domingo, 29 de maio de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Cholula, a cidade de containers no México

Uma das postagens sobre a casa sustentável ser mais barata, é justamente sobre container houses.
No México, a idéia tomou uma proporção maior, uma cidade inteira (Cholula) foi construída reaproveitando containers industriais.

Os containers vêm se revelando a alternativa ideal para construções temporárias, informais, em locais de poucos recursos ou mesmo para quem quer personalizar ao máximo sua construção com poucos recursos financeiros.

A cidade tem um expressivo centro comercial, com lojas e serviços, além de contar com coleta seletiva e painéis de energia solar. Alguns comerciantes aproveitaram móveis de segunda mão e reformaram os mesmos, dando um ar retrô aos seus estabelecimentos.






Mais informação:

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A casa sustentável é mais barata - parte 10 (ecotijolo e concreto reciclado de entulho)

O problema real:
A média de entulho produzido por metro quadrado em obras novas é de 150 kg, o que faz com que uma obra de 10 mil m produza cerca de 1.500 t de resíduos. No ano de 2000, é dito, foram descartadas na cidade de São Paulo 17.240 t de entulho por dia.

Fonte: site oficial Odebrecht


As vantagens de optar pelo tijolo ecológico:

Vantagens Ambientais:
Seu processo de produção dispensa a queima, portanto:
- Não contribui com o desmatamento;
- Não emite CO2 ao meio ambiente.

Vantagens Construtivas:
- Obra limpa;
- Melhor aproveitamento dos materiais evitando entulho e desperdício;
- Mais agilidade e facilidade na construção;
- Diminuição de até 80% na utilização de cimento;
- Sistema de construção estrutural;
- Facilita instalações elétricas e hidráulicas;
- Medidas exatas evitando trincas e diferenças no nivelamento das paredes;
- Paredes totalmente niveladas permitindo que azulejos e outros revestimentos sejam aplicados diretamente sem necessidade de nenhum tipo de reboco;
- Reduz sensivelmente a espessura da camada de reboco, quando utilizado;
- Processo de construção de fácil aprendizagem e semelhante às técnicas estruturais já utilizadas;
- Permite que sejam feitas colunas sem necessidade de caixarias;
- Termo-acústicos, deixando os ambientes internos frescos e menos ruidosos;
- Resistente a mudanças climáticas e maresia.

Vantagens Econômicas:
- Obras muito mais rápidas e que exigem número menor de operários;
- Valor compatível com os tijolos tradicionais;
- Proporciona uma economia ao final da obra de até 40%.

Fonte: Ekobuild


Antes que as pessoas corram para colocar abaixo e implodir aquele prédio feio que ninguém gosta, que fique bem claro, a idéia não é produzir mais entulho para servir de matéria-prima para mais tijolos ecológicos. Reciclagem é um tripé apoiado em 3 conceitos: recusar, reutilizar e só então reciclar.
Nesse caso, recuse construir desnecessariamente, reutilize (reforme) as construções já existentes e só então, recicle os entulho do que não tem salvação.
Eu falo melhor sobre a obsessão nacional em obras e quebradeira em 2 postagens: Um país em obras e Reciclagem de edifícios. O Ecotijolo é um paliativo nobre, mas um paliativo ao problema do entulho combinado à necessidade de novas construções.



Em Fortaleza:
Maior fonte geradora de lixo das grandes cidades, o setor da construção civil ainda não tem solução ecologicamente correta para a montanha de entulho que gera. Cerca de 70% do lixo gerado nas metrópoles vem da construção civil. Em Fortaleza, são mil toneladas de entulho de construção descartadas todos os dias.

Para reciclar tudo isso, a cidade conta com apenas uma usina de reciclagem, desde 1997, com capacidade de produzir até mil metros de tijolos ecológicos e blocos monolíticos por mês, mas que tem estocados 500 mil toneladas de entulho, porque não tem quem use o material reciclado.

“Esse material aí dá para pavimentar o estado do Ceará todinho”, exemplifica o presidente da usina de reciclagem Usifort Fortaleza, Marcos Kaiser. Do entulho reciclado podem ser gerados vários tipos de pedra e concreto para asfalto. Ainda segundo Kaiser, seria possível viabilizar toda a demanda de construção de imóveis “sem tirar um grão de areia da natureza”.
“Mas não temos construtoras que utilizem nosso material. Engenheiros também têm dificuldade em construir com material reciclado. Ainda há muita desinformação”, justifica o proprietário da usina. E emenda: “Quem compra também quer botar o preço lá embaixo, por ser material reciclado, desestimulando os negócios”.
De acordo com o presidente da Usifort, além do benefício ambiental, as obras podem ficar até 30% mais baratas com o reaproveitamento do material.

Casa arejada
A utilização de concreto reciclado já teve bons resultados. Uma das primeiras obras da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor) usou tijolos ecológicos (feito de entulho) nas vinte casas duplex do conjunto habitacional Anita Garibaldi, entregue em 2006, no valor de R$ 359.486,48. “Os moradores aprovaram. O visual, a coloração do tijolo, o isolamento térmico e acústico foram elogiados”, disse o secretário da Habitafor, Roberto Gomes.
Segundo o secretário, a iniciativa não foi replicada por falta de capacidade da usina, na época, em produzir em larga escala, para conjuntos com mais 80 unidades e também porque a lei obriga fazer licitação. “Mas estamos nos reaproximando da construtora, inclusive porque para futuro queremos reciclar todo lixo gerado pelo Habitafor”, destaca. (LMB)

Fonte: O Povo On Line



Ecológico, tijolo usado é mais resistente do que o tradicional

Quantas toneladas de entulho são necessárias para a construção de um imóvel de 52 metros quadrados, dois quartos, sala, cozinha e banheiro? Pouco mais de 28 toneladas – acaba de responder o Grupo Baram, companhia gaúcha líder na fabricação de andaimes, que construiu a primeira casa do país erguida apenas com entulhos de obras. Mais do que livrar o meio ambiente de tais detritos, a tecnologia criada pela empresa representa ainda economia de 40% no preço final do imóvel, que sai a R$45 mil.

O primeiro passo foi dado com o lançamento de uma máquina capaz de moer toda sorte de materiais – de restos de concreto a pisos e cerâmicas. Em seguida, a empresa desenvolveu um maquinário capaz de transformar esse material em tijolos e blocos. No total, foram investidos cerca de R$6 milhões em três anos.
- A grande vantagem do projeto é o aproveitamento do entulho em todas as etapas de produção, das paredes ao contrapiso (um capeamento de argamassa feito para nivelar pisos). Atualmente, em capitais como São Paulo e Porto Alegre são jogados no lixo, a cada hora, 1,8 mil e 242 toneladas de entulho, respectivamente. Com esses volumes, é possível construir 334 casas por dia em São Paulo e 85 na capital gaúcha – diz Josely Rosa, diretor-presidente do grupo.

