Um problema comum: dedetizar a propria casa e ser consumidor direto de pesticidas.
A gente se esforça para só comprar orgânicos, livres de pesticidas e vermicidas, mas aplica os mesmos em nossas residências.
O mesmo veneno que não é aceito num pasto, torna-se a "salvação da lavoura" dentro de uma residência urbana.
Visitando um restaurante orgânico recentemente, vi um adesivo colado na parede "Dedetização Ecológica em dia" - vinha pensando no assunto, se um produtor orgânico é capaz de fazer o controle de pragas em um ecossistema imenso e diversificado, como um pasto, por que nós não conseguimos controlar pragas de forma sustentável em apartamentos e casas?
Ainda, para onde vai o veneno que jogamos no ralo? Para a rede de esgotos e canais pluviais, é claro. Além de ser inalado pelos moradores do imóvel.
Da mesma forma que um cosmético não biodegradável polui e intoxica, a química usada em controles de infestações, também acaba com as culturas biológicas benéficas e imprescindíveis às fossas sépticas e caixas de gordura.
Já havia visitado lojas de produtos agrícolas e até pedido dicas em comunidades de permacultores, mas as soluções, apesar de boas, eram inviáveis para apartamentos em sua maioria. Além de demandarem pelo menos uma garagem para elaboração dos "pesticidas", as quantidades eram grandes demais para a vazão que eu precisaria, o que tornava o processo caro, pois as compras são em galões de 5 litros e o respectivo armazenamento, perigoso e ilegal, em muitos casos.
Liguei para a empresa citada no link acima, por ter mudado recentemente e também por ter adotado um segundo cão, o que sempre aumenta a chance de manifestações de pulgas e carrapatos, e fiquei surpresa: atendem em vários estados e os preços, apesar de mais altos do que o mercado convencional, não são exorbitantes.
Não são certificados, assim como os concorrentes listados no final do post e não posso afirmar todavia se já existe certificação para esse tipo de serviço, que não é fiscalizado pela Anvisa, até por ser de competência do Ministério da Agricultura e Pecuária - mas o Engenheiro Responsável pela empresa é membro efetivo do Colegiado Estadual de Produtos Orgânicos de Minas Gerais e também da Câmara Técnica de Agrotóxicos da Secretaria de Agricultura de MG, além da empresa ser citada em inúmeros periódicos e feiras-eventos de produtores orgânicos.
Leia melhor sobre os métodos de combate:
"Procedimentos técnicos e práticos alinhados com a proteção ambiental também compõem a metodologia de trabalho da Consultoria Ecológica.
Sérgio Cabral (engenheiro responsável) não revela a composição das fórmulas, mas cita algumas soluções que segundo ele mesmo define, “surpreendem pela eficiência e simplicidade. Por exemplo, para o combate de formiga, ele diz que a Consultoria Ecológica utiliza uma infusão à base de raspas de limão, borrifada nos caminhos percorridos pelos insetos, associada ao plantio de feijão-de-porco no terreno em torno da construção. Também conhecido como feijão-holandêz e fava-brava, a planta rasteira da família das leguminosas atua como repelente a formigas.
Ainda em residências, a Consultoria Ecológica também oferece o serviço de erradicação das pragas que atacam os cães e gatos, como pulgas e carrapatos, usando também homeopatia. Mas Sérgio Cabral reitera que utiliza soluções desenvolvidas especificamente para cada tipo de infestação, ressaltando que até variedades diferentes de um mesmo parasita ou inseto exigem técnicas e produtos diferentes.
Sérgio Cabral destaca que a eliminação dos insetos que habitam o ambiente seja de residências ou empresas é apenas parte do processo de controle das pragas. A reinfestação é permanente, por meio de fontes externas de contaminação e por isso ele julga importante colocar em prática as estratégias preventivas permanentes, além da utilização dos produtos. “Ensinamos o cliente a certamente nunca mais nos pagar pelo mesmo serviço", assegura."
Outras empresas no ramo:
Previnsect, formada inicialmente por biólogos oriundos do IPT e da USP
Agroessência, que vende seus produtos para todo o país e entrega via sedex
Confiança, de Juiz de Fora, MG
JW, em Salvador
Dica a ser pesquisada:
Uma antiga colega de trabalho, comentou que usava em sua residência, 2 produtos probióticos para controle de pragas: "ralo clean" e "gordura clean" (o último para a caixa de gordura). Pesquisei por ambos e não encontrei referência, agradeço se alguém souber maiores informações.
Em tempo, o profissional agente dedetizador deve trabalhar com equipamento de proteção completo, como na foto acima, mesmo quando apenas execute limpeza de caixa de gordura. A atividade é considerada insalubre.
Mais informação:
Parasiticida biológico de sisal
Armadilha caseira para mosquitos
Controle de pragas e pesticidas biodegradáveis
Mosca negra é combatida sem uso de agrotóxicos na Paraíba
Repelente natural de cravo com limão e o mata-rato de feijão cru moído
A casa sustentável é mais barata - parte 12 (faxina e controle de pragas)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Carros e bicicletas elétricos
Depois do carro e do avião solar, do pneu , graxa e da gasolina biodegradáveis, do biocombustível gerado pelo lixo, do carro de Fórmula 3 construído com fibras e movido a chocolate, dos ônibus, veleiros e planadores a hidrogênio e até de asfalto reciclado a partir de pneus capaz de co-gerar energia, a Chevrolet anuncia o protótipo do carro 100% elétrico.
Chevrolet apresenta seu carro elétrico: Volt vai rodar 60km com bateria de lítio
Após percorrer 60 km com sua bateria de lítio-íon, o carro será movido a gasolina. Uma das maiores preocupações dos consumidores é quanto a bateria vai durar e quanto custará se precisar ser substituída. De acordo com a Chevrolet, ela vai durar dez anos, embora a extensão de tempo diminua com as cargas, como ocorre com baterias de celulares ou computadores.
Devido a este temor, a fábrica está oferecendo uma garantia de oito anos ou 160 mil km para as baterias. O custo de substituí-la seria de U$ 10 mil. A bateria pesa cerca de 200 quilos. O Volt vai custar U$ 41 mil e estará disponível nos EUA em novembro. A Chevrolet não tem previsão de vendas, informa o About My Planet.
O site Ondepedalar anuncia as novidades sobre as biciletas elétricas, que tomaram as ruas do RJ nos últimos meses, já que associam praticidade e conforto, além de serem mais baratas do que motocicletas convencionais.
Se estiver pensando em comprar, visite o imperdível Eletrical Bikes.
O governo brasileiro ainda é resistente, mas já existe uma Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), vinculada ao Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE), que edita uma revista, a Híbrida.
André Trigueiro, do excelente Cidades e Soluções, já fez um programa exclusivamente sobre o assunto, veja o link no site da CBN.
A imagem acima é do Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, feliz da vida em uma bicicleta elétrica amarelinha. Siga o exemplo do Governador, pelo menos nesse caso, e use capacete sempre que pilotar veículos sobre 2 rodas. Um par de luvinhas emborrachadas (como de goleiro) também podem salvar a palma de suas mãos em caso de quedas e respectivas escoriações, calças e jaquetas de mangas compridas são obrigatórios e um par de botinhas próprias pode salvar o pé do (moto) ciclista até de amputações.
A adoção de veículos elétricos pode ser a grande revolução da indústria automobilística, uma solução de curto prazo para a crise do petróleo e até uma forma de co-geração de energia a longo prazo, leia mais sobre o assunto no Inovação Tecnológica:
Energias totalmente limpas
Os carros elétricos são rápidos, silenciosos e, por não queimarem combustíveis fósseis, são ambientalmente benignos, certo?
Infelizmente, a resposta não é tão óbvia.
Embora ainda haja discussões sobre a tecnologia de baterias ideal para os carros elétricos, o lado ambiental desses que são, sem dúvida, os veículos do futuro, vai depender de onde virá a energia que será utilizada para recarregar suas baterias.
O balanço ambiental terá lucros pequenos, se tiver algum, se a energia usada para recarregar as baterias dos carros elétricos não vier de fontes renováveis - ainda que a diminuição da poluição nas cidades continue sendo muito grande.
Mas começa justamente aí o lado mais promissor da adoção dos carros elétricos: em vez de serem meros consumidores de energia, esses veículos, ou, mais propriamente, suas baterias, poderão ser o elemento que falta para viabilizar a utilização de energias totalmente limpas, como a energia eólica e a energia solar.
Rede elétrica inteligente
Há um volume crescente de investimentos em fazendas eólicas e usinas solares. Mas, devido à limitação inerente dessas fontes limpas, que ora geram energia a plena carga, ora têm a geração totalmente paralisada por fatores naturais, a conexão dessas novas fontes energéticas à rede de distribuição elétrica do país acaba criando um fator de instabilidade.
Por outro lado, especialistas alertam para o risco de picos de demanda de energia se um grande número de consumidores adotar os carros elétricos e os plugarem na tomada para recarregar quando chegarem do trabalho.
"A solução está em uma rede de distribuição elétrica inteligente, que transporte informação, e não só energia," diz o Dr. Dominik Noeren, do Instituto Fraunhofer.
A Alemanha planeja ter um milhão de veículos elétricos circulando em 2020. E recentemente o Ministro do Meio Ambiente daquele país declarou que a "eletricidade verde" deverá representar 30% da oferta nacional dentro de 10 anos.
Ou seja, a Alemanha está se tornando o laboratório por excelência para analisar os impactos da adoção dos carros elétricos em larga escala.
Carros como armazenadores de energia
Rumo a uma frota de carros elétricos, a estrutura da rede elétrica terá que passar da estrutura atual, onde a energia é gerada para a atender à demanda - pelo simples ligar e desligar de usinas - para uma estrutura onde a energia poderá ser consumida de acordo com sua oferta, que passará a ser cada vez mais variável.
Se forem adotados em larga escala, os carros elétricos passam a representar um elemento importante nesse novo sistema, funcionando não apenas como consumidores, mas principalmente como armazenadores de energia.
Como tipicamente um carro fica estacionado 20 das 24 horas do dia, a energia armazenada em suas baterias funciona como um sistema de amortecimento capaz de anular as variações da geração da energia eólica, solar ou das ondas, entre outras fontes alternativas.
Para isso, os engenheiros alemães estão desenvolvendo os primeiros elementos de um sistema de recarga para carros elétricos que permite que eles sejam recarregados quando a demanda por energia na rede é baixa e, por outro lado, compartilhem a eletricidade de suas baterias quando estão estacionados e a demanda por energia na rede é alta.
"Para nós, é importante que os consumidores finais sejam completamente livres para decidir quando eles querem recarregar seus carros. Nós não queremos que eles tenham quaisquer limitações ou desvantagens impostas pelo sistema de recarga controlada," saliente Noeren.
Obviamente, a liberdade tem sempre o custo da responsabilidade: quem optar por recarregar o carro no horário de pico pagará mais pela mesma energia. E quem deixar de compartilhar a energia das baterias do seu carro quando ele estiver parado deixará de obter receita por isso.
Carga rápida e carga lenta
A estação de recarregamento inteligente, conforme vem sendo testada pelos engenheiros alemães, poderá ser configurada para modos de "carga rápida" ou "carga lenta".
Com isto, o usuário poderá tanto desfrutar dos benefícios de recarregar as baterias fora do horário de pico, quanto manter o direito de uma carga rápida quando tiver uma necessidade urgente.
