sexta-feira, 29 de abril de 2011
Segundo estudo, pele sintética pode substituir animais em testes
Uma nova pesquisa sugere que os tipos de pele artificiais já disponíveis no mercado podem ser boas o suficiente para substituir animais em cruéis testes laboratoriais, e estão a caminho de simular perfeitamente a pele humana.
Segundo informações do site Physorg.com, as descobertas podem melhorar o tratamento de vítimas de queimaduras. Quando o corpo de uma pessoa é severamente queimado, a pele dele ou dela pode não ter forças para se regenerar. Nessa caso, peles sintéticas ou de animais são considerados substitutos. Felizmente, os próprios médicos reconhecem que o uso de animais é falho.
“Além da questão ética, a pele de animais é difícil de se conseguir, cara, e dá resultados variados por causa da variação de um indivíduo para outro.”, disse Bharat Bhushan, da Ohio Eminent Scholar e professor de engenharia mecânica na Ohio State University. “A pele varia de um animal para outro, o que torna difícil prever como ela afetará a vítima de queimadura. Mas a pele sintética tem uma composição consistente, tornando-a um produto confiável.”
O estudo de Bhusan será publicado na edição de junho do Journal of Applied Polymer Science.
Fonte: ANDA
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7 coisas tóxicas que você não deveria jogar no lixo
7 coisas tóxicas que você não deveria jogar no lixo
Muita gente não pensa duas vezes em jogar no lixo algo que parece não prestar. O problema é que o lixo não é um sumidouro, ele é a primeira parada de algo que foi descartado. Substancias tóxicas contidas no nosso lixo podem ser muito prejudicial à saúde e ao meio ambiente. Veja abaixo uma lista de 7 coisas que deveriam ser destinadas com cuidado.
1 – Óleo de motor
Não só o óleo de motor, mas também o óleo de cozinha podem entupir tubulações de esgoto e atrapalhar os processos de tratamento de água e esgoto das empresas de saneamento. Além disso, óleo de motor derramado no chão pode contaminar águas subterrâneas. “Um galão de óleo pode contaminar um milhão de galões de água pura”, explica a representante do site Earth911, Jennifer Berry. A maneira correta de se livrar do óleo é colocá-lo em uma garrafinha com tampa e levar para centros de reciclagem, postos de gasolina ou oficinas de carros.
2 – Eletrônicos
Um problema que o mundo está tendo que lidar atualmente é o lixo eletrônico, mas não aquele spam que você recebe por e-mail, mas a quantidade de aparelhos de TV, DVD, computadores, celulares, câmeras, impressoras, videogames, iPods que são jogados por aí. Alguns países da Europa e os EUA produzem tanto e-lixo que precisam mandar para outros países. “Estes objetos contêm metais pesados como cádmio e chumbo que podem contaminar o meio ambiente”, disse Jennifer. É melhor encontrar alguém que esteja precisando destes aparelhos e fazer uma doação.
3 – Tinta
Tintas à base de óleo, revestimentos, corantes, vernizes, removedores de tinta são lixos extremamente perigosos porque contêm produtos químicos que podem ser prejudiciais a humanos, animais e ao meio ambiente. Eles nunca devem ser jogados no lixo ou em ralos. Latas que não foram usadas devem ser estocadas com cuidado ou devolvidas, ou você pode doar para escolas ou organizações.,
4 – Pilhas e baterias
Diferentes tipos de baterias devem ser destinadas de diferentes maneiras, mas nenhuma delas deve ser jogada no lixo tradicional, nem nas lixeiras de reciclagem. Elas devem ser destinadas para reciclagem. Muitas lojas têm lixos especiais para pilhas. Elas contêm materiais tóxicos e corrosivos, por isso devem ser descartadas com cuidado. A bateria do carro também faz parte deste grupo.
3 – Lâmpadas
Lâmpadas fluorescents contém minúsculas partes de mercúrio (cerca de 5 mg) que podem vazar caso ela se quebre. Por isso, elas devem ser descartadas em lugares que recolham lixo tóxico.
2 – Detector de fumaça
Este aparelho não é muito comum no nosso dia-a-dia, geralmente os vemos em hospitais ou hotéis, mas eles também são tóxicos. Os dispositivos contêm uma quantidade pequena de radiação para detecção da fumaça. É extremamente importante que não sejam atirados em qualquer lixeira. Deve-se retirar suas pilhas (que também devem ser encaminhadas, como dito anteriormente) e, em seguida, devolvê-lo ao fabricante.
1 – Termômetros
Os termômetros tradicionais contêm em média 500 mg de mercúrio e representa um risco à saúde em caso de quebra, principalmente para mulheres grávidas e crianças, porque prejudica o crescimento do sistema nervoso do bebê e dos pequenos. É preciso mandá-lo para o lixo tóxico
Fonte: HypeScience
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Lixo Cinza
Reciclagem de Eletro-eletrônicos
Lâmpadas, termômetros e baterias: onde descartar itens com mercúrio e o que fazer em caso de intoxicação
Como funciona um aterro sanitário
A foto é de Marcos Prado do livro Jardim Gramacho, sobre o lixão homônimo
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
Deserto Verde, Parques de Papel e flexibilização do Código Florestal: O que você tem a ver com isso?
O Estado do Rio de Janeiro tem o menor percentual de áreas remanescentes de Mata Atlântica do país.
Recentemente, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e deputados estaduais que constituem a maioria da base governista na ALERJ aprovaram, ao arrepio das leis de proteção ambiental do estado e do país, numa flagrante violação do Direito à Precaução reconhecido internacionalmente, uma nova legislação que promoverá o Deserto Verde fluminense com isso favorecendo exclusivamente os interesses econômicos da multinacional da poluição Aracruz Celulose que destruiu e envenenou o meio ambiente e as águas no vizinho Estado do Espírito Santo e por isso está sendo obrigada pela justiça a devolver milhares de hectares de terras griladas no passado de pequenos agricultores, indígenas, pescadores e quilombolas.
A predatória monocultura de eucaliptos -se implantada no nosso território- reforçará a perversa e degradante estrutura latifundiária já existente, provocando aumento da concentração de renda e de terras. Os monocultivos, além de utilizarem grande volume de agrotóxicos (venenos químicos) que contaminam o solo, as águas e a saúde dos trabalhadores(as); inviabilizam a produção de alimentos saudáveis que são a marca da pequena agricultura familiar camponesa, assim como criam obstáculos com o aquecimento do mercado de terras à efetivação da reforma agrária ecológica e promovem o êxodo rural (expulsão dos trabalhadores do campo) de milhares de famílias de trabalhadores rurais. Desta forma, as monoculturas contribuem para aumentar a ocupação desordenada do uso do solo e a favelização em áreas de risco de cidades médias como vimos na tragédia recente na Região Serrana, e conforme já constatado pelo IPEA e IBGE.
Outro sinal de abandono e descaso na área ambiental são os chamados "parques de papel" que são aqueles que se limitam a serem decretados (criados) por leis específicas publicadas no Diário Oficial. A bem da verdade, na prática, estes "ambientes protegidos" (apenas nas leis!) encontram-se bastante vulneráveis e permanecem ameaçados, quando deveriam funcionar como verdadeiros Pólos de Ecoturismo já que tem capacidade real de desenvolver de forma sustentável a economia de nossas cidades e gerar empregos verdes qualificados e melhor distribuição de renda.
Há que ressaltar ainda que no caso do recém criado Parque da Costa do Sol, por não ter sido precedido por estudos técnicos aprofundados e nem de amplas consultas públicas, conflitará com as diretrizes dos Planos Diretores dos municípios da Região dos Lagos desta forma inviabilizando suas estratégias de gestão territorial e de desenvolvimento econômico-social. Teme-se ainda que seja raspado o fundo do cofre dos recursos do FECAM (Fundo Estadual de Conservação Ambiental) para pagar a toda sorte de milionários especuladores imobiliários e ricos grileiros de terras públicas que, no momento, estão em pleno êxtase com a possibilidade de se apropriarem de uma hora pra outra -como efeito de uma simples canetada governamental açodada- de milionárias, ou talvez até bilionárias, desapropriações de terras agora tornadas (novamente) públicas. Nota-se que a maior parte deste território e seus ecossistemas já eram considerados Unidades de Conservação da Natureza, portanto protegidas por leis, mais nunca receberam os investimentos necessários que assegurassem sua efetiva implantação com objetivo de serem preservadas. A conta final desse super-aquecimento do mercado de terras na Região dos Lagos não pode se dar às custas do sangramento e dilapidação das poucas receitas do FECAM, o que acarretará sucateamento, desmantelamento ainda maior dos órgãos ambientais e da futura paralisação de projetos importantes nas áreas de saneamento, gestão do lixo urbano, educação ambiental, reflorestamento, despoluição de rios e lagoas. Neste quadro, até mesmo a realização de novos concursos públicos para o setor ambiental estão ameaçados já que os salários são aviltantes, baixíssimos e com o cofre vazio do FECAM as condições de trabalho ficarão ainda mais precarizadas.
Os "parques de papel" lamentavelmente se caracterizam por não disporem de investimentos efetivos do Poder Público, e, por isso, em sua grande maioria "funcionam" sem equipe técnica adequada e fiscais ambientais, não tem Plano de Manejo, nem Conselho Gestor, não tem sede administrativa, nem sinalização ecológica, a regularização fundiária e o zoneamento ambiental nunca foram feitos, e sua delimitação não existe o que proporciona o avanço das ocupações irregulares, desmatamentos e queimadas.
A combinação dos efeitos maléfícos da anti-ecológica Lei do Deserto Verde, a situação dos fictícios e desprotegidos "parques de papel" e as mudanças que visam flexibilizar o Código Florestal em benefício do agronegócio e dos ruralistas (grandes proprietários de terras) são um verdadeiro retrocesso e uma ameaça. Estes riscos ao patrimônio ambiental e genético e aos recursos hídricos devem ser vistos como um sinal de alerta à sociedade de que há um excessivo marketing governamental e um montão de factóides políticos nesta área: já que, na verdade, muito poucas são as ações e decisões que de fato foram orientadas por modelos democráticos e participativos de Gestão e Planejamento Ambiental. Se não forem revistos e combatidos a tempo ajudarão a devastar e destruir ainda mais o que restou da Mata Atlântica e de outros ecossistemas raros e de Biodiversidade valiosa e rica que são símbolos e bens públicos de nosso país. Só exercendo nossa Cidadania Ecológica seremos capazes de reverter este quadro ameaçador da Vida pelos interesses do Mercado acumpliciado por uma classe política em sua maioria submissa e conivente e que coloca em perigo a Sustentabilidade.
Sérgio Ricardo
Ambientalista (RJ)
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Farra do Boi na Floresta Amazônica
O mito do reflorestamento de eucalipto
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O dendê e a destruição das florestas nativas
O mito das emissões de carbono neutralizadas
Consumo de água x aumento da população urbana
Recentemente, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e deputados estaduais que constituem a maioria da base governista na ALERJ aprovaram, ao arrepio das leis de proteção ambiental do estado e do país, numa flagrante violação do Direito à Precaução reconhecido internacionalmente, uma nova legislação que promoverá o Deserto Verde fluminense com isso favorecendo exclusivamente os interesses econômicos da multinacional da poluição Aracruz Celulose que destruiu e envenenou o meio ambiente e as águas no vizinho Estado do Espírito Santo e por isso está sendo obrigada pela justiça a devolver milhares de hectares de terras griladas no passado de pequenos agricultores, indígenas, pescadores e quilombolas.
A predatória monocultura de eucaliptos -se implantada no nosso território- reforçará a perversa e degradante estrutura latifundiária já existente, provocando aumento da concentração de renda e de terras. Os monocultivos, além de utilizarem grande volume de agrotóxicos (venenos químicos) que contaminam o solo, as águas e a saúde dos trabalhadores(as); inviabilizam a produção de alimentos saudáveis que são a marca da pequena agricultura familiar camponesa, assim como criam obstáculos com o aquecimento do mercado de terras à efetivação da reforma agrária ecológica e promovem o êxodo rural (expulsão dos trabalhadores do campo) de milhares de famílias de trabalhadores rurais. Desta forma, as monoculturas contribuem para aumentar a ocupação desordenada do uso do solo e a favelização em áreas de risco de cidades médias como vimos na tragédia recente na Região Serrana, e conforme já constatado pelo IPEA e IBGE.
Outro sinal de abandono e descaso na área ambiental são os chamados "parques de papel" que são aqueles que se limitam a serem decretados (criados) por leis específicas publicadas no Diário Oficial. A bem da verdade, na prática, estes "ambientes protegidos" (apenas nas leis!) encontram-se bastante vulneráveis e permanecem ameaçados, quando deveriam funcionar como verdadeiros Pólos de Ecoturismo já que tem capacidade real de desenvolver de forma sustentável a economia de nossas cidades e gerar empregos verdes qualificados e melhor distribuição de renda.
