quarta-feira, 29 de junho de 2011
Sopas que amamos, para passar longe da "comida de doente"
As sopas de hoje são todas vegetarianas, 2 receitas levam queijo de cabra e outra leva ovos picados por cima, mas de resto são vegetais e cereais bem cozidos. E, em todos os casos, o queijo e os ovos podem ser removidos. Essas sopas são as mais tradicionais, às que se servem para visitas e fazem parte dos cardápios dos restaurantes, a que tomamos nas madrugadas em pé com a barriga no balcão... Para sopas mais caseiras e desenfastiosas, veja a postagem das Sopinhas Rehab, toda ilustrada com minha sopa favorita: a Açorda alentejana de alho, facílima e querida dos boêmios em Portugal.
O blog não é vegetariano, nunca sequer foi a proposta inicial, mas como já se come carne demais, deixo algumas sugestões para essa época do ano em que não queremos muita salada-fruta e, em contrapartida, sentimos mais fome de comida pesada. A sopa caseira acompanhada de um bom pão de raízes é uma refeição completa e de digestão rápida, ideal para o jantar.
Para mais caldos (com carne), as receitas tradicionais de muitos países totalmente adaptadas, veja a postagem Caldos, a tradição alimentar para muita gente e pouco recurso. As receitas tradicionais de sopas caseiras, mesmo com carne, ensinam como as pessoas comiam bem com muito menos proteína animal do que é ingerido atualmente. Essas receitas antigas alimentavam mais gente com menos recurso e ainda forneciam a quantidade necessária de vegetais que hoje não ingerimos.
As receitas abaixo sugerem caldo de legumes ou de frango caseiro. Falo sobre o caldo de frango e de peixe nos caldos tradicionais. Hoje, deixo a receita básica de caldo de legumes, que pode ser tomado até puro de caneca, como um consomé.
Recomendo igualmente trocar a farinha branca presente na maioria das receitas convencionais por araruta ou aveia fina, mais saudável e saboroso. Caso não tenha os dois em casa, tente com fubá ou farinha de milho, não interfere muito na textura e pode dar um sabor diferente.
A maioria das receitas de sopa é feita na manteiga e no leite de vaca. Eu não tenho nada contra a manteiga, mas acho o azeite de oliva mais saudável e barato. Até porque manteiga boa é manteiga orgânica, sem antibióticos e hormônios de crescimento do gado e a manteiga orgânica é cara. Preferível esquecer da manteiga convencional (barata e insalubre) e deixar para comer a boa manteiga em pouca quantidade, apenas no pãozinho. Nossos rebanhos e coronárias agradecem e nunca é demais lembrar que somos o único animal que mama a vida toda, mama até o leite de outras espécies. Se adora queijo (e quem não adora), tem mais uma razão para esquecer da manteiga. Sobre o leite, sempre troco por leites vegetais de boa qualidade, como coco, castanhas-amêndoas, pinhão e aveia-arroz e tenho ganhado em sabor, saúde e rendimento pelas mesmas razões da manteiga. Se toma leite de soja, leia a postagem Soja é desnecessária e substitua esse produto industrial por leites vegetais de verdade. Leite de soja é tão equivocado quanto leite de vaca.
Se gosta de adicionar caldo de carne-legumes artificial às suas sopas, tente substituir por missô e shoyu já no seu prato, mais gostoso e saudável, os melhores missôs e shoyus são os de fermentação natural e orientação macrobiótica.
Observe também que todos os temperos secos e especiarias, além dos cogumelos, castanhas e coco, podem ser encontrados a granel muito mais em conta. E todos os vegetais podem ser encontrados nas versões orgânicas a preços competitivos.
Caldo básico de legumes:
2lt de água
1 cenoura
1 pimentão
1 cebola
1 bouquet Garni (tomilho, alecrim, louro e sálvia, pode levar também: alho poró, aipo, orégano e segurelha).
O bouquet Garni entra amarrado por barbante, não retire as folhas.
Cozinhar tudo junto, coar e reaproveitar os legumes futuramente. Uma idéia é amassar os 3 com garfo, juntar azeite e gersal, fazer disso um patê e rechear sanduíche de grão de bico, cogumelos, nirá, etc.
