sábado, 26 de fevereiro de 2011

Jóias são insustentáveis: Não existe nada de glamouroso na mineração

A mineração devasta em todas as escalas, sendo para prospecção de petróleo e gás, ou pedras e metais preciosos. Serra Pelada é o maior exemplo nacional de interação homem x entorno equivocada, onde havia uma serra, hoje há um "lago" com 100m de profundidade. Até hoje, existem áreas irrecuperáveis pelo excesso de chumbo e mercúrio usados nos garimpos, além das centenas de vítimas de acidentes de trabalho à margem de estatísticas oficiais e devidas indenizações, alem de zonas de prostituição abandonadas e as muitas meninas que foram comercializadas e vendidas.


Nas postagens sobre Natal e Dia dos Namorados sustentáveis, abordei como jóias não são presentes sustentáveis e mantenho a posição deixando mais links e informações:

Presentes mais caros como jóias são válidos e fazem parte da tradição de muitas famílias e casais. Eu não estimulo a compra de uma jóia nova, afinal todo processo mineratório é extremamente poluente e geralmente exploratório aos trabalhadores envolvidos. Mas ganhar uma jóia de família é muito sofisticado e demonstra que não existe a menor intenção de romper o vínculo. Se não for o caso de a família ter jóias, há inúmeros leilões de jóias antigas ou mesmo penhoradas, onde as peças são encontradas inclusive a preço mais baixo. Alguns homens podem sonhar com abotoaduras em ouro e acharem diferente participar de um leilão onde serão presenteados.

As joalherias tradicionais já desenvolvem embalagens ambientalmente corretas em materiais reciclados com design e premiadas. Ainda no Dia dos Namorados sustentável, ensino a confeccionar embalagens para presentes que não agridem o meio ambiente a partir de materiais reciclados, como o furoshiki, e mesmo uma caixa antiga de madeira, estilo porta jóias, serve para embalar a jóia de família.

Ouro: a mineração de ouro também está ligada ao trabalho infantil forçado e utiliza produtos químicos tóxicos, incluindo mercúrio e cianeto, criando enormes quantidades de resíduos perigosos. O processo de mineração de ouro para fazer um anel deixa mais de 20 toneladas de lixo para trás! O ouro é extraído principalmente da África, Ásia e Américas, e mais da metade de todo o ouro extraído, vêm de terras indígenas. Cerca de 80 por cento de ouro extraído é usado em jóias, E o Dia dos Namorados é um horário nobre onde é dito para demonstrarmos o nosso amor, enquanto o custo real do ouro é mantido fora da vista e da mente.

Diamantes: Desde que o filme de Blood Diamonds foi lançado, houve uma consciência crescente sobre a relação entre os diamantes e os conflitos violentos e violações dos direitos humanos. Os "Diamantes de sangue" têm financiado brutais conflitos na Libéria, Serra Leoa, Angola, República Democrática do Congo e a Costa do Marfim, que resultaram na morte e no deslocamento de milhões de pessoas, os refugiados ambientais. O processo internacional criado para controlar e assegurar fontes de diamantes sem conflitos, até agora tem sido ineficaz.


Sebastião Salgado, provavelmente o mais respeitado fotógrafo brasileiro vivo, fez um ensaio emblemático sobre Serra Pelada à época da mineração, que segue parcialmente abaixo:











As crianças que morrem de fome nos arredores da maior mina de ouro do mundo
bebê com desnutrição no hospital




Image captionYulita Atap viajou dois dias de barco para poder cuidar da sobrinha de dois meses, que também está desnutrida

Uma crise de sarampo e desnutrição matou recentemente pelo menos 72 pessoas - principalmente crianças - na remota província indonésia de Papua, lugar que abriga a maior mina de ouro do mundo. Essa tragédia colocou sob os holofotes uma região fechada para jornalistas por décadas e revelou graves falhas do governo. Confira o relato dos repórteres da BBC Rebecca Henschke e Hedyer Affan:
A vida de Yulita Atap, de apenas dois meses, já tem se mostrado brutalmente difícil. A mãe dela morreu no parto. Seu pai a deixou para a morte.
"Em meio ao sofrimento do luto, ele queria bater nela e enterrá-la junto com a mãe", contou o tio de Yulita, Ruben Atap. "Eu disse: 'não faça isso, Deus ficará bravo'. Ele então se acalmou e ficou grato porque nós estávamos dispostos a cuidar dela. Mas agora estamos enfrentando dificuldades para mantê-la viva", contou.
O bebê agora vive em uma cama em um hospital na região de Asmat, uma área coberta de selva do tamanho da Bélgica. Suas costelas estão expostas, quase penetrando a pele, seu estômago, inchado, e ela fica entre o sono e o despertar ao longo do dia.
O tio não consegue tirar os olhos de seu corpinho minúsculo.
Funcionários do serviço de saúde do governo o ajudaram a viajar por dois dias de barco até chegar ali. Os rios são as únicas estradas na região, cortando o local de forma sinuosa, assim como cobras abraçam a selva.