Há que ressaltar ainda que no caso do recém criado Parque da Costa do Sol, por não ter sido precedido por estudos técnicos aprofundados e nem de amplas consultas públicas, conflitará com as diretrizes dos Planos Diretores dos municípios da Região dos Lagos desta forma inviabilizando suas estratégias de gestão territorial e de desenvolvimento econômico-social. Teme-se ainda que seja raspado o fundo do cofre dos recursos do FECAM (Fundo Estadual de Conservação Ambiental) para pagar a toda sorte de milionários especuladores imobiliários e ricos grileiros de terras públicas que, no momento, estão em pleno êxtase com a possibilidade de se apropriarem de uma hora pra outra -como efeito de uma simples canetada governamental açodada- de milionárias, ou talvez até bilionárias, desapropriações de terras agora tornadas (novamente) públicas. Nota-se que a maior parte deste território e seus ecossistemas já eram considerados Unidades de Conservação da Natureza, portanto protegidas por leis, mais nunca receberam os investimentos necessários que assegurassem sua efetiva implantação com objetivo de serem preservadas. A conta final desse super-aquecimento do mercado de terras na Região dos Lagos não pode se dar às custas do sangramento e dilapidação das poucas receitas do FECAM, o que acarretará sucateamento, desmantelamento ainda maior dos órgãos ambientais e da futura paralisação de projetos importantes nas áreas de saneamento, gestão do lixo urbano, educação ambiental, reflorestamento, despoluição de rios e lagoas. Neste quadro, até mesmo a realização de novos concursos públicos para o setor ambiental estão ameaçados já que os salários são aviltantes, baixíssimos e com o cofre vazio do FECAM as condições de trabalho ficarão ainda mais precarizadas.
Os "parques de papel" lamentavelmente se caracterizam por não disporem de investimentos efetivos do Poder Público, e, por isso, em sua grande maioria "funcionam" sem equipe técnica adequada e fiscais ambientais, não tem Plano de Manejo, nem Conselho Gestor, não tem sede administrativa, nem sinalização ecológica, a regularização fundiária e o zoneamento ambiental nunca foram feitos, e sua delimitação não existe o que proporciona o avanço das ocupações irregulares, desmatamentos e queimadas.
A combinação dos efeitos maléfícos da anti-ecológica Lei do Deserto Verde, a situação dos fictícios e desprotegidos "parques de papel" e as mudanças que visam flexibilizar o Código Florestal em benefício do agronegócio e dos ruralistas (grandes proprietários de terras) são um verdadeiro retrocesso e uma ameaça. Estes riscos ao patrimônio ambiental e genético e aos recursos hídricos devem ser vistos como um sinal de alerta à sociedade de que há um excessivo marketing governamental e um montão de factóides políticos nesta área: já que, na verdade, muito poucas são as ações e decisões que de fato foram orientadas por modelos democráticos e participativos de Gestão e Planejamento Ambiental. Se não forem revistos e combatidos a tempo ajudarão a devastar e destruir ainda mais o que restou da Mata Atlântica e de outros ecossistemas raros e de Biodiversidade valiosa e rica que são símbolos e bens públicos de nosso país. Só exercendo nossa Cidadania Ecológica seremos capazes de reverter este quadro ameaçador da Vida pelos interesses do Mercado acumpliciado por uma classe política em sua maioria submissa e conivente e que coloca em perigo a Sustentabilidade.
Sérgio Ricardo
Ambientalista (RJ)
Mais informação:
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terça-feira, 26 de abril de 2011
A casa sustentável é mais barata - parte 05 (eletrodomésticos retrô)
Os eletrodomésticos atuais não aguentam nada, quebram em 1 ano. Mesmo as marcas mais caras e conceituadas não passam dos 5 anos.
Ao mesmo tempo em que a gente se vê comprando fogões, geladeiras e máquinas de lavar com garantia estendida, podemos notar também que os eletrodomésticos antigos estão funcionando perfeitamente até hoje.
Primeiro, precisa-se entender um conceito atual em gestão: Obsolescência Programada:
Obsolescência programada é o nome dado à vida curta de um bem ou produto projetado de forma que sua durabilidade ou funcionamento se dê apenas por um período reduzido. A obsolescência programada faz parte de um fenômeno industrial e mercadológico surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940 conhecido como "descartalização". Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por mais modernos.
Os eletrodomésticos atuais são projetados e fabricados para durar pouco, mantendo assim o consumo constante e a produção sempre ativa, empregando pessoal e gerando lucro. O mesmo conceito se aplica aos aparelhos celulares, que parecem programados para durar apenas o período que levamos para juntar pontos suficientes para trocar por um novo aparelho.
Eu passei pela situação acima, quando meu fogão, geladeira e máquina de lavar quebraram na mesma semana com apenas 1 ano e 4 meses de uso. Desconfiei de um "pico de luz", mas segundo a própria autorizada, os problemas não eram de curto circuito e sim de falhas mecânicas previstas e comuns em outros clientes. Um dos técnicos que me atendeu, comentou inclusive que "no Brasil, não existe controle de qualidade", impossibilitando rastrear pelo número de série os produtos avariados.
Por outro lado, a antiga vitrola com rádio em madeira com pés de palito (com foto no link), que comprei de um vendedor de rua, sempre funcionou perfeitamente, pegando suas ondas curtas, longas e tropicais normalmente.
Alguns bares e botequins aqui do RJ, ostentam orgulhosamente suas geladeiras retrô coloridas e bojudas, normalmente da GE ou marcas hoje desconhecidas. Essas geladeiras mantém a cerveja geladíssima de seus clientes e ainda decoram os estabelecimentos.
Eu sempre quis uma geladeira dessas e quando montei minha casa, tive receio de comprar um eletrodoméstico antigo para algo tão vital quanto manter minha comida gelada. Errei, hoje tenho uma Brastemp moderna que não congela no duplex e já me custou o preço de outra geladeira em consertos esporáticos ao longo de menos de 5 anos.
Na postagem Reaproveitando tudo, uma amiga postou sobre sua experiência com sua geladeira retrô, ela está mais feliz do que eu com a minha Brastemp moderníssima e frost free.
Eletrodomésticos antigos, ou retrô e vintage como preferem alguns, além de mais baratos, duram mais e podem ser encontrados nos sites de leilão, blogs específicos, feiras de móveis de segunda mão, mercados de antiquariato ou galpões de demolição. Caso você tenha parentes que ainda guardem os seus ou mesmo vizinhos que queiram se desfazer, não faça cerimônia e peça para ficar com eles. Compre se for o caso, vai ser um dinheiro muito bem empregado.
A casa da minha madrinha, octagenária, tem os mesmos eletrodomésticos desde que eu me entendo por gente (alguns da própria Brastemp, mas antigos), a própria construção do imóvel (com 50 anos) é muito mais resistente do que o meu apartamento moderno. Os rejuntes dos azulejos da cozinha dela nunca lascaram, parecem feitos ontem, e os armários de cozinha, banheiros e quartos são igualmente impecáveis.
Caso se mude para um apartamento com aquele modelo de aquecedor de água antigo, bojudo e em ferro, mantenha o mesmo. Não compre um moderno, eu morei em apartamento com esse tipo de aquecedor antigo (estava no imóvel há 40 anos) e o mesmo nunca quebrou. O ideal seria uma placa de energia solar, mas como nem sempre é possível, é preferível que o morador do imóvel tenha pelo menos a garantia de banho quente diário sem sobressaltos.
Comprar eletrodomésticos de segunda mão é reutilizar um produto bem feito que já consumiu matéria-prima para ser produzido. Reciclagem é um conceito apoiado num tripé: recusar (comprar novo) + reutilizar (o que já existe) + reciclar (o que não pode ser reutilizado, mas deve ser reaproveitado).
Lembre-se sempre que cada aparelho celular novo consome meia tabela periódica em metais nobres e que os móveis em MDF estão transformando o que restou da Mata Atlântica numa monocultura latifundiária que emprega trabalho escravo.
Maria Rê, que mantém o site de culinária Fogão Azul, usa o fogão azul que deu nome ao site herdado de sua mãe, o fogão tem 40 anos e não deixa a moça na mão.
O conceito marxista de que a quantidade levaria à qualidade se provou ambiental e socialmente ineficaz numa sociedade de consumo. As nossas reservas de metais, madeira e água não estão aguentando tanta demanda, que precisa de combustível fóssil na logística de transporte e cujo resíduo é descartado rapidamente sem qualquer critério.
E por favor, não compre um eletrodoméstico novo com design retrô porque está na moda, não é por aí.
"Mas, se a idéia é consumir menos energia, então não é mais possível ter carros, ou casas de uma única família, as pessoas terão de se movimentar conjuntamente.... a indústria de eletrodomésticos se encolheria proporcionalmente, porque, por exemplo, seria possível lavar toda a roupa em uma única lavadora do bolo, o que seria 8 vezes mais eficiente que uma máquina de lavar normal. Todo o entretenimento eletrônico que ainda existisse por aí poderia continuar, só que não seriam mais necessários tantas máquinas. Na realidade, a indústria high-tech se reduziria só em termos de consumo. Seria preciso 10 vezes menos de tudo."
Trecho retirado da entrevista de O.Ressler, autor do melhor livro que já li: "BoloBolo, a vida num mundo sem dinheiro"
Postagens não linkadas acima:
Móveis de segunda mão
Shopping dos Antiquários
Reciclagem de eletroeletrônicos
Como funciona um aterro sanitário
O mito do reflorestamento de eucalipto
A casa sustentável é mais barata - parte 3 (material de demolição)
Ranking de empresas de TI ambientalmente corretas e reúso de celulares
Metais em risco de extinção: meia tabela periódica em cada aparelho celular
Mais informação: A casa sustentável é mais barata
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domingo, 24 de abril de 2011
A casa sustentável é mais barata - parte 04 (ecotintas)
Não estranhe, a Revolução Industrial só tem 200 anos e a indústria química nos padrões que conhecemos, menos de 100. Todas as grandes obras da Antiguidade, incluindo os afrescos do Renascimento, foram pintadas com pigmentos naturais.
A fórmula é uma só:
Tintas = liquido com cor + fixador + impermeabilizante.
Exemplos:
1. Terra + cal + óleo
2. Baba de cacto (ou babosa ou cupinzeiro) + terra + água (numa proporção 1 de baba para 15 de água)
3. Seiva de seringueira + água + areias naturalmente coloridas + óleo
Pode-se usar pó xadrez para dar cores, terra, plantas maceradas, etc. Mas cuidado, se houver outra tinta por baixo a coisa pode "não colar".
Pó Xadrez = pigmento que se compra em lojas de materias de construção, atóxico, pode-se usar sem problemas. Tem de várias cores.
Terra = aquela ali mesmo. Cave e vais ver que tens cores distintas e numa enorme variedade. Não use a primeira camada, ela contém muita matéria orgânica o que pode prejudicar a fixação, etc.
Baba de cacto = pegue um pedaço de um cacto, pique em pedaços mais ou menos de uns 10 por 10 cm, ou algo assim. Coloque num balde com água e misture. Dê uma volta, deixe de um dia pra outro, misture de vez em quando. Depois de umas 24h coe e aí está tua calda de baba de cacto.
Receitas caseiras para fazer tintas
1) Guache
Ingredientes: 100 g de pó de pintor; 30 g de glicerina; 60 g de goma arábica.
Modo de fazer: Misturar tudo e passar três vezes por peneira fina. Cozinhar em banho-maria, mexendo sempre. Guardar em vasilha de vidro. Ao usar, dissolver em água para obter melhor rendimento.
2) Anilina
Ingredientes: Pó de pintor a gosto; uma colher de chá de gesso; uma colher de sopa de goma arábica; água suficiente para dissolver.
Modo de fazer: Misture tudo. Quanto mais goma arábica for colocada, mais brilhante ficará a anilina. Colocar em vidros fechados.
3) Outra receita
Ingredientes: Uma folha de papel de seda de cor viva; uma colher de sopa de álcool; uma xícara de café de água.
Modo de fazer: Misturar tudo e deixar em fusão por dois dias. Guardar em vidro fechado.
4) Massa para pintura a dedo
Ingredientes: Uma xícara de polvilho ou trigo; uma xícara e meia de água fria; duas xícaras de água fervente; uma xícara de sabão em pó; uma colher de desinfetante líquido, de preferência Lysoform; uma colher de sopa de glicerina; qualquer corante.
Modo de fazer: Dissolver o polvilho (ou trigo) em água fria, adicionar aos poucos a água fervente, mexendo rapidamente para não encaroçar. Levar ao fogo, mexendo sempre. Quando estiver na consistência de mingau, retirar e deixar esfriar.Adicionar o sabão enquanto o mingau estiver morno, em seguida a glicerina, o desinfetante Lysoform e o corante, se quiser que a massa fique colorida. Conservar em lugar fresco.
A têmpera-ovo
A têmpera é a tinta mais antiga que conhecemos. Os artistas pré-históricos do Período Paleolítico faziam misturas com água e pigmentos naturais, como óxidos minerais, carvão, vegetais, sangue de animais e ossos carbonizados, que costumavam ser misturados na gordura de animais mortos. Na Antiguidade, na Idade Média e no Renascimento italiano, a têmpera-ovo foi muito utilizada pelos artistas na produção de iluminuras medievais e pinturas sobre suportes de madeira.
Na têmpera-ovo, o aglutinante é a gema, que é preparada da seguinte forma: separa-se a gema da clara do ovo, colocando-a em um copo com fungicida e misturando-a bem com uma colher. Ao misturar água, pigmento e esse aglutinante, você vai obter uma tinta mais transparente - como a aquarela. Se quiser uma tinta mais espessa - como o guache -, adicione talco, giz ou carbonato de cálcio.
