sábado, 22 de outubro de 2011

Odeio Rodeio: fonte de muito sofrimento e prejuízo aos cofres públicos



Por Rita Lee, 2002

Não sou uma ET, mas fico indignada sempre que os terráqueos desrespeitam os outros três reinos do planeta: o mineral, o vegetal e o animal. A tal da imagem e semelhança de Deus conferida à raça humana é uma piada.

Hoje vou falar sobre rodeios. Rodeio é um vergonhoso lixo cultural norte americano onde os animais são submetidos às mais cruéis torturas. Não me refiro aqui a cavalos e bois de raça. Falo dos pobres pangarés vira-latas. E não me venham os defensores dessa indústria, tão milionária quanto imbecil, afirmar que pulam daquela maneira porque são bravos e selvagens. Aqueles pobres animais pulam de dor! Nosso romântico Jeca Tatu hoje se chama John Wayne, um peão cowboy, um atleta profissional da crueldade. O povo brasileiro é festeiro por natureza e os rodeios seriam abençoados não fossem as barbaridades já fartamente comprovadas, mas todas feitas às escondidas do público.

Uma arena como esta poderia apresentar atrações esportivas de verdade, vários grandes atletas do Brasil estão sem patrocínio ou incentivo algum. A festa não perderia seu brilho, não deixaria de gerar empregos e as crianças presentes aprenderiam algo mais dignificante. No entanto este espaço é preenchido por uma corja de sanguinários cujo “esporte” (!?!) é laçar bezerrinhos indefesos, instalar sedém nos machos, enfiar cacos de vidro e cigarros acesos nas fêmeas, e outras práticas nazistas... para que ao abrirem os portões da liberdade esses animais escravos ainda se submetam a mais humilhações diante de um coliseu ignorante. Abaixo a ditadura do sofrimento animal! Abaixo a tortura! Eu odeio rodeio!














Rodeios somam R$ 6,8 milhões no rombo do Turismo
Por Congresso em Foco, outubro de 2011

Tradição no interior do Brasil, os rodeios, acompanhados das festas agropecuárias, reúnem multidões todos os anos. Mas eles também formam um ralo por onde escoaram R$ 6,8 milhões de recursos públicos vindos do Ministério do Turismo. Do total de R$ 80 milhões devidos aos cofres públicos, é esse o montante referente aos rodeios e similares. Quarenta e cinco convênios para eventos desse tipo, firmados entre 2003 e 2009, estão na lista de inadimplentes, cujas verbas repassadas o ministério busca recuperar. Esses recursos foram repassados a prefeituras, órgãos estaduais e, neste caso, principalmente a sindicatos e associações que não conseguiram comprovar o serviço conveniado ou prestar contas como deveriam. Em razão da gravidade das irregularidades constatadas, a pasta quer receber de volta o dinheiro repassado.

A Federação Matogrossense de Rodeio lidera a lista dos devedores, responsável por 26,3% do total devido. O convênio, firmado em julho de 2006, para a realização do 2º Circuito Matogrossense de Rodeio, tradicional na região, destinou R$ 1,5 milhão para o evento. Cinco anos depois, a federação ainda não deu respostas convincentes das irregularidades encontradas na execução financeira do contrato. Em seu site oficial, a Federação afirma que o circuito conta com o apoio do Ministério do Turismo e de grandes empresas, e que é considerado um “exemplo” na organização de rodeios.

Desde que o Circuito de Rodeios foi criado, a Federação recorreu quatro vezes ao Ministério do Turismo. O primeiro convênio firmado com a pasta, em 2005, no valor de R$ 1,2 milhão já está concluído, ou seja, todas as prestações de contas foram feitas no prazo correto. No entanto, outros dois convênios ainda permanecem em período de prestação de contas. No total, a Federação já recebeu do Ministério do Turismo R$ 4,4 milhões. Caso, porém, a entidade não regularize a sua situação, ficará impedida de receber novos recursos. O Congresso em Foco tentou contato com a federação, mas até a publicação desta reportagem, não houve retorno.

Barretos
O maior rodeio do país também está em débito com o governo. A 53ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos recebeu do Ministério do Turismo R$ 1,02 milhão em agosto de 2008, por meio do Clube Os Independentes, organizador do evento. De acordo com o Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira), há irregularidades na execução física e financeira, ou seja, o grupo não conseguiu esclarecer se o dinheiro enviado pelo ministério foi de fato utilizado para os fins destinados.