Na estação inteligente, tudo o que o usuário deve fazer é digitar o horário em que precisará novamente do carro. O sistema toma conta de todo o resto, calculando os menores custos e controlando o processo de recarga.
Pesquisadores dos Estados Unidos também estão avaliando o uso dos carros elétricos para fornecer eletricidade para a rede de distribuição, ainda que um estudo anterior tenha mostrado que apenas a eletricidade fora do horário de pico seja suficiente para abastecer uma frota de carros híbridos naquele país.
Ainda, já parou para pensar se cada família chinesa comprar 1 carro?
Veja na postagem homônima as implicações dessa idéia e também as fotos alemães que mostram 54 pessoas usando 54 carros, 54 bicicletas ou 1 único ônibus.
Para conhecer o Nissan Leaf 100% elétrico, assista ao video promocional muito inteligente na postagem E se vivêssemos sem eletricidade?
Chevrolet apresenta seu carro elétrico: Volt vai rodar 60km com bateria de lítio
Após percorrer 60 km com sua bateria de lítio-íon, o carro será movido a gasolina. Uma das maiores preocupações dos consumidores é quanto a bateria vai durar e quanto custará se precisar ser substituída. De acordo com a Chevrolet, ela vai durar dez anos, embora a extensão de tempo diminua com as cargas, como ocorre com baterias de celulares ou computadores.
Devido a este temor, a fábrica está oferecendo uma garantia de oito anos ou 160 mil km para as baterias. O custo de substituí-la seria de U$ 10 mil. A bateria pesa cerca de 200 quilos. O Volt vai custar U$ 41 mil e estará disponível nos EUA em novembro. A Chevrolet não tem previsão de vendas, informa o About My Planet.
O site Ondepedalar anuncia as novidades sobre as biciletas elétricas, que tomaram as ruas do RJ nos últimos meses, já que associam praticidade e conforto, além de serem mais baratas do que motocicletas convencionais.
Se estiver pensando em comprar, visite o imperdível Eletrical Bikes.
O governo brasileiro ainda é resistente, mas já existe uma Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), vinculada ao Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE), que edita uma revista, a Híbrida.
André Trigueiro, do excelente Cidades e Soluções, já fez um programa exclusivamente sobre o assunto, veja o link no site da CBN.
A imagem acima é do Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, feliz da vida em uma bicicleta elétrica amarelinha. Siga o exemplo do Governador, pelo menos nesse caso, e use capacete sempre que pilotar veículos sobre 2 rodas. Um par de luvinhas emborrachadas (como de goleiro) também podem salvar a palma de suas mãos em caso de quedas e respectivas escoriações, calças e jaquetas de mangas compridas são obrigatórios e um par de botinhas próprias pode salvar o pé do (moto) ciclista até de amputações.
A adoção de veículos elétricos pode ser a grande revolução da indústria automobilística, uma solução de curto prazo para a crise do petróleo e até uma forma de co-geração de energia a longo prazo, leia mais sobre o assunto no Inovação Tecnológica:
Energias totalmente limpas
Os carros elétricos são rápidos, silenciosos e, por não queimarem combustíveis fósseis, são ambientalmente benignos, certo?
Infelizmente, a resposta não é tão óbvia.
Embora ainda haja discussões sobre a tecnologia de baterias ideal para os carros elétricos, o lado ambiental desses que são, sem dúvida, os veículos do futuro, vai depender de onde virá a energia que será utilizada para recarregar suas baterias.
O balanço ambiental terá lucros pequenos, se tiver algum, se a energia usada para recarregar as baterias dos carros elétricos não vier de fontes renováveis - ainda que a diminuição da poluição nas cidades continue sendo muito grande.
Mas começa justamente aí o lado mais promissor da adoção dos carros elétricos: em vez de serem meros consumidores de energia, esses veículos, ou, mais propriamente, suas baterias, poderão ser o elemento que falta para viabilizar a utilização de energias totalmente limpas, como a energia eólica e a energia solar.
Rede elétrica inteligente
Há um volume crescente de investimentos em fazendas eólicas e usinas solares. Mas, devido à limitação inerente dessas fontes limpas, que ora geram energia a plena carga, ora têm a geração totalmente paralisada por fatores naturais, a conexão dessas novas fontes energéticas à rede de distribuição elétrica do país acaba criando um fator de instabilidade.
Por outro lado, especialistas alertam para o risco de picos de demanda de energia se um grande número de consumidores adotar os carros elétricos e os plugarem na tomada para recarregar quando chegarem do trabalho.
"A solução está em uma rede de distribuição elétrica inteligente, que transporte informação, e não só energia," diz o Dr. Dominik Noeren, do Instituto Fraunhofer.
A Alemanha planeja ter um milhão de veículos elétricos circulando em 2020. E recentemente o Ministro do Meio Ambiente daquele país declarou que a "eletricidade verde" deverá representar 30% da oferta nacional dentro de 10 anos.
Ou seja, a Alemanha está se tornando o laboratório por excelência para analisar os impactos da adoção dos carros elétricos em larga escala.
Carros como armazenadores de energia
Rumo a uma frota de carros elétricos, a estrutura da rede elétrica terá que passar da estrutura atual, onde a energia é gerada para a atender à demanda - pelo simples ligar e desligar de usinas - para uma estrutura onde a energia poderá ser consumida de acordo com sua oferta, que passará a ser cada vez mais variável.
Se forem adotados em larga escala, os carros elétricos passam a representar um elemento importante nesse novo sistema, funcionando não apenas como consumidores, mas principalmente como armazenadores de energia.
Como tipicamente um carro fica estacionado 20 das 24 horas do dia, a energia armazenada em suas baterias funciona como um sistema de amortecimento capaz de anular as variações da geração da energia eólica, solar ou das ondas, entre outras fontes alternativas.
Para isso, os engenheiros alemães estão desenvolvendo os primeiros elementos de um sistema de recarga para carros elétricos que permite que eles sejam recarregados quando a demanda por energia na rede é baixa e, por outro lado, compartilhem a eletricidade de suas baterias quando estão estacionados e a demanda por energia na rede é alta.
"Para nós, é importante que os consumidores finais sejam completamente livres para decidir quando eles querem recarregar seus carros. Nós não queremos que eles tenham quaisquer limitações ou desvantagens impostas pelo sistema de recarga controlada," saliente Noeren.
Obviamente, a liberdade tem sempre o custo da responsabilidade: quem optar por recarregar o carro no horário de pico pagará mais pela mesma energia. E quem deixar de compartilhar a energia das baterias do seu carro quando ele estiver parado deixará de obter receita por isso.
Carga rápida e carga lenta
A estação de recarregamento inteligente, conforme vem sendo testada pelos engenheiros alemães, poderá ser configurada para modos de "carga rápida" ou "carga lenta".
Com isto, o usuário poderá tanto desfrutar dos benefícios de recarregar as baterias fora do horário de pico, quanto manter o direito de uma carga rápida quando tiver uma necessidade urgente.
Na estação inteligente, tudo o que o usuário deve fazer é digitar o horário em que precisará novamente do carro. O sistema toma conta de todo o resto, calculando os menores custos e controlando o processo de recarga.
Pesquisadores dos Estados Unidos também estão avaliando o uso dos carros elétricos para fornecer eletricidade para a rede de distribuição, ainda que um estudo anterior tenha mostrado que apenas a eletricidade fora do horário de pico seja suficiente para abastecer uma frota de carros híbridos naquele país.
Ainda, já parou para pensar se cada família chinesa comprar 1 carro?
Veja na postagem homônima as implicações dessa idéia e também as fotos alemães que mostram 54 pessoas usando 54 carros, 54 bicicletas ou 1 único ônibus.
Para conhecer o Nissan Leaf 100% elétrico, assista ao video promocional muito inteligente na postagem E se vivêssemos sem eletricidade?
terça-feira, 27 de julho de 2010
Souflée de milho verde com queijo de cabra
Receita de Bárbara Kingsolver, extraída do excelente livro "O mundo é o que você come" e adaptada por mim.
Deu certo, ficou com uma carinha ótima, cheiroso, rendeu muito, além de ser uma delícia.
Siga a sugestão da autora e faça a receita dobrada, assim você vai ter o que comer durante mais tempo sem adição de trabalho.
Segue a receita adaptada:
3 xícaras de milho verde orgânico cozido (compre as espigas, cozinhe e debulhe com uma faca)
3 ovos caipiras
1 xícara de leite orgânico ou vegetal (coco, castanhas ou pinhão), fiz com o leite de castanhas e não interferiu em nada.
1 xícara de queijo de cabra tipo "bola"
1 colher de sopa de fermento biológico
1 colher de sopa de manjerona seca comprada a granel
sal, pimenta e noz moscada
Bater tudo no liquidificador e assar em pirex untado com azeite.
Acompanha tudo e pode ser feito adicionando azeitonas picadas, palmito de açaí ou pupunha, cogumelos, cenoura ralada, folhas de espinafre e até abóbora em cubos
Deu certo, ficou com uma carinha ótima, cheiroso, rendeu muito, além de ser uma delícia.
Siga a sugestão da autora e faça a receita dobrada, assim você vai ter o que comer durante mais tempo sem adição de trabalho.
Segue a receita adaptada:
3 xícaras de milho verde orgânico cozido (compre as espigas, cozinhe e debulhe com uma faca)
3 ovos caipiras
1 xícara de leite orgânico ou vegetal (coco, castanhas ou pinhão), fiz com o leite de castanhas e não interferiu em nada.
1 xícara de queijo de cabra tipo "bola"
1 colher de sopa de fermento biológico
1 colher de sopa de manjerona seca comprada a granel
sal, pimenta e noz moscada
Bater tudo no liquidificador e assar em pirex untado com azeite.
Acompanha tudo e pode ser feito adicionando azeitonas picadas, palmito de açaí ou pupunha, cogumelos, cenoura ralada, folhas de espinafre e até abóbora em cubos
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Petrobras recebe licenças ambientais para construir parques eólicos no nordeste
Boa nova, finalmente damos continuidade ao Parque Eólico.
Quem sabe um dia, chegaremos ao modelo alemão de 100% de energia limpa e 100% de lixo reciclado e possamos dizer que Belo Monte, Caetité e o Golfo do México façam parte de um passado a não ser repetido.
Petrobras recebe licenças ambientais para construir parques eólicos no nordeste
InfoMoney, 16/07/10 - 20h32
SÃO PAULO - O Idema (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente) concedeu nesta sexta-feira (16) à Petrobras as licenças de instalação para o início das obras dos parques eólicos de Mangue Seco, no município de Guamaré, no Rio Grande do Norte.
Em nota, a estatal revelou que "mantém a expectativa de entrada em operação de quatro usinas em setembro de 2011" na região. De acordo com a empresa, os parques são formados por quatro usinas que serão construídas no entorno da refinaria Clara Camarão.
"Cada usina terá 13 turbinas e 26 MegaWatts de capacidade instalada, totalizando uma capacidade instalada de 104 MW em todos os parques eólicos. O sistema de transmissão de cada unidade será constituído de uma subestação elevadora de 34,5/138 kV e de uma linha de transmissão de 138 kV", explicou a petrolífera.
Os contratos de venda de energia para os parques geradores foram ofertados no primeiro leilão de energia eólica realizado no Brasil pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), em dezembro de 2009, e são válidos por 20 anos.