Pais observam filha desnutrida em hospital de PapuaDireito de imagemAFP
Image captionCasal de Papua com sua filha, que sofre de desnutrição em um hospital na região; epidemia matou 72 pessoas no local

Na cama ao lado do bebê está a família de Ofnea Yohanna. Três de seus filhos, de quatro, três e dois anos de idade, estão em situação grave de desnutrição.
Ela se casou quando tinha 12 anos - aos 20, já tinha seis filhos.
"Nós comemos quando tem alguma comida, quando não tem, não comemos. Agora, não temos um barco para pescar", conta.
Enquanto conversamos, sua filha olha fixamente para o nada - um olhar vazio, sem vida.

Filha de Ofnea Yohanna
Image captionTrês filhos de Ofnea Yohanna estão desnutridos; 'Nós comemos quando tem alguma comida, quando não tem, não comemos. Nós não temos um barco agora para pescar', diz

Uma viagem aos Asmat

Tradicionalmente, a tribo Asmat vivia de amido de sagu extraído das palmeiras e dos peixes dos rios e mares.
"Asmat é, do seu jeito, um lugar perfeito. Tudo o que você poderia precisar está disponível aqui", escreveu Carl Hoffman no seu livro publicado em 2014 sobre o desaparecimento e suposta morte ali do jovem Michael Rockefeller, na década de 1960.
"É cheia de camarão, caranguejo, peixe e palmeiras de sagu, de onde pode ser extraído um amido branco que hospeda as larvas do besouro capricórnio, ambas importantes fontes de nutrição importante", escreveu ele.
Michael Rockefeller, filho do então governador de Nova York e depois vice-presidente Nelson Rockefeller e integrante de uma das famílias mais ricas dos EUA, viajou até os Asmat para coletar amostras da impressionante arte produzida pela tribo, que inclui esculturas gigantes e estilizadas de madeira.

Tripo de AsmatDireito de imagemAFP
Image captionTribo Asmat fazendo a dança tradicional - povo local está sofrendo com epidemia de sarampo e desnutrição

A arte do povo Asmat hoje é encontrada em grandes museus ao redor do mundo e é muito apreciada por colecionadores.
As fotos em preto e branco da jornada de Rockefeller na visita aos Asmat, na época canibais e colecionadoes de cabeças, surpreenderam o mundo ocidental.

Mudando dietas, acabando com tradições

As tribos seminômades costumavam passar meses na floresta para encontrar comida suficiente para sobreviver.
As mudanças culturais começaram a acontecer nos anos 1950, com a chegada das missões cristãs. Nos últimos anos, a dieta local mudou completamente com um a chegada número crescente de imigrantes vindos da Indonésia chegando na região.
A cidade mais próxima, Timika, fica a uma hora de distância de avião e funciona como um centro para a mina Freeport, que pertence aos Estados Unidos e é uma das maiores pagadoras de impostos na Indonésia.
Trata-se da maior mina de ouro do mundo. Não por acaso, Timika tem uma das maiores taxas de crescimento populacional no país.
"As pessoas têm importado cada vez mais comida porque, em alguns lugares, as florestas têm sido exploradas pela indústria madeireira. Então, é preciso ir mais longe para encontrar sagu", explicou o pesquisador local de saúde Willem Bobi.
"Agora, a coisa mais fácil de se comprar é comida instantânea processada. O dinheiro do governo chegou, e fez as pessoas se tornarem dependentes dele."

Tripo de AsmatDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionCom uma das mais conhecidas e vibrantes esculturas de madeira gigantes no Pacífico, a arte Asmat é procurada por colecionadores em todo o mundo

Um nativo de Papua, Willem Bobi, viajou pela área coberta pela floresta e descreveu em um livro a triste situação de saúde da região, intitulado "The Asmat Medicine Man" (algo como "O homem da medicina Asmat"), que foi publicado no ano passado.
"Eu sabia que uma crise como essa estava por vir. Vi que faltava água limpa e muita coisa de saúde básica. Vi clínicas de saúde onde médicos haviam ficado de férias por meses e, ainda assim, seguiam recebendo salário", afirmou.
"A crise que estamos vendo agora já aconteceu muitas vezes antes, mas não havia sido tão forte. Está ocorrendo porque as autoridades de saúde ainda não trataram o problema com a seriedade necessária."

Ajuda

Conforme as notícias sobre a epidemia de sarampo se espalharam, o presidente Joko Widodo enviou tropas militares e equipes médicas para levar mantimentos e dar suporte às vítimas nas vilas remotas.
Os funcionários da saúde vacinaram mais de 17,3 mil crianças, e autoridades dizem agora que o mal está sob controle.
Os militares afirmam que estão em operação há um ano na região para identificar quais são os principais problemas locais.

