quarta-feira, 30 de junho de 2010

Agronegócio sustentável e a revolução dos grãos perenes

Produção maior com modelo agroflorestal: Novo uso da terra ajuda agricultores a desenvolver negócio sustentável

Transformar algo ecologicamente correto em um negócio sustentável e rentável parece longe da realidade de muitas empresas. No ramo agrícola, isto é possível. Pelo menos é o que sugere um modelo chamado de agroflorestal. Ele consiste no uso da terra combinando espécies de árvores com cultivos agrícolas e animais, capazes de captar nutrientes do solo, segundo o Sistema de Informações Agroflorestais (Sisaf), elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). E é assim que Jones Severino Pereira – agora empresário – ganha a vida há mais de 15 anos. Reportagem de Augusto Leite, na Folha de Pernambuco.

“No começo, a vizinhança achava que eu tinha endoidado, porque as pessoas passavam na frente e viam o terreno cheio de mato. Quando surgiram os avanços, passei a tirar 500 cocos dos mesmos 40 pés que antes davam no máximo 70”, conta. Isso não é nada. Hoje, do Sítio São João, em Abreu e Lima, do qual ele é dono, saem 13 mil quilos de alimentos e 40 metros cúbicos de madeira por ano. A produção é garantida por mais de 75 espécies de plantas e uma diversidade de animais que o agricultor não consegue sequer estimar.

As flores não brotaram tão facilmente na vida de Sr. Jones. A inovação partiu por necessidade, já que o solo estava improdutivo e a família vivia da apicultura – criação de abelhas. Atualmente, ainda retiram 500 mil litros de mel todo ano, mas esta não é mais a principal atividade de sustento. “O sistema convencional monocultivo fez com que o solo chegasse a um ponto em que ficou completamente degradado. Na época (até 1993), se eu ganhasse dinheiro, comprava adubo e produzia. Só que não era mais viável. Ia cair num ciclo vicioso. Sempre dependeria de adubo e a natureza não funciona dessa forma”, aponta.

O empresário lembra que “nos primeiros três anos de experiência (agroflorestais) foram mais erros do que acertos”. A situação melhorou mesmo com a ajuda do Centro Sabiá, uma organização não-governamental que assessora famílias agricultoras em Pernambuco. Tanto trabalho, esforço e boa vontade levaram a área de um hectare do Sítio São João a ser reconhecida internacionalmente. De 1999 para cá, já foram mais de 3,5 mil pessoas visitando o local, muitas delas fazendo intercâmbios ou estágios.

Produtos passam por transformação
Mas o que seria de Sr. Jones sem a mãozinha da mulher, Lenir Ferreira Gomes Pereira? “Grande parte dos produtos que vendemos são por conta do talento dela, que parecia estar adormecido”, diz o agricultor. Era preciso dar destino a uma enorme quantidade de mamão, abacaxi, banana, café… E por aí vai. A saída foi diversificar os produtos em tortas, polpas, geleias e doces. Só do açaí, o grande carro-chefe do Sítio São João, com dois mil quilos produzidos por ano, são oito formas distintas de comercializar o produto.

“A ideia surgiu porque a produção estava muito grande. A intenção era não perder a fruta e tentar agregar valor. Recebi um treinamento e aproveitei para o que nós temos. Como não produzimos trigo, faço pão de macaxeira e jerimum. Faço também pastel de jaca com a carninha dela de verdade”, conta a simpática Leninha, como é chamada.

Os produtos são vendidos no Espaço Agroecológico, que acontece aos sábados, nas Graças, atrás do Colégio São Luís, e às segundas, em Boa Viagem, nas proximidades do Parraxaxá. Mas quem der uma passada no Sítio São João também pode aproveitar. Não deve ser fácil sair de mãos abanando. Também é possível fazer encomendas por telefone.

SERVIÇO
Sítio São João
Telefone: 3541-9083
Centro Sabiá
http://www.centrosabia.org.br/

 

 
Grãos perenes, a próxima revolução na agricultura
 
Lavouras de grãos perenes, que crescem com menores quantidades de fertilizantes, herbicidas, combustível e menor erosão do solo do que os grãos plantados anualmente, poderiam estar disponíveis em duas décadas, de acordo com estudo [Increased Food and Ecosystem Security via Perennial Grains] publicado na revista Science.

O desenvolvimento de grãos perenes seria uma das maiores inovações na história da agricultura, mas ainda depende pesquisas e investimento nos atuais programas de melhoramento das espécies potencialmente promissoras.

A questão é delicada e polêmica, em termos de economia global baseada na exportação de produtos agrícolas e enfrenta resistências na agroindústria e na indústria agroquímica. Os autores do estudo destacam que grãos perenes poderiam ampliar a capacidade dos agricultores em sustentar as bases ecológicas de suas colheitas.
Ao mesmo tempo, poderiam oferecer uma proteção e um estímulo adicional à plena utilização de terras marginais, em risco de serem degradadas pela produção anual de grãos.

“As pessoas falam sobre a segurança alimentar”, diz John Reganold, professor e pesquisador da Washington State University (WSU). “Isso é apenas metade do problema. Precisamos falar tanto da segurança alimentar e do ecossistema.”

Os grãos perenes, dizem os autores, têm períodos de crescimento maiores do que as culturas anuais e suas raízes são mais profundas, o que permite às plantas tirarem o maior partido da precipitação. Suas raízes maiores, que podem chegar de 3 a 4 m. de profundidade, reduzem a erosão, são mais eficientes em relação ao aproveitamento dos nutrientes no solo, ao mesmo tempo em que tendem a sequestrar maior quantidade de carbono da atmosfera.

Por serem perenes também exigem menos passagens de equipamentos agrícolas e menos herbicidas. Em termos comparativos, os grãos anuais podem desperdiçar cinco vezes mais água que as culturas perenes e 35 vezes mais nitrato, um nutriente importante para as plantas, que pode ‘migrar’, a partir de campos, para os cursos d’água, contaminando a água potável e criando “zonas mortas” em águas de superfície.

“O desenvolvimento de versões perenes, de nossa produção de grãos, resolveria muitas das limitações ambientais das culturas anuais, ajudando a alimentar um planeta cada vez mais faminto”, diz Reganold.
A pesquisa para o desenvolvimento de grãos perenes está em curso na Argentina, Austrália, China, Índia, Suécia e Estados Unidos.

Os autores afirmam, ainda, que as pesquisas em grãos perenes poderiam ser aceleradas com mais recursos, pesquisadores, terra e tecnologia em programas de melhoramento. Defendem um esforço de pesquisa semelhante ao atualmente despendido na base biológica de combustíveis alternativos.


