sábado, 30 de outubro de 2010

A história da água engarrafada




Água na Jarra imediatamente, para todos.
Água potável é um direito.

Cada garrafinha de água mineral consome 8 vezes o seu peso final em petróleo para ser produzida.

O comércio de água engarrafada é um dos maiores crimes ambientais do nosso tempo, além do excesso de lixo pelas garrafinhas plásticas, a água mineral comercializada é quase um produto artificial em função dos minerais serem adicionados sinteticamente, já que as fontes minerais originais terem secado tamanha a demanda. Some a tudo isso o crime de hidropirataria, que ninguém rastreia, afinal a fábrica instala-se em área de concessão pública, conta com isenção de impostos porque gera empregos, seca as fontes de água locais, puxa mais água dos lençóis freáticos do entorno para nos vender a mesma água com minerais adicionados sinteticamente e embalada em plástico que será transportado em caçamba de caminhão. Pior, quando as fontes secarem, os donos da mesma fábrica (ou acionistas majoritários e CEO´s) simplesmente abandonam aquelas instalações fabris, a essa altura obsoletas, para instalar-se em outro local, com isenção de impostos, é claro. Às populações locais, sobram instalações fabris abandonadas, desemprego estrutural, exército reserva de mão de obra super capacitado, solos desertificados e fontes secas.

Pense ainda que uma empresa que vende um produto engarrafado em plástico deveria ser responsável pela logística reversa da reciclagem dessas garrafinhas, de acordo com a própria Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Estou deixando abaixo muitos links sobre todos os assuntos abordados, sugestões de filmes, outros casos de hidropirataria com processos judiciais movidos em Ação Popular pela própria população e sugestões para países com problemas de potabilidade, como o Brasil.

Mais do que nunca, é imprescindível entender que para cada litro de bebida pronta (refrigerante, chá, suco e cerveja), são consumidos em média 5lts de água. O custo indireto desse desperdício não pode ser repassado ao consumidor, afinal 1lt de mate (ou guaraná) não pode custar R$10,00, é inviável comercialmente - mas a longo prazo, a população do entorno das fábricas paga um preço muito mais alto. Hidropirataria é o crime ambiental que ninguém rastreia.

Lembre sempre que cada garrafinha de água mineral consome 8 vezes o seu peso em petróleo para ser produzida e que muitos restaurantes já aderiram ao movimento Água na Jarra, cedendo ou cobrando barato por uma jarra de água potável. Leia sobre o movimento e estabelecimentos que aderiram, na postagem "Água na jarra: estabelecimentos e receitas de águas aromatizadas".

Garantir água potável a todos é um direito constitucional e inalienável - é inaceitável desenvolvermos tecnologia nuclear antes de erradicar a mortalidade infantil.
Uma sociedade que empurra as próprias fezes com água doce, mas que em contrapartida compra água mineralizada quimicamente, tem problemas muito maiores e mais prementes do que autossuficiência em petróleo e urânio.



Para entender em números esse comércio criminoso:
"Por meio de ações publicitárias globais, o setor de água engarrafada, por exemplo, ajudou a criar a impressão de que água na garrafinha é mais saudável, mais saborosa e está mais na moda do que a boa e velha água “torneiral”, mesmo quando estudos demonstram que algumas marcas de água engarrafada são menos seguras do que água da rede e custam de 240 a 10 mil vezes mais. A indústria de água engarrafada movimenta hoje US$ 60 bilhões e vendeu 241 bilhões de litros de água em 2008, mais que o dobro da quantidade vendida em 2000. "

Fonte: Atlas WWI - Estado do Mundo 2010



Outros filmes afins para maior aprofundamento:
Flow, por amor à água
Cruzando o deserto verde
Ouro Azul: A guerra mundial pela água



Mais informação:
Nestlé mata fontes de água em São Lourenço
Quando a sustentabilidade me deixou na mão 02: filtro de barro
O mito da venda de água: não existe água mineral engarrafada sustentável


Outros filmes da How stuff works:
A história das coisas
A história dos eletrônicos
Como funciona a indústria de cosméticos
A história das soluções, da falência e da mudança

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A Anistia Internacional e a Sustentabilidade


Para a maioria das pessoas, a Anistia Internacional refere-se exclusivamente aos direitos humanos, através da liberdade de expressão, abolição da pena de morte e sentenças humilhantes, e garantia de acordos internacionais, especialmente os que protejam minorias.

Atualmente, a Anistia Internacional tem ido mais além e seus braços estendem-se pela sustentabilidade, especialmente na América Latina, garantindo às comunidades indígenas e campesinas seus direitos inalienáveis, como posse da terra e condições justas e dignas de sobrevivência, mantendo suas tradições e culturas.

Há quase 10 anos, sou voluntária da RAU - a rede de ações urgentes, por email, da Anistia. É provavelmente um dos voluntariados mais simples que uma pessoa possa fazer. Você só precisa ter um email e saber enviar mensagens. A RAU consiste de lotar as caixas de emails de governantes, diplomatas e jornais locais com mensagens exigindo providências sobre casos específicos.


Alguns exemplos diretos de Ações Urgentes a serem tomadas que impactam igualmente no meio ambiente:

As comunidades peruanas que protestam contra um projeto de irrigação que em sua opinião restringirá o abastecimento de água, correm o perigo de que uma nova lei venha permitir ao exército fazer uso impunemente da força excessiva contra essas comunidades

Aproximadamente 80 membros do grupo indígena Guarani Kaiowá Y’poí no Brasil estão sendo ameaçados por homens armados contratados por fazendeiros locais. Eles estão impedidos de deixar seu acampamento, resultando na impossibilidade de acesso à água, comida, educação e saúde.

O Ministério do Meio Ambiente e Florestas da Índia vetou a expansão do tamanho da refinaria em até seis vezes na área de Lanjigarh proposta pela Vedanta Aluminium, alegando que o projeto violava as leis ambientais do país.


Em tempo, o Brasil é o país com a maior biodiversidade do planeta e o último encontro da ONU para proteção da biodiversidade mundial, terminou com seus líderes em posições divididas.

A Conferência de Nagoia não chegou a lugar algum, leia mais:

"Delegados de quase 200 países passaram duas semanas reunidos em Nagoia, no Japão, para mapear metas de proteção das espécies animais e vegetais em oceanos, florestas e rios, ameaçadas pelo maior ritmo de extinções desde o desaparecimento dos dinossauros, há 65 milhões de anos.
As nações em desenvolvimento também se recusaram a se comprometer com as metas para 2020 se elas não vierem acompanhadas de um novo protocolo da ONU que lhes assegure uma participação mais justa nos lucros obtidos por companhias, especialmente as empresas farmacêuticas, a partir dos recursos genéticos desses países.
Isso poderia gerar bilhões de dólares para as nações em desenvolvimento, onde se encontra a maior parte das riquezas naturais do planeta. Mas há divergências a respeito da abrangência do acordo e sobre como verificar a origem dos recursos genéticos.

