domingo, 31 de outubro de 2010

Algumas pousadas sustentáveis


Não posso afirmar que a lista abaixo esteja completa, espero que existam outras e ainda, que a quantidade aumente progressivamente.

Situada em Fernando de Noronha, Patrimônio Mundial Natural da UNESCO, a Pousada Teju-açu foi concebida por um projeto arquitetônico que tem como base a premissa da preservação do ecossistema local com o cuidado de evitar intervenções desnecessárias ao meio-ambiente. A começar pelos bangalôs, áreas de lazer e serviços, que foram construídos sobre palafitas e com madeira de reflorestamento.

Situadas na Praia do Pipa, Rio Grande do Norte, a pousada Toca da Coruja faz parte da prestigiada Associação de Roteiros de Charme. O estabelecimento usa a sustentabilidade como seu carro chefe, atuando na eficiência energética (com sensores de presença, telhas transparentes, bóias automáticas), apoio a comunidade local (com programa de Educação Ambiental,e valorização da cultura regional, parceria com produtores locais) e tratamento de resíduos (compostagem, coleta seletiva e utilização de portas, janelas e madeiras de demolição na construção de acomodações).

Com vocação para a sustentabilidade ambiental e social, desde sua inauguração, em 1989, o Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba já adotava ações e programas em prol da preservação da natureza e da integração com as comunidades locais. Entre as ações, o empreendimento recicla o óleo de cozinha para a produção de biodiesel; mantém dentro de suas instalações uma usina de compostagem que transforma a matéria orgânica em adubo para jardinagem; e desenvolve programas de defesa e preservação do ecossistema local em parceria com o Instituto Ecotuba.

Com o princípio da harmonia do homem com a natureza, o Txai Resorts opera a 15 quilômetros da cidade de Itacaré, na Bahia. Ocupando uma área de 92 hectares, as edificações correspondem a 3% desse total, e tem como base a sustentabilidade ecológica, desenvolvimento social responsável e respeito pela cultura e comunidade local. Para os hóspedes, há duas opções de vista: uma para o mar, outra para a área verde que circunda o hotel.
 
Privilegiando a exuberância da Mata Atlântica, a pousada Ilha Splendor está localizada a 213 quilômetros de São Paulo, em Ilha Bela. Com um projeto arquitetônico impar, prioriza o uso racional de energia e privilegia a iluminação natural. A piscina é natural, abastecida com água do rio da Toca, evitando o uso de produtos químicos.


Fonte: Guia da Semana


Veja também:

único hotel brasileiro com telhado verde, em Florianópolis (SC): Bangalôs Vila Esmeralda
O projeto Bangalôs Vila Esmeralda, o mais novo tipo de acomodação do Resort Ponta dos Ganchos, localizado em Governador Celso Ramos, em SC, ganhou um grande prêmio na última semana. A revista Arquitetura & Construção, da Editora Abril, premiou o bangalô como um dos três melhores projetos do Brasil, na categoria Hotelaria. O projeto, criado pelo escritório Elianne Klenner Arquitetos Associados, utiliza o Ecotelhado.



Hotel Buhler, em Visconde de Mauá (RJ), o pioneiro em reciclagem de lixo no país - desde 2001, nenhum resíduo é descartado, 100% de lixo mínimo.


E no exterior, o Hotel Crown, na Dinamarca, onde você paga sua diária pedalando e fornecendo assim a energia necessária para o funcionamento do estabelecimento.


Mais dicas de lugares ecologimente corretos para um turismo idem:

Goura Vrindávana, Parati (RJ) ecovila e ashram
Mosteiro Zen de Ibiraçú (ES), retiro e reserva ambiental tombada pela UNESCO
Represa de Guarapiranga, São Paulo (SP), programa de reciclagem e reflorestamento, entreposto de venda da Korin, além do melhor café da manhã do mundo: Udon
Relação nacional de ecovilas


Viajando para destinos sustentáveis ou não, observe ainda:
Os 10 pecados naturais do turista
Para onde vai o lixo descartado indevidamente
Mapa nacional de praias próprias para balneário
O mito do reflorestamento de eucalipto e a importância do reaproveitamento da madeira de demolição e dos móveis de segunda mão

sábado, 30 de outubro de 2010

A história da água engarrafada




Água na Jarra imediatamente, para todos.
Água potável é um direito.

Cada garrafinha de água mineral consome 8 vezes o seu peso final em petróleo para ser produzida.


Para entender em números esse comércio criminoso:
"Por meio de ações publicitárias globais, o setor de água engarrafada, por exemplo, ajudou a criar a impressão de que água na garrafinha é mais saudável, mais saborosa e está mais na moda do que a boa e velha água “torneiral”, mesmo quando estudos demonstram que algumas marcas de água engarrafada são menos seguras do que água da rede e custam de 240 a 10 mil vezes mais. A indústria de água engarrafada movimenta hoje US$ 60 bilhões e vendeu 241 bilhões de litros de água em 2008, mais que o dobro da quantidade vendida em 2000. "

Fonte: Atlas WWI - Estado do Mundo 2010



Outros filmes afins para maior aprofundamento:
Flow, por amor à água
Ouro Azul: A guerra mundial pela água
Cruzando o deserto verde


Mais informação:
Beber água pura não deveria ser caro
Nestlé mata fontes de água em São Lourenço


Outros filmes da How stuff works:
Como funciona a indústria de cosméticos
A história dos eletrônicos
A história da mudança
A história da falência
A história das coisas

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A Anistia Internacional e a Sustentabilidade


Para a maioria das pessoas, a Anistia Internacional refere-se exclusivamente aos direitos humanos, através da liberdade de expressão, abolição da pena de morte e sentenças humilhantes, e garantia de acordos internacionais, especialmente os que protejam minorias.

Atualmente, a Anistia Internacional tem ido mais além e seus braços estendem-se pela sustentabilidade, especialmente na América Latina, garantindo às comunidades indígenas e campesinas seus direitos inalienáveis, como posse da terra e condições justas e dignas de sobrevivência, mantendo suas tradições e culturas.

Há quase 10 anos, sou voluntária da RAU - a rede de ações urgentes, por email, da Anistia. É provavelmente um dos voluntariados mais simples que uma pessoa possa fazer. Você só precisa ter um email e saber enviar mensagens. A RAU consiste de lotar as caixas de emails de governantes, diplomatas e jornais locais com mensagens exigindo providências sobre casos específicos.


Alguns exemplos diretos de Ações Urgentes a serem tomadas que impactam igualmente no meio ambiente:

As comunidades peruanas que protestam contra um projeto de irrigação que em sua opinião restringirá o abastecimento de água, correm o perigo de que uma nova lei venha permitir ao exército fazer uso impunemente da força excessiva contra essas comunidades

Aproximadamente 80 membros do grupo indígena Guarani Kaiowá Y’poí no Brasil estão sendo ameaçados por homens armados contratados por fazendeiros locais. Eles estão impedidos de deixar seu acampamento, resultando na impossibilidade de acesso à água, comida, educação e saúde.

O Ministério do Meio Ambiente e Florestas da Índia vetou a expansão do tamanho da refinaria em até seis vezes na área de Lanjigarh proposta pela Vedanta Aluminium, alegando que o projeto violava as leis ambientais do país.


Em tempo, o Brasil é o país com a maior biodiversidade do planeta e o último encontro da ONU para proteção da biodiversidade mundial, terminou com seus líderes em posições divididas.

A Conferência de Nagoia não chegou a lugar algum, leia mais:

"Delegados de quase 200 países passaram duas semanas reunidos em Nagoia, no Japão, para mapear metas de proteção das espécies animais e vegetais em oceanos, florestas e rios, ameaçadas pelo maior ritmo de extinções desde o desaparecimento dos dinossauros, há 65 milhões de anos.
As nações em desenvolvimento também se recusaram a se comprometer com as metas para 2020 se elas não vierem acompanhadas de um novo protocolo da ONU que lhes assegure uma participação mais justa nos lucros obtidos por companhias, especialmente as empresas farmacêuticas, a partir dos recursos genéticos desses países.
Isso poderia gerar bilhões de dólares para as nações em desenvolvimento, onde se encontra a maior parte das riquezas naturais do planeta. Mas há divergências a respeito da abrangência do acordo e sobre como verificar a origem dos recursos genéticos.

