quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Café da manhã de verão



No inverno, come-se mais, é natural.
Agora, deixo dicas para o calorão:

Smoothies

Sucos verdes

Gelatina caseira

Mousses de frutas sem açúcar

Sorvete de morango na coalhada

Açaí com abacaxi e melado de cana

Creme de abacate com laranja ou ameixas

As limonadas com iogurte, chá gelado e até couve

Vitamina de banana com aveia no leite de castanha do Pará


Refrescos de melão\melancia com gengibre:
1 pedaço da fruta
1 dedinho de gengibre
muita água (se possível de coco), é refresco - suco grosso tem muita frutose e entra direto no sangue por ser líquido.
Bater tudo e coar, nem precisa de açúcar 

Água de coco é muito hidratante e, com a gordura natural do coco, ainda lubrifica os intestinos.


salada de futas com maracujá e creme de iogurte ou qualquer torta crua, como a de tâmaras com castanha do Pará ou de damasco com cacau descritas na Ceia de Natal


Para passar na torrada do pão sempre 100% integral (ou no beiju de tapioca), muitas pastas e manteigas caseiras:
Guacamole
Queijo de Pinhão
Ovo assado no abacate
Geleia de damasco ou ameixas secas
Os patês de feijão descritos na Ceia de Natal
"Manteiga" de alho (ou cebola, cogumelos e até berinjela)
Geleias de frutas vermelhas
Geleias para adulto: pimenta, manga com pimenta rosa, gengibre, vinho quente, hortelã e capim limão

Manteiga e queijo de Minas de boa qualidade, orgânicos (a Naturallis e a Vale das Palmeiras produzem e distribuem para os principais supermercados)

O patê de tahine com melado de cana em partes iguais (frio e na torrada, lembra manteiga de amendoim e derretido, lembra doce de leite, perfeito com coco ralado na tapioca)

As brasileiríssimas tapioca, pamonha e cuscuz, também são sempre bem vindos.


E para quem não abre mão de um copo de leite gelado, veja como fazer o leite de castanhas naturalmente adoçado com passas, cujo bagaço vira um cookie.

Fuja de pão branco, bebida pronta , requeijão de copo e margarina




Mais informação:
Verão sustentável
Gripes e Resfriados
Os brunchs do feriadão
Café da manhã de inverno
Boa ação de verão para o ano todo: deixe água para os animais de rua

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Consumo inteligente de energia no Verão




As dicas do Instituto Akatu para reduzir o consumo de energia nesse calorão:

Calor leva o consumo de energia a bater recordes no Brasil

Mas o conforto dos eletrodomésticos como o ar-condicionado pode ser aproveitado sem desperdícios
Por Fátima Cardoso, do Instituto Akatu

Nunca antes na história deste país se consumiu tanta energia elétrica. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão responsável pelo controle das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), que cobre quase todo o país, anunciou que no dia 3 de fevereiro de 2010, uma quarta-feira, foi batido um recorde histórico. Pouco depois das 15 horas, foi atingido um ponto máximo de demanda instantânea – 70.400 MW – jamais visto no Sistema Nacional. Nunca o consumo máximo havia ultrapassado a marca de 70.000 MW.

Ao longo da primeira semana de fevereiro, os recordes históricos de consumo de energia foram batidos dia após dia. De acordo com a ONS, os recordes ocorreram devido às altas temperaturas no Brasil, que rondou os 35º C em várias regiões do país. Com tanto calor, aumenta o número de aparelhos de ar-condicionado e de ventiladores ligados pelo país afora.

A pior notícia é que, para atender um consumo tão alto, foi necessário ligar mais usinas termelétricas, que geram energia com a queima de gás natural. O gás é um combustível fóssil, que emite poluentes e gases de efeito estufa, os responsáveis pelo aumento do aquecimento global. O aquecimento global poderá levar às mudanças climáticas que ameaçam a natureza e a vida humana.

No Brasil, em torno de 92% da energia elétrica é gerada pelas usinas hidrelétricas, que têm alguns impactos ambientais importantes, como o alagamento de grandes áreas e o deslocamento de populações, mas são consideradas “limpas” em relação à emissão de poluentes. As poluidoras termelétricas a gás são responsáveis pela geração de 4% da eletricidade do país.

Entretanto, o consumo de eletricidade vem aumentando a cada ano – em dezembro de 2009, por exemplo, foi 8,4% maior do que em dezembro de 2008. O setor comercial e o residencial foram os maiores responsáveis por esse aumento. Para aumentar rapidamente a oferta de energia, o governo federal tem investido cada vez mais nas termelétricas. Isso significa que, ao consumir eletricidade, os brasileiros contribuirão cada vez mais para a emissão de gases de efeito estufa e, conseqüentemente, para intensificar o aquecimento global.