O tijolo feito apenas de agregados – como são chamados os restos de obras depois que passam pela máquina de reciclagem – é três vezes mais resistente do que o tradicional, além, é claro, de ser ecologicamente correto, pois não utiliza combustão em seu processo de fabricação.
- A redução de CO2 na atmosfera é um dos grandes benefícios do projeto. Se essa casa fosse erguida pelo método tradicional, seriam gerados, segundo dados do Ministério de Minas e Energia, 3.996 de CO2 só na produção de tijolos vermelhos. Ou seja, seriam necessárias 21 árvores para consumir essa carga de gás carbônico. Hoje, a sustentabilidade é nossa maior preocupação, e não há como ser diferente – destaca Rosa. – Sem tratamento adequado, o entulho é deixado, muitas vezes, em locais inapropriados, como leito de rio.

Outra novidade, segundo Rosa, está no assentamento dos tijolos, feito com uma massa 100% ecológica – de resíduos minerais e que dispensa a utilização de areia e cimento. O material também é fabricado pelo grupo. O imóvel, aberto à visitação, está exposto no parque industrial da empresa, às margens da BR-116, na cidade de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre.


A primeira casa do país construída com o ecotijo de entulho

Construída pelo Grupo Baram no estacionamento do parque industrial às margens da BR-116, no município de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a casa está exposta desde o início deste mês. Inovador projeto construtivo utiliza kit composto por máquina para reciclagem de entulhos e máquina para fabricação de tijolos, além de massa para assentamento de tijolos 100% ecológica.

A primeira casa do país feita com entulhos de obras está exposta no Rio Grande do Sul, às margens da BR-116, no parque industrial do Grupo Baram, situado no município de Sapucaia do Sul, região metropolitana de Porto Alegre.

A tecnologia consiste em utilizar 28,15 toneladas de entulhos de demolição de obras para a construção de um imóvel com 52m², com dois dormitórios, cozinha, sala e banheiro. O imóvel tem área superior ao construído pelo projeto do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”, que varia entre 42m² e 45m², e representa uma economia de 40% no preço final, custando cerca de R$ 45 mil.

A iniciativa faz parte de um projeto do Grupo Baram, através da pioneira empresa Verbam Máquinas, que oferece kit composto por duas máquinas: uma para reciclagem de entulhos e sobras de concreto e outra para a fabricação de tijolos e blocos. Com essa nova tecnologia, o Grupo, que já é líder nacional na fabricação de andaimes, inova mais uma vez ao apontar uma solução ecologicamente correta para as milhares de toneladas de entulhos que são produzidas todos os dias no país.

Com 23,05 toneladas de entulhos de demolição de obras é possível fabricar 8.640 tijolos, necessários para a construção da casa. Este tijolo produzido pelo Grupo Baram é duplamente ecológico porque não usa combustão em seu processo de fabricação e é feito exclusivamente de resíduos da construção e demolição (RCD). Dentre os benefícios que esse inovador projeto construtivo pode trazer para o meio ambiente está a diminuição de CO2 na atmosfera. Só para se ter uma ideia, se essa mesma casa fosse construída pelo método tradicional, hoje adotado pela indústria da construção civil, seriam usados, conforme dados do Ministério de Minas e Energia, 3.996kg de CO2 somente para a produção de tijolos vermelhos. Isso significa que seriam necessárias 21 árvores para consumir toda essa carga de CO2.

Além de ecologicamente correto, o tijolo feito exclusivamente com agregados, nome que se dá aos restos de obras depois que estes passam pela máquina de reciclagem de entulhos e sobras de concreto, é três vezes mais resistente do que o tijolo tradicional, apresentando 7,5 MPA, unidade usada para medir o grau de resistência.

Outra vantagem do projeto do Grupo Baram é o aproveitamento de entulhos de obras em todas as etapas da construção. Para fazer o radier, contrapiso, com 8m (largura) X 6,5m de comprimento, por exemplo, são necessárias 5,10 toneladas de agregados. Outro destaque dessa inovação construtiva é a massa para assentamento dos tijolos que está sendo usada, que é 100% ecológica, feita com resíduos minerais e que dispensa a utilização de areia e cimento, também produzida pela VerbamFix, uma das marcas do Grupo.

Atualmente, em capitais como São Paulo e Porto Alegre, são jogados no lixo diariamente 1,8 mil e 242 toneladas a cada hora de entulhos de obras respectivamente. Os dados foram apurados pelo Departamento de Saneamento e Meio Ambiente da Faculdade de Engenharia de São Paulo.
Com esses volumes, seria possível construir 334 casas por dia em São Paulo e 85 residências por dia em Porto Alegre.



Empresas públicas e privadas faturam com a reciclagem de entulho

Usinas de reciclagem, em Belo Horizonte, reciclaram 112 mil toneladas de material em um ano. Empresas que utilizam a matéria-prima podem ter redução de custos.

Toda obra gera entulho. É o dono da obra quem deve assegurar a destinação correta disso tudo, normalmente os aterros. Quando isso não acontece, cerâmica, gesso, cimento, concreto, vergalhão, madeira e outros materiais aparecem abandonados em terrenos baldios, encostas de morro ou nos leitos dos rios e lagos.

No Brasil, são recolhidas oficialmente 33 milhões de toneladas de entulho por ano. Material suficiente para construir quase 500 mil casas populares de 50 metros quadrados cada.

Mas quem estuda o setor de construção civil admite que a quantidade gerada é muito maior que essa. Há quem não veja no entulho problema, e sim uma solução. Em Belo Horizonte, por exemplo, o que é coletado nas ruas é levado para usinas de reciclagem.

Tudo o que chega é despejado e espalhado no pátio. A água ajuda a baixar a poeira. Aí começa a coleta das impurezas.

Tudo que não pode entrar na reciclagem do entulho, é impureza, e a cada dia são separadas 10 toneladas de impurezas, que vai para o aterro. O britador tritura todos os materiais em cinco diferentes tamanhos de grãos.

Uma usina de reciclagem de entulho é uma linha de montagem de diferentes material de construção como, por exemplo, brita, é muito comum para quem está fazendo obra, precisa de pedrinha. Ela vai substituir a brita natural na elaboração de blocos, pavimentação, meio fio, então substitui o material natural. Esse material, que antes seria lixo, passa a ser insumo para as nossas obras.

“Se eu fosse buscar no mercado para todas as obras municipais seria uma despesa importante, não só o material, a brita e a areia, como o material que a gente usa base e sub-base de pavimentação, cobertura de valas”, fala o diretor de Planejamento da Sup. Limpeza Urbana/BH, Lucas Garilho.

A primeira usina foi inaugurada há 17 anos. Hoje são três em atividade, transformando 460 toneladas de detritos, por dia, em matéria-prima para a construção civil. Apenas no ano passado, Belo Horizonte reciclou mais de 112 mil toneladas de entulho.
Com esse material seria possível construir:
- 1.651 casas populares com 50 metros quadrados;
- 34 quilômetros de ruas com dez metros de largura;
- 67 escolas com mais de mil metros quadrados.

Se fosse comprar esses materiais no mercado, Belo Horizonte, teria de gastar aproximadamente R$ 7 milhões por ano.
“Um bloco no mercado, ele está em torno de R$ 1, R$ 1,20. Para nós sai com uma redução em torno de 40% um valor menor do que esse. A gente tem uma economia de 40% em cada bloco”, conta Garilho.

Não é difícil encontrar na capital mineira construções feitas a partir do entulho reciclado. É o caso de um galpão de pneus velhos.