- Este não é um protocolo chato. Ele irá regulamentar bilhões de dólares para o setor farmacêutico - disse Tove Ryding, consultor político de biodiversidade e mudança climática do Greenpeace. - Se você não ratifica, se você não está preparado para partilhar benefícios, então não há acesso. Isso significa que o setor farmacêutico não vai entrar na floresta e encontrar novos produtos.

Algumas empresas temem a elevação dos seus custos e a burocratização no processo de registro de patentes por causa desse protocolo, o que prejudicaria as inovações no setor. "



Há mais de 20 anos, foi o papel decisivo da Anistia, pressionando autoridades em todo o mundo, que trouxe o assassinato de Chico Mendes para as primeiras páginas dos jornais brasileiros e assim, o julgamento pôde ser realizado com todos os holofotes da mídia fiscalizando quaisquer abusos e irregularidades.

Talvez seja o momento de brigar mais por Belo Monte, sua floresta nativa que será inundada e seus índios que virão a se tranformar em refugiados ambientais.


Torne-se um voluntário e faça a sua parte, você vai ficar no mínimo mais bem informado.


Mais informação:
Ativistas assassinados
Redução da maioridade penal
10 razões para abolir a pena de morte
Porque doar sangue: pontos de doação no RJ
Cartões de Natal da Anistia Internacional pela liberdade de expressão

Sacos de lixo, copos, pratos e talheres descartáveis em bioplástico de milho



Copos plásticos são um problema, estão em todo lugar, são derivados de petróleo, além de insalubres em função do risco de intoxicação por bisfenol-A e ainda há poucas opções de locais com copos em papel no comércio convencional.

O pessoal da Clean Leaving desenvolve uma linha de produtos em plástico biodegradável a partir da fibra do milho, com grande destaque para os sacos de lixo doméstico.

Já havia sido postado aqui um pen drive em material biodegradável, a partir do milho, e até uma ecotinta na cor branca reaproveitando copos plásticos, mas o ideal é que cada vez mais os nossos utencílios possam ser reaproveitados e não derivados de petróleo.
Uma caneca em ágata pode ser a solução ideal para os que trabalham em escritório e uma garrafa de metal, para os que passam o dia na rua.

Lâmpadas, termômetros e baterias: onde descartar itens com mercúrio e o que fazer em caso de intoxicação


Contato com o metal, que é altamente tóxico, pode causar problemas renais, respiratórios e até danos irreversíveis no sistema nervoso


No começo do mês de outubro, 12 pessoas foram hospitalizadas, na cidade de Rosana, interior de São Paulo, depois de entrar em contato com mercúrio depositado em 20 frascos jogados em um terreno municipal. As vítimas apresentaram febre, diarreia, vômito, irritações na pele e duas crianças ficaram internadas por uma semana.

A Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb) interditou a área onde o material foi encontrado, o município foi multado em R$ 82 mil e uma investigação está em andamento para se descobrir a procedência dos objetos. Casos como este escancaram dois problemas sérios: quão perigoso é o contato com metais pesados, como o mercúrio – que está presente nas nossas casas em termômetros, lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias de notebook e celular –, e o descaso do cidadão e do poder público com o descarte desse tipo de material.

Fernando Barbosa Jr., professor de toxicologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP, alerta que o simples contato com uma lâmpada fluorescente ou com um termômetro, após a quebra, pode levar à inalação de vapor de mercúrio proveniente do material e, mesmo em baixas quantidades, causar febres, tremores, sonolência, náuseas, fraqueza muscular, delírios, reflexos lentos e dores de cabeça.

O contato direto do mercúrio com a pele e os olhos causa coceira e vermelhidão, como se fosse uma irritação alérgica. A ingestão pode provocar úlceras no estômago. E uma exposição mais duradoura interfere no metabolismo celular, resultando no mau funcionamento de rins, fígado, pulmão e cérebro.

O contato do mercúrio na pele é menos prejudicial do que inalar. “Se a inalação ocorrer com elevadas quantidades, ela pode ser fatal. Crianças são muito mais suscetíveis aos efeitos tóxicos”, diz Barbosa Jr. Elas são particularmente vulneráveis porque o mercúrio interfere no sistema neurológico, ainda em desenvolvimento em bebês e crianças. A exposição ao vapor do metal nesta fase da vida pode reduzir as capacidades cognitivas, de memorização, atenção, aquisição de linguagem, habilidades motoras e noção de espaço.


O que fazer

Quando uma lâmpada ou termômetro contendo mercúrio é quebrado, a primeira atitude é isolar a área, fechar portas e janelas e usar um equipamento mínimo: máscara cirúrgica descartável e luva reforçada para que não haja o risco de contato. Como o mercúrio aparece no estado líquido em temperatura ambiente, o ideal é recolher o metal com uma seringa sem agulha e colocá-lo em um recipiente plástico contendo água; a água reduz a possibilidade da evaporação. A área afetada pelo objeto tem de ser descontaminada com uma mistura de água sanitária e água. Após a limpeza, deve-se abrir novamente portas e janelas para ventilar o ambiente.

O recipiente com o mercúrio tem de ser bem vedado com fita adesiva e entregue a um dos locais que fazem o descarte correto. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda depositar o material nos pontos que recebem pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes (veja a lista abaixo), já que as empresas que fazem o recolhimento são especializadas em separar e reciclar metais tóxicos.

Em 2008, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) editou a Resolução 401/08, responsabilizando os produtores sobre o descarte correto de objetos que contêm mercúrio, porém somente para pilhas e baterias em geral. Em agosto deste ano, a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento cria a logística reversa, obrigando fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a recolher certos produtos, após o uso pelo consumidor final. O programa prevê o recolhimento de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes. A regulamentação da logística reversa deve se apresentada até o final de novembro. A partir de sua publicação, as empresas têm até 2014 para se adaptar à nova lei. Enquanto o processo segue seu curso, já é possível descartar corretamente em razão de algumas iniciativas.


O descarte correto

Antes mesmo de a PNRS ser aprovada, algumas lojas, supermercados e drogarias já recolhiam o material residencial com mercúrio, realizando a logística reversa. Alguns sites especializados ainda reúnem listas com endereços para se fazer o descarte correto.

Pilhas e baterias
Drogaria São Paulo - Tel.: 0800 015 20 70
Banco Real
Tim
Pão de Açúcar

Lâmpadas fluorescentes
Lojas Leroy Merlin
Philips - Tel.: (11) 2121-0203 (Grande São Paulo)/ Tel.: 0800-701-0203 (demais cidades)

Para o descarte de materiais diversos
E-lixo (Governo do estado de São Paulo)
Cempre (recicladores dos mais diversos materiais em todo o país)

Termômetros
Não há um procedimento oficial para o descarte correto do termômetro com mercúrio, mas, de acordo com o Disque Intoxicação, da Anvisa, é possível depositar o termômetro em sua embalagem plástica nos locais para descarte de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, pois as empresas que fazem o recolhimento destes objetos são especializadas em separar e reciclar metais tóxicos.


Saiba mais

Onde o mercúrio é usado:
Termômetros
Lâmpadas fluorescentes
Barômetros
Baterias
Amálgamas dentários
Laboratórios médicos e hospitalares
Indústria
Mineração


O que pode ocorrer com quem fica exposto ao mercúrio:
Febre
Tremores
Sonolência
Delírios
Fraqueza Muscular
Náuseas
Cefaléia
Reflexos Lentos
Memória falha
Mau funcionamento dos rins, fígado, pulmão e sistema nervoso


A imagem foi retirada da revista Recicla


Mais informação: Onde reciclar eletroeletrônicos

sábado, 23 de outubro de 2010

Simplesmente cru - porque podemos viver 120 anos

No filme, Turista Espacial, a população do planeta da visitante Mila, vive 270 anos alimentando-se apenas de frutas, legumes e grãos crus, numa sociedade sem dinheiro e hierarquia, cuja população é estimulada a usar 100% de sua capacidade cerebral, contra os nossos supostos 10%.

Deixo mais material sobre o assunto, um filme e um livro, de autores distintos tratando do mesmo assunto.

