quinta-feira, 26 de maio de 2011

A casa sustentável é mais barata - parte 10 (ecotijolo e concreto reciclado de entulho)

O problema real:
A média de entulho produzido por metro quadrado em obras novas é de 150 kg, o que faz com que uma obra de 10 mil m produza cerca de 1.500 t de resíduos. No ano de 2000, é dito, foram descartadas na cidade de São Paulo 17.240 t de entulho por dia.

Fonte: site oficial Odebrecht


As vantagens de optar pelo tijolo ecológico:

Vantagens Ambientais:
Seu processo de produção dispensa a queima, portanto:
- Não contribui com o desmatamento;
- Não emite CO2 ao meio ambiente.

Vantagens Construtivas:
- Obra limpa;
- Melhor aproveitamento dos materiais evitando entulho e desperdício;
- Mais agilidade e facilidade na construção;
- Diminuição de até 80% na utilização de cimento;
- Sistema de construção estrutural;
- Facilita instalações elétricas e hidráulicas;
- Medidas exatas evitando trincas e diferenças no nivelamento das paredes;
- Paredes totalmente niveladas permitindo que azulejos e outros revestimentos sejam aplicados diretamente sem necessidade de nenhum tipo de reboco;
- Reduz sensivelmente a espessura da camada de reboco, quando utilizado;
- Processo de construção de fácil aprendizagem e semelhante às técnicas estruturais já utilizadas;
- Permite que sejam feitas colunas sem necessidade de caixarias;
- Termo-acústicos, deixando os ambientes internos frescos e menos ruidosos;
- Resistente a mudanças climáticas e maresia.

Vantagens Econômicas:
- Obras muito mais rápidas e que exigem número menor de operários;
- Valor compatível com os tijolos tradicionais;
- Proporciona uma economia ao final da obra de até 40%.

Fonte: Ekobuild


Antes que as pessoas corram para colocar abaixo e implodir aquele prédio feio que ninguém gosta, que fique bem claro, a idéia não é produzir mais entulho para servir de matéria-prima para mais tijolos ecológicos. Reciclagem é um tripé apoiado em 3 conceitos: recusar, reutilizar e só então reciclar.
Nesse caso, recuse construir desnecessariamente, reutilize (reforme) as construções já existentes e só então, recicle os entulho do que não tem salvação.
Eu falo melhor sobre a obsessão nacional em obras e quebradeira em 2 postagens: Um país em obras e Reciclagem de edifícios. O Ecotijolo é um paliativo nobre, mas um paliativo ao problema do entulho combinado à necessidade de novas construções.



Em Fortaleza:
Maior fonte geradora de lixo das grandes cidades, o setor da construção civil ainda não tem solução ecologicamente correta para a montanha de entulho que gera. Cerca de 70% do lixo gerado nas metrópoles vem da construção civil. Em Fortaleza, são mil toneladas de entulho de construção descartadas todos os dias.

Para reciclar tudo isso, a cidade conta com apenas uma usina de reciclagem, desde 1997, com capacidade de produzir até mil metros de tijolos ecológicos e blocos monolíticos por mês, mas que tem estocados 500 mil toneladas de entulho, porque não tem quem use o material reciclado.

“Esse material aí dá para pavimentar o estado do Ceará todinho”, exemplifica o presidente da usina de reciclagem Usifort Fortaleza, Marcos Kaiser. Do entulho reciclado podem ser gerados vários tipos de pedra e concreto para asfalto. Ainda segundo Kaiser, seria possível viabilizar toda a demanda de construção de imóveis “sem tirar um grão de areia da natureza”.
“Mas não temos construtoras que utilizem nosso material. Engenheiros também têm dificuldade em construir com material reciclado. Ainda há muita desinformação”, justifica o proprietário da usina. E emenda: “Quem compra também quer botar o preço lá embaixo, por ser material reciclado, desestimulando os negócios”.
De acordo com o presidente da Usifort, além do benefício ambiental, as obras podem ficar até 30% mais baratas com o reaproveitamento do material.