Mais informação: O lado B da energia eólica
"Cada usina terá 13 turbinas e 26 MegaWatts de capacidade instalada, totalizando uma capacidade instalada de 104 MW em todos os parques eólicos. O sistema de transmissão de cada unidade será constituído de uma subestação elevadora de 34,5/138 kV e de uma linha de transmissão de 138 kV", explicou a petrolífera.
Os contratos de venda de energia para os parques geradores foram ofertados no primeiro leilão de energia eólica realizado no Brasil pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), em dezembro de 2009, e são válidos por 20 anos.
Mais informação: O lado B da energia eólica
sábado, 24 de julho de 2010
Tomates verdes fritos
Não são fritos, mas tostados em um fio de azeite na "bifeteira" de ferro.
Foi um improviso, quando alguns tomates orgânicos não amadureceram e não puderam virar o molho caseiro.
Fica muito gostoso e acompanha de tudo, até mesmo um simples pãozinho com salpique de sal por cima e também pode ser feito com abobrinha, beringela e pimentão fatiados, cebola em rodelas grossas ou cogumelos frescos cortados ao meio.
Com azeite extra virgem orgânico e aromatizado em casa é ideal.
Seguem as fotos, ainda cru e já tostado:

Milão - Xangai em escalas: carro solar viaja 13 mil km no piloto automático
Sem gente nem óleo, não acredita?
Leia abaixo.
O carro partiu de Milão, na Itália, e viajará por três meses até chegar a Xangai, no dia 10 de outubro, completando a histórica Rota da Seda.
Pelo caminho, o veículo passará por diversos países, inclusive por regiões desérticas na Sibéria e na China.
O carro usado é um veículo comum, com um motorista automático acoplado à direção e aos pedais do acelerador e do freio. O sistema foi desenvolvido pelo Laboratório de Visão Artificial e Sistemas Inteligentes da Universidade de Parma (VisLab), na Itália.
Motorista automático
O piloto, ou motorista automático, é abastecido com energia gerada por painéis solares instalados no teto do carro.
O sistema opera com câmeras, lasers e computadores para evitar a colisão com obstáculos e outros veículos ao longo do caminho.
A velocidade máxima que será testada é de 100 quilômetros por hora. Como o carro passará por alguns lugares que não foram mapeados, os engenheiros resolveram fazer um comboio com dois veículos.
Um carro guiado por um motorista segue na frente, tomando as decisões de rota e repassando as informações do seu GPS para o veículo guiado por piloto automático.
Por questões de segurança, o carro sem motorista também leva sempre dois tripulantes a bordo, no banco de trás. Eles podem desligar o piloto automático e assumir o controle do carro, caso algum problema ocorra no caminho.
Tecnologias embarcadas
Várias tecnologias desenvolvidas pela VisLab estão sendo testadas no projeto:
O projeto - chamado de VisLab Intercontinental Autonomous Challenge - vai coletar mais de 100 terabytes em dados para análise posterior. O VisLab recebeu US$ 2,3 milhões do instituto European Research Council, que financia projetos de pesquisa.
Apesar dos avanços no sistema, Broggi acredita que carros sem motoristas só chegarão ao mercado daqui a 20 anos, já que ainda falta fazer muita pesquisa.
Leia abaixo.
Carro sem motorista viajará 13 mil pela Rota da Seda
Um automóvel sem motorista está viajando por um percurso de mais de 13 mil quilômetros da Itália até a China como parte de um projeto para testar a eficiência de novas tecnologias de pilotos automáticos.
O carro partiu de Milão, na Itália, e viajará por três meses até chegar a Xangai, no dia 10 de outubro, completando a histórica Rota da Seda.
Pelo caminho, o veículo passará por diversos países, inclusive por regiões desérticas na Sibéria e na China.
O carro usado é um veículo comum, com um motorista automático acoplado à direção e aos pedais do acelerador e do freio. O sistema foi desenvolvido pelo Laboratório de Visão Artificial e Sistemas Inteligentes da Universidade de Parma (VisLab), na Itália.
Motorista automático
O piloto, ou motorista automático, é abastecido com energia gerada por painéis solares instalados no teto do carro.
O sistema opera com câmeras, lasers e computadores para evitar a colisão com obstáculos e outros veículos ao longo do caminho.
A velocidade máxima que será testada é de 100 quilômetros por hora. Como o carro passará por alguns lugares que não foram mapeados, os engenheiros resolveram fazer um comboio com dois veículos.
Um carro guiado por um motorista segue na frente, tomando as decisões de rota e repassando as informações do seu GPS para o veículo guiado por piloto automático.
Por questões de segurança, o carro sem motorista também leva sempre dois tripulantes a bordo, no banco de trás. Eles podem desligar o piloto automático e assumir o controle do carro, caso algum problema ocorra no caminho.
Tecnologias embarcadas
Várias tecnologias desenvolvidas pela VisLab estão sendo testadas no projeto:
- carro líder e seguidor
- parar e andar
- detecção de outros veículos
- detecção de pistas em estradas
- detecção de pedestres
- detecção de obstáculos
- sistema de visão panorâmica
- mapeamento de terreno e inclinação
O projeto - chamado de VisLab Intercontinental Autonomous Challenge - vai coletar mais de 100 terabytes em dados para análise posterior. O VisLab recebeu US$ 2,3 milhões do instituto European Research Council, que financia projetos de pesquisa.
Apesar dos avanços no sistema, Broggi acredita que carros sem motoristas só chegarão ao mercado daqui a 20 anos, já que ainda falta fazer muita pesquisa.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Bolos integrais e sem açúcar 02: chocolate
Seguem mais bolos, de chocolate!
Com dicas de caldas, recheios e coberturas para todos os gostos.
Há receitas de bolo sem farinha, sem ovos e até em versão Floresta Negra.
Atente que já existem muitas marcas orgânicas e certificadas de cacau, farinha integral, manteiga, ovos, rapadura e demais ingredientes. Veja como comprar e reconhecer produtos orgânicos.
Lembre sempre também que os chocolates industrializados, especialmente de grandes distribuidores, usam o óleo de palma extraído do dendê e essa extração descontrolada está devastando florestas inteiras no mundo todo. E lembre sempre que o cacau não é a única fonte de chocolate, a alfarroba, a amarula e o cupulate também são opções deliciosas, leia melhor sobre a monocultura do cacau na postagem Páscoa em paz com o resto do mundo.
As dicas para adaptação das receitas familiares são as mesmas dos bolos de iogurte e pão de Ló:
Para adaptar as receitas tradicionais de família, ou mesmo encontradas na internet, troco o açúcar refinado por rapadura ralada (ou melado, mas bolos tendem a responder melhor à rapadura) na mesma proporção, os ovos convencionais por ovos caipiras, margarina por manteiga orgânica e os óleos de milho e girassol, pelos de nozes, amendoim, gergelim ou qualquer óleo extra-virgem de boa procedência. Se o óleo, além de extra-virgem, estiver aromatizado com canela, cardamono ou baunilha fresca, ainda melhor, veja como é fácil fazer um huile de noix aromatizado. Nunca use óleo de soja, além de insalubre, transgênico e insustentável, deixa um gosto medonho.
Caso seja difícil encontrar melado e rapadura onde mora, leia melhor sobre todas as opções de adoçantes naturais na postagem homônima Adoçantes Naturais
A farinha integral costuma substituir sem risco o dobro da quantidade em farinha branca. Por exemplo, num bolo originalmente com 2 xícaras de farinha de trigo branca, use apenas 1 xícara de farinha de trigo integral. Pode dar certo, como sair um fiasco, mas geralmente funciona e felizmente já existem muitos bolos e tortas combinando múltiplos grãos ao trigo integral, como fubá, aveia, quínua e até amaranto, ou mesmo substituindo quaisquer farináceos por coco ralado, tapioca e até aipim ralado – essas receitas “alternativas” sempre dão certo. Leia sobre as farinhas alternativas na postagem da tapioca de coco com banana e canela em doce de leite de tahine com melado de cana.
Alguns veganos podem querer trocar os ovos por bananas amassadas ou linhaça hidratada, costuma ficar ótimo, mas como a maioria dos bolos não leva ovo, então não é o caso de se aprofundar. A manteiga orgânica NUNCA deve ser substituída por margarina, muito pelo contrário. Se for o caso de intolerância à lactose, substitua em partes iguais pelo óleos vegetais extra-virgens de boa procedência, as quantidade são pequenas. Não sugiro leite de soja tampouco pela toxidade do mesmo, tente com leites vegetais caseiros, como leite de coco, castanhas ou pinhão.
E só bato bolo na batedeira, com fermento biológico (quando sugerem bicarbonato, coloco os 2 sem pena) e usando a técnica tradicional: primeiro os “secos” (farinhas, fermentos, pitada de sal, etc) e só então vou juntando os “úmidos” paulatinamente, começando pelo ovos quando é o caso. E asso em pirex untado e enfarinhado, já que joguei fora minhas formas de teflon, cancerígenas.
O melhor fermento é sempre o biológico, siga as instruções da embalagem, que não há risco algum.
Bolo Prestígio, adaptado de receita tradicional disponível em diversos sites (veja aqui, aqui e aqui tb!) - foi o favorito na minha infância, não existe bolo mais cheiroso!
(esse também não sola, não leva leite nem farinha)
100gr de manteiga orgânica (pode trocar a metade por óleo vegetal de boa procedência)
6 ovos caipiras, claras em neve
1 pacote de coco ralado, se comprar a granel (que além de mais barato, não vem adoçado), use 100gr
5 col. de sopa de cacau em pó (pode ser 4, eu é que adoro bem pretinho)
8 col de sopa de rapadura ralada (já fiz com metade em melado e também deu certo - tudo em melado, ficou sem graça, não tente)
1 col de sobremesa cheia de fermento
Bater a manteiga, a rapadura e as gemas
Juntar os outros ingredientes, bater bem
Acrescentar as claras, misturar com colher de pau ou garfo
Assar em forma untada, forno pré-aquecido por 45 minutos.
Bolo de chocolate vegano básico sem leite vegetal
3 xíc. de farinha de trigo integral
1 xic. de rapadura ralada
1/2 xic. de óleo vegetal de boa procedência
1 3/4 xic. de água (ou qualquer líquido)
2 col. sopa de cacau em pó
3 col. chá de bicarbonato
1 col. sopa rasa de fermento biológico
Peneire a farinha, o fermento e o cacau. Bata na batedeira o óleo com a rapadura, até ficar um creme homogêneo. Junte os ingredientes secos e o leite aos poucos.
Bata até ficar homogêneo. Asse por 30 minutos em forma enfarinhada.
Sirva com uma calda de chocolate básica, leia melhor no final da postagem.
Bolo de chocolate vegano básico com leite vegetal
(extraída e adaptada do livro “Lar Vegetariano”)
3 xícaras de farinha de trigo integral
1 1\2 xícara de rapadura ralada
4 col de sopa de óleo vegetal de boa procedência
250ml de leite vegetal caseiro (coco, castanhas e até pinhão) ou suco de laranja
2 col de chá de fermento biológico
1 col de sopa de cacau em pó
Peneire a farinha, o fermento e o cacau. Bata na batedeira o óleo com a rapadura, até ficar um creme homogêneo. Junte os ingredientes secos e o leite aos poucos.
