domingo, 19 de dezembro de 2010

Principais pontos do primeiro atlas ambiental para América Latina e Caribe

Traduzi pessoalmente os principais pontos encontrados pelo PNUMA e desmonstrados no primeiro atlas ambiental para América Latina e Caribe.


O Estado do Meio Ambiente na Região: Principais Questões

Crescimento urbano: A ausência de planejamento urbanístico apropriado criou os maiores problemas das cidades da região. As cidades da América Latina são as mais compactadas do mundo, com a mais alta densidade populacional presente em centros urbanos, apresentando como principais desafios a gestão do lixo urbano gerado e o controle do desperdício de água.
Degradação da Terra: Apesar da região ainda apresentar vegatação luxuriante e hospedar a maior biodiversidade do planeta, a degradação da terra, incluindo áreas de desertificação e erosão de solos e costas são evidentes ao longo de todo o continente. A desertificação hoje afeta mais de 600 milhões de hectares nos biomas áridos, semiáridos e subtropicais de toda a região.

Profundas mudanças em métodos agrícolas tradicionais:  O uso da terra para fins agrícolas cresceu a uma taxa de 0,13% ao ano, entre 2003 e 2005, resultando na perda de florestas e outros habitats. Essa mudança tem sido acompanhada por outra ainda mais profunda: principais culturas alimentares como a batata, mandioca, arroz e trigo declinaram, embora tenha havido um aumento de culturas voltadas para combustível, indústria e alimentação de rebanhos.

Mineração: De todas as regiões do mundo, a América Latina dedica a maior parte (23%) de seus orçamentos para a exploração da mineração. Mais de US$10 bilhões são investidos todos os anos em atividades de mineração na região, o Chile representa aproximadamente 20% do total.

Água doce: A região é responsável por mais de 30% de toda água doce disponível no planeta e cerca de 40% dos recursos hídricos da região são renováveis. A pressão exercida pelo uso agrícola tem aumentado constantemente desde meados de 1990 e as áreas irrigadas duplicaram entre 1961 e 1990.

Geleiras: De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a maioria das geleiras tropicais na região vão derreter entre 2020 e 2030. Os glaciares sul-americanos são uma fonte vital de água para uso doméstico, agrícola e industrial.

As zonas costeiras: Uma grande porcentagem da população da região e suas  respectivas atividades econômicas estão concentradas nas zonas costeiras. Turismo, crescimento urbano sem planejamento, águas residuais urbanas, industriais e da aquicultura estão entre os fatores responsáveis pela degradação dos ecossistemas costeiros, como manguezais, pântanos e recifes de coral.

Florestas: O desmatamento é generalizado e, em alguns lugares, galopante. De acordo com a Organização para Alimentação e Agricultura (FAO), a América Latina e o Caribe perdera cerca de 43.500 km2 de florestas por ano entre 2000 e 2005. Isso corresponde a uma perda anual maior do que a superfície da Suíça. O desmatamento mais grave está ocorrendo na América do Sul, particularmente na Amazônia brasileira, apesar de esforços recentes que têm reduzido a taxa anual de desmatamento no ecossistema.

Desastres naturais: O número de pessoas afetadas por desastres naturais como enchentes e inundações vêm aumentando na região desde 2000. Entre os anos de 1995 e 2006, aproximadamente 20 milhões de pessoas foram afetadas por essas ocorrências, particularmente eventos como furacões.


Conclusão:
A América Latina e o Caribe são regiões naturalmente ricas ambientalmente. Entretanto, esse meio ambiente vem sendo degradado e deteriorado. Conforme demonstrado no Atlas, o mais crítico dos problemas é o crescimento urbano acelerado e desordenado sem qualquer planejamento, defesa do clima, reflorestamento, alterações climáticas, perda da biodiversidade e degradação das áreas costeiras.


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Mais informação:
Atlas do Greenpeace sobre a geopolítica do petróleo

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