O piso foi feito de entulho, paredes feitas de entulho. À primeira vista não dá para identificar a origem. A pergunta que interessa é: dá para confiar, é seguro? “Para esse tipo de construção, um piso mais grosseiro, um bloco de vedação, o entulho reciclado ele pode ser tranquilamente utilizado”, afirma Garilho.

O setor privado também passou a se interessar pelo entulho. Nossa equipe visitou, em São Paulo, uma empresa que instalou cinco unidades de reciclagem pelo país. Duas delas, na capital paulista.

Criada há três anos, a empresa já transformou em matéria-prima para a construção civil 200 mil toneladas de entulho. “É uma solução econômica para as empresas que utilizam por ser até 30% mais barato que o produto natural”, fala o sócio da Estação Resgate, Gilberto Meirelles.

Para o empresário, o potencial de crescimento desse mercado é proporcional a quantidade de entulho que ainda é abandonada no lugar errado. “Hoje em dia a gente estima que praticamente metade do entulho gerado não vão para aterros licenciados. Só aí a gente está observando que tem uma grande oportunidade de matéria-prima para ser reciclada”, completa Meirelles.

Num canteiro de obras em São Paulo, até mesmo as impurezas recebem a destinação correta. São separadas na origem para facilitar a reciclagem. “Do todo da obra, em linhas gerais, esse entulho representa 50%. O resto seria metal, madeira, plástico, papel, gesso, já destinados para reciclagem”, diz o gerente de Desenvolvimento Tecnológico-Cyrella, Alexandre Amado Britez.

A construtora treina e conscientiza os funcionários a gerar o mínimo e reaproveitar o máximo do material. Isso reduziu em 35% a quantidade de entulho gerada em cada obra e o que é produzido vai para uma empresa contratada pela construtora para reciclagem.

Esses são exemplos de que, aos poucos, o Brasil vai descobrindo a riqueza do entulho. Menos mineração. Menos custos, mais inteligência na hora de construir o novo, reaproveitando o que nunca mereceu ser chamado de velho.
 



Mais fornecedores:
Tijoleco
Construvan
Enrico Rio
Tijolos Gareta
Lapin Tijolos
Recibloco
Usina Ecox
L&F Tijolos Ecológicos
Ekobuild
Ecomáquinas
Ecolaria
TijoloecologicoBH
Monteirotijolos
Tijolosecologicos
ecofortetijolos@gmail.com


Blog específico sobre o assunto: Tijolo Ecológico


Para reciclar seu entulho e contactar fornecedores: Estação Resgate


Vídeo no Jornal Nacional mostrando o processo "mão na massa":






Questões sociais acerca das olarias de tijolo, telhas e cerâmica convencional:
Acidente de trabalho com crianças em olarias
Estudo sobre segurança em olarias de tijolo vermelho
Mutilações e escalpelamentos nas olarias irregulares
Crianças mutiladas e escalpeladas nas olarias do NO



Mais informação: A casa sustentável é mais barata

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A reforma do Código Florestal - veja quem votou contra e a favor


Maquinário pesado avança sobre a floresta tropical
A expectativa de anistia aos desmatadores oferecida pela votação da reforma do Código Florestal na Câmara dos Deputados, nesta terça (24), abre espaço para o aumento do desmatamento no Brasil, a exemplo do que já vem acontecendo nos últimos meses, principalmente no Mato Grosso. Mas as mudanças propostas no relatório ainda não estão valendo.

A aprovação é apenas um passo da reforma proposta pelo deputado ruralista Aldo Rebelo (PC do B/SP). O texto segue para o Senado e, se for alterado, retorna para a Câmara, onde pode ser modificado novamente. Depois disso, a Presidência da República ainda poderá vetar trechos ou a íntegra do relatório. O Judiciário também poderá modificar o texto se entender que ele fere a Constituição.

“Este processo está apenas começando. Por isso é importante as pessoas se engajarem e manterem a mobilização contra esse retrocesso. O Movimento SOS Florestas propõe uma série de manifestações, como a que dá “voz” às árvores. Essa e outras ações serão decisivas para levar aos parlamentares a mensagem da sociedade contra o desmanche do Código Florestal”, diz o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza.

De acordo com Scaramuzza, a eventual aprovação final da versão votada na Câmara não garante que os produtores serão “legalizados”, embora as exigências de proteção de florestas sejam bem menores. “Esse é o pior dos mundos, pois o nível de exigências foi enfraquecido sem assegurar que a lei seja implementada, que os produtores terão apoio ou condições reais para atingir a regularização ambiental”, disse.

“A aprovação da atual proposta de reforma do Código Florestal é uma imensa oportunidade perdida para assegurar uma produção brasileira em bases mais sustentáveis. Esse seria um diferencial decisivo para a aceitação de nossos produtos no mercado internacional. Mas, se forem associados ao aumento do desmatamento e ao aquecimento global, perderemos acesso a mercados”, prevê o superintendente do WWF-Brasil.

“A Câmara dos Deputados votou olhando para o retrovisor, olhando para o passado e não para o futuro. Deveríamos olhar para o promissor mercado verde, para a economia de baixo carbono”, completa Scaramuzza.

Votação
A aprovação do texto na Câmara dos Deputados teve apoio da oposição e de partidos da base do Governo. Apenas PSOL e PV mantiveram votação contra o texto do deputado ruralista Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Os líderes do PT, Paulo Teixeira (SP), e do Governo, Cândido Vacarezza (PT-SP), orientaram as bancadas a votarem a favor do texto, ainda que a presidente Dilma Roussef tivesse posição divergente e tivesse dito inclusive que vetaria o projeto, de acordo com relatos de diversas fontes.

Com ou sem o aval da presidente, uma série de encontros de lideranças políticas ao longo do dia resultou em acordo que permitiu a votação do relatório. O destino do Código Florestal ficou expresso horas antes da aprovação, por meio das declarações de parlamentares da base governista, que passaram a pender para a “conciliação”.

O deputado Vacarezza, líder do governo na Câmara, disse que a presidente Dilma “não hesitará em usar de suas prerrogativas constitucionais para proteger o meio ambiente”.

Na prática, porém, o governo desistiu da disputa na Câmara e manteve o discurso de que o relatório pode ser melhorado no Senado ou vetado pela presidente. “Trata-se de uma aposta muito perigosa, que coloca em risco toda a reputação ambiental acumulada nos últimos anos com a diminuição do desmatamento na Amazônia e a liderança necessária para a Rio +20, que será realizada em 2012”, avalia Scaramuzza.

“No fim das contas, o governo está colhendo o que plantou ao permitir que a proposta de reforma do Código Florestal fosse relatada pelos ruralistas, desvirtuando completamente os objetivos históricos da legislação. Ao contrário do que se espera de um relator, Aldo Rebelo escolheu setores atrasados do agronegócio, enfraqueceu dispositivos de controle e tornou o Código praticamente impossível de ser implementado, pois está repleto de armadilhas e pegadinhas que resultarão apenas em mais degradação ambiental”, disse.

“Agora é hora de o Executivo entrar em campo, deixar de ser refém de um jogo de interesses menores e exercer sua influencia para que a escolha do relator do Senado seja compatível com o papel de encontrar soluções e modernizar o Código Florestal”, disse Scaramuzza.

A secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, confia numa solução razoável para o caso.