Criança desnutrida é alimentada por membro do exércitoDireito de imagemAFP
Image captionMembro do exército da Indonésia atende uma criança no hospital em Agats

Mas o chefe da equipe médica militar, Asep Setia Gunawan, reconhece que a resposta de Jacarta foi lenta.
"Vamos ser sinceros, talvez o governo local e o nacional tenham se conscientizado sobre essa epidemia tarde demais", afirmou à agência de notícias AFP.

Questões históricas

Papua tem sido uma região sensível desde que foi reconhecida pela ONU como parte da Indonésia, na década de 1960. Mas até hoje há um movimento pequeno de separatistas que ainda luta pela independência.
Os militares são acusados por grupos de diretos humanos de cometer abusos ao tentar de calar qualquer dissidência.
Até bem pouco tempo atrás, jornalistas estrangeiros não tinham permissão para trabalhar ali. A reportagem da BBC conseguiu uma autorização especial da polícia para viajar para essa região.
Não houve sossego durante todo o tempo que passamos lá. Uma mulher morreu atingida por um tiro - a polícia disse que ela estava entre os moradores que tentaram ajudar um preso a fugir. Ele era acusado de vender um concentrado de minérios que teria tirado do cais de carga da mineradora Freeport-McMoRan.
A família da mulher diz que ela era apenas uma testemunha inocente. Agora, a polícia investiga internamente o caso.

Criança doente é atendida por equipe de saúdeDireito de imagemAFP
Image captionEquipe de saúde afirma que faltam recursos médicos básicos para lidar com o problema

O comissário da ONU para Direitos Humanos Zeid Ra'ad Al Hussein visitou a Indonésia na semana passada e disse que estava preocupado com "o aumento dos relatos sobre o uso excessivo da força por autoridades, assédio e prisões arbitrárias em Papua".
Ele afirmou ainda que o governo da Indonésia convidou a ONU a enviar uma missão à província, algo que será feito em breve.

Novos recursos, novos problemas

Em uma tentativa de amenizar as tensões, Papua ganhou maior autonomia em 2001, e recebeu ainda mais recursos do governo para a região, com a promessa de levar melhorias para o povo da área.
Mas Ruben Atap, assim como muitos moradores de Papua que conhecemos, sugere que a onda de recursos infindáveis pode ter beneficiado somente alguns.
"Os líderes locais pegam o dinheiro e usam para eles mesmos. Não pensam na população, apenas enchem as próprias barrigas", disse.
Com o surgimento da epidemia, a ministra da Economia, Sri Mulyani Indrawati, disse o financiamento autônomo da província seria reavaliado para garantir que seja usado para o desenvolvimento da região.
O líder Asmat, Elisa Kambu, afirmou que há questões mais profundas a serem consideradas.
Segundo ele, as pessoas em Jacarta "só falam sobre dinheiro, que muito dinheiro é enviado para Papua; mas o dinheiro, sozinho, não consegue resolver esse problema."
"Asmat é um alerta para todos nós", disse o consultor presidencial Yanuar Nugroho. Para ele, diversas outras áreas em Papua poderiam enfrentar a mesma crise de saúde - e a região representaria apenas a ponta do iceberg. "O problema está no governo local", afirmou.
Willem Bobi, o pesquisador da área de saúde, acredita que a solução estaria em uma menor intervenções do governo.
"Talvez assim não fosse mais tão fácil conseguir dinheiro, e as pessoas recorreriam ao velho e natural método de encontrar comida", disse, entre risos.

crianças brincam no rioDireito de imagemAFP
Image captionCrianças de Papua brincam no rio em Agats - governo prometeu investir mais em serviços

"Mas claro que isso seria bem difícil também, porque hoje em dia é muito mais fácil comprar comida instantânea.".
Uma proposta do presidente Joko Widodo foi realocar pessoas Asmat que vivem na floresta em uma cidade, onde poderiam ficar mais perto dos serviços médicos - mas isso foi imediatamente rejeitado por líderes locais.
"Mudar as pessoas de um lugar para o outro não é algo simples, porque temos uma cultura, temos costumes, temos direito à terra e uma conexão com a terra", afirmou Elisa Kambu.
Widodo visitou Papua mais de seis vezes desde a eleição em 2014, e se esforçando para demonstrar um comprometimento do governo para desenvolver a província, priorizando a construção de uma melhor infraestrutura.
E com o surgimento da crise, o governo prometeu investir mais em escolas e instalações de saúde nas áreas mais remotas.
Ruben Atap diz acreditar que, um dia, sua sobrinha ainda tão pequena conseguirá ir para a escola.
"O que você espera que ela vai fazer depois disso?", perguntamos.
Ele solta um riso nervoso. "Não sei qual será o futuro dela por enquanto. Neste momento, só estamos tentando de tudo para ajudá-la a sobreviver."


A imagem abaixo da campanha "There´s nothing romantic about a toxic gold mine" é do Story of Stuff e ilustra bem o "antes e depois" de uma região de mineração.