A tendência é que o consumo de energia elétrica cresça cada vez mais, pois o aumento do poder aquisitivo das pessoas das classes D e E levou-as a comprar mais eletrodomésticos. Para viver com o conforto proporcionado por esses aparelhos, entretanto, não é preciso desperdiçar energia. Veja abaixo algumas dicas:

Ar-condicionado: use com moderação

Os aparelhos de ar-condicionado são os maiores consumidores de energia elétrica em uma residência. Durante o verão, são responsáveis por um terço do gasto de eletricidade doméstico. Para manter a casa fresca sem desperdício, deixe as janelas e as portas do ambiente refrigerado fechadas e desligue o aparelho quando o ambiente estiver vazio. Feche as janelas ou as cortinas, para impedir que o sol bata lá dentro, pois isso vai aumentar a temperatura interna e exigir mais trabalho do aparelho. Ao comprar um aparelho de ar-condicionado, prefira os que têm o selo Procel, pois são mais eficientes e gastam menos energia.

Banho sem desperdício

A maioria das casas no Brasil ainda tem chuveiro elétrico, o maior devorador de eletricidade dentro de uma residência, responsável por quase 25% do consumo. O jeito mais simples de economizar energia elétrica é regulá-lo na posição “inverno” somente quando estiver frio. E, é claro, passar menos tempo embaixo do chuveiro, fechando-o enquanto se passa sabonete ou xampu. Ao diminuir o tempo do banho de 12 para 6 minutos, uma pessoa economiza energia suficiente para manter uma lâmpada acesa por 7 horas.

Geladeira mais econômica

A geladeira é um prato cheio para economizar energia. Como fica ligada o tempo todo, é responsável por 22% do consumo doméstico de eletricidade de uma casa, quase empatando com o “campeão” chuveiro. Se sua geladeira tiver mais de 10 anos, vale a pena pensar em trocá-la por uma nova, pois as mais antigas consomem muito mais energia. Se decidir comprar uma nova, prefira as que têm o selo Procel com nota “A” na etiqueta do Inmetro o que indica que gastam menos energia do que as geladeiras equivalentes na mesma categoria, e por isso recebem o selo Procel .

Seja nova ou antiga, evite ficar abrindo a porta da geladeira o tempo todo, pois isso faz com que ela tenha de trabalhar mais para manter a temperatura fria. Pelo mesmo motivo, não deixe a porta muito tempo aberta enquanto escolhe o que quer pegar. Evite forrar as prateleiras com plásticos ou vidro e procure não abarrotá-las, desta forma deixando espaço para a circulação do ar. E não guarde líquidos nem alimentos ainda quentes na geladeira, pois o motor vai ter de trabalhar mais para esfriá-los, e isso vai provocar mais gasto de energia.

Aparelhos desligados de verdade

Um jeito fácil economizar energia é desligar “de verdade” os aparelhos eletrônicos que funcionam com controle remoto. Isto significa apertar o botão on/off e não apenas desligar no controle remoto. Para que o controle remoto possa ligar um aparelho instantaneamente, como a TV ou o som, é preciso que fique ativado o “stand-by”. Mas, o “stand-by” é um devorador de energia elétrica, sendo responsável por até 25% do consumo de energia dos equipamentos eletroeletrônicos.

Lembre-se também de desligar computadores e monitores de vídeo, mesmo quando deixar de usá-los apenas por pouco tempo. Muitas pessoas acreditam que o processo de ligar e desligar computadores e monitores consome muita energia, mas isso não é verdade. Os computadores devem ser desligados sempre que forem ficar mais de meia hora inativos, e os monitores, quando forem ficar sem uso por mais de quinze minutos.

Mais luz com menor gasto

Outro jeito simples de economizar energia elétrica é trocar as lâmpadas da casa pelas mais econômicas, como as fluorescentes. Elas são mais caras, mas economizam até 80% de energia em relação à lâmpada comum e duram até 13 vezes mais. Com isso, o preço maior pago por elas é compensado, em 8 meses, pela economia de energia elétrica. Procure usar a luz natural sempre que for possível, deixando janelas e cortinas abertas. E apague as luzes sempre que sair de um ambiente.

Roupa lavada e passada sem desperdício

Na hora de usar a máquina de lavar roupa, economize água e energia lavando, de uma só vez, a quantidade máxima de roupa indicada pelo fabricante do equipamento. Se usar a secadora, utilize também a capacidade máxima, evitando o desperdício de energia elétrica. Ao passar a roupa, espere acumular uma quantidade razoável de peças e passe tudo de uma vez só, desta forma você só esquenta o ferro uma única vez. Passe primeiro as roupas delicadas, que precisam de menos calor. No final, depois de desligar o ferro, aproveite o menor calor para passar algumas roupas leves.


Dicas minhas:
1. Não compre roupas que precisem passar a ferro, fique livre dessa trabalheira - eu fiquei, meu ferro está sem uso há 5 anos :-)))
Se você é um homem infeliz que usa camisas sociais, entre na moda do tecido amassadinho e faça feliz sua mulher-mãe-passadeira - seu chefe também está suando em bicas e será solidário;
2. Troque todas as suas lâmpadas por econômicas e mantenha as janelas-cortinas abertas para a luz natural entrar;
3. Aproveite que vai aposentar o ferro elétrico e aposente também a secadora de roupas e o secador de cabelos, à exceção de lugares que nevam, ninguém precisa de nenhum dos dois;
4. Esqueça que chuveiro elétrico existe, é uma porcaria mesmo - aliás, para quê água quente nesse calorão? E não tome banhos longos em época nenhuma do ano, quente ou frio, a economia de água é ainda mais importante que a de luz;
5. Fogão e geladeira não devem ficar na mesma parede da cozinha, principalmente um ao lado do outro, a geladeira gasta energia em dobro para manter tudo frio;
6. Não coloque nada quente dentro da geladeira, espere esfriar do lado de fora, para que a mesma não trabalhe em dobro;
7. Verão é a época campeã para falta de água, começa a fazer reuso das águas cinzas da máquina de lavar roupa imediatamente.