Simplesmente cru, Simply Raw, é um filme independente que mostra um grupo de diabéticos revertendo a doença em 30 dias, usando como "remédio" uma dieta composta apenas de alimentos crus e muito acompanhamento médico.
O filme já está disponível no Youtube e o site oficial, linkado acima, também disponibiliza muito material de download.


O livro "Porque podemos viver 120 anos" de Erick Frontier, cujo grande mérito é a tabela comparativa de idades entre animais e o homem, mostrando que cronologicamente o homem poderia viver 120 anos, caso não se intoxicasse tanto.
O autor nos lembra outro fato: frutas e verduras cruas, mesmo cultivadas com pesticidas, são sempre mais saudáveis do que qualquer comida processada, especialmente carnes, ovos e derivados de leite, uma vez que os mesmos foram produzidos com as gorduras de animais criados com antibióticos e hormônios, alimentados com capim pulverizado e grãos transgênicos.



Para quem quiser se aprofundar no assunto, a professora Ana Branco da PUC-Rio, é considerada uma das maiores entusiastas e especialistas do assunto no país. O site oficial dela também tem muito material.


Mais receitas no post Comida Crua e nos sites referência sobre o assunto, Raw Family e Simply Raw Recipes.


Leia sobre todos os malefícios do açúcar, em suas diversas formas, em Mamãe não passou açúcar em mim e veja também os filme "Morrendo por não saber" sobre a Terapia de Gerson e "Forks over knives" (troque a faca pelo garfo)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Símbolo do RJ, boto sumirá das praias até 2050


Da mesma forma que esse país chama-se Brasil por causa da outrora abundante quantidade de árvores de Pau Brasil, o brasão da Cidade do Rio de Janeiro é representado por 2 golfinhos, em função dos inúmeros cardumes que saudavam os navegantes que aportavam na Baía de Guanabara, hoje um lixão cujo fundo é quase que em sua totalidade composto de garrafas e sacos plásticos.


Símbolo do RJ, boto sumirá das praias até 2050
Fonte: Folha, fevereiro de 2010

Pesquisa do laboratório da UERJ revela que, em dez anos, população caiu 50%. Animal está retratado no brasão da cidade.
Presente no brasão da cidade do Rio, tal a quantidade que havia, o boto – chamado de golfinho pelos leigos – tende a desaparecer da baía de Guanabara antes da metade do século.

De uma população de alguns milhares há 50 anos, só restaram 40, aponta monitoramento inédito do Laboratório Maqua (Mamíferos Aquáticos) da Faculdade de Oceanografia da UERJ.
Iniciado em 1995, o trabalho encontrou , 3 anos depois, 80 exemplares do animal nas águas da baía. No final de 2009, a quantidade havia se reduzido à metade. Essa queda de 50% em pouco mais de dez anos faz com que os oceanógrafos já considerem residual sua presença na baía.

Os dados do Maqua levaram os especialistas a concluir que, em 20 anos, mantido o atual estado de degradação, sobrarão três ou quatro botos em toda a baía. Dez anos depois, nenhum.
Também conhecido como golfinho de prata, o boto cinza está no brasão do Rio em um par que representa a cidade-marítima.

Os mamíferos que restam na Guanabara costumam circular pelo canal central de navegação (entre a boca e o fundo da baía) e se concentram, de manhã, nas imediações da Ilha de Paquetá, onde a navegação é reduzida.
São os locais menos poluídos da baía, até agora, porque o projeto do Comperj prevê a possibilidade de instalação de componentes industriais justamente na área freqüentada pelos botos.

Já em construção, o Comperj funcionará em Itaboraí. O Maqua foi convidado pela Petrobras para avaliar o impacto na baía de dutos de despejo de resíduos do complexo industrial. A questão está sob análise.
Os especialistas do Maqua são contra, por considerar que, por mais tratados que sejam os resíduos, não haverá como impedir algum tipo de poluição e a conseqüente contaminação das espécies animais por rejeitos.

Outro fator que preocupa é que, desde o ano passado, próximo a Paquetá, funciona um terminal de GNL (Gás Natural Liquefeito) e está em construção um de GLP (Gás Natural de Petróleo), ambos da Petrobras. Mesmo com cuidados ambientais, as novas instalações são nocivas aos botos, pois resultam no aumento da navegação e em mais poluição industrial e sonora, fatores que afugentam os animais.

O trabalho do Maqua conclui que a diminuição acelerada da quantidade de botos na baía resulta de três fatores: poluição orgânica e industrial, captura acidental em redes de pesca e a perda de habitat. “Nenhuma população resiste a isso”, disse à Folha o coordenador do Maqua José Lailson Brito Jr.


Animal é o último mamífero da Guanabara
Os botos são remanescentes das espécies mamíferas que já freqüentaram a Guanabara. Outros tipos de golfinhos e baleias já não são mais encontrados há muito tempo no mar poluído da baía, que abrange áreas de sete municípios da região metropolitana do Rio.

Em meados da década de 70, ainda era possível avistar os botos em grupos numerosos, acompanhando as barcas de passageiros e de veículos que faziam o trajeto entre as cidades do Rio e de Niterói.

Além de poucos, alguns outros motivos contribuem para a pouca visibilidade dos botos: a coloração cinzenta, como as águas da Guanabara; não são animais grandes (chegam até a 2m de cumprimento); e agora, evitam a proximidade das embarcações. Pescador há 55 anos, José Carlos da Silva Ramos, 65, relembra que, nas décadas de 50 e 60, a presença dos botos na baía de Guanabara era notada diariamente.
“Eles formavam grupos imensos. Era impossível não vê-los. Mas há muito tempo não avisto um, há muito tempo mesmo”, afirmou o pescador que ainda trabalha na baía.

Outra característica da antiga população de botos era a circulação por todas as áreas da Guanabara, o que hoje não ocorre mais. Funcionário aposentado do aeroporto Santos Dumont, Marcos Ramalho, 72, conta que era comum ver os animais, aos saltos, perto da pista. “Era um espetáculo, uma alegria para os olhos”.


Petrobras não vincula mortes à indústria
A Petrobras considera não ser “possível associar a redução da população de botos cinzas aos terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL) e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) instalados na baía de Guanabara.

Em texto, a empresa acusa “a captura acidental durante atividades pesqueiras e a poluição difusa, que inclui lixo, esgoto lançado sem tratamento e poluentes, como pesticidas e metais pesados” como “as principais causas da diminuição à população de botos”. A Petrobras diz ainda que, para implantar os terminais na baía, “foram feitos estudos com exaustivos trabalhos de campo”, por biólogos e oceanógrafos de empresas de consultoria”.

Segundo a mensagem, o programa “Monitoramento de Médio Prazo da População do Boto Cinza, Sotalia Guianensis, na Baía de Guanabara”, do Centro de Pesquisas da Petrobras em parceria com o Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da UERJ, indica não haver vínculo entre a redução da espécie e as novas instalações industriais.


Mais informação:
The Cove, documentário sobre golfinhos ganhador do Oscar
Indústria pesqueira x Pesca artesanal

Incensos e Aromatizadores de ambiente: o mundo também é o que você cheira


"O Senhor disse a Moisés:
“Escolhe os mais preciosos aromas: quinhentos siclos de mirra virgem, a metade, ou seja, duzentos e cinqüenta siclos de cinamomo, duzentos e cinqüenta siclos de cana odorífera,  quinhentos siclos de cássia (segundo o siclo do santuário), e um hin de óleo de oliva.
Farás com tudo isso um óleo para a sagrada unção, uma mistura odorífera composta segundo a arte do perfumista. Tal será o óleo para a sagrada unção.
Ungirás com ele a tenda de reunião e a arca da aliança, a mesa e seus acessórios, o candelabro e seus acessórios, o altar dos perfumes, o altar dos holocaustos e todos os seus utensílios, e a bacia com seu pedestal.
Depois que os tiveres consagrado, eles tornar-se-ão objetos santíssimos, e tudo o que os tocar será consagrado.
Ungirás Aarão e seus filhos, e os consagrarás, para que me sirvam como sacerdotes.
Dirás então aos israelitas: este óleo vos servirá para a unção santa, de geração em geração.
Não se derramará dele sobre o corpo de homem algum; e não fareis outro com a mesma composição: é uma coisa sagrada, e deveis considerá-la como tal.
Se alguém fizer uma imitação, ou ungir com ele um estrangeiro, será cortado do meio de seu povo.”
O Senhor disse a Moisés: “Toma aromas: resina, casca odorífera, gálbano, aromas e incenso puro em partes iguais.
Farás com tudo isso um perfume para a incensação,

O Senhor disse a Moisés:
“Toma aromas: resina, casca odorífera, gálbano, aromas e incenso puro em partes iguais.
Farás com tudo isso um perfume para a incensação, composto segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo.
Depois de tê-lo reduzido a pó, pô-lo-ás diante da arca da aliança na tenda de reunião, lá onde virei ter contigo. Essa será para vós uma coisa santíssima.
Não fareis para vosso uso outro perfume da mesma composição: considerá-lo-ás como uma coisa consagrada ao Senhor.
Se alguém fizer uma imitação desse perfume para respirar o seu odor, será cortado do meio de seu povo."