O caldo básico de legumes pode servir para fazer missoshiro, sopa de alho ou mesmo ser servido puro enriquecido de 1 ovo peneirado e 2 col. sopa de cereal cozido por pessoa. Sugestões de cereais que acompanham bem o consomé: cevadinha, trigo em grão, quinoa, aveia em flocos grossos e arroz integral.
Para ver a receita de missoshiro e da sopa de alho (maravilhosa, um "levanta defunto" dos boêmios espanhóis e portugueses), leia a postagem das Sopinhas Rehab.
Sopa de cebola gratinada do Olivier Anquier (adaptada)
1kg de cebolas cortadas em rodelas finas
2 col. sopa de araruta ou aveia fina
500 ml de caldo caseiro de legumes-frango
Azeite aromatizado com tomilho
Sal, pimenta e noz-moscada
Fatias grossas de pão 100% integral
Queijo gruyère orgânico (ou de cabra) ralado grosso
Refogue a cebola no azeite e deixe dourar em fogo baixo. Acrescente a araruta e deixe mais 1 minuto. Adicione o caldo, a noz-moscada, o sal e a pimenta.
Deixe cozinhar em fogo baixo por aproximadamente 20 minutos;
Grelhe levemente as fatias de pão (ou toste no forno);
Quando a sopa estiver pronta, distribua em tigelas refratárias individuais, cubra com uma fatia de pão e salpique com 1 col. sopa de queijo por pessoa. Leve ao forno bem quente apenas para gratinar.
Sopa de cebola do CEASA, a favorita dos baladeiros (adaptada)
5 cebolas grandes cortada em meia lua bem fininha
2 talos de alho-poró picadinhos
2 col. sopa de araruta ou aveia fina
Azeite aromatizado com tomilho
2,5 litros de caldo caseiro de legumes-frango já fervendo numa panela à parte
Um bouquet garni (despreze se já estiver usando o caldo de legumes)
Seis colheres de sopa de cebolinha picada
Seis fatias de pão rústico 100% integral
200g de queijo gruyère ou ementhal orgânicos (ou de cabra) ralado grosso
Sal, pimenta-do-reino e noz moscada
Doure a cebola bem fininha no azeite e refogue lentamente. Essa é a parte mais importante da receita para o prato ganhar cor e sabor.
Siga mexendo sempre até que a cebola ganhe um aspecto caramelizado, deve levar cerca de 15 a 20 minutos, dependendo da intensidade do fogo. No meio desse processo, acrescente o alho-poró.
Passado esse tempo, um caldinho caramelado deve ter se formado no fundo da panela. Acrescente a aveia e mexa dissolvendo bem, depois adicione o caldo de frango e o amarrado de ervas. Tempere com pimenta, noz moscada e deixar ferver por cerca de 20 minutos. Retire o amarrado de ervas, adicione sal a gosto (cuidado, pois o queijo já é salgado) e coloque a sopa em seis tigelas que possam ir ao forno.
Cubra com uma fatia de pão rústico integral com algumas cebolas da sopa e queijo gruyère ou emmenthal por cima. Por fim, leve ao forno até gratinar. Na hora de servir, salpique com cebolinha picada.
Creme de funghi e shiitake com queijo de cabra
1 xíc. funghi seco
11 cogumelos frescos shitake (ou a mesma quantidade em desidratado)
Azeite caseiro aromatizado com fungui
1 cebola média picada
1 col. sopa de araruta ou aveia fina
1/2 xíc. de vinho branco seco
2 col. sopa de queijo de cabra
sal , pimenta e noz moscada
2 litros de leite vegetal caseiro de amêndoas, pinhão ou aveia
Hidratar os cogumelos, coar e reservar. Guarde a água coada.
Dourar a cebola no azeite, juntar os cogumelos e a araruta, mexendo bem.
Acrescentar o vinho branco e a água da hidratação dos cogumelos
Juntar o leite vegetal, provar o sal, a pimenta e a noz moscada.
Deixe ferver e junte o queijo de cabra ralado antes de servir.