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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Porto Alegre, a primeira cidade do país com projeto de transporte fluvial em larga escala

As hidrovias, assim como toda a navegação de cabotagem, propõe-se a ser a alternativa ideal de transporte em larga escala no nosso país. O Brasil é o único país do mundo que transporta ferro e aço em caçamba de caminhão. Nossos caminhoneiros, ou carreteiros, trabalham por empreitada, sem carteira assinada, aposentadoria ou plano de saúde. "Dobram" jornadas, a base de estimulante, em estradas esburacadas e veículos muitas vezes não vistoriados.

Uma malha ferroviária tendo os portos costeiros como ponto de partida, seria imensamente interessante para ligar nosso país do Oiapoque ao Chuí, não apenas do ponto da segurança, mas principalmente pela redução no uso de combustíveis fósseis. A navegação de cabotagem e a implantação de um sério programa de hidrovias, contribuiria igualmente para diminuir as distâncias de uma costa com 8.000km de extensão, além de minimizar a dependência do transporte rodoviário em todos os aspectos, incluindo o transporte urbano.

Segunda-feira passada, um professor universitário me informou de um dado alarmante e vergonhoso: de todos os internos no Instituto Psiquiátrico da UFRJ, o Pinel da Praia Vermelha, o primeiro lugar em ocupação profissional dos internos ficou para os motoristas de ônibus urbanos.

Leia melhor abaixo sobre o primeiro projeto piloto de navegação urbana e fluvial.


A melhor utilização do Guaíba pode colocar Porto Alegre em um novo patamar de transporte hidroviário. A alternativa fluvial poderia ligar bairros de Norte a Sul da cidade e ainda conectar a Capital as 30 ilhas e às cidades turísticas nas regiões Central e Norte do Rio Grande do Sul, através do Delta do Jacuí. Além de desafogar o transporte rodoviário, colocar barcos entre os municípios seria bem-vinda ao turismo. As constatações estão em um estudo da Secretaria Municipal de Planejamento que foi apresentado ontem na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.


Vereadores se reuniram com os representantes da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Departamento Estadual de Portos Rios e Canais (Deprec), Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a empresa Ouro e Prata, e secretarias do Planejamento, e do Meio Ambiente do Município para falar sobre viagem do Extremo Sul ao Centro da Capital. No entanto, o assunto foi mais amplo, trazendo outras hipóteses.

Para Alda Raquel Schwartz, arquiteta da Secretaria de Planejamento, a melhor utilização do modal hidroviário poderia estimular também o ecoturismo, alocando estruturas de embarques e desembarques na Orla do Gravataí e na Orla do Taquari. O projeto seria importante para preparar a cidade para a Copa do Mundo de 2014, inclusive com uma possível rota ligando a Arena do Grêmio ao Beira Rio.

“Porto Alegre tem uma condição geográfica rara, muito favorável ao transporte hidroviário, mas que ainda não é utilizada”, disse. O Banco Mundial já teria demonstrado interesse em apoiar a criação de hidrovias a partir de Porto Alegre, por ser uma obra sustentável.


A instituição poderia financiar os custos com dragagem (se necessárias), construção de embarques e desembarques, sinalização entre outras demandas para tirar do papel o projeto. Outra hipótese é que fossem formadas Parcerias Público-Privadas (PPP). O estudo não aponta todos os locais potenciais de atracagem e qual seria o custo das conexões, assim como preços de passagens.

No entanto, a cidade ainda está longe de se tornar um campo fértil ao trânsito de passageiros pelo Guaíba. Além da falta de planejamento urbano neste sentido e da estagnação do projeto de revitalização do Cais do Porto, não existe em Porto Alegre estrutura empresarial em prol do transporte hidroviário.

De acordo com Hugo Flack, presidente da Catsul, empresa do grupo Ouro e Prata que começará em março a operar rota aquática entre Porto Alegre e Guaíba, disse que não há fabricante de barcos em Porto Alegre, ou de estruturas para operação hidroviária, assim como inexiste engenheiros navais. Apontou a saída de estaleiros do Estado como ponto contra o avanço do transporte no Guaíba.

“Tivemos 50 anos de falta de incentivos para o transporte hidroviário em Porto Alegre, e hoje é muito difícil para os empreendedores criarem transportes a um preço competitivo”, completou. Por outro lado, avaliou que se começa a ser criado um ambiente favorável a este tipo de investimento.

Fonte: Portal Marítimo


Mais informação:
O projeto fluvial de Florianópolis e São Paulo
Cabotagem: para parar de transportar ferro e aço em caçamba de caminhão
O mito da autossuficiência em petróleo: No país do pré-sal, a gasolina mais cara do mundo

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Finca Bellavista: uma comunidade sustentável de casas em árvores

Há algum tempo, recebi por email de minha mãe fotos de casas construídas sobre árvores. Postei e muita gente gostou, até pela beleza e conforto das construções, muito melhores do que nossos apartamentos e engarrafamentos.