"A votação na Câmara dos Deputados foi uma etapa. O WWF-Brasil continua mobilizado para atuar junto ao Senado, próxima instância do processo. Esperamos que o Senado eleja um relator à altura da complexidade e da sensibilidade do tema, e que seja competente e isento. Também vamos manter a mobilização da sociedade e temos confiança de que a Presidente Dilma Roussef exerça o seu poder de veto, caso seja necessário, para honrar os compromissos feitos à sociedade brasileira de proteção ambiental a e à comunidade internacional com os compromissos de redução das emissões gases de efeito estufa e de conservação da biodiversidade", completou.

Impactos
Além de estimular mais desmatamentos em nome do avanço insustentável da fronteira agropecuária, o relatório ruralista aprovado ontem para o Código Florestal inviabilizará o cumprimento de acordos internacionais, prejudicará a produção e a exportação brasileiras e a própria liderança global do país na área ambiental. Um retrocesso.

A simples possibilidade da aprovação de uma lei que reduza a proteção das florestas brasileiras associada a duplicação da lucratividade da soja provocou, apenas no Mato Grosso e entre março e abril deste ano, a derrubada de 477,4 quilômetros quadrados (Km2) de Amazônia. Já entre agosto do ano passado e abril último, houve 43% mais desmatamento naquele estado. Em toda a Amazônia, no mesmo período, o aumento da área desmatada foi de 27%, chegando a 593 Km2.

O Brasil se comprometeu junto às Nações Unidas em cortar cerca de um bilhão de toneladas de suas emissões de gases de efeito estufa até 2020. A grande maioria das emissões nacionais vem do desmatamento. Estudo do Observatório do Clima demonstra que podem ser lançadas na atmosfera mais de 25 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa com os desmatamentos que serão provocados pelas alterações aprovadas ontem na Câmara. O montante é mais de 13 vezes superior às emissões do Brasil em 2007.

Desmatamento em alta, metas climáticas comprometidas e produção insustentável são um trio perigoso para um país com economia dependente do bom uso de recursos naturais e do balanço de exportações. Grande quantidade de água e clima favorável, entre outros fatores, tornou o país uma das potências no mercado internacional de commodities como soja e carne. Tudo isso está em jogo no médio e longo prazos se o Congresso aprovar um Código Florestal centrado na fórmula simplória do mais desmatar para mais produzir. Mercados globalizados exigem cada vez mais itens certificados e produzidos com sustentabilidade.


Confira as principais alterações aprovadas pela Câmara dos Deputados:


1. Produtores que degradaram ou desmataram áreas de preservação permanente (topos de morro, encostas e beiras de rio, por exemplo) até 22 de julho de 2008 não precisarão recuperá-las e ficam isentas de multas, com condições.


2. Desmatamentos em áreas de nascentes, mangues, várzeas, veredas, dunas e restingas também poderão ser autorizados.


3. Produtores com imóveis de até quatro módulos fiscais, que podem somar até 400 hectares, ficam dispensados de restaurar a reserva legal desmatada ilegalmente.


4. Plantações de café, maçã, uva e fumo já existentes podem ser mantidos em topos de morro e encostas com inclinação acima de 25 graus.


5. Desmatadores ficam desobrigados a restaurar na integridade áreas de mata ciliar, devendo recuperar apenas a metade da faixa. Na prática, trata-se da eliminação das áreas de preservação permanente às margens dos rios e ao redor de nascentes.


6. Ficam canceladas as multas por crimes ambientais para os produtores que se alistarem no programa de regularização ambiental dos estados e do Distrito Federal, e os prazos para eles regularizarem sua situação podem ser prorrogados pelos governadores.


7. Desmatadores que derrubaram mais que o permitido na Amazônia ficam dispensados de recuperar toda a área desmatada ilegalmente, bastando reflorestar apenas para atingir 50% da propriedade.


Fonte: WWF Brasil


Veja quem votou contra e a favor no site oficial da Câmara Legislativa


Para entender melhor, leia as postagens:
Desertos verdes, parques de papel e a flexibilização do código
Se você desmatar, está perdoado e ainda tem 30 anos para reflorestar
O mito do reflorestamento de eucalipto
Soja é desnecesária
Bunge, umas das empresas que "investiu" na aprovação do Código Florestal

terça-feira, 24 de maio de 2011

A casa sustentável é mais barata - parte 09 (lavanderia)

Lavanderias normalmente são em áreas externas, o que garante iluminação natural e nos faz economizar luz elétrica e evitar a compra de mais lâmpadas.

Além dos produtos biodegradáveis e com embalagens em refil que serão explicitados no final, as 2 práticas mais importantes a serem adotadas na lavanderia são:

1. Abolir a secadora de roupas: é um eletrodoméstico a mais consumindo matéria prima e energia, encolhe as roupas e revela-se desnecessário na maioria dos casos, principalmente num país tropical.

2. Reutilizar as águas cinzas da máquina de lavar
Cada vez que você lava roupa, pelo menos 60lts de água são usados. Se a máquina estiver no modo mais econômico e com menor volume, a lavagem vai usar 30lts e o enxague outros 30. Caso você lave um edredon e deixe a máquina no volume máximo de água, a quantidade vai dobrar: 60lts para lavagem e mais 60 para enxágue - num total de 120lts de água limpa!.

O que pode ser feito para reaproveitar toda essa água que vai literalmente pelo cano (e acaba na tubulação de esgoto) é acoplar uma mangueira sobressalente a mangueira curtinha que já vem na máquina.


A daqui de casa foi comprada numa loja de ferragens, custou R$6,00 e foi inicialmente produzida para atender à aspiradores de pó, mas serviu bem e é igualzinha a da máquina de lavar.

A saída dela, é despejada num "balde-cisterna", um balde de 60lts com uma fenda na tampa. Estava em promoção no supermercado e parece ter sido projetado pensando nisso. Custou R$24,00 e armazena toda a água da lavagem para que eu possa usar como quiser em outro dia. Recentemente, comprei outro balde (as fotos são de uma das primeiras postagens do blog, minha casa antiga). Hoje, uso as 2 cisternas e armazeno o dobro de água, não desperdiçando nem 1 gota.


Essa água, que lavou sua roupa, é limpa - tem um pouco de sabão e lava perfeitamente varandas, banheiros, cozinhas e até a calçada e a garagem. Caso tenha um quintal-horta, acople outra mangueira à saída da cisterna e fure a mesma ao longo de todo o comprimento, mantendo uma distância de 2 cm para cada furo. Essa mangueira vai irrigar todo o seu quintal-horta, permitindo a melhor forma de irrigação: por gotejamento, sem perda por evaporação.

Caso você lave muita roupa e encha os 60lts de uma vez só, você pode usar essa primeira parte da água na faxina deixando a roupa de molho na água do enxague. Quando a "cisterna" esvaziar, você aperta o botão da máquina que permite a centrifugação e reenche a cisterna.
A água com ou sem sabão  também pode ser toda reaproveitada para lavar outras roupas, você pode inclusive ir reaproveitando a água a semana toda de acordo com as lavagens de roupa e deixar a última "batida" para fazer a faxina.

