sábado, 26 de fevereiro de 2011

Jóias são insustentáveis: Serra Pelada e os Diamantes de sangue


A imagem abaixo da campanha "There´s nothing romantic about a toxic gold mine" é do Story of Stuff e ilustra bem o "antes e depois" de uma região de mineração.




Nas postagens sobre Natal e Dia dos Namorados sustentáveis, abordei como jóias não são presentes sustentáveis e mantenho a posição deixando mais links e informações:

Presentes mais caros como jóias são válidos e fazem parte da tradição de muitas famílias e casais. Eu não estimulo a compra de uma jóia nova, afinal todo processo mineratório é extremamente poluente e geralmente exploratório aos trabalhadores envolvidos. Mas ganhar uma jóia de família é muito sofisticado e demonstra que não existe a menor intenção de romper o vínculo. Se não for o caso de a família ter jóias, há inúmeros leilões de jóias antigas ou mesmo penhoradas, onde as peças são encontradas inclusive a preço mais baixo. Alguns homens podem sonhar com abotoaduras em ouro e acharem diferente participar de um leilão onde serão presenteados.

As joalherias tradicionais já desenvolvem embalagens ambientalmente corretas em materiais reciclados com design e premiadas. Ainda no Dia dos Namorados sustentável, ensino a confeccionar embalagens para presentes que não agridem o meio ambiente a partir de materiais reciclados, como o furoshiki, e mesmo uma caixa antiga de madeira, estilo porta jóias, serve para embalar a jóia de família.


A mineração devasta em todas as escalas, sendo para prospecção de petróleo e gás, ou pedras e metais preciosos. Serra Pelada é o maior exemplo nacional de interação homem x entorno equivocada, onde havia uma serra, hoje há um "lago" com 100m de profundidade. Até hoje, existem áreas irrecuperáveis pelo excesso de chumbo e mercúrio usados nos garimpos, além das centenas de vítimas de acidentes de trabalho à margem de estatísticas oficiais e devidas indenizações, alem de zonas de prostituição abandonadas e as muitas meninas que foram comercializadas e vendidas.





Ouro: a mineração de ouro também está ligada ao trabalho infantil forçado e utiliza produtos químicos tóxicos, incluindo mercúrio e cianeto, criando enormes quantidades de resíduos perigosos. O processo de mineração de ouro para fazer um anel deixa mais de 20 toneladas de lixo para trás! O ouro é extraído principalmente da África, Ásia e Américas, e mais da metade de todo o ouro extraído, vêm de terras indígenas. Cerca de 80 por cento de ouro extraído é usado em jóias, E o Dia dos Namorados é um horário nobre onde é dito para demonstrarmos o nosso amor, enquanto o custo real do ouro é mantido fora da vista e da mente.

Diamantes: Desde que o filme de Blood Diamonds foi lançado, houve uma consciência crescente sobre a relação entre os diamantes e os conflitos violentos e violações dos direitos humanos. Os "Diamantes de sangue" têm financiado brutais conflitos na Libéria, Serra Leoa, Angola, República Democrática do Congo e a Costa do Marfim, que resultaram na morte e no deslocamento de milhões de pessoas, os refugiados ambientais. O processo internacional criado para controlar e assegurar fontes de diamantes sem conflitos, até agora tem sido ineficaz


Sebastião Salgado, provavelmente o mais respeitado fotógrafo brasileiro vivo, fez um ensaio emblemático sobre Serra Pelada à época da mineração, que segue parcialmente abaixo:














Mais informação:

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Porto Alegre, a primeira cidade do país com projeto de transporte fluvial em larga escala

As hidrovias, assim como toda a navegação de cabotagem, propõe-se a ser a alternativa ideal de transporte em larga escala no nosso país. O Brasil é o único país do mundo que transporta ferro e aço em caçamba de caminhão. Nossos caminhoneiros, ou carreteiros, trabalham por empreitada, sem carteira assinada, aposentadoria ou plano de saúde. "Dobram" jornadas, a base de estimulante, em estradas esburacadas e veículos muitas vezes não vistoriados.

Uma malha ferroviária tendo os portos costeiros como ponto de partida, seria imensamente interessante para ligar nosso país do Oiapoque ao Chuí, não apenas do ponto da segurança, mas principalmente pela redução no uso de combustíveis fósseis. A navegação de cabotagem e a implantação de um sério programa de hidrovias, contribuiria igualmente para diminuir as distâncias de uma costa com 8.000km de extensão, além de minimizar a dependência do transporte rodoviário em todos os aspectos, incluindo o transporte urbano.

Segunda-feira passada, um professor universitário me informou de um dado alarmante e vergonhoso: de todos os internos no Instituto Psiquiátrico da UFRJ, o Pinel da Praia Vermelha, o primeiro lugar em ocupação profissional dos internos ficou para os motoristas de ônibus urbanos.

Leia melhor abaixo sobre o primeiro projeto piloto de navegação urbana e fluvial.


A melhor utilização do Guaíba pode colocar Porto Alegre em um novo patamar de transporte hidroviário. A alternativa fluvial poderia ligar bairros de Norte a Sul da cidade e ainda conectar a Capital as 30 ilhas e às cidades turísticas nas regiões Central e Norte do Rio Grande do Sul, através do Delta do Jacuí. Além de desafogar o transporte rodoviário, colocar barcos entre os municípios seria bem-vinda ao turismo. As constatações estão em um estudo da Secretaria Municipal de Planejamento que foi apresentado ontem na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.


Vereadores se reuniram com os representantes da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Departamento Estadual de Portos Rios e Canais (Deprec), Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a empresa Ouro e Prata, e secretarias do Planejamento, e do Meio Ambiente do Município para falar sobre viagem do Extremo Sul ao Centro da Capital. No entanto, o assunto foi mais amplo, trazendo outras hipóteses.

Para Alda Raquel Schwartz, arquiteta da Secretaria de Planejamento, a melhor utilização do modal hidroviário poderia estimular também o ecoturismo, alocando estruturas de embarques e desembarques na Orla do Gravataí e na Orla do Taquari. O projeto seria importante para preparar a cidade para a Copa do Mundo de 2014, inclusive com uma possível rota ligando a Arena do Grêmio ao Beira Rio.

“Porto Alegre tem uma condição geográfica rara, muito favorável ao transporte hidroviário, mas que ainda não é utilizada”, disse. O Banco Mundial já teria demonstrado interesse em apoiar a criação de hidrovias a partir de Porto Alegre, por ser uma obra sustentável.