Bata até ficar homogêneo. Asse por 30 minutos em forma enfarinhada.
Sirva com uma calda de chocolate básica, leia melhor no final da postagem.
Bolo de cacau com iogurte
(extraída e adaptada do livro “Mãe Terra, Livro de Receitas 1”)
Torta Floresta Negra
(extraída e adaptada da Vegan Society)
250gr farinha integral
250gr rapadura ralada
3 col sopa cacau em pó
125 ml óleo vegetal de boa procedência
200ml leite vegetal caseiro (coco, castanhas e até pinhão) ou suco de laranja
1 col sobremesa suco de limão ou vinagre de cidra
1 col sopa rasa de fermento biológico
Para a cobertura:
4 col sopa cheias de chocolate branco em barra dissolvido em 4 col sopa de leite vegetal (ou mesmo iogurte em chantilly, caso tenha a garrafa de pressão apropriada – veja melhor em Fraise aux créme)
raspa de 1 limão
4 col de sopa de geléia de frutas vermelhas (que pode ser feita inteiramente em cereja fresca)
À parte, em molheira ou recheau aquecido:
1 barra de chocolate meio amargo
1 copo de leite vegetal (coco, castanhas e até pinhão) ou suco de laranja
1 cálice de qualquer bebida destilada orgânica
Misture todos os ingredientes do bolo e asse em forno baixo pré-aquecido
Misture a raspa do limão com o chocolate branco amolecido
Assim que assar, cubra com o creme, junte a geléia por cima e sirva a calda quente de chocolate à parte.
Bolo de chocolate com abóbora,
(extraída e adaptada de revista da FMO)
400gr (3 copos de 200ml) de abóbora picada
350gr (2 xíc chá) rapadura ralada
350gr nozes moídas
4 ovos caipiras
200gr cacau em pó
200g farinha integral
2 col chá fermento biológico
2 col chá canela em pó
Descascar, picar e cozinhar a abóbora
Bater no liquidificador com os ovos, rapadura ralada, óleo e canela. Reservar.
Em vasilha à parte, juntar a farinha, as nozes e o fermento
Acrescentar o líquido batido e mexer bem
Assar em forma untada e enfarinhada no forno pré-aquecido por 45min.
Bolo de cacau com toque de café
(extraída e adaptada do livro “Sem açúcar, com afeto”)
1 xíc farinha integral
3 col sopa cacau em pó
1 ovo caipira
1\2 xíc de melado
1\2 xíc de leite vegetal caseiro (coco, castanhas e até pinhão) ou suco de laranja
1 col de sopa de óleo vegetal de boa procedência
1 col de chá de fermento biológico
1\2 col de chá de bicarbonato de sódio
1\2 col de sal
1\4 xíc de café instantâneo orgânico
1 col de chá de essência de baunilha
Misture os secos. Bata o ovo e acrescente todos os outros ingredientes. Mexa bem. Unte uma fôrma de papel manteiga e forre a forma. Despeje a massa, ponha tudo dentro de um tabuleiro com água e asse em forno médio por meia hora.
Bolo de cacau com castanhas e passas, Carla Saboya
(extraída e adaptada do livro “Sem açúcar, com afeto”)
6 copos de água
6 copos de farinha de trigo integral
6 col sopa cacau em pó
1\2 xíc rapadura ralada
1 xíc castanhas picadas
1 xíc passas deixadas de molho
3\4 xíc óleo vegetal de boa procedência
1 col sobremesa de bicarbonato de sódio
1 col sobremesa de sementes aromáticas (pode ser cardamomo, erva doce, ou qualquer outra especiaria, como canela, noz moscada, cravo e gengibre em pó, etc)
1 col sobremesa de raspas de casca de limão
Misturar tudo, sem mistério, assar por 15 minutos em forno alto, 40 em forno médio e mais 5 minutos em forno baixo.
Bolo de chocolate com farinha de milho e recheado de geléia caseira de damasco, Natalia Chede
(extraída e adaptada do livro “Festa Vegetariana”)
2 xíc. de farinha de trigo integral fina
1 xíc. farinha de milho
2 xíc rapadura ralada
2 xíc água filtrada fria
4 col sopa cacau em pó
1\2 xíc óleo vegetal de boa procedência
2 col chá bicarbonato de sódio
1 col chá de sal marinho
Baunilha
Misture todos os ingredientes secos
Junte o óleo e a baunilha
Acrescente a água e misture até ficar homogêneo
Asse em forno baixo pré aquecido, forma untada com óleo
Recheie com a geléia caseira de damasco.
Xmas Chocolate Fruitcake de Nigella Lawson
O Pão-bolo integral de Banana pode ser feito com muitos ingredientes úmidos, como bagaços de castanhas e coco obtidos após extração de seus leites, e até levar 1 copinho de leite vegetal ou suco de laranja, rendendo um bolo mais firme que nunca sola e ainda adaptado a raízes como inhame, batata doce e abóbora - leia melhor sobre essas possibilidades na postagem Pão de Raízes em batata doce com cebola e inhame com coco e chocolate.
Para fazer de chocolate, junte 2 colheres de sopa cheias de cacau em pó às receitas básicas sem qualquer outra alteração.
A panqueca integral de café da manhã pode virar um pão de ló, de chocolate inclusive, aumente e a receita e acrescente cacau em pó orgânico. Nunca sola e é muito leve.
Veja também nas sobremesas da Ceia de Natal, as receitas de Bolos da Nigella Lawson adaptados, um deles feito apenas com tangerinas e farinha de amêndoas, sem farináceos..
Qualquer calda de chocolate pode ser feita de forma bem simples, sem medidas, usando as dicas dadas na Torta Floresta Negra. A própria receita de Nutella caseira da Ceia de Natal, é excelente como cobertura e recheio e combina muito com a geléias caseiras de damasco e cupuaçu.
A Torta Floresta Negra também traz uma sugestão de cobertura branca a base de chocolate branco, muito simples e adaptável.
Se for o caso de cobrir o bolo com suspiro, como são os grandes bolos de aniversário e festas, bata claras de ovos caipiras em neve. Junte gotas de limão para deixar mais durinha, as raspas da casca do limão para quebrar o gosto e cubra, já arrumado no bolo, com fios de melado ou geléias caseiras, já que a idéia é a cobertura branquinha e nevada e, adicionando melado e rapadura ao preparo, a mesma vai ficar escura.
Para fazer suspiros coloridos, junte às claras em neve, geléias caseiras da cor escolhida, até em verde se usar a geléia de hortelã ou de chocolate, se juntar cacau em pó com melado. Esses suspiros coloridos e doces, são boa dica até para um bombom estilo "Nhá Benta", veja melhor na Páscoa Sustentável
Chantilly pode e deve ser preparado com iogurte natural orgânico no lugar de qualquer creme. Claude Troigrois recebeu em seu programa o chef responsável pelo melhor restaurante do mundo, El Bullí, e ambos fizeram uma espuma de iogurte assim, servida como sobremesa.
Toigrois serviu uma tapioca com queijo de Minas, enquanto o chef dava as respostas da entrevista e o gringo amou a tapioquinha, é claro. Veja melhor em Fraise au creme.
A geléia de damasco, apenas no açúcar natural da fruta, rende um ótimo recheio para todos os bolos e pode ser feita com qualquer fruta seca polpuda, assim como as geléias de frutas vermelhas e a de cupuaçu, ambas feitas com rapadura. Até as geléias para adultos em pimenta, vinho quente e gengibre ficam interessantes – se você gostar de sabores exóticos e o bolo for servido à adultos.
Há alguns meses, fiz uma calda de chocolate usando uma barra de chocolate meio amargo com creme de leite fresco e orgânico (ou iogurte natural orgânico), adoçado com pouca rapadura e, honestamente, ficou muito bom. Essa calda endurece depois que esfria, e pode ser feita com qualquer leite vegetal na metade da quantidade sugerida para o creme de leite, adoçando com melado inclusive. Sempre dá certo, pode substituir por chocolate branco e serve até para fazer os bombons de frutas secas, sugeridos na Páscoa.
Basta dar um banho em qualquer fruta seca ou morango orgânico fresco com essa calda, passar em castanhas moídas ou coco ralado e esperar esfriar.
Banana passa, morango fresco, damasco, abacaxi, figo e pêssego secos são os melhores.
Calda de chocolate muito simples que acompanha qualquer bolo básico
1 xic. água
1 xíc. de rapadura ralada
3 col. sopa cacau
1 col. sopa óleo vegetal de boa procedência
Levar ao fogo até ferver e engrossar um pouco
A cobertura branca da Torta Floresta Negra
4 col sopa cheias de chocolate branco em barra dissolvido em 4 col sopa de leite vegetal caseiro (coco, castanhas e até pinhão) ou suco de laranja
Raspa de 1 limão
A calda quente da Torta Floresta Negra, que deve ficar em molheira à parte:
1 barra de chocolate meio amargo
1 copo de leite vegetal caseiro (coco, castanhas e até pinhão) ou suco de laranja
1 cálice de qualquer bebida destilada de cultivo orgânico
Recheio com morango no melado de cana e cobertura negra de abacate para bolos de chocolate, Tatiana Cardoso
(extraídas integralmente do livro “Festa Vegetariana”)
Recheio:
3 xíc morango orgânico
3 col sopa melado
Corte em fatias o morango e misture ao melado, guarde na geladeira até a hr de usar
Cobertura:
400gr de abacate maduro
3\4 xíc de cacau em pó
1\2 xíc melado
cacau em pó para enfeitar
Bata todos os ingredientes no liquidificador ou processador e leve à geladeira por 2 hrs antes de usar
Cobertura caribenha (de cacau com rum em leite de coco)
(extraída e adaptada do livro “Lar Vegetariano”)
2 tabletes de chocolate meio amargo sem leite
3 col de leite de coco caseiro (ou qualquer leite vegetal caseiro e suco de laranja)
3 col sopa de rum de origem controlada, as Feiras de Orgânicos já vendem bebidas alcóolicas certificadas
1 col sopa de óleo vegetal de boa procedência ou manteiga orgânica (tente huile de noix aromatizado e caseiro)
4 col sopa de rapadura ralada
Derreter tudo em banho-maria.
Se (quase) tudo der errado e o bolo ficar seco mesmo com calda e recheio, apele para um caldinho. O Bolo Chorão em Pão de Ló leva suco de laranja adoçado por cima. Faça o mesmo, usando 1 copo de água morna com melado ou rapadura dissolvida, um cálice de vinho do Porto (ou Marsala e licores em geral) também dá um sabor incrível a esse caldo.
Os ovos e laticínios, assim como as frutas frescas, sempre devem ser orgânicos e os secos, como farinhas, frutas secas, castanhas, cacau e especiarias podem ser sempre encontrados a granel. Já existem lojas de produtos naturais vendendo grãos integrais e suas respectivas farinhas a granel e oriundas de cultivo orgânico.
Comprando castanhas e frutas secas, dê preferência às orgânicas, não são pulverizadas com inseticida.
Com dicas de caldas, recheios e coberturas para todos os gostos.
Há receitas de bolo sem farinha, sem ovos e até em versão Floresta Negra.
Atente que já existem muitas marcas orgânicas e certificadas de cacau, farinha integral, manteiga, ovos, rapadura e demais ingredientes. Veja como comprar e reconhecer produtos orgânicos.