- Este não é um protocolo chato. Ele irá regulamentar bilhões de dólares para o setor farmacêutico - disse Tove Ryding, consultor político de biodiversidade e mudança climática do Greenpeace. - Se você não ratifica, se você não está preparado para partilhar benefícios, então não há acesso. Isso significa que o setor farmacêutico não vai entrar na floresta e encontrar novos produtos.

Algumas empresas temem a elevação dos seus custos e a burocratização no processo de registro de patentes por causa desse protocolo, o que prejudicaria as inovações no setor. "



Há mais de 20 anos, foi o papel decisivo da Anistia, pressionando autoridades em todo o mundo, que trouxe o assassinato de Chico Mendes para as primeiras páginas dos jornais brasileiros e assim, o julgamento pôde ser realizado com todos os holofotes da mídia fiscalizando quaisquer abusos e irregularidades.

Talvez seja o momento de brigar mais por Belo Monte, sua floresta nativa que será inundada e seus índios que virão a se tranformar em refugiados ambientais.


Torne-se um voluntário e faça a sua parte, você vai ficar no mínimo mais bem informado.




Mais informação:
Levante sua voz
#LegalizarAborto
RIO+20: as primeiras mortes
Redução da maioridade penal
10 razões para abolir a pena de morte
Porque doar sangue: pontos de doação no RJ
Há 50 anos, o dia que durou 21 anos (e mais 50 filmes)
Cartões de Natal da Anistia Internacional pela liberdade de expressão

Lâmpadas, termômetros e baterias: onde descartar itens com mercúrio e o que fazer em caso de intoxicação



Contato com o metal, que é altamente tóxico, pode causar problemas renais, respiratórios e até danos irreversíveis no sistema nervoso

No começo do mês de outubro, 12 pessoas foram hospitalizadas, na cidade de Rosana, interior de São Paulo, depois de entrar em contato com mercúrio depositado em 20 frascos jogados em um terreno municipal. As vítimas apresentaram febre, diarreia, vômito, irritações na pele e duas crianças ficaram internadas por uma semana.

A Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb) interditou a área onde o material foi encontrado, o município foi multado em R$ 82 mil e uma investigação está em andamento para se descobrir a procedência dos objetos. Casos como este escancaram dois problemas sérios: quão perigoso é o contato com metais pesados, como o mercúrio – que está presente nas nossas casas em termômetros, lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias de notebook e celular –, e o descaso do cidadão e do poder público com o descarte desse tipo de material.

Fernando Barbosa Jr., professor de toxicologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP, alerta que o simples contato com uma lâmpada fluorescente ou com um termômetro, após a quebra, pode levar à inalação de vapor de mercúrio proveniente do material e, mesmo em baixas quantidades, causar febres, tremores, sonolência, náuseas, fraqueza muscular, delírios, reflexos lentos e dores de cabeça.

O contato direto do mercúrio com a pele e os olhos causa coceira e vermelhidão, como se fosse uma irritação alérgica. A ingestão pode provocar úlceras no estômago. E uma exposição mais duradoura interfere no metabolismo celular, resultando no mau funcionamento de rins, fígado, pulmão e cérebro.

O contato do mercúrio na pele é menos prejudicial do que inalar. “Se a inalação ocorrer com elevadas quantidades, ela pode ser fatal. Crianças são muito mais suscetíveis aos efeitos tóxicos”, diz Barbosa Jr. Elas são particularmente vulneráveis porque o mercúrio interfere no sistema neurológico, ainda em desenvolvimento em bebês e crianças. A exposição ao vapor do metal nesta fase da vida pode reduzir as capacidades cognitivas, de memorização, atenção, aquisição de linguagem, habilidades motoras e noção de espaço.


O que fazer

Quando uma lâmpada ou termômetro contendo mercúrio é quebrado, a primeira atitude é isolar a área, fechar portas e janelas e usar um equipamento mínimo: máscara cirúrgica descartável e luva reforçada para que não haja o risco de contato. Como o mercúrio aparece no estado líquido em temperatura ambiente, o ideal é recolher o metal com uma seringa sem agulha e colocá-lo em um recipiente plástico contendo água; a água reduz a possibilidade da evaporação. A área afetada pelo objeto tem de ser descontaminada com uma mistura de água sanitária e água. Após a limpeza, deve-se abrir novamente portas e janelas para ventilar o ambiente.

O recipiente com o mercúrio tem de ser bem vedado com fita adesiva e entregue a um dos locais que fazem o descarte correto. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda depositar o material nos pontos que recebem pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes (veja a lista abaixo), já que as empresas que fazem o recolhimento são especializadas em separar e reciclar metais tóxicos.

Em 2008, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) editou a Resolução 401/08, responsabilizando os produtores sobre o descarte correto de objetos que contêm mercúrio, porém somente para pilhas e baterias em geral. Em agosto deste ano, a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento cria a logística reversa, obrigando fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a recolher certos produtos, após o uso pelo consumidor final. O programa prevê o recolhimento de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes. A regulamentação da logística reversa deve se apresentada até o final de novembro. A partir de sua publicação, as empresas têm até 2014 para se adaptar à nova lei. Enquanto o processo segue seu curso, já é possível descartar corretamente em razão de algumas iniciativas.


O descarte correto

Antes mesmo de a PNRS ser aprovada, algumas lojas, supermercados e drogarias já recolhiam o material residencial com mercúrio, realizando a logística reversa. Alguns sites especializados ainda reúnem listas com endereços para se fazer o descarte correto.

Pilhas e baterias
Drogaria São Paulo - Tel.: 0800 015 20 70
Banco Real
Tim
Pão de Açúcar

Lâmpadas fluorescentes
Lojas Leroy Merlin
Philips - Tel.: (11) 2121-0203 (Grande São Paulo)/ Tel.: 0800-701-0203 (demais cidades)

Para o descarte de materiais diversos
E-lixo (Governo do estado de São Paulo)
Cempre (recicladores dos mais diversos materiais em todo o país)

Termômetros
Não há um procedimento oficial para o descarte correto do termômetro com mercúrio, mas, de acordo com o Disque Intoxicação, da Anvisa, é possível depositar o termômetro em sua embalagem plástica nos locais para descarte de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, pois as empresas que fazem o recolhimento destes objetos são especializadas em separar e reciclar metais tóxicos.


Saiba mais

Onde o mercúrio é usado:
Termômetros
Lâmpadas fluorescentes
Barômetros
Baterias
Amálgamas dentários
Laboratórios médicos e hospitalares
Indústria
Mineração


O que pode ocorrer com quem fica exposto ao mercúrio:
Febre
Tremores
Sonolência
Delírios
Fraqueza Muscular
Náuseas
Cefaléia
Reflexos Lentos
Memória falha
Mau funcionamento dos rins, fígado, pulmão e sistema nervoso


A imagem foi retirada da revista Recicla


Mais informação:
Onde reciclar eletroeletrônicos
Sem obsolescência programada e com garantia de 25 anos, mas não se encontra em lugar nenhum

sábado, 23 de outubro de 2010

Simplesmente cru - porque podemos viver 120 anos

No filme, Turista Espacial, a população do planeta da visitante Mila, vive 270 anos alimentando-se apenas de frutas, legumes e grãos crus, numa sociedade sem dinheiro e hierarquia, cuja população é estimulada a usar 100% de sua capacidade cerebral, contra os nossos supostos 10%.