A instituição poderia financiar os custos com dragagem (se necessárias), construção de embarques e desembarques, sinalização entre outras demandas para tirar do papel o projeto. Outra hipótese é que fossem formadas Parcerias Público-Privadas (PPP). O estudo não aponta todos os locais potenciais de atracagem e qual seria o custo das conexões, assim como preços de passagens.

No entanto, a cidade ainda está longe de se tornar um campo fértil ao trânsito de passageiros pelo Guaíba. Além da falta de planejamento urbano neste sentido e da estagnação do projeto de revitalização do Cais do Porto, não existe em Porto Alegre estrutura empresarial em prol do transporte hidroviário.

De acordo com Hugo Flack, presidente da Catsul, empresa do grupo Ouro e Prata que começará em março a operar rota aquática entre Porto Alegre e Guaíba, disse que não há fabricante de barcos em Porto Alegre, ou de estruturas para operação hidroviária, assim como inexiste engenheiros navais. Apontou a saída de estaleiros do Estado como ponto contra o avanço do transporte no Guaíba.

“Tivemos 50 anos de falta de incentivos para o transporte hidroviário em Porto Alegre, e hoje é muito difícil para os empreendedores criarem transportes a um preço competitivo”, completou. Por outro lado, avaliou que se começa a ser criado um ambiente favorável a este tipo de investimento.

Fonte: Portal Marítimo


Mais informação:
O projeto fluvial de Florianópolis e São Paulo
Cabotagem: para parar de transportar ferro e aço em caçamba de caminhão
O mito da autossuficiência em petróleo: No país do pré-sal, a gasolina mais cara do mundo

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Finca Bellavista: uma comunidade sustentável de casas em árvores

Há algum tempo, recebi por email de minha mãe fotos de casas construídas sobre árvores. Postei e muita gente gostou, até pela beleza e conforto das construções, muito melhores do que nossos apartamentos e engarrafamentos.

Por coincidência, o filho da madrinha de minha irmã, enviou outro email essa semana tratando de casas na árvore, um condomínio inteiro integrado com a natureza. Notei que poucas fotos eram comuns nos 2 casos, não todas, já que a maioria era aparentemente de países europeus e adaptada à climas frios.
Volto então a postar às que não saíram noutra vez e deixo o link do empreendimento, a quem estiver pensando em mudar para lá ou tentar algo parecido por aqui.

Finca Bellavista: uma comunidade sustentável de casas em árvores










Mais informação:

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Controle de pragas e pesticidas biodegradáveis para uso doméstico

Recebi o email abaixo e transcrevo na íntegra, o texto é bem humorado e vale a tentativa.
Não tenho problemas com mosquito em minha casa, mas deixo a dica, até para que seja testada.

"Esta receita de repelente de mosquitos conheço-a há vários anos e dá resultado. Experimentem porque está ao alcance de todos. Eu costumava usar principalmente nas mesas de cabeceira à noite e dura enquanto o limão estiver bom.
Cravos espetados em limão afastam os mosquitos
Um repelente eficiente e barato. Posso garantir que funciona mesmo. O limão, quem diria, tão apreciado nas caipirinhas, não tem o mesmo prestígio entre os mosquitos. Aliado ao cravo, ajuda-nos a combater o Aedes Aegypt.

Repelente de mosquitos
O cravo-da-índia, espalhado por superfícies, é muito utilizado para afastar formigas.
Contra mosquitos era novidade, até que experimentei e fiquei admirado com os resultados.
Faça como na foto. Enterre alguns cravos em meio limão. Faça isso com 3 ou 4 limões e espalhe pela casa.
Mais uma arma para afastar os mosquitos e se prevenir contra a dengue, malária e outras doenças transmitidas por mosquitos."

Mais informação sobre outras  formas de repelente nos links abaixo:
Plantar uma semente, regá-la, introduzir terra e acompanhar seu crescimento. Todas essas são práticas que os amantes de plantas adoram realizar - muitas vezes as encaram até como terapia. No entanto, certas plantas atraem insetos, que podem inibir o próprio crescimento dos vegetais ou trazer transtornos por causa de sua grande concentração e reprodução. Uma possível solução passa pelo uso de pesticidas e repelentes, se não fosse o fato de que eles são nocivos não só para as plantas, mas para a saúde humana, pois contêm substâncias tóxicas. A melhor opção, mais saudável e ecológica, é criar plantas que repelem insetos em seu jardim, principalmente em locais com grande incidência de insetos. Dê uma olhada:

Crisântemo - ajuda a manter baratas, percevejos, pulgas e carrapatos afastados;


Manjericão - o cheiro forte da planta afasta moscas e mosquitos;


Alecrim - também repele os mosquitos e pode ajudar a manter gatos afastados de locais em que a presença deles seja indesejável, como numa caixa de areia destinada para o lazer de crianças. Basta colocar algumas folhas de alecrim no local - os gatos não gostam do cheiro

Lavanda - além de ser uma planta que pode perfumar ambientes internos, devido ao seu cheiro adocicado, e decorá-los, por causa de sua beleza, a lavanda ajuda a espantar mosquitos;

Citronela - outro excelente repelente natural contra mosquitos, principalmente os borrachudos e os pernilongos. Caso seja combinada com outras duas plantas repelentes naturais, a erva do gato e a cascata gerânio, o efeito se torna mais potente ainda;
Hortelã - basta plantar várias em torno do seu jardim que as formigas não vão mais incomodar suas plantas. Aproveite para ver aqui outra forma de se livrar das formigas em casa sem usar pesticidas;

Proteja suas plantas com receitas caseiras

1. Livre-se de lesmas e caramujos
Eles aparecem à noite e fazem um estrago. Para combatê-los, espalhe na terra armadilhas: corte rodelas grossas de chuchu, ponha perto dos vasos à noite e retire uma hora depois... cheio de lesmas e caramujos! Outra forma de catar os danados é pôr o vaso em cima de um saco de estopa embebido em cerveja preta. Os bichos serão atraídos e ficará fácil retirá-los.

2. Cultive ervas que repelem insetos
Cultive manjericão, orégano, salsinha e estragão entre as plantas que você quer proteger. Essas ervas têm ação repelente.

3. Proteja a horta das pragas voadoras
No comércio de produtos agrícolas existem bandeirinhas azuis e amarelas com adesivo, próprias para capturar insetos voadores.