Por coincidência, o filho da madrinha de minha irmã, enviou outro email essa semana tratando de casas na árvore, um condomínio inteiro integrado com a natureza. Notei que poucas fotos eram comuns nos 2 casos, não todas, já que a maioria era aparentemente de países europeus e adaptada à climas frios.
Volto então a postar às que não saíram noutra vez e deixo o link do empreendimento, a quem estiver pensando em mudar para lá ou tentar algo parecido por aqui.

Finca Bellavista: uma comunidade sustentável de casas em árvores










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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A viabilidade da energia eólica no Brasil

Energia eólica poderia ser fator de desenvolvimento no Brasil

O Brasil começa, timidamente, a admitir usinas eólicas em sua matriz elétrica. Mas está longe de ter uma política efetiva para energias renováveis alternativas.

Os últimos leilões específicos para energia eólica permitirão um avanço modesto, mas significativo, na capacidade instalada de geração eólica. A base desse crescimento é mínima, meros 650 MW em 2009. Hoje a geração está em torno de 930 MW. Nos leilões de 2009 e 2010 foram contratados 3,8 mil MW para entrega até 2013. Já é um volume mais significativo, mas muito pequeno, tanto em relação ao nosso potencial, quanto em relação ao que se faz na China, no EUA, na Alemanha ou na Espanha. Vários desses países têm potencial eólico menor e de mais difícil exploração que o nosso e geram muito mais.

Com essa evolução ainda muito moderada, começam a aparecer os primeiros especialistas em eólica e vai se formando um pequeno núcleo de interesses empresariais no mercado. O surgimento desses novos atores permite articular melhor as demandas e necessidades do setor.

Há três providências elementares que precisam ser adotadas para facilitar o desenvolvimento da energia eólica. A primeira é deixar de tratar a energia eólica como uma energia secundária e introduzi-la no centro de nossa matriz elétrica. Contra-senso gritante é que a termeletricidade, que foi admitida como um recurso de emergencial, hoje está no centro da matriz elétrica e tem expansão mais forte, mais subsídios e mais apoio político do que as fontes eólica e solar. O ministro Edson Lobão, que não é exatamente pessoa de notório saber na área, diz repetidamente que a única alternativa viável à hidreletricidade no Brasil é a térmica. Uma afirmação inteiramente destituída de fundamento. é uma afirmação que contraria a realidade mundial e mostra falta de isenção e objetividade ao com a segurança energética e a sustentabilidade do país.

A segunda providência elementar é dar melhor tratamento regulatório à energia eólica, com base em uma política efetiva de desenvolvimento do setor. A expansão de usinas onshore e offshore implicará em uma série de questões sobre uso do vento e localização de instalações, que demandam regulamentação que dê segurança aos investidores.

A terceira é fazer um inventário mais preciso de nossa capacidade eólica onshore e verificar nosso potencial eólico offshore. Não temos sequer bóias para monitoramento de ventos no mar em número suficiente. Há algumas estimativas acadêmicas com base em dados de satélite que mostram que temos grande potencial offshore em pelo menos metade da costa brasileira. Mas ainda são resultados estimativos.

Esse inventário do potencial eólico brasileiro completo é uma necessidade elementar e parte de um conjunto mais amplo de pesquisas sobre energia do vento no país. Os poucos agentes do setor demandam, com razão, que o Brasil precisa ter um centro dedicado à pesquisa e desenvolvimento sobre energia eólica. Precisamos também de um centro de testes para testar protótipos de turbinas e novas tecnologias que possam ser lançados comercialmente. Estudar melhor o regime de ventos, em cada região, onshore e offshore é, digamos, o básico primário do programa de pesquisas que precisamos ter. Estamos atrasadíssimos nesse campo. O EUA tem seu centro, a Europa tem vários centros nacionais e a UE tem uma política clara de apoio à pesquisa e desenvolvimento no setor e aqui. A Alemanha tem inciativas importantes de pesquisa e desenvolvimento e instalou um novo centro em 2009. Toronto, no Canadá, também criou um centro de pesquisas em eólica. A China criou também um centro com essa finalidade e tem um forte programa de cooperação para capacitação científica e tecnológica em energia eólica com a Alemanha.

São alguns parâmetros para medir nosso atraso na adoção e no desenvolvimento de energia eólica. A expansão de nosso parque eólico permitida pelos leilões de 2009 e 2010, que é significativa em relação à base instalada, mas pequena em relação a nosso potencial e em comparação à de outros países, será feita com equipamento importado. Foi possível apresentar propostas competitivas com importação total de equipamentos porque a crise econômica reduziu o custo deles e porque estamos em um momento de câmbio favorável aos importadores. Mas é claro que uma política de desenvolvimento da energia eólica supõe a criação de uma indústria competitiva de turbinas. A China se tornou grande exportadora de turbinas eólicas com poucos anos de investimento. Essa é uma outra vantagem importante da energia eólica (e também da solar) como fator de desenvolvimento. É ainda possível entrar competitivamente na indústria de turbinas e investir no desenvolvimento de novas tecnologias. No EUA e na Europa há vários modelos de turbinas em lançamento que não adotam o design típico dos cata-ventos. Resultado de pesquisas bem sucedidas são mais adaptados a situações específicas como, por exemplo, áreas de ventos muito turbulentos ou determinadas instalações offshore. Pode-se criar toda uma nova cadeia produtiva, nova cadeia de valor no país gerando milhares de “empregos verdes”. Uma oportunidade que as fontes “clássicas” não nos oferecem.