Creme de milho com cambuquira - a minha favorita, para saber mais sobre a Cambuquira, veja a postagem sobre a abóbora, Cambuquira é a flor da abóbora e é 4 vezes mais rica em cálcio do que a mesma quantidade de leite.
6 espigas de milho maduras
2 litros de água (ou leite de coco caseiro ou caldo de legumes-frango caseiro)
1 cebola grande
2 dentes de alho
Azeite caseiro aromatizado de alecrim
1 xíc. cambuquiras pequenas (se forem grandes, veja abaixo)
Sal, pimenta e noz moscada
Cozinhe o milho em água e debulhe as espigas. Bata o milho no liquificador com a água.
Doure a cebola e o alho no azeite e junte o creme de milho à esse refogado.
Deixe ferver, prove o sal, a pimenta e a noz moscada.
Na hr de servir, junte as flores de abóbora (cambuquiras) picadas por cima e deixe abafando por 5 minutos.
Se as camquiras forem grandes, doure o alho no azeite à parte e só então junte a cambuquira picada.
Há quem faça essa sopa, ralando as espigas ainda cruas no ralador e só então juntando a água até virar um creme rústico.
A cambuquira pode ser trocada por nirá, espinafre, alho poro ou abobrinha em cubos, mas nesses casos, é preciso refogar antes no alho (como as cambuquiras grandes).
Sopa de espinafre com ovos
1 maço de espinafre
2 ovos cozidos picados
1 cebola pequena
Azeite caseiro aromatizado com alho
3 col. sopa de araruta ou aveia fina
2 litros de leite vegetal caseiro de aveia, coco, castanhas ou pinhão
Sal, pimenta, noz moscada e manjerona seca
Lavar o espinafre e levar à panela em fogo baixo para abafar. Reservar
Dourar a cebola no azeite, juntar o espinafre picado na faca e a araruta.
Provar o sal, a pimenta, a noz moscada e a manjerona seca
Deixe ferver e enfeite com os ovos cozidos antes de servir.
Sopa de couve-flor com ervas finas
2 maços de couve-flor
2 litros de água (ou caldo de legumes-frango-peixe caseiro)
Azeite caseiro aromatizado com tomilho
2 cebolas médias
3 col sopa de araruta ou aveia fina
Sal, pimenta e noz moscada
Cheiro verde fresco picado e ervas finas desidratas
Lavar a couve flor e cozinhar na água até amolecer. Espere esfriar e bata tudo no liquidificador.
Em uma panela, dourar as cebolas picadas no azeite e juntar a araruta, mexendo bem. Retirar a panela do fogo e ir colocando o creme de couve flor aos poucos, voltar a panela ao fogo e deixar ferver por 10 minutos.
Provar o sal, a pimenta, a noz moscada e juntar o cheiro verde picado e as ervas finas desidratadas na hr. de servir.
Quem quiser, pode deixar alguns pedaços da couve flor cozida sem bater, picados e juntar ao creme.
Castanhas moídas, gergelim e sementes de papoula também ficam deliciosas por cima das sopas cremosas.
Creme de cenoura com curry e tomilho
5 cenouras médias
3 inhames (ou batatas) médias
2 litros de água (ou caldo de legumes-frango-peixe caseiro)
Azeite caseiro aromatizado com urucum
1 cebolas médias
1 col. sobremesa de gengibre em pó
1 col. sobremesa de curry em pó
1 col. sopa de tomilho seco
3 dentes de alho
Sal, pimenta
Cozinhar as cenouras e inhames numa panela com água. Esperar esfriar e bater no liquidificador.
Dourar a cebola e o alho no azeite, juntar o creme de cenoura.
Provar o sal, a pimenta, o curry, o gengibre e o tomilho, deixar ferver por mais 5 minutos.
Castanhas moídas, gergelim e sementes de papoula também ficam deliciosas por cima das sopas cremosas.
Para quem ama abóbora:
Sopa de abóbora com fungui e manjericão em leite de coco
A sopa de abóbora com maçã ácida e gorgonzola de José Hugo Celidônio
As fotos acima são das minhas 3 sopas favoritas dessa postagem, o creme de milho com cambuquira, a sopa de cebola e a sopa de fungui. Foram encontradas no Google Images e estão presentes em outros sites, aparecendo o autor, dou os créditos com o maior prazer.