Casa arejada
A utilização de concreto reciclado já teve bons resultados. Uma das primeiras obras da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor) usou tijolos ecológicos (feito de entulho) nas vinte casas duplex do conjunto habitacional Anita Garibaldi, entregue em 2006, no valor de R$ 359.486,48. “Os moradores aprovaram. O visual, a coloração do tijolo, o isolamento térmico e acústico foram elogiados”, disse o secretário da Habitafor, Roberto Gomes.
Segundo o secretário, a iniciativa não foi replicada por falta de capacidade da usina, na época, em produzir em larga escala, para conjuntos com mais 80 unidades e também porque a lei obriga fazer licitação. “Mas estamos nos reaproximando da construtora, inclusive porque para futuro queremos reciclar todo lixo gerado pelo Habitafor”, destaca. (LMB)

Fonte: O Povo On Line



Ecológico, tijolo usado é mais resistente do que o tradicional

Quantas toneladas de entulho são necessárias para a construção de um imóvel de 52 metros quadrados, dois quartos, sala, cozinha e banheiro? Pouco mais de 28 toneladas – acaba de responder o Grupo Baram, companhia gaúcha líder na fabricação de andaimes, que construiu a primeira casa do país erguida apenas com entulhos de obras. Mais do que livrar o meio ambiente de tais detritos, a tecnologia criada pela empresa representa ainda economia de 40% no preço final do imóvel, que sai a R$45 mil.

O primeiro passo foi dado com o lançamento de uma máquina capaz de moer toda sorte de materiais – de restos de concreto a pisos e cerâmicas. Em seguida, a empresa desenvolveu um maquinário capaz de transformar esse material em tijolos e blocos. No total, foram investidos cerca de R$6 milhões em três anos.
- A grande vantagem do projeto é o aproveitamento do entulho em todas as etapas de produção, das paredes ao contrapiso (um capeamento de argamassa feito para nivelar pisos). Atualmente, em capitais como São Paulo e Porto Alegre são jogados no lixo, a cada hora, 1,8 mil e 242 toneladas de entulho, respectivamente. Com esses volumes, é possível construir 334 casas por dia em São Paulo e 85 na capital gaúcha – diz Josely Rosa, diretor-presidente do grupo.

O tijolo feito apenas de agregados – como são chamados os restos de obras depois que passam pela máquina de reciclagem – é três vezes mais resistente do que o tradicional, além, é claro, de ser ecologicamente correto, pois não utiliza combustão em seu processo de fabricação.
- A redução de CO2 na atmosfera é um dos grandes benefícios do projeto. Se essa casa fosse erguida pelo método tradicional, seriam gerados, segundo dados do Ministério de Minas e Energia, 3.996 de CO2 só na produção de tijolos vermelhos. Ou seja, seriam necessárias 21 árvores para consumir essa carga de gás carbônico. Hoje, a sustentabilidade é nossa maior preocupação, e não há como ser diferente – destaca Rosa. – Sem tratamento adequado, o entulho é deixado, muitas vezes, em locais inapropriados, como leito de rio.

Outra novidade, segundo Rosa, está no assentamento dos tijolos, feito com uma massa 100% ecológica – de resíduos minerais e que dispensa a utilização de areia e cimento. O material também é fabricado pelo grupo. O imóvel, aberto à visitação, está exposto no parque industrial da empresa, às margens da BR-116, na cidade de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre.


A primeira casa do país construída com o ecotijo de entulho

Construída pelo Grupo Baram no estacionamento do parque industrial às margens da BR-116, no município de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a casa está exposta desde o início deste mês. Inovador projeto construtivo utiliza kit composto por máquina para reciclagem de entulhos e máquina para fabricação de tijolos, além de massa para assentamento de tijolos 100% ecológica.

A primeira casa do país feita com entulhos de obras está exposta no Rio Grande do Sul, às margens da BR-116, no parque industrial do Grupo Baram, situado no município de Sapucaia do Sul, região metropolitana de Porto Alegre.

A tecnologia consiste em utilizar 28,15 toneladas de entulhos de demolição de obras para a construção de um imóvel com 52m², com dois dormitórios, cozinha, sala e banheiro. O imóvel tem área superior ao construído pelo projeto do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”, que varia entre 42m² e 45m², e representa uma economia de 40% no preço final, custando cerca de R$ 45 mil.

A iniciativa faz parte de um projeto do Grupo Baram, através da pioneira empresa Verbam Máquinas, que oferece kit composto por duas máquinas: uma para reciclagem de entulhos e sobras de concreto e outra para a fabricação de tijolos e blocos. Com essa nova tecnologia, o Grupo, que já é líder nacional na fabricação de andaimes, inova mais uma vez ao apontar uma solução ecologicamente correta para as milhares de toneladas de entulhos que são produzidas todos os dias no país.

Com 23,05 toneladas de entulhos de demolição de obras é possível fabricar 8.640 tijolos, necessários para a construção da casa. Este tijolo produzido pelo Grupo Baram é duplamente ecológico porque não usa combustão em seu processo de fabricação e é feito exclusivamente de resíduos da construção e demolição (RCD). Dentre os benefícios que esse inovador projeto construtivo pode trazer para o meio ambiente está a diminuição de CO2 na atmosfera. Só para se ter uma ideia, se essa mesma casa fosse construída pelo método tradicional, hoje adotado pela indústria da construção civil, seriam usados, conforme dados do Ministério de Minas e Energia, 3.996kg de CO2 somente para a produção de tijolos vermelhos. Isso significa que seriam necessárias 21 árvores para consumir toda essa carga de CO2.