Desde 2006, o Clube Os Independentes realizou 13 convênios com o Ministério do Turismo, dos quais, cinco foram excluídos, dois foram concluídos, cinco ainda aguardam explicações e o convênio firmado em 2008 está inadimplente. Neste período, foram conveniados R$ 6,8 milhões no total.

Procurada no final da semana passada, a assessoria de imprensa do clube não respondeu às solicitações de informação feitas pelo Congresso em Foco.

Agropecuárias
No rol das festas agropecuárias, os sindicatos se destacam na lista dos inadimplentes. Do total de 26 convênios ligados ao tema, 18 são de sindicatos rurais que devem juntos R$ 1,2 milhão aos cofres públicos. Em geral, o motivo da inadimplência é a falta de apresentação dos documentos requeridos que comprovem a realização dos eventos.

Quem lidera a lista é a prefeitura municipal de Mineiros, em Goiás, que em 2008 estabeleceu um convênio para a realização da XXIX Exposição Agropecuária do município, totalizando R$ 300 mil. A prefeitura também está inadimplente junto ao Ministério das Cidades, devido a um convênio firmado, em 2003, que destinava R$ 500 mil para programas sociais.

Irregularidades frequentes
Ao todo, nove motivos levaram as instituições a serem incluídas na “lista de devedores” do ministério. Entre as causas mais comuns, estão a falta de prestações de contas ou de comprovação de que o evento foi realizado e o descumprimento da Lei de Licitações. Os convênios foram fechados nas gestões dos ministros Walfrido dos Mares Guia (PTB), Marta Suplicy (PT) e Luiz Barretto, também indicado pelo PT.

Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em Foco a partir do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e do Portal da Transparência, da Controladoria Geral da União (CGU). O elevado número de irregularidades nos convênios firmados pelo governo federal com entidades não governamentais fez a presidenta Dilma Rousseff assinar na semana passada um decreto restringindo a celebração desse tipo de acordo.

O menor valor, de cerca de R$ 30 mil, foi pleiteado para o 1º Encontro de Intérpretes das Agremiações Carnavalescas Capixaba, realizado em 2007. De acordo com o Portal da Transparência do governo federal, o Grêmio da Escola de Samba Independentes de São Torquato recebeu o valor referido, mas até agora não apresentou documentação que comprovasse a realização do evento.

Prestando contas
Para realizar uma festa, as ONGs e prefeituras assinam um convênio (espécie de contrato) com o Ministério do Turismo, estabelecendo direitos e deveres. Depois que as entidades e municípios recebem o dinheiro e fazem o evento, têm 30 dias para prestar contas. Ou seja, comprovar que realmente fizeram a festa conforme o combinado, incluindo os gastos previstos.

Se alguma parte do evento não foi realizada ou houve outro tipo de falha, o beneficiário recebe uma guia bancária para pagar à União a diferença devida. Se o pagamento não for feito, a ONG ou prefeitura vai parar no cadastro de inadimplentes.

Quinze dias depois, se não pagar o devido ou não comprovar que realmente realizou o evento conforme o combinado, o ministério abre uma tomada de contas especial (processo para recuperar dinheiro público) contra o município ou entidade. O processo é enviado à CGU e, de lá, ao TCU. É o tribunal quem julga a tomada de contas especial da ONG ou prefeitura.

As prestações de contas servem para, por exemplo, comprovar que os recursos foram usados corretamente e que não houve fraude ou desvio de dinheiro público. É um dos meios para se evitar e punir casos de corrupção. Constatado algum problema na prestação de contas, a regra determina a paralisação de novos repasses. No papel, as prefeituras, estados e ONGs que ficam inadimplentes não podem receber mais dinheiro da União. Mas nem sempre isso ocorre na prática.

A fiscalização do Ministério do Turismo é feita à distância. Só uma minoria dos casos é analisada presencialmente. No caso dos eventos, por exemplo, os técnicos verificam fotos do palco, das arquibancadas e os cartazes de divulgação, as notas fiscais e os papéis do processo de licitação. Até o primeiro semestre do ano passado, o ministério só tinha conseguido verificar “in loco” 15% dos eventos feitos com recursos que repassara. Com a contratação de novos servidores, esse índice passou para 35%, percentual que o governo considera “válido”.