Mais informação:
Leite de coco caseiro
Leite de castanhas caseiro
Leite de pinhão caseiro
Azeites orgânicos e aromatizados em casa
Vinhos orgânicos e biodinâmicos
Orgânicos podem ser mais baratos
Caldos, a tradição alimentar para muita gente e pouco recurso
terça-feira, 28 de junho de 2011
Economia doméstica de gás para um inverno mais sustentável
Para reduzir o consumo de água e gás nos meses mais frios:
No aquecedor:
1. Regule, no mínimo a cada 2 anos, uma vistoria das instalações e dos aparelhos a gás. Desta forma, eventuais escapamentos e desgastes podem ser verificados, garantindo assim mais segurança e economia. Use sempre peças originais e novas. Solicite os serviços de assistência técnica autorizada do fabricante ou de empresas e profissionais habilitados;
2. Não use temperatura máxima do seu aquecedor sem necessidade. Para ajustar a temperatura do seu banho, use o botao de controle do aquecedor (quantidade de gás). Colocar o aquecedor no máximo e misturar água fria desperdiça água e gás;
3. No caso de aquecedores de acumulação (boiler a gás), procure programar o horário de banho de toda a família para evitar que o aquecedor permaneça ligado. Se for preciso que ele fique ligado ao longo do dia, coloque o termostato no nível mínimo;
4. Apague a chama do piloto imediatamente ao terminar seu banho, se o aquecedor não for automático. Assim você evita desperdícios e não põe sua segurança em risco;
5. Para sua segurança, quando não estiver usando o aquecedor, deixe fechado o registro geral de segurança e sempre o verifique antes de dormir ou ao sair de casa.
Acendendo o aquecedor na chama-piloto:
1. Primeiro, abra o registro de segurança e risque o fósforo. Depois, gire o botão até a posição piloto e acenda-o automaticamente. Vire até a temperatura desejada e abra a torneira de água quente. Depois, verifique se o queimador está totalmente aceso.
2. Em aquecedores com ignição por meio de eletrodos (velas), o acendimento deve ocorrer na primeira tentativa. Caso contrário, o gás será desperdiçado, havendo risco de explosão;
Acendendo sem chama-piloto (acendimento automático):
1. O queimador deve acender imediatamente quando a torneira de água quente é aberta. Caso isto não ocorra, substitua as pilhas ou verifique a ligação elétrica do aparelho;
2. As chamas do gás devem apresentar coloração azulada. A presença de tons amarelos indica que os queimadores estão sujos ou desregulados, ou seja, consumindo mais gás.
No fogão:
1. Procutre programar o horário das refeições para reduzir a necessidade de reaquecer os alimentos;
2. Tenha em mãos fósforos ou prepare-se para acionar o acendedor automático, antes de abrir o gás de um queimador;
3. Mantenha os queimadores limpos e regulados. A chama do fogo deve ter tom azulado. Se estiver com tonalidade amarelada, é sinal de que os queimadores estão sujos ou desregulados, o que aumenta o consumo de gás;
4. Limpe sempre seus queimadores com água e detergente, coloque-os de volta no fogão somente quando estiverem completamente secos e verifique se estão corretamente acoplados;
5. Use panelas com o tamanho adequado para a quantidade de alimentos que você irá cozinhar. Quanto maior o tamanho da panela, mais tempo o alimento levará para aquecer e maior será o consumo de gás;
6. Alimentos mais duros ou consistentes cozinham mais rápido se forem colocados previamente de molho;
7. Use o queimador do fogão com o tamanho adequado à panela;
8. Centralize sua panela no queimador e, assim que retirá-la, apague o fogo;
9. Use, sempre que possível e recomendável, panelas de pressão que cozinham em temperatura alta e, portanto, gastam menos gás.
Observação minha (Carol): só use panela de pressão se for de aço inox, esqueça o teflon
10. Tampe as panelas enquanto cozinha, isso aproveita melhor o calor que, simplesmente, se perde no ar se a tampa estiver aberta;
11. Ao cozinhar, regule a chama do fogão no mínimo, já que a potência máxima não garante o cozimento dos alimentos com maior rapidez. Fogo alto só queima o alimento;
Observação minha (Carol): se usa panelas de barro, vai precisar de fogo alto.