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Couve chinesa e ramas de cenoura sautée com bolinho de arroz integral



Jantarzinho banal:

Couve chinesa com ramas de cenoura sautée
1) 2 dentes de alho refogados em óleo de gergelim - o óleo de gergelim tem um sabor muito pronunciado e é insubstituível em receitas de legumes refogados, vale a pena tentar caso não seja alérgico. Se achar o óleo caro, compre tahine a granel e peça ao atendente para encher o pote do óleo que paira por cima.
A Biorga já produz o óleo de gergelim extra-virgem e orgânico, veja aqui.
2) 1 couve chinesa orgânica, comprada na Feira de orgânicos da Salvador de Sá (terças de manhã, na Pça José de Alencar) - a couve, que não tem gosto de couve, mas de acelga e mede uns 50cm.
3) ramas de 3 cenouras orgânicas - tem gosto de salsa, mas é riquíssimo em vitamina A e a maioria das pessoas joga no lixo, vira xepa de feira - não mede 50cms como a couve, mas uns 70cm e rende muito.
4) 4 ovos capiras
Refogue o alho em 1 col de sobremesa de óleo de gergelim, junte a couve picada e higienizada, misture e abafe em fogo baixo por 1 minuto. Junte as ramas picadinhas, mexa bem e quebre os 4 ovos por cima, mantenha na panela tampada até os ovos estarem cozidos

Abaixo, a couve chinesa picada na panela de ferro:


Abaixo, a rama da cenoura picada na panela de ferro por cima da acelga:



Bolinho de arroz integral
2 xícaras de arroz integral cozido e empapado (comprada a granel e deixado de molho previamente por 24hrs com limão)
4 ovos capiras
1 xícara de farinha integral (comprada a granel)
3 cenouras orgânicas cruas raladas
ramas de 1 cenoura picadinha
sal, pimenta e curry
Amasse todos os ingredientes, até formar uma massa molinha e grudenta nas mãos, a farinha integral vai endurecer. Forme os bolinhos, a forma vai ficar irregular.
Passe no azeite tradicional fervendo, meia xícara de azeite é o suficiente.
Não é fritura por imersão, como batata frita de junk food, e vai ficar sequinha como tudo que é passado no azeite - por isso bolinho de bacalhau é crocante e sequinho, não escorre como os outros salgados. Pode-se observar que não fica uma gota de óleo na travessa onde os bolinhos estiverem.
Rendimento 20 bolinhos do tamanho de um punho fechado.

Abaixo, os bolinhos no azeite, na panela de barro:

terça-feira, 29 de junho de 2010

Novo museu da Zona Portuária será autossuficiente e construído com material reciclado

“O projeto prevê um museu totalmente autossuficiente. E vamos usar somente materiais recicláveis na construção”, frisou Calatrava



Museu do Amanhã será feito com material reciclável, diz espanhol
Obra faz parte do projeto de revitalização da Zona Portuária.
Inauguração deve ocorrer no segundo semestre de 2012.
Bernardo Tabak, G1

O arquiteto espanhol Santiago Calatrava mostrou, na tarde desta segunda-feira (21), detalhes do projeto do Museu do Amanhã, que será construído no Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio. “O projeto prevê um museu totalmente autossuficiente. E vamos usar somente materiais recicláveis na construção”, frisou Calatrava. De acordo com a prefeitura, as obras começam no primeiro trimestre de 2011, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2012.

Na apresentação, Calatrava tomou de lapiseira, pincel e tinta guache para desenhar esboços do Museu do Amanhã. “O visitante não vai apenas apreciar o museu. Ele também vai ter a experiência da luz, da vida, da natureza”, ressaltou o arquiteto, para explicar que o projeto vai permitir a reflexão da luz solar para parte interna do piso inferior do Museu do Amanhã.


Paixão pelo Rio

Além de ser considerado um dos grandes profissionais do mundo em sua área, eleito em 2005 pela revista americana Time como uma das cem pessoas mais influentes do planeta, Santiago Calatrava também se tornou um apaixonado pela cidade do Rio de Janeiro.

Durante a apresentação, que contou com a presença de várias autoridades e personalidades da sociedade carioca, o arquiteto não se cansou de exaltar as belezas do Rio. “Eu fiquei impressionado com o visual da cidade em um entardecer no 'Mirador del Chines’”, disse, referindo-se à Vista Chinesa, na Zona Sul, um dos principais mirantes do Rio.

E a exuberância do Rio foi determinante na inspiração do arquiteto, que fez o projeto do Museu do Amanhã totalmente integrado à paisagem do entorno Píer Mauá, que inclui a Baía de Guanabara, o Morro da Conceição e o Mosteiro de São Bento. “Do interior do museu, o público vai poder contemplar, entre outras paisagens, o Dedo de Deus”, destacou Calatrava, referindo-se à montanha símbolo da cidade de Teresópolis, localizada a cerca de 90 quilômetros do Centro do Rio, na Região Serrana.

 
(e o que eu não gostei nessa história toda, logo abaixo)
 
Elevado da Perimetral será derrubado depois da inauguração do museu

Durante a apresentação, Santiago Calatrava afirmou que a demolição do Elevado da Perimetral, uma das obras previstas no projeto Porto Maravilha, da prefeitura, é “imprescindível para ligar o Centro do Rio, a Praça Mauá, ao Museu do Amanhã”. Entretanto, na coletiva para a imprensa, o prefeito Eduardo Paes disse que ainda não existe a verba para derrubar a Perimetral.

O secretário municipal de Desenvolvimento, Felipe Góes, esclareceu que a demolição do elevado da Elevado da Perimetral, bem como a construção de um túnel para substituí-lo, serão feitos através de verba captada junto à iniciativa privada. “A previsão é de que a obra comece no início de 2013, com duração de um ano”, explicou Góes. Com isso, o Museu do Amanhã deve ser inaugurado ainda com o elevado aberto ao tráfego.

O secretário frisou que o trânsito não deve sofrer grandes complicações. “Primeiro será construído o túnel sobre a Avenida Rodrigues Alves, que vai receber o fluxo da Perimetral. A obra do túnel vai ser realizada com o elevado ainda de pé”, afirmou.

O presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, ressaltou que o “Rio de Janeiro passa por um renascimento civilizatório”. Para ele, é importante construir empreendimentos culturais ao mesmo tempo em que se recupera a infraestrutura do Rio. “Quando você revitaliza a cidade, a área cultural tem que avançar junto”, concluiu.


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domingo, 27 de junho de 2010

As vitrines sustentáveis do Rio Sul

Aqui no RJ, há um shopping muito antigo, o Rio Sul ,com as principais lojas da cidade.

Passeando por lá, vi algumas vitrines que chamaram a minha atenção, fotografei e reproduzo o que vi.

Loja da Obra da Providência, organizadora da Feira da Providência e emprega centenas de mulheres de comunidades carentes, vendendo artigos femininos criados por designers e elaborados por essas mulheres com tecidos, retalhos, contas, palha... até a sacolinha de papelão foi nota mil.



Selo ECOCERT na vitrine da L´Occitane, certificando os produtos de beleza orgânicos e biodegradáveis.



Loja de biquinis Blue Man, o chão acarpetado com retalhos de lycra dos biquinis e o restante da vitrine decorado com rolos de papelão, reaproveitados dos rolos de tecido, customizados com tinta e dispostos em estante de ferro industrial usada.






Mais uma vitrine que vale visitar: Aqualung e o projeto Tatuí de limpeza de praias





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sábado, 26 de junho de 2010

Como funciona um aterro sanitário


Como funciona um aterro sanitário

Um aterro sanitário é uma “instalação de eliminação utilizada para a deposição controlada de resíduos acima ou abaixo da superfície natural”, em que os resíduos são lançados ordenadamente e cobertos com terra ou material similar. Existe coleta e tratamento do chorume e controle sistemático das águas lixiviantes e dos gases produzidos; é realizado monitoramento dos impactos ambientais durante a operação e após o seu encerramento.

Esta é a diferença entre aterros sanitários e aterros controlados, onde não há coleta e tratamento de chorume. A cobertura de resíduos domiciliares com terra se destina a evitar a ocorrência dos ciclos de insetos, não sendo necessária em resíduos industriais.

A destinação final dos resíduos sólidos pode variar muito. Desde a incineração em instalações muito caras, capazes de atingir grandes temperaturas, conforme se faz na Europa, até a destinação em aterros sanitários, mais comum nos Estados Unidos.

Os motivos são simples de entender. Na Europa ou no Japão, por falta de espaço para instalar aterros, as necessidades induziram o desenvolvimento de tecnologias adequadas de incineração, ainda que muito caras. Nos Estados Unidos, onde existe disponibilidade de espaço, as soluções em aterros sanitários são mais comuns.