4. Mantenha as formigas bem longe
Primeiro, proteja as mãos com luvas descartáveis. Depois, misture 10 g de sabão de coco em pó, 5 cm de fumo de corda picado e 1 litro de água. Deixe a receita repousar durante um dia inteiro, coe para tirar os restos de fumo e pulverize a solução nas plantas para afastar formigas. Também trata folhas e flores infestadas por pulgões, lagartas e cochonilhas.

5. Plante cravo-de-defunto por perto
Misture 100 g de folhas e talos da flor Tagetes minuta (também conhecida como cravo-de-defunto) com 50 ml de álcool. Macere bem ou bata no liquidificador e deixe em repouso por 12 horas. Coe e misture em 2 litros de água. Pulverize semanalmente enquanto for necessário. Você também pode cultivar Tagetes minuta ao lado da horta - essa flor afasta os insetos naturalmente.

6. Acabe com pulgões e cochonilhas
Se a infestação for pequena e localizada, retire as pragas com a ajuda de um pincel ou uma escova de dentes. Em seguida, pulverize óleo de Neem (encontrado em lojas de jardinagem). Se puder, compre o Neem que já vem misturado com extrato de pimenta-malagueta, artemísia, óleo de alho e óleo de karanja. Dilua em água conforme a indicação na embalagem. Não se esqueça de usar luvas e máscara ao pulverizá-lo sobre as plantas - é que, apesar de ser um produto natural, o Neem pode causar alergia ou irritação na pele.

7. Invista nas plantas carnívoras
Plantas carnívoras se alimentam de... insetos! As da espécie nepentes são vigias ideais: papam todos os bichinhos voadores que chegarem perto.

DICA QUENTE!
Suas mãos também podem contaminar as plantas, ainda mais se você mexe num vaso e vai para outro sem lavá-las. Use luvas descartáveis e lave-as com a misturinha higiênica: junte 700 ml de água e 300 ml de água sanitária e mantenha num frasco com spray. Quando mudar de planta, borrife as luvas com a misturinha e espere secar. Fácil!

APRENDA A FAZER O ADUBO ESPECIAL
Veja como preparar uma "comidinha" que vai deixar suas plantas lindas e saudáveis por muito mais tempo!
Ingredientes
(Os dois extratos citados abaixo podem ser encontrados em qualquer loja de produtos naturais)
• 2 ml de extrato de algas
• 2 ml de extrato de peixes marinhos
• 1 litro de água
Modo de fazer
Misture bem os dois extratos (use uma seringa sem agulha para medir a dosagem) e coloque num pulverizador com 1 litro de água. Borrife o adubo em folhas e raízes, uma vez por mês. Pode ser usado até em hortaliças!

FAÇA UMA PODA SEGURA
O corte de folhas e galhos é a principal porta de entrada de fungos, vírus e bactérias nas plantas
Esterilize os instrumentos
Para não contaminar as plantas com vírus, fungos e bactérias, antes de podá-las passe a lâmina da tesoura na chama do fogão.

"Band-aid" de plantas
Depois da poda, aplique na "ferida" uma mistura de 10 g de vaselina em pasta, 1 ml de óleo de Neem e 1 pitada de canela. Essa espécie de band-aid ajuda a fechar o machucado e facilita a cicatrização.



Dicas para espantar formigas do site Jardim de Flores:

Quando a população de formigas no jardim ou horta aumenta muito, chegando a prejudicar as plantas, é hora de agir. Mas, nem sempre é preciso lançar mão de produtos químicos. Existem métodos naturais e caseiros que funcionam. Para combater as formigas diretamente no local, existem algumas receitas muito simples: 


O plantio de plantas repelentes: em hortas, principalmente, o plantio de cebolinha verde em todo o contorno, costuma ser bem eficaz. Outras opções interessantes também para os jardins são o plantio de menta, lavanda, manjerona, alho, coentro e losna. Sementes de gergelim espalhadas no canteiro ou no caminho das formigas também costuma dar bons resultados. 

Para evitar que as formigas ataquem arbustos e árvores: recomenda-se o uso do suco de pimenta vermelha. Amasse bem algumas pimentas vermelhas, até fazer um suco grosso. Molhe um pano neste suco e amarre em volta do caule da planta ou pincele o tronco. 

E dentro de casa: o coentro e as pimentas em geral podem ser usados dentro de casa sob a forma de sachês amarrados às plantas. 

Se você achou o formigueiro no jardim: coloque suco e cascas de limão na entrada do formigueiro. 

E se elas também já estão atacando seus armários: espalhe cravos-da-índia dentro deles para espantar as formigas.



Leia abaixo mais formas de combate à formigas, sugeridas pelo Guia da Horta Orgânica em casa do site oficial da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul:

Formigas Saúva (cabeçuda):
Para combater esta formiga, existe no mercado um série de formicidas. Mas o mais prático e que não exige equipamento para aplicação é o formicida granulado (em grãos).
Você deve ter o máximo cuidado de não tocar as mãos no formicida, porque as formigas notariam o cheiro humano e não o levariam para o formigueiro.
A melhor hora para colocar o formicida no canteiro das formigas é a tardinha, pois à noite elas o carregam para o formigueiro.
Você deve ter cuidado para não colocar o formicida em lugares úmidos e nem aplicar quando estiver ameaçando chuva.
O formicida não deve ser deixado ao alcance de crianças nem de animais, porque é altamente perigoso e pode provocar até morte.

Outros tipos de Formiga ( lava-pés, quem-quem, cupim etc.):
Usar uma solução de creolina, feita com 1 (um) copo de creolina para cada 10 (dez) litros de água.
Uso correto:
Localizar o formigueiro.
Remover a terra com a enxada.
Encharcar o local com a solução de creolina (creolina não é biodegradável e pode contaminar um lençol freático em caso de poços artesianos, tente substituir por uma salmoura fervendo)


Besouros, Caracóis, Lesmas, Tatuzinhos, Lagartas, Pulgões etc:

1. Extrato de nicotina:
Ingrediente: 20 (vinte) centímetros de fumo de rolo forte e 4 (quatro) litros de água.
Picar o fumo e ferver durante 30 (trinta) minutos em 1 (um) litro de água. Retirar do fogo e deixar esfriar. Coe em pano fino e misture com mais 3 litros de água. O produto obtido é pulverizado sobre as pragas. Ter cuidado de aplicar rapidamente, porque seu efeito só dura 8 horas.