Bíblia Cristã, Livro do Êxodo 30, 22-38


Aromatizar e purificar o ar é um hábito milenar, que voltou à moda com a "onda new age" iniciada na década de 90 (nos anos 80, usava-se spray "Bom ar") e obviamente, foi deturpado pela cultura de massa, onde acredita-se no equívoco de que a quantidade leve à qualidade.

Hoje, queimar incenso e demais aromatizadores são um risco à saúde, a fumaça de um incenso equivale, em benzeno, à de 3 cigarros. Incensos não são mais feitos de sal grosso, carvão vegetal e óleos essenciais (como os primeiros sacerdotes israelitas foram ensinados), mas de essências artificiais e muita química, incluindo formol.
Os aromatizadores, sejam aquecidos ou não, são igualmente 100% artificiais, à base de essênciais sintéticas de qualidade inferior e proibidas para contato com a pele e mucosas.
As antigas velas eram feitas em cera de abelhas (ou carnaúba), hoje são feitas em parafina mineral (derivado de petróleo). A fumaça de uma vela aromatizadora é óleo mineral queimado combinado à essência sintética.

A fumaça poluente de uma indústria é tão nociva, quanto a química dos nossos aromatizadores.
A chuva ácida se forma quando o gás poluente liberado por uma chaminé industrial, atinge a atmosfera, encontra o vapor d´água natural do meio e intoxica a chuva que cai sobre a terra e atinge os lençóis freáticos da água que nós bebemos.

O mesmo princípio dos cosméticos sustentáveis aplica-se aos aromatizadores: se você não pode passar na pele e colocar na boca, não deveria inalar.
Se o Flow nos ensina que o mundo é o que você bebe, e Barbara Kingsolver, que "O mundo é o que você come", podemos concluir também que o mundo é que a gente cheira.


O que eu uso em minha casa?
Muitas folhas de eucalipto e cedro, em vasos. Duram muito e deixam a casa com cheiro de sítio, um dos cheiros da minha infância. Ervas frescas como alecrim, hortelã, poejo e manjericão também perfumam o ambiente, além de serem fundamentais na  cozinha, e as flores tradicionais como "damas da noite", rosas e jasmins, chegam até a enjoar.

Papier d´armenie, um incenso natural e biodegradável francês, feito em papel de papiro e naturalmente aromatizado com uma essência muito suave. Uma instituição nacional que existe há 120 anos e torna a vida mais cheirosa, sem agredir à saúde e o meio ambiente.



Óleos essenciais, os mesmos da fórmula de composição dos bons cosméticos sustentáveis, são óleos naturais extraídos diretamente de muitas plantas e flores potencializadas, para uso medicinal, cosmético e hedonista, já que o corpo, a  mente e o espírito são indissociáveis. Óleos essenciais são a base da aromaterapia curativa e trazem um prazer imenso quando diluídos em água, águas de rosas, lavanda, melissa e laranjeiras ou ainda álcool de cereias para borrifar o ambiente, e até mesmo diluído em um pouco de água da torneira no difusor (ou rechaud à vela).

Em Goura, os óleos de flores eram feitos em grandes vasos de barro em estufa com ervas secas combinadas à base de óleo vegetal. 100% orgânico e biodegradável, o melhor removedor de maquiagem que já usei, pode ser inalado como aromatizador sem nenhuma contra-indicação.

As ervas secas e algumas especiarias, vendidas a granel, rendem ótimos travesseiros e sachês para armários e até banhos de banheira. As mais comuns são de alecrim, macela, eucalipto, camomila, rosas, capim limão, alfazema (lavanda) e jasmim. É como dormir com uma vaso de flores na mesinha de cabeceira, ajuda a embalar o sono. As folhas e cascas de frutas cítricas, como limão, laranja e tangerina também se prestam a perfumar ambientes, especialmente as cascas raladas e maturadas em álcool, ou as folhas queimadas, cujo óleo é muito estimulante e perfumado.
Um banho de banheira muito simples e gostoso, faz-se deixando algumas cascas de tangerinas e cravos da Índia na banheira. Você, e a casa toda, ficam com aquele cheiro inconfundível.

Algumas linhagens espiritualistas ainda mantém o hábito de fazer seus próprios defumadores, como o Candomblé, que usa carvão vegetal, sal grosso e as ervas "espanta quebranto" tradicionais, como guiné, arruda, levante, pimenteira, cravo, canela e afins. Há inclusive uma tradição de banhos de cheiro e descarrego infindável., que pode ser o que você está procurando ou não, mas que servem como base de inspiração.

Sônia Hirsch nos sugere uma defumação em erva cidreira (capim limão ou capim santo) que pode até ser feita na panela com a erva seca. Muito simples, basta queimar a erva seca na panela e sair espalhando a fumaça pelos cantos da casa. E a erva comprada a granel é muito em conta.




Teste mostra que fumaça de incenso é prejudicial à saúde

Cláudia Collucci, Folha de S.Paulo

Usado desde a Antigüidade com sentido de purificação e proteção, o incenso acaba de receber sinal vermelho da Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que daquela fumacinha, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas.

Queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno -substância cancerígena - contida em três cigarros, ou seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico. Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas.
As substâncias nem de longe lembram as especiarias aromáticas com as quais o incenso era fabricado no passado, como gálbano, estoraque, onicha e olíbano. Se há uma leve semelhança, ela reside na forma obscura da fabricação. No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes.

Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. O motivo é simples: por falta de regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.
Nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto. A Folha tentou localizar as empresas, por meio dos nomes dos incensos, mas, assim como a Pro Teste, não teve sucesso.

A avaliação foi feita a partir da simulação do uso em ambiente parecido com uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs (compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha, alerta que os aromatizadores de ambiente, como o incenso, são vendidos sem regulamentação ou fiscalização, o que representa perigo à saúde.
"Os consumidores pensam que se trata de produtos inofensivos, que trazem harmonia e, na verdade, estão inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas."
A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

"Estou surpresa. Acendo incensos diariamente há 20 anos no momento em que faço minhas preces no altar budista que tenho na sala. É uma forma de agradecimento às divindades e de limpeza energética. Jamais pensei que eles pudessem fazer mais mal do que bem", diz Renata Sobreira Uliana, 49.

O resultado dos testes também surpreendeu os médicos. "Nunca li nenhum artigo científico a respeito disso, mas é um dado muito interessante, que vai fazer a gente repensar a forma de liberar esse tipo de produto", diz José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia.
Clystenes Soares Silva, pneumologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que nem pessoas predispostas a desenvolver quadros alérgicos (como rinite e asma) nem pessoas saudáveis devem se expor aos incensos.


A primeira foto é de um sachê e incenso, ambos de origem controlada, da Provence, em lavanda certificada.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

(os fimes da) Libertação Animal







Foram os vídeos abaixo que me "converteram", eu era vegetariana "simpatizante" e depois desse tratamento de choque, nunca mais fui a mesma.
"Recaídas" todos têm, mas a visão de mundo muda muito. Principalmente onde os animais são invisíveis e socialmente aceitos, como circos, escolas de equitação, aquários e pet shops.