Como achar pigmentos
A terra é um pigmento mineral que pode nos oferecer vários tons de cores. Existe uma grande variedade de terra: mais fina, mais grossa, com diversas tonalidades. Ao utilizar terra em uma atividade, deve-se observar se ela está soltando muita poeira. Para verificar isso pode-se envolvê-la com um pano para, em seguida, bater nele com um sapato ou martelo. Pode-se também peneirar a terra, deixando-a sem grãos nem sujeira. Quando for utilizar a terra como pigmento, você deve decantá-la. Coloque a terra recolhida em uma vasilha com água e espere um dia: os grãos mais pesados irão para o fundo, enquanto os mais leves ficarão na superfície. Recolha esses grãos por camadas, colocando-os para secar em um prato. Eles servirão como pigmentos para colorir a tinta. Folhas, raízes, flores e cascas são corantes vegetais, que devem ser fervidos em água por cerca de 50 minutos. Deixando-os esfriar, pode-se verificar que o líquido obtido é capaz de manchar uma superfície. Alguns exemplos:
Amarelo ou laranja: casca de cebola, cravo-de-defunto, girassol.
Vermelho: serragem vermelha, jabuticaba, casca de nogueira.
Verde: folhas de cenoura, erva-mate, loureiro.
Preto: carvão
Importante: Existem plantas perigosas cujo manuseio deve ser evitado. Consulte sempre um especialista ou botânico. Ossos triturados, conchas e cascas de ovos também servem como pigmentos retirados do reino animal.
Outras fontes de pigmentos naturais:
Açafrão em pó
Amoras
Caroço de Abacate
Casca de Angico
Casca de Aroeira
Casca de Mangueira
Casca de Murici do Cerrado
Extrato de Acacia
Extrato de Alfafa
Extrato de Cochonilha (método cruel, esmagamento de insetos)
Extrato de Curcuma
Extrato de Pau-Brasil
Extrato de Pau Campeche
Extrato de Romã
Erva de passarinho
Folha de erva-mate
Henna
Índigo em pó
Jenipapo
Picão
Sementes de Urucum
Serragem de Moreira
Pode parecer estranho pensar em tingimentos naturais, mas foi graças à abundância de pau-brasil que nosso país (que deve o nome à planta, hoje extinta) foi visto como uma boa opção a ser explorada, a tinta extraída da casca de suas árvores, era o melhor corante vermelho de sua época.
Minha mãe foi bailarina clássica e cansou de tingir suas meias, normalmente em rosa claro, com erva mate na panela, sempre que a apresentação pedia uma meia mais escura. Funcionava, mas ninguém tinha coragem de beber aquele mate depois.
Tinta branca feita com copos plásticos reciclados:
Copos descartáveis
Thinner
Após reunir uma quantidade significativa de copos descartáveis que teoricamente iriam para o lixo ponha-os dentro de uma lata e/ou recipiente metálico adicione uns 500 a 300ml de Thinner, mexa um pouco para acelerar o processo em poucos minutos você terá um "líquido estranho" o ponto de diluição você escolhe mais thinner mais ralo mais copos mais grosso.
Agora é só pintar.
Para impermeabilizar tijolos aparentes em paredes internas:
Base GRUDE: 7 colheres de polvilho azedo diluidas em 1 litro de água.
Levar ao fogo e deixar engrossar ( fica transparente), junte 1 colher de sopa de vinagre.
Depois diluir este grude em 3litros de água fria e pintar as paredes de tijolinho. Duas ou 3 mãos fixam bem. Pode-se ainda usar esta base e colocar terra como corante.
Para quem não quer fazer e arriscar estragar uma parade ou fachada, compre as ecotintas e covernizes prontos para venda do IDHEA (Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica), da Tintasolum, da Ecotintas.com.br, da Ecotintas.ind.br , Ecocasa.com.br , ou da Organum Ecotintas
Para quem quer fazer sua ecotinta, mas gostaria de estudar um pouco mais o assunto antes de partir para a ação, faça um curso à distância de ecotintas, devidamente ministrado e organizado pela Universidade Federal de Viçosa:
O curso Cores da Terra ensina a técnica de fazer tintas usando o solo como pigmento. A pintura de interiores e exteriores é de baixíssimo custo e impacto ambiental e tem alta durabilidade.
Além de dar a opção de fazer a tinta usando grude ou cola branca, o curso também ensina a coletar o solo, preparar a parede e aplicar a tinta. Esta é uma técnica muito antiga que foi resgatada por uma equipe de pesquisadores e estudantes do Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa

Mais uma opção, no Gaianos e Gaianos:
Tinta com farinha? Sim, é natural e sem cheiro!
Veja na prática como se faz uma ecotinta e leia abaixo o relato de Tomaz Lotufo no BioArquiteto.com.br:
As paredes tiveram um resultado incrível, trabalhamos com 3 camadas de barro, de forma que na ultima aplicamos linhaça e leite em pó(caseina), dando estabilidade e resistência a parede. Com este cuidado, o resultado é uma parede de terra crua sem trincas.
O acabamento foi feito com tinta natural (sem tóxicos) a base de mingau de polvilho (grude), óleo de linhaça e leite em pó (caseina), pigmentada com óxido ferroso (pó xadrez ocre), pó xadrez vermelho e preto.
As fotos demonstram a qualidade que pode se dar à uma barede de pau a pique com acabamento de tintas naturais. Um aproximação de uso da bioconstrução no meio urbano.
Outras fontes de consulta não linkadas acima:
Vestir Consciente
Ecotintas e Pigmentos naturais
Latas de tinta não reciclam
blog da Professora Mara
Ecovila Beira Serra
Comunidade de Permacultura do Orkut
Mais informação: A casa sustentável é mais barata
A fórmula é uma só:
Tintas = liquido com cor + fixador + impermeabilizante.
Exemplos:
1. Terra + cal + óleo
2. Baba de cacto (ou babosa ou cupinzeiro) + terra + água (numa proporção 1 de baba para 15 de água)
3. Seiva de seringueira + água + areias naturalmente coloridas + óleo
Pode-se usar pó xadrez para dar cores, terra, plantas maceradas, etc. Mas cuidado, se houver outra tinta por baixo a coisa pode "não colar".
Pó Xadrez = pigmento que se compra em lojas de materias de construção, atóxico, pode-se usar sem problemas. Tem de várias cores.
Terra = aquela ali mesmo. Cave e vais ver que tens cores distintas e numa enorme variedade. Não use a primeira camada, ela contém muita matéria orgânica o que pode prejudicar a fixação, etc.
Baba de cacto = pegue um pedaço de um cacto, pique em pedaços mais ou menos de uns 10 por 10 cm, ou algo assim. Coloque num balde com água e misture. Dê uma volta, deixe de um dia pra outro, misture de vez em quando. Depois de umas 24h coe e aí está tua calda de baba de cacto.
Receitas caseiras para fazer tintas
1) Guache
Ingredientes: 100 g de pó de pintor; 30 g de glicerina; 60 g de goma arábica.
Modo de fazer: Misturar tudo e passar três vezes por peneira fina. Cozinhar em banho-maria, mexendo sempre. Guardar em vasilha de vidro. Ao usar, dissolver em água para obter melhor rendimento.
2) Anilina
Ingredientes: Pó de pintor a gosto; uma colher de chá de gesso; uma colher de sopa de goma arábica; água suficiente para dissolver.
Modo de fazer: Misture tudo. Quanto mais goma arábica for colocada, mais brilhante ficará a anilina. Colocar em vidros fechados.
3) Outra receita
Ingredientes: Uma folha de papel de seda de cor viva; uma colher de sopa de álcool; uma xícara de café de água.
Modo de fazer: Misturar tudo e deixar em fusão por dois dias. Guardar em vidro fechado.
4) Massa para pintura a dedo
Ingredientes: Uma xícara de polvilho ou trigo; uma xícara e meia de água fria; duas xícaras de água fervente; uma xícara de sabão em pó; uma colher de desinfetante líquido, de preferência Lysoform; uma colher de sopa de glicerina; qualquer corante.
Modo de fazer: Dissolver o polvilho (ou trigo) em água fria, adicionar aos poucos a água fervente, mexendo rapidamente para não encaroçar. Levar ao fogo, mexendo sempre. Quando estiver na consistência de mingau, retirar e deixar esfriar.Adicionar o sabão enquanto o mingau estiver morno, em seguida a glicerina, o desinfetante Lysoform e o corante, se quiser que a massa fique colorida. Conservar em lugar fresco.
A têmpera-ovo
A têmpera é a tinta mais antiga que conhecemos. Os artistas pré-históricos do Período Paleolítico faziam misturas com água e pigmentos naturais, como óxidos minerais, carvão, vegetais, sangue de animais e ossos carbonizados, que costumavam ser misturados na gordura de animais mortos. Na Antiguidade, na Idade Média e no Renascimento italiano, a têmpera-ovo foi muito utilizada pelos artistas na produção de iluminuras medievais e pinturas sobre suportes de madeira.
Na têmpera-ovo, o aglutinante é a gema, que é preparada da seguinte forma: separa-se a gema da clara do ovo, colocando-a em um copo com fungicida e misturando-a bem com uma colher. Ao misturar água, pigmento e esse aglutinante, você vai obter uma tinta mais transparente - como a aquarela. Se quiser uma tinta mais espessa - como o guache -, adicione talco, giz ou carbonato de cálcio.
Como achar pigmentos
A terra é um pigmento mineral que pode nos oferecer vários tons de cores. Existe uma grande variedade de terra: mais fina, mais grossa, com diversas tonalidades. Ao utilizar terra em uma atividade, deve-se observar se ela está soltando muita poeira. Para verificar isso pode-se envolvê-la com um pano para, em seguida, bater nele com um sapato ou martelo. Pode-se também peneirar a terra, deixando-a sem grãos nem sujeira. Quando for utilizar a terra como pigmento, você deve decantá-la. Coloque a terra recolhida em uma vasilha com água e espere um dia: os grãos mais pesados irão para o fundo, enquanto os mais leves ficarão na superfície. Recolha esses grãos por camadas, colocando-os para secar em um prato. Eles servirão como pigmentos para colorir a tinta. Folhas, raízes, flores e cascas são corantes vegetais, que devem ser fervidos em água por cerca de 50 minutos. Deixando-os esfriar, pode-se verificar que o líquido obtido é capaz de manchar uma superfície. Alguns exemplos:
Amarelo ou laranja: casca de cebola, cravo-de-defunto, girassol.
Vermelho: serragem vermelha, jabuticaba, casca de nogueira.
Verde: folhas de cenoura, erva-mate, loureiro.
Preto: carvão
Importante: Existem plantas perigosas cujo manuseio deve ser evitado. Consulte sempre um especialista ou botânico. Ossos triturados, conchas e cascas de ovos também servem como pigmentos retirados do reino animal.
Outras fontes de pigmentos naturais:
Açafrão em pó
Amoras
Caroço de Abacate
Casca de Angico
Casca de Aroeira
Casca de Mangueira
Casca de Murici do Cerrado
Extrato de Acacia
Extrato de Alfafa
Extrato de Cochonilha (método cruel, esmagamento de insetos)
Extrato de Curcuma
Extrato de Pau-Brasil
Extrato de Pau Campeche
Extrato de Romã
Erva de passarinho
Folha de erva-mate
Henna
Índigo em pó
Jenipapo
Picão
Sementes de Urucum
Serragem de Moreira
Pode parecer estranho pensar em tingimentos naturais, mas foi graças à abundância de pau-brasil que nosso país (que deve o nome à planta, hoje extinta) foi visto como uma boa opção a ser explorada, a tinta extraída da casca de suas árvores, era o melhor corante vermelho de sua época.
Minha mãe foi bailarina clássica e cansou de tingir suas meias, normalmente em rosa claro, com erva mate na panela, sempre que a apresentação pedia uma meia mais escura. Funcionava, mas ninguém tinha coragem de beber aquele mate depois.
Tinta branca feita com copos plásticos reciclados:
Copos descartáveis
Thinner
Após reunir uma quantidade significativa de copos descartáveis que teoricamente iriam para o lixo ponha-os dentro de uma lata e/ou recipiente metálico adicione uns 500 a 300ml de Thinner, mexa um pouco para acelerar o processo em poucos minutos você terá um "líquido estranho" o ponto de diluição você escolhe mais thinner mais ralo mais copos mais grosso.
Agora é só pintar.
Para impermeabilizar tijolos aparentes em paredes internas:
Base GRUDE: 7 colheres de polvilho azedo diluidas em 1 litro de água.
Levar ao fogo e deixar engrossar ( fica transparente), junte 1 colher de sopa de vinagre.
Depois diluir este grude em 3litros de água fria e pintar as paredes de tijolinho. Duas ou 3 mãos fixam bem. Pode-se ainda usar esta base e colocar terra como corante.
Para quem não quer fazer e arriscar estragar uma parade ou fachada, compre as ecotintas e covernizes prontos para venda do IDHEA (Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica), da Tintasolum, da Ecotintas.com.br, da Ecotintas.ind.br , Ecocasa.com.br , ou da Organum Ecotintas
Para quem quer fazer sua ecotinta, mas gostaria de estudar um pouco mais o assunto antes de partir para a ação, faça um curso à distância de ecotintas, devidamente ministrado e organizado pela Universidade Federal de Viçosa:
O curso Cores da Terra ensina a técnica de fazer tintas usando o solo como pigmento. A pintura de interiores e exteriores é de baixíssimo custo e impacto ambiental e tem alta durabilidade.