2. Tábuas nos Canteiros:
Coloque tábuas nos canteiros, pois nas horas quentes do dia os insetos se escondem debaixo das tábuas, sendo possível matá-los quando as tábuas são retiradas.

3. Cinza, cal e sal de cozinha:
Espalhar qualquer um destes produtos no canteiros.



Ratos e roedores em geral, 2 receitas de sucesso:
Deixe um balde cheio de água com sementes de abóbora na superfície. O animal se sente atraído pelas sementes, mas morre afogado ao mergulhar para se alimentar. Fonte: Blog Gaianos e Gaianos

Farinha caseira de feijão branco, é naturalmente doce mas produz muitos gases, que matam o bicho intoxicado. Fonte: Universo Jatobá









Mais informação:
Incensos e Aromatizadores de ambiente não são sustentáveis
A casa sustentável é mais barata - parte 12 (faxina e controle de pragas)
Biblioteca online básica sobre Permacultura, bioconstrução e agroecologia
Ovos verdes e azuis, repelente de citronela, cupcake de hibiscos e o que mais você imaginar

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A viabilidade da energia eólica no Brasil

Energia eólica poderia ser fator de desenvolvimento no Brasil

O Brasil começa, timidamente, a admitir usinas eólicas em sua matriz elétrica. Mas está longe de ter uma política efetiva para energias renováveis alternativas.

Os últimos leilões específicos para energia eólica permitirão um avanço modesto, mas significativo, na capacidade instalada de geração eólica. A base desse crescimento é mínima, meros 650 MW em 2009. Hoje a geração está em torno de 930 MW. Nos leilões de 2009 e 2010 foram contratados 3,8 mil MW para entrega até 2013. Já é um volume mais significativo, mas muito pequeno, tanto em relação ao nosso potencial, quanto em relação ao que se faz na China, no EUA, na Alemanha ou na Espanha. Vários desses países têm potencial eólico menor e de mais difícil exploração que o nosso e geram muito mais.

Com essa evolução ainda muito moderada, começam a aparecer os primeiros especialistas em eólica e vai se formando um pequeno núcleo de interesses empresariais no mercado. O surgimento desses novos atores permite articular melhor as demandas e necessidades do setor.

Há três providências elementares que precisam ser adotadas para facilitar o desenvolvimento da energia eólica. A primeira é deixar de tratar a energia eólica como uma energia secundária e introduzi-la no centro de nossa matriz elétrica. Contra-senso gritante é que a termeletricidade, que foi admitida como um recurso de emergencial, hoje está no centro da matriz elétrica e tem expansão mais forte, mais subsídios e mais apoio político do que as fontes eólica e solar. O ministro Edson Lobão, que não é exatamente pessoa de notório saber na área, diz repetidamente que a única alternativa viável à hidreletricidade no Brasil é a térmica. Uma afirmação inteiramente destituída de fundamento. é uma afirmação que contraria a realidade mundial e mostra falta de isenção e objetividade ao com a segurança energética e a sustentabilidade do país.

A segunda providência elementar é dar melhor tratamento regulatório à energia eólica, com base em uma política efetiva de desenvolvimento do setor. A expansão de usinas onshore e offshore implicará em uma série de questões sobre uso do vento e localização de instalações, que demandam regulamentação que dê segurança aos investidores.

A terceira é fazer um inventário mais preciso de nossa capacidade eólica onshore e verificar nosso potencial eólico offshore. Não temos sequer bóias para monitoramento de ventos no mar em número suficiente. Há algumas estimativas acadêmicas com base em dados de satélite que mostram que temos grande potencial offshore em pelo menos metade da costa brasileira. Mas ainda são resultados estimativos.

Esse inventário do potencial eólico brasileiro completo é uma necessidade elementar e parte de um conjunto mais amplo de pesquisas sobre energia do vento no país. Os poucos agentes do setor demandam, com razão, que o Brasil precisa ter um centro dedicado à pesquisa e desenvolvimento sobre energia eólica. Precisamos também de um centro de testes para testar protótipos de turbinas e novas tecnologias que possam ser lançados comercialmente. Estudar melhor o regime de ventos, em cada região, onshore e offshore é, digamos, o básico primário do programa de pesquisas que precisamos ter. Estamos atrasadíssimos nesse campo. O EUA tem seu centro, a Europa tem vários centros nacionais e a UE tem uma política clara de apoio à pesquisa e desenvolvimento no setor e aqui. A Alemanha tem inciativas importantes de pesquisa e desenvolvimento e instalou um novo centro em 2009. Toronto, no Canadá, também criou um centro de pesquisas em eólica. A China criou também um centro com essa finalidade e tem um forte programa de cooperação para capacitação científica e tecnológica em energia eólica com a Alemanha.

São alguns parâmetros para medir nosso atraso na adoção e no desenvolvimento de energia eólica. A expansão de nosso parque eólico permitida pelos leilões de 2009 e 2010, que é significativa em relação à base instalada, mas pequena em relação a nosso potencial e em comparação à de outros países, será feita com equipamento importado. Foi possível apresentar propostas competitivas com importação total de equipamentos porque a crise econômica reduziu o custo deles e porque estamos em um momento de câmbio favorável aos importadores. Mas é claro que uma política de desenvolvimento da energia eólica supõe a criação de uma indústria competitiva de turbinas. A China se tornou grande exportadora de turbinas eólicas com poucos anos de investimento. Essa é uma outra vantagem importante da energia eólica (e também da solar) como fator de desenvolvimento. É ainda possível entrar competitivamente na indústria de turbinas e investir no desenvolvimento de novas tecnologias. No EUA e na Europa há vários modelos de turbinas em lançamento que não adotam o design típico dos cata-ventos. Resultado de pesquisas bem sucedidas são mais adaptados a situações específicas como, por exemplo, áreas de ventos muito turbulentos ou determinadas instalações offshore. Pode-se criar toda uma nova cadeia produtiva, nova cadeia de valor no país gerando milhares de “empregos verdes”. Uma oportunidade que as fontes “clássicas” não nos oferecem.