12. Prefira panelas com base larga e plana. Panelas com fundo arredondado podem tombar e também aumentam o consumo de gás;
13. Evite o transbordamento de líquidos sobre os queimadores. Além de entupir, eles podem apagar ocasionando uma situação de risco;
14. Use sempre que possível, o forno para assar ou esquentar mais de um alimento simultâneamente;
15. Evite abrir o forno com frequência enquanto ele estiver ligado. Além disso, sempre feche a porta do forno bem devagar para evitar o apagamento da chama.
Fonte: Folheto de distribuição gratuita da CEG
Na foto da plataforma, há uma chama que queima sem parar. Em toda plataforma é assim, essa chama é o gás não aproveitado e armazenado, que deve ser queimado para escape emitindo CO2. As reservas atuais serão exauridas pelos próximos 100 anos.
Mais informação:
Café da manhã de inverno
Panela velha é que faz comida boa
Vinhos orgânicos e biodinâmicos
Festas juninas sustentáveis
Verão sustentável
Banho sem desperdício
A casa sustentável é mais barata - parte 05 (eletrodomésticos retrô)
O gás natural da Chapada dos Parecis
O gás natural de Abrolhos
Aquecedor solar de baixo custo: faça o seu em casa
sábado, 25 de junho de 2011
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
O termo sustentável provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). Segundo o Relatório de Brundtland (1987), o uso sustentável dos recursos naturais deve "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas".
Sustentável significa apto ou passível de sustentação, sustentado é aquilo que já tem garantida a sustentação. É de imediata compreensão que "sustentado" já carrega em si um prazo de validade, no sentido de que não se imagina o que quer que seja, no domínio do universo físico, que apresente sustentação perpétuade modo que, no rigor, "sustentado" deve ser acompanhado sempre do prazo ao qual se refere, sob risco de imprecisão ou falsidade, acidental ou intencional. Tal rigor é especialmente importante nos casos das políticas ambientais ou sociais, sujeitos a vieses de interesses divergentes.
Crescimento sustentado refere-se a um ciclo de crescimento econômico constante e duradouro, porque assentado em bases consideradas estáveis e seguras.
Abaixo, foto de Jardim Gramacho, o maior aterro da América Latina, que deve ser fechado em dezembro:

O que pode ser reciclado
Papéis
jornais e revistas
folhas de caderno
formulários de computador
caixas em geral
aparas de papel
fotocópias (Xerox)
envelopes
provas
rascunhos
cartazes velhos
papel de fax
Metais (lavados)
lata de folha de flandres (lata de óleo, salsicha, leite em pó etc)
lata de alumínio e marmitas
sucatas de reformas
Vidros (lavados)
embalagens
garrafas de vários formatos
copos
Plásticos (lavados)
embalagem de refrigerante
embalagem de material de limpeza
copinho de café
embalagem de margarina
canos e tubos
sacos plásticos em geral
O que não pode ser reciclado
Papéis
etiqueta adesiva
papel carbono
fita crepe
papéis sanitários
papéis metalizados
papéis parafinados
papéis plastificados
papéis sujos
guardanapos
bitucas de cigarro
fotografias
celofane
Metais
esponjas de aço (Bombril)
canos
Vidros
espelhos
vidros planos
lâmpadas
cerâmica
porcelana
tubos de TV
Plásticos
cabo de panela
tomadas
embalagem de biscoito
misturas de papel, plásticos e metais (tetrapack)
esponjas de cozinha
isopor e espuma
fitas adesivas e etiquetas
Descarte de lixo especial
Lâmpadas
Separar as fluorescentes num lixo à parte. Misturados aos outros restos, os cacos costumam ferir os catadores. Já as lâmpadas incandescentes não são recicladas, uma vez que, segundo mostram as pesquisas, não causam impacto negativo no meio ambiente - elas devem ser depositadas, portanto, no lixo comum.