Um aterro sanitário é uma solução técnica que incorpora todas as recomendações das boas técnicas e práticas de geotecnia ambiental atualmente incorporadas nas engenharias sanitária e ambiental.

Trata-se da escavação de uma vala, em que a cota da superfície de fundo esteja no mínimo 3m acima do lençol freático, que deverá ser revestida com uma geomembrana (aquela lona preta plástica que muitas vezes é vista em barracos para uso humano) chamada polietileno de alta densidade (PEAD), que em geral tem espessuras de 1,5mm ou 2mm.

Para garantir a eficácia e eficiência do sistema de impermeabilização que evita que os líquidos do lixo, chamados de chorume, se infiltrem contaminando solos e água subterrânea, colocamos um colchão de areia e um dreno chamado “testemunho” abaixo da lona plástica impermeabilizadora. Este dreno é recolhido numa caixa de inspeção fora da vala, e o objetivo é que sempre esteja seco, pois se apresentar chorume significa que a lona foi danificada e precisa ser consertada. Caso contrário não adianta fazer o aterro sanitário e não garantir sua eficácia.

Acima da lona, são instalados filtros para expulsão de gases, como o metano que se forma da fermentação da matéria orgânica, e um sistema de coleta de chorume no fundo da vala, para envio deste líquido para um instalação de tratamento do efluente.

Em aterros de classe IIA, realizados pelas prefeituras para acondicionamento dos resíduos domésticos, raramente estes aterros tem cobertura. Mas em ARIPs (Aterro de Resíduos Industriais Perigosos, que são classe I), mantidos por empresas e instituições privadas para destinação final de seus resíduos perigosos, estes aterros são geralmente cobertos, para que o volume de chuvas não aumente a quantidade de efluentes a serem tratados.

Tanto nos aterros públicos, quanto nos privados, sempre é feita uma drenagem pluvial em superfície, com meia cana, por fora da escavação, para impedir que as águas superficiais aumentem o volume de chorume a ser produzido e tratado.

Toda água que percola (passa) através dos resíduos, sejam quais forem os resíduos, se torna contaminada e precisa tratamento.

E em ambos os casos são instaladas redes de piezômetros (que nada mais são do que poços de coleta de amostras para controle), onde são coletadas e analisadas águas em intervalos trimestrais. Isto é feito para garantir que os aterros estejam sendo eficientes e não estejam poluindo ou degradando solos e águas subterrâneas.


Roberto Naime, Professor no Programa de pós-graduação em Qualidade Ambiental, Universidade FEEVALE, Novo Hamburgo – RS, é colunista do EcoDebate.


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Como funciona uma estação de tratamento de água


Como funciona uma estação de tratamento de água

As questões do meio ambiente no Brasil foram introduzidas através dos conceitos do saneamento básico. O saneamento básico engloba a idéia de tratar a água que será fornecida para consumo das populações, coleta e tratamento do esgoto produzidos, um sistema de gestão dos resíduos sólidos urbanos e por fim um sistema eficiente de drenagem pluvial.

Inicialmente devem ser concebidas e projetadas as questões de reservação e distribuição das águas para consumo humano. Posteriormente as questões de instalação das captações de água, que geralmente são em rios ou através de poços tubulares profundos de grande capacidade que podem extrair grandes quantidades de água dos lençóis subterrâneos de aqüíferos primários (em arenitos ou conglomerados).

O tratamento da água para consumo humano começa nas operações de coagulação e floculação. O processo de coagulação é realizado por meio da adição de cloreto férrico e cal e tem a função de transformar todas as impurezas da água que se encontram em suspensão fina no estado coloidal.

São adicionados no canal de entrada da ETA a solução de cal e o cloreto férrico, que é um sal de ferro. Em seguida a água é encaminhada para o tanque de homogeneização para que o coagulante e o cal se misturem uniformemente no líquido, agindo assim de uma forma homogênea e efetiva.

Na floculação, a água é submetida à agitação mecânica para possibilitar que os flocos se agreguem com os sólidos em suspensão, permitindo assim uma decantação mais rápida.

O tratamento continua nos tanques ou piscinas de decantação, onde a água permanece por um tempo mínimo que permita a decantação do material particulado sólido e dos floculados que se encontram suspensos na água.

Para quem conviveu com aqueles antigos filtros de barro, que tinham um equipamento interno chamado “vela” que se enchia de barro ou lodo e precisava lavar de vez em quando, é este o procedimento que um bom tempo de permanência nos tanques ou piscinas produz.

A seguir, ocorre o processo de filtração que é a retenção de partículas sólidas por meio de membranas ou leitos porosos. As Estações de Tratamento de Água (ETAs) utilizam filtros de carvão ativado, areia e cascalho.

Por último, antes da distribuição da água para consumo, ocorrem os processos de cloração e fluoretação. A cloração consiste na desinfecção das água através da utilização de cloro gasoso (ETAs) ou hipoclorito de sódio (no caso de poços tubulares profundos onde ocorre a captação de águas subterrâneas, armazenadas em rochas, sejam aquíferos primários ou aquíferos secundários).

A fluoretação é realizada visando proporcionar uma medida auxiliar na prevenção da cárie. Nas ETAs e nos poços artesianos é utilizado o fluor sob a forma de ácido fluorsilícico. As dosagens de cloro e fluor utilizados para o tratamento da água seguem as normas convencionais dos padrões recomendados para a potabilidade das águas.

Um grande problema que está enterrado e permanece pouco visível para os olhos da população são as perdas. Canos furados, imperfeições nos sistemas de distribuição de água potável, emendas de canos defeituosas e outros problemas fazem com que a perda estimada nas águas já tratadas se situe entre 30% e 40% na maioria das referências bibliográficas sobre o assunto.


Roberto Naime, Professor no Programa de pós-graduação em Qualidade Ambiental, Universidade FEEVALE, Novo Hamburgo – RS, é colunista do EcoDebate.

Imagem do esquema de uma estação de tratamento de água. Imagem: Revista Eletrônica de Ciências – Número 28 – Setembro / Outubro / Novembro de 2004


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sexta-feira, 25 de junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Crumble de banana com castanha do caju e de morango com castanha do Pará

Receita do Evaldo Ebineder, fácil e rápida, orgânica, integral e sugar-free:

Massa:
300gr de farinha de trigo integral - priorize o orgânico (pode trocar por 50% de aveia e 50% de farinha de milho orgânica e integral. Quem cortou o glúten, usa 50% de aveia e 50% de qualquer farinha integral, como quinua, amaranto, trigo sarraceno e até fubá. Quanto mais grosso teu farelo, mais gostoso fica)
300gr de rapadura ralada
1 xícara de óleo de boa procedência, usei o huile de noix aromatizado com canela
Amassar tudo com as mãos, fica com a consistência enfarinhada
A massa pode ser "temperada" com cravo, canela, gengibre em pó e até noz moscada ralada

Recheio:
1 dúzia de bananas orgânicas amassadas ou 2 caixas de morangos orgânicos amassados e picados
1 xícara de castanhas de caju ou do Pará picadas

Cobertura:
gergelim claro e negro comprados a granel
(os que forem alérgicos a gergelim, podem trocar por coco ralado ou mais castanhas moídas)

Modo de fazer:
Disponha terça parte da massa em pirex, cubra com metade das bananas, metade das castanhas.
Repita a operação, terça parte da massa, metade das banana e castanhas.
Termine com a última parte da massa e salpique gergelim por cima.
Asse por 15 minutos em forno alto

Seguem as fotos do passo a passo:


Os ingredientes na pia e a primeira camada de massa no pirex:


Os morangos e as castanhas por cima:



A segunda camada de massa e a segunda de morango com castanhas:



A terceira camada da massa e o gergelim por cima, antes de ir ao forno:



O crumble assado na versão de morango com castanha do Pará e antes, na primeira tentativa, com banana e castanha de caju (gostei mais):






Com banana ficou muito doce, com morango é mais suave.
Para quem gosta de morango e quiser um resultado mais doce, adicione 1 colher de sopa de geleia caseira de morango a cada camada.