Deixo mais material sobre o assunto, um filme e um livro, de autores distintos tratando do mesmo assunto.

Simplesmente cru, Simply Raw, é um filme independente que mostra um grupo de diabéticos revertendo a doença em 30 dias, usando como "remédio" uma dieta composta apenas de alimentos crus e muito acompanhamento médico.
O filme já está disponível no Youtube e o site oficial, linkado acima, também disponibiliza muito material de download.


O livro "Porque podemos viver 120 anos" de Erick Frontier, cujo grande mérito é a tabela comparativa de idades entre animais e o homem, mostrando que cronologicamente o homem poderia viver 120 anos, caso não se intoxicasse tanto.
O autor nos lembra outro fato: frutas e verduras cruas, mesmo cultivadas com pesticidas, são sempre mais saudáveis do que qualquer comida processada, especialmente carnes, ovos e derivados de leite, uma vez que os mesmos foram produzidos com as gorduras de animais criados com antibióticos e hormônios, alimentados com capim pulverizado e grãos transgênicos.



Para quem quiser se aprofundar no assunto, a professora Ana Branco da PUC-Rio, é considerada uma das maiores entusiastas e especialistas do assunto no país. O site oficial dela também tem muito material.


Mais receitas no post Comida Crua e nos sites referência sobre o assunto, Raw Family e Simply Raw Recipes.


Leia sobre todos os malefícios do açúcar, em suas diversas formas, em Mamãe não passou açúcar em mim e veja também os filme "Morrendo por não saber" sobre a Terapia de Gerson e "Forks over knives" (troque a faca pelo garfo)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Símbolo do RJ, boto sumirá das praias até 2050


Da mesma forma que esse país chama-se Brasil por causa da outrora abundante quantidade de árvores de Pau Brasil, o brasão da Cidade do Rio de Janeiro é representado por 2 golfinhos, em função dos inúmeros cardumes que saudavam os navegantes que aportavam na Baía de Guanabara, hoje um lixão cujo fundo é quase que em sua totalidade composto de garrafas e sacos plásticos.


Símbolo do RJ, boto sumirá das praias até 2050
Fonte: Folha, fevereiro de 2010

Pesquisa do laboratório da UERJ revela que, em dez anos, população caiu 50%. Animal está retratado no brasão da cidade.
Presente no brasão da cidade do Rio, tal a quantidade que havia, o boto – chamado de golfinho pelos leigos – tende a desaparecer da baía de Guanabara antes da metade do século.

De uma população de alguns milhares há 50 anos, só restaram 40, aponta monitoramento inédito do Laboratório Maqua (Mamíferos Aquáticos) da Faculdade de Oceanografia da UERJ.
Iniciado em 1995, o trabalho encontrou , 3 anos depois, 80 exemplares do animal nas águas da baía. No final de 2009, a quantidade havia se reduzido à metade. Essa queda de 50% em pouco mais de dez anos faz com que os oceanógrafos já considerem residual sua presença na baía.

Os dados do Maqua levaram os especialistas a concluir que, em 20 anos, mantido o atual estado de degradação, sobrarão três ou quatro botos em toda a baía. Dez anos depois, nenhum.
Também conhecido como golfinho de prata, o boto cinza está no brasão do Rio em um par que representa a cidade-marítima.

Os mamíferos que restam na Guanabara costumam circular pelo canal central de navegação (entre a boca e o fundo da baía) e se concentram, de manhã, nas imediações da Ilha de Paquetá, onde a navegação é reduzida.
São os locais menos poluídos da baía, até agora, porque o projeto do Comperj prevê a possibilidade de instalação de componentes industriais justamente na área freqüentada pelos botos.

Já em construção, o Comperj funcionará em Itaboraí. O Maqua foi convidado pela Petrobras para avaliar o impacto na baía de dutos de despejo de resíduos do complexo industrial. A questão está sob análise.
Os especialistas do Maqua são contra, por considerar que, por mais tratados que sejam os resíduos, não haverá como impedir algum tipo de poluição e a conseqüente contaminação das espécies animais por rejeitos.

Outro fator que preocupa é que, desde o ano passado, próximo a Paquetá, funciona um terminal de GNL (Gás Natural Liquefeito) e está em construção um de GLP (Gás Natural de Petróleo), ambos da Petrobras. Mesmo com cuidados ambientais, as novas instalações são nocivas aos botos, pois resultam no aumento da navegação e em mais poluição industrial e sonora, fatores que afugentam os animais.

O trabalho do Maqua conclui que a diminuição acelerada da quantidade de botos na baía resulta de três fatores: poluição orgânica e industrial, captura acidental em redes de pesca e a perda de habitat. “Nenhuma população resiste a isso”, disse à Folha o coordenador do Maqua José Lailson Brito Jr.


Animal é o último mamífero da Guanabara
Os botos são remanescentes das espécies mamíferas que já freqüentaram a Guanabara. Outros tipos de golfinhos e baleias já não são mais encontrados há muito tempo no mar poluído da baía, que abrange áreas de sete municípios da região metropolitana do Rio.

Em meados da década de 70, ainda era possível avistar os botos em grupos numerosos, acompanhando as barcas de passageiros e de veículos que faziam o trajeto entre as cidades do Rio e de Niterói.

Além de poucos, alguns outros motivos contribuem para a pouca visibilidade dos botos: a coloração cinzenta, como as águas da Guanabara; não são animais grandes (chegam até a 2m de cumprimento); e agora, evitam a proximidade das embarcações. Pescador há 55 anos, José Carlos da Silva Ramos, 65, relembra que, nas décadas de 50 e 60, a presença dos botos na baía de Guanabara era notada diariamente.
“Eles formavam grupos imensos. Era impossível não vê-los. Mas há muito tempo não avisto um, há muito tempo mesmo”, afirmou o pescador que ainda trabalha na baía.

Outra característica da antiga população de botos era a circulação por todas as áreas da Guanabara, o que hoje não ocorre mais. Funcionário aposentado do aeroporto Santos Dumont, Marcos Ramalho, 72, conta que era comum ver os animais, aos saltos, perto da pista. “Era um espetáculo, uma alegria para os olhos”.


Petrobras não vincula mortes à indústria
A Petrobras considera não ser “possível associar a redução da população de botos cinzas aos terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL) e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) instalados na baía de Guanabara.

Em texto, a empresa acusa “a captura acidental durante atividades pesqueiras e a poluição difusa, que inclui lixo, esgoto lançado sem tratamento e poluentes, como pesticidas e metais pesados” como “as principais causas da diminuição à população de botos”. A Petrobras diz ainda que, para implantar os terminais na baía, “foram feitos estudos com exaustivos trabalhos de campo”, por biólogos e oceanógrafos de empresas de consultoria”.