Pontos de descarte no país: Cempre
Baterias
Reciclam-se só as de telefones sem fio, filmadoras e celulares - as outras, assim como as pilhas, têm baixa concentração de metais pesados e por essa razão não são tidas como prejudiciais ao meio ambiente. Para reciclar, faça um lixo separado: como as baterias são frágeis, podem romper-se e contaminar o restante dos detritos.
Pontos de descarte no país: Cempre
Cacos de vidros planos e de espelhos
Embalar em jornal e colocar num lixo separado. Seguirão para vidraçarias - e não para as tradicionais fábricas que reciclam vidro.
Óleo de cozinha
É um dos alimentos mais nocivos ao meio ambiente. Jogado no ralo da pia, ele termina contaminando rios e mares. Eis o número: 1 LITRO de óleo de cozinha polui 1 MILHÃO DE LITROS de água.
Colocar o óleo em garrafas PET bem vedadas e entregá-las a uma das várias organizações especializadas nesse tipo de reciclagem. Uma empresa tradicional que faz a coleta do óleo para reciclagem e transformação em sabão é a DisqueÓleo, que mesmo que não atenda seu Estado-Município, pode sempre indicar um parceiro na área.
Para fazer seu sabão em casa, a partir do óleo de cozinha doméstico, leia as receitas disponíveis na postagem A casa sustentável é mais barata - parte 12 (faxina e controle de pragas)
Eletro-eletrônicos
Um relatório divulgado pela ONU no início de 2010 classificou o Brasil como o maior produtor de lixo eletrônico entre os países emergentes, com uma média de meio quilo por habitante por ano. Número acima dos chineses e indianos, com 250g e 100g.
Pontos de descarte no país: Cempre
Aparelhos celulares
Devem ser descartados nas lojas de telefonia celular e usados ao máximo. Resista e não troque seu aparelho antigo apenas porque tem bonus suficientes para um último modelo. Cada aparelho celular consome meia tabela periódica em metais que já estão em risco de extinção, segundo relatório da ONU.
Tóxicos em geral
Tinta, óleo de motor e demais derivados industriais não devem ser descartados na tubulação de água e sim embalados (preferencialmente nas embalagens originais) e encaminhados à postos de gasolina, lojas de material de construção e os locais onde foram adquiridos.
Abaixo, vídeo educativo do Ministério do Meio Ambiente e em circulação pelas redes públicas de TV, mostrando uma suposta realidade sobre a reciclagem:
Em primeiro lugar, catador no Brasil não é profissão: é biscate de morador de rua, normalmente explorado pelo dono do galpão. Quando o Governo alardeia que 98% das latas de alumínio são recicladas no país, não está divulgando um indicador de desenvolvimento, mas de miséria humana, até porque não existe uma política nacional de inclusão social e capacitação dessa massa trabalhadora. A foto abaixo não me deixa mentir.

Catador como profissão regulamentada é um cidadão que trabalha de carteira assinada e conta com todos os direitos trabalhistas (salário mínimo, férias, décimo-terceiro, FGTS, aposentadoria por invalidez, etc.), além de ser treinado e capacitado, exercendo seu ofício como qualquer funcionário da Companhia de Limpeza Pública, uniformizado e com EPI (equipamento de proteção individual previsto em lei).