O governo insiste em uma política energética antiquada e inadequada para a realidade do Brasil e do mundo no século XXI. Uma política que é apresentada como necessária à nossa competitividade e ao desenvolvimento sustentado do país. Na verdade, essa política diminui nossa competitividade em geral e no setor energético em particular e não garante o desenvolvimento sustentado. Já uma política de diversificação na matriz elétrica, com mais ênfase em energias eólica e solar (fotovoltaica particularmente) seriam propulsores de crescimento sustentado, não apenas por fornecer insumos para outros setores, mas porque propiciariam a criação de novas cadeias produtivas. Elas fazem sentido em um programa de crescimento sustentado e sustentável. A política atual não faz. É tão obsoleta quanto a forma de escolha e a pessoa escolhida para comandar o setor de energia, que é o mais estratégico, no mundo todo.




A Revolução Brasileira

Até 2050, mesmo com a economia crescendo em seus níveis atuais, 93% da eletricidade produzida no Brasil pode muito bem ter origem em fontes renováveis como solar, eólica ou biomassa – o que nos deixaria a praticamente um pulo para tornar realidade, ainda no século 21, o plano de o país funcionar com uma matriz elétrica 100% limpa.

Chegar lá é mais fácil e mais barato do que se imagina, e é um bom caminho para garantir a geração de 3 milhões de empregos, boa parte deles qualificados, com desenvolvimento e produção de equipamentos de ponta. Melhor ainda: essa revolução no setor de energia ajudaria o Brasil a reduzir mais rapidamente, e sem ameaçar seu desenvolvimento, suas emissões de gases do efeito estufa.

Esse horizonte está longe de ser fantasioso, como comprova a segunda edição do relatório “Revolução Energética”, estudo elaborado pelo Greenpeace, em parceria com especialistas do setor energético, e lançado hoje na COP16, em Cancún. Alguns destaques são:

Matriz limpa
Em 2050, a matriz pode ser 93% limpa, com ampla gama de fontes renováveis e investimento em eficiência energética. O gás natural aparece como fonte de transição, ou seja, é possível pensar em um Brasil 100% renovável dali em diante;

PIB em alta
A matriz de renováveis pode crescer sem reduzir o crescimento do PIB. Ou seja, desenvolvimento não significa mais poluição;

Economia
A matriz de renovável pode crescer sem custar mais caro para o Brasil. Aliás, muito pelo contrário. Pode-se economizar entre R$ 100 bilhoes e R$ 1 trilhão no período entre 2010 e 2050;

Ar limpo
Em 2050, o setor de eletricidade pode emitir apenas 23 milhões de toneladas de CO2. Hoje são 26 milhões de toneladas de CO2. Porém, se os planos do governo de investir em fósseis forem adiante, o número sobe para 147 milhões de toneladas de CO2.

Dois futuros, uma escolha
O relatório traça dois cenários de geração de energia para os próximos 40 anos, partindo das mesmas projeções de crescimento da população e do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

O primeiro cenário, pouco ambicioso, usa os dados do governo. O segundo, que chamamos de Revolução Energética, projeta um futuro a partir de mudanças na forma como a energia é gerada, distribuída e consumida. Por esse cenário, pode-se aumentar, até 2050, em até três vezes a taxa de consumo de energia e em até 4% o PIB dispensando o uso de termelétricas a óleo diesel, a carvão e nucleares.

No cenário Revolução Energética, o Brasil chega ao meio do século com metade (45,6%) da geração de energia vindo da água, em parte com a aplicação de pequenas centrais hidrelétricas, com menor impacto ambiental do que as grandes usinas. Em seguida aparece a energia eólica (20,38%), biomassa de cana-de-açúcar e outras culturas (16,6%), solar (9,26%) e uma parcela de gás natural para um período de transição (7,3%).

Os cálculos são conservadores, pois consideram apenas 10% do potencial eólico brasileiro e 1% do solar. "Os estoques de energias renováveis são de fácil acesso e abundantes o suficiente para fornecer mais energia do que a quantidade consumida no Brasil hoje e que virá a ser consumida no futuro. O potencial é inesgotável", diz Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Energia do Greenpeace e coordenador do estudo.

Investimento inteligente
Além de bom para o ambiente, investir em renováveis é ótimo para a economia. Seus preços ficam gradativamente mais atrativos e a tendência de queda certamente vai se consolidar nas próximas décadas. Somados os custos de implantação de novas usinas termelétricas ou nucleares, mais caras, e o crescente valor do óleo combustível no mercado, a economia do cenário Revolução Energética chega à cifra de centenas de bilhões de reais.

"No mercado internacional, a energia eólica e o mercado de painéis fotovoltaicos desafiaram a recessão econômica e cresceram em 2009", diz Baitelo. No Brasil, o resultado do último leilão de energia renovável, em agosto de 2010, confirmou a tendência internacional: foram contratadas 70 novas usinas eólicas, alçando essa fonte ao lugar de segunda energia mais barata do país.

"Apesar do avanço no setor de eólicas, o Brasil tem um sistema de leilão para a ampliação da participação de energia renovável que não tem obrigatoriedade por lei, ou regularidade em sua realização", diz Ricardo Baitelo. "Para criar efetivamente um mercado para as renováveis, o Greenpeace propõe que haja uma política para o setor, com pacotes de incentivos mais abrangentes."

Baixe o relatório Revolução Energética no site oficial.



Outros Atlas para baixar:
World Watch Institute: Estado do Mundo 2010
Greenpeace: Farra do Boi na Floresta Amazônica
Primeiro Atlas do PNUMA para América Latina e Caribe
Atlas do Greenpeace: Mar, Petróleo e Biodiversidade, a Geografia do conflito



Mais informação:
O lado B da energia eólica em larga escala
A maior turbina movida a energia de marés do mundo será testada na Escócia
A casa sustentável é mais barata - parte 15: aquecedor solar de baixo custo a R$35,00
Parques de Energia Eólica, Conflitos e Injustiças Ambientais na Zona Costeira - Carta das comunidades e organizações da sociedade civil

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Carnaval sustentável



Segundo Hakim Bey, autor de Zona Autônoma Temporária, livro já citado aqui no blog, grande parte das angústias do homem moderno se devem à falta de lúdico e ócio em suas vidas. Lembra o autor que, até a Idade Média (quando o calendário gregoriano foi implementado), pelo menos um terço do ano era composto de dias livres e festividades diversas, que comemoravam desde a mudança das estações e colheitas à festividades sagradas em geral.
Aproveite esses dias de festa, quando o povo está anonimamente fantasiado na rua e sua cidade vira uma imensa zona autônoma temporária, para se divertir.





