domingo, 9 de janeiro de 2011

O banimento das lâmpadas incandescentes


O objetivo é que sejam usadas apenas as de baixo consumo. Muitos consumidores ainda preferem as lâmpadas tradicionais pelo baixo custo.

As lâmpadas que consomem mais energia vão sair do mercado em até cinco anos. O governo calcula que a medida irá trazer economia para o país, mas o preço das lâmpadas mais modernas preocupa o consumidor.

Economia na conta de luz ou na hora de comprar uma lâmpada? A funcionária pública Walquíria Lana prefere o modelo de baixo consumo: “Em termos de custo unitário da lâmpada, ele é mais caro, o custo inicial, mas que se paga rapidamente porque o consumo de energia é muito baixinho”, conta.

Lição que o vendedor Francisco Alves da Silva ensina sempre: “Uma lâmpada comum de 100, ela clareia 100 e consume 100 watts/hora. Uma lâmpada econômica, ela clareia 100 e consome 20 watts/hora, ou seja, 80% de economia, o grande diferencial está aí”, explica Francisco.

É, mas a lâmpada que consome menos pode custar dez vezes mais. Por isso, na casa da dona de casa Antônia Lopes, só entra a lâmpada a tradicional, a incandescente: “Que é mais comum, mais simples e que é também mais barato, que dá pro bolso de todo mundo”, conta.

E ela está em 70% das casas brasileiras. São 300 milhões de unidades vendidas por ano. Mas a lâmpada antiga pode sumir das prateleiras. A partir do ano que vem, o governo vai aumentar a exigência aos fabricantes e até 2016 ela deve ser substituída pela lâmpada mais econômica.

“A nossa intenção é acompanhar a tendência mundial e fazer com outras tecnologias mais eficientes sejam incorporadas no nosso dia-a-dia, fazendo com que haja um ganho de escala na sua produção e uma diminuição do preço ao consumidor”, explica o coordenador-geral de eficiência energética do Ministério de Minas e Energia Carlos Alexandre Pires.

O governo também já fez as contas: em cinco anos vai ser possível poupar o suficiente para abastecer até seis milhões de casas em todo o país. É o dobro do popular Programa Procel, que garante o baixo consumo de energia dos eletrodomésticos.
A indústria pretende passar a produzir as novas lâmpadas, que hoje são todas importadas. E acredita que, com mais oferta, o preço pode cair: “Os preços devem baixar por conta dos incentivos na hora da produção local”, diz o diretor-técnico da Abilux Isac Roizenblatt.

Fonte: Jornal Nacional


Leia também no Ecocidades como as lâmpadas incandescentes foram banidas de 40 países e veja a imagem da Campanha da Dolce Vita Miraflores promovendo a troca das lâmpadas




E assista abaixo noticiário da Tv Gazeta:

4 comentários:

Cacau Gonçalves disse...

Oi, Carol!

Pois então... Há muitos anos troquei todas daqui de casa. Mas ando lendo várias matérias falando sobre os malefícios desta lâmpada fria e estou questionando, seriamente, a possibilidade de retornar à lâmpada antiga.

Fica sempre a dúvida...

beijo!

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Cacau, não entendi quais são os malefícios das novas lâmpadas frias.
abs,
Carol

Anônimo disse...

Olá CACAU! Você talvez não imagine que algumas milhares de lâmpadas economicas contrabandeadas estão sendo vendidas em mercadinhos de bairros pobres a troco de banana, coitado do consumidor!!! E o acende-apaga que nós estamos acostumados? Vamos ter que parar? Sob o risco de diminuir em 8 vezes a vida util das economicas? Tá ai! Não pessimista! Vai ser mais um caos social!

France disse...

Você não ouviu falar que as lâmpadas frias queimam a pele como se você estivesse exposta ao sol? Tenho uma amiga que precisa passar protetor solar senão ela fica vermelha como se tivesse ficado trabalhando no sol. Será que vale a pena mesmo?