Além de ecologicamente correto, o tijolo feito exclusivamente com agregados, nome que se dá aos restos de obras depois que estes passam pela máquina de reciclagem de entulhos e sobras de concreto, é três vezes mais resistente do que o tijolo tradicional, apresentando 7,5 MPA, unidade usada para medir o grau de resistência.

Outra vantagem do projeto do Grupo Baram é o aproveitamento de entulhos de obras em todas as etapas da construção. Para fazer o radier, contrapiso, com 8m (largura) X 6,5m de comprimento, por exemplo, são necessárias 5,10 toneladas de agregados. Outro destaque dessa inovação construtiva é a massa para assentamento dos tijolos que está sendo usada, que é 100% ecológica, feita com resíduos minerais e que dispensa a utilização de areia e cimento, também produzida pela VerbamFix, uma das marcas do Grupo.

Atualmente, em capitais como São Paulo e Porto Alegre, são jogados no lixo diariamente 1,8 mil e 242 toneladas a cada hora de entulhos de obras respectivamente. Os dados foram apurados pelo Departamento de Saneamento e Meio Ambiente da Faculdade de Engenharia de São Paulo.
Com esses volumes, seria possível construir 334 casas por dia em São Paulo e 85 residências por dia em Porto Alegre.



Empresas públicas e privadas faturam com a reciclagem de entulho

Usinas de reciclagem, em Belo Horizonte, reciclaram 112 mil toneladas de material em um ano. Empresas que utilizam a matéria-prima podem ter redução de custos.

Toda obra gera entulho. É o dono da obra quem deve assegurar a destinação correta disso tudo, normalmente os aterros. Quando isso não acontece, cerâmica, gesso, cimento, concreto, vergalhão, madeira e outros materiais aparecem abandonados em terrenos baldios, encostas de morro ou nos leitos dos rios e lagos.

No Brasil, são recolhidas oficialmente 33 milhões de toneladas de entulho por ano. Material suficiente para construir quase 500 mil casas populares de 50 metros quadrados cada.

Mas quem estuda o setor de construção civil admite que a quantidade gerada é muito maior que essa. Há quem não veja no entulho problema, e sim uma solução. Em Belo Horizonte, por exemplo, o que é coletado nas ruas é levado para usinas de reciclagem.

Tudo o que chega é despejado e espalhado no pátio. A água ajuda a baixar a poeira. Aí começa a coleta das impurezas.

Tudo que não pode entrar na reciclagem do entulho, é impureza, e a cada dia são separadas 10 toneladas de impurezas, que vai para o aterro. O britador tritura todos os materiais em cinco diferentes tamanhos de grãos.

Uma usina de reciclagem de entulho é uma linha de montagem de diferentes material de construção como, por exemplo, brita, é muito comum para quem está fazendo obra, precisa de pedrinha. Ela vai substituir a brita natural na elaboração de blocos, pavimentação, meio fio, então substitui o material natural. Esse material, que antes seria lixo, passa a ser insumo para as nossas obras.

“Se eu fosse buscar no mercado para todas as obras municipais seria uma despesa importante, não só o material, a brita e a areia, como o material que a gente usa base e sub-base de pavimentação, cobertura de valas”, fala o diretor de Planejamento da Sup. Limpeza Urbana/BH, Lucas Garilho.

A primeira usina foi inaugurada há 17 anos. Hoje são três em atividade, transformando 460 toneladas de detritos, por dia, em matéria-prima para a construção civil. Apenas no ano passado, Belo Horizonte reciclou mais de 112 mil toneladas de entulho.
Com esse material seria possível construir:
- 1.651 casas populares com 50 metros quadrados;
- 34 quilômetros de ruas com dez metros de largura;
- 67 escolas com mais de mil metros quadrados.

Se fosse comprar esses materiais no mercado, Belo Horizonte, teria de gastar aproximadamente R$ 7 milhões por ano.
“Um bloco no mercado, ele está em torno de R$ 1, R$ 1,20. Para nós sai com uma redução em torno de 40% um valor menor do que esse. A gente tem uma economia de 40% em cada bloco”, conta Garilho.

Não é difícil encontrar na capital mineira construções feitas a partir do entulho reciclado. É o caso de um galpão de pneus velhos.