Veja abaixo, o texto e imagem de um caso bem sucedido na cidade de Foz do Iguaçu, retirado da Revista Brasileiros:
"Enquanto os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico se fortalecem num horizonte a médio e longo prazos, a frase citada pelo economista britânico, John M. Keynes, em 1923, "a longo prazo estaremos todos mortos", ou na versão mais popular do músico Jim Morrison, "daqui ninguém sai vivo", ecoou como um alerta para mostrar a necessidade de se buscar uma resposta imediata. Luiz Carlos Matinc, técnico da Divisão de Ação Ambiental da Itaipu, é o coordenador do Projeto Coleta Solidária e responsável pela organização dos catadores de papel de Foz do Iguaçu. Para ele, uma questão elementar é mais do que suficiente para justificar qualquer medida em favor dessas pessoas. "Nos meses de verão, a temperatura aqui na região ultrapassa os 40 graus. É no mínimo desumano permitir que eles, principalmente idosos e crianças, andem pelas ruas puxando um carrinho." Mas a questão foi bem mais complexa. O primeiro desafio foi fazer com que os chamados lixeiros se aceitassem como cidadãos. A maioria havia perdido a auto-estima e o consumo de bebidas alcoólicas era enorme, até entre mulheres, jovens e crianças. Foi difícil fazê-los entender as vantagens do cooperativismo, do associativismo, cujos pressupostos estão sedimentados no trabalho coletivo. "Como não bastasse, eles eram explorados pelos donos dos barracões. Além de o preço pago pelo quilo do material ser apenas 30% do valor de mercado, os 'patrões' ainda cobravam aluguel dos carrinhos que eles puxavam", diz Matinc. Atualmente, a Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu (COAAF) tem 550 sócios cadastrados e tanto o acompanhamento dos agentes ambientais como as avaliações da própria Cooperativa são feitos pela ONG Instituto Lixo e Cidadania, de Curitiba. Assim, além de melhores rendimentos financeiros, as condições de trabalho e higiene também são mais favoráveis. Outro instrumento facilitador foi o desenvolvimento de um carrinho elétrico para coleta de material nas ruas de difícil acesso, íngremes ou para os percursos mais longos.
Trata-se de um projeto piloto e o primeiro protótipo testado foi entregue por uma empresa privada no final de 2007. Em julho desse ano a Itaipu recebeu mais 50 unidades, sendo 30 para Foz do Iguaçu e o restante distribuído para cooperativas de Recife, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre. Em setembro, numa solenidade que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram entregues mais cinco em Belo Horizonte. O custo de cada unidade é de R$ 4 mil e o gasto com 'combustível', no caso, energia elétrica, é de R$ 7,50 por mês. Mas não se trata de uma medida paternalista. Num convênio assinado com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), a Itaipu comprometeu-se a fornecer, além do apoio tecnológico, condições para elaboração de uma base cadastral sobre os veículos, cooperativas e trabalhadores, a ser abrigada no servidor do PTI, além da elaboração de um manual de orientação sobre coleta seletiva. Com isso, o projeto poderá ser disseminado em outras regiões do País. Já se cogita a possibilidade de instituir uma linha de crédito por meio de instituições de fomento oficiais, voltada ao financiamento desses equipamentos para as cooperativas organizadas, onde os próprios catadores serão responsáveis pela administração do projeto."
A verdade é que esperamos por um milagre, como se o problema do lixo urbano fosse resolver-se por si só e nossas lixeiras fossem um desintegrador mágico do que jogamos ali. A visão antropocêntrica de que a solução das questões sanitárias estaria no produto também é equivocada e foi exatamente por pensar dessa forma desde a Revolução Industrial, que chegamos ao tetrapack, bebidas orgânicas, papel "reciclado" e móveis de mdf... porque não mudamos a nossa atitude diante do consumo. A salvação do lixo urbano não está na camiseta de pet, mas justamente em parar de fabricar tanta embalagem plástica oriunda de petróleo ou bioplástico de milho transgênico.
Vamos por partes: para fabricar o papelão do tetrapack, ou madeira de reflorestamento do MDF, ou o papel "reciclado" da nossa resma de A4, plantamos eucalipto. O eucalipto, que não é sequer nativo da flora brasileira, além de sugar 30lts de água diários dos lençóis freáticos, devasta os 7% remanescentes de Mata Atlântica. Com isso, perdemos em bioversidade num bioma em extinção e condenamos a área nativa ao processo de desertificação futuro.
Normalmente, o fardo de tetrapack é descartado na lixeira destinada à coleta seletiva do papelão e a cooperativa em questão não terá recursos para descartar devidamente as outras folhas de alumínio e plástico, gerando mais um resíduo desnecessário. Logo, tudo que não for coletado, transportado e reciclado, será descartado num aterro sanitário. Se existir um aterro sanitário ou controlado no município em questão, o que ainda é exceção no nosso país, vide o exemplo do Morro do Bumba, cujos moradores estão desabrigados até hoje. Outro equívoco é acreditar que o papelão certificado pela FSC da embalagem original é uma alternativa "verde". As fazendas de eucalipto para produzir papel e MDF certificado são uma monocultura latifundiária, corporativa e que emprega crianças e trabalho escravo.