O governo insiste em uma política energética antiquada e inadequada para a realidade do Brasil e do mundo no século XXI. Uma política que é apresentada como necessária à nossa competitividade e ao desenvolvimento sustentado do país. Na verdade, essa política diminui nossa competitividade em geral e no setor energético em particular e não garante o desenvolvimento sustentado. Já uma política de diversificação na matriz elétrica, com mais ênfase em energias eólica e solar (fotovoltaica particularmente) seriam propulsores de crescimento sustentado, não apenas por fornecer insumos para outros setores, mas porque propiciariam a criação de novas cadeias produtivas. Elas fazem sentido em um programa de crescimento sustentado e sustentável. A política atual não faz. É tão obsoleta quanto a forma de escolha e a pessoa escolhida para comandar o setor de energia, que é o mais estratégico, no mundo todo.




A Revolução Brasileira

Até 2050, mesmo com a economia crescendo em seus níveis atuais, 93% da eletricidade produzida no Brasil pode muito bem ter origem em fontes renováveis como solar, eólica ou biomassa – o que nos deixaria a praticamente um pulo para tornar realidade, ainda no século 21, o plano de o país funcionar com uma matriz elétrica 100% limpa.

Chegar lá é mais fácil e mais barato do que se imagina, e é um bom caminho para garantir a geração de 3 milhões de empregos, boa parte deles qualificados, com desenvolvimento e produção de equipamentos de ponta. Melhor ainda: essa revolução no setor de energia ajudaria o Brasil a reduzir mais rapidamente, e sem ameaçar seu desenvolvimento, suas emissões de gases do efeito estufa.

Esse horizonte está longe de ser fantasioso, como comprova a segunda edição do relatório “Revolução Energética”, estudo elaborado pelo Greenpeace, em parceria com especialistas do setor energético, e lançado hoje na COP16, em Cancún. Alguns destaques são:

Matriz limpa
Em 2050, a matriz pode ser 93% limpa, com ampla gama de fontes renováveis e investimento em eficiência energética. O gás natural aparece como fonte de transição, ou seja, é possível pensar em um Brasil 100% renovável dali em diante;

PIB em alta
A matriz de renováveis pode crescer sem reduzir o crescimento do PIB. Ou seja, desenvolvimento não significa mais poluição;

Economia
A matriz de renovável pode crescer sem custar mais caro para o Brasil. Aliás, muito pelo contrário. Pode-se economizar entre R$ 100 bilhoes e R$ 1 trilhão no período entre 2010 e 2050;

Ar limpo
Em 2050, o setor de eletricidade pode emitir apenas 23 milhões de toneladas de CO2. Hoje são 26 milhões de toneladas de CO2. Porém, se os planos do governo de investir em fósseis forem adiante, o número sobe para 147 milhões de toneladas de CO2.

Dois futuros, uma escolha
O relatório traça dois cenários de geração de energia para os próximos 40 anos, partindo das mesmas projeções de crescimento da população e do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

O primeiro cenário, pouco ambicioso, usa os dados do governo. O segundo, que chamamos de Revolução Energética, projeta um futuro a partir de mudanças na forma como a energia é gerada, distribuída e consumida. Por esse cenário, pode-se aumentar, até 2050, em até três vezes a taxa de consumo de energia e em até 4% o PIB dispensando o uso de termelétricas a óleo diesel, a carvão e nucleares.

No cenário Revolução Energética, o Brasil chega ao meio do século com metade (45,6%) da geração de energia vindo da água, em parte com a aplicação de pequenas centrais hidrelétricas, com menor impacto ambiental do que as grandes usinas. Em seguida aparece a energia eólica (20,38%), biomassa de cana-de-açúcar e outras culturas (16,6%), solar (9,26%) e uma parcela de gás natural para um período de transição (7,3%).

Os cálculos são conservadores, pois consideram apenas 10% do potencial eólico brasileiro e 1% do solar. "Os estoques de energias renováveis são de fácil acesso e abundantes o suficiente para fornecer mais energia do que a quantidade consumida no Brasil hoje e que virá a ser consumida no futuro. O potencial é inesgotável", diz Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Energia do Greenpeace e coordenador do estudo.