Mais informação:
Verão sustentável
Águas vivas - Como agir em caso de acidente
Chuveiro ecologicamente correto para as praias
Mapa nacional de praias próprias para balenário
Economia doméstica de gás para um inverno mais sustentável
Boa ação de verão para o ano todo: deixe água para os animais de rua
Cold Pot: O ar condicionado natural que refresca ambientes com o poder de evaporação da terracota

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

E se cada família chinesa comprar um carro?

Dou um tempo nos orgânicos e trago essa entrevista oportuna, já que vivemos num país onde o slogan da indústria automobilística é "apaixonados por carro, como todo brasileiro".



NO DIA EM QUE CADA FAMÍLIA CHINESA TIVER SEU CARRO
Por Mauro Kahn

As estatísticas mostram que atualmente existe um carro na China para cada 35 chineses. Apesar de ainda estarem longe do Brasil, em que a média é de um carro para cada 8 brasileiros, e principalmente dos EUA, onde há quase um carro para cada cidadão americano, o que acontecerá com o Mundo quando cada família chinesa tiver o seu carro?

Com o Mundo ainda é difícil prever com precisão, mas é certo afirmar sobre os efeitos na própria China, onde o tráfego e a poluição serão absolutamente insustentáveis. Basta lembrar dos recentes Jogos Olímpicos de Pequim, há dois anos atrás, quando a população local foi obrigada pelo governo a manter seus carros nas garagens para que a qualidade do ar da cidade não assustasse os visitantes.

Mesmo perante este tipo de situação o governo chinês não cogita tirar o pé do acelerador, explorando ao máximo o notório potencial do país, custe o que custar. Chega-se a acreditar que num futuro próximo, se a meta chinesa for ao menos parcialmente cumprida, a frota de veículos chinesa beirará os 300 milhões de veículos, número assustador se comparado aos 38 milhões atuais e ainda superior ao da já alarmante frota norte-americana de 230 milhões de veículos.

Se não bastasse a quantidade, os chineses pecam igualmente pela qualidade de seus produtos de ciclo de vida conhecidamente reduzidos, ao exemplo das canetas que de lá importamos a R$0,15 e não hesitamos em descartar no primeiro momento em que começam a falhar. O que farão os chineses quando carros ficarem velhos? Produzirão o maior volume de sucata da história da humanidade, alé,dos bilhões de litros de óleos lubrificantes irão queimar hidrocarbonetos em uma velocidade incrível.

Consome-se, hoje no mundo, mais de 30 bilhões de barris de petróleo por ano, num planeta onde as reservas são sabidamente decrescentes. Perante um aumento potencialmente tão expressivo da frota mundial, até que nível isto iria elevar o consumo? Quanto custará o litro da gasolina mantendo-se a lei da oferta e da procura? Poderíamos supor que as cotações nunca mais voltassem aos dois dígitos e ficaríamos muito contentes se não fossem além dos US$ 200,00 o barril. Quando isto ocorrer certamente iremos buscar uma maior eficiência energética e também o uso racional do automóvel. Caso contrário, a combustão de hidrocarbonetos e a demanda por parques de refino cada vez maiores, como já ocorre na China, tornarão mais caótica ainda a poluição atmosférica, até porque os automóveis chineses serão muito mais atrativos pelo seu baixo preço do que por sua eficiência energética e/ou ambiental.

Obviamente, os carros chineses não serão um problema apenas dentro da China. Como tudo que lá se produz lá para o mercado local, os carros chineses também serão exportados em larga escala. Seria bastante razoável prever que, à altura em que andassem em seus 300 milhões de carros, os chineses já houvessem exportado cerca de outros 300 milhões para o resto do mundo, até porque isto irá ocorrer a um preço extremamente competitivo, totalizando o incrível número de 600 milhões de veículos chineses então presentes no planeta, isto será equivalente a toda atual frota mundial atual.

Em 2009, a China chegou ao primeiro lugar do Ranking dos Países Exportadores, ultrapassando a Alemanha. Dito isto, nada mais justo que cada um dos 1,5 bilhões dos chineses pretenda elevar sua renda e seu nível de consumo. Contudo, preocupa-se sobre onde encontraremos tantos recursos naturais para suportar tal crescimento? Qual será o destino de tantos resíduos? Esperamos encontrar essas respostas o mais rápido possível, ou nunca precisar encontrá-las.

Fonte: Clube do Petróleo

A foto é de um engarrafamento em Pequim


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