O piso foi feito de entulho, paredes feitas de entulho. À primeira vista não dá para identificar a origem. A pergunta que interessa é: dá para confiar, é seguro? “Para esse tipo de construção, um piso mais grosseiro, um bloco de vedação, o entulho reciclado ele pode ser tranquilamente utilizado”, afirma Garilho.

O setor privado também passou a se interessar pelo entulho. Nossa equipe visitou, em São Paulo, uma empresa que instalou cinco unidades de reciclagem pelo país. Duas delas, na capital paulista.

Criada há três anos, a empresa já transformou em matéria-prima para a construção civil 200 mil toneladas de entulho. “É uma solução econômica para as empresas que utilizam por ser até 30% mais barato que o produto natural”, fala o sócio da Estação Resgate, Gilberto Meirelles.

Para o empresário, o potencial de crescimento desse mercado é proporcional a quantidade de entulho que ainda é abandonada no lugar errado. “Hoje em dia a gente estima que praticamente metade do entulho gerado não vão para aterros licenciados. Só aí a gente está observando que tem uma grande oportunidade de matéria-prima para ser reciclada”, completa Meirelles.

Num canteiro de obras em São Paulo, até mesmo as impurezas recebem a destinação correta. São separadas na origem para facilitar a reciclagem. “Do todo da obra, em linhas gerais, esse entulho representa 50%. O resto seria metal, madeira, plástico, papel, gesso, já destinados para reciclagem”, diz o gerente de Desenvolvimento Tecnológico-Cyrella, Alexandre Amado Britez.

A construtora treina e conscientiza os funcionários a gerar o mínimo e reaproveitar o máximo do material. Isso reduziu em 35% a quantidade de entulho gerada em cada obra e o que é produzido vai para uma empresa contratada pela construtora para reciclagem.

Esses são exemplos de que, aos poucos, o Brasil vai descobrindo a riqueza do entulho. Menos mineração. Menos custos, mais inteligência na hora de construir o novo, reaproveitando o que nunca mereceu ser chamado de velho.
 



Mais fornecedores:
Tijoleco
Construvan
Enrico Rio
Tijolos Gareta
Lapin Tijolos
Recibloco
Usina Ecox
L&F Tijolos Ecológicos
Ekobuild
Ecomáquinas
Ecolaria
TijoloecologicoBH
Monteirotijolos
Tijolosecologicos
ecofortetijolos@gmail.com


Blog específico sobre o assunto: Tijolo Ecológico


Para reciclar seu entulho e contactar fornecedores: Estação Resgate


Vídeo no Jornal Nacional mostrando o processo "mão na massa":






Questões sociais acerca das olarias de tijolo, telhas e cerâmica convencional:
Acidente de trabalho com crianças em olarias
Estudo sobre segurança em olarias de tijolo vermelho
Mutilações e escalpelamentos nas olarias irregulares
Crianças mutiladas e escalpeladas nas olarias do NO



Mais informação: A casa sustentável é mais barata

12 comentários:

Baú da Chica disse...

já votei!! bjus

Rodrigo Passos disse...

Parabens pelo seu blog,e pelos seus ideais!

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Obrigada a ambos!

Fabiana Farias disse...

Parabéns pelo seu blog! O meu chega lá! Já votei!
Abraço

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Fabiana, seu blog sobre ecotijolos já é um show. Morro de orgulho quando leio uma moça tão bonita falando que o importante é a primeira fiação de tijolos para que o resto da construção não saia torta. É isso aí.
Bjs

Fabiana Farias disse...

=) Obrigada!!

Luce disse...

Oi Carol, aqui em Piracicaba tem muitas fundições e a areia que sobra do processo de fundição é um grande problema ecológico. Existe uma experiência de reaproveitar esta areia para fazer blocos. Muito legal. Veja em http://www.recibloco.com.br/processo.html

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Valeu pela dica, Luce.
Vou atrás com mais calma nesse fim de semana.
Bjs

Wagner disse...

Olá, peço licença para divulgar meu blog que conta em detalhes a realidade de uma obra usando tijolo solo-cimento, vulgo tijolo ecológico.

Lá exemplifico e demonstro todos os passos, todas as implicações, os resultados e a prática desse tipo de construção.

Quem tiver interesse em ver mais detalhes, visite solocimento.blogspot.com.

Obrigado pelo espaço.

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Wagner, fui lá e adorei, mas não vi opção de me tornar seguidora ou assinar informativo. Muito bom o trabalho, parabéns.

Wagner disse...

Carol, boa observação, não sei como isso funciona, vou lá dar uma olhada já.

Obrigado pela atenção!

Bruno Rodrigues disse...

Sensacional!!!
Parabéns pelo Blog Carol. Serei mais um apreciador de suas informações.