Outras questões que passam ao largo da visão idílica que temos do mundo agropastoril, no filme Carne e Osso:
Um funcionário de um frigorífico de bovinos tem três vezes mais chances de sofrer um traumatismo de cabeça ou de abdômen do que o empregado de qualquer outro segmento econômico. Já o risco de uma pessoa de uma linha de desossa de frango desenvolver uma tendinite, por exemplo, é 743% superior ao de que qualquer outro trabalhador. E os problemas não são apenas físicos. O índice de depressão entre os funcionários de frigoríficos de aves é três vezes maior que o da média de toda a população economicamente ativa do Brasil.

Observação minha (Carol), que fui à premiére do documentário e ouvi pessoalmente o depoimento do médico do INSS, que orientou os jovens diretores do filme:
Quando acreditamos que a Reforma da Previdência deve ser feita sacrificando aposentadorias e pensões, não sabemos que as indústrias, que contam com isenção fiscal por serem cogeradoras de empregos, são na verdade as maiores responsáveis pelo rombo do INSS, já que contribuem financeiramente com uma parte muito menor do que seus efeitos colaterais: as aposentadorias por invalidez e lesões degenerativas que nós, os contribuintes e respectivamente futuros aposentados e pensionistas, temos que arcar.

Nós pagamos 2 vezes por esse flagelo social, no curto prazo, quando arcamos com o prejuízo direto e a longo prazo, quando temos nossos benefícios reduzidos para manter esse sistema destruidor e que se retroalimenta com nossos 5 meses anuais de salário pago em tributos.

Por que não fazer do rodeio uma grande festa agrícola-campestre com expositores de culturas vegetais, comidas típicas, roupas artesanais e sim, música regional, festas que varam a noite e até pegação, mas sem as provas de laço-tambor, esporas e afins? As pessoas iam curtir do mesmo jeito e ainda atrairia os defensores de direitos animais. Enfim, seria uma festa boa para todos, incluindo os touros e cavalos.

Atualização de 2014: Para frear queda de público, rodeios buscam diversificar festas





Imagens: Movimento Crueldade Nunca MaisOdeio Rodeio e Onca Defesa Animal 



Mais informação:
Terráqueos
Gaiolas vazias
Caça não é esporte
Zoológicos x Reservas
Circo legal não tem animal
Bike Pólo, para deixar os cavalos em paz
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14 comentários:

Kenia Bahr! disse...

Uhu!!! Isso aí, Carol! Fico impressionada com a paciência que você tem para fazer posts tão bem feitos e cheios de boa informação!

Beijo

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Kenia, eu é que agradeço o prestígio dos leitores, inteligentes e exigentes.

Esqueci de linkar e agora, corrijo, mas existe um filme que passou batido no circuitão, "Carne e Osso", que prova outro fato desconhecido:
Um funcionário de um frigorífico de bovinos tem três vezes mais chances de sofrer um traumatismo de cabeça ou de abdômen do que o empregado de qualquer outro segmento econômico. Já o risco de uma pessoa de uma linha de desossa de frango desenvolver uma tendinite, por exemplo, é 743% superior ao de que qualquer outro trabalhador. E os problemas não são apenas físicos. O índice de depressão entre os funcionários de frigoríficos de aves é três vezes maior que o da média de toda a população economicamente ativa do Brasil.
.
http://caroldaemon.blogspot.com/2011/03/carne-osso-retrata-trabalho-nos.html

Anônimo disse...

primeiro vcs vejam os bastidores de uma festa bem organizada, pois esses machucados são de festas ilegais.Procurem saber mais para depois saírem falando.

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Quando eu acho que já ouvi de tudo, me aparece uma dessas:
Tá certo, seus rodeios super organizados tratam bem os animais, como nas touradas...
Francamente, só amarrando um sujeito desses pelas bolas, como por sinal fazem com os touros, para a humanidade se tocar.

Anônimo disse...

vc ta e confundindo tourada com rodeio.tourada depois da ´´ diversão ``o touros são mortos e no rodeio não.