No ar, o Guia de Carnaval da Agenda do Samba-Choro com todos os blocos, bandas, ranchos e agremiações. São 2 meses de festa gratuita pelas ruas da cidade, blocos de 07 às 02 da manhã, para todos os gostos. Além dos bailes, festas e todo o circuito das Escolas de Samba na Sapucaí, com seus ensaios o ano todo. Com direito a versão atualizada e comentada diariamente.


Saindo para curtir a festa: protetor solar não testado em animais, barriguinha forrada antes em casa, latinhas de alumínio e lixo em geral nas lixeiras públicas, uso dos banheiros químicos disponíveis e, se for o caso, camisinha sempre. Boné e camiseta protegendo os ombros também são sempre uma boa, principalmente nos blocos antes de 16hrs.


Deixe os animais em casa, eles não gostam das "roupinhas", do barulho, se assustam com a multidão, podem ser pisoteados e pior, se vierem a se perder em locais desconhecidos, não vão reconhecer o caminho de volta para casa.


Bebendo álcool, beba muito líquido, intercale água com a cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica.


Se beber, não dirija. Aliás, aproveite para não dirigir, o trânsito fica um caos com as principais vias de acesso interditadas para passagem dos blocos.


Se não bebeu, vá doar sangue, Natal e Carnaval são as épocas campeãs em baixa nos estoques dos hemocentros e justamente, quando mais gente se acidenta.


E não custa lembrar, quanto maior uma festa, mais cara, tudo funciona em escala industrial e com isso, os abusos, crimes ambientais e equívocos em geral potencializam suas chances. O melhor Carnaval é sempre o de rua entre amigos, de bairro, com fantasias simples, improvisadas e reaproveitando o que já se tem.









Atualização de 2014: Os 10 mandamentos do Instituto Akatu para um Carnaval sustentável


1. Mais luxo que lixo
O aumento do turismo e o consumo de bebida e comida no Carnaval geram mais lixo que o normal. O aumento do lixo gera impactos na coleta (que fica sobrecarregada) e no armazenamento nos aterros. Mas o consumidor consciente sabe que um Carnaval bom mesmo tem menos desperdício de comida e de bebida, e tem uso de embalagens retornáveis... Enfim, tem mais luxo que lixo!

2. E viva o lixo no lixo!
Os blocos e desfiles aumentam a concentração de pessoas nas ruas das cidades. Já imaginou o que acontece quando elas jogam seus papéis, copos, embalagens e tudo o mais na própria rua? O lixo acumulado entope os bueiros e aumenta o risco de enchentes. Nas estradas, os detritos jogados nos acostamentos agridem e colocam em risco o meio ambiente e os animais. Nas praias, o lixo se espalha pela orla, vai parar no fundo do mar e, além de contaminar a água e consequentemente fauna e flora que nela vivem, seu recolhimento é muito trabalhoso. O consumidor consciente pode evitar estes impactos se levar consigo um saquinho para guardar as sobras do que consumiu até encontrar uma lata de lixo.

3. Re-fantasie-se
As fantasias de Carnaval são usadas, em geral, apenas por um dia. Para chegar até o consumidor, uma fantasia utiliza matérias primas, água e energia em sua produção, distribuição e transporte. Que tal reutilizá-las, trocá-las com amigos ou reformá-las? Utilizando a mesma fantasia mais de uma vez, o consumidor consciente dilui ao longo do tempo os impactos negativos ocorridos na produção dos materiais que compõem a fantasia. Além disso, evita que ela seja jogada fora e, assim, aumente a quantidade de lixo produzido desnecessariamente.

4. Excesso? Só de alegria
A combinação entre calor, comida comprada na rua, álcool e multidão pode ser indigesta. Também o consumo excessivo de bebidas é responsável pela maioria dos acidentes de automóvel e pelo início de diversas brigas de rua. O limite é definido por cada um. O consumidor consciente aproveita a festa protegendo a sua saúde e a de todos.

5. Pé e consciência na estrada
O turismo aumenta muito nos feriados prolongados. As viagens de carro são bastante comuns e ampliam o tráfego nas estradas, o risco de acidentes e a emissão de poluentes. Mas o consumidor consciente pode se organizar para viajar com o maior número possível de pessoas no carro, diluindo os impactos da viagem. Pode também planejar sua viagem de modo a ter o motor regulado, reduzindo em até 5% o consumo de combustível e emitindo menos gases de efeito estufa. Além disso, pode programar a saída de casa em horários de menos trânsito, reduzindo desta forma o tempo em marcha lenta e emissão maior de carbono. O turismo também pode ter impactos positivos: respeitando os costumes dos lugares visitados e prestigiando a cultura e economia locais, o consumidor consciente contribui para o desenvolvimento da região visitada.

6. Pirataria só na fantasia
Quando o consumidor consciente compra artefatos de festa, CDs e DVDs, ele pode exigir dos fornecedores nota fiscal, evitando a sonegação de impostos e o estímulo à produção ilegal, que alimenta o crime organizado.

7. Desplugue-se
Antes de viajar ou sair de casa por períodos prolongados para se distrair, o consumidor consciente pode tirar os aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada, tais como televisão, DVD, micro-ondas, computador e carregador de bateria, a fim de economizar energia. O modo “stand by” – acionado quando o aparelho está desligado, mas conectado à rede elétrica pela tomada – faz com que o aparelho continue consumindo energia, podendo chegar a até 25% do que consumiria se o equipamento estivesse ligado.

8. Mergulhe na folia, mas deixe a água de fora
O Carnaval é uma época em que as cidades turísticas enfrentam sérios problemas de abastecimento de água em função do consumo adicional das pessoas que elas recebem. O consumidor consciente pode evitar tais problemas redobrando os cuidados com a água: brincando sem gerar desperdícios, tomando banhos mais curtos e aproveitando o calor para desligar o chuveiro caso demore ao se ensaboar ou para aplicar cremes nos cabelos.

9. Eu quero sossego
Aqueles que moram em cidades que não são destino de foliões e que não vão viajar podem aproveitar a tranquilidade e o tempo livre em atividades que valorizam o maior convívio com os amigos e com a família. Caminhadas, piqueniques, visitas a parques, museus e centros culturais são algumas sugestões que estimulam o bem-estar e podem ter menos impactos negativos no bolso e no meio ambiente!

10. O bloco do consumo consciente
O consumidor consciente também pode divulgar estas dicas para os amigos e familiares, convidando-os a fazerem parte de um movimento por um Carnaval mais sustentável. Espalhar os princípios que o Akatu apresenta aqui é como puxar um trio elétrico, atrás do qual só não vai quem ainda não entendeu que consumo consciente é o jeito mais fácil e acessível a cada um para fazer do mundo um lugar melhor para todos!