Outras combinações que dão certo:
banana com goiabada cascão caseira
banana com ameixa seca
banana com queijo de cabra
goiabada cascão com queijo de cabra ou de Minas orgânico
maçã com ou sem frutas vermelhas e respectiva geleia caseira e sugar free
pêra com ou sem frutas vermelhas e respectiva geleia caseira e sugar free
maçã ou pêra com frutas secas (passas, tâmaras e damascos)
Todos os ingredientes secos, como a farinha integral, as castanhas e o gergelim foram comprados a granel.
Comprando castanhas, dê preferência às orgânicas, não são pulverizadas com inseticida.

Portal Carne Legal do MP lista frigoríficos irregulares, desmatamento ilegal e trabalho escravo

Ministério Público mapeia origem da carne


Portal “Carne Legal” do MPF lista frigoríficos que vendem carne que vem de área regular, não foi desmatamento ilegal nem usa trabalho escravo

Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu

Os consumidores de todo o Brasil já têm a possibilidade de saber a origem da carne que consomem. Assim podem usar seu poder de compra para escolher a carne legal e premiar criadores, frigoríficos, açougues e supermercados que trabalham de acordo com a lei.

Basta acessar o portal “Carne Legal” lançado pelo Ministério Público Federal para alertar o cidadão que a carne não aparece simplesmente em sua mesa. Ela passa por uma longa cadeia de produção, que envolve impactos ambientais, enormes cifras econômicas e uma intrincada rede de relações trabalhistas. O problema é que a sustentabilidade desse tripé (ambiental, econômico e social) nem sempre é respeitada e não raras vezes diversas leis são desrespeitadas.

Além de informações gerais sobre a produção da carne, o “Carne Legal” lista um a um os frigoríficos e empresas que assinaram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com Ministério Público Federal (MPF).

No documento, frigoríficos e supermercados assumem o compromisso de só comprar carne de fazendas que, dentro do prazo previsto, atenderam às exigências das leis ambientais, trabalhistas e fundiárias. Na prática, significa que as empresas listadas no site do MPF comercializam carne que não vem do desmatamento ilegal de florestas, não usam trabalho escravo e que o gado foi criado em terras vistoriadas e aprovadas pelas entidades legais.


A fiscalização das áreas de produção, inclusive das empresas que assinaram o termo de conduta é feita pelo Ibama com a colaboração do MPF.

“Se a carne for dos frigoríficos ou empresas listadas no site, trata-se de carne legal”, afirma Alan Rogério Mansur Silva, procurador da República no Estado de Pará. Subprodutos como calçados e vestuários produzidos a partir do couro do boi e utensílios que usam pelos do animal também merecem a mesma atenção do consumidor, segundo o MPF.

Entretanto, segundo Silva, a assinatura do documento não é obrigatória. “Mas mostra a boa vontade dos empresários em estar em conformidade com a lei e contribuir para um desenvolvimento mais sustentável do país”.

Por isso, empresas que não assinaram o termo de conduta estão sujeitas a uma atenção e fiscalização mais rigorosa por parte do MPF.

Desde junho de 2008, o Instituto Akatu integra o Fórum Amazônia Sustentável e, como membro do conselho de ética da organização, segue participando do Comitê de Acompanhamento dos Pactos Empresariais. O fórum tem a missão de mobilizar lideranças de diversos segmentos sociais para promover o diálogo, cooperação e articulação, visando uma Amazônia justa e sustentável.

“Temos conseguido resultados positivos ao longo desses dois anos de atuação no Fórum. Muitas das empresas que assinaram o Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público Federal, algumas delas parceiras do Akatu, já haviam se comprometido a praticar uma comercialização sustentável de produtos oriundos da Amazônia como carne, madeira e soja”, conta Heloisa Mello, gerente de Operações do Instituto Akatu.

O Akatu é também signatário do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, comprometendo-se, deste modo, a contribuir para eliminar o trabalho escravo, além de auxiliar na inclusão no mercado de trabalho de pessoas resgatadas de condições degradantes de trabalho.


Combate ao desmatamento e trabalho escravo
A iniciativa de fornecer ao consumidor uma lista de frigoríficos, supermercados e açougues cuja produção está em conformidade com a lei, faz parte da campanha “Carne Legal”, lançada no dia 1º de junho pelo MPF no Pará. “Mas a proposta é que a campanha tenha alcance nacional. Procuradores de outros Estados já estão em contato com empresários locais para que eles assinem o termo de conduta”, conta Silva.

“Churrasco de desmatamento, é isso que você come quando compra carne de origem incerta. Saiba a origem da carne que você consome”, diz uma das peças da campanha. O material deve ser veiculado em todo o Brasil. Acesse o site oficial da campanha, para assistir ao filme, ouvir o spot para rádio, além de baixar o folder, banner para web e o adesivo da campanha.

Segundo Silva, “a campanha é resultado de uma verificação incontestável feita um ano atrás, quando chegamos a conclusão de que grande parte das ilegalidades como desmatamento da nossa floresta e o uso de trabalho escravo estão ligados à atividade pecuária”.

Para chegar a essa conclusão, a procuradoria reuniu e cruzou dados de investigações da entidade com outros levantamentos feitos pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Secretaria do Estado do Meio Ambiente do Pará.

“Para se ter uma idéia, encontramos até produção em áreas embargadas pelo IBAMA”, esclarece o procurador.

Hoje, portanto, “a campanha é o desdobramento de um esforço de mais de um ano do MPF e que conseguiu, passado o momento inicial de tensão, unir os esforços de pecuaristas, frigoríficos e órgãos estaduais e federais, para garantir que a pecuária se desenvolva em bases sustentáveis, desvinculando-se de problemas ambientais e sociais na sua execução”, diz uma nota à imprensa emitida pelo MPF.


Consumo de carne é uma escolha individual
Em nota divulgada à imprensa, o MPF deixa claro que a campanha não é contra o consumo de carne. “Essa é uma opção de cada um e não cabe ao MPF opinar sobre isso. A campanha é pela transparência da cadeia produtiva da pecuária. Tanto o consumo de carne quanto o consumo de couro e de tantos outros subprodutos do boi tornam-se prejudiciais se estiverem mantendo fazendas que ocupem ilegalmente áreas de preservação ambiental, utilizem mão-de-obra escrava e invadam terras públicas”.

A mesma nota ressalta ainda que “a campanha, antes de mais nada, pretende formar um consumidor que, atento ao mercado, busca separar os agentes econômicos, privilegiando aqueles que efetivamente se preocupam com uma produção correta, afastando assim a origem ilegal, quer pelo abate clandestino, quer por não ter dos fornecedores um compromisso pela não utilização de mão-de-obra escrava, lavagem de dinheiro e novas áreas desmatadas”.

“Qualquer iniciativa que procure limitar o direito de escolha do consumidor não é bem vinda”, alerta Mello. “O ideal é que os esforços sejam no sentido de esclarecer ao consumidor sobre os impactos negativos e positivos do produto que ele consome. Ele pode fazer a escolha certa e esta campanha dá subsídios importantes para o consumidor refletir e tomar sua decisão de consumo”, conclui.