Além de dar a opção de fazer a tinta usando grude ou cola branca, o curso também ensina a coletar o solo, preparar a parede e aplicar a tinta. Esta é uma técnica muito antiga que foi resgatada por uma equipe de pesquisadores e estudantes do Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa

Mais uma opção, no Gaianos e Gaianos:
Tinta com farinha? Sim, é natural e sem cheiro!
Uma tinta natural, feita em casa, com panela no fogo, no maior estilo mingau de cereal. A grande vantagem vem do fato de sua fórmula ser 100% natural: é uma tinta inofensiva para a saúde humana e o equilíbrio do planeta. Outro ponto positivo? Vamos lá: ela se baseia em um saber antigo, de povos do Marrocos e regiões adjacentes, que há séculos usam a cal para revestir superfícies lisas como paredes, bancadas de pias e até banheiras.
O nome da técnica é tadelakt, que pode ser executada com algumas variações, dependendo da aplicação e do efeito visual que se deseja obter. Trata-se de uma mistura de elementos naturais (farinha de trigo, argila branca, mica, quartzo e água), que permite revestir superfícies internas com ótimo resultado estético e, ao mesmo, sem comprometer a qualidade do ar interno.
Sabemos que as tintas imobiliárias contêm componentes agressivos à saúde humana, que são gradualmente liberados na atmosfera – também com potencial de geração de impactos ambientais. São os chamados compostos orgânicos voláteis ou COVs. Em geral, as pessoas imaginam que o problema se restringe ao período em que a tinta apresenta cheiro, mas não é bem assim: os COVs continuam sendo emitidos à atmosfera mesmo após a eliminação dos odores do produto, causando problemas para a saúde dos moradores, tais como dores de cabeça, insônia, distúrbios neurológicos, fadiga etc.
Já existem algumas certificações de construção sustentável atentas ao problema, bem como fabricantes se empenhando em reduzir o percentual de COVs em seus produtos. De qualquer forma, buscar alternativas caseiras eficientes, econômicas e saudáveis ajuda a simplificar toda essa história, certo?
Então, vamos à receita de tadelakt:
Grude:
2 partes de farinha de trigo (branca ou integral)
8 partes de água
Em uma panela grande, cozinhe a mistura mexendo sempre, até adquirir consistência de um grude mole (mais ou menos por uns 20 minutos).
8 partes de água
Em uma panela grande, cozinhe a mistura mexendo sempre, até adquirir consistência de um grude mole (mais ou menos por uns 20 minutos).
Tadelakt:
3 partes de argila branca
1 parte de mica
1 parte de quartzo
1 parte do grude preparado com farinha
1 parte de mica
1 parte de quartzo
1 parte do grude preparado com farinha
Misture tudo em um balde grande e vá adicionando água aos poucos, mexendo bem, até adquirir consistência para aplicar com pincel ou trincha.
Se desejar, você pode acrescentar pigmentos minerais para obter diferentes cores e tonalidades.
Se desejar, você pode acrescentar pigmentos minerais para obter diferentes cores e tonalidades.
Acabamento:
4 potes de pasta para dar brilho em panelas e louças
água
Após a segunda demão de tadelakt, dilua a pasta de brilho em água e, com um borrifador, aplique a mistura sobre a superfície semisseca, usando uma pedra de seixo rolado para alinhar os minerais até deixá-la totalmente lisa. Se for o caso, é possível substituir a pedra por um tecido bem grosso (tipo jeans).água
No Marrocos, o tadelakt é muito usado para revestir pias, banheiras e paredes de banheiros. Mas a receita, neste caso, deve incluir 2 partes de cimento branco, 1 parte de argila branca, 1 parte de mica e 1 parte de quartzo. Ao acrescentar água, a mistura deve ficar com consistência pastosa, para ser aplicada com uma espátula.
Veja na prática como se faz uma ecotinta e leia abaixo o relato de Tomaz Lotufo no BioArquiteto.com.br:
As paredes tiveram um resultado incrível, trabalhamos com 3 camadas de barro, de forma que na ultima aplicamos linhaça e leite em pó(caseina), dando estabilidade e resistência a parede. Com este cuidado, o resultado é uma parede de terra crua sem trincas.
O acabamento foi feito com tinta natural (sem tóxicos) a base de mingau de polvilho (grude), óleo de linhaça e leite em pó (caseina), pigmentada com óxido ferroso (pó xadrez ocre), pó xadrez vermelho e preto.
As fotos demonstram a qualidade que pode se dar à uma barede de pau a pique com acabamento de tintas naturais. Um aproximação de uso da bioconstrução no meio urbano.
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reúso de água
sábado, 23 de abril de 2011
Orgânicos podem ser mais baratos
Claudio Ushiwata postou no Orgânicos do Brasil e eu já vinha pensando nisso, após me refestelar com um guacamole feito de abacate orgânico.
O abacate orgânico comprado na Feira de Orgânicos da Pça São Salvador (Laranjeiras, RJ) custou R$1,00 - outra barraca vendia a R$1,50 - já o abacate convencional (cultivado com agrotóxicos) comprado na barraca da Feira Livre da mesma rua custa R$4,00 (R$3,00 com desconto se levar outras coisas).
No supermercado da rua ao lado, o mesmo abacate convencional está custando R$3,98 o quilo.
O limão galego estava sendo vendido a R$3,00 a dúzia. E o maço de qualquer vegetal estava a R$1,80, incluindo pés de alface, rúcula, espinafre, brocolis, bertalha, manjericão...
Vegetais mais incomuns, como a cambuquira (flores de abóbora, 4 vezes mais ricas em cálcio do que a mesma quantidade de leite) eram vendidas a R$2,00 uma caixa de mais ou menos 20cm x 10cm e uns 5cm de altura, um tamanho muito honesto.
Tomates são sempre a melhor opção, 1 único tomate pode levar até 50 vaporizações de pesticida em toda sua fase agrícola até a colheita. Acredita-se inclusive que o câncer agressivo que matou o cantor sertanejo Leandro, foi justamente decorrente à exposição aos pesticidas no tempo em que o mesmo era agricultor no cultivo de tomates. Compre e faça seu molho caseiro em casa, mais saudável e gostoso. A receita está linkada na postagem dos tomates.
Veja também a postagem sobre a Feira de Orgânicos do Flamengo, com a tabela de preços local devidamente fotografada e outro bom exemplo de orgânico barato está na portagem "Imagem do dia: o azeite extra virgem orgânico está mais barato do que o convencional"
Comprar orgânicos pode ser mais barato do que comprar hortifrutigranjeiros convencionais. Os queijos e frangos ainda são mais caros, o que é excelente, já que todo derivado animal tem que ser consumido parcimoniosamente. Os rebanhos não vieram ao mundo para nos servir.
1kg de carne consome em média 15.000 litros de água ao longo de todo o processo de crescimento, já 1kg de vegetais, só consomem 1.500.
No Brasil, segundo o Instituto CEPA, um boi precisa de um a quatro hectares de terra e produz, em média, 210 kg de carne, no período de quatro a cinco anos. No mesmo tempo e na mesma quantidade de terra, produz-se em média:
08 ton de feijão
19 ton de arroz
22 ton de maçã
23 ton de trigo
32 ton de soja
34 ton de milho
35 ton de cenoura
44 ton de batata
56 ton de tomate
Sem falar que é possível obter duas ou até três safras por ano desses vegetais combinados, aumentando significativamente essas quantidades.
Abaixo, há uma tabela comparativa, como não compro alguns itens pesquisados (barrinhas de cereais, carnes e açúcar), economizo ainda mais. Por sorte gosto de fazer bebidas, geléias, patês e meu pão favorito, o Pão de Raízes ensinado aqui, cujas farinhas orgânicas custaram em média R$2,50 e prefiro comprar uma boa rapadura de 600gr a R$3,00, que alimenta, dura meses e não me adoece, do que comprar um açúcar cristal orgânico mais caro do que o convencional. E o que não encontro nas feiras orgânicas, encontro tranquilamente nos empórios à granel, outra paixão minha declarada.
Derivados de animais, como dúzias de ovos e bandeijas específicas com meio quilo de coxa, sobrecoxa, peito de frango ou fígado de galinha orgânicos, podem ser encontrados também a R$5,00 cada item em lojas de produtos naturais ou mesmo supermercados varejistas, além das feiras orgânicas. O frango inteiro custa em média R$15,00, mas as bandeijas menores saem mais em conta para os que fazem questão de carne.
Quanto custa uma dieta orgânica? Nós calculamos
Não é novidade que o brasileiro está cada vez mais preocupado com a qualidade de sua alimentação. Tanto que a demanda por alimentos orgânicos só faz crescer por aqui. Pensando nisso, montamos uma dieta orgânica para você saber da onde vem o arroz e o feijão que está na sua mesa.
Para comparar o valor dos alimentos tradicionais com os orgânicos, visitamos os sites dos supermercados Pão de Açúcar e Zona Sul no dia 12 de abril. Abaixo, uma tabelinha bem direta. Veja e surpreenda-se com o resultado.
Alimentos orgânicos sempre sofreram com o estigma de serem careiros. A diferença de aproximadamente R$ 18 em relação a convencional suscita a questão: será que não vale a pena a pena pagar um pouco mais para comer saudável?
Observação minha (Carol): aqui no RJ, frequentando as feiras de orgânicos, os preços são mais baixos do que os encontrados nos supermercados pela equipe da reportagem acima. O próprio abacate foi encontrado a mais de R$4,00 nos dois casos, orgânico e convencional - aqui no RJ, está a R$1,00 na feira orgânica, além do brocolis que estava a R$1,80 como todos os vegetais da Feira Cooperativada e pela reportagem estava a quase R$8,00 na versão orgânica e R$4,69 na convencional. Comprar direto do produtor rural elimina todos os atravessadores, reduz o frete, enxuga embalagens e estimula a forma mais honesta de comércio criada pelo homem.
Mais informação:
Cozinha sem tupperware
A casa sustentável é mais barata
Vinhos orgânicos e biodinâmicos
As frutas que ninguém come mais
O custo de uma salada embalada
Panela velha é que faz comida boa
Carnes orgânicas, o quê e como comer
Indústria pesqueira x pesca artesanal
Feiras e revendedores orgânicos no RJ
Carnes orgânicas, o quê e como comer
1\3 de tudo que compramos, vai para o lixo
Como comprar e reconhecer produtos orgânicos
Toda bebida pronta, mesmo orgânica, é crime de hidropirataria
Tudo que você queria saber sobre orgânicos, mas não tinha uma nutricionista para peguntar
O abacate orgânico comprado na Feira de Orgânicos da Pça São Salvador (Laranjeiras, RJ) custou R$1,00 - outra barraca vendia a R$1,50 - já o abacate convencional (cultivado com agrotóxicos) comprado na barraca da Feira Livre da mesma rua custa R$4,00 (R$3,00 com desconto se levar outras coisas).
No supermercado da rua ao lado, o mesmo abacate convencional está custando R$3,98 o quilo.
O limão galego estava sendo vendido a R$3,00 a dúzia. E o maço de qualquer vegetal estava a R$1,80, incluindo pés de alface, rúcula, espinafre, brocolis, bertalha, manjericão...
Vegetais mais incomuns, como a cambuquira (flores de abóbora, 4 vezes mais ricas em cálcio do que a mesma quantidade de leite) eram vendidas a R$2,00 uma caixa de mais ou menos 20cm x 10cm e uns 5cm de altura, um tamanho muito honesto.
Tomates são sempre a melhor opção, 1 único tomate pode levar até 50 vaporizações de pesticida em toda sua fase agrícola até a colheita. Acredita-se inclusive que o câncer agressivo que matou o cantor sertanejo Leandro, foi justamente decorrente à exposição aos pesticidas no tempo em que o mesmo era agricultor no cultivo de tomates. Compre e faça seu molho caseiro em casa, mais saudável e gostoso. A receita está linkada na postagem dos tomates.
Veja também a postagem sobre a Feira de Orgânicos do Flamengo, com a tabela de preços local devidamente fotografada e outro bom exemplo de orgânico barato está na portagem "Imagem do dia: o azeite extra virgem orgânico está mais barato do que o convencional"
Comprar orgânicos pode ser mais barato do que comprar hortifrutigranjeiros convencionais. Os queijos e frangos ainda são mais caros, o que é excelente, já que todo derivado animal tem que ser consumido parcimoniosamente. Os rebanhos não vieram ao mundo para nos servir.
1kg de carne consome em média 15.000 litros de água ao longo de todo o processo de crescimento, já 1kg de vegetais, só consomem 1.500.
No Brasil, segundo o Instituto CEPA, um boi precisa de um a quatro hectares de terra e produz, em média, 210 kg de carne, no período de quatro a cinco anos. No mesmo tempo e na mesma quantidade de terra, produz-se em média:
08 ton de feijão
19 ton de arroz
22 ton de maçã
23 ton de trigo
32 ton de soja
34 ton de milho
35 ton de cenoura
44 ton de batata
56 ton de tomate
Sem falar que é possível obter duas ou até três safras por ano desses vegetais combinados, aumentando significativamente essas quantidades.