Lembre sempre também que os chocolates industrializados, especialmente de grandes distribuidores, usam o óleo de palma extraído do dendê e essa extração descontrolada está devastando florestas inteiras no mundo todo. E lembre sempre que o cacau não é a única fonte de chocolate, a alfarroba, a amarula e o cupulate também são opções deliciosas, leia melhor sobre a monocultura do cacau na postagem Páscoa em paz com o resto do mundo.
As dicas para adaptação das receitas familiares são as mesmas dos bolos de iogurte e pão de Ló:
Para adaptar as receitas tradicionais de família, ou mesmo encontradas na internet, troco o açúcar refinado por rapadura ralada (ou melado, mas bolos tendem a responder melhor à rapadura) na mesma proporção, os ovos convencionais por ovos caipiras, margarina por manteiga orgânica e os óleos de milho e girassol, pelos de nozes, amendoim, gergelim ou qualquer óleo extra-virgem de boa procedência. Se o óleo, além de extra-virgem, estiver aromatizado com canela, cardamono ou baunilha fresca, ainda melhor, veja como é fácil fazer um huile de noix aromatizado. Nunca use óleo de soja, além de insalubre, transgênico e insustentável, deixa um gosto medonho.
Caso seja difícil encontrar melado e rapadura onde mora, leia melhor sobre todas as opções de adoçantes naturais na postagem homônima Adoçantes Naturais
A farinha integral costuma substituir sem risco o dobro da quantidade em farinha branca. Por exemplo, num bolo originalmente com 2 xícaras de farinha de trigo branca, use apenas 1 xícara de farinha de trigo integral. Pode dar certo, como sair um fiasco, mas geralmente funciona e felizmente já existem muitos bolos e tortas combinando múltiplos grãos ao trigo integral, como fubá, aveia, quínua e até amaranto, ou mesmo substituindo quaisquer farináceos por coco ralado, tapioca e até aipim ralado – essas receitas “alternativas” sempre dão certo. Leia sobre as farinhas alternativas na postagem da tapioca de coco com banana e canela em doce de leite de tahine com melado de cana.
Alguns veganos podem querer trocar os ovos por bananas amassadas ou linhaça hidratada, costuma ficar ótimo, mas como a maioria dos bolos não leva ovo, então não é o caso de se aprofundar. A manteiga orgânica NUNCA deve ser substituída por margarina, muito pelo contrário. Se for o caso de intolerância à lactose, substitua em partes iguais pelo óleos vegetais extra-virgens de boa procedência, as quantidade são pequenas. Não sugiro leite de soja tampouco pela toxidade do mesmo, tente com leites vegetais caseiros, como leite de coco, castanhas ou pinhão.
E só bato bolo na batedeira, com fermento biológico (quando sugerem bicarbonato, coloco os 2 sem pena) e usando a técnica tradicional: primeiro os “secos” (farinhas, fermentos, pitada de sal, etc) e só então vou juntando os “úmidos” paulatinamente, começando pelo ovos quando é o caso. E asso em pirex untado e enfarinhado, já que joguei fora minhas formas de teflon, cancerígenas.
O melhor fermento é sempre o biológico, siga as instruções da embalagem, que não há risco algum.
Bolo Prestígio, adaptado de receita tradicional disponível em diversos sites (veja aqui, aqui e aqui tb!) - foi o favorito na minha infância, não existe bolo mais cheiroso!
(esse também não sola, não leva leite nem farinha)
100gr de manteiga orgânica (pode trocar a metade por óleo vegetal de boa procedência)
6 ovos caipiras, claras em neve
1 pacote de coco ralado, se comprar a granel (que além de mais barato, não vem adoçado), use 100gr
5 col. de sopa de cacau em pó (pode ser 4, eu é que adoro bem pretinho)
8 col de sopa de rapadura ralada (já fiz com metade em melado e também deu certo - tudo em melado, ficou sem graça, não tente)
1 col de sobremesa cheia de fermento
Bater a manteiga, a rapadura e as gemas
Juntar os outros ingredientes, bater bem
Acrescentar as claras, misturar com colher de pau ou garfo
Assar em forma untada, forno pré-aquecido por 45 minutos.
Bolo de chocolate vegano básico sem leite vegetal
3 xíc. de farinha de trigo integral
1 xic. de rapadura ralada
1/2 xic. de óleo vegetal de boa procedência
1 3/4 xic. de água (ou qualquer líquido)
2 col. sopa de cacau em pó
3 col. chá de bicarbonato
1 col. sopa rasa de fermento biológico
Peneire a farinha, o fermento e o cacau. Bata na batedeira o óleo com a rapadura, até ficar um creme homogêneo. Junte os ingredientes secos e o leite aos poucos.
Bata até ficar homogêneo. Asse por 30 minutos em forma enfarinhada.
Sirva com uma calda de chocolate básica, leia melhor no final da postagem.
Bolo de chocolate vegano básico com leite vegetal
(extraída e adaptada do livro “Lar Vegetariano”)
3 xícaras de farinha de trigo integral
1 1\2 xícara de rapadura ralada
4 col de sopa de óleo vegetal de boa procedência
250ml de leite vegetal caseiro (coco, castanhas e até pinhão) ou suco de laranja
2 col de chá de fermento biológico
1 col de sopa de cacau em pó
Peneire a farinha, o fermento e o cacau. Bata na batedeira o óleo com a rapadura, até ficar um creme homogêneo. Junte os ingredientes secos e o leite aos poucos.
Bata até ficar homogêneo. Asse por 30 minutos em forma enfarinhada.
Sirva com uma calda de chocolate básica, leia melhor no final da postagem.
Bolo de cacau com iogurte
(extraída e adaptada do livro “Mãe Terra, Livro de Receitas 1”)
Torta Floresta Negra
(extraída e adaptada da Vegan Society)
250gr farinha integral
250gr rapadura ralada
3 col sopa cacau em pó
125 ml óleo vegetal de boa procedência
200ml leite vegetal caseiro (coco, castanhas e até pinhão) ou suco de laranja
1 col sobremesa suco de limão ou vinagre de cidra
1 col sopa rasa de fermento biológico
Para a cobertura:
4 col sopa cheias de chocolate branco em barra dissolvido em 4 col sopa de leite vegetal (ou mesmo iogurte em chantilly, caso tenha a garrafa de pressão apropriada – veja melhor em Fraise aux créme)
raspa de 1 limão
4 col de sopa de geléia de frutas vermelhas (que pode ser feita inteiramente em cereja fresca)
À parte, em molheira ou recheau aquecido:
1 barra de chocolate meio amargo
1 copo de leite vegetal (coco, castanhas e até pinhão) ou suco de laranja
1 cálice de qualquer bebida destilada orgânica
Misture todos os ingredientes do bolo e asse em forno baixo pré-aquecido
Misture a raspa do limão com o chocolate branco amolecido
Assim que assar, cubra com o creme, junte a geléia por cima e sirva a calda quente de chocolate à parte.
Bolo de chocolate com abóbora,
(extraída e adaptada de revista da FMO)
400gr (3 copos de 200ml) de abóbora picada
350gr (2 xíc chá) rapadura ralada
350gr nozes moídas
4 ovos caipiras
200gr cacau em pó
200g farinha integral
2 col chá fermento biológico
2 col chá canela em pó
Descascar, picar e cozinhar a abóbora
Bater no liquidificador com os ovos, rapadura ralada, óleo e canela. Reservar.
Em vasilha à parte, juntar a farinha, as nozes e o fermento
Acrescentar o líquido batido e mexer bem
Assar em forma untada e enfarinhada no forno pré-aquecido por 45min.
Bolo de cacau com toque de café
(extraída e adaptada do livro “Sem açúcar, com afeto”)
1 xíc farinha integral
3 col sopa cacau em pó
1 ovo caipira
1\2 xíc de melado
1\2 xíc de leite vegetal caseiro (coco, castanhas e até pinhão) ou suco de laranja
1 col de sopa de óleo vegetal de boa procedência
1 col de chá de fermento biológico
1\2 col de chá de bicarbonato de sódio
1\2 col de sal
1\4 xíc de café instantâneo orgânico
1 col de chá de essência de baunilha
Misture os secos. Bata o ovo e acrescente todos os outros ingredientes. Mexa bem. Unte uma fôrma de papel manteiga e forre a forma. Despeje a massa, ponha tudo dentro de um tabuleiro com água e asse em forno médio por meia hora.
Bolo de cacau com castanhas e passas, Carla Saboya
(extraída e adaptada do livro “Sem açúcar, com afeto”)
6 copos de água
6 copos de farinha de trigo integral
6 col sopa cacau em pó
1\2 xíc rapadura ralada
1 xíc castanhas picadas
1 xíc passas deixadas de molho
3\4 xíc óleo vegetal de boa procedência
1 col sobremesa de bicarbonato de sódio
1 col sobremesa de sementes aromáticas (pode ser cardamomo, erva doce, ou qualquer outra especiaria, como canela, noz moscada, cravo e gengibre em pó, etc)
1 col sobremesa de raspas de casca de limão
Misturar tudo, sem mistério, assar por 15 minutos em forno alto, 40 em forno médio e mais 5 minutos em forno baixo.
Bolo de chocolate com farinha de milho e recheado de geléia caseira de damasco, Natalia Chede
(extraída e adaptada do livro “Festa Vegetariana”)
2 xíc. de farinha de trigo integral fina
1 xíc. farinha de milho
2 xíc rapadura ralada
2 xíc água filtrada fria
4 col sopa cacau em pó
1\2 xíc óleo vegetal de boa procedência
2 col chá bicarbonato de sódio
1 col chá de sal marinho
Baunilha
Misture todos os ingredientes secos
Junte o óleo e a baunilha
Acrescente a água e misture até ficar homogêneo
Asse em forno baixo pré aquecido, forma untada com óleo
Recheie com a geléia caseira de damasco.
Xmas Chocolate Fruitcake de Nigella Lawson
O Pão-bolo integral de Banana pode ser feito com muitos ingredientes úmidos, como bagaços de castanhas e coco obtidos após extração de seus leites, e até levar 1 copinho de leite vegetal ou suco de laranja, rendendo um bolo mais firme que nunca sola e ainda adaptado a raízes como inhame, batata doce e abóbora - leia melhor sobre essas possibilidades na postagem Pão de Raízes em batata doce com cebola e inhame com coco e chocolate.
Para fazer de chocolate, junte 2 colheres de sopa cheias de cacau em pó às receitas básicas sem qualquer outra alteração.
A panqueca integral de café da manhã pode virar um pão de ló, de chocolate inclusive, aumente e a receita e acrescente cacau em pó orgânico. Nunca sola e é muito leve.
Veja também nas sobremesas da Ceia de Natal, as receitas de Bolos da Nigella Lawson adaptados, um deles feito apenas com tangerinas e farinha de amêndoas, sem farináceos..
Qualquer calda de chocolate pode ser feita de forma bem simples, sem medidas, usando as dicas dadas na Torta Floresta Negra. A própria receita de Nutella caseira da Ceia de Natal, é excelente como cobertura e recheio e combina muito com a geléias caseiras de damasco e cupuaçu.
A Torta Floresta Negra também traz uma sugestão de cobertura branca a base de chocolate branco, muito simples e adaptável.