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Trabalho irregular e a indústria da carne
Quantos escravos trabalham para você?
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Relatório Estado do Mundo 2010 - WWI

Lançamento do relatório “Estado do Mundo-2010” (versão em português)

Data: 30/06/2010

Horário: das 10h30 às 12h30
Local: Livraria Cultura, no Conjunto Nacional – Teatro Eva Herz
Endereço: Av. Paulista, 2.073 – Bela Vista



Akatu lança relatório “Estado do Mundo” em português


Documento aponta que, sem mudança cultural que valorize a sustentabilidade em vez do consumismo, nada poderá salvar a humanidade dos riscos ambientais e de mudanças climáticas

O Instituto Akatu pelo Consumo Consciente lança na próxima quarta-feira, dia 30 de junho, a versão em português do relatório “Estado do Mundo – 2010”, uma das mais importantes publicações periódicas mundiais sobre sustentabilidade.

Produzido pelo Worldwatch Institute (WWI) – organização com sede em Washington (EUA) – o “Estado do Mundo” traz anualmente um balanço com números atualizados e reflexões sobre as questões ambientais.

Neste ano, o tema é “Transformando Culturas – do Consumismo à Sustentabilidade” e aborda as mudanças no consumo, sob a ótica da economia, negócios, educação, mídia e movimentos sociais.

Segundo dados do relatório, na última década, a humanidade aumentou seu consumo de bens e serviços em 28%. Somente em 2008, foram vendidos no mundo 68 milhões de veículos, 85 milhões de refrigeradores, 297 milhões de computadores e 1,2 bilhão de telefones celulares.

Para produzir tantos bens, é preciso usar cada vez mais recursos naturais. Entre 1950 e 2005, a produção de metais cresceu seis vezes, o consumo de petróleo subiu oito vezes e o de gás natural, 14 vezes. Atualmente, um europeu consome em média 43 quilos em recursos naturais diariamente – enquanto um americano consome 88 quilos, mais do que o próprio peso da maior parte da população.

Além de excessivo, o consumo é desigual. Em 2006, os 65 países com maior renda, que somam 16% da população mundial, foram responsáveis por 78% dos gastos em bens e serviços. Somente os americanos, com apenas 5% da população mundial, abocanharam uma fatia de 32% do consumo global. Se todos vivessem como os americanos, o planeta só comportaria uma população de 1,4 bilhão de pessoas. Atualmente já somos quase 7 bilhões, e projetam-se 9 bilhões para 2050.

A pior notícia é quem nem mesmo um padrão de consumo médio, equivalente ao de países como Tailândia ou Jordânia, seria suficiente para atender igualmente todos os habitantes do planeta. A conclusão do relatório não deixa dúvidas: sem uma mudança cultural que valorize a sustentabilidade e não o consumismo, não haverá esforços governamentais ou avanços tecnológicos capazes de salvar a humanidade dos riscos ambientais e de mudanças climáticas.

Editado há 28 anos e em cerca de 30 idiomas, o “Estado do Mundo” é publicado no Brasil desde 1999 pela Universidade Livre da Mata Atlântica (UMA), representante do WWI no Brasil. Neste ano, o Akatu foi convidado para a parceria devido ao tema abordar especificamente sustentabilidade e consumo. “Ao longo da sua existência, o Akatu vem se estabelecendo como referência no Brasil em abordagem de questões referentes ao comportamento de consumo, razão pela qual recebemos essa honrosa responsabilidade do Worldwatch Institute”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

“Este relatório proporcionará o acesso a informações abrangentes a respeito de uma vida mais saudável ambiental e socialmente, para toda a sociedade”, comenta Eduardo Athayde, diretor do WWI.

Para o presidente do Akatu, o “Estado do Mundo” é uma ferramenta primordial de consulta para todos aqueles que têm alguma intenção de cooperar com a preservação do planeta. “O relatório é um choque de realidade. Um material que impulsiona a todos os que têm acesso a ele a agirem em benefício da Terra”, conclui Mattar.

A edição do Estado do Mundo em português e o evento de lançamento são patrocinados pelo Itaú, parceiro pioneiro do Instituto Akatu.

Após o lançamento oficial no dia 30, o relatório estará disponível para ser baixado gratuitamente nos sites do Akatu e do WWI.

Abaixo, algumas das conclusões do relatório:


Economia e Negócios

No âmbito da economia e negócios, uma dos aspetos fortemente recomendados pelo relatório é a “reavaliação do papel das grandes corporações”. O documento considera o poder de alcance do setor: “em 2006, as 100 maiores companhias transnacionais empregavam 15,4 milhões de pessoas com um volume de vendas de US$ 7 trilhões — o equivalente a 15% do produto mundial bruto” e conclui que “um sistema econômico sustentável dependerá de convencer as companhias, por meio de um conjunto de estratégias, de que a condução de seus negócios de maneira sustentável”.

No âmbito social, empresarial e pessoal, a compreensão e a adoção de práticas de sustentabilidade são limitadas. Mudar uma organização costuma ser um processo ainda mais longo do que o da mudança pessoal.

Muito se pode aprender com empresas que foram além das mudanças superficiais para abraçarem plenamente a sustentabilidade e que, assim, determinaram mudanças profundas em sua cultura organizacional. Para essas companhias, a sustentabilidade tem papel fundamental como um conjunto de valores que integram a prosperidade econômica, a gestão ambiental e a responsabilidade social, ou seja: lucro, planeta e pessoas.

Para alcançar esse nível de mudança, os líderes devem apresentar visões arrojadas e devem envolver suas organizações em discussões diversas, mais profundas, sobre o objetivo e a responsabilidade da empresa em oferecer valor verdadeiro para os clientes e a sociedade. Além disso, o engajamento de toda a empresa é essencial.


Educação

Segundo o relatório, uma pesquisa anual com alunos de primeiro ano de faculdades nos Estados Unidos investigou durante mais de 35 anos as prioridades de vida dos alunos. No transcorrer desse tempo, a importância atribuída a ter boa situação financeira aumentou de pouco mais de 40% para quase 80%, enquanto a importância atribuída à construção de uma filosofia de vida plena de sentido diminuiu de 75% para pouco mais de 45%. E “este não é um fenômeno apenas americano”, ressalta o documento.

Para romper com o padrão do consumismo, todos os aspectos da educação terão de ser pautados pela sustentabilidade. Hábitos, valores, preferências – todos são, em grande medida, formados na infância. E durante a vida, a educação pode ter um efeito transformador sobre quem aprende. Portanto, explorar essa instituição poderosa será essencial para redirecionar a humanidade para culturas de sustentabilidade.

Nenhum sistema educacional é isento de valores, pois todos ensinam e são orientados por um determinado conjunto de ideias, valores e comportamentos, quer seja o consumismo, comunismo, crenças religiosas, ou sustentabilidade

Quanto mais a sustentabilidade puder estar integrada aos sistemas escolares atuais, maior será o número de pessoas que internalizarão os ensinamentos da sustentabilidade desde a infância. Dessa forma, as ideias, valores e hábitos se tornarão “naturais”. A partir de então, a educação funcionará como ferramenta poderosa para criar sociedades sustentáveis.


Mídia

A maior parte da mídia ainda reforça o consumismo, mas existem esforços no mundo todo para que seu vasto poder e alcance seja utilizado para promover culturas sustentáveis.

Segundo o relatório, 83% das residências no mundo têm aparelhos de televisão e 21 em cada 100 pessoas têm acesso a internet. Entretanto, a maior parte da mídia ainda reforça o consumismo, apesar de existirem esforços no mundo todo para que seu vasto poder e alcance seja utilizado para promover culturas sustentáveis.

Por meio de ações publicitárias globais, o setor de água engarrafada, por exemplo, ajudou a criar a impressão de que água na garrafinha é mais saudável, mais saborosa e está mais na moda do que a boa e velha água “torneiral”, mesmo quando estudos demonstram que algumas marcas de água engarrafada são menos seguras do que água da rede e custam de 240 a 10 mil vezes mais. A indústria de água engarrafada movimenta hoje US$ 60 bilhões e vendeu 241 bilhões de litros de água em 2008, mais que o dobro da quantidade vendida em 2000.