Abaixo, há uma tabela comparativa, como não compro alguns itens pesquisados (barrinhas de cereais, carnes e açúcar), economizo ainda mais. Por sorte gosto de fazer bebidas, geléias, patês e meu pão favorito, o Pão de Raízes ensinado aqui, cujas farinhas orgânicas custaram em média R$2,50 e prefiro comprar uma boa rapadura de 600gr a R$3,00, que alimenta, dura meses e não me adoece, do que comprar um açúcar cristal orgânico mais caro do que o convencional. E o que não encontro nas feiras orgânicas, encontro tranquilamente nos empórios à granel, outra paixão minha declarada.
Derivados de animais, como dúzias de ovos e bandeijas específicas com meio quilo de coxa, sobrecoxa, peito de frango ou fígado de galinha orgânicos, podem ser encontrados também a R$5,00 cada item em lojas de produtos naturais ou mesmo supermercados varejistas, além das feiras orgânicas. O frango inteiro custa em média R$15,00, mas as bandeijas menores saem mais em conta para os que fazem questão de carne.
Quanto custa uma dieta orgânica? Nós calculamos
Não é novidade que o brasileiro está cada vez mais preocupado com a qualidade de sua alimentação. Tanto que a demanda por alimentos orgânicos só faz crescer por aqui. Pensando nisso, montamos uma dieta orgânica para você saber da onde vem o arroz e o feijão que está na sua mesa.
Para comparar o valor dos alimentos tradicionais com os orgânicos, visitamos os sites dos supermercados Pão de Açúcar e Zona Sul no dia 12 de abril. Abaixo, uma tabelinha bem direta. Veja e surpreenda-se com o resultado.
Alimentos orgânicos sempre sofreram com o estigma de serem careiros. A diferença de aproximadamente R$ 18 em relação a convencional suscita a questão: será que não vale a pena a pena pagar um pouco mais para comer saudável?
Observação minha (Carol): aqui no RJ, frequentando as feiras de orgânicos, os preços são mais baixos do que os encontrados nos supermercados pela equipe da reportagem acima. O próprio abacate foi encontrado a mais de R$4,00 nos dois casos, orgânico e convencional - aqui no RJ, está a R$1,00 na feira orgânica, além do brocolis que estava a R$1,80 como todos os vegetais da Feira Cooperativada e pela reportagem estava a quase R$8,00 na versão orgânica e R$4,69 na convencional. Comprar direto do produtor rural elimina todos os atravessadores, reduz o frete, enxuga embalagens e estimula a forma mais honesta de comércio criada pelo homem.
Mais informação:
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
Encarando o bandeijão
Eu como em badeijão praticamente todos os dias, quando não no trabalho, na faculdade.
A maioria das pessoas deve entrar aqui, ver as receitas, a defesa das feiras de orgânicos e do Slow Food e acreditar que eu posso escolher exatamente o que como.
Na verdade, eu posso e todo mundo pode comer bem, mesmo comendo diariamente em bandeijão. Na minha casa, eu sou xiita, é tudo orgânico, integral e feito por mim. Mas se tenho que comer na rua, vou fazer disso a melhor experiência possível, para a mente e o corpo. Sustentabilidade e saúde não existem sem prazer.
No bandeijão, os vegetais não são orgânicos, as sobremesas são doces (ou fruta), o arroz-macarrão é de farinha branca refinada, o óleo usado é de soja e sempre vem um copo de refresco artificial, mas sim, você pode e deve saber como comer bem e com prazer, mesmo comendo na rua uma opção popular.
Vamos à ele, para que a prática se sobreponha à teoria.
Todo dia tem:
1. Arroz (branco), feijão (magro) e farofa simples (sem bacon, ovos e bananas)
2. Carne vermelha e branca (ou omelete)
3. Salada verde (alface, agrião ou acelga)
4. Salada de tomate
5. Duas opções alternativas de salada (que podem ser de legumes crus-cozidos, como maionese de batata, salada de macarrão ou até saladas de feijão)
6. Uma opção de acompanhamento quente: sopa de legumes, pûres de legumes ou massas quentes
7. Um copo de refresco e uma sobremesa (doce ou fruta)
O cardápio semanal:
O que eu comi na segunda-feira:
no pratinho auxiliar da salada: feijão (como um caldinho de feijão)
no prato principal:
salada verde
salada de tomate (pouco)
salada de grão de bico com cebola (excelente)
salada de abobrinha cozida com cenoura cozida
o acompanhamento quente: batata chips
sobremesa: a fruta (maçã, que não apareceu na foto e levei na bolsa para comer antes de dormir)
O que eu não comi na segunda-feira:
arroz branco, farofa, omelete de forno (ou bife acebolado), o refresco e o flan da sobremesa
O que eu comi na quarta-feira:
no prato auxiliar (de sopa): muita sopa de abóbora com agrião (deliciosa e igual à minha em sabor)
no prato principal:
salada verde
salada de tomate (pouco)
salada de beterraba crua ralada (o cardápio mudou, era batata calabreza e quiabo)
salada de pepino cru fatiado (o cardápio mudou, era batata calabreza e quiabo)
feijão e farofa (pouca), já que o acompanhamento quente era a sopa, tive que substituir
sobremesa: a fruta (laranja, levei na bolsa para comer antes de dormir)
O que eu não comi na quarta-feira:
arroz branco, filet de peixe (ou bife rolê), o refresco e o sorvete da sobremesa
Na sexta-feira, foi feijoada e eu adaptei:
Peguei 2 laranjas, uma das opções de salada
Feijão-feijoada sem catar as carnes e tentando me livrar de alguns pedaços esquisitos
Farofa (pouca)
O acompanhamento quente: couve à mineira (muito)
O refresco de limão (não consigo comer feijoada à seco e limonada é o mais inofensivo dos refrescos).
O doce de banana (foi gula, errei e me arrependi, estava sem graça nenhuma - deveria ter pego a grande fatia de melancia que estava linda e disponível)
O que eu não comi na sexta-feira, dia da feijoada:
Não peguei salada verde ou de tomate e tampouco a terceira opção: seleta de legumes - e explico melhor: não caberia na minha barriga. Não tive coragem de pegar um pratinho auxiliar, como nos dias anteriores, e encher de folhas. É hipocrisia, preferi deixar para comer só salada crua na refeição seguinte.
Arroz branco e frango grelhado (tem gente que pega a feijoada e ainda equilibra um pedaço imenso de peito de frango por cima)
Porque eu não escolho alguns ítens:
1. O refresco industrializado é química pura e açucarado, além de crime ambiental. E não se deve beber líquido durante as refeições, dilata o estômago, encharca e atrapalha a digestão. Deixe para cumprir o prazo regulamentar: até meia hr antes e só depois de 1hr. Se chegar à mesa morto de sede é porque está bebendo pouco líquido ao longo do dia.
2. Arroz branco é uma porcaria, não alimenta nada, é transgênico e cultivado com um mundo de agrotóxicos. Arroz só integral, de cultivo biodinâmico preferencialmente. Pior, o brasileiro quando monta um prato feito, começa logo fazendo o tradicional "morro" de arroz branco e empilhando tudo por cima. Para os vegetais, só sobra um cantinho.
3. Tomate (pouco), por falta de opção, o tomate é um dos vegetais mais pulverizados com agrotóxicos. Acredita-se até que o cantor sertanejo Leandro, antes da fama agricultor de tomates em Goiás, tenha morrido de câncer em função da exposição à tanto veneno. Pena um país com tanta terra e de climas tão bons, cuja primeira descrição oficial foi "uma terra onde se plantando tudo dá", só cultivar meia dúzia de hortaliças, perdemos todos em qualidade e quantidade.
4. Farofa (pouca), é preferível escolher farofa à arroz branco. As melhores farofas são as feitas com 50% da farinha de mandioca tradicional com os outros 50% em algum grão integral, como germe de trigo e aveia em flocos, sempre no azeite de oliva. E a farinha de mandioca ainda é um alimento confiável, original do nosso país, normalmente cultivado em condições dignas.
5. As carnes e omeletes: por mais tentadores que sejam, tente deixar de lado, a pecuária (e matadouros) de larga escala é o empregador que mais acidenta e aposenta por invalidez, emprega crianças e devasta florestas nativas inteiras para as pastagens. Além dos hormônios, aceleradores de crescimento e antibióticos aplicados nos rebanhos, que vivem confinados a vida toda.
6. Massas brancas e sobremesas doces, não alimentam nada, só engordam, viciam e ainda roubam os nutrientes dos outros alimentos. Farinha branca com água é receita de cola caseira. E mesmo frutas, por serem ricas em frutose, atrapalham a digestão da comida tradicionalmente rica em sódio e proteínas. Deixe as frutas para comer sozinhas, em lanche ou como café da manhã e ceia noturna.
7. Molhos prontos para a salada e maioneses industrializadas. Prefiro usar um fio de azeite (de lata), meio sachê de sal e uma pimentinha caseira fresca sensacional.
Eu não ligo para massas e carnes, prefiro ter que adaptar a feijoada (amo feijões de todas as formas, laranjas, couve à mineira e farofas. Amo tudo, junto ou acompanhando outras coisas). Mas se você não morre por uma feijoada como eu e ficou tenso só de ler o cardápio de terça-feira, gnocci à bolognesa, tente se servir apenas do gnocci, sem farofa, arroz e feijão, harmonizando com muita salada e vegetais cozidos. E doce nem pensar, mesmo para os viciados, doce de bandeijão nem é tão gostoso que justifique o deslize.
Mais informação:
Açúcar branco é droga socialmente estimulada, vicia e mata
Toda bebida pronta é crime de hidropirataria
Gelatina caseira
Sorvetes caseiros
Maionese caseira
Tomate
Pimentas
Sopinhas Rehab
Hortaliças em extinção pelas tentações da cidade grande
Azeites orgânicos e extra-virgens
Carnes orgânicas, o quê e como comer
Arroz trangênico da Bayer e o tempero pronto que clareia meio kg do grão em 10 min
Agricultura biodinâmica
Soja é desnecessária
A maioria das pessoas deve entrar aqui, ver as receitas, a defesa das feiras de orgânicos e do Slow Food e acreditar que eu posso escolher exatamente o que como.
Na verdade, eu posso e todo mundo pode comer bem, mesmo comendo diariamente em bandeijão. Na minha casa, eu sou xiita, é tudo orgânico, integral e feito por mim. Mas se tenho que comer na rua, vou fazer disso a melhor experiência possível, para a mente e o corpo. Sustentabilidade e saúde não existem sem prazer.
No bandeijão, os vegetais não são orgânicos, as sobremesas são doces (ou fruta), o arroz-macarrão é de farinha branca refinada, o óleo usado é de soja e sempre vem um copo de refresco artificial, mas sim, você pode e deve saber como comer bem e com prazer, mesmo comendo na rua uma opção popular.
Vamos à ele, para que a prática se sobreponha à teoria.
Todo dia tem:
1. Arroz (branco), feijão (magro) e farofa simples (sem bacon, ovos e bananas)
2. Carne vermelha e branca (ou omelete)
3. Salada verde (alface, agrião ou acelga)
4. Salada de tomate
5. Duas opções alternativas de salada (que podem ser de legumes crus-cozidos, como maionese de batata, salada de macarrão ou até saladas de feijão)
6. Uma opção de acompanhamento quente: sopa de legumes, pûres de legumes ou massas quentes
7. Um copo de refresco e uma sobremesa (doce ou fruta)
O cardápio semanal:
O que eu comi na segunda-feira:
no pratinho auxiliar da salada: feijão (como um caldinho de feijão)
no prato principal:
salada verde
salada de tomate (pouco)
salada de grão de bico com cebola (excelente)
salada de abobrinha cozida com cenoura cozida
o acompanhamento quente: batata chips
sobremesa: a fruta (maçã, que não apareceu na foto e levei na bolsa para comer antes de dormir)
O que eu não comi na segunda-feira:
arroz branco, farofa, omelete de forno (ou bife acebolado), o refresco e o flan da sobremesa
O que eu comi na quarta-feira:
no prato auxiliar (de sopa): muita sopa de abóbora com agrião (deliciosa e igual à minha em sabor)
no prato principal:
salada verde
salada de tomate (pouco)
salada de beterraba crua ralada (o cardápio mudou, era batata calabreza e quiabo)
salada de pepino cru fatiado (o cardápio mudou, era batata calabreza e quiabo)
feijão e farofa (pouca), já que o acompanhamento quente era a sopa, tive que substituir
sobremesa: a fruta (laranja, levei na bolsa para comer antes de dormir)
O que eu não comi na quarta-feira:
arroz branco, filet de peixe (ou bife rolê), o refresco e o sorvete da sobremesa
Na sexta-feira, foi feijoada e eu adaptei:
Peguei 2 laranjas, uma das opções de salada
Feijão-feijoada sem catar as carnes e tentando me livrar de alguns pedaços esquisitos
Farofa (pouca)
O acompanhamento quente: couve à mineira (muito)
O refresco de limão (não consigo comer feijoada à seco e limonada é o mais inofensivo dos refrescos).
O doce de banana (foi gula, errei e me arrependi, estava sem graça nenhuma - deveria ter pego a grande fatia de melancia que estava linda e disponível)
O que eu não comi na sexta-feira, dia da feijoada:
Não peguei salada verde ou de tomate e tampouco a terceira opção: seleta de legumes - e explico melhor: não caberia na minha barriga. Não tive coragem de pegar um pratinho auxiliar, como nos dias anteriores, e encher de folhas. É hipocrisia, preferi deixar para comer só salada crua na refeição seguinte.