Você já parou para pensar como é a aposentadoria de um cavalo?
E a das galinhas poedeiras dos ovos caipiras e orgânicos?
Lembra que a apicultura está ameaçando nossos cultivos agrícolas por falta de abelhas para polinização?
É um problema vasto e que vai muito além de cosméticos e medicamentos não testados em animais e o comércio de barbatanas de tubarão.

E não compre cachorros e gatos de estimação. Adote e castre. Pet shop legal não vende animal e a venda de animais silvestres, como passarinhos, é crime ambiental.
Observe também que já existem centenas de opções em material sintético para sapatos e bolsas.





Fique de olho, é de partir o coração:

Glass Walls, projeto pessoal de Paul McCartney, produzido e narrado por ele em parceria com a PETA

Não matarás

Vida de cavalo

A carne é fraca

Terráqueos (se tiver que assistir apenas a um filme dessa lista, assista à Terráqueos - é o mais completo)

Video oficial Peta

Meet your meat

Meat the truth

A verdade sobre as fazendas de cachorrinhos para compra e venda, Puppy Mill  (narrado e apresentado por Charlize Theron).

Gostou do Puppy Mill? Então assista à Segredos do Pedigree

Aposentadoria dos cavalos

Jaulas Vazias

Beyond the mask

ALF, a Frente pela Liberação Animal





Outras dicas:
Todos os vídeos do Youtube mostrando os bastidores dos animais de circo
Frente Brasileira para Abolição da Vivissecção





Mais informação:
Zoológicos x Reservas
Circo Legal não tem animal
Mel de abelhas x melado de cana
O nascimento da Revolução pela colher
Carnaval sustentável: seu animal não é palhaço
Artigos de couro vegetal em lojas convencionais
Cosméticos biodegradáveis e não testados em animais
Odeio Rodeio: fonte de muito sofrimento e prejuízo aos cofres públicos
Neurocientistas de todo mundo assinam manifesto reconhecendo consciência em animais
Férias de Verão em Natal (RN): Vamos passear de camelo em Genipabu? Não, obrigada!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Filhos: ter ou não, eis a questão


No filme Turista Espacial, a população do planeta decide em conjunto e de acordo com a colheita se os casais poderão ter filhos. Na nossa sociedade, ter filhos é encarado como uma decisão meramente pessoal.
Alguns países socialistas esterilizam automaticamente as mulheres após a segunda ou terceira gestação, outros cobram um imposto dos pais que decidem ter mais filhos do que o estipulado pela legislação vigente.
O fato é que a população mundial tende a aumentar e nós já não conseguimos prover sequer o básico para os habitantes atuais.

Decidir não ter filhos é um tabu, mas não adotar nenhum método contraceptivo também é, mesmo para os legalmente casados e financeiramente estáveis. E a adoção de crianças carentes e abandonadas ainda é vista com profunda desconfiança pela maioria das pessoas.

O assunto é mais do que polêmico, mas como pela primeira vez foi abordado de um ponto não psicológico e sim sustentável, posto abaixo artigo recente do Ecodebate:

Sem herdeiros

O chamado ciclo natural da vida das pessoas inclui o nascimento, o crescimento, o casamento, a procriação, o envelhecimento e a morte. As pessoas nascem, estudam, trabalham, se aposentam e morrem. Do ponto de vista das pessoas o ciclo de vida é finito. Mas do ponto de vista da humanidade é um movimento infinito, pelo menos enquanto existir vida humana. O ciclo econômico inclui a criação de bens e serviços e a reprodução das condições de produção e das pessoas e também se pretende infinito, pelo menos enquanto existir cidadãos aptos ao trabalho e ao consumo e houver as condições materiais e ecológicas para a sobrevivência da espécie e da vida no Planeta.

Exatamente por considerar os filhos uma coisa natural, a sociedade vê com muita desconfiança e um certo grau de rejeição as pessoas que optam por não ter filhos. Evidentemente, existem as pessoas que não têm filhos por problemas de saúde ou infertilidade e, nestes casos, a sociedade trata com comiseração. Porém, as pessoas saudáveis e férteis que optam pela não procriação e os casais sem filhos (biológicos ou adotados) são taxados de egoístas e precisam se justificar o tempo todo, para a família, amigos, vizinhos e colegas de trabalho.

De maneira pejorativa o homem que não se casa e não tem filhos é chamado de “Solteirão”, como na música Pobre Solteirão, de Texeirinha: “Quem muito quer/Pouco acerta e tudo passa/Ficou sem graça/A noite é só recordação/Não me casei com a primeira namorada/Não sou mais nada/Do que um pobre solteirão”. De maneira mais pejorativa ainda a mulher que não se casa e não tem filhos é chamada de ‘Solteirona” ou “Titia”. Os termos “ficar pra tia”, “ficar na peça” ou “encalhada” são depreciativos, como se não ter marido e filhos fosse algo anormal ou uma espécie de aleijão (Alves, 2004).

Em geral, se diz que as pessoas ou casais sem filhos são egoístas. Contudo, no mundo inteiro, muitas vezes o interesse próprio vem com a descendência que acontece por puro egoísmo ou descuido. Segundo Jerry Steinberg (Revista Época, 2006), ter filhos, hoje em dia, na maioria dos casos, é conseqüência natural de sexo sem proteção. Para ele, a maioria das pessoas tem filhos sem motivos, sem pensar, sem planejamento e de forma anti-ecológica: “Crianças são muito preciosas para vir ao mundo por acidente. As pessoas têm filhos por razões bastante egoístas: por prazer, para cuidar delas na velhice, para ter alguém para amar e amá-las de volta, para viver coisas que não puderam viver quando eram crianças, para exercer poder sobre alguém, dar continuidade ao nome da família. O que é mais egoísta que fazer um minieu? É vaidade (…) A quantidade de terra arável, de água potável e de espaço habitável está limitada no planeta. Além disso, existe uma questão psicológica: quanto mais gente viver em áreas superpopulosas, maior serão a agressividade e a violência. Estamos sob tremenda pressão”.

Historicamente, a literatura mostra que ter filhos pode não ter nada a ver com altruísmo, mas sim com formas patriarcais de relacinamento familiar. No Brasil, Capistrano de Abreu definiu a família colonial brasileira da seguinte forma: “Pai taciturno, mulher submissa e filhos aterrorizados” (apud Correa, 1982). Na família patriarcal as desigualdades geracionais e de gênero vinham em função de garantir os privilégios dos pais e maridos, isto é, dos homens que se apropriavam dos benefícios dos filhos e das esposas. Neste ambiente, ter muitos filhos não tinha nada a ver com altruísmo, mas sim com a obtenção de vantagens provenientes da dominação masculina. Na história do Brasil, a harmonia geracional e de gênero sempre foi mais a exceção do que a regra.

Além disto, fatores econômicos contribuiram para adoção de uma mentalidade pró-natalista no país. Nas sociedades escravocrata ou do capitalismo selvagem ter muitos filhos sempre foi uma forma dos donos dos meios de produção conseguirem mão-de-obra barata. Como mostrou PAIVA (1985), o tipo de organização da atividade econômica prevalecente no Brasil até meados do século XX (economia de subsistência, colonato e parcerias agrícolas) favorecia um padrão de casamento precoce e a adoção de famílias numerosas que atuavam em conjunto na atividade agrícola. Este padrão demográfico brasileiro era apoiado pela ideologia das Igrejas – que pretendiam aumentar o número de seus fiéis – e do Estado – que via no alto crescimento demográfico o caminho para a afirmação nacional e a defesa do território contra ameaças externas. A ideologia das classes dominantes, das Igrejas e do Estado fortaleciam uma coalisão pró-natalista (ALVES, 2004).

Contudo, o Brasil e o mundo mudaram muito nas últimas décadas. O processo de urbanização (a chamada transição urbana), de diversificação econômica, de avanços educativos e de democratização política e religiosa do país, especialmente após a Constituição de 1988, propiciou o aprofundamento da transição demográfica, a maior diversificação familiar e o crescimento do número de pessoas que vivem sozinhas, inclusive do número de pessoas sem filhos. O declínio do patriarcado, a mudança na relação entre as novas e velhas gerações (com a reversão do fluxo intergeracional de riquezas) e a maior equidade de gênero, defendida pelo movimento feminista, reforçaram estas novas tendências.