Segundo a mensagem, o programa “Monitoramento de Médio Prazo da População do Boto Cinza, Sotalia Guianensis, na Baía de Guanabara”, do Centro de Pesquisas da Petrobras em parceria com o Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da UERJ, indica não haver vínculo entre a redução da espécie e as novas instalações industriais.



Mais informação:
De onde vem o atum em lata?
Indústria pesqueira x Pesca artesanal
Como salvar 30 golfinhos e 3 minutos
Porque devemos reduzir o consumo de camarão
O mar não está para peixe: Slow fish ou "O fim da linha"
The Cove, documentário sobre golfinhos ganhador do Oscar
Tubalhau, o bacalhau de tubarão protegido por lei e pescado em Fernando de Noronha
DO QUE A PESCA DE ARRASTO É CAPAZ: AS TONINHAS DE PERUÍBE PRECISAM DE NOSSA AJUDA!


Incensos e Aromatizadores de ambiente não são sustentáveis: o mundo também é o que você cheira



"O Senhor disse a Moisés:
“Escolhe os mais preciosos aromas: quinhentos siclos de mirra virgem, a metade, ou seja, duzentos e cinqüenta siclos de cinamomo, duzentos e cinqüenta siclos de cana odorífera,  quinhentos siclos de cássia (segundo o siclo do santuário), e um hin de óleo de oliva.
Farás com tudo isso um óleo para a sagrada unção, uma mistura odorífera composta segundo a arte do perfumista. Tal será o óleo para a sagrada unção.
Ungirás com ele a tenda de reunião e a arca da aliança, a mesa e seus acessórios, o candelabro e seus acessórios, o altar dos perfumes, o altar dos holocaustos e todos os seus utensílios, e a bacia com seu pedestal.
Depois que os tiveres consagrado, eles tornar-se-ão objetos santíssimos, e tudo o que os tocar será consagrado.
Ungirás Aarão e seus filhos, e os consagrarás, para que me sirvam como sacerdotes.
Dirás então aos israelitas: este óleo vos servirá para a unção santa, de geração em geração.
Não se derramará dele sobre o corpo de homem algum; e não fareis outro com a mesma composição: é uma coisa sagrada, e deveis considerá-la como tal.
Se alguém fizer uma imitação, ou ungir com ele um estrangeiro, será cortado do meio de seu povo.”
O Senhor disse a Moisés: “Toma aromas: resina, casca odorífera, gálbano, aromas e incenso puro em partes iguais.
Farás com tudo isso um perfume para a incensação,

O Senhor disse a Moisés:
“Toma aromas: resina, casca odorífera, gálbano, aromas e incenso puro em partes iguais.
Farás com tudo isso um perfume para a incensação, composto segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo.
Depois de tê-lo reduzido a pó, pô-lo-ás diante da arca da aliança na tenda de reunião, lá onde virei ter contigo. Essa será para vós uma coisa santíssima.
Não fareis para vosso uso outro perfume da mesma composição: considerá-lo-ás como uma coisa consagrada ao Senhor.
Se alguém fizer uma imitação desse perfume para respirar o seu odor, será cortado do meio de seu povo."

Bíblia Cristã, Livro do Êxodo 30, 22-38


Aromatizar e purificar o ar é um hábito milenar, que voltou à moda com a "onda new age" iniciada na década de 60 e na retomada dos 90 (nos anos 80, usava-se spray "Bom ar") e obviamente, foi deturpado pela cultura de massa, onde acredita-se no equívoco de que a quantidade leve à qualidade.

Hoje, queimar incenso e demais aromatizadores são um risco à saúde, a fumaça de um incenso equivale, em benzeno, à de 3 cigarros. Incensos não são mais feitos de sal grosso, carvão vegetal e óleos essenciais (como os primeiros sacerdotes israelitas foram ensinados), mas de essências artificiais e muita química, incluindo formol.
Os aromatizadores, sejam aquecidos ou não, são igualmente 100% artificiais, à base de essênciais sintéticas de qualidade inferior e proibidas para contato com a pele e mucosas.
As antigas velas eram feitas em cera de abelhas (ou carnaúba), hoje são feitas em parafina mineral (derivado de petróleo). A fumaça de uma vela aromatizadora é óleo mineral queimado combinado à essência sintética.

A fumaça poluente de uma indústria é tão nociva, quanto a química dos nossos aromatizadores.
A chuva ácida se forma quando o gás poluente liberado por uma chaminé industrial, atinge a atmosfera, encontra o vapor d´água natural do meio e intoxica a chuva que cai sobre a terra e atinge os lençóis freáticos da água que nós bebemos.

O mesmo princípio dos cosméticos sustentáveis aplica-se aos aromatizadores: se você não pode passar na pele e colocar na boca, não deveria inalar.
Se o Flow nos ensina que o mundo é o que você bebe, e Barbara Kingsolver, que "O mundo é o que você come", podemos concluir também que o mundo é que a gente cheira.


O que eu uso em minha casa?
Muitas folhas de eucalipto e cedro, em vasos. Duram muito e deixam a casa com cheiro de sítio, um dos cheiros da minha infância. Ervas frescas como alecrim, hortelã, poejo e manjericão também perfumam o ambiente, além de serem fundamentais na  cozinha, e as flores tradicionais como "damas da noite", rosas e jasmins, chegam até a enjoar.




Papier d´armenie, um incenso natural e biodegradável francês, feito em papel de papiro e naturalmente aromatizado com uma essência muito suave. Uma instituição nacional que existe há 120 anos e torna a vida mais cheirosa, sem agredir à saúde e o meio ambiente.











Óleos essenciais, os mesmos da fórmula de composição dos bons cosméticos sustentáveis, são óleos naturais extraídos diretamente de muitas plantas e flores potencializadas, para uso medicinal, cosmético e hedonista, já que o corpo, a  mente e o espírito são indissociáveis. Óleos essenciais são a base da aromaterapia curativa e trazem um prazer imenso quando diluídos em água, águas de rosas, lavanda, melissa e laranjeiras ou ainda álcool de cereais para borrifar o ambiente, e até mesmo diluído em um pouco de água da torneira no difusor (ou rechaud à vela).




Na Ecovila Ashram de Parati, Goura Vrindávana, os óleos de flores eram feitos em grandes vasos de barro em estufa com ervas secas combinadas à base de óleo vegetal. 100% orgânico e biodegradável, o melhor removedor de maquiagem que já usei, pode ser inalado como aromatizador sem nenhuma contra-indicação.