Para outras formas de reúso e armazenamento de água, leia a postagem A casa sustentável é mais barata - parte 06 (captação de águas pluviais) e para ver tudo sobre uma faxina sustentável e controle de pragas biológico, leia a postagem A casa sustentável é mais barata - parte 12 (faxina e controle de pragas)



Já existem marcas de sabão em pó biodegradáveis, eu normalmente uso o Amazon por ser o mais em conta, já citado aqui na postagem Sabão em pó biodegradável. Mas, para quem não encontra o Amazon, qualquer sabão de coco em pó, é biodegradável. A marca mais encontrada no comércio é o sabão de coco em pó Ruth. Outras marcas muito populares são a GEO, Cassiopéia-Biowash, Amo o verde, Ecoar e a ECOBril, linha ecológica da Bombril. Para substituir as esponjas de limpeza, em material sintético e não reciclável oriundo de petróleo, dê uma chance às buchas vegetais à venda em qualquer feira livre por R$10,00 o metro, podendo ser plantadas em casa num vaso grande ou mesmo compradas pela internet no site NaBucha.
Priorize as marcas que trabalham com embalagens em refil, além de ser menos lixo sendo descartado no meio ambiente, as embalagens são naturalmente em plástico convencional derivado de petróleo.
Eu me aprofundo melhor em limpeza sustentável na postagem A casa sustentávle é mais barata - parte 12 (faxina e controle de pragas).

Em tempo, biodegradabilidade é a medida de degradação de uma substância por microorganismos em um tempo determinado. A Anvisa exige 80% de biodegradabilidade dos tensoativos aniônicos - o que torna qualquer sabão em pó 80% biodegradável.

Sobre as esferas cerâmicas que dispensam o uso de saponáceos na máquina de lavar, a mais conhecida é a okoball, você encontra mais informações na postagem Lavar roupa sem sabão. Se quiser conhecer outras marcas, a loja virtual Greenvana revende as Eco Laundry Balls.

Para remoção de manchas, evite a água sanitária e produtos tradicionais como Vanish. A revolução industrial só tem 200 anos, antes disso nem havia indústria química. Os próprios produtos alvejantes que conhecemos, não existem há 100 anos. Ainda há muita tradição de quarar roupa, torcer com sabão de coco no tanque e promover a remoção dessa mancha de forma caseira.
Dependendo do caso, ferva com sabão de coco e depois, esfregue.

Em casos de manchas mais reincidentes, depois dessa fervura, volte a peça para o tanque e ensaboe novamente com sabão de coco, torça à mão e deixe a peça repousando torcida de um dia para o outro.
As vezes nem precisa ferver, só o ato de deixar a roupa torcida com sabão e um pouco de água oxigenada de um dia para o outro já resolve.

Limão e vinagre de maçã também são excelentes coadjuvantes na remoção de manchas. Esfregue um dos dois sobre a mancha, remova com água quente e leve então a lavar. Remover manchas não é fácil, muitas vezes é preciso repetir o processo várias vezes e observe também que as manchas causadas pela maioria das frutas não sai mesmo com produto químico.

Uma professora muito querida, engenheira textil de formação, me ensinou a fugir da água sanitária (basicamente cloro puro) e priorizar a água oxigenada, especialmente em roupas brancas. Normalmente as manchas de encardido são causadas pela gordura natural do próprio corpo e deixando de molho na água oxigenada de um dia para o outro, esse encardido realmente é removido.
O cloro da água sanitária inclusive dissolve o elastano, uma fibra sintética presente em quase todas as roupas, especialmente as íntimas.
Para quem adotou abiosorventes e fraldas de pano, a água oxigenada é a salvação.

Roupa branca para ficar clara pode quarar no sol no molho com o sabão, no qual se mexe de vez em quando. Pode-se acrescentar um pouco de álcool ou água oxigenada ao sabão em pó, desde que não haja detalhe colorido na peça que se deixa no molho com álcool, porque o álcool tem o poder de remover a cor e pode manchar a peça. Algumas pessoas gostam de usar anil dissolvido em água, mas tem que ser pouco anil em muita água e só depois de dissolvido, colocar a roupa. Anil mancha a ponto de ser usado como ecotinta para pigmentação natural em tecidos e paredes, fique de olho.
Para se informar melhor sobre ecotintas e formas naturais de pigmentação, leia a postagem A casa sustentável é mais barata - parte 04 (ecotintas)

Roupas que soltam tinta e tendem a manchar, especialmente as pretas, vermelhas e azul-marinho, podem ser controladas adicionando 1 col de sopa de sal na água da lavagem.
Para as toalhas e roupas de cama, o vinagre branco como enxaguante deixa a roupa mais macia quando combinada com os sabões em pó mais suaves.

Roupas muito sujas de barro, lama ou empoeiradas, devem ficar de molho de véspera em água pura, volte e torça tudo, enxaguando se for o caso. Mas deixe a água decantar a sujeira sólida antes de partir para a lavagem na máquina. Se forem peças grandes e pesadas, a roupa pode ficar de molho na própria máquina, centrifugue após o prazo e só então, lave a roupa com seu sabão biodegradável.
Quem trabalha com graxa, deve ter um macacão ou avental só para isso - as manchas não costumam sair nem com soda cáustica e ácido muriático.

Eu não uso amaciante de roupas há muito anos, não sinto falta, mesmo nos lençóis. Mas quem não vive sem, pode comprar as versões biodegradáveis da EcoBril e Cassiopéia ou fazer seu amaciante em casa a partir da receita do Instituto IPEMA de permacultura da Mata Atlântica:
5 litros de água
4 colheres de glicerina líquida
1 sabonete de glicerina ralado
2 colheres de sopa de Leite de Rosas ou óleo essencial no odor escolhido
Ferver 1 litro de água com o sabonete ralado até dissolver. Acrescentar mais 4 litros de água fria, as 4 colheres de glicerina líquida e as 2 colheres de Leite de Rosas. Mexer bem até misturar e depois engarrafar.

Eu tampouco passo as minhas roupas, prefiro os tecidos em algodão que não amassam e fico muito surpresa quando vejo pessoas passando calça jeans e fronhas, que serão esticadas. Particularmente, é um desperdício de tempo e energia. Mas, alguns homens usam camisas sociais diariamente que precisam passar. Então deixo uma receita caseira de goma para roupas que precisem ser passadas a ferro:
1 col de sopa de polvilho
1 litro de água
Dissolver o polvilho na água facilita a tarefa e ainda não polui o ar.
 