Mais informação:
Natal sustentável
Festa Junina Sustentável
Dia dos Namorados sustentável
Torcida verde pela seleção canarinho
Páscoa em paz com o resto do mundo

"Kit geladeira" reduz conta em 15%

O selo PROCEL-INMETRO abaixo, que poucos observam, indica a eficiência energética do eletrodoméstico e ajuda o cálculo da energia gasta e respectiva possibilidade de contenção de gasto, ideal para os meses de "pico" e até o horário de verão.



Mais informação, a boa nova da Unicamp:

"Kit geladeira" reduz conta de energia em até 15%


Isabel Gardenal - Jornal da Unicamp - 08/06/2010

Os pesquisadores calculam que a adoção do kit geladeira teria um efeito na economia de energia muito superior ao do horário de verão.
Uma simples geladeira é responsável por cerca de 30% dos gastos mensais das famílias brasileiras com energia elétrica.
Mas Mirko Chávez Gutiérrez e Vivaldo Silveira Júnior, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acreditam estar no caminho certo para diminuir esse impacto.
Eles desenvolveram um "kit geladeira" que, no estágio atual, já é capaz de economizar até 15% na conta de energia.

Condensador evaporativo
Os dois engenheiros criaram um dispositivo para a condensação evaporativa em refrigeradores domésticos. Os condensadores evaporativos são apenas utilizados atualmente em sistemas de refrigeração de maior porte, como por exemplo em câmaras frigoríficas.
O kit geladeira é composto basicamente de um reservatório, de uma pequena bomba hidráulica e de um tubo de PVC, para a circulação e a distribuição de água que se condensa no exterior do refrigerador.
"O reservatório precisa se encaixar à recepção da água que está caindo, a fim de que possa ser bombeada novamente", diz Vivaldo.

Kit geladeira
Dependendo do interesse das empresas montadoras, o kit será facilmente implementado a um baixo custo e com a eficiência que o Brasil requer, afirma Silveira Júnior.
Ele considera que, se o dispositivo for levado à escala comercial, poderá se tornar mais adaptável e ganhar um design arrojado que acomodará melhor o sistema externo, embora já hoje, a partir desta pesquisa, possa ser aplicado a qualquer refrigerador, mesmo os mais antigos.
Com base nos dados obtidos com o protótipo, a economia no consumo global de energia elétrica residencial - em termos nacionais - chegaria a um patamar de 5%. "O resultado seria mais encorajador do que o obtido no horário de verão, que fica ao redor de 1%", relembra.

Vilões do consumo de energia
Gutiérrez centrou seu projeto na geladeira porque ela é utilizada por 96% das famílias brasileiras e é uma das vilãs no consumo de energia elétrica (o chuveiro ainda figura como o primeiro colocado).
Segundo o pesquisador, existem no Brasil poucas iniciativas efetivas que visem à economia energética nestes equipamentos.
O condensador evaporativo, ao contrário, provou ser uma estratégia viável, pois a tecnologia já era empregada com sucesso na indústria, ainda que sem aplicações domésticas.
Durante os testes, utilizaram-se diferentes condições de temperatura de ensaios para todas as regiões do país. Foram feitos experimentos em temperaturas ambientais baixas, como acontece no Sul (17 e 18ºC), e em temperaturas altas (32ºC), como no Nordeste. O equipamento mostrou-se eficientemente, de acordo com o pesquisador, em todos os arranjos de temperaturas.

Funcionamento do condensador
Na prática, esse condensador evaporativo promove a transferência de calor para a água de resfriamento.
A sua função é transferir calor do gás circulando por dentro dos tubos do sistema de refrigeração para a água, que os molham no lado externo. "Quisemos, portanto, aliar esta necessidade a uma tecnologia que possui uma aplicação industrial já atestada," destaca o engenheiro.
"Escolhemos uma geladeira antiga porque é certo que o seu consumo será maior. Foi uma forma de testar o experimento na pior situação", conta, mas reconhece que, quanto mais passa o tempo, as montadoras têm melhorado o sistema de refrigeração e de isolamento dos novos refrigeradores. "O nosso trabalho inclusive ajudaria muito nesse processo", sinaliza Gutiérrez.
Essa técnica adaptada deve "cair nas graças" da indústria, na avaliação do pesquisador, justamente por este favorecimento da água em promover a troca térmica neste local, onde de fato precisa haver dissipação de calor para adequar o ciclo termodinâmico da geladeira.
Para facilitar a sua dissipação, a água é circulada sobre o condensador. Ela evapora e troca calor mais facilmente neste local. Este favorecimento do sistema de refrigeração da geladeira como um todo mantém internamente sua operação normal e com melhor eficiência durante a troca térmica.
"Conseguimos inovar em termos de aplicação. Falta agora buscar uma parceria com alguma empresa que se interesse pela proposta, como as grandes fabricantes de refrigeradores. Seria uma contribuição para a eficiência energética, já que no momento precisamos encontrar meios de economizar energia e realizar o mesmo trabalho. A isso chamo eficiência energética", diz Silveira Júnior.

Tecnologia social
Ainda que esse dispositivo tenha um custo, ele foi concebido para atender a uma demanda social. "Não queríamos que o custo fosse elevado. O investimento inicial no kit é de apenas R$ 40,00 aproximadamente, por equipamento. Considerando que é uma tecnologia inovadora e de fácil aplicação, nota-se que ela tem tudo para impactar positivamente a comunidade em geral com o apelo de conseguir uma melhora do desempenho energético e de gerar uma poupança em famílias de qualquer parte do Brasil."
Agora a ideia dos engenheiros é combinar outros benefícios com este dispositivo em refrigeradores. "O sistema oscila menos e o compressor enfrenta menor tempo de parada e de partida. Além disso, mesmo do ponto de vista dos alimentos e de sua conservação, ele é desejável para manter uma temperatura mais uniforme dentro do gabinete da geladeira", comenta Gutiérrez. Pelo fato de ter uma temperatura com menores oscilações, os alimentos na geladeira alcançam um maior tempo de conservação.
Quanto à melhora de desempenho do sistema de refrigeração, foram efetuados cálculos para entender o que significam esses 15% que, à primeira vista, não dão a sua dimensão exata.
Contudo, levando em conta um custo de tarifa de R$ 0,331/kWh, que normalmente é a tarifa praticada pelas concessionárias de energia, ele representaria uma economia financeira mensal de R$23,44, segundo testes comparativos desenvolvidos com um refrigerador com e sem o dispositivo proposto.
"É uma economia considerável para uma conta residencial. Trata-se de um serviço de utilidade pública e uma forma de economizar energia de maneira eficiente", expõe o pesquisador. Soma-se a isso a vantagem de o sistema trabalhar sem exigir grandes modificações no seu funcionamento.
Segundo o autor da pesquisa, o governo brasileiro não tem sido omisso em buscar maneiras de melhorar a eficiência energética. Contudo suas estratégias atuais baseiam-se na troca de refrigeradores.
"As concessionárias trocam os refrigeradores mais antigos, devido ao seu maior consumo em relação aos atuais. Esta estratégia é apenas uma substituição", afirma. "Se alcançarmos a massificação do dispositivo estudado, será uma estratégia mais agressiva do que apenas substituir um equipamento por outro, sendo que este procedimento pode representar novos problemas ambientais. A nossa contribuição poderia ser maior neste caso."