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Não, não estou confundindo. O imbecil do rodeio é justamente acreditar nisso, que a "sobrevida" do animal, muitas vezes tendo que ser sacrificado por ter tido as patas quebradas, é diferente da que um touro teria numa tourada.
A propósito, já viu as fotos-filmes dos animais chorando, esperneando, evacuando desesperados antes de entrar na arena? Eu já.

boiadero mesmo!!!!! disse...

boa tarde a todos! meus amigos eu tenho visto muito comentario negativo do famozo rodeio, então fui mais a fundo e pesquisei bastante e participei de alguns, existe rodeios clandestino que é simplesmente uma vergonha. bem cada um tem uma opinião e eu tambem tenho a minha. estes videos e fotos que vemos pela internet e por dvds onde existem touradas corridas de touros e muito mais felizmente não é aqui no brasil é claro que tem os clandestino como eu ja disse mas no prasil esta modalidade de rodeios proficionais como O CIRCUITO TOP TEAM CRISTAL, CIRCUITO DA PBR QUE PRA VCS QUE NÃO SABE O QUE É SIGNIFICA PROFICOINAL RODEIO EM TOUROS JA TRADUZIDO PARA O PORTUGUES.
BEM MEUS AMIGOS VOU DAR EXEMPLO DE UM TOURO QUE ACHO QUE MUITOS DE VCS JA OUVIRÃO FALAR QUE É O TOURO BANDIDO, ESTE TOURO ERA DO BOIADA DO Sr. PAULO EMILIO UM TROPEIRO, UM OTIMO PROFICIONAL. ESTE TOURO TINHA SÓ PARA ELE UMA CARRETA PARA ELE SER TRANSPORTADO EQUIPADA COM AR CONDICIONADO RAÇÃO BALANCIADA E UMA EQUIPE DE MEDICOS VETERINARIOS E ZOOTECNISTA 24 HRS COM ESTE TOURO E PARA OS DEMAIS TAMBEM (ESTOU FALANDO DESTE TOURO PORQUE ELE É BEM CONHECIDO MAS TODOS OS TOUROS DO Sr. PAULO EMILIO SÃO BEM TRATADOS) INFELISMENTE ESTE TOURO VEIO A MORRER POIS ELE TINHA UMA DOENÇA MUITO GRAVE O CANCER, HJ TEM UMA ESTATUA DELE DE TAMANHO REAL NO PARQUE DE EXPOCISÕES DE BARRETOS-SP ONDE VOU TODO ANO É CLARO RSRSRSRS.
BEM MEUS AMIGOS COMPRIENDO E AGRADEÇO A PREOCUPAÇÕES DE TODOS VCS COM OS ANIMAIS SÓ QUE VCS ESTÃO MUITO DESENFORMADOS E FALÃO O QUE ESCUTÃO. EU SEI QUE TEM RODEIOS QUE OS ANIMAIS SÃO MALTRATADOS MAS ESTES RODEIOS SÃO CLANDESTINOS ENTÃO NÃO VEM VCS BANALIZAR O RODEIO EM TODO.
UM DIA UM AMIGO MAL INFORMADO COMO VCS ME DISSE QUE OS CAVALOS SÓ PULÃO POR QUE TEM UMA CORDA PRESA EM SEUS TESTICULOS RSRSRSRSR INOCENTE ENTÃO COMO AS EGUAS PULÃO SEM TER TESTICULOS E SEM CORDA.... KKKKKKKKKKKKKKKKKK.
GNT DEIXA DE SER INFANTIL. VÃO VER COMO FONCIONA UM RODEIO DE VERDA E PARA DE QUERER C APARECER FALANDO MAL DE RODEIOS.


RODEIO ESPORTE DE BRAVOS.

AGORA PRA QUEM ACHA QUE EU STOU ERRADO EU TENHO TOUROS DE RODEIO VEM VER MEUS TOUROS E MONTAR NELE MESMO SEM CORDA NEM UMA OU MELHOR VEM FAZER UM CARINHO NELE RSRSRSRSRS VEM DAR UMA ALIZADINHA KKKKKKKK.

VCS MATA EU DE VERGONHA....

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Eu ia corrigir os inúmeros erros crassos de português, mas seria pedante e em grande parte revanchismo.
Vamos aos fatos, até pq eu não sou a única contra essa prática medieval, nem sequer a primeira, ou a mais "famosa", ou seja lá o que for para essa gente cismar com esse blog modesto a gratuito.

Seguem todas as notícias da ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais) sobre o tema RODEIO:
http://www.anda.jor.br/?s=rodeio

Seguem então todas as notícias da ANDA acerca justamente de Barretos:
http://www.anda.jor.br/?s=Barretos

Pelo menos em algo concordamos: tb estou morta de vergonha.

boiadero mesmo!!!!! disse...