Arroz branco e frango grelhado (tem gente que pega a feijoada e ainda equilibra um pedaço imenso de peito de frango por cima)
Porque eu não escolho alguns ítens:
1. O refresco industrializado é química pura e açucarado, além de crime ambiental. E não se deve beber líquido durante as refeições, dilata o estômago, encharca e atrapalha a digestão. Deixe para cumprir o prazo regulamentar: até meia hr antes e só depois de 1hr. Se chegar à mesa morto de sede é porque está bebendo pouco líquido ao longo do dia.
2. Arroz branco é uma porcaria, não alimenta nada, é transgênico e cultivado com um mundo de agrotóxicos. Arroz só integral, de cultivo biodinâmico preferencialmente. Pior, o brasileiro quando monta um prato feito, começa logo fazendo o tradicional "morro" de arroz branco e empilhando tudo por cima. Para os vegetais, só sobra um cantinho.
3. Tomate (pouco), por falta de opção, o tomate é um dos vegetais mais pulverizados com agrotóxicos. Acredita-se até que o cantor sertanejo Leandro, antes da fama agricultor de tomates em Goiás, tenha morrido de câncer em função da exposição à tanto veneno. Pena um país com tanta terra e de climas tão bons, cuja primeira descrição oficial foi "uma terra onde se plantando tudo dá", só cultivar meia dúzia de hortaliças, perdemos todos em qualidade e quantidade.
4. Farofa (pouca), é preferível escolher farofa à arroz branco. As melhores farofas são as feitas com 50% da farinha de mandioca tradicional com os outros 50% em algum grão integral, como germe de trigo e aveia em flocos, sempre no azeite de oliva. E a farinha de mandioca ainda é um alimento confiável, original do nosso país, normalmente cultivado em condições dignas.
5. As carnes e omeletes: por mais tentadores que sejam, tente deixar de lado, a pecuária (e matadouros) de larga escala é o empregador que mais acidenta e aposenta por invalidez, emprega crianças e devasta florestas nativas inteiras para as pastagens. Além dos hormônios, aceleradores de crescimento e antibióticos aplicados nos rebanhos, que vivem confinados a vida toda.
6. Massas brancas e sobremesas doces, não alimentam nada, só engordam, viciam e ainda roubam os nutrientes dos outros alimentos. Farinha branca com água é receita de cola caseira. E mesmo frutas, por serem ricas em frutose, atrapalham a digestão da comida tradicionalmente rica em sódio e proteínas. Deixe as frutas para comer sozinhas, em lanche ou como café da manhã e ceia noturna.
7. Molhos prontos para a salada e maioneses industrializadas. Prefiro usar um fio de azeite (de lata), meio sachê de sal e uma pimentinha caseira fresca sensacional.
Eu não ligo para massas e carnes, prefiro ter que adaptar a feijoada (amo feijões de todas as formas, laranjas, couve à mineira e farofas. Amo tudo, junto ou acompanhando outras coisas). Mas se você não morre por uma feijoada como eu e ficou tenso só de ler o cardápio de terça-feira, gnocci à bolognesa, tente se servir apenas do gnocci, sem farofa, arroz e feijão, harmonizando com muita salada e vegetais cozidos. E doce nem pensar, mesmo para os viciados, doce de bandeijão nem é tão gostoso que justifique o deslize.
Mais informação:
Açúcar branco é droga socialmente estimulada, vicia e mata
Toda bebida pronta é crime de hidropirataria
Gelatina caseira
Sorvetes caseiros
Maionese caseira
Tomate
Pimentas
Sopinhas Rehab
Hortaliças em extinção pelas tentações da cidade grande
Azeites orgânicos e extra-virgens
Carnes orgânicas, o quê e como comer
Arroz trangênico da Bayer e o tempero pronto que clareia meio kg do grão em 10 min
Agricultura biodinâmica
Soja é desnecessária
Castre seu gato de estimação
Veja onde castrar seu animal gratuitamente e ajude a diminuir a estatística de animais doentes pelas ruas, sofrendo e servindo de foco de proliferação de doenças.
De acordo com a Lei 14483-SP, animais devem estar CASTRADOS antes de doação ou venda. "A castração previne tumores e evita doenças e comportamentos inadequados ao convívio com pessoas e outros animais."
Mais informação:
Onde castrar seu animal gratuitamente
Porque castrar seu animal de estimação
Tartarugas não são animais domésticos
Não presenteie com coelhos de estimação na Páscoa
Abandono de animais domésticos é insustentável (e muito perverso)
Equitação, hipismo e charretes são insustentáveis, veja como é a aposentadoria de um cavalo
Minhas 3 viralatinhas: Olimpia e Margarida + Pipa
terça-feira, 19 de abril de 2011
A coleção "Pelemania" da Arezzo
Não bastasse a quantidade enorme de couro em suas peças, a Arezzo lançou uma echarpe de pelo de raposas que está sendo vendida por R$1.549,00.
Itens da coleção Pelemania da Arezzo que usavam peles de animais como raposa e coelho.
E não é só raposa que está sendo assassinada pelo produto. Ele também contém lã e cashmere, um material originado nos caprinos.
Enquanto muitas empresas têm convergido para o caminho da sustentabilidade e compaixão, a Arezzo dá um passo atrás com a introdução deste produto cruel e anacrônico.
Os animais assassinados por sua pele são animais livres capturados em armadilhas cujos mecanismos são reminiscentes de equipamento de tortura medieval. Muitos morrem de infecções ou comem seus próprios membros em uma tentativa desesperada de escapar.
Empresas que vendem peles de animais não merecem um centavo do consumidor ético.
Diante dos protestos feitos por defensores de animais de todo o país contra a nova coleção da Arezzo, que usa peles verdadeiras em sua linha “Pelemania” , conforme noticiado na ANDA, a empresa em comunicado oficial informou, agora há pouco, que recolherá em todas as lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas.
A ANDA espera que este fato desperte a consciência da Arezzo e de todas as marcas de vestuário para que definitivamente usem apenas materiais sintéticos em suas peças. Independente dos produtos serem fabricados dentro da legalidade, isto não tira deles a crueldade e a violência. A ética precisa entrar na moda!
Leia abaixo a nota oficial da Arezzo:
“Prezados consumidores,
A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios. Por isso, vimos por meio deste nos posicionar sobre o episódio envolvendo nossas peças com peles exóticas – devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão.
Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa. Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores, amparados pelos preceitos de transparência e respeito aos nossos clientes e valores.
E por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas. Reafirmamos nosso compromisso com a satisfação de nossos clientes e com a transparência das atitudes da Arezzo.
Atenciosamente, Equipe Arezzo”
Eu não gosto de falar mal de nenhuma empresa aqui no blog, mas nesse caso específico, tenho uma experiência pessoal válida. Há alguns meses, ganhei um par de sapatos da Arezzo de presente e, apesar da boa intenção da pessoa que me presenteou, notei que o mesmo era forrado em couro com o revestimento externo em tecido - o que dava a impressão de não ser em couro. Agradeci muito e, como nunca comprei nada nas lojas da rede, fui inocentemente trocar no estabelecimento mais próximo de minha casa. Qual não foi a minha surpresa ao notar que NENHUM sapato, bolsa ou cinto da loja era em material sintético ou mesmo tecido. Absolutamente NADA na Arezzo era feito em algo que não fosse couro animal. Tive que trocar o par de sapatos por um par de óculos escuros.
E honestamente, essa echarpe que deu tanta polêmica é horrorosa, além de caríssima, parece mesmo é roupa da Pedrita Flintstone... Se a moça gosta de fazer um estilo digamos "selvagem", pode comprar tudo em pelúcia e mandar confeccionar na costureira do bairro por 5% desse valor que equivale a 3 salários mínimos e sustenta uma família inteira ao longo de um mês.
Mais informação:
Artigos de couro vegetal em lojas convencionais
Quais os truques do shopping para você comprar mais
Itens da coleção Pelemania da Arezzo que usavam peles de animais como raposa e coelho.
E não é só raposa que está sendo assassinada pelo produto. Ele também contém lã e cashmere, um material originado nos caprinos.
Enquanto muitas empresas têm convergido para o caminho da sustentabilidade e compaixão, a Arezzo dá um passo atrás com a introdução deste produto cruel e anacrônico.
Os animais assassinados por sua pele são animais livres capturados em armadilhas cujos mecanismos são reminiscentes de equipamento de tortura medieval. Muitos morrem de infecções ou comem seus próprios membros em uma tentativa desesperada de escapar.
Empresas que vendem peles de animais não merecem um centavo do consumidor ético.
Diante dos protestos feitos por defensores de animais de todo o país contra a nova coleção da Arezzo, que usa peles verdadeiras em sua linha “Pelemania” , conforme noticiado na ANDA, a empresa em comunicado oficial informou, agora há pouco, que recolherá em todas as lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas.
A ANDA espera que este fato desperte a consciência da Arezzo e de todas as marcas de vestuário para que definitivamente usem apenas materiais sintéticos em suas peças. Independente dos produtos serem fabricados dentro da legalidade, isto não tira deles a crueldade e a violência. A ética precisa entrar na moda!
Leia abaixo a nota oficial da Arezzo:
“Prezados consumidores,
A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios. Por isso, vimos por meio deste nos posicionar sobre o episódio envolvendo nossas peças com peles exóticas – devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão.
Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa. Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores, amparados pelos preceitos de transparência e respeito aos nossos clientes e valores.
E por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas. Reafirmamos nosso compromisso com a satisfação de nossos clientes e com a transparência das atitudes da Arezzo.
Atenciosamente, Equipe Arezzo”
Eu não gosto de falar mal de nenhuma empresa aqui no blog, mas nesse caso específico, tenho uma experiência pessoal válida. Há alguns meses, ganhei um par de sapatos da Arezzo de presente e, apesar da boa intenção da pessoa que me presenteou, notei que o mesmo era forrado em couro com o revestimento externo em tecido - o que dava a impressão de não ser em couro. Agradeci muito e, como nunca comprei nada nas lojas da rede, fui inocentemente trocar no estabelecimento mais próximo de minha casa. Qual não foi a minha surpresa ao notar que NENHUM sapato, bolsa ou cinto da loja era em material sintético ou mesmo tecido. Absolutamente NADA na Arezzo era feito em algo que não fosse couro animal. Tive que trocar o par de sapatos por um par de óculos escuros.
E honestamente, essa echarpe que deu tanta polêmica é horrorosa, além de caríssima, parece mesmo é roupa da Pedrita Flintstone... Se a moça gosta de fazer um estilo digamos "selvagem", pode comprar tudo em pelúcia e mandar confeccionar na costureira do bairro por 5% desse valor que equivale a 3 salários mínimos e sustenta uma família inteira ao longo de um mês.
Mais informação:
Artigos de couro vegetal em lojas convencionais
Quais os truques do shopping para você comprar mais
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Páscoa em paz com o resto do mundo
O comércio nos inunda com ovinhos e afins. Paciência.
Eu adoro chocolate, coisas feitas de chocolate e tenho uma postagem apenas sobre Bolos e Tortas de Chocolate integrais e sugar-free, muitos deles veganos, outros sem glúten e com centenas de opções de recheio e caldas. Para se esbaldar mesmo.
Mas a Páscoa está aí e com ela o prato de peixe, os coelhinhos de estimação e uma série de outros hábitos que não sabemos bem quem começou, mas sabe como é, incorporamos por força da tradição.
A Páscoa comemora uma travessia (passagem = pessach) feita pelo povo judeu ao longo de 40 anos por um deserto, guiados por um profeta (Moisés) que os guiou da vida escrava no Egito para a Terra Prometida - mas ele mesmo nunca chegou à terra prometida, só a avistou de longe e já ancião.
Não tinha ovo de chocolate com um mundo de açúcar, embalagens e tampouco bacalhau.
Ele só abriu o mar em duas partes para seu "rebanho" atravessar, ninguém aproveitou para pescar e nem foi avistado nenhum coelhinho pululando, até porque não há coelhos no deserto.
A propósito, coelho não põe ovo, menos ainda de chocolate.
E seria interessante ver pelo menos um produtor de ovo de Páscoa, desenvolver seu produto em embalagem inteligente e reciclável.
As dicas do ano passado continuam valendo, mas atente para o que foi incorporado ao longo desse ano:
Coelhos de estimação são uma temeridade, o animal não foi feito para morar em apartamento e abandonar à própria sorte no parque mais próximo é condenar o mesmo à morte, além de crime ambiental.
A Terra é incapaz de acompanhar ritmo atual de consumo de carnes e pescado e a Pesca Artesanal está sendo substituída sem nenhum critério pela Pesca Industrial, arrasando com áreas nativas de manguezal e levando comunidade pesqueiras tradicionais à falência e suicídio.
"Os oceanos não podem ser considerados uma despense inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).
O número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.
No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050."
É importante lembrar que o bacalhau está sob risco de extinção. Nos últimos 30 anos, 70% da sua população mundial desapareceu.
Para dar vazão a todo esse consumo, já estamos comendo golfinhos e tubarões salgados, como bacalhau.