Se for o caso de cobrir o bolo com suspiro, como são os grandes bolos de aniversário e festas, bata claras de ovos caipiras em neve. Junte gotas de limão para deixar mais durinha, as raspas da casca do limão para quebrar o gosto e cubra, já arrumado no bolo, com fios de melado ou geléias caseiras, já que a idéia é a cobertura branquinha e nevada e, adicionando melado e rapadura ao preparo, a mesma vai ficar escura.
Para fazer suspiros coloridos, junte às claras em neve, geléias caseiras da cor escolhida, até em verde se usar a geléia de hortelã ou de chocolate, se juntar cacau em pó com melado. Esses suspiros coloridos e doces, são boa dica até para um bombom estilo "Nhá Benta", veja melhor na Páscoa Sustentável
Chantilly pode e deve ser preparado com iogurte natural orgânico no lugar de qualquer creme. Claude Troigrois recebeu em seu programa o chef responsável pelo melhor restaurante do mundo, El Bullí, e ambos fizeram uma espuma de iogurte assim, servida como sobremesa.
Toigrois serviu uma tapioca com queijo de Minas, enquanto o chef dava as respostas da entrevista e o gringo amou a tapioquinha, é claro. Veja melhor em Fraise au creme.
A geléia de damasco, apenas no açúcar natural da fruta, rende um ótimo recheio para todos os bolos e pode ser feita com qualquer fruta seca polpuda, assim como as geléias de frutas vermelhas e a de cupuaçu, ambas feitas com rapadura. Até as geléias para adultos em pimenta, vinho quente e gengibre ficam interessantes – se você gostar de sabores exóticos e o bolo for servido à adultos.
Há alguns meses, fiz uma calda de chocolate usando uma barra de chocolate meio amargo com creme de leite fresco e orgânico (ou iogurte natural orgânico), adoçado com pouca rapadura e, honestamente, ficou muito bom. Essa calda endurece depois que esfria, e pode ser feita com qualquer leite vegetal na metade da quantidade sugerida para o creme de leite, adoçando com melado inclusive. Sempre dá certo, pode substituir por chocolate branco e serve até para fazer os bombons de frutas secas, sugeridos na Páscoa.
Basta dar um banho em qualquer fruta seca ou morango orgânico fresco com essa calda, passar em castanhas moídas ou coco ralado e esperar esfriar.
Banana passa, morango fresco, damasco, abacaxi, figo e pêssego secos são os melhores.
Calda de chocolate muito simples que acompanha qualquer bolo básico
1 xic. água
1 xíc. de rapadura ralada
3 col. sopa cacau
1 col. sopa óleo vegetal de boa procedência
Levar ao fogo até ferver e engrossar um pouco
A cobertura branca da Torta Floresta Negra
4 col sopa cheias de chocolate branco em barra dissolvido em 4 col sopa de leite vegetal caseiro (coco, castanhas e até pinhão) ou suco de laranja
Raspa de 1 limão
A calda quente da Torta Floresta Negra, que deve ficar em molheira à parte:
1 barra de chocolate meio amargo
1 copo de leite vegetal caseiro (coco, castanhas e até pinhão) ou suco de laranja
1 cálice de qualquer bebida destilada de cultivo orgânico
Recheio com morango no melado de cana e cobertura negra de abacate para bolos de chocolate, Tatiana Cardoso
(extraídas integralmente do livro “Festa Vegetariana”)
Recheio:
3 xíc morango orgânico
3 col sopa melado
Corte em fatias o morango e misture ao melado, guarde na geladeira até a hr de usar
Cobertura:
400gr de abacate maduro
3\4 xíc de cacau em pó
1\2 xíc melado
cacau em pó para enfeitar
Bata todos os ingredientes no liquidificador ou processador e leve à geladeira por 2 hrs antes de usar
Cobertura caribenha (de cacau com rum em leite de coco)
(extraída e adaptada do livro “Lar Vegetariano”)
2 tabletes de chocolate meio amargo sem leite
3 col de leite de coco caseiro (ou qualquer leite vegetal caseiro e suco de laranja)
3 col sopa de rum de origem controlada, as Feiras de Orgânicos já vendem bebidas alcóolicas certificadas
1 col sopa de óleo vegetal de boa procedência ou manteiga orgânica (tente huile de noix aromatizado e caseiro)
4 col sopa de rapadura ralada
Derreter tudo em banho-maria.
Se (quase) tudo der errado e o bolo ficar seco mesmo com calda e recheio, apele para um caldinho. O Bolo Chorão em Pão de Ló leva suco de laranja adoçado por cima. Faça o mesmo, usando 1 copo de água morna com melado ou rapadura dissolvida, um cálice de vinho do Porto (ou Marsala e licores em geral) também dá um sabor incrível a esse caldo.
Os ovos e laticínios, assim como as frutas frescas, sempre devem ser orgânicos e os secos, como farinhas, frutas secas, castanhas, cacau e especiarias podem ser sempre encontrados a granel. Já existem lojas de produtos naturais vendendo grãos integrais e suas respectivas farinhas a granel e oriundas de cultivo orgânico.
Comprando castanhas e frutas secas, dê preferência às orgânicas, não são pulverizadas com inseticida.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Bolos integrais e sem açúcar 01: bolos de iogurte e pão de ló
As pessoas em geral não fazem idéia, mas as coisas mais difíceis na cozinha são: arroz soltinho, feijão grosso e bolo (ou pão) fofinhos. Parece simples, tem em qualquer lugar, mas é muito mais fácil fazer um risoto al fungui do que uma panela grande de arroz soltinho, a natureza do arroz é de colar por causa do amido, do feijão de virar um caldo ralo com grãos boiando e a do bolo é de virar uma massa seca, ou “solada”. Um bolo branco e simples é mais difícil de sair bem sucedido do que um sorvete de frutas vermelhas, ou uma mousse de cupuaçu, pavês de castanhas com frutas frescas e afins... receitas, onde a cozinheira pode ver o que está acontecendo ao longo do processo de cozimento e refazer tudo se algo der errado.
Daí o sucesso das padarias, nos poupam de muita humilhação, pão é ainda mais difícil.
Em tempo, as padarias são os primos pobres portugueses e italianos das pâtisseries francesas. Alguns estabelecimentos faziam questão de intitular-se confeitaria, justamente para mostrar que eram diferentes, ofereciam “bolos e confeitos”, não apenas pão. Pâtisserie, na França, é uma ciência, o sujeito que sai formado de uma escola de Pâtisserie é considerado “mestre”, Mâitre Patisseur, e tem tanto status quanto um grande Chef de Cuisine. São anos de estudo, tanto para ser apto a abrir um restaurante e responder pelo seu cardápio e administração, quanto para preparar as sobremesas na confeitaria do outro lado da rua.
Ambos têm a mesma importância cultural e social dos médicos formados pela Univesidade de Medicina.
Por isso, os grandes chefs ficam fulos da vida quando um reles mortal pede para trocar um item do prato. A gente pensa “que diferença faz... mas sou eu quem está pagando mesmo”, mas o chef que estudou nutrição e é degustador com índice de acerto de 100% mesmo vendado, pensa que ele é quem deve nos ensinar o que comer, qual alimento combina com outro, tanto do ponto de vista nutricional, quanto cultural.
Fazer bolo tem ciência, “sola” mesmo e só o cachorro consegue comer depois. É de partir o coração, até porque não tem como voltar à panela e salvar. Pior, você só descobre quando corta o infeliz ao meio, o que pode te render um vexame em festas e comemorações.
Algumas receitas podem feitas em liquidificador, outras só na batedeira. Algumas pedem bicarbonato de sódio, outras pedem fermento e algumas, ambos.
Por via das dúvidas, só bato bolo na batedeira, com fermento biológico (quando sugerem bicarbonato, coloco os 2 sem pena) e usando a técnica tradicional: primeiro os “secos” (farinhas, fermentos, pitada de sal, etc) e só então vou juntando os “úmidos” paulatinamente, começando pelo ovos quando é o caso. E asso em pirex, já que joguei fora minhas formas de teflon, cancerígenas.
O melhor fermento é sempre o biológico, siga as instruções da embalagem, que não há risco algum.
Para adaptar as receitas tradicionais de família, ou mesmo encontradas na internet, troco o açúcar refinado por rapadura ralada (ou melado, mas bolos tendem a responder melhor à rapadura) na mesma proporção, os ovos convencionais por ovos caipiras, margarina por manteiga orgânica e os óleos de milho e girassol, pelos de nozes, amendoim, gergelim e qualquer óleo extra-virgem de boa procedência. Se o óleo, além de extra-virgem, estiver aromatizado com canela em pau, cardamono ou baunilha em favas, ainda melhor, veja como é fácil fazer um huile de noix aromatizado. Não use óleo de soja, além de insalubre, deixa um sabor medonho.
Caso seja difícil encontrar melado e rapadura onde mora, leia melhor sobre todas as opções de adoçantes naturais na postagem homônima Adoçantes Naturais.
A farinha integral costuma substituir sem risco o dobro da quantidade em farinha branca. Por exemplo, num bolo originalmente com 2 xícaras de farinha de trigo branca, use apenas 1 xícara de farinha de trigo integral. Pode dar certo, como sair um fiasco, mas geralmente funciona e felizmente já existem muitos bolos e tortas combinando múltiplos grãos ao trigo integral, como fubá, aveia, quínua e até amaranto, ou mesmo subsituindo quaisquer farináceos por coco ralado, tapioca e até aipim ralado – essas receitas “alternativas” sempre dão certo. Leia sobre as farinhas alternativas na postagem da tapioca de coco com banana e canela em doce de leite de tahine com melado de cana.
Alguns veganos podem querer trocar os ovos por bananas amassadas ou linhaça hidratada, costuma ficar ótimo, mas como a maioria dos bolos não leva ovo, então não é o caso de se aprofundar. A manteiga orgânica NUNCA deve ser substituída por margarina, muito pelo contrário. Se for o caso de intolerância à lactose, substitua em partes iguais pelo óleos vegetais extra-virgens de boa procedência, as quantidade são pequenas. Não sugiro leite de soja tampouco pela toxidade do mesmo, tente com leites vegetais caseiros, como leite de coco, castanhas ou pinhão.
A falecida mãe do meu pai (minha avó paterna), mulata paraense dona de braços fortes e ombros largos, que eu herdei, só batia bolo à mão, achava mais fácil do que montar a batedeira - a dela era modelo antigo, imensa e pesadíssima. Quando perguntei a minha mãe, mignonzinha de 47kgs, o que ela preferia, a resposta foi ótima: uma batedeira portátil pendurada na parede da cozinha bem acima da pia...
Ainda me ensinou a priorizar pão-de-ló, tipo de bolo de origem portuguesa (como ela) que não leva manteiga e leite, nunca sola e todo mundo adora por ser levinho e ideal para servir de sobremesa, principalmente recheado.
A mãe dela, minha avó materna, já citada aqui, por ter sido uma figura rara quando viva, tinha a boa mania de trocar o leite de vaca por suco de laranja em seus bolos, mesmo àqueles tradicionais com manteiga, ela gostava mais - achava que ficava mais molhadinho e dourado. A verdade é que fica mais leve sim, mesmo em bolos pesados com manteiga, farinha branca e açúcar refinado, o suco de laranja funciona melhor. Há muitas receitas de bolo, incluindo os integrais e sugar-free, que não especificam o líquido, sugerem chás com especiarias, sucos diluídos ou leites vegetais (normalmente leite de coco, mas pode ser em castanhas e até pinhão), mas não especificam exatamente o quê daria o ponto.