Assim, além da queda geral da fecundidade, tem crescido o número de pessoas que não procriam e não deixam herdeiros. Existem pessoas sem filhos que vivem sozinhas em domicílios unipessoais, existem os casais sem filhos e existem pessoas sem filhos que moram em outros arranjos familiares. Infelizmente, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) só faz a pergunta se teve filhos para as mulheres. Assim, não é possível saber se um homem que mora sozinho ou um casal sem filhos no domicílio já teve filho mesmo morando em outro domicílio.

Os dados mostram que houve um crescimento muito grande dos domicílios unipessoais no Brasil, entre 1996 e 2006. Enquanto o total de domicílios do Brasil passou de 39,7 milhões para 54,6 milhões, representando um crescimento de 37,4% entre 1996 e 2006, os domicílios com pessoas morando sozinhas passou de 3,2 milhões para 6 milhões, representando um crescimento de 86%, no período.

O crescimento maior aconteceu entre os domicílios unipessoais masculinos que apresentou um crescimento de 101%, contra 73,5% de crescimento dos domicílios unipessoais femininos, entre 1996 e 2006. Ao contrário do que se divulga regularmente, o maior crescimento de pessoas vivendo sozinhas não aconteceu no grupo dos idosos, mas em outros grupos etários. Para os “homens sós”, o crescimento foi maior nos grupos 30-44 anos (97%) e 45-59 anos (131,6%), enquanto, para as “mulheres sós” os maiores aumentos foram para aquelas dos grupos etários 15-29 anos (97,5%) e 45-59 anos (90,6%).

Um outro tipo de arranjo domiciliar que apresentou grande crescimento no período foi o dos domicílios com casais sem filho, que apresentou um crescimento de 65,5% entre 1996 e 2006. Também neste caso, não foram os domicílios de idosos, isto é, do chamado “ninho vazio” que apresentaram o maior crescimento. Expressivamente, foram os domicílios cujos chefes pertenciam ao grupo etário 45-59 anos que apresentaram o maior aumento (103,3%). Embora as causas para deste fato sejam múltiplas, uma das explicações pode decorrer do aumento dos casais que decidem não ter filhos. Mesmo nos grupos etários 15-29 anos e 30-44 anos o aumento dos domicílios com casais sem filhos, no período, foi superior ao aumento do total de domicílios no Brasil (37,4%). Isto indica que, ou os filhos estão saindo mais cedo e em maior quantidade de casa, ou está crescendo o número de casais que nunca tiveram filhos no Brasil. Esta segunda hipótese parece ser a mais verdadeira, mas carece ainda de mais estudos para a sua comprovação.

Segundo a professora Elisabete Bilac, em entrevista à Revista Época: “O universo cultural brasileiro não é mais dos tempos em que quem não punha descendentes no mundo chegava até a ser discriminado na sociedade. ”O Brasil está seguindo o padrão europeu, em que ter filhos deixou de ser um destino inevitável”, explica Elisabete Dória Bilac, pesquisadora do Núcleo de Estudos de População da Universidade de Campinas (Unicamp). A partir da década de 60, com a evolução do movimento feminista, esse conceito foi se abrandando para dar vazão a outras prioridades na vida de mulheres e homens – por exemplo: a vontade, sem culpa, de ter um orçamento que comporte viagem, uma vida mais confortável e independente e a compra daquele carro. Mesmo assim, mais difícil que optar por filhos pode ser a decisão de não tê-los” (Época, 2005).

Sem dúvida, as transformações sociais e econômicas de uma sociedade pós-industrial e pós-fordista tiveram um impacto muito grande na dinâmica familiar mundial e brasileira. A estrutura familiar está ficando mais heterogênea e diversificada. Neste processo, cresce o número de homens, mulheres e casais que optam por não ter filhos. Os domicílios unipessoais estão aumentando no Brasil e não somente entre a população idosa. Mais pesquisas são necessárias para se compreender as características das pessoas que optam por não ter herdeiros. Mas este fenômeno está se ampliando especialmente entre a população adulta e em idade economicamente ativa.


A foto, vencedora de um Pulitzer, é do legendário Bang Bang Club


Mais informação:
Maternidade Sustentável
Criança, a alma do negócio
Por uma infância sustentável
Entramos no cheque especial
E se cada família chinesa comprar um carro?

Mapa nacional de praias próprias para balneário



RS: fepam.rs.gov.br

SC: fatma.sc.gov.br

PR: iap.pr.gov.br

SP: cetesb.sp.gov.br

RJ: feema.rj.gov.br

ES: seama.es.gov.br

BA: seia.ba.gov.br

SE: adema.se.gov.br

AL: ima.al.gov.br

PE: cprh.pe.gov.br

PB: sudema.pb.gov.br

RN: idema.rn.gov.br

CE: semace.ce.gov.br

PA: para30graus.pa.gov.br


A foto é minha e retrata um vôo da Esquadrilha da Fumaça na Praia de Copacabana

Mais informação:
Vá pegar uma praia
Sol, nutriente multiuso
100 motivos para andar a pé
10 pecados naturais do turista
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domingo, 17 de outubro de 2010

Matando a sede na rua: refrescos x sucos, chás orgânicos e embalagens sustentáveis




O blog defende a água na jarra potável e gratuita em bares e restaures, o banimento das garrafas plásticas, tetrapacks, long necks e tupperwares, a adoção de caneca de ágata para os que trabalham em escritório e a elaboração de bebidas caseiras em substituição às bebidas prontas insustentáveis, que consomem 5 x mais água do que seu volume comercial (leia melhor sobre o assunto no Flow), além de serem insalubres, pois são ricas em metais pesados e causam diretamente 2 problemas: osteoporose e erosão dentária.


Mas para quem trabalha fora ou passa o dia na rua, pode ficar complicado carregar uma garrafinha de metal na bolsa, cuja capacidade não ultrapassa 0,5lts, e ter que encher as mesma em bebedouros públicos (ou com água de coco). Leia melhor sobre o problema da contaminação de água que já matou milhares de pessoas.

A tradicional rede Laranjada Americana, que vende laranjada e limonada em refresco a quantidade, também adota a boa prática do copinho de papel em base de metal, como antigamente (veja a foto acima). Atente que sucos, uma mania carioca, não são boa escolha, pela quantidade de frutose concentrada (açúcar) que um copo demanda. Um copo de suco, consome até 5 frutas, despreza os bagaços (ricos em fibras) e não alimenta como comer as frutas in natura alimentaria.

Algumas casas de mate, aqui no RJ, adotam ervas de cultivo orgânico, como a Mega Mate, e outras, apenas o uso de copos de papelão, como a Rei do Mate (veja as fotos abaixo).




Já existem alternativas inteligentes às garrafas e copos plásticos, como a garrafa de papelão prensado e impermeável, a nova garrafa em plástico biodegradável (a primeira livre de bisfenol-A), a garrafa reutilizável de bambu e o copo descartável de papel em formato de envelope, o e-copo, 100% biodegradável e de fácil armazenamento e transporte.




Veja melhor o catálogo da e-copo, que permite até impressão do logo da sua empresa e personalização de campanhas promocionais.


 


Observe que as tradicionais embalagens de vidro são excelentes para a saúde e podem ser 100% recicladas, mas trazem um problema indireto: consomem muito CO2 na logística de transporte, pois são mais pesadas.

Já as embalagens plásticas chamadas inteligentes, como as de água da Nestlé ou Coca-cola, que consomem menos plástico por reduzirem espessura ou gargalos, continuam sendo plásticas e por isso: tóxicas, oriundas de petróleo e mais um fator para o problema do lixo urbano.