As ervas secas e algumas especiarias, vendidas a granel, rendem ótimos travesseiros e sachês para armários e até banhos de banheira. As mais comuns são de alecrim, macela, eucalipto, camomila, rosas, capim limão, alfazema (lavanda) e jasmim. É como dormir com uma vaso de flores na mesinha de cabeceira, ajuda a embalar o sono. As folhas e cascas de frutas cítricas, como limão, laranja e tangerina também se prestam a perfumar ambientes, especialmente as cascas raladas e maturadas em álcool, ou as folhas queimadas, cujo óleo é muito estimulante e perfumado. O cravo, alecrim e a lavanda, além de perfumarem, funcionam como repelentes naturais justamente pela potência do odor, que é desagradável a insetos.

Um banho de banheira muito simples e gostoso, faz-se deixando algumas cascas de tangerinas e cravos da Índia na banheira. Você, e a casa toda, ficam com aquele cheiro inconfundível.

Algumas linhagens espiritualistas ainda mantém o hábito de fazer seus próprios defumadores, como o Candomblé, que usa carvão vegetal, sal grosso e as ervas "espanta quebranto" tradicionais, como guiné, arruda, levante, pimenteira, cravo, canela e afins. Há inclusive uma tradição de banhos de cheiro e descarrego infindável., que pode ser o que você está procurando ou não, mas que servem como base de inspiração.

Sônia Hirsch nos sugere uma defumação em erva cidreira (capim limão ou capim santo) que pode até ser feita na panela com a erva seca. Muito simples, basta queimar a erva seca na panela e sair espalhando a fumaça pelos cantos da casa. E a erva comprada a granel é muito em conta.




Teste mostra que fumaça de incenso é prejudicial à saúde

Cláudia Collucci, Folha de S.Paulo

Usado desde a Antigüidade com sentido de purificação e proteção, o incenso acaba de receber sinal vermelho da Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que daquela fumacinha, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas.

Queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno -substância cancerígena - contida em três cigarros, ou seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico. Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas.
As substâncias nem de longe lembram as especiarias aromáticas com as quais o incenso era fabricado no passado, como gálbano, estoraque, onicha e olíbano. Se há uma leve semelhança, ela reside na forma obscura da fabricação. No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes.

Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. O motivo é simples: por falta de regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.
Nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto. A Folha tentou localizar as empresas, por meio dos nomes dos incensos, mas, assim como a Pro Teste, não teve sucesso.

A avaliação foi feita a partir da simulação do uso em ambiente parecido com uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs (compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha, alerta que os aromatizadores de ambiente, como o incenso, são vendidos sem regulamentação ou fiscalização, o que representa perigo à saúde.
"Os consumidores pensam que se trata de produtos inofensivos, que trazem harmonia e, na verdade, estão inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas."
A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

"Estou surpresa. Acendo incensos diariamente há 20 anos no momento em que faço minhas preces no altar budista que tenho na sala. É uma forma de agradecimento às divindades e de limpeza energética. Jamais pensei que eles pudessem fazer mais mal do que bem", diz Renata Sobreira Uliana, 49.

O resultado dos testes também surpreendeu os médicos. "Nunca li nenhum artigo científico a respeito disso, mas é um dado muito interessante, que vai fazer a gente repensar a forma de liberar esse tipo de produto", diz José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia.
Clystenes Soares Silva, pneumologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que nem pessoas predispostas a desenvolver quadros alérgicos (como rinite e asma) nem pessoas saudáveis devem se expor aos incensos.





Estudo descobriu que fumaça do incenso é mais tóxica que a do cigarro, podendo causar mutação celular

Um novo estudo descobriu que a fumaça do incenso pode ser mais mutagênica, genotóxica e citotóxica que a fumaça do cigarro.
Isso significa que ela é capaz de provocar mutações genéticas e causar alterações no DNA das células, levando ao câncer.
Nick Hopkinson, assessor médico da Fundação Britânica do Pulmão, disse que muitas formas de fumaça, incluindo a de incenso, podem ser tóxicas. Dadas as conclusões do estudo, recomenda-se que pessoas com doença pulmonar evitem incensos, bem como pais com crianças pequenas em casa, cujos pulmões ainda estão se desenvolvendo.
Normalmente, o incenso é feito de varas de bambu revestidas em serragem e óleos de essências. Quando queimado, as partículas são liberadas no ar. E quando aspiradas, podem ficar presas nos pulmões, causando uma reação inflamatória. Até agora, poucas pesquisas foram feitas sobre o fato de o incenso ser uma fonte de poluição do ar, embora tenha sido ligado ao desenvolvimento de câncer de pulmão, leucemia infantil e tumores cerebrais.
Os pesquisadores queriam avaliar os riscos para a saúde associados à fumaça do incenso. Um estudo liderado pelo Dr. Zhou Rong, da South China University of Technology, testou os efeitos da fumaça em células, em comparação aos efeitos da fumaça do cigarro. Eles testaram dois tipos de incenso. Ambos continham madeira de ágar e sândalo, que estão entre os ingredientes mais comuns usados para fazer esse produto. Os pesquisadores então compararam os efeitos da fumaça de incenso e da fumaça de cigarro em células do ovário de hamsters chineses e fizeram testes com cepas de Salmonella.
A fumaça do incenso mostrou-se mais mutagênica, citotóxica e genotóxica do que a do cigarro testada no estudo. Isso significa que o incenso possui propriedades químicas que podem mudar o material genético, tal como o DNA em células e, portanto, causar mutações.
Além disso, todas essas propriedades têm sido associadas ao desenvolvimento de cânceres. A fumaça dos incensos usada no estudo era composta por partículas finas e ultrafinas, respiradas com facilidade, sendo, portanto, suscetíveis a apresentar efeitos adversos para a saúde, disseram os pesquisadores.
Descobriu-se que a combinação da fumaça de quatro palitos de incenso continha 64 compostos, sendo alguns deles irritantes ou apenas levemente nocivos, e os ingredientes presentes em duas das varas testadas são conhecidos por serem altamente tóxicos. “Claramente, é necessário que haja maior sensibilização e gestão dos riscos de saúde associados com a queima de incenso em ambientes internos”, disse Zhou.
Os pesquisadores esperam que os incensos possam ser mais bem avaliados, após seus resultados. Eles alertaram que o estudo realizado era pequeno e conduzido somente em roedores, pedindo que novos estudos possam verificar suas conclusões. A pesquisa, que foi realizada também pela China Guangdong Tobacco Industrial Company, foi publicada na revista Environmental Chemistry Letters.




A primeira foto foi linkada da última reportagem sobre mutação genética. As duas últimas fotos são do Stepin2mygreenworld.com e as demais são da internet.





Mais informação:
Flores não são verdes
Desodorantes veganos sem alumínio
A polêmica dos cosméticos "verdes" e um par de dicas da vovó
Controle de pragas e pesticidas biodegradáveis para uso doméstico
A casa sustentável é mais barata - parte 12 (faxina e controle de pragas)
Ovos verdes e azuis, repelente de citronela, cupcake de hibiscos e o que mais você imaginar

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

(os fimes da) Libertação Animal








Foram os vídeos abaixo que me "converteram", eu era vegetariana "simpatizante" e depois desse tratamento de choque, nunca mais fui a mesma.
"Recaídas" todos têm, mas a visão de mundo muda muito. Principalmente onde os animais são invisíveis e socialmente aceitos, como circos, escolas de equitação, aquários e pet shops.