Leia melhor sobre o assunto em The Cove , Tubalhau, o contrassenso de Fernando de Noronha e O mar não está para peixe: Slow Fish ou "O fim da linha".
Já existem muitas empresas produzindo cacau e chocolate orgânico, incluindo ovos de páscoa inteiramente orgânicos, como anuncia Claudio Ushiwata, no Orgânicos do Brasil.
E é de se estranhar também porque só se faz chocolate de cacau e açúcar de cana, quando existem tantas outras alternativas na natureza, como o cupulate (chocolate do cupuaçu), a amarula e a alfarroba.
Observe que os grandes produtores de chocolate comercial usam o óleo de palma industrial em seus produtos, esse óleo de palma extraído do dendê está devastando florestas nativas inteiras no mundo todo.
A monocultura só interessa ao produtor, leia melhor sobre esse assunto em outra postagem polêmica Soja é desnecessária.
O cupulate é tão importante quanto desconhecido, leia sobre ele no Wikipedia:
O cupulate é um alimento com gosto e textura semelhantes aos do chocolate
A diferença em relação ao chocolate é que na fabricação do cupulate não é utilizado o cacau (Theobroma cacao) mas o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), fruta típica da Amazônia.
O cupulate foi o nome dado no Brasil pela Embrapa em 1990 ao chocolate feito de cupuaçu. Nos últimos anos, empresa Asahi Foods, do Japão, foi acusada de biopirataria e de utilizar indevidamente o termo "cupulate" por meio de processos em diversos países do mundo. Com esses processos, a empresa foi obrigada a desistir do uso ilegal do nome "cupuaçu" e do termo "cupulate".
Eu sou grande fã da fruta, para ver outras receitas gostosas com cupuaçu, leia a postagem homônima "Cupuaçu"
Syl Ribeiro escreveu lindamente sobre a alfarroba, leia também:
A alfarroba é um alimento saudável e de elevado valor nutritivo.
Contém vitamina B1 tanto quanto o aspargo ou morango, a mesma quantidade de niacina do feijão fava, lentilha e ervilha, e mais vitamina A do que a beringela, o aspargo e a beterraba. Possui ainda alto teor de vitamina B2, cálcio, magnésio e ferro, bem como um correto balanceamento de potássio e sódio.
A alfarroba não possui qualquer agente alergênico ou estimulante tais como a cafeína e teobromina presentes no cacau.
Mesmo embora ela apresente um alto teor de açúcares a alfarroba possui um baixo conteúdo calórico devido à quantidade quase imperceptível de lipídeos e alta quantidade de fibras naturais.
O efeito benéfico dessas fibras naturais na flora intestinal se dá pela proteção da membrana mucosa do intestino, bem como na redução significativa da incidência de diarréias indefinidas, desordens nutricionais e incidência de úlceras.
Estudos recentes mostraram que a alfarroba não contribui com nenhum tipo de glúten na ingestão de dieta e que possui propriedades antioxidantes.
Para quem gosta de fazer em casa, as receitas do ano passado continuam ótimas e super saudáveis, leia melhor:
Receitas de cardápios inteiramente sustentáveis na Ceia de Natal, incluindo as sobremesas da Ceia (com chocolate), todas as receitas de bolos e tortas de chocolate (incuindo versão Floresta Negra) e um Panetone Integral de Banana que pode ser feito como Colomba Pascal ou em versão salgada, como o querido Pão de Raízes.
Se você é doido por chocolate ou tem filhos pequenos, pode fazer seus ovos em casa, com um bom chocolate meio amargo orgânico, rapadura, castanhas e frutas secas.
No post das receitas de sobremesa para Natal, há inclusive uma receita de Nutella caseira sem açúcar.
Neide Rigo, do Come-se, fez lindos bombons de chocolate (sem açúcar) e recheou com um doce caseiro de bacuri, que pode ser feito com rapadura, como a geléia de cupuaçu, damasco (ou qualquer fruta seca polpuda, figo também fica divino), frutas vermelhas, gengibre e vinho quente que também combinam muito com chocolate.
Para um bombom (ou mesmo ovo) estilo "Nhá Benta", bata claras de ovos caipiras em neve. Junte gotas de limão para deixar mais durinha, as raspas da casca do limão para quebrar o gosto e cubra, já arrumado no bolo, com fios de melado ou geléias caseiras, já que a idéia é a cobertura branquinha e nevada e, adicionando melado e rapadura ao preparo, a mesma vai ficar escura. Para fazer suspiros coloridos, junte às claras em neve, geléias caseiras da cor escolhida, até em verde se usar a geléia de hortelã ou de chocolate, se juntar cacau em pó com melado. Esses suspiros coloridos e doces, são boa dica para cobrir bolos e tortas em geral, permitindo combinações coloridas.
A minha sugestão favorita é simples e pode ser feita na hora, frutas frescas e secas no espeto com calda de chocolate (branco ou amargo) e "crespinho" de castanhas (ou coco ralado), assim:
Faça uma calda de chocolate usando uma barra de chocolate meio amargo com leite de coco caseiro, adoçado com pouca rapadura. Essa calda endurece depois que esfria, e pode ser feita com qualquer leite vegetal caseiro (coco, castanhas ou pinhão) adoçando com melado inclusive. Sempre dá certo, pode substituir por chocolate branco e serve até para fazer os bombons de frutas secas
Basta dar um banho em qualquer fruta seca ou morango orgânico fresco com essa calda, passar em castanhas moídas ou coco ralado e esperar esfriar.
Banana passa, morango fresco, damasco, abacaxi, figo e pêssego (secos) são os melhores.
E talvez o mais importante nisso tudo não seja o coelhinho que você vai deixar de comprar ou o ovinho que vai fazer em casa (não que ambos não sejam), mas mudar um pouco o modo de pensar e tentar incorporar novas tradições - eu sempre achei que a Páscoa combinava muito com um grande piquenique debaixo de uma árvore em flor, ainda comum nessa época do ano, cuja temperatura é excelente. O espaço público, cada vez mais raro, tem que ser melhor utilizado.
E sim, frequentar qualquer templo religioso nessa época pode trazer uma outra dimensão ao feriado, principalmente para as crianças.
A charge é do cartunista Rucke e foi dificílima de ser encontrada, afinal quando se digita "Páscoa" e "Moyses" no Google Images, se encontra de tudo (principalmente pornografia com fantasias de coelhinho), exceto a travessia de um povo escravo para a liberdade. Tive que refinar a busca por "Mar Vermelho" para encontrar imagens afins com o tema.
A versão 2010 da Páscoa Sustetável: Sexta-feira Santa e Domingo de Páscoa
Mais informação: Coelhos de estimação, o lado B da Páscoa insustentável
Eu adoro chocolate, coisas feitas de chocolate e tenho uma postagem apenas sobre Bolos e Tortas de Chocolate integrais e sugar-free, muitos deles veganos, outros sem glúten e com centenas de opções de recheio e caldas. Para se esbaldar mesmo.
Mas a Páscoa está aí e com ela o prato de peixe, os coelhinhos de estimação e uma série de outros hábitos que não sabemos bem quem começou, mas sabe como é, incorporamos por força da tradição.
A Páscoa comemora uma travessia (passagem = pessach) feita pelo povo judeu ao longo de 40 anos por um deserto, guiados por um profeta (Moisés) que os guiou da vida escrava no Egito para a Terra Prometida - mas ele mesmo nunca chegou à terra prometida, só a avistou de longe e já ancião.
Não tinha ovo de chocolate com um mundo de açúcar, embalagens e tampouco bacalhau.
Ele só abriu o mar em duas partes para seu "rebanho" atravessar, ninguém aproveitou para pescar e nem foi avistado nenhum coelhinho pululando, até porque não há coelhos no deserto.
A propósito, coelho não põe ovo, menos ainda de chocolate.
E seria interessante ver pelo menos um produtor de ovo de Páscoa, desenvolver seu produto em embalagem inteligente e reciclável.
As dicas do ano passado continuam valendo, mas atente para o que foi incorporado ao longo desse ano:
Coelhos de estimação são uma temeridade, o animal não foi feito para morar em apartamento e abandonar à própria sorte no parque mais próximo é condenar o mesmo à morte, além de crime ambiental.
A Terra é incapaz de acompanhar ritmo atual de consumo de carnes e pescado e a Pesca Artesanal está sendo substituída sem nenhum critério pela Pesca Industrial, arrasando com áreas nativas de manguezal e levando comunidade pesqueiras tradicionais à falência e suicídio.
"Os oceanos não podem ser considerados uma despense inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).
O número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.
No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050."
É importante lembrar que o bacalhau está sob risco de extinção. Nos últimos 30 anos, 70% da sua população mundial desapareceu.
Para dar vazão a todo esse consumo, já estamos comendo golfinhos e tubarões salgados, como bacalhau.
Leia melhor sobre o assunto em The Cove , Tubalhau, o contrassenso de Fernando de Noronha e O mar não está para peixe: Slow Fish ou "O fim da linha".
Já existem muitas empresas produzindo cacau e chocolate orgânico, incluindo ovos de páscoa inteiramente orgânicos, como anuncia Claudio Ushiwata, no Orgânicos do Brasil.
E é de se estranhar também porque só se faz chocolate de cacau e açúcar de cana, quando existem tantas outras alternativas na natureza, como o cupulate (chocolate do cupuaçu), a amarula e a alfarroba.
Observe que os grandes produtores de chocolate comercial usam o óleo de palma industrial em seus produtos, esse óleo de palma extraído do dendê está devastando florestas nativas inteiras no mundo todo.
A monocultura só interessa ao produtor, leia melhor sobre esse assunto em outra postagem polêmica Soja é desnecessária.
O cupulate é tão importante quanto desconhecido, leia sobre ele no Wikipedia:
O cupulate é um alimento com gosto e textura semelhantes aos do chocolate
A diferença em relação ao chocolate é que na fabricação do cupulate não é utilizado o cacau (Theobroma cacao) mas o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), fruta típica da Amazônia.
O cupulate foi o nome dado no Brasil pela Embrapa em 1990 ao chocolate feito de cupuaçu. Nos últimos anos, empresa Asahi Foods, do Japão, foi acusada de biopirataria e de utilizar indevidamente o termo "cupulate" por meio de processos em diversos países do mundo. Com esses processos, a empresa foi obrigada a desistir do uso ilegal do nome "cupuaçu" e do termo "cupulate".
Eu sou grande fã da fruta, para ver outras receitas gostosas com cupuaçu, leia a postagem homônima "Cupuaçu"
Syl Ribeiro escreveu lindamente sobre a alfarroba, leia também:
A alfarroba é um alimento saudável e de elevado valor nutritivo.
Contém vitamina B1 tanto quanto o aspargo ou morango, a mesma quantidade de niacina do feijão fava, lentilha e ervilha, e mais vitamina A do que a beringela, o aspargo e a beterraba. Possui ainda alto teor de vitamina B2, cálcio, magnésio e ferro, bem como um correto balanceamento de potássio e sódio.
A alfarroba não possui qualquer agente alergênico ou estimulante tais como a cafeína e teobromina presentes no cacau.
Mesmo embora ela apresente um alto teor de açúcares a alfarroba possui um baixo conteúdo calórico devido à quantidade quase imperceptível de lipídeos e alta quantidade de fibras naturais.
O efeito benéfico dessas fibras naturais na flora intestinal se dá pela proteção da membrana mucosa do intestino, bem como na redução significativa da incidência de diarréias indefinidas, desordens nutricionais e incidência de úlceras.
Estudos recentes mostraram que a alfarroba não contribui com nenhum tipo de glúten na ingestão de dieta e que possui propriedades antioxidantes.
Para quem gosta de fazer em casa, as receitas do ano passado continuam ótimas e super saudáveis, leia melhor:
Receitas de cardápios inteiramente sustentáveis na Ceia de Natal, incluindo as sobremesas da Ceia (com chocolate), todas as receitas de bolos e tortas de chocolate (incuindo versão Floresta Negra) e um Panetone Integral de Banana que pode ser feito como Colomba Pascal ou em versão salgada, como o querido Pão de Raízes.
Se você é doido por chocolate ou tem filhos pequenos, pode fazer seus ovos em casa, com um bom chocolate meio amargo orgânico, rapadura, castanhas e frutas secas.
No post das receitas de sobremesa para Natal, há inclusive uma receita de Nutella caseira sem açúcar.
Neide Rigo, do Come-se, fez lindos bombons de chocolate (sem açúcar) e recheou com um doce caseiro de bacuri, que pode ser feito com rapadura, como a geléia de cupuaçu, damasco (ou qualquer fruta seca polpuda, figo também fica divino), frutas vermelhas, gengibre e vinho quente que também combinam muito com chocolate.
Para um bombom (ou mesmo ovo) estilo "Nhá Benta", bata claras de ovos caipiras em neve. Junte gotas de limão para deixar mais durinha, as raspas da casca do limão para quebrar o gosto e cubra, já arrumado no bolo, com fios de melado ou geléias caseiras, já que a idéia é a cobertura branquinha e nevada e, adicionando melado e rapadura ao preparo, a mesma vai ficar escura. Para fazer suspiros coloridos, junte às claras em neve, geléias caseiras da cor escolhida, até em verde se usar a geléia de hortelã ou de chocolate, se juntar cacau em pó com melado. Esses suspiros coloridos e doces, são boa dica para cobrir bolos e tortas em geral, permitindo combinações coloridas.