Mais uma dica de estabelecimento com copos de papel e produtos orgânicos, além da comida ser deliciosa: Delírio Tropical





Veja também como funciona uma estação de tratamento de água e a história da água engarrafada

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Água na Jarra

Para acabar com as nefastas garrafinhas de plástico e todo o comércio de água mineral, que secou as fontes de São Lourenço e ainda consome CO2 na logística de transporte:


Quem já visitou os EUA e Europa, sabe que é muito comum sentar em algum bar-restaurante e ser recebido por um garçom com bloquinho e jarra de água gratuita.
Você não precisa pedir uma bebida pronta nem pagar pela água, o próprio estabelecimento fornece água potável gratuitamente.
Parece coisa de primeiro mundo, mas não é - pagar por água mineral (ou potável) deveria ser considerado inconsitucional, já que todos os recursos hídricos e respectivo subsolo são considerados soberania nacional e de posse da União.
Fontes particulares, como a Perrier em Petrópolis, não são uma propriedade, mas uma concessão pública de exploração (da mesma forma que a Petrobras defende que "o petróleo é nosso" e não pode ser privatizada) e sempre é bom lembrar que o plástico deve ficar longe de nossa comida e bebida.




Leia mais sobre o projeto Água na Jarra, que se propõe ao básico: matar nossa sede sem hidropirataria


A Iniciativa Água na Jarra tem como objetivo incentivar a substituição do consumo de água em garrafa pela água tratada e purificada servida em recipientes reutilizáveis, em restaurantes, empresas e eventos. Desta forma promovemos o consumo responsável da água eliminando todos os impactos ambientais da produção das embalagens, seu transporte e disposição final.



Mais informação:
Beber água pura não deveria ser caro
Águas aromatizadas e os estabelecimentos que servem água em jarras

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O mito do reflorestamento de eucalipto



Quando estive em Ibiraçu, até por vir de Vitória, tive que passar obrigatoriamente pela fábrica da Aracruz Celulose cercada de quilômetros de "floresta de eucalipto reflorestado" e aquilo me assutou, principalmente pelo mau cheiro ao longo da rodovia.

Nenhuma monocultura substitui uma vegetação nativa, "reflorestamento" de eucalipto são quilômetros de árvores idênticas, como uma linha de produção fabril, onde não há a menor chance de recuperação da biodiversidade original e certamente a fauna local foi devidamente dizimada.

A própria fábrica é um monstro industrial que emite CO2 24hrs por dia - eu passei pela estrada no meio da madrugada e a mesma funcionava a pleno vapor, assim como as motosserras que devastavam as áreas reflorestadas. A cultura do eucalipto, que não é sequer original do teritório brasileiro, é normalmente indicada para vales e regiões com alagadiços, já que a árvore é comumente conhecida por "chupar" a água, sendo muito utilizada nas fazendas de café de MG - região tradicional de vales e cultivos cafeeiros.
Cada pé de eucalipto "bebe" 30 litros de água dos lençóis freáticos por dia. A área reflorestada por eucalipto hoje é o terreno erodido da próxima década.

Terra, água e biodiversidade não são commodities negociáveis, são bens públicos que devem ser preservados, até porque a conta é paga no longo prazo pela população.

E na verdade, a questão é tão complexa quanto profunda e há um filme que retrata a degradação do Sul da Bahia totalmente linkado na postagem Cruzando o deserto verde.

Ainda, em Ibiraçu, o projeto de reflorestamento é realmente levado à sério.





Li a reportagem postada abaixo e fiquei pensando em como o conceito de reflorestamento é equivocado e pior, vendido como sustentável. Leia também:


O perjúrio é um crime perante a lei e àqueles que a personificam como a mola mestra que sustenta a estrutura social e econômica de uma comunidade, contudo os interesses da comunidade pelo perjúrio e pela simpatia à lei agonizam quando o judiciário prefere os argumentos que embotam a vida pública no interior da comunidade.

As liminares concedidas pela justiça, nos últimos anos, em favor do setor produtivo e dos governos, no tocante a legislação e a gestão ambientais, causam retrocessos sociais, políticos, econômicos e ambientais em todos os aspectos da vida pública e da vida privada.

Em recente decisão da justiça federal, negou-se o pedido de liminar impetrado pelo ministério público federal do Maranhão que requeria a suspensão das licenças concedidas pela secretaria de meio ambiente do estado do Maranhão para o desmatamento de mais de quarenta mil hectares no Baixo Parnaíba maranhense e para o subseqüente plantio de eucalipto por parte da Suzano Papel e Celulose.

A razão que levou o Juiz Newton Pereira Santos Neto a negar a liminar foi que “a simples possibilidade de impacto do empreendimento sobre a Bacia do Rio Parnaíba não justifica, a princípio, a alegação de incompetência do órgão ambiental estadual para realização do licenciamento”. Ele complementa as suas razões afirmando que não há prova concreta de que a afetação da bacia do referido rio caracterize-se como impacto regional direto sobre o vizinho estado do Piauí.

As sociedades maranhense e piauiense talvez devam esperar décadas para que se evidencie uma “prova concreta de que a afetação da bacia do referido rio se caracterize como impacto regional direto”. Em relação ao meio ambiente, “uma prova concreta” se obtém a partir da constatação das conseqüências da instalação de um empreendimento para as áreas de abrangências direta e indireta. Não só as conseqüências ambientais como também a conseqüência econômico-social. Tome-se o exemplo da construção da hidrelétrica de Tucuruí para a bacia do rio Tocantins nos anos 80. Infelizmente, mesmo com o exemplo de Tucuruí e das campanhas contra a construção de mais hidrelétricas ao longo da bacia, o governo federal se matem firme no propósito de trancar o rio Tocantins e seus afluentes com novas hidrelétricas.

O juiz Newton Pereira quer “provas concretas” dos impactos do eucalipto para a bacia do rio Parnaíba. Tudo bem para o judiciário que não sabe o que é bacia hidrográfica e o que é impacto regional.

Fonte: Mayron Régis, Assessor do Fórum Carajás e articulista do EcoDebate


Para se informar melhor: o Reporter Brasil levanta outras questões, como posse da terra pelo índios.


Mais informação:
Sebos
Móveis de segunda mão
Shopping dos Antiquários
A casa na árvore de Frans Krajcberg
As 10 florestas mais ameaçadas do mundo
O mito das emissões de carbono neutralizadas
Quantos animais podem viver em uma única árvore
Comunidades quilombolas em ecovilas preservadas
Reúso de material de demolição para construção civil
Mão de obra escrava nas "fazendas de eucalipto" baianas
Deserto Verde, Parques de Papel e a flexibilização do Código Florestal: o que você tem a ver com isso


Frans Krajcberg


Há 18 anos, acontecia aqui no RJ, a ECO-92. Eu era garota e, levada por meus pais, pude ir à exposição mais badalada dos muitos encontros que pontuaram esse momento, a de Frans Krajcberg.

Desde então, meu olhar para a arquitetura mudou e casas na árvore tornaram-se uma espécie de utopia pessoal, como já foi postado aqui.

A obra dele continua atual, Krajcberg foi o artista homenageado nos 60 anos do MAM de SP e a temática da mostra foi toda em função de sua luta contra as queimadas de florestas nativas, extração de minérios e proteção de áreas de desova de tartarugas marinhas.

O acervo do artista polonês, doado ao Estado da Bahia, é composto por mais de mil esculturas, relevos, desenhos, fotografias e filmes, que continuarão abrigados no sítio de Frans Kracjberg, localizado em Nova Viçosa, Extremo Sul da Bahia. Sua obra reflete a paisagem brasileira, em especial, a Floresta Amazônica, e sua constante preocupação com o meio ambiente.

“Eu viajo, filmo e fotografo a destruição. O fogo e tudo o que o fogo deixou, eu mostro. Veja, ontem foi uma bela árvore, uma bela vida. Há uma consciência de que precisamos lutar pela preservação. Essa é toda minha luta com meu trabalho. Eu não posso gritar. Se eu sair gritando vão me levar para o manicômio. Para mim, o único meio de preservar é pegar uma coisa morta e mostrar: veja o que o homem praticou”, comentou Krajcberg sobre seu trabalho, tido como ícone mundial de defesa a natureza.


Frans Krajcbeg nasceu na Polônia em 1921. Estudou Engenharia e Artes na Universidade de Leningrado, na Rússia e, posteriormente, na Academia de Belas Artes de Stutgart, na Alemanha. Chegou ao Brasil em 1948 e, em 1951, participou da 1ª Bienal de São Paulo, iniciando sua carreira artística. Em 1964, começou a executar suas primeiras esculturas com troncos de árvores mortas. Vive no Sul da Bahia, desde 1972.