Para perfumar roupas delicadas e de cama, existe água de rosas e laranjeiras para consumo gastronômico, que sempre podem ser diluídas em água ou álcool de cereais. Lavanda também proporciona águas perfumadas, a L´Occitane vende uma água de lavanda para aromatizar a roupa. Uma dica boa é diluir óleos essenciais em água destilada ou deixar a erva seca em infusão de álcool de cereais por 15 a 45 dias, com a erva ocupando 1\3 do vasilhame e depois usar para borrifar. Alfazema, macela e camomila são encontradas a granel inclusive. Fuja dos chás e ervas frescas, mancham muito, especialmente quando deixados de molho junto com a roupa.
Se gosta de perfumar a casa com incensos e aromatizadores, leia a postagem Incensos e Aromatizadores, o mundo é o que você cheira


Mais informação: A casa sustentável é mais barata

Zoológicos x Reservas



Sobre a mídia online que exalta os zoológicos

Quem lê sites que reservam seção aos animais não humanos, como Folha.com e Terra Notícias, deve ter percebido a abundância de notícias sobre filhotes nascidos ou apresentados em zoológicos de todo o mundo. Pessoalmente não sei se há algum intuito nesses veículos de imprensa de promover educação ambiental pela frequente exibição de filhotes fofinhos. Mas, havendo ou não esse objetivo, há uma grande valorização dos zoos nesses portais e isso é um grande desserviço à ética dos Direitos Animais, além de uma educação antiambiental.Com tantas notas sobre animais graciosos exibidos em zoológicos, dá-se aos leitores a forte impressão de que a vida dos animais nesses lugares é aprazível, é uma “vidinha boa”. Fica parecendo que os bichos sentem-se bem ali, atrás de jaulas ou cercas de poucos metros quadrados, e vivem a melhor vida possível. Essa porção da mídia joga fora o alegado ideal da imparcialidade e mostra ser totalmente favorável aos zoos em sua essência – desde que não firam regras de “bem-estar animal”.


E também são passadas as mensagens implícitas de que:


a) lugar de animal selvagem também é no zoológico, mesmo que ali passem a vida toda privados do básico direito à liberdade e expostos ao estresse dos barulhos humanos, coisa que não acontece nos seus habitats naturais;

b) é certo exibir animais em zoos, é legítimo atribuir aos animais a utilidade de servir como objetos de exibição a render dinheiro para seus “donos”;

c) os animais silvestres também podem ser propriedade humana, sendo perfeitamente justo submetê-los ao interesse capitalista do dono do zoo, tal como manter o jugo dos animais rurais aos anseios do pecuarista.


Esses jornais virtuais irrelevam o fato de que a essência do zoológico é a exploração animal, é o aprisionamento de animais em confinadouros, é tratá-los como propriedade, como se fossem análogos a objetos de um museu. Ignoram que, se não aprisionassem animais para exibi-los à população, não seriam zoológicos.

Num sentido mais tendente ao prático, a exaltação dos zoos também acaba impulsionando que mais e mais bichos sejam sequestrados de seus habitats por caçadores traficantes de animais selvagens. Porque, afinal, a primeira girafa a ser trancafiada no zoológico da cidade não nasceu ali, e sim foi capturada no meio silvestre. E para haver mais diversidade de animais em exibição – porque as pessoas gostam de zoos diversificados, que exibam novas espécies de animais periodicamente –, é necessário traficá-los na mata quando não se pode importá-los de outros zoos.

E como se deve ter noção, roubar animais de seu ambiente natural não é nem um pouco ecologicamente correto, pois pode causar danos à fauna local se considerarmos a subtração cumulativa de bichos livres pelos traficantes locais. Somando esse fato à desinformação que se passa aos leitores, relativa à suposta validade ética e ambiental de se prender bichos em zoológicos, a valorização do zoo no noticiário tem um efeito contrário ao da educação ambiental. Pois estimula os leitores a acreditar que é certo, é ético, é justificável manter em cativeiros com fins lucrativos animais que deveriam estar vivendo em liberdade e mantendo em equilíbrio os ecossistemas que suas espécies habitam.

Pensando nos Direitos Animais e na Ecologia, percebemos que não são razoáveis essas odes dos noticiários online à cultura do zoológico, ao costume de apresentar novas espécies e manter os animais aprisionados para fins arrecadativos. Seria mais lógico, assim, que parassem essa divulgação gratuita (?), em respeito às vidas sencientes que são roubadas de seus lares e tornadas escravos de corpo.
 
 
 
Mais informação:
Circo legal não tem animal
10 pecados naturais do turista
Equitação, hipismo e charrete são insustentáveis
Carnaval sustentável: seu animal não é palhaço
Odeio Rodeio: fonte de muito sofrimento e prejuízo aos cofres públicos
A foto do zoológico de Buenos Aires: tartarugas não são animais domésticos
Neurocientistas de todo mundo assinam manifesto reconhecendo consciência em animais    

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Boa notícia do PAC: Mais de R$ 1 bilhão de investimentos em hidrovias no Pará

Esse blog não tem nada contra o PAC em específico, apenas se dá ao direito de discordar de vez em quando, já que é o nosso suado dinheiro de contribuinte que financia essas obras.
As opiniões contrárias são sempre bem embasadas com fontes linkadas de especialistas do setor.

Em tempo, 1bi é pouco nesse país com 8.000km de costa, cuja malha ferroviária é da época do império e que se dá ao luxo de ser o único no mundo a transportar ferro e aço em caçamba de caminhão - não vistoriado, dirigido por um motorista calibrado com rebite sem direitos trabalhistas numa estrada esburacada e movido a gasolina mais cara do planeta.
E é sempre o caso de ficar em cima para ver se esse dinheiro vai mesmo financiar a malha hidroviária.


Um sonho antigo e necessário para fortalecer o desenvolvimento do Estado está próximo de sair do papel. O Ministério dos Transportes confirmou que irá autorizar a inclusão na segunda versão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental das hidrovias Teles Pires-Juruena-Tapajós, da Hidrovia de Tocantins e do Porto de Miritituba, além da instalação de 13 terminais de passageiros e cargas mistas.

O sistema hidroviário é responsável por 55% do volume de transporte de carga no Estado, e com a implantação das obras previstas pelo PAC II estima-se que esse índice suba para 80%, o que irá contribuir com o aumento de produção, a redução de custos e o aumento de investimentos de grandes empresas na região. “O Estado só tem a ganhar com este projeto. Com a melhoria no sistema hidroviário teremos a redução nos custos para transporte de cargas e redução também no custo para transporte de passageiros. A consequência disso tudo se vê nas prateleiras, com o cidadão comprando produtos mais em conta”, afirma o presidente da CPH.

Com a abertura da Hidrovia Teles Pires-Jurena-Tapajós, a previsão é de que cerca de 100 milhões de toneladas de soja e minério sejam transportadas por ano. Com a implantação da Hidrovia de Tocantins, a exportação terá um incremento ainda maior. “Através do transporte ferroviário, a região sul tem uma movimentação de dois milhões de toneladas por mês. Com implantação da hidrovia local, este número pula para 20 milhões”, afirma Abraão.

Para acompanhar o processo de novos investimentos que o Estado vem passando na área hidroportuária, a CPH encontra-se em processo de reestruturação. “Nosso objetivo é trabalhar na reestruturação da companhia, na produção do planejamento estratégico entre outras ações, para que possamos em parceria com a Secretaria de Transportes, Secretaria de Integração Regional e governo federal gerenciar todo esse processo da melhor forma possível”, afirma o presidente. Ano passado, as obras ficaram de fora das primeiras ações do PAC 2, justamente por não ter um estudo concluído a respeito de sua viabilidade. Com essa iniciativa, as providências para o início da primeira etapa estão sendo tomadas para execução.

Dentro das obras do PAC II também estão contemplados as instalações e manutenções de 13 terminais de passageiros e cargas mistas no Estado. Os terminais completam o modal de transporte hidroviário da região, contribuindo para a facilidade nos deslocamentos. Estarão localizados nos municípios: Abaetetuba, Cametá, Viseu, Augusto Corrêa, Altamira, Belém, Bragança, Conceição do Araguaia, Juruti, Óbidos, Oxiriminá, São Miguel do Guamá e Tuuruí.