Se você decidiu partir para a aventura de bater um bolo à mão com colher de pau e garfo, prepare-se para não poder parar de bater até o bolo estar em consistência uniforme e devidamente disposto no tabuleiro enfarinhado.
Caso decidia optar pela batedeira, faça como minha mãe, coloque a travessa com os ingredientes, dentro da pia, se voarem com o movimento das hélices, não respingam até o teto.
Atente que já existem muitas marcas orgânicas e certificadas de cacau, farinha integral, manteiga, ovos, rapadura e demais ingredientes. Veja como comprar e reconhecer produtos orgânicos.
Seguem as receitas de bolos com iogurte e Pão de Ló, todos integrais e sugar-free:
Pão de Ló com abacaxi fresco
(adaptado de receita da minha família)
1\2 abacaxi orgânico fresco cortado em rodelas sem o miolo
1\2 xíc. de melado de cana
1\2 xícara de ameixas secas descaroçadas (opcional)
3 ovos caipiras, claras em neve
1 xíc. de rapadura ralada
1\2 de xícara de farinha integral
1 col de sobremesa de fermento biológico em pó
Junte às gemas, as claras em neve e bata bem na batedeira. Adicione a rapadura, o fermento e a farinha paulatinamente. Bata tudo muito bem, a massa vai ficar líquida.
Untar uma forma redonda sem furo com o melado, arrumar o abacaxi cortado em rodelas sem o miolo. No lugar do miolo, colocar ameixas secas descaroçadas.
Distribuir a massa por cima e assar por 20 minutos.
Bolo Chorão ou Pão de Ló de laranja com calda da fruta fresca
(adaptado de receita da minha família)
6 ovos caipiras, claras em neve
2 xícaras de rapadura ralada
1\2 de xícara de farinha integral
1 col de sopa de fermento biológico em pó
Raspas da casca de 1 laranja orgânica
Para a calda: 3\4 de xícara de melado ou rapadura dissolvidos em 1 litro de suco de laranja
Junte às gemas, as claras em neve e bata bem na batedeira. Adicione a rapadura, o fermento, as raspas da casca da laranja e a farinha paulatinamente. Bata tudo muito bem, a massa vai ficar líquida.
Asse em tabuleiro untado
Para fazer calda de laranja, junte 3\4 de xíc de rapadura ou melado em 1litro de suco de laranja, espere dissolver bem. Fure o topo do bolo ainda quente com garfo, faça muitos furinhos e então, despeje a calda. O bolo vai ficar molhado por igual.
Pão de Ló de laranja
(extraída e adaptada do livro “Lar Vegetariano”)
1 1\2 xíc de farinha de trigo integral
1 xíc rasa de rapadura ralada
150 ml de suco de laranja orgânica
1 col de chá de fermento biológico em pó
2 col de sopa de óleo vegetal de boa procedência
Raspa da casca de 1 laranja
Peneire a farinha, o fermento e as raspas da casca da laranja. Bata na batedeira o óleo com a rapadura, até ficar um creme homogêneo. Junte os ingredientes secos e alterne com o suco.
Bata até ficar homogêneo. Asse por 30 minutos em forma untada e enfarinhada.
Gateaux au citron et yaourt (bolo de limão e iogurte), adaptada da receita de família de Laure Catherine Marguerite - minha vizinha francesa
2 copos de iogurte orgânico (400ml)
2 ovos caipiras
2 copos de farinha integral
sumo de 1 limão (casca ralada antes)
2 copos de rapadura ralada
1 col de sobremesa cheia de fermento biológico em pó
1\2 copo de óleo vegetal de boa procedência
Misture os secos, junte os ovos, o suco de limão, o óleo e o iogurte paulatinamente, enquanto bate na batedeira. Adicione sementes de papoula se gostar, enfeite a parte de cima com rodelas de limão antes de assar e salpique mais raspa de limão e sementes de papoula depois de pronto.
Assar em forma untada e enfarinhada.
Bolo Lima Ohsawa: com iogurte, fubá, aveia, suco de laranja, frutas secas, castanhas e um mundo de especiarias
(extraída e adaptada do livro “Sem açúcar, com afeto”)
500gr de fubá
250grs de aveia em floco finos
1 xícara de iogurte caseiro (opcional)
3 xíc de suco de laranja doce
1 xícara de frutas secas (deixadas de molho e picadinhas)
1\2 xícara de castanhas
1 punhado de passas (deixadas de molho e picadinhas)
1 col de sopa de raspas da casca do limão
1 col de sopa de canela em pó
1 col de chá de cravo em pó (ou gengibre em pó)
1\2 col de chá de noz moscada em pó
1\2 col chá de sal
2 col de sopa cheias de melado
1 colher de chá (cheia) de fermento biológico em pó
Misturar bem até virar uma papa grossa, bater em batedeira.
Assar em forma untada e enfarinhada por 1 hr, forno médio e pré-aquecido
Bolo de iogurte com leite de coco, gergelim e gérmen de trigo
(extraída e adaptada do livro “Mãe Terra, Livro de Receitas 1”)
1\2 xíc de gérmen de trigo
2 xíc de farinha integral
200ml iogurte natural ou coalhada
1\2 copo de leite de coco caseiro
100gr de manteiga orgânica
1 1\2 xícara de rapadura ralada
2 ovos caipiras separados
1 col de sopa de fermento biológico em pó
4 col de sopa de gergelim branco
Bata em creme as gemas, rapadura e manteiga. Adicione alternadamente a farinha, a coalhada e o gérmen de trigo. Por fim, misture delicadamente o leite de coco, o fermento e as claras em neve.
Despejar em forma untada e enfarinhada, polvilhar o gergelim e assar em forno pré-aquecido até dourar.
Bolo de chocolate com iogurte
(extraída e adaptada do livro “Mãe Terra, Livro de Receitas 1”)
2 xícaras de farinha integral
1 1\4 xícara de rapadura ralada
1\2 xícara de manteiga orgânica
200ml de iogurte natural orgânico
2 ovos caipiras
1 1\4 bicarbonato de sódio
1\3 xícara de água
1\2 xícara de cacau em pó
Bata bem a manteiga, adicione a rapadura até formar um creme. Junte os ovos, batendo sempre. Acrescente alternadamente o cacau com iogurte, e a água por último, misturada ao bicarbonato. Levar ao forno quente em forma untada e enfarinhada por 30min.
O Pão-bolo integral de Banana também pode ser feito com muitos ingredientes úmidos, como bagaços de castanhas e coco obtidos após extração de seus leites, e até levar 1 copinho de leite vegetal ou suco de laranja, rendendo um bolo mais firme que nunca sola e ainda adaptado a raízes como inhame, batata doce e abóbora - leia melhor sobre essas possibilidades na postagem Pão de Raízes em batata doce com cebola e inhame com coco e chocolate.
A panqueca integral para café da manhã pode ser feita em receita dobrada e assada inteira em pirex redondo, rendendo um bolo rápido e leve que não sola de jeito nenhum e fica um pão de ló sofisticado com as sementes de lavanda por cima, antes de assar.
Veja também nas sobremesas da Ceia de Natal, as receitas de Bolos da Nigella Lawson adaptados, um deles feito apenas com tangerinas e farinha de amêndoas, sem farináceos.
E o Xmas Chocolate Fruitcake, igualmente adaptado de receita da Nigella, que pode ser feito apenas em frutas, suprimindo o chocolate, além do tradicional e deliciosamente simples Bolo Português Natalino de maçã e amêndoas.
Qualquer calda de chocolate pode ser feita de forma bem simples, sem medidas, usando as dicas dadas na Torta Floresta Negra. A própria receita de Nutella caseira da Ceia de Natal, é excelente como cobertura e recheio e combina muito com a geléias caseiras de damasco e cupuaçu.
A Torta Floresta Negra também traz uma sugestão de cobertura branca a base de chocolate branco, muito simples e adaptável.
Se for o caso de cobrir o bolo com suspiro, como são os grandes bolos de aniversário e festas, bata claras de ovos caipiras em neve. Junte gotas de limão para deixar mais durinha, as raspas da casca do limão para quebrar o gosto e cubra, já arrumado no bolo, com fios de melado ou geléias caseiras, já que a idéia é a cobertura branquinha e nevada e, adicionando melado e rapadura ao preparo, a mesma vai ficar escura.
Para fazer suspiros coloridos, junte às claras em neve, geléias caseiras da cor escolhida, até em verde se usar a geléia de hortelã ou de chocolate, se juntar cacau em pó com melado. Esses suspiros coloridos e doces, são boa dica até para um bombom estilo "Nhá Benta", veja melhor na Páscoa Sustentável.
Chantilly pode e deve ser preparado com iogurte natural orgânico no lugar de qualquer creme. Claude Troigrois recebeu em seu programa o chef responsável pelo melhor restaurante do mundo, El Bullí, e ambos fizeram uma espuma de iogurte assim, servida como sobremesa.
Toigrois serviu uma tapioca com queijo de Minas, enquanto o chef dava as respostas da entrevista e o gringo amou a tapioquinha, é claro. Leia melhor em Fraise au creme.
A geléia de damasco, apenas no açúcar natural da fruta, rende um ótimo recheio para todos os bolos e pode ser feita com qualquer fruta seca polpuda, assim como as geléias de frutas vermelhas e a de cupuaçu, ambas feitas com rapadura. Até as geléias para adulto em pimenta, vinho quente e gengibre ficam interessantes – se você gostar de sabores exóticos e o bolo for servido à adultos.
Exceto pelos ingredientes frescos, todas as farinhas, castanhas, frutas secas, além da radura e melado, podem ser encontrados à granel muito mais em conta e até em versões orgânicas.
Os ovos e laticínios, assim como as frutas frescas, sempre devem ser orgânicos e os secos, como farinhas, frutas secas, castanhas, cacau e especiarias podem ser sempre encontrados a granel. Já existem lojas de produtos naturais vendendo grãos integrais e suas respectivas farinhas a granel e oriundas de cultivo orgânico.
Comprando castanhas e frutas secas, dê preferência às orgânicas, não são pulverizadas com inseticida.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Mais idéias para um banheiro "verde"
Novas dicas: abiossorventes, pente de madeira de demolição e o cotonete reciclável feito em casa.
Chegaram meus abiossorventes, lindos e coloridos, 100% reutilizáveis.
Abiosorventes são a versão ecologicamente correta do absorvente descartável. Feitos em algodão, são uma releitura viável da antiga "toalhinha".
Uma mulher que menstrue normalmente vai usar em sua vida fértil em torno de 10.000 absorventes descartáveis feitos de plástico, cola e muita química para alvejar e perfumar o papel absorvente. Essa química é responsável direta pelas alergias junto à mucosa de contato e pode levar ao câncer.10.000 aborventes descartáveis são o suficiente para encher 15 carrinhos de supermercado, além do agravante de atualmente todos os absorventes virem embalados individualmente, o que faz com que todo esse material leve aproximadamente 300 anos para se decompor.
Leia mais sobre o problema na postagem sobre os Abiosorvetes e Coletores.
A foto do pente produzido com madeira de demolição, segue abaixo. Não estranhe reúso de matéria prima oriunda da construção civil, geralmente é madeira de lei, ao contrário do eucalipto de reflorestamento, que por hora nos assola e dizima ecossitemas inteiros sob a justificativa de produzir móveis em MDF. O pente foi comprado por um acaso em lojinha de produtos naturais
Chegaram meus abiossorventes, lindos e coloridos, 100% reutilizáveis.
