sábado, 30 de julho de 2011
O lado B da energia eólica em larga escala
A energia nuclear é considerada limpa, hidrelétricas também, a julgar pela emissão de CO2.
Agora, estão sendo levantadas questões acerca do impacto ambiental das fazendas de vento, essas questões remetem a uma única pergunta: "Existe alguma forma realmente limpa de energia?"
Na verdade, não existe desenvolvimento sustentável, 100% de sustentabilidade é um mito, já que todo desenvolvimento impacta e interfere no meio ambiente, ainda que minimamente.
Estive na Ecovila de Goura Vrindrávana há alguns anos e vi uma hidrelétrica de pequeno porte que não derrubou nenhuma árvore para ser construída e, dentro de suas limitações, iluminava um vale inteiro e ainda fornececia energia para a fábrica de banana passa orgânica, a subsistência da comunidade. Entretanto aquelas pessoas não viviam com milhares de eletrodomésticos nem tinham letreiros acesos 24hrs por dia.
A hidrelétrica pequena atende porque se consome pouca energia, alías se consome pouco de tudo, mas vive-se melhor.
Hoje, vemos as obras de grande porte do PAC, como Belo Monte, Urucu, Mutu, Jirau e Moju serem consideradas crimes ambientais em todos os aspectos, mas principalmente humanos. Para se informar melhor sobre o assunto, leia a postagem O PAC não se paga.
As obras de grande porte são uma tradição nacional e o orgulho da engenharia brasileira, mas será que a solução para a sustentabilidade não passa exatamente pelo polo oposto, obras menores com aplicações em micro escala?
Além de demandar menos matéria-prima, empregar a mão de obra local, ser gerida pela própria comunidade, a engenharia de pequeno porte permite que o entorno seja menos afetado e os custos dessa obras possam ser inteiramente dimensionados e controlados ao longo da construção, que vai durar pouco.
Lembremos sempre que muitos agrônomos e biólogos respeitados já foram completamente a favor do reflorestamento de eucalipto em larga escala.
Em tempo, sempre houve reaproveitamento de energia eólica, os moinhos de vento são a maior evidência disso, o problema até então tem sido a larga escala.
Leia melhor abaixo sobre os já registrados impactos ambientais da energia eólica em larga escala:
Como as áreas favoráveis para a energia eólica terrestre são escassas, afinal é necessário uma quantidade e intensidade de ventos muito específica, que não existe em todas as partes do planeta, uma alternativa é instalar a planta eólica no mar, exposta a ventos mais constantes. Entretanto, essas usinas marinhas são mais caras que as de terra, em média 60%, porque precisam ser resistentes a ondas altas, tempestades e gelo. O som produzido por elas também é capaz de afastar pássaros, peixes e animais marinhos.
Fonte: Globo Rural
Em Portugal tem sido detectada mortalidade (de morcegos) em muitos dos parques eólicos, sobretudo no final do Verão e início do Outono. "Há evidências de que as populações de morcegos estão em declínio, sendo que a sua área de distribuição está também a diminuir", afirma Francisco Amorim, ambientalista e académico que está a analisar o efeito dos aerogeradores na população destes mamíferos.
A energia eólica apresenta um "lado menos bom que merece ser olhada com precaução". Desde 2006 a desenvolver tese de mestrado sobre o impacto ambiental das eólicas nos morcegos nas serras da Arada e de S. Macário (distritos de Aveiro e Viseu), Francisco Amorim afirma que " tem sido detectada mortalidade em muitos dos parques eólicos monitorizados, com um pico no final do Verão e início do Outono".
As causas ainda são desconhecidas, mas o ambientalista aponta algumas hipóteses: "Os sons produzidos por turbinas podem atrair ou desorientar os morcegos" e a dificuldade destes mamíferos em "detectar pás em movimento". Embora a lei exija avaliação de impacto ambiental, as suas conclusões só são obrigatórias quando está em causa "a instalação de aerogeradores em áreas protegidas ou de mais de dez torres", esclarece.
Fonte Diário de Notícias
Como exemplo de impacto por ruído, tem-se uma fazenda eólica na Carolina do Norte, onde as máquinas das turbinas emitiam vibrações que adoeciam pessoas, balançavam janelas, e fizeram com que as vacas parassem de dar leite (Ottinger, 1991).
Outro aspecto da geração de energia eólica é o seu impacto sobre a fauna, visto a colisão de pássaros com as estruturas.
Entretanto, estudos comprovam que a mortalidade de pássaros em função de turbinas eólicas é pequena e isolada, como na Espanha, onde de as turbinas foram instaladas numa rota de migração de pássaros. Entretanto distúrbios na proliferação e descanso de pássaros podem ser um problema em regiões costeiras (EUREC Agency, 2002).
Fonte: Espaço Sustentável
A imagem acima foi retirada do site da Aneel
Abaixo, veja as fotos da pá eólica que desabou em Água Doce, SC e questione se vale a pena construir alguma edificação num raio de 1km.
Mais informação:
Antropoceno: a era geológica em que o homem desregulou a Terra
A viabilidade da energia eólica no Brasil
O lado B do aquecimento global
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
O mito das emissões de carbono neutralizadas
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3 comentários:
Carolina, não acredite cegamente em tudo que está ai postado pela Internet. Certamente morcegos (e passaros) se chocam com turbinas eólicas (como tambem se chocam com carros e prédios) mas quem procura proteger estes animais deve olhar para fontes de mortandade muito mais significantes, como por exemplo o uso de pesticidas.
O caso de ruido causando transtornos psicologicos nunca foi comprovado, e é, de fato, absurdo. Aconselho à todos visitarem as novas usinas eólicas sendo erguidas no Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Ceará e norte fluminense para se ter uma ideia de quanto as turbinas eólicas são realmente bastante silenciosas (e, visualmente, majestosas).
Oi, eu não acredito cegamente em tudo que sai na internet, mesmo. E sim, acho que rola muita "teoria da conspiração apocalíptica". Mas gostei dessa posição, já trabalhei em projeto de Telecom em campo e vi pessoalmente como as outrora inofensivas antenas de celular emitem radiações ainda que os amperímetros marcassem negativamente, com o microndas rolou o mesmo papo. A gente vive uma época complicada, todo mundo tem que ser ouvido e os caras que escreveram isso são sérios. As vezes, posto aqui coisas que não concordo, como a postagem sobre "o lado B do aquecimento global", mas acho mais importante abrir o espaço para o debate do que estar simplesmente certa. Pode se identificar, discordar é bem vindo, o povo é que as vezes confunde com esculacho.
Abs
muuuito bom... muitos artigos cientificos confirmam o que você escreveu! tenho certeza que não ficou apenas reproduzindo argumentos vistos na internet!! parabens!
http://edfine.tumblr.com/
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