TJ-SP diz que não há crueldade contra animais em rodeios

O uso de apetrechos nas festas de peão de boiadeiro, feitas em São Bernardo do Campo, está sendo discutido na Justiça. A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça rejeitou Recurso Especial ajuizado pelo Ministério Público Estadual e pela União Internacional Protetora dos Animais.

O MP e a entidade pediram a reforma do julgamento do Tribunal de Justiça de São Paulo, que afastou a hipótese de crueldade contra animais diante da “impossibilidade de aferir a reação causada no animal” quando os apetrechos são utilizados. Não conseguiram. As informações são do site Espaço Vital.

De acordo com o MP e a União Internacional, "o uso do sedém faz o animal ficar violento e dar pulos, rodopios e coices". O MP parte da premissa de que esses estímulos que provocam dor no animal, aliado às esporas, configuram um sofrimento cruel para os eqüinos e bovinos que participam dos eventos.

O sedém é uma corda ou faixa passada ao redor do animal na altura da virilha, que comprime os órgãos genitais. Antes de abrir a porteira, essa corda ou faixa é puxada com mais força para que o animal comece a pular.

Durante a tramitação da ação, foi feita prova pericial. O perito não foi conclusivo. Ele afirmou que “ao exame externo do touro, ao nível de fixação do sedém, não se constatou nenhuma lesão ou ferimento aparente”. O perito afirmou "não possuir elementos para caracterizar o tipo de estímulo que o sedém provoca no touro” (se desconforto ou dor). Segundo ele, "pela reação do animal, a constrição provocada pelo sedém, deve ser desagradável".

De acordo com o ministro Franciulli Netto, relator do STJ, "para constatar se a utilização de sedém e outros apetrechos causam desconforto ou dor nos bovinos e eqüinos durante os rodeios, necessário se faz revolver todo o conjunto fático-probatório encartado nos autos e revisar a conclusão a que chegou a instância ordinária, em ambos os graus de jurisdição, o que é inviável ante os termos da súmula nº 7".

Resp nº 363.949

boiadero mesmo!!!!! disse...

CARTA ABERTA- De prof. Tenorio

Ao redor do ano de l996 iniciou-se, a nível nacional, mormente no Estado de São Paulo, discussão sobre, eventuais, maus tratos aos animais utilizados nos rodeios. Tal discussão tinha como foco principal o sedem constituído, até então, de crina ou lã de carneiro. De um lado as entidades protetoras de animais incriminando tal utensílio como agente causador de dor e de outro os promotores de rodeios defendendo a posição de que provocaria somente cócegas estimulando o animal a corcovear em forma de "zigue-zague" dificultando assim o equilíbrio do peão no momento da montaria. Assim, em meados de l997, o clube Os Independentes, de Barretos, solicitou uma posição de um órgão oficial sobre tal questão, tendo se dirigido à Unesp, de Jaboticabal, através de sua Faculdade de Medicina Veterinária, já que para essa mesma faculdade fora enviado, concomitantemente, oficio da UIPA-União Internacional Protetora de Animais- solicitando esclarecimentos. Mesmo ausente fui nomeado, sob registro em Ata, pelo Conselho do Departamento de Patologia Veterinária-Unesp-Jaboticabal, coordenador, de tais estudos. A escolha do meu nome como coordenador se deveu, conforme consta, inclusive, em sentença judicial, descrita abaixo (processo 1050/98)-Comarca de Jaboticabal, à experiência com animais de grande porte, incluindo os utilizados em rodeios. Desde o início dos anos 90, me deslocava, oficialmente, com os alunos para a festa do peão de Barretos, com o objetivo de, como plantonista, estar presente para qualquer eventualidade assim como proceder avaliações para possíveis futuras sugestões no que tange ao bem estar animal. Daí surgiram, nos dias atuais, o desenvolvimento de uma espora de borracha e a obrigatoriedade, através de lei, do sedem ser confeccionado apenas de lã de carneiro já que os de crina provocam escoriações nos eqüinos. Estabeleceu-se assim o convênio, de forma oficial, entre o clube Os Independentes e a Unesp-Jaboticabal, através da Funep-Fundação de Amparo à Pesquisa em Agronomia, Medicina Veterinária e Zootecnia. Os resultados, de acordo com os tramites de praxe, foram submetidos à discussão da comunidade cientifica através de publicação em congresso mundial de proteção animal com minha participação, em mesa redonda, a convite de seus organizadores. Posteriormente, foi aceito e publicado na revista cientifica Educação Continuada-Continuous Education Journal- do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, cuja referência bibliográfica é: volume 3, Fascículo 2, 2000 e cujo exemplar poderá ser requisitado ao referido CRMV-SP. Embora entidades de proteção animal tenham insistido em desqualificar o trabalho, alegando ser o prof. Tenorio membro honorário do clube Os Independentes, foram estas as palavras do Poder Judiciário em resposta a ação judicial proposta pela UIPA ( processo 1050/98): " Segundo se apurou em prova oral o prof. Tenório, foi escolhido para coordenar o projeto em razão de sua competência na lida com animais de grande porte.........; O projeto foi elaborado por profissionais competentes cada qual em sua área de atuação........; Segundo a prova testemunhal foram os professores que orientaram as pesquisas..........;........ o projeto foi acompanhado e incentivado pelo diretor da universidade à época..........; A propósito da competência e honestidade a UNESP tece inúmeros elogios ao requerido. Finalizando diz o Magistrado: É oportuno fazer consignar que a elaboração do projeto foi de muita valia para fomentar o debate cientifico a respeito da matéria , o que é de utilidade inquestionável nos meios acadêmicos. À época do convênio entre Os Independentes e a UNESP de Jaboticabal o Clube de Cavaleiros de Americana e o Ministério Público, daquela cidade, solicitaram à USP sua posição sobre o sedem como utensílio causador, ou não, de dor nos animais. Observações realizadas pelo prof. Dr. Eduardo Harry Birgel Jr., daquela universidade, constam do Laudo Pericial.