Aprimoramentos necessários
Um inconveniente do dispositivo é que a dona de casa terá que preencher o reservatório de água todos os dias, para que funcione, já que ela se evapora a cada 24 horas aproximadamente. Manter a circulação da água e a sua evaporação são os benefícios que se colocam neste trabalho.
Por outro lado, o condensador da geladeira, que é o lugar mais quente do aparelho, realça Silveira Júnior, também será o mais úmido, neste caso. Por este motivo, o local pode se tornar um foco para o desenvolvimento de bactérias e de algas. Uma saída, aconselha, é realizar o tratamento químico da água. "Ela tem que estar isenta de sujeiras, exigindo-se um tratamento químico com algum bactericida que permita promover a sua circulação", aponta.
O tratamento químico da água utilizada no dispositivo deve ser mantido com índices por volta de 5ppm (parte por milhão) de cloro, por exemplo. "Os tratamentos disponíveis não encarecem o custo do dispositivo e, mais que isso, são necessários. Porém, frente ao bônus que ele proporciona, a despesa é baixa e não limita a sua aquisição pelas famílias", defende Gutiérrez.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Pão de queijo

5 receitinhas porretas, sugar-free e a base de ingredientes orgânicos: com inhame, coalhada, iogurte, mandioquinha e até inhame com iogurte.

Pão de queijo pode ser feito "temperado", com orégano seco é o mais comum. Mas você também pode usar manjerona, manjericão, estragão, pimenta calabresa e até "adoçar" com canela, gengibre ou mesmo 1 colher de sopa cheia de coco ralado ou 2 bananas amassadas. Eu adoro.

Em Minas, terra oficial do pão de queijo, ele é servido acompanhando 2 bebidas: café preto (de dia) e cachaça (à noite). As 3 maiores marcas de café orgânico são a Cia. EcológicaKorin e Native (já provei os 2 primeiros e gostei, mas a Native produz até em versão expresso e pó solúvel), já as cachaças D.O.C. são encontradas facilmente nas Feiras de Orgânicos ou mesmo nos alambiques caseiros pelo interior do nosso país.



Vamos à elas:

Pão de queijo da Avó de Eduardo Álvares, extraído do livro "O melhor da festa", da Sônia
1 xícara de polvilho azedo
1 xícara de queijo Minas ralado (a Vale da Palmeiras produz um bom queijo de Minas orgânico e distribui para muitos supermercados)
1 ovo caipira (os orgânicos são certificados pelo IBD , ECOCERT ou ABIO - a Korin é uma boa marca e distribui para a maioria dos supermercados)
1 col de café de sal marinho
coalhada até atingir o ponto de enrolar (a Karin ensina a fazer iogurte de leite de cabra caseiro, naturalmente orgânico, já que o rebanho caprino não produz leite sob efeito de hormônios de crescimento e antibióticos. Para quem não tem tempo, a Taeq, produz e distribui um iogurte orgânico de leite de vaca mesmo - a partir desses iogurtes, você processa sua coalhada)
Assar por 20 minutos


Pão de queijo com farinha de trigo integral e leite de coco, livro de receitas nº02 da Mãe Terra
1/2 xíc de farinha de trigo integral grossa (ou aveia ou fubá)
1 e 3/4 de xíc de polvilho doce ou azedo
1/2 xíc de óleo vegetal de boa procedência (tente com azeite extra virgem orgânico e aromatizado em casa)
2 ovos caipiras
100gr de queijo ralado (Minas orgânico da Vale das Palmeiras, ricota, cabra...)
1/2 xíc de leite (se não encontrar orgânico, substitua por leite de coco caseiro)
1/4 col sobremesa sal marinho
Ferva o leite, o sal e o óleo, junte as farinhas, mexendo sempre. Retire do fogo. Adicione os ovos e o queijo, amassando com as mãos. Enrole e leve para assar até dourar.


Pão de queijo com inhame, FMO
6 inhames orgânicos cozidos e descascados (450gr)
1 xíc de chá de polvilho doce
1 xíc de chá de queijo meia cura ralado (queijos de cabra substituem perfeitamente)
1 col de café de sal marinho
Amassar os inhames com garfo, misturar bem com os demais ingredientes, enrolar e assar até dourar


Pão de Queijo com inhame e iogurte, sem ovos - extraído do livro de culinária indiana já recomendado aqui
1/2 kg de polvilho azedo
1/2 kg de polvilho doce
1 prato fundo de parmezão ralado
1 xíc de óleo de boa procedência (ou os azeites aromatizados e orgânicos)
1 col sopa rasa de sal
1 e 1/2 xícara de leite (se não encontrar orgânico, substitua por leite de coco caseiro)
2 inhames médios cozidos e descascados
1 copo de iogurte natural
Amassar os inhames com garfo, misturar bem com os demais ingredientes, enrolar e assar até dourar.


Pão sem queijo de batata baroa, extraída integralmente do livro “Festa Vegetariana”
2 e 1\2 batatas baroas cozidas em pûre
Sal
1\2 copo de óleo vegetal de boa procedência (ou os azeites orgânicos e aromatizados em casa)
100gr polvilho azedo
250gr polvilho doce
1\2 copo de água morna
Misture tudo com as mãos, faça bolinhas e asse em forno baixo até dourar


As farinhas e polvilhos são todos encontrados a granel.



Mais informação:
Compras a granel
Não contém glúten
A soja é desnecessária
Kefir, iorgurte e coalhada
Leites Vegetais x Leite animal
Mamãe não passou açúcar em mim
Comida di Buteco e as dicas para beber cachaça

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pizzas



Pizza é uma comida tradicional desvirtuada pelo junk food, faça essa delícia em casa e coma sem culpa.
Atente que dos 10 piores "alimentos" para a saúde, a pizza industrializada ocupa o oitavo lugar.

Uma boa massa de pizza não é difícil, mas pode levar mais tempo. Para quem gosta de pizza feita com pão árabe e não encontra marcas que não adicionem farinha branca, a saída é fazer o chapati que a Sônia ensina ou mesmo usar tapioca como base. A Cervejaria Devassa vende pizza de tapioca e é ótima, tem muita saída.

Para quem estiver com preguiça até de fazer uma base em tapioca, use pão 100% integral, como uma bruschetta. Eu adoro, faço direto, as vezes não leva nem molho de tomate. E acompanho de vinho e muito azeite, saudável e delicioso.


Receita básica de Massa:
1 tablete de fermento biológico
1 xíc de água
1/4 de xíc de óleo vegetal de boa procedência, tente usar azeites extra virgem orgânicos e aromatizados em casa e esqueça do óleo de soja
1 ovo caipira
2 xíc de farinha de trigo integral
1/2 col de chá de sal marinho
Amassa tudo e assa


Receita simples para massa:
1 xícara de farinha de trigo integral
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de sopa de azeite extra virgem
3\4 de xícara de chá de leite vegetal a sua escolha, use coco para dar um sabor mais pronunciado
Junte a farinha, o sal e o fermento em uma tigela grande.Faça um buraco no meio e coloque azeite e vá misturando com a ponta dos dedos.Junte o leite aos poucos e faça uma bola.Em uma superfície com farinha sove a massa por uns 2 minutos. Divida a massa em 04 e cubra com pano úmido. Deixe dar uma descansada de 10 minutinhos.Abra cada parte da massa em disco de 20cm de diâmetro.Aqueça uma frigideira e pincele um pouquinho de azeite.Coloque o disco na frigideira quente, faça furinhos com um garfo para circular o ar. Deixe 02 minutos de cada lado. Pronto a massa está pronta para o recheio de sua preferência.


Receita do Chapati:
3 a 4 copos de farinha integral
1 copo de água
1 col de sopa de azeite orgânico e caseiro
1/2 col de sopa de sal marinho
Amassa tudo e assa na mesma hr em panquecas finas





Para quem não quer comer carboidrato, quer aumentar a ingestão de vegetais ou mesmo estimular crianças e pessoas enjoadas a variar um pouco, use abobrinhas, berinjelas e até tomates como base para sua pizza. O resto é recheio, bom senso e criatividade.