Investimento inteligente
Além de bom para o ambiente, investir em renováveis é ótimo para a economia. Seus preços ficam gradativamente mais atrativos e a tendência de queda certamente vai se consolidar nas próximas décadas. Somados os custos de implantação de novas usinas termelétricas ou nucleares, mais caras, e o crescente valor do óleo combustível no mercado, a economia do cenário Revolução Energética chega à cifra de centenas de bilhões de reais.

"No mercado internacional, a energia eólica e o mercado de painéis fotovoltaicos desafiaram a recessão econômica e cresceram em 2009", diz Baitelo. No Brasil, o resultado do último leilão de energia renovável, em agosto de 2010, confirmou a tendência internacional: foram contratadas 70 novas usinas eólicas, alçando essa fonte ao lugar de segunda energia mais barata do país.

"Apesar do avanço no setor de eólicas, o Brasil tem um sistema de leilão para a ampliação da participação de energia renovável que não tem obrigatoriedade por lei, ou regularidade em sua realização", diz Ricardo Baitelo. "Para criar efetivamente um mercado para as renováveis, o Greenpeace propõe que haja uma política para o setor, com pacotes de incentivos mais abrangentes."

Baixe o relatório Revolução Energética no site oficial.



Outros Atlas para baixar:
World Watch Institute: Estado do Mundo 2010
Greenpeace: Farra do Boi na Floresta Amazônica
Primeiro Atlas do PNUMA para América Latina e Caribe
Atlas do Greenpeace: Mar, Petróleo e Biodiversidade, a Geografia do conflito



Mais informação:
O lado B da energia eólica em larga escala
A maior turbina movida a energia de marés do mundo será testada na Escócia
A casa sustentável é mais barata - parte 15: aquecedor solar de baixo custo a R$35,00
Parques de Energia Eólica, Conflitos e Injustiças Ambientais na Zona Costeira - Carta das comunidades e organizações da sociedade civil

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Carnaval sustentável



Segundo Hakim Bey, autor de Zona Autônoma Temporária, livro já citado aqui no blog, grande parte das angústias do homem moderno se devem à falta de lúdico e ócio em suas vidas. Lembra o autor que, até a Idade Média (quando o calendário gregoriano foi implementado), pelo menos um terço do ano era composto de dias livres e festividades diversas, que comemoravam desde a mudança das estações e colheitas à festividades sagradas em geral.
Aproveite esses dias de festa, quando o povo está anonimamente fantasiado na rua e sua cidade vira uma imensa zona autônoma temporária, para se divertir.





No ar, o Guia de Carnaval da Agenda do Samba-Choro com todos os blocos, bandas, ranchos e agremiações. São 2 meses de festa gratuita pelas ruas da cidade, blocos de 07 às 02 da manhã, para todos os gostos. Além dos bailes, festas e todo o circuito das Escolas de Samba na Sapucaí, com seus ensaios o ano todo. Com direito a versão atualizada e comentada diariamente.


Saindo para curtir a festa: protetor solar não testado em animais, barriguinha forrada antes em casa, latinhas de alumínio e lixo em geral nas lixeiras públicas, uso dos banheiros químicos disponíveis e, se for o caso, camisinha sempre. Boné e camiseta protegendo os ombros também são sempre uma boa, principalmente nos blocos antes de 16hrs.


Deixe os animais em casa, eles não gostam das "roupinhas", do barulho, se assustam com a multidão, podem ser pisoteados e pior, se vierem a se perder em locais desconhecidos, não vão reconhecer o caminho de volta para casa.


Bebendo álcool, beba muito líquido, intercale água com a cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica.


Se beber, não dirija. Aliás, aproveite para não dirigir, o trânsito fica um caos com as principais vias de acesso interditadas para passagem dos blocos.


Se não bebeu, vá doar sangue, Natal e Carnaval são as épocas campeãs em baixa nos estoques dos hemocentros e justamente, quando mais gente se acidenta.


E não custa lembrar, quanto maior uma festa, mais cara, tudo funciona em escala industrial e com isso, os abusos, crimes ambientais e equívocos em geral potencializam suas chances. O melhor Carnaval é sempre o de rua entre amigos, de bairro, com fantasias simples, improvisadas e reaproveitando o que já se tem.









Atualização de 2014: Os 10 mandamentos do Instituto Akatu para um Carnaval sustentável


1. Mais luxo que lixo
O aumento do turismo e o consumo de bebida e comida no Carnaval geram mais lixo que o normal. O aumento do lixo gera impactos na coleta (que fica sobrecarregada) e no armazenamento nos aterros. Mas o consumidor consciente sabe que um Carnaval bom mesmo tem menos desperdício de comida e de bebida, e tem uso de embalagens retornáveis... Enfim, tem mais luxo que lixo!