Fonte: Site Os Independentes

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Muito bonito...
"O sedém é uma corda ou faixa passada ao redor do animal na altura da virilha, que comprime os órgãos genitais. Antes de abrir a porteira, essa corda ou faixa é puxada com mais força para que o animal comece a pular."

Cara, o que é isso???
Não disse que amarram o touro pelas bolas e ainda veio um sujeito me acusar de confundir tourada com rodeio...

Outras questões, já que vc pesquisou, mas e os animais que (como eu já disse acima e ninguém respondeu), quebram patas e pescoço?
Sacrifica numa boa, né... o sedém tá liberado mesmo (???)... Foi acidente de percurso, ou de trabalho e ele perdeu a "utilidade".

Mas se é trabalho, não deveria ser remunerado?

E afinal de contas, para que criar o animal solto, junto de seus progenitores se eles podem viver trancafiados a nossa disposição?
Nós somos o topo da cadeia alimentar, fazemos o que quiser, o resto que se lixe...

Então as orcas do Sea World que "processaram" o parque por trabalho escravo, não vão ver um centavo e nem ser readaptadas ao espaço de origem delas, o oceano, afinal como foram mantidas em confinamento por toda uma vida (mas eram "bem tratadas", tinham função social - como no rodeio) e nem saberiam como sobreviver em seu habitat natural (de onde foram retiradas a força).

Cara, é tudo errado. A premissa inicial já é um equívoco.
Rodeio, show de orca, cão com pedigree... é tudo uma invenção nossa com os que não tem nem como se defender. Achar que puxar os órgão genitais de qualquer ser vivo para que ele pule e nos entretenha já é o fim, achar que isso não impõe sofrimento é sadismo como discordar da Lei Maria da Penha.

O cruel niso tudo é a sua visão de que essa hierarquia nunca se inverte e a você pode fazer o que quiser, "Tá liberado puxar os testículos com força! Oba!". E é exatamente disso que todas as pessoas da postagem falam. O sedém "socialmente responsável", ou seja lá o que for, é só a bola da vez.

boiadero mesmo!!!!! disse...

SELO VERDE: Certificação RODEIO LEGAL.

A CNAR – Confederação Nacional de Rodeio, maior entidade do rodeio nacional, exerce sua competência na gestão corretiva desta atividade, a qual está ordenada e regulamentada atualmente pelas seguintes leis federais: Lei 10.519, de 17 de Julho de 2002 e Lei 10.220, de 11 de Abril de 2001.

Visando imprimir agilidade nas ações de orientação, fiscalização e controle da atividade a CNAR – Confederação Nacional de Rodeio, criou a Certificação do Selo Verde RODEIO LEGAL – "SEU RODEIO DENTRO DA LEI", um instrumento que possibilita a fiscalização coordenada e direta, através um procedimento e normativas que conduzem essa certificação.