A minha sugestão favorita é simples e pode ser feita na hora, frutas frescas e secas no espeto com calda de chocolate (branco ou amargo) e "crespinho" de castanhas (ou coco ralado), assim:
Faça uma calda de chocolate usando uma barra de chocolate meio amargo com leite de coco caseiro, adoçado com pouca rapadura. Essa calda endurece depois que esfria, e pode ser feita com qualquer leite vegetal caseiro (coco, castanhas ou pinhão) adoçando com melado inclusive. Sempre dá certo, pode substituir por chocolate branco e serve até para fazer os bombons de frutas secas
Basta dar um banho em qualquer fruta seca ou morango orgânico fresco com essa calda, passar em castanhas moídas ou coco ralado e esperar esfriar.
Banana passa, morango fresco, damasco, abacaxi, figo e pêssego (secos) são os melhores.
E talvez o mais importante nisso tudo não seja o coelhinho que você vai deixar de comprar ou o ovinho que vai fazer em casa (não que ambos não sejam), mas mudar um pouco o modo de pensar e tentar incorporar novas tradições - eu sempre achei que a Páscoa combinava muito com um grande piquenique debaixo de uma árvore em flor, ainda comum nessa época do ano, cuja temperatura é excelente. O espaço público, cada vez mais raro, tem que ser melhor utilizado.
E sim, frequentar qualquer templo religioso nessa época pode trazer uma outra dimensão ao feriado, principalmente para as crianças.
A charge é do cartunista Rucke e foi dificílima de ser encontrada, afinal quando se digita "Páscoa" e "Moyses" no Google Images, se encontra de tudo (principalmente pornografia com fantasias de coelhinho), exceto a travessia de um povo escravo para a liberdade. Tive que refinar a busca por "Mar Vermelho" para encontrar imagens afins com o tema.
A versão 2010 da Páscoa Sustetável: Sexta-feira Santa e Domingo de Páscoa
Mais informação: Coelhos de estimação, o lado B da Páscoa insustentável
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sábado, 16 de abril de 2011
A casa sustentável é mais barata - parte 03 (material de demolição)
Grande parte dos custos de contrução-reforma de uma casa consistem exatamente no acabamento. É na reta final que o tempo parece não acabar e os custos se estendem a perder de vista.
Eu morei em uma casa, construída e projetada pelo meu pai, onde todas as janelas, portas, alisares, rodapés, rodameios, sancas, parte das louças e ferragens, além de um vitral e o portão de ferro da garagem terem sido comprados em galpões de demolição. Descrevo melhor essa experiência na postagem Um país em obras.
Se a pessoa souber garimpar, pode encontrar móveis e escadas de ferro que serão totalmente adaptados, as possibilidade são infinitas e os custos muito mais baixos. Lembre sempre que as peças são originais, em madeira de lei e estão sendo recicladas por você. Um móvel de madeira oriunda de reflorestamento estimula uma das nossa piores indústrias, a madeireira, que emprega trabalho escravo e cuja produção de eucalipto, está transformando as áreas remanescente de Mata Atlântica numa monocultura latifundiária. Para se informar melhor sobre o equívoco do móvel em MDF, leia as postagens O mito do reflorestamento de eucalipto e também Móveis de segunda mão.
O reúso inteligente da matéria-prima, independete de ser madeira, é sempre a melhor opção, já que o produto já devastou sua cota, consumiu água no processo de produção e combustível fóssil na logística de transporte.
O Brasil deve seu nome a uma árvore, o Pau Brasil, hoje extinto em decorrência do desmatamento desenfreado. Hoje, para ver um pé de Pau Brasil, só no Jardim Botânico.
Frequentar galpões e leilões de demolição pode virar um hobby, já que as aplicações artísticas não têm limites para customização.
Para fugir dos erros mais comuns e não acabar com um "elefante branco" na sala, leia as dicas dos especialistas:
Comprar uma réplica pensando que é uma peça antiga. Levar uma porta menor que o vão ou uma janela com ferragens desgastadas. Eis alguns erros fáceis de cometer quando você está procurando materiais de demolição. Para fugir de armadilhas, o mais importante é sair à caça dessas preciosidades na companhia de um profissional especializado no assunto - engenheiro ou arquiteto. Tanto na construção como na reforma, "o mais seguro é definir essas compras na fase de projeto", aconselha o arquiteto paulista Paulo Vilela. Outro arquiteto de São Paulo, Gil Lopes, lembra que a compra sem planejamento pode se transformar num mal negócio: "O uso de portas e janelas antigas, por exemplo, exige construção com proporções generosas, vãos amplos e pés-direitos altos". Só que muitas pessoas não levam isso em conta. Compram portas enormes, por exemplo, e depois querem encaixá-las nos vãos predeterminados a todo custo. "Isso descaracteriza a peça e pode comprometer a estrutura. Melhor, então, você partir para as compras com o projeto em mãos.
Há dois caminhos para quem vai comprar: ir diretamente aos locais de demolição (as empresas da área informam onde ficam as construções que estão sendo derrubadas) ou aos depósitos que vendem peças no estado original e, em certos casos, restauradas. "A primeira opção, mais barata, é também a mais arriscada para quem não é especialista", diz o arquiteto paulista Sérgio Fonseca. Em determinadas situações, fica mais difícil avaliar a qualidade quando a peça está instalada. Um batente apodrecido, por exemplo, não pode ser visto se estiver embutido na parede.
Na suas andanças, tenha em mente que há muitas réplicas no mercado. Nada contra - desde que sejam vendidas como tal. "Elas não têm valor histórico. Por isso, acho que devem ter preço mais baixo que as peças originais", opina o engenheiro César Carletto, proprietário da oficina de restauro Porte Du Temps. As originais trazem características que atestam sua idade, como se vê nas fotos desta reportagem. Alguns materiais de demolição exigem um cuidado extra quanto à uniformização de medidas. Tijolos e telhas, por exemplo, podem apresentar medidas diferentes entre as peças. As telhas, sejam de um mesmo lote ou não, são irregulares e porosas. O segredo para um telhado impermeável: "Fechar o madeiramento com modelos novos do tipo canal e, por cima, amarrar as telhas antigas, do tipo capa, com arame galvanizado", conta o arquiteto Marcos Borges, de Tiradentes, MG. Já os tijolos devem ser retirados de uma única construção, uma vez que medidas diferentes interferem na amarração das peças. "Procure lotes de tijolos com arestas vivas. Descarte se a maioria estiver esfarelada e prefira os que não têm argamassa muito grudada. Bata também com as mãos em alguns, rejeitando-os se não ouvir um som metálico", ensina Borges. "Tijolos antigos apresentam como vantagem melhor desempenho térmico e acústico, além de serem mais impermeáveis e resistentes", afirma Vilela. E, quando o assunto é vantagem, há um benefício que se aplica a todos os materiais de demolição: a reciclagem. "Cada metro quadrado de madeira aproveitada, por exemplo, representa a preservação de um pedaço de árvore."
Veja alguns exemplos bem sucedidos nas fotos abaixo:


E se você já tem móveis antigos herdados ou mesmo de alguém que se mudou e os deixou na sua casa, mas está insatisfeito e queria dar uma cara nova àquele mobiliário antigo e pesado, veja um exemplo prático abaixo:


Para quem está com orçamento apertado até para galpão de demolição, não herdou nada ou simplesmente gosta de colocar a mão na massa, veja como fazer móveis e até pequenas construções em pallets e reels (refugo industrial) nas postagens: A casa sustentável é mais barata - parte 07 (pallets e reels) e A casa sustentável é mais barata - parte 18 (estantes)
Fontes de consulta:
Revista Arquitetura & Construção
ArtFinding
Gazeta de Pinheiros
Blog Mulher de fases
Blog Construindo Sustentável
Graça Salles Arquitetura
Mais informação: A casa sustentável é mais barata
Eu morei em uma casa, construída e projetada pelo meu pai, onde todas as janelas, portas, alisares, rodapés, rodameios, sancas, parte das louças e ferragens, além de um vitral e o portão de ferro da garagem terem sido comprados em galpões de demolição. Descrevo melhor essa experiência na postagem Um país em obras.
Se a pessoa souber garimpar, pode encontrar móveis e escadas de ferro que serão totalmente adaptados, as possibilidade são infinitas e os custos muito mais baixos. Lembre sempre que as peças são originais, em madeira de lei e estão sendo recicladas por você. Um móvel de madeira oriunda de reflorestamento estimula uma das nossa piores indústrias, a madeireira, que emprega trabalho escravo e cuja produção de eucalipto, está transformando as áreas remanescente de Mata Atlântica numa monocultura latifundiária. Para se informar melhor sobre o equívoco do móvel em MDF, leia as postagens O mito do reflorestamento de eucalipto e também Móveis de segunda mão.
O reúso inteligente da matéria-prima, independete de ser madeira, é sempre a melhor opção, já que o produto já devastou sua cota, consumiu água no processo de produção e combustível fóssil na logística de transporte.
O Brasil deve seu nome a uma árvore, o Pau Brasil, hoje extinto em decorrência do desmatamento desenfreado. Hoje, para ver um pé de Pau Brasil, só no Jardim Botânico.
Frequentar galpões e leilões de demolição pode virar um hobby, já que as aplicações artísticas não têm limites para customização.
Para fugir dos erros mais comuns e não acabar com um "elefante branco" na sala, leia as dicas dos especialistas:
Comprar uma réplica pensando que é uma peça antiga. Levar uma porta menor que o vão ou uma janela com ferragens desgastadas. Eis alguns erros fáceis de cometer quando você está procurando materiais de demolição. Para fugir de armadilhas, o mais importante é sair à caça dessas preciosidades na companhia de um profissional especializado no assunto - engenheiro ou arquiteto. Tanto na construção como na reforma, "o mais seguro é definir essas compras na fase de projeto", aconselha o arquiteto paulista Paulo Vilela. Outro arquiteto de São Paulo, Gil Lopes, lembra que a compra sem planejamento pode se transformar num mal negócio: "O uso de portas e janelas antigas, por exemplo, exige construção com proporções generosas, vãos amplos e pés-direitos altos". Só que muitas pessoas não levam isso em conta. Compram portas enormes, por exemplo, e depois querem encaixá-las nos vãos predeterminados a todo custo. "Isso descaracteriza a peça e pode comprometer a estrutura. Melhor, então, você partir para as compras com o projeto em mãos.
Há dois caminhos para quem vai comprar: ir diretamente aos locais de demolição (as empresas da área informam onde ficam as construções que estão sendo derrubadas) ou aos depósitos que vendem peças no estado original e, em certos casos, restauradas. "A primeira opção, mais barata, é também a mais arriscada para quem não é especialista", diz o arquiteto paulista Sérgio Fonseca. Em determinadas situações, fica mais difícil avaliar a qualidade quando a peça está instalada. Um batente apodrecido, por exemplo, não pode ser visto se estiver embutido na parede.
Na suas andanças, tenha em mente que há muitas réplicas no mercado. Nada contra - desde que sejam vendidas como tal. "Elas não têm valor histórico. Por isso, acho que devem ter preço mais baixo que as peças originais", opina o engenheiro César Carletto, proprietário da oficina de restauro Porte Du Temps. As originais trazem características que atestam sua idade, como se vê nas fotos desta reportagem. Alguns materiais de demolição exigem um cuidado extra quanto à uniformização de medidas. Tijolos e telhas, por exemplo, podem apresentar medidas diferentes entre as peças. As telhas, sejam de um mesmo lote ou não, são irregulares e porosas. O segredo para um telhado impermeável: "Fechar o madeiramento com modelos novos do tipo canal e, por cima, amarrar as telhas antigas, do tipo capa, com arame galvanizado", conta o arquiteto Marcos Borges, de Tiradentes, MG. Já os tijolos devem ser retirados de uma única construção, uma vez que medidas diferentes interferem na amarração das peças. "Procure lotes de tijolos com arestas vivas. Descarte se a maioria estiver esfarelada e prefira os que não têm argamassa muito grudada. Bata também com as mãos em alguns, rejeitando-os se não ouvir um som metálico", ensina Borges. "Tijolos antigos apresentam como vantagem melhor desempenho térmico e acústico, além de serem mais impermeáveis e resistentes", afirma Vilela. E, quando o assunto é vantagem, há um benefício que se aplica a todos os materiais de demolição: a reciclagem. "Cada metro quadrado de madeira aproveitada, por exemplo, representa a preservação de um pedaço de árvore."
Veja alguns exemplos bem sucedidos nas fotos abaixo:


E se você já tem móveis antigos herdados ou mesmo de alguém que se mudou e os deixou na sua casa, mas está insatisfeito e queria dar uma cara nova àquele mobiliário antigo e pesado, veja um exemplo prático abaixo:


Para quem está com orçamento apertado até para galpão de demolição, não herdou nada ou simplesmente gosta de colocar a mão na massa, veja como fazer móveis e até pequenas construções em pallets e reels (refugo industrial) nas postagens: A casa sustentável é mais barata - parte 07 (pallets e reels) e A casa sustentável é mais barata - parte 18 (estantes)
Fontes de consulta:
Revista Arquitetura & Construção
ArtFinding
Gazeta de Pinheiros
Blog Mulher de fases
Blog Construindo Sustentável
Graça Salles Arquitetura
Mais informação: A casa sustentável é mais barata
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