Fonte: Portal Marítimo



Mais informação:
O PAC não se paga: Jirau, Belo Monte e Mauá
Por que nossa malha hidroviária não decola?
O projeto de transporte fluvial e coletivo de Florianópolis e São Paulo
O projeto de transporte fluvial em larga escala de Porto Alegre
O mito da autossuficiência em petróleo

Prefeito entrega na Zona Oeste a maior ciclovia da cidade: 42km iluminados com postes de energia solar - meta é chegar aos 300km

Finalmente uma boa notícia em obras públicas.
Ciclovias normalmente são relacionadas à orla de praia, para uma minoria que pedala à lazer. Na verdade, ciclovias são fundamentais em toda a cidade, justamente para diminuir o tráfego e favorecer a população que realmente precisa percorrer distâncias maiores à trabalho.
Um projeto sério de ciclovias integradas às linhas de trem e metrô, beneficiariam imensamente a parcela mais pobre da população carioca tanto em termos financeiros (pela economia em passagem), quanto em qualidade de vida (pelo exercício e ganho de tempo normalmente perdido dentro de um ônibus lotado).
Geralmente a construção de ciclovias é associada a um projeto urbanístico e permite o plantio de árvores ao longo da ciclovia, reduzindo a temperatura do entorno e ajudando na absorção do CO2 da estrada ao lado.



Ciclovia de 22 km irá beneficiar cerca de 1,7 milhão pessoas que utilizam a bicicleta como transporte

O prefeito Eduardo Paes e o vice-prefeito e secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, inauguraram neste domingo, dia 22, os 22 km de ciclovias integradoras da Zona Oeste. Com os novos trechos, a região passa a ter a maior ciclovia contínua da cidade, com quase 42 km, interligando vários bairros como Bangu, Campo Grande, Inhoaíba, Cosmos, Paciência e Santa Cuz. Com investimento de aproximadamente R$ 20 milhões, o projeto vai beneficiar 1,7 milhão de pessoas.

Cerca de 53% dos moradores daquelas regiões utilizam a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho ou escola e 75% das pessoas que precisam de dois meios de transporte para chegar ao serviço, usam o veículo como opção de integração. Durante a inauguração, acompanhado de autoridades municipais, o prefeito Eduardo Paes falou sobre a importância dessa obra para a qualidade de vida dos moradores:
- Essa é a área da cidade em que as pessoas mais se deslocam de bicicleta como meio de transporte complementar e com essa obra estamos conectando Bangu a Santa Cruz. As pessoas vão poder aproveitar muito esse espaço, seja para trabalhar ou para lazer, e ainda ter mais qualidade de vida - disse.

Ao todo foram construídos três novos trechos. O primeiro deles liga a já existente ciclovia Bangu-Campo Grande (10 km) à estação de trem de Campo Grande. De lá, foi feita uma extensão até a Ciclovia Alfredo Del Cima. O segundo trecho margeia a Supervia por 14 km, passando por cinco estações de trem (Paciência, Cosmos, Benjamin do Monte, Inhoaíba, Tancredo Neves), terminando na de Santa Cruz. Do centro do bairro, parte o último trecho até a Companhia Siderúrgica do Atlântico/CSA (distrito industrial de Santa Cruz), cruzando toda a reta João XXIII - limite com o município de Itaguaí.

O secretário Carlos Alberto Muniz citou algumas novidades do projeto da ciclovia:
- Hoje estamos entregando essa ciclovia com muito orgulho, pois é a concretização de um plano voltado para a Zona Oeste. As pessoas aqui precisavam disso e, além da ciclovia em si, há outros benefícios para a região como o plantio de árvores, a instalação de bicicletários e a utilização de postes com energia solar - explicou.

Toda a extensão da obra recebeu um tratamento urbanístico, com paisagismo e ampla arborização com cerca de 52 mil mudas de árvores (cassia, pau ferro, cajueiro, palmeira, pata de vaca, paineira, entre outras), vegetação e plantas ornamentais (pingo de ouro, lantana, hibisco, etc) que foram plantadas ao longo da via; além da colocação de mobiliário urbano novo como as mil vagas em bicicletários nas proximidades de escolas, estações de trens e no Terminal Rodoviário de Campo Grande.

Na nova ciclovia também foram instalados 38 postes solares (energia limpa), que absorvem a luz do sol que é convertida em energia elétrica. Esta fonte energética tem possibilidade de combater o aquecimento global, porque evita a emissão de carbono e a escassez de recursos naturais de fontes não renováveis. A mão-de-obra contratada foi formada com 70% de moradores dos bairros da região.

Após a inauguração, o prefeito Eduardo Paes aproveitou para dar um passeio de bicicleta pela ciclovia e foi acompanhado por diversos moradores, adultos e crianças, que aprovaram o projeto. O morador Felipe Melo, de 25 anos, elogiou a iniciativa:

- A ciclovia ficou muito boa. A reforma melhorou muito para as pessoas que utilizam diariamente para trabalhar, ir à escola, praticar exercícios e também trouxe mais segurança.

Hoje a cidade do Rio tem a maior malha cicloviária do País (200 km) e a segunda da América Latina. A meta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente é chegar aos 300 quilômetros até 2012


Mais informação:
Ciclovias x ciclofaixas
Novas ciclovias cariocas serão integradas ao metrô
As 10 cidades mais limpas do mundo

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A casa sustentável é mais barata - parte 08 (cursos e certificações)


Para começar: lendo, entendendo e desmitificando alguns pontos, veja a postagem sobre a bíblia do assunto Manual do Arquiteto descalço com link para baixar o livro todo gratuitamente no 4shared.


O primeiro cartaz dessa postagem é sobre o atual curso à disposição do Coletivo Permacultores: 1 semana bioconstruindo em setembro.
Atente que oferecer cursos são a fonte de renda de muitas ecovilas (ou pelo menos uma forma de complementar a produção agrícola) - os cursos são bons, respeitados e as aulas ministradas por quem realmente vive o assunto na prática.


Veja também a postagem sobre o Curso anual de Bioconstrução do Instituto IPOEMA e visite o site linkado do Instituto com outros cursos o ano todo.


O Instituto para o desenvolvimento da habitação ecológica (IDHEA) oferece cursos mais práticos: como fazer ecotintas, técnicas de construções sustentáveis e afins em ambiente urbano.


O Instituto de Permacultura da Mata Atlântica (IPEMA) oferece cursos mais generalistas, como o atual à disposição no site linkado de Permacultura Profunda, que deve ser ideal para ser feito por quem já tem algum conhecimento básico na área.


O Instituto Tibá oferece diversos cursos o ano todo separados por assunto e as demais imagens dessa postagem são os cartazes de alguns dos muitos desses cursos.


O Instituto Terra Una, com ecovila homônima oferece cursos na própria ecovila e, diferentemente das demais, em BH, Juiz de Fora e até no RJ.

O pessoal da Ebiobambu fica em Mauá, RJ e especializou-se em contruções específicas em bambu.