Você já parou para pensar como é a aposentadoria de um cavalo?
E a das galinhas poedeiras dos ovos caipiras e orgânicos?
Lembra que a apicultura está ameaçando nossos cultivos agrícolas por falta de abelhas para polinização?
É um problema vasto e que vai muito além de cosméticos e medicamentos não testados em animais e o comércio de barbatanas de tubarão.

E não compre cachorros e gatos de estimação. Adote e castre. Pet shop legal não vende animal e a venda de animais silvestres, como passarinhos, é crime ambiental.
Observe também que já existem centenas de opções em material sintético para sapatos e bolsas.






Fique de olho, é de partir o coração:

Terráqueos (se tiver que assistir apenas a um filme dessa lista, assista à Terráqueos - é o mais completo)

Blackfish, o filme - entenda porque parques aquáticos com orcas e golfinhos deveriam ser fechados

Glass Walls, projeto pessoal de Paul McCartney, produzido e narrado por ele em parceria com a PETA

Não matarás

Vida de cavalo

A carne é fraca

Video oficial Peta

Meet your meat

Meat the truth

A verdade sobre as fazendas de cachorrinhos para compra e venda, Puppy Mill  (narrado e apresentado por Charlize Theron).

Gostou do Puppy Mill? Então assista à Segredos do Pedigree

Aposentadoria dos cavalos

Jaulas Vazias

Beyond the mask

ALF, a Frente pela Liberação Animal


Para crianças ou adultos de estômago fraco, a animação: O nascimento da revolução da colher





Outras dicas:
Todos os vídeos do Youtube mostrando os bastidores dos animais de circo
Frente Brasileira para Abolição da Vivissecção





Mais informação:
Zoológicos x Reservas
Circo Legal não tem animal
Mel de abelhas x melado de cana
Como funcionam testes em animais
Carnaval sustentável: seu animal não é palhaço
Artigos de couro vegetal em lojas convencionais
Cosméticos biodegradáveis e não testados em animais
Clonagem de cães? O vira-lata é a evolução da espécie!
Odeio Rodeio: fonte de muito sofrimento e prejuízo aos cofres públicos
Neurocientistas de todo mundo assinam manifesto reconhecendo consciência em animais
Férias de Verão em Natal (RN): Vamos passear de camelo em Genipabu? Não, obrigada!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O mito do reflorestamento de eucalipto



Quando estive em Ibiraçu, até por vir de Vitória, tive que passar obrigatoriamente pela fábrica da Aracruz Celulose cercada de quilômetros de "floresta de eucalipto reflorestado" e aquilo me assutou, principalmente pelo mau cheiro ao longo da rodovia.

Nenhuma monocultura substitui uma vegetação nativa, "reflorestamento" de eucalipto são quilômetros de árvores idênticas, como uma linha de produção fabril, onde não há a menor chance de recuperação da biodiversidade original e certamente a fauna local foi devidamente dizimada.

A própria fábrica é um monstro industrial que emite CO2 24hrs por dia - eu passei pela estrada no meio da madrugada e a mesma funcionava a pleno vapor, assim como as motosserras que devastavam as áreas reflorestadas. A cultura do eucalipto, que não é sequer original do teritório brasileiro, é normalmente indicada para vales e regiões com alagadiços, já que a árvore é comumente conhecida por "chupar" a água, sendo muito utilizada nas fazendas de café de MG - região tradicional de vales e cultivos cafeeiros.
Cada pé de eucalipto "bebe" 30 litros de água dos lençóis freáticos por dia. A área reflorestada por eucalipto hoje é o terreno erodido da próxima década.

Terra, água e biodiversidade não são commodities negociáveis, são bens públicos que devem ser preservados, até porque a conta é paga no longo prazo pela população.

E na verdade, a questão é tão complexa quanto profunda e há um filme que retrata a degradação do Sul da Bahia totalmente linkado na postagem Cruzando o deserto verde.

Ainda, em Ibiraçu, o projeto de reflorestamento é realmente levado à sério.





Li a reportagem postada abaixo e fiquei pensando em como o conceito de reflorestamento é equivocado e pior, vendido como sustentável. Leia também:


O perjúrio é um crime perante a lei e àqueles que a personificam como a mola mestra que sustenta a estrutura social e econômica de uma comunidade, contudo os interesses da comunidade pelo perjúrio e pela simpatia à lei agonizam quando o judiciário prefere os argumentos que embotam a vida pública no interior da comunidade.

As liminares concedidas pela justiça, nos últimos anos, em favor do setor produtivo e dos governos, no tocante a legislação e a gestão ambientais, causam retrocessos sociais, políticos, econômicos e ambientais em todos os aspectos da vida pública e da vida privada.

Em recente decisão da justiça federal, negou-se o pedido de liminar impetrado pelo ministério público federal do Maranhão que requeria a suspensão das licenças concedidas pela secretaria de meio ambiente do estado do Maranhão para o desmatamento de mais de quarenta mil hectares no Baixo Parnaíba maranhense e para o subseqüente plantio de eucalipto por parte da Suzano Papel e Celulose.

A razão que levou o Juiz Newton Pereira Santos Neto a negar a liminar foi que “a simples possibilidade de impacto do empreendimento sobre a Bacia do Rio Parnaíba não justifica, a princípio, a alegação de incompetência do órgão ambiental estadual para realização do licenciamento”. Ele complementa as suas razões afirmando que não há prova concreta de que a afetação da bacia do referido rio caracterize-se como impacto regional direto sobre o vizinho estado do Piauí.

As sociedades maranhense e piauiense talvez devam esperar décadas para que se evidencie uma “prova concreta de que a afetação da bacia do referido rio se caracterize como impacto regional direto”. Em relação ao meio ambiente, “uma prova concreta” se obtém a partir da constatação das conseqüências da instalação de um empreendimento para as áreas de abrangências direta e indireta. Não só as conseqüências ambientais como também a conseqüência econômico-social. Tome-se o exemplo da construção da hidrelétrica de Tucuruí para a bacia do rio Tocantins nos anos 80. Infelizmente, mesmo com o exemplo de Tucuruí e das campanhas contra a construção de mais hidrelétricas ao longo da bacia, o governo federal se matem firme no propósito de trancar o rio Tocantins e seus afluentes com novas hidrelétricas.

O juiz Newton Pereira quer “provas concretas” dos impactos do eucalipto para a bacia do rio Parnaíba. Tudo bem para o judiciário que não sabe o que é bacia hidrográfica e o que é impacto regional.

Fonte: Mayron Régis, Assessor do Fórum Carajás e articulista do EcoDebate


Para se informar melhor: o Reporter Brasil levanta outras questões, como posse da terra pelo índios.