O objetivo desta Certificação é promover retorno positivo aos Organizadores de Rodeios, Prefeituras e Patrocinadores, através obtenção do Selo Verde - RODEIO LEGAL, garantindo a aplicação da Lei na adequação da defesa sanitária animal - impedindo todo tipo de injúrias, como também a promoção de ações de responsabilidade sócio-ambientais junto ao evento.

Anônimo disse...

Este documentário mostra a forma errada de manejo de animais para abate, a maioria são clandestinos e sem preocupação com o bem estar animal. Quanto ao alimento, não sei bem pois cada um fala uma coisa. Eu parei de comer carne, por amor aos animais. Em relação a não fazer mal aos animais, eu diria que isso, infelizmente, parece impossível pela parte da ignorância humana, deveriamos acabar de usar medicamentos, vacinas, curas de doenças, produtos e tantas outras coisas. A culpa sobre o desmatamento não é apenas por causa do gado, se for assim, o aumento de vegetarianos, como plantações de soja por exemplo, o desmatamento continuaria da mesma forma. Sobre os gases soltados pelos animais é o que mais me espanta... Dúvido que toda ação humana ( uso do gás, energia, carro, combustiveis, consumo e além de outros impactos) seja menor que os gases "soltados" pelos bovinos. Não sou a favor do rodeio, isso para mim é uma idiotisse sem tamanho, uma futilidade. Sendo zootecnista, eu sei muito bem que existe coisas erradas dos dois lados carneXvegetarianismo , mas eu foco em deixar o animal ter uma boa vida até a hora de seu abate (eu não mexo com abate), sim parece cruel, mas a vida não é justa. Não suporto alguém virar para um boi e dizer "que delicia, churrasco!", quero um minímo de respeito com meu animal, ali ele é um boi livre, pastando... Pensei muito nisso, mas quando não existia a preocupação do bem estar animal para animais de abate, isso era bem pior para eles, querendo ou não, a maioria das pessoas não criam vacas para estimação. Meu foco não é fazer as pessoas pararem ou comerem carne, eu quero cuirdar do animal, decentemente e ter um abate mais "humanitário"... Podemos ter metade da população vegetariana/vegana, mas se a outra comer carne... Isso não vai mudar, sinto em dizer. Nem o mundo animal é justo, o leão come carne e até galinhas se ficarem sem comida viram canibais. Trabalho com gado de leite também, nenhuma vaca minha é maltratada, os bezerros ficam mais tempo com elas e o desmame é controlado, elas passam boa parte do tempo no pasto, elas escutam musica e tudo isso ajudou para que elas produzem mais leite e com isso elas ficam menos tempo na ordenha...
Queria dizer também que não basta parar de comer carne pra salvar o mundo, mas você separa seu lixo? diminuiu o seu consumo? sabe que produto está comprando?
Esse é um assunto muito complexo que não existe apenas um lado errado.

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Vejo que é novo por aqui, Então te respondo por partes:


Consumo consciente:
http://caroldaemon.blogspot.com.br/2012/11/de-um-destino-nobre-ao-seu-13-doe-uma.html
.
http://caroldaemon.blogspot.com.br/2010/12/natal-sustentavel.html


Reciclagem doméstica:
http://caroldaemon.blogspot.com.br/2011/06/o-mito-da-embalagem-sustentavel-manual.html
.
http://caroldaemon.blogspot.com.br/2009/04/reciclagem-em-apartamento.html
(a segunda postagem do blog)


Soja:
http://caroldaemon.blogspot.com.br/2010/12/soja-e-desnecessaria.html


Consumo de carne ponderado:
http://caroldaemon.blogspot.com.br/2011/07/caldos-tradicao-alimentar-para-muita.html
.
http://caroldaemon.blogspot.com.br/2010/07/carnes-organicas-o-que-e-como-comer.html


Histeria vegana x tradição alimentar
http://caroldaemon.blogspot.com.br/2010/06/slow-food-vegetarianos-desmatamento-e.html


Esse blog come a ração que vende, aliás é o nome de uma das muitas séries que vc encontrará por aqui:
http://caroldaemon.blogspot.com.br/2012/10/comendo-racao-que-vende-ou-mudanca-de.html


abs e seja bem vindo, vc deve ser o primeiro zootecnista que posta se identificando como tal.


ps: os bois e vacas não são seus, ok?
assim como as árvores que crescem no meu quintal tampouco são minhas, mas essa é uma discussão imensa que fica para outro dia ;-)