Para quem está sem tempo-recursos para viajar e fazer um curso de 2 a 3 dias numa fazenda, tente começar pelo curso à distância não-presencial e pela internet de Ecotintas da Universidade Federal de Viçosa. Leia melhor sobre o assunto na postagem A casa sustentável é mais barata - parte 04 (ecotintas)


Para fazer uma placa de energia solar em casa, faça um dos cursos da Sociedade do Sol. Leia melhor na postagem Aquecedor Solar de baixo custo: faça o seu em casa.


Para quem quer uma base mais convencional antes de aprender as técnicas da Permacultura, visite o site do Senai com escolas disponíveis em todo o Brasil e veja como se qualificar como pedreiro, mestre de obras, pintor, eletricista, bombeiro gasista e afins.


Para quem já tem nível superior, constrói, mas quer aplicar a sustentabilidade à grandes edificações condominiais e corporativas, certifique-se no Green Building Council. E faça os cursos apropriados à obras de grande porte da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) e do CREA, existem opções de nível médio, graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado.


Outras Ecovilas que ministram cursos na área ou podem trazer informação em caso de dúvidas:
Goura Vrindrávana
Casa de Botellas
Casa Colméia
Agrofloresta São José
Do mato ao prato 
A casa na montanha
Instituto Quinta do Sol

Para acessar todas as Ecovilas do país: Permacultura.org



Mais informação: A casa sustentável é mais barata

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A casa sustentável é mais barata - parte 07 (pallets e reels)


Na foto acima juntos e devidamente reciclados: pallets e reels (ou carretéis de madeira) são geralmente usados na indústria, obras de grande porte ou em cais do porto.
Eu trabalhei em navio, embarcada, e os pallets e reels eram comuns à bordo, principalmente quando precisávamos trazer à bordo por guindaste cabos de aço ou caixas de suprimentos de toda espécie.

Pallets são bases em madeira que servem de suporte para mini-containers ou quaisquer caixas lacradas. Essa base é necessária para que os dentes de uma empilhadeira possam levantar a carga em questão, como uma pá.


Já existem inúmeros projetos reaproveitando pallets na construção civil, o meu favorito integra os pallets a uma container house, permitindo uma varanda arejada o ano todo e dando à casa container um aspecto mais intimista e até artesanal (veja foto acima).
Para saber o que é e como fazer uma container house, leia a postagem homônima A casa sustentável é mais barata - parte 02 (container house).



Eu não faria uma casa inteira em pallets, não confio e acho que o tipo de madeira tampouco é indicado para suportar intempéries a longo prazo. Essa madeira vai apodrecer e o trabalho e custo de reposição acabam não compensando a proposta inicial. Mas gosto da idéia de confeccionar móveis em pallets e adotaria uma parede externa no material, protegendo parcialmente uma varanda, terraço, estufa-horta caseira ou portão de garagem - como uma parede de treliça em bambu o faria.

Para quem ainda resiste à estética do waterwall tank, deixo como sugestão fazer uma cerca em treliça de pallets e plantar muitas trepadeiras, como hera, açucena e buganvilia para que as plantas tomem a estrutura de madeira. Para saber tudo sobre waterwall tanks, veja a postagem A casa sustentável é mais barata - parte 06 (captação de águas pluviais).


O pallet se presta muito para estantes, portas-janelas, camas, mesas, sofás e tudo que em geral demande marcenaria. Para quem gosta de cama japonesa, em futon, uma base em pallet colorido é o ideal.
A casa em pallet lembra muito as antigas casa pré-fabricadas e pode ser interessante no caso da construção de um galpão externo para armazenamento ou horta parcialmente protegida-ventilada.



O ambiente abaixo em pallet rosa pink foi desenvolvido por Marcelo Rosenbaum:



Veja abaixo as fotos de um escritório todo reformado em pallets, até as escadas são feitas no material:



Trabalhando com pallets em ambiente doméstico, tente pintar os mesmos em alguma cor que componha com o ambiente. O pallet ao natural é rústico e funciona bem em ambientes que não pedem aconchego, como o escritório acima, onde a madeira crua foi o contraste ideal para o preto dos móveis e branco das paredes, um ambiente clean.
Para fazer suas ecotintas, veja a postagem A casa sustentável é mais barata - parte 04 (ecotintas).

Abaixo, deixo 2 exemplos muito bem elaborados de pallets, que pecaram por falta de cor lamentavelmente em quartos infantis:



Observe que já existem empresas vendendo pallets de madeira de reflorestamento, o que é o correto. Mas não corra para comprar pallets refloretstados acreditando ser uma boa prática. Reaproveitar um pallet industrial é dar um destino à algo que foi necessário, reusar um resíduo. Comprar um pallet zero km é estimular a indústria madeireira que está tranformando os 7% remanescentes de Mata Atlântica em monocultura latifundiária e corporativa de eucalipto.

Madeira oriunda de reflorestamento estimula uma das nossa piores indústrias, a madeireira, que emprega trabalho escravo e cuja produção de eucalipto, está transformando as áreas remanescente de Mata Atlântica numa monocultura latifundiária e corporativa. Para se informar melhor sobre o equívoco do móvel em MDF, leia a postagem O mito do reflorestamento de eucalipto. O que tem que diminuir é o consumo, nunca a área de floresta nativa.



Wood reels ou carretéis de madeira são geralmente transformados em mesas, podendo ser pintados ou não. Existem em dezenas de tamanhos, desde imensos atingindo 3 metros de altura à pequenos carretéis de 50cm. Os maiores dificilmente são aproveitados pelas pessoas comuns em suas casas, mas já existem projetos transformando os reels em cadeiras de balanço:











Particularmente gosto muito quando esses carretéis menores são usados como mesas de canto-cabeceira aos pares (em tamanhos distintos) e os maiores deixados para áreas externas, como varandas, piscinas e jardins.








Um antigo colega de turma, Silvio "Camarão", trabalha no Cais do Porto e é reponsável pelo projeto social do Morro da Conceição já citado aqui pela roda de samba. Camarão aprendeu a fazer mosaico no projeto social e levou um carretel do trabalho para casa. O mesmo virou uma mesa supercolorida que enfeita a sala da família dele e reaproveitou 2 materiais: o carretel e cacos de azulejos quebrados.



Para mais sugestões sobre móveis reutlizando a madeira que descartamos desnecessariamente, na primeira postagem sobre a casa sustentável ser mais viável em todos os aspectos, deixei fotos de estantes feitas com caixas de feiras em madeira e gavetas velhas pintadas e reformadas, são as 2 primeiras fotos da postagem linkada A casa sustentável é mais barata - parte 01 (básico de sobrevivência).

Para quem quiser se aprofundar ainda mais no assunto e realmente customizar móveis antigos ou transformar completamente madeiras e material de demolição em geral, leia as postagens: A casa sustentável é mais barata - parte 03 (material de demolição) e A casa sustentável é mais barata - parte 18 (estantes)


E lembre que todo pallet pode ser transformado em escada ou cavalete, esse novo móvel apoiado-combinada a um carretel e, a partir daí, outras infinitas variações de mobiliário serem criadas:







Mais informação: A casa sustentável é mais barata


As fotos foram encontradas pelo Google Images a partir de 4 buscas: pallet(s), carretel de madeira, escadas+decoração+sustentável e mesa+cavalete. Estão presentes em dezenas de sites e, aparecendo seus autores, dou os créditos com o maior prazer.