Mais informação:
O mito do óleo de palma sustentável
O mito das emissões de carbono neutralizadas
Eucalipto transgênico, o que você precisa saber
Quantos animais podem viver em uma única árvore
Como funciona um programa de compensação ambiental
O programa de reflorestamento da Reserva de Ibiraçu, ES
Biblioteca online básica sobre Permacultura, bioconstrução e agroecologia
Awás lutam contra a destruição dos madeireiros no que restou da Floresta Amazônica do Maranhão

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Para começar a cozinhar: os melhores livros




Aqui tem muita receita, mas as vezes a gente precisa de base. Saber por onde começar, como fazer pelo menos um arroz integral soltinho, ou cremoso em risoto, e conseguir montar os cardápios do dia a dia.

Não existe um livro perfeito, os vegetarianos em geral pecam por excesso de açúcar refinado, farinha branca e até produtos industrializados, como uma forma de compensar a ausência de carne. Já os radicalmente veganos, pecam pelas mesmas razões, mas ainda incluem margarina, leite (carne) de soja e até alguns substitutos 100% químicos.
Alguns livros seguem a linha "alimentação natural", só sugerem carboidratos integrais e poucos laticinios orgânicos,  mas incluem carnes (muitas vezes raras e de caça), mel de abelhas e açúcar mascavo.

Use seu bom senso, ao ler e adaptar as receitas. No tópico sobre bolos, todas as receitas foram adaptadas para farinha integral em quantidade menor, leites vegetais caseiros (coco, pinhão e castanhas), melado e rapadura. Na dúvida, só compre os ingredientes frescos em versões orgânicas, principalmente ovos, manteiga e creme de leite, e tente ao máximo usar óleos extra-virgens orgânicos e de boa procedência.
Todas as massas, especialmente o arroz, devem ser sempre integrais e fuja de bebidas prontas, mesmo que certificadas.
Você vai encontrar no mínimo uma boa razão para manter uma horta caseira, priorizar tudo que for vendido a granel e frequentar as feiras de orgânicos.

Vamos aos livros, que fornecem dicas para os que já sabem cozinhar e vão ser o chão de quem está começando.


1. Todos de Sônia Hirsch, são a bílbia, para quem está começando o ideal é justamente o primeiro "Prato feito", com receitas de carne inclusive. Sônia é queridíssima nesse blog modesto, a obra dela mudou a minha vida.


2. Livros da coleção "Mãe Terra", a empresa produz e distribui grãos integrais e orgânicos e editou alguns livros de receitas ensinando a usar seus produtos. As receitas são boas, sugeridas pelas clientes em sua maioria, e pedem pouca adaptação.


3. "A Saúde na Panela", de Renilde Barreto - a autora, mãe de 2 filhos com restrições alimentares, desenvolveu uma série de cardápios e receitas práticos, gostosos e extremamente saudáveis. Não adota carnes, manteiga, ovos, carboidratos refinados, feijões secos (apenas os frescos, como ervilhas) e laticínios não fermentados (apenas iogurte), a única substituição a ser feita é trocar o açúcar mascavo pela rapadura ralada. O livro parece um caderno de receitas feito à mão e traz prefácio muito carinhoso do marido da autora.


4. "Festa Vegetariana", uma compilação de 120 receitas de várias autoras, todas chefs ou nutricionistas. Atente ao uso de farinha branca, margarina, açúcar e derivados industriais de soja - todos são facilmente substituíveis. Outro livro que parece um caderno de receitas feito a mão, com espiral e folhas em papel reciclado, todo ilustrado com lindas gravuras. É muito bom para presentear quem nunca se arriscou a cozinhar de forma não convencional, já que ensina até a fazer Nutella caseira, que eu adaptei e postei na específica para a Nutella. Clique no link do Festa, essa que vos fala foi convidada para autora da segunda edição e divulga a festa aqui no blog.


5. "Cozinhando sem crueldade", foi o primeiro livro brasileiro 100% vegano, assim como o "Festa Vegetariana", parece um lindo caderno de receitas e as mesmas vêm separadas por temas e ocasiões. Tenha os mesmos cuidados, com açúcar, farinha branca, soja e margarina.


6. Caroline Bergerot - brasileira, vegetariana e moradora do cerrado. Os livros são bons pela quantidade de receitas, além de baratos e práticos, mas há um certo exagero de farinha branca, margarina e açúcar refinado. Os melhores são os que falam de cogumelos, sopas e refeições baseadas em vegetais.


7. livros de culinária indiana em geral são ótimos, vegetarianos e com muitas sugestões de banquetes inteiros a base de lentilhas, arroz integral e vegetais cozidos em especiarias - já foi citado aqui o Culinária Vegetariana com sabor das Índias, mas o tradicional "Gosto Superior" é excelente, ainda melhor. Fique atento somente às sobremesas, quase todas sugerem creme de leite em lata e açúcar. Apenas um porém, há 2 versões do "Gosto",  a mais barata e popular é justamente a que não presta - a versão original, maior, em capa dura e espiralada, cheia de lindas fotos, não é apenas um livro de receitas, mas um verdadeiro tratado com 108 receitas explicadas passo a passo, contam até a história dos ingredientes. Vale procurar com calma, comprei o meu num sebo por irrisórios R$3,00


8. Mulheres francesas não engordam, culinária tradicional, mas vale ler pois desmitifica todos os mitos e é escrito por uma mulher inteligentíssima, a primeira presidente mulher da Maison Veuve Cliquot. Criada na Provence, universitária em Paris, fez intercâmbio na Grécia e EUA, hoje é cidadã do mundo. Defende a comida de verdade, feita em casa, com manteiga, carnes de todos os tipos e muitos legumes e frutas comprados na feira, direto do produtor. A autora, que venceu uma luta contra a balança adotando caminhadas, começando suas refeições com uma boa sopa e fazendo seus iogurtes e pães em casa, recomenda o Huile de Noix e derruba todos os mitos criados pela indústria norte-americana, de salmão criado em cativeiro a porções enormes, shakes dietéticos, barrinhas de cerais e a busca doentia pela boa forma.
Para quem leu O mundo é o que você come, faz uma dobradinha interessante: a executiva européia diz exatamente o mesmo que a fazendeira norte-americana, só que de maneira completamente diferente.


9. Todos de Sally Fallon e Nina Plank, especialmente Nourishing Traditions (que ainda não foi traduzido) e Comida de verdade, veja a resenha: "Finalmente a ciência está detectando aquilo que nossas avós, há muito tempo, sabiam - que, de fato, os alimentos de verdade e inclusive as gorduras fazem bem e são muito mais saudáveis do que os produtos da tecnologia alimentar. Baseando-se em resultados das mais recentes pesquisas e na sabedoria popular mais antiga, 'Comida de verdade' constitui não apenas uma defesa persuasiva e inspirada de alimentos como ovos, manteiga, carne e gordura como também uma crítica aos alimentos industrializados, que possuem conservantes e contêm ingredientes nocivos à saúde."


