quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ocupe o mundo, tudo é uma Zona Autônoma Temporária



"A decadência dos sistemas políticos vai gerar uma proliferação de experiências comunitarias descentralizadas."

"Devemos esperar até que o mundo inteiro esteja livre do controle político para que pelo menos um de nós possa afirmar que sabe o que é ser livre?"

"Nenhum centímetro quadrado da Terra está livre da polícia ou dos impostos, em teoria."

"O mapa não pode ser exato .... O mapa está fechado, mas a ZAT (Zona Autônoma Temporária) está aberta."

"A família nuclear é a unidade base da sociedade de consenso .... Se a família nuclear é gerada pela escassez (e resulta em avareza), o bando é gerado pela abundância (e produz prodigalidade)."

"Os antigos conceitos de jubileu e bacanal se originaram a partir da intuição de que certos eventos existem fora do "tempo profano", a unidade de medida da História e do Estado. Essas ocasiões ocupavam literalmente espaços vazios no calendário - intervalos intercalados. Na Idade Média quase um terço do calendário era reservado para feriados e dias santos. Talvez os protestos contra a reforma do calendário tenham tido menos a ver com os "onze dias perdidos" do que com a sensação de que a ciência imperial estava conspirando para preencher esses espaços vazios dentro do calendário, onde a liberdade das pessoas havia se concentrado. Um golpe de Estado, um mapeamento do ano, a dominação do próprio tempo, transformando o cosmo orgânico num universo que funciona como um relógio. A morte do festival. .......
Os que participam de levantes invariavelmente notam seus aspectos festivos, mesmo em meio a luta armada, perigo e risco. O levante é como um bacanal que escapou (ou foi forçado a desaparecer) de seu intervalo intercalado e agora está livre para aparecer a qualquer lugar e a qualquer hora."


Fonte: ZAT (Zona Autônoma Temporária), de Hakim Bey - para baixar no 4shared ou no slideshare abaixo e ler na íntegra, são menos de 50 páginas.







Outros livros que abordam o mesmo assunto de formas um pouco diferentes:
Ponto de mutação
Bolo Bolo, a vida num mundo sem dinheiro


Na prática:
Levante sua voz
Criança, a alma do negócio
Beber água pura não deveria ser caro
Há 50 anos, o dia que durou 21 anos (e mais 50 filmes).
Greenwashing, a mentira verde da publicidade sustentável
Como funciona uma corporação e como o que você consome, implica nisso
A rede capitalista de 147 empresas que controla 60% das vendas no mundo


A foto é minha e foi tirada de um poste na frente do Teatro Municipal do Rio.

4 comentários:

Fábio disse...

Eu diria que ainda não existem zonas realmente autônomas hoje. Mas muitos anarquistas lutam pra que estes espaços surjam. A 'utopia' está cada vez mais próxima...

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Amém, Fabio :-)

Calma que estou com pressa! disse...

oi Carol-
vim te conhecer através de um link sobre pallets que recebi no meu mural do face , e não consegui ver só este, li vários posts - muito bem elaborados e com uma verdade que concordo plenamente - mas que infelizmente a grande maioria não está nem ai -
e o que encantou - adoro ler o perfil de quem sigo - o teu perfil - já te vi , te conheci um pouco - e adorei -
parabéns pelo blog e elo teu esforço
bj
lu

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Lucia,
vejo que está seguindo o blog, seja bem vinda!

Pois então, eu adoro bioconstrução, aqui vc vai achar muito material sobre como a vida "verde" pode ser melhor, mais prática e barata.
A sustentabilidade tem que ser para todos, senão não se sustenta ;-)

Peço aos que estiverem lendo que votem no blog nesse segundo turno, consegui ficar entre os 30 primeiros em todas as apurações.
Vamos dar um gás nessa reta final :-)

Basta clicar no link abaixo, digitar dados pessoais e depois, confirmar o voto:

http://www.topblog.com.br/2011/index.php?pg=busca&c_b=19130455


Grande abraço,
Carol