2. E viva o lixo no lixo!
Os blocos e desfiles aumentam a concentração de pessoas nas ruas das cidades. Já imaginou o que acontece quando elas jogam seus papéis, copos, embalagens e tudo o mais na própria rua? O lixo acumulado entope os bueiros e aumenta o risco de enchentes. Nas estradas, os detritos jogados nos acostamentos agridem e colocam em risco o meio ambiente e os animais. Nas praias, o lixo se espalha pela orla, vai parar no fundo do mar e, além de contaminar a água e consequentemente fauna e flora que nela vivem, seu recolhimento é muito trabalhoso. O consumidor consciente pode evitar estes impactos se levar consigo um saquinho para guardar as sobras do que consumiu até encontrar uma lata de lixo.

3. Re-fantasie-se
As fantasias de Carnaval são usadas, em geral, apenas por um dia. Para chegar até o consumidor, uma fantasia utiliza matérias primas, água e energia em sua produção, distribuição e transporte. Que tal reutilizá-las, trocá-las com amigos ou reformá-las? Utilizando a mesma fantasia mais de uma vez, o consumidor consciente dilui ao longo do tempo os impactos negativos ocorridos na produção dos materiais que compõem a fantasia. Além disso, evita que ela seja jogada fora e, assim, aumente a quantidade de lixo produzido desnecessariamente.

4. Excesso? Só de alegria
A combinação entre calor, comida comprada na rua, álcool e multidão pode ser indigesta. Também o consumo excessivo de bebidas é responsável pela maioria dos acidentes de automóvel e pelo início de diversas brigas de rua. O limite é definido por cada um. O consumidor consciente aproveita a festa protegendo a sua saúde e a de todos.

5. Pé e consciência na estrada
O turismo aumenta muito nos feriados prolongados. As viagens de carro são bastante comuns e ampliam o tráfego nas estradas, o risco de acidentes e a emissão de poluentes. Mas o consumidor consciente pode se organizar para viajar com o maior número possível de pessoas no carro, diluindo os impactos da viagem. Pode também planejar sua viagem de modo a ter o motor regulado, reduzindo em até 5% o consumo de combustível e emitindo menos gases de efeito estufa. Além disso, pode programar a saída de casa em horários de menos trânsito, reduzindo desta forma o tempo em marcha lenta e emissão maior de carbono. O turismo também pode ter impactos positivos: respeitando os costumes dos lugares visitados e prestigiando a cultura e economia locais, o consumidor consciente contribui para o desenvolvimento da região visitada.

6. Pirataria só na fantasia
Quando o consumidor consciente compra artefatos de festa, CDs e DVDs, ele pode exigir dos fornecedores nota fiscal, evitando a sonegação de impostos e o estímulo à produção ilegal, que alimenta o crime organizado.

7. Desplugue-se
Antes de viajar ou sair de casa por períodos prolongados para se distrair, o consumidor consciente pode tirar os aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada, tais como televisão, DVD, micro-ondas, computador e carregador de bateria, a fim de economizar energia. O modo “stand by” – acionado quando o aparelho está desligado, mas conectado à rede elétrica pela tomada – faz com que o aparelho continue consumindo energia, podendo chegar a até 25% do que consumiria se o equipamento estivesse ligado.

8. Mergulhe na folia, mas deixe a água de fora
O Carnaval é uma época em que as cidades turísticas enfrentam sérios problemas de abastecimento de água em função do consumo adicional das pessoas que elas recebem. O consumidor consciente pode evitar tais problemas redobrando os cuidados com a água: brincando sem gerar desperdícios, tomando banhos mais curtos e aproveitando o calor para desligar o chuveiro caso demore ao se ensaboar ou para aplicar cremes nos cabelos.

9. Eu quero sossego
Aqueles que moram em cidades que não são destino de foliões e que não vão viajar podem aproveitar a tranquilidade e o tempo livre em atividades que valorizam o maior convívio com os amigos e com a família. Caminhadas, piqueniques, visitas a parques, museus e centros culturais são algumas sugestões que estimulam o bem-estar e podem ter menos impactos negativos no bolso e no meio ambiente!

10. O bloco do consumo consciente
O consumidor consciente também pode divulgar estas dicas para os amigos e familiares, convidando-os a fazerem parte de um movimento por um Carnaval mais sustentável. Espalhar os princípios que o Akatu apresenta aqui é como puxar um trio elétrico, atrás do qual só não vai quem ainda não entendeu que consumo consciente é o jeito mais fácil e acessível a cada um para fazer do mundo um lugar melhor para todos!





Atualização de 2017: Glitter e purpurina poluem e contaminam mares e oceanos levando à morte espécies marinhas:
Para fazer glitter de sal coloridoGlitter caseiro (não cola no corpo e cabelo, vai precisar de uma base em gel para colar, pode ser gel de cabelo, repelente em gel ou mesmo gel caseiro de linhaça)
Para fazer glitter de purpurina comestível, usada na decoração de docinhos e bolos de festa: No Carnaval das polêmicas, purpurina vira comestível (compre purpurina comestível, mais fina, em lojas de produtos para boleiras e festas e passe direto no corpo todo, não mela nem tem gosto de nada)





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