As fotos e informações foram retiradas de uma revista de arte de Toronto e de um jornal local baiano

More like Moore



Estou para falar dele há algum tempo, mas não sabia se abordava o "Roger and Me" ou o "Sicko", não vai ser o caso de nenhum dos dois, ou mesmo do livro "Stupid White Man" - todos excelentes.

Assisti recentemente ao último filme dele "Capitalismo: uma história de amor" e então ficou impossível não postar. O filme, mais maduro do que todos os anteriores, parece reunir tudo que ele vem insistentemente nos lembrando: alguma coisa deu errado e somos nós, a base da pirâmide, quem vem pagando essa conta.

Centenas de pessoas são entrevistadas ao longo de todo o país. Pessoas que estão sendo despejadas, sem plano de saúde, desempregados, os amigos de Flint, políticos de oposição, políticos da situação, etc.
A crise financeira é districhada como um peru em almoço de Ação de Graças e claramente chamada de Golpe de Estado Corporativo, mostrando a nós, brasileiros acostumados a ver bancos serem salvos pelo governo como mais uma notinha no caderno de Economia do jornal, que em algum lugar do mundo, o contribuinte deve acordar e questionar "e as minhas dívidas???"

Vale a pena assitir, mesmo por quem detestou tudo que Michael Moore já fez.

Melhores momentos:
2 extras: o amigo de infância (em Flint obviamente) que está salvando as propriedades locais e estimulando a população local a permanecer em suas casas e manter jardins e hortas caseiras nos terrenos abandonados - revertendo de forma sustentável um quadro de abandono e miséria. E o discurso na íntegra de um Jimmy Carter abatido, já prevendo em 1979, que depender da OPEP para importar 50% do petróleo usado no país, não era uma boa e apresentando um plano nacional (que nunca saiu do papel) para exploração da energia solar, gratuita e limpa.


Site oficial em inglês: michaelmoore.com e em português (mais fraco): michaelmoorebrasil



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"E o Bradesco que se foda!"
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Como funciona uma corporação e o que você consome, implica nisso
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

100 motivos para andar a pé


001- Aumenta a liberação de endorfinas, ajudando no combate do stress, ansiedade e depressão.

002- Tonifica a musculatura das pernas, coxas e glúteos

003- Possui um gasto médio de 200-300 kcal/hora

004- Na subida o gasto calórico pode aumentar para até 450kcal/hora

005- Melhora a circulação sanguínea

006- Auxilia na prevenção de varizes

007- Auxilia no controle da pressão arterial

008- Auxilia no controle do colesterol, aumentando o HDL(bom colesterol) e diminuindo o LDL (mau colesterol)

009- Aumenta a massa muscular

010- Melhora a atividade do sistema imunológico

011- Ajuda a prevenir a osteoporose, através da compressão imposta aos ossos pelo impacto da caminhada

012- Aumenta o metabolismo de repouso, aumentando assim o gasto calórico diário

013- Aumenta a capacidade dos pulmões absorverem o oxigênio

014- Auxilia no combate a diversos tipos de câncer

015- Alivia os sintomas da TPM

016- A caminhada durante a gestação pode facilitar o parto, por manter a musculatura firme

017- Acelera a recuperação pós-parto

018- Acelera a recuperação de cirurgias

019- Aumenta a força dos membros inferiores

020- Melhora flexibilidade

021- Acelera a atividade do sistema nervoso, auxiliando na condução de impulsos

022- Auxilia no controle postural, pois exige sustentação do tronco

023- Diminui riscos de derrame cerebral

024- Auxilia no controle e prevenção da diabetes

025- Ajuda a prevenir a obesidade

026- Auxilia no combate ao tabagismo

027- Melhora a auto estima

028- Combate a insônia

029- Praticamente sem contra indicações

030- Você fica mais disciplinado, pois caminhando para o trabalho, há horário a cumprir e com isso impõe um ritmo a seu organismo

031- Tem baixo custo. Basta apenas um calçado confortável com amortecedor

032- Aumenta o contato com o meio ambiente, ficando livre do ar condicionado do carro e do escritório

033- Auxilia na absorção de vitamina D, se realizada durante o dia devido à irradiação solar

034- Sem pegar o carro, você colabora com o trânsito

035- Colabora com o controle da emissão de gases que provocam o aquecimento global

036- Você fica livre dos congestionamentos e do stress que os engarrafamentos provocam aos motoristas

037- Deixando o carro na garagem, você gasta menos dinheiro com combustível

038- Você economiza com o altíssimo valor cobrado pelos estacionamentos

039- Pode fazer suas comprar durante a caminhada de ida e volta ao trabalho, evitando a perda de tempo em se deslocar somente para isso

040- Caminhar nas ruas permite observar melhor a arquitetura dos prédios e descobrir lugares nunca antes observados

041- Caminhar nos parques permite observar a natureza

042- Aumenta a percepção de umidade e temperatura

043- Caminhar em contato com a natureza pode reduzir ainda mais a ansiedade, pois a cor verde traz tranqüilidade

044- Podemos observar as nuvens no céu, o que dificilmente pode ser feito dentro de um carro

045- Podemos ver o nascer do sol enquanto caminha em direção ao trabalho

046- Podemos desenvolver a audição prestando atenção nos sons dos carros que se aproximam

047- Em um parque, podemos ouvir o cantar dos pássaros

048- Podemos ver o pôr do sol enquanto voltamos do trabalho

049- Enquanto caminhamos, podemos conversar com os amigos

050- Caminhando diariamente, você fica em forma e pode até economizar com a academia

051- Você ganha uma maior resistência aeróbica

052- Auxilia na tonificação da musculatura dos membros inferiores;

053- Aumenta o seu gasto calórico

054- Fortalece os tendões

055- O impacto da caminhada rápida ajuda na calcificação dos ossos, retardando ou evitando a osteoporose, problema que afeta principalmente mulheres

056- Ajuda a controlar a ansiedade

057- Combate a depressão

058- Controla a pressão arterial

059- Contribui para a diminuição dos valores da freqüência cardíaca de repouso (basal)

060- Estimula a socialização

061- Trabalha o equilíbrio do corpo

062- Fortalece as articulações

063- Reduz risco de arteriosclerose

064- Reduz o risco de AVC (acidente vascular cerebral)

065- Reduz risco de infarto do miocárdio

066- Auxilia no controle do colesterol

067- Auxilia no controle do diabetes

068- Aumenta a eficiência do sistema imunológico

069- Age no controle do estresse

070- Reduz o risco de câncer no cólon

071- Auxilia na prevenção do reumatismo

072- Ajuda na melhora da disposição para o dia-a-dia

073- Combate sentimentos de inadequação

074- Melhora a auto-estima

075- Ajuda no controle da obesidade

076- Diminui o risco de lesão devido ao baixo impacto (comprando à corrida)

077- Auxilia no ganho da massa óssea

078- Diminui o risco de varizes

079- Diminui o risco de lombalgia

080- Contribui para o aumento da flexibilidade

081- Aumenta a resistência anaeróbia

082- Ajuda a corrigir vícios posturais

083- Melhora a estabilidade articula

084- Contribui para a melhora de problemas de circulação

085- Considerada a prática mais segura de exercícios aeróbicos do ponto de vista ortopédico e cardiovascular

086- Ajuda a fortalecer braços e troncos (se houver boa utilização dos braços, no movimento da caminhada)

087- Ajuda na oxigenação cerebral, auxiliando na circulação do sangue pelo corpo

088- Traz a sensação de bem-estar

089- Auxilia no aumento da força

090- Reduz o risco de câncer de mama

091- Ajuda a combater a insônia

092- Aumenta a produção endorfina

093- Auxilia no combate à asma

094- Auxilia no trabalho digestivo

095- Melhora o metabolismo energético

096- Combate os radicais livres

097- Melhora a qualidade do sono

098- Retarda o envelhecimento

099- Contribui para a diminuição do risco do diabetes tipo 2

100- Diminui os triglicérides.
 
 
Dica da mais do que querida Silvia Ribeiro
 
Foto da Revista do SESC, especial "Caminhar é bom para todo mundo"


E caminhar ainda pode gerar energia limpa: piezoelétrica.