.
O Brasil é sempre o país do futuro, infelizmente.

Valeu pelo link :-)