Atualização de 2017: Glitter e purpurina poluem e contaminam mares e oceanos levando à morte espécies marinhas:
Para fazer glitter de sal coloridoGlitter caseiro (não cola no corpo e cabelo, vai precisar de uma base em gel para colar, pode ser gel de cabelo, repelente em gel ou mesmo gel caseiro de linhaça)
Para fazer glitter de purpurina comestível, usada na decoração de docinhos e bolos de festa: No Carnaval das polêmicas, purpurina vira comestível (compre purpurina comestível, mais fina, em lojas de produtos para boleiras e festas e passe direto no corpo todo, não mela nem tem gosto de nada)





Mais informação:
Verão Sustentável
Copa do Mundo sustentável
O mar de lixo do Carnaval baiano
Turismo sustentável: 10 pecados naturais
Gari Sorriso, personagem do Carnaval carioca
Então a sobrinha tetraneta do Major Daemon foi puxar samba e trabalhar na Zona Portuária

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Antropoceno, a era geológica em que o homem ‘desregulou’ a Terra


Glaciólogo francês Claude Lorius publica livro sobre a relação do homem com o planeta nos últimos 200 anos
Há 200 anos a Terra vive uma nova era geológica, o Antropoceno, que começou quando o homem tomou o controle do planeta, acelerou as emissões de C02 e ‘desregulou a máquina do mundo’, afirma o glaciólogo francês Claude Lorius, um pioneiros dos estudos sobre o clima, em seu novo livro “Voyage dans l’Anthropocène” (Viagem ao Antropoceno, em tradução livre). Reportagem de Anthony Lucas, na AFP.
Escrito em parceria com o jornalista Laurent Carpentier, a obra discorre sobre a modificação do clima, a acidificação dos oceanos, a erosão dos solos e a biodiversidade ameaçada.

“O homem é um agente determinante da vida sobre a Terra”, explica o especialista de 78 anos que, em 2008, recebeu o prêmio “Blue Planet” por seu trabalho.
“Se existe um indicador da atividade humana, esse é o gás carbônico. Se queimamos uma floresta, fazemos uma fábrica funcionar, dirigimos um carro, tudo isso é CO2″, assinala Lorius.

O conceito de Antropoceno – uma nova época geológica do Quaternário, consecutiva ao Holoceno, que começou há 10.000 anos -, foi desenvolvido em 2002 pelo geoquímico holandês Paul Crutzen e desde então abriu um espaço na comunidade científica, indica Lorius.
Para Crutzen, o Antropoceno começa no ano 1784, quando James Watt inventou a máquina a vapor.
O Antropoceno poderá ser acrescentado oficialmente à tabela dos tempos geológicos no 34o. Congresso Internacional de Geologia que será realizado de 5 a 10 de agosto de 2012 em Brisbane, Austrália, indica Lorius.

“Para nós, no entanto, esta nova era já é uma realidade”, acrescenta o especialista em geleira, que contribui desde os anos 50 para o estudo da evolução do clima mediante a análise das bolhas de ar presas no gelo há milênios.
Lorius foi um dos primeiros a vincular o aumento das temperaturas e a crescente concentração de CO2.

“Tivemos uma sorte extraordinária. Acontece que a Antártica era o melhor lugar para se dar conta de que havia um problema global com o clima”, explica.
Mais de 50 anos depois, o cientista admite, no entanto, que se sente pessimista quanto ao modo que a humanidade está se organizando.

“Os cientistas podem demonstrar que o planeta é único e indivisível, que só há uma atmosfera, um oceano, mas não podem demonstrar aos homens que é de interesse comum preservar o planeta”, assinala.
“Reunir interlocutores com interesses tão diversos não é uma questão de ciência e sim de educação e filosofia”, conclui Lorius.


Fonte: IG Meio Ambiente

A foto é de um urso polar canibalizando outro de sua espécie




Mais informação:
Dicionário Básico do Aquecimento Global
Overshoot day: entramos no cheque especial 
O fim da polêmica: O Aquecimento Global existe de fato
Carta de São Paulo, Recursos hídricos no Sudeste: segurança, soluções, impactos e riscos
Parques de Energia Eólica, Conflitos e Injustiças Ambientais na Zona Costeira - Carta das comunidades e organizações da sociedade civil

domingo, 6 de fevereiro de 2011

"Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível"

É muito raro encontrar um prédio residencial ou estabelecimento comercial com coleta seletiva. Para nós brasileiros infelizmente ainda existe a visão de que o lixo público não é problema nosso, "que o governo resolva, os garis são pagos para isso".
O Governo, além de não dar conta do volume de resíduo gerado, remunera e capacita mal os garis, que segundo a tese de mestrado abaixo, não são sequer considerados cidadãos. Uma subcasta dentro da nossa sociedade considerada laica e ambientalmente responsável.

Composteiras e cooperativas de catadores e reciclagem, além de empregarem centenas de pessoas sub-qualificadas, reduzem o volume de lixo gerado e de matérias primas extraídas.

As fotos de Renato Luiz. F. Conceição, o gari do Sambódromo, um dos brasileiros a levar a tocha olímpica no vídeo do COB mas que não é conhecido pelo nome e sim por Gari Sorriso, provando que a função desempenhada ainda é vista antes do seu sorriso fácil.




"Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível"

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da "invisibilidade pública". Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são "seres invisíveis, sem nome".

Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da "invisibilidade pública", ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.

Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R $ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: "Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência", explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. "Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão", diz.

Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga.. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.

DIÁRIO - Como é que você teve essa idéia?

Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.


Com que objetivo?

A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis. Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a aproximação?


Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa?

Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas, os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.


Dê um exemplo?

Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão. O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: "É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão."


Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?

Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.


Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?

Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.


Eles testaram você?

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca.. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: ´E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?´ E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

"Essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa"


O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?

Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar não senti o gosto da comida voltei para o trabalho atordoado.


E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?

Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.


E quando você volta para casa, para seu mundo real?

Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, frequento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma coisa.




Mais informação:
Lixo Extraordinário
Ilha das Flores e Estamira
Como funciona um aterro sanitário
A praga da reciclagem artesanal: não é sustentável e é horrível
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
Você compra demais ou "De onde vem o lixo produzido no mundo?"