Sugestões de cobertura:

Marguerita ao alho e óleo
molho de tomate caseiro
muzzarela de bufala, cabra ou de vaca orgânico
tomate orgânico em rodelas
alho orgânico tostado previamente no azeite (a Taeq distribui e também é facilmente encontrado nas feiras de orgânicos)
orégano e manjerona seca
folhas de manjericão fresco


Al pesto
molho de tomate caseiro
muzzarela de bufala
tomate orgânico em cubinhos
molho pesto
folhas de manjericão fresco


Mediterrânea
molho de tomate caseiro
abobrinha, berinjela e pimentão amarelo em cubos
azeitona preta e queijo de cabra picados
orégano e manjerona seca
folhas de manjericão


Caipira
molho de tomate caseiro
frango caipira (a Korin é uma ótima marca, mas há vários produtores independentes nas feiras de orgânicos)
creme de milho caseiro (use espigas de milho orgânico debulhadas, evite o milho em lata - milho e soja são os campeões em transgênia - veja também como fazer cremes vegetais caseiros)
cebola em rodelas
azeitona verde
orégano e manjerona seca


Portuguesa
molho de tomate caseiro
muzzarela orgânica
linguiça de frango orgânica (a Korin produz também e, além da carne ser orgânica, não leva realçador de sabor como glutamato monosódico)
cebola em rodelas
pimentão vermelho e azeitonas pretas picadas
ovos caipiras cozidos
orégano e manjerona seca


Popeye
molho de tomate caseiro
creme de espinafre caseiro (faço o meu com espinafre orgânico refogado em alho, batido no liquidificador com pouca água e engrossado com aveia - veja como fazer os cremes de leites vegetais sem soja)
cogumelos hidratados ou frescos
queijo de cabra em cubos
orégano e manjerona seca


Nordestina
molho de tomate caseiro
abóbora cozida
carne sol caseira (grado criado solto, boi verde)
cebola em rodelas
queijo minas curado picado por cima ou muzzarela orgânica
orégano e manjerona seca


Romeu e Julieta
goiabada cascão na rapadura
queijo de Minas orgânico (o Vale da Palmeiras está disponível em muitos supermercados)


Carioca
banana orgânica em rodelas
queijo de Minas orgânico
canela da China em pó


Chocolate com morango
Nutella caseira
morangos orgânicos cortados ao meio
geleia de morango caseira
chocolate amargo picado


Tropical
pasta de tahine com melado de cana em partes iguais (leia sobre essa pasta idêntica à doce de leite quando aquecida e a manteiga de amendoim, quando em temperatura ambiente na torrada) - Se for alérgico à gergelim da tahine, tente a manteiga de castanha do Pará em huile de noix.
coco ralado
banana em rodelas e abacaxi em fatias


Maçã com canela
pasta de tahine com melado de cana em partes iguais ou a manteiga de castanha do Pará
maçã orgânica em fatias
canela em pó


Todos os legumes e frutas podem ser encontrados em versões orgânicas facilmente e os temperos a granel custam 10% do valor de mercado convencional (incluindo a farinha integral).
Algumas ervas como manjericão e orégano, são facilmente cultiváveis em hortas caseiras.
Sobre as carnes, ovos e lácteos, um animal criado solto sem hormônios e antibióticos, é a garantia de saúde para os que vão consumir. Já existem muitas marcas produzindo os cortes prontos e seus derivados, incluindo os queijos. Vale a pena em todos os sentidos, inclusive por saber que até o capim do pasto não pode ser tratado com agrotóxico, não devastando assim os lençóis freáticos, e que aquele rebanho específico, não está transformando a Amazônia em pasto - veja a Farra do Boi e fique a par do crime ambiental cometido pelos grandes frigoríficos. O custo é maior, o que leva a consumir menos, como se deve. Em tempo, 1kg de qualquer carne consome 15.000 lts de água em seu processo de produção, já 1kg de vegetais, apenas 1.500lts.
A listagem dos frigoríficos certificados está no Portal Carne Legal do MPF, mais informação em "Portal Carne Legal, a lista do MPE" e "Carnes orgânicas, o quê e como comer"


Para acompanhar,  fique de olho nas cervejas D.O.C., vinhos orgânicos e biodinâmicos e fuja das bebidas prontas industrializadas. 1 litro de cada bebida industrializada consome em média 5 litros de água em todo o processo industrial, hidropirataria é crime ambiental e quem paga por essa diferença, é a população local.


Mais informação:
Food Inc.
Slow Food
Pão de queijo
O mundo é o que você come
Mousses e pudins de chocolate
Comida di Buteco e dicas para beber cachaça
30 (e muitos) sorvetes caseiros orgânicos e sugar free


As fotos são google images e estão presentes em outros sites, aparecendo os autores, damos os créditos.

Metais em risco de extinção - meia tabela periódica em cada aparelho celular


Exaustão dos metais
"Os cientistas devem antever a possibilidade de que eles poderão não dispor de toda a Tabela Periódica para trabalhar no futuro," afirmou Thomas Graedel, ao divulgar um novo relatório da ONU sobre a oferta mundial de metais.
Na lista dos "metais ameaçados de extinção" estão lítio, neodímio e índio, todos elementos essenciais para a indústria eletrônica, principalmente o lítio, que é a base de todas as baterias dos equipamentos portáteis atuais.
A "extinção" referida é, na verdade, um risco de exaustão, o termo utilizado para se referir ao fim das reservas de uma mina - neste caso, os pesquisadores apontam o risco de exaustão não apenas de uma mina, mas de todas as reservas conhecidas no mundo.

Questão de reciclagem
Este é o primeiro de uma série de seis relatórios que estão sendo preparados pelo Programa da Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) para a reunião Rio 2012.
"Exceto para os metais básicos principais e para dois metais preciosos, as taxas de reciclagem de todos os metais da Tabela Periódica são baixos," prossegue Graedel. "Isto significa que eles são usados uma vez e descartados, e este é um enfoque não sustentável."
A única saída para evitar a falta desses metais, segundo o relatório, é iniciar ou aumentar a reciclagem.

Meia Tabela Periódica em cada celular
Um dos maiores obstáculos para determinar a quantidade de metal com que a humanidade poderá contar no futuro é que apenas cerca de um terço deles conta com estatísticas ou estimativas sobre a quantidade já extraída e em uso. De todos eles, apenas cinco foram quantificados de forma segura.
Os telefones celulares e os computadores podem usar até 40 elementos químicos, em quantidades que vão de miligramas a gramas. Não é à toa que virou um chavão afirmar que cada celular, além da mais moderna tecnologia, tem também metade da Tabela Periódica em seu interior.
"Nós usamos muito material em estruturas altamente complexas. Nós estamos tornando difícil para a reciclagem lidar com eles," diz Graedel, que recomenda o redesenho de produtos e equipamentos como uma opção imediata para lidar com o desafio. Um desafio para os cientistas e para os engenheiros de materiais, segundo ele.

Metal mais raro
O relatório identificou o índio como um exemplo onde a demanda deverá crescer fortemente, com as 1.200 toneladas consumidas em 2010 devendo aumentar para 2.600 em 2020.
Usado na fabricação de LEDs e eletrodos transparentes para as telas planas e monitores e TVs, menos de 1% do índio hoje utilizado é reciclado.




Charge: Malvados



Mais informação:
Lixo Eletrônico
Reciclagem de Eletroeletrônicos
Telefone Ecológico criado a partir de computadores reciclados
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
Celulares: radiação, câncer e esterilidade - reportagem completa da Carta Capital
Lâmpadas, termômetros e baterias: onde descartar itens com mercúrio e o que fazer em caso de intoxicação

segunda-feira, 21 de junho de 2010