segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Acordei 1hr. mais cedo e fui à Pedra Bonita



O bom de morar numa cidade conhecida como o encontro do mar com a montanha é que qualquer virada de pescoço te proporciona uma vista espetacular.
A única menção que há nesse blog sobre a Floresta da Tijuca está justamente na postagem sobre a Reserva Florestal do Mosteiro Zen de Morro da Vargem, em Ibiraçu (ES). Uma pena, hoje então tento corrigir esse lapso.



A Floresta da Tijuca é a maior floresta urbana do mundo e foi inteiramente reflorestada por 1 nobre-militar e meia dúzia de escravos, conforme reza a lenda. Mas acredita-se que ao longo da história, o número exato de escravos tenha perdido alguns zeros, o que é compreensível e aumentou muito a mítica do lugar.
Inicialmente uma zona nativa de Mata Atlântica, a área foi transformada em cafezal no ciclo do café, para posteriormente ser reflorestada com espécies nativas e exóticas, o que gerou outras questões, como a introdução de espécies não nativas, como jaqueiras e bananeiras, que hoje ameaçam tomar conta da área total e estão demandando manejo controlado.

Mas enfim, o hoje Parque Nacional da Floresta da Tijuca, que abrange não apenas a área da Floresta, mas bairros ao redor, é uma zona de preservação ambiental onde registram-se sempre as menores temperaturas da cidade. É clima de montanha com marcas abaixo de zero, de Serras Gaúchas para alguns, a meia hr das praias escaldantes. Há inclusive pequenas comunidades rurais no entorno e algumas vilas que mais parecem quilombos perdidos no tempo, com sua população reservada locomovendo-se por charretes.



No sábado, acordei 1hr. mais cedo e fui fazer a trilha da Pedra Bonita, uma das milhares de opções por lá.
Já havia subido a Pedra da Gávea, pela trilha da Carrasqueira em São Conrado, e foi muito puxado. Como me garantiram que a subida da Pedra Bonita era mais tranquila, resolvi encarar o desafio. Valeu a pena, até crianças podem fazer essa subida, que é leve e muito rápida.
Por incrível que pareça o mais pesado é a ladeira de paralelepípedo que leva à entrada da trilha, controlada por guarda florestal devidamente munido de planilha, justamente para que ninguém se perca. Como a maioria dos frequentadores é configurada por praticantes de vôo livre, que estão sempre de carro em função do equipamento, os montanhistas apanham um pouco, mas nada que desanime os não sedentários.
Indo a pé e marcando ponto de encontro em frente à entrada da Floresta, na Praça Afonso Vizeu, prepare-se para outra caminhada de 1hr. até a tal ladeira, que leva à entrada da trilha. Por sorte uma alma caridosa, Adriana Beatriz, viu o grupo onde esta blogueira modesta e balzaquiana estava e nos ofereceu uma carona providencial.

O dia estava frio e encoberto e as imagens mais parecem do Pico da Neblina, o que só me deixa com mais  vontade ainda de voltar em dia de sol.




O passeio todo, caminhada até a ladeira, subida da ladeira de paralelepípedo, a trilha, descanso no topo e respectiva descida, leva no máximo 4hrs. e a trilha em si pode ser feita por crianças. Indo de carro, que poupa a caminhada e a ladeira, estacione na rampa de vôo livre. Celulares de algumas operadoras oferecem sinal durante todo o trajeto.

Outro ponto bacana do passeio, encontrar na estação de metrô do Estácio a turma dos Ciclo Fônicos, músicos-ciclistas que tocam sobre rodas totalmente customizados em suas bicicletinhas retrô pintadas de verde água, devem ter feito da estação (uma das mais centrais da cidade) seu ponto de encontro. O músico mais interessante na minha opinião é um senhor que tem um prato de bateria no capacete!






Para saber mais sobre a Floresta da Tijuca, visite a página do Parque no Wikipedia.
Para quem estiver a fim de ir e se sente mais seguro na presença de um guia, entre em contato com os amigos da Vias e Aventuras - Marcos, simpatia total, garante o passeio sem sobressaltos.




Para lembrar sempre e em qualquer lugar: deixe apenas pegadas, leve apenas lembranças e só tire fotografias. Fazer fogo (mesmo de cigarros), deixar lixo e alimentar ou "adotar" animais silvestres nem pensar, nunca, jamais e em hipótese alguma - especialmente aos que gostam de picnics, onde os fumantes ocasionais sempre aparecem e as guimbas podem misturar-se à papel de embalagem e folhas secas, resultando em incêndios florestais.





Mais informação:
O reflorestamento no Pão de Açúcar
Os 10 pecados do turista sustentável
O mito do reflorestamento de eucalipto
Comprando orgânico, justo e local na Tijuca
O mito das emissões de carbono neutralizadas
Como funciona um programa de compensação ambiental
Os 140 acres reflorestados do Mosteiro Zen de Morro da Vargem em Ibiraçu, ES

7 comentários:

flor da pele disse...

Realmente é um passeio maravilhoso!
Adorei as fotos, estão deslumbrantes!
Beijos.

Marilia disse...

Lindo lugar e fotos! Hoje mesmo ouvi na rádio algo sobre a floresta! Que passeio maravilhoso!
Beijo,
Marília

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Olá meninas,
as pessoas vão a shopping e torram $$$ à toa, tem muita coisa bem melhor de graça.

Querendo companhia, estou pretendendo voltar em breve :-)

Marcos Vichi disse...

Olá Carolina,

Muito legal o seu blog, já estou seguindo-o e também votei nele para o Top Blog.

Obrigado por mencionar a Coélet no seu artigo!

Um grande abraço,

Marcos Vichi

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Marcos, obrigada!

Assim que sobrar um tempinho, vou nos seus tb.

Um abraço,
Carol

Anônimo disse...

Oi, Carol!

Que caminhada legal! Adoro, preciso organizar uma galera e retomar esse hábito bom, saudável e barato.
Abs.
Ana Maria

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Bom, bonito e barato!