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Shopping dos Antiquários



Um dos lugares mais interessantes do Rio de Janeiro é o Shopping dos Antiquários, em Copacabana.
A localização é ótima, ao lado da estação de metrô Siqueira Campos, num bairro muito central, com a praia mais famosa da cidade e todo tipo de comércio. A arquitetura também é atraente, integrada à rua e naturalmente iluminado - completamente diferente dos shoppings atuais e há uma exposição permanente de fotografias antigas do bairro.

Como eu morei em frente ao shopping há alguns anos, tive o prazer de passar alguns meses indo todos os dias após o trabalho. O primeiro andar é mais popular, apesar de ter antiquariato e sebos, mas também com lan houses, lanchonetes e até um supermercado 24hrs. Já o segundo andar é inteiramente composto de galerias, lojas de decoração e antiguidades, além do melhor brechó da cidade, o Brechó de Salto Alto, e a moderna e luxuosa chapelaria de Denis Linhares, um gênio.

Mas, o Shopping dos Antiquários é bacana, aberto para a rua, perto da praia, com arquitetura modernista e uma sessão permanente de fotografias antigas do Rio em exposição. Localizado exatamente em frente ao melhor botequim do mundo, a Adega Pérola e colado a uma estação de metrô. Obviamente cheio de antiquários e lojas de móveis de segunda mão e ítens de colecionador, além de um brechó totalmente kitsch que mais parece um cenário de filme do Almodóvar, o Brechó de Salto Alto, onde comprei vestidos Lacoste vintage por menos de R$100,00. 
Enfim, não é um shopping, é a felicidade. 


Já mencionei aqui em outras ocasiões que, quando montei minha casa, comprei todos os móveis nas Feiras da Rua do Lavradio e da Pça XV, feiras ao ar livre de móveis antigos restaurados.
Recomendo a prática e estendo a indicação ao Shopping dos Antiquários, mesmo móveis de madeira certificada e oriunda de áreas de reflorestamento são um equívoco, o reflorestamento de eucalipto é um dos muitos mitos acerca da sustentabilidade: o eucalipto, além de não ser sequer nativo do Brasil, devasta as poucas áreas remanescentes de Mata Atlântica, expulsando a fauna original.
Da mesma forma que a monocultura da soja devasta o Cerrado e a pecuária, a Amazônia, a monocultura latifundiária do eucalipto para reflorestamento é um crime ambiental.





Reciclagem é um conceito apoiado em um tripé: recusar, reutilizar e só então, reciclar.
Comprar um móvel de segunda mão significa que você recusou um móvel novo, produzido a partir de madeira certificada, que devastou a área nativa até então preservada e principalmente, que um móvel já produzido está sendo reutilizado.
Esse móvel antigo, além de já ter devastado sua cota, também consumiu verniz sintético, combustível fóssil no transporte, metal para as ferragens, além do fator hora x homem de trabalho executado.
Os custos indiretos de qualquer commoditie são invisíveis ao consumidor comum e normalmente não repassados no curto prazo, veja quantos litros de água consome o processo de produção de cada calça jeans nova e repense se a gente precisa de tanta quinquilharia.

Nós vivemos num país com cultura de desperdício, inclusive confundimos fartura e modernidade com desperdício. Quando adolescente, morei em uma casa construída com muito material de demolição, madeiras de lei que virariam entulho de construção civil não fossem reaproveitadas - falo melhor sobre a experiência em Comendo a ração que vende - parte 11: dos móveis que eu catei, restaurei e pintei

Atente que móveis de antiquariato têm uma vida útil muito maior do que os móveis modernos, pois são feitos em madeiras mais resistentes do que MDF. Os móveis antigos em madeira de lei duram mais de 300 anos, alguns foram adquiridos em leilões de fazendas do Ciclo do Café e do Ouro e há igualmente uma grande oferta em móveis de design contemporâneo, da década de 40 em diante, o que pode inclusive vir a ser a única oportunidade de ter um móvel assinado por um custo acessível. Para quem gosta de Bauhaus e Le Corbusier, pode ser a chance de realizar um sonho de consumo.

Comprar móveis de segunda mão, roupas em brechó e livros em sebos embalados em furikoshi ou jornal  são exemplos diretos de consumo consciente e inteligente. Observe também o contrasenso atual que tentam nos vender: nenhum móvel descartável em MDF, independente da certificação, deveria ser considerado sustentável.


O shopping oferece também um sebo, tão bom, que mereceu fotos e comentários exclusivos abaixo e um teatro, onde antes funcionava uma Igreja Evangélica, na postagem exclusiva: Teatro Tereza Rachel






O Shopping dos Antiquários de Copacabana  é o único shopping que eu vou.
Nos outros, os "normais", só apareço 1 vez por ano e se precisar muito. Caso contrário, nem isso.
Shopping é um saco, vamos combinar.








Hoje, feriado chuvoso, fui lá.
Estava tudo fechado, mas o sebo estava aberto. Era só o que eu precisava. 
Entrei e uma criatura boníssima me atendeu, S. Marco Antonio.
Comentei que sentia falta de ler um bom cronista e me divertir com um livro, como são os livros do Veríssimo (filho) ou do Stanislaw Ponte Preta e ele prontamente sacou uns 20 livros de autores variados, até do Chico Anísio.


Disse que eu não precisava levar nada, que podia sentar na antiga poltrona de couro e ficar lendo se quisesse (!!!), aproveitou para se desculpar pelo ar condicionado estar desligado e me mostrar no computador dele um site que agrega quase todos os livreiros e sebos do país, o Estante Virtual, para que eu possa comprar meus livros usados sem sair de casa ou só fazer pesquisa de preços antes de ir à campo garimpar.







Não sentei nem 1 minuto, fotografei aquelas estantes onde antigos LP´s foram mergulhados em água quente e retorcidos para virar apoiador.
Acabei levando 5 livros justamente do Veríssimo (2) e do Stanislaw Ponte Preta (3, ilustrados pelo Laerte). Ao custo total de R$25,00 sem derrubar uma única árvore ou usar esse papel "certificado" de reflorestamento com eucalipto.
Não falei que era a felicidade?






Para que a felicidade perdure, é expresso que a associação de lojistas fique de olho aberto para a descaracterização do primeiro andar, onde lan houses e lojas de gosto duvidoso estão tomando terreno. Uma pena.

Endereço do sebo: Rua Siqueira Campos 143, sobreloja 43 (telefone: 21 2267-1309)   

Site oficial: Shopping Cidade Copacabana