Abiosorventes são a versão ecologicamente correta do absorvente descartável. Feitos em algodão, são uma releitura viável da antiga "toalhinha".
Uma mulher que menstrue normalmente vai usar em sua vida fértil em torno de 10.000 absorventes descartáveis feitos de plástico, cola e muita química para alvejar e perfumar o papel absorvente. Essa química é responsável direta pelas alergias junto à mucosa de contato e pode levar ao câncer.10.000 aborventes descartáveis são o suficiente para encher 15 carrinhos de supermercado, além do agravante de atualmente todos os absorventes virem embalados individualmente, o que faz com que todo esse material leve aproximadamente 300 anos para se decompor.
Leia mais sobre o problema na postagem sobre os Abiosorvetes e Coletores.
A foto do pente produzido com madeira de demolição, segue abaixo. Não estranhe reúso de matéria prima oriunda da construção civil, geralmente é madeira de lei, ao contrário do eucalipto de reflorestamento, que por hora nos assola e dizima ecossitemas inteiros sob a justificativa de produzir móveis em MDF. O pente foi comprado por um acaso em lojinha de produtos naturais
Última dica:
Cotonete, assim como fio dental, é lixo cinza e não recicla.
A gente não precisa de cotonete para limpar o ouvido, nem deve segundo os médicos, mas quem tem cachorro precisa para limpar as orelhas dos bichos.
Para fazer o cotonete reciclável, pegue um hashi (palitinho de restaurante oriental), espeto de churrasquinho em madeira ou pau de laranjeiras (palito de manicure, vende em farmácia), molhe a ponta e envolva em algodão, que vai colar na madeira por causa da água. Descarte o algodão após o uso, lave o palito de madeira e reutilize sempre.
Mais informação:
Fraise au crème avec chantilly de yaourt
É o nome pomposo de morangos ao creme em chantilly de iogurte.
Fraise au créme é uma das receitas francesas mais tradicionais. As donas de casa deixam os morangos amassados em açúcar de confeiteiro enquanto preparam o jantar, na hr de servir, juntam creme de leite fresco e misturam “mais ou menos”, com a colher. Servem em tacinhas e pode ser feito com todas as frutas vermelhas.
Eu adoro, até porque detesto chantilly convencional, e adaptei a receita, assim:
Amasso os morangos orgânicos e deixo na geladeira em pouca rapadura ralada até quando eu for usar (que pode ser em outro dia), na hr de servir, junto 1 parte de iogurte natural orgânico batido com garfo a outra de creme de leite orgânico (ou de cabra). Se você tiver uma garrafa de pressão própria para chantilly, eu ainda não tenho, tente fazer um chantilly apenas com iogurte orgânico, é dica de Claude Troigreau e incomparável.
Chantilly pode e deve ser preparado com iogurte natural orgânico no lugar de qualquer creme. Claude Troigrois recebeu em seu programa o chef responsável pelo melhor restaurante do mundo, El Bullí, e ambos fizeram uma espuma de iogurte assim, só com iogurte polvilhado com um pouco de açúcar de confeiteiro (que eu suprimi sem perda de sabor)
Servido puro como sobremesa ou de base para sobremesas mais elaboradas, é a iguaria de 2 especialistas no assunto.
Imagino que renda variações das mais diversas, inclusão de canela, gengibre e até cacau em pó deve tornar ainda mais interessante, um fio de melado por cima e c´est fini.
Toigrois serviu uma tapioca com queijo de Minas, enquanto o chef dava as respostas da entrevista e o gringo amou a tapioquinha vendida em qualquer esquina, é claro.
Fraise au crème avec chantilly de yaourt pode ser um recheio-cobertura surpreendente para transformar qualquer bolinho numa torta de festa.
Para fazer frozen yogurt com frutas frescas, bata no liquidificador o iogurte com a mesma quantidade de fruta e 1 colher de sopa de melado para cada meio litro desse creme. Bata bem no liquidificador e ponha na garrafa de chantilly ou mesmo numa sorveteira. Fica muito bom.
As frutas que melhor se aplicam são: manga, abacaxi, pêssego, morango, abacate, todas as frutas vermelhas, caqui, lichia, maracujá e goiaba. Veja melhor em Sorbets, Frozens e Semmifreddo
Fraise au créme é uma das receitas francesas mais tradicionais. As donas de casa deixam os morangos amassados em açúcar de confeiteiro enquanto preparam o jantar, na hr de servir, juntam creme de leite fresco e misturam “mais ou menos”, com a colher. Servem em tacinhas e pode ser feito com todas as frutas vermelhas.
Eu adoro, até porque detesto chantilly convencional, e adaptei a receita, assim:
Amasso os morangos orgânicos e deixo na geladeira em pouca rapadura ralada até quando eu for usar (que pode ser em outro dia), na hr de servir, junto 1 parte de iogurte natural orgânico batido com garfo a outra de creme de leite orgânico (ou de cabra). Se você tiver uma garrafa de pressão própria para chantilly, eu ainda não tenho, tente fazer um chantilly apenas com iogurte orgânico, é dica de Claude Troigreau e incomparável.
Chantilly pode e deve ser preparado com iogurte natural orgânico no lugar de qualquer creme. Claude Troigrois recebeu em seu programa o chef responsável pelo melhor restaurante do mundo, El Bullí, e ambos fizeram uma espuma de iogurte assim, só com iogurte polvilhado com um pouco de açúcar de confeiteiro (que eu suprimi sem perda de sabor)
Servido puro como sobremesa ou de base para sobremesas mais elaboradas, é a iguaria de 2 especialistas no assunto.
Imagino que renda variações das mais diversas, inclusão de canela, gengibre e até cacau em pó deve tornar ainda mais interessante, um fio de melado por cima e c´est fini.
Toigrois serviu uma tapioca com queijo de Minas, enquanto o chef dava as respostas da entrevista e o gringo amou a tapioquinha vendida em qualquer esquina, é claro.
Fraise au crème avec chantilly de yaourt pode ser um recheio-cobertura surpreendente para transformar qualquer bolinho numa torta de festa.
Para fazer frozen yogurt com frutas frescas, bata no liquidificador o iogurte com a mesma quantidade de fruta e 1 colher de sopa de melado para cada meio litro desse creme. Bata bem no liquidificador e ponha na garrafa de chantilly ou mesmo numa sorveteira. Fica muito bom.
As frutas que melhor se aplicam são: manga, abacaxi, pêssego, morango, abacate, todas as frutas vermelhas, caqui, lichia, maracujá e goiaba. Veja melhor em Sorbets, Frozens e Semmifreddo
domingo, 18 de julho de 2010
Artigos de couro vegetal em lojas convencionais
No marcador consumo consciente há muitas dicas de sapatos e bolsas em material alternativo (ou couro vegetal) de produtores específicos. Os frigoríficos são apontados como os grandes vilões do desmatamento da Amazônia, mas os curtumes e madeireiras também têm sua parcela considerável de responsabilidade direta nesse problema. Leia mais sobre o assunto no relatório do Greenpeace em Farra do Boi na Floresta Amazônica.
A maioria das pessoas, pensa que esses sapatos são mais caros, ortopédicos ou de fabricação exclusiva de meia dúzia de fabricantes. Não são, sapatos em "couro vegetal" são mais comuns do que a gente imagina, até pelo custo do couro tradicional (de origem animal).
As minha botas em couro vegetal, postadas "Verde é sexy" e "Verde é muito sexy", são um bom exemplo, ambos os pares foram comprados em sapatarias populares. As pretas, na rede Di Santinni, e as marrons em uma sapataria mínima e local do antigo bairro em que morava. A Beira Rio, produz sapatos em material alternativo como a Picadilly e podem ser igualmente encontrados em qualquer sapataria.
Outra sapataria bastante popular é a Paquetá, que trabalha com diversos fornecedores e, apesar de etiquetar seus calçados, oferece muitas alternativas em couro vegetal, basta perguntar aos vendedores.
Uma recepcionista do meu trabalho vende produtos Avon e deixou o catálogo comigo por algumas horas, qual não foi minha supresa ao ver que a Avon revende sapatos, inclusive sandálias de salto alto para festa, em couro vegetal dos seguintes fabricantes: Via Scarpa, Giorgio Almeida e Frisina.
Se você quer dar uma chance aos cosméticos que não testam em animais, a Avon, apesar de não-biodegradável, pode ser uma opção. Leia mais em Cosméticos Verdes.
Lojas mais sofisticadas, como a Uncle K, Alicedisse, Mr.Cat e Victor Hugo fabricam a maior parte de suas coleções em material alternativo, o mesmo bom senso da sapataria popular, aplica-se à butique: pergunte aos vendedores o que não é em couro, ele vai mostrar simpaticamente. As lojas de grife podem não divulgar que fabricam calçados e bolsas em couro vegetal, até por terem que defender a qualidade de seus produtos exclusivos, mas o fazem e não enganam o cliente quando o mesmo pede para ver a diferença entre os "alternativos" e convencionais.
Pastas masculinas e para notebooks em materias sintéticos, podem ser encontradas em papelarias com tradição de presentes assinados como a Papel Craft, Papel Picado e Imaginarium, além das muitas papelarias convencionais que já estão oferecendo pastas em PVC e até de PET reciclado.
A C&A, já citada aqui como exemplo de boa prática ambiental ao adotar sacolas de plástico oxi-biodegradável, é a maior rede de varejo do mundo e trabalha igualmente com diversos fornecedores, alguns em couro animal e outros em material alternativo, ficam dispostos sem distinção, lado a lado em seus displays. Os vendedores, por incrível que pareça, são extremamente atenciosos quando o cliente pede para ver apenas os calçados em couro vegetal e não tentam "empurrar" os produtos em couro animal tampouco.
Se você pensou que alguém bem que poderia aproveitar material reciclado, como outdoors, para fazer bolsas incríveis usando mão de obra penitenciária para isso, a Temquemqueira pensou também e desenvolve uma linha incrível 100% ambiental e socialmente correta.
Mais compras que não agridem o meio ambiente:
Melissas
Comparsaria
Arteira Brasil
Joana Pegado
Pasku Boots and Shoes
Os tênis soul collection da Havaianas
Tamancaria Santista (em Peruíbe, SP)
Galochas fashion e Espartilhos de seda orgânica
A foto é promocional do trabalho de Gilson Martins, famoso no mundo todo pelo estilo inconfundível e por trabalhar apenas com materiais sintéticos - eu tenho uma dessas bolsas com a bandeira do Brasil, é o acessório perfeito para uma roupa preta mais clássica.
Para saber o que fazer com tênis velhos, conheça a iniciativa da Nike de reciclagem para transformação em piso antiderrapante de academia de ginástica, na postagem Nike reuse a shoe.
Mais informação:
A Libertação Animal
Cosméticos biodegradáveis não testados em animais
Neurocientistas de todo mundo assinam manifesto reconhecendo consciência em animais
Atualização: Lamentavelmente a Avon voltou a testar e comprar de fornecedores que testam depois de 20 anos de boas práticas.
Veja no Vista-se: http://vista-se.com.br/
Na dúvida sobre cosméticos, sempre consulte a PEA (ou PETA): http://www.pea.org.br/
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