10. Todos de Jamie Oliver, que também defende a "comida de verdade", o "slow food" em toda a sua essência e pesquisa suas receitas ao redor do mundo, além de ser jovem, engraçado e estabanado.
Jamie Oliver leva seu nobre ofício tão a sério que nos convoca a assinar a petição pela Food Revolution.


11. Todos do Moosewood, o único restaurante vegetariano do mundo que funciona em sistema de autogestão anárquica, revendem seus produtos há mais de 20 anos, numa bem sucedida empresa gerida por (aproximadamente) 15 pessoas com formações e profissões paralelas tão distintas quanto poetas, professores, bailarinos e nutricionistas. As receitas mais populares do Moosewood estão disponíveis no site deles Moosewoodcooks All Recipes


12. E visite o site do simpático Olivier Anquier, eu aprendi a cozinhar assistindo ao programa dele na televisão. Os livros também são ótimos.


13. Para encerrar, Linda McCartney. Atente apenas para soja, carboidratos refinados e afins




Mais informação:
Slow Food, desmatamento, indústrias e prazer
Carnes orgânicas, o quê e como comer
Indústria pesqueira x pesca artesanal
Vinhos orgânicos e biodinâmicos
Me convidaram para a Festa!
A soja é desnecessária

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Limão galego na caipirinha, lassi, chá gelado de cidreira e até com couve e inhame


É mais fácil encontrar limão do tipo galego nas feiras de orgânicos, o cultivo deve ser mais simples.
Assim como o limão siciliano e a lima da Pérsia, o limão galego, além de ter um sabor muito marcante e diferenciado, apresenta cor e aspecto típicos. Limão galego é da cor da tangerina, mesmo o sumo é laranja escuro.

É o meu limão favorito, a caipirinha dele chega a ser surpreendente. A Academia da Cachaça, bar muito tradicional aqui do RJ, já citado no post de Boteco, o filme, tem uma caipirinha que leva o nome do bar, feita de limão galego macerado em mel de abelhas. É a melhor que eu já bebi, volto sempre a esse bar, só para tomar essa caipirinha.

Bebendo cachaça, atente que cachaça orgânica é ainda melhor do que a convencional, principalmente no dia seguinte.
Dica de quem reconhece de longe uma boa "branquinha": cachaça boa não tem cheiro de álcool, mas de caldo de cana e tampouco deve "arder na descida". Cachaça boa não escorre líquida pelo copo, deixa uma marca oleosa nas paredes do vidro, já que não é de base alcóolica.
Se te abrirem uma garrafa com rótulo "original de Salinas, MG" e você sentir cheiro de etanol, fuja porque "batizaram" essa garrafa. Se você ainda tiver coragem de provar, vai ver que "desce rasgando" e te mata de dor de cabeça no dia seguinte.


Mas como não dá para viver de caipirinha, vamos a outros usos desse limão muito perfumado, que misturado ao azeite de tomilho rende um ótimo molho para salada e misturado a Guacamole e mousse de abacate ou Melitzanosalata tornam as receitas de todo dia mais sofisticadas.


Lassi, ou a limonada láctea:
Ingredientes:
1/2 litro de iogurte orgânico (cerca de 2 xícaras)
1/4 de xí­cara de mel orgânico, a Korin e Vale das Palmeiras produzem
1 litro de água
Sumo de 6 limões (se usar o galego, maior que o Tahiti, reduza para 4)
Modo de preparo: bata todos os ingredientes no liquidificador. Conserve na geladeira por até 3 dias.


Refresco de cidreira, ou a limonada feita no chá de capim limão, que me salvou no calorão do Carnaval desse ano:
Faça um chá da erva seca, espere esfriar e bote para gelar
Coe e mantenha em jarras na geladeira.
Quando chegar em casa, pingue meio limão para cada meio litro de chá.
Nem precisa adoçar ou dizer que com limão galego fica ainda melhor.


Smoothie de manga com limão galego (Mango passion)
200 ml de água
80 gr de manga congelada(s)
50 gr de maracujá congelado(s)
90 gr de gelo
1 bola(s) de sorbet de limão (ou 6 pedras de gelo e suco de 1 limão galego)
quanto baste de melado de cana
Mantenha as frutas no congelador por pelo menos 2 horas antes de utilizar (isso vai garantir uma melhor consistência).
Coloque todos os ingredientes em um liquidificador (utilize açúcar ou adoçante a gosto) e bata até ficar cremoso.
Sirva imediatamente.


Limonada suíça clorofilada, restaurante Vegan Vegan
1 litro de água
1 limão fatiado em 4, sem caroços e partes brancas (amargam)
2 folhas grandes de couve orgânica crua e fatiadas
1 col sopa cheia de melado de cana (se usar rapadura, deixe dissolver na água antes)
Bater tudo no liquidificador, coar e beber.
Como toda limonada suíça, deve ser consumida na hr, sob risco de amargar

O uso da couve pode causar estranhamento inicial e eu mesma resisti um pouco, cheguei a tentar em casa com salsa, hortelã, espinafre e até rúcula. Garanto que nada substitui a couve nessa limonada que vale por uma refeição. Couve crua não tem gosto de nada, ao contrário de todas as outras folhas, e é exatamente por isso que não interfere no sabor da limonada, muito pelo contrário, ajuda a disfarçar o amarguinho que a casca do limão sempre deixa.


Para evitar a dengue no verão sustentável, faça a limonada de inhame. O inhame, além de depurativo do sangue e desopilador do fígado, torna o sangue tóxico às larvas de mosquito depositadas na picada. É recomendado até para quem já está doente ou em recuperação, justamente por acelerar o processo de cura.
E ninguém diz do que foi feita aquela limonada clarinha e cremosa, exatamente como a de couve.
Faz assim:
1 xíc de água gelada
1/2 inhame descascado em pedaços
sumo de 1 limão galego (sem as cascas, só caldo)
1 col. sobremesa de melado de cana
Bater tudo no liquidificador e tomar na hr.



O kilo do limão galego na Feira de Orgânicos da Pça. José de Alencar, esquina de Rua São Salvador (Laranjeiras), estava a módicos R$2,00 e as folhas ainda podem ser aproveitadas para fazer o chá de limão galego.
Não acredita nos preços? Dá uma olhada na foto da postagem "A Feira de Orgânicos do Flamengo"


Toda bebida industrializada consome em média 5lts. de água da região do entorno da fábrica, para cada litro de bebida produzida. Em poucos anos, a latinha do supermercado transformou vales e florestas em desertos. Faça suas bebidas em casa, açúcar refinado ou conservantes artificiais e priorize as bebidas alcóolicas oriundas de cultivo orgânico

Mais informação: Flow, a hidropirataria da indústria de bebidas prontas


Para refrescos de sabores incomuns, veja a postagem: As frutas que ninguém come mais e para fazer limonada de kefir com galego, veja a postagem Kefir e Iogurte
Toda limonada fica ainda melhor se perfumada com águas de rosas, laranjeiras ou melissa diluída na água do filtro.