Vou ainda mais longe, o próprio conceito de papel "reciclado" é equivocado, uma vez que o papel é apenas parcialmente reciclado. 50% do papel reciclado é feito a partir de novas prensas de papel branco e clareado quimicamente, poluente e sintético. Mais uma vez, cabe ao consumidor repensar se vale a pena imprimir tanto papel e tentar encontrar aquele livro num sebo. Cada tonelada de papel consome de 10 a 20 árvores, 10.000 lts. de água e 5 Mw/hr de energia.
Pior, compramos água mineral engarrafada em detrimento da água de filtro de barro, considerado o melhor do mundo, e exportamos bebidas prontas a partir de frutas tropicais cultivadas com agrotóxico.
Toda bebida pronta é crime de hidropirataria, pois cada litro de suco, chá gelado, refrigerante e cerveja industrializados consome pelo menos 5 litros de água em todo o processo produtivo. O custo real de 1lt. de bebida industrializada é de pelo menos R$10,00. Como esse preço final é comercialmente inviável, o fabricante não o repassa ao consumidor e, assim que o entorno da fábrica de bebidas for desertificado por exaustão das nascentes, a fábrica (que contou com isenção de impostos ao se instalar, já que gera empregos) se muda para outra localidade e a história se repete.
Na dúvida, voltemos aos casacos e vasilhames em vidro, salubres e retornáveis, apesar de pesarem no frete e consumirem mais combustível fóssil na logística de transporte. Garrafas plásticas, além de não retornáveis e derivadas de petróleo, são ricas em Bisfenol-A, substância cancerígena que foi banida da Austrália e Canadá. A opção em bioplástico de milho transgênico também não é boa solução à longo prazo, em virtude do cartel e monopólio das sementes casadas ao uso de pesticidas, que vem devastando áreas agrícolas, poluindo lençóis freáticos e expulsando os pequenos produtores rurais de suas terras.
Repare também que todas as embalagens que armazenaram perecíveis, devem ser limpas antes do descarte. A maionese residual de um único pote pode virar uma colônia num galpão abafado e assim, contaminar todo o fardo armazenado no local.
O diferencial é sempre a mudança do padrão de consumo e comportamento, reduzir a quantidade de bebidas prontas e água mineral engarrafada, que produzem embalagens que não sabemos como administrar e são hidropirataria, pois desertificam as áreas de entorno das fábricas no longo prazo. Fazer dos mesmos uma exceção para dias de festa (ou quando não há água potável disponível), em harmonia com o meio ambiente. A humanidade tem 10.000 anos e a Revolução Industrial, 200 - fazer um chá gelado e uma limonada não são difíceis e nos beneficiam imensamente em termos ambientais e nutricionais.
Reciclar é um conceito apoiado num tripé: recusar, reutilizar e só então reciclar (transformar).
O artesanato e a indústria são as 2 frentes da reciclagem, mas é exatamente o comportamento do consumidor que pode reduzir a produção de embalagens "verdes", que consomem matéria-prima, água e combustível fóssil na logística de transporte. Recusar é a primeira barreira que o consumidor pode impor para o consumismo e excesso de embalagens. Como eu já disse em muitas outras postagens, aqui em casa, as compras são feitas em 2 lugares: feira de orgânicos e empório a granel, direto do produtor sem veneno e à peso sem embalagem pelo custo do atacado - ganho em qualidade e quantidade. Não que todo meu lixo gerado seja casca de legume e fruta orgânico ou meia dúzia de saquinhos de grãos do mercado à granel, eu também tenho minhas lâmpadas, pilhas e eletrônicos, mas como a quantidade total é muito menor, torna-se mais fácil de administrar um volume reduzido. Mesmo as lâmpadas são poucas (pois só compro das inteligentes, que consomem menos energia e duram 6 anos), como meu celular, que é usado até acabar (apesar de eu ter bônus para trocar pelo aparelho que quiser). Eu recuso muito para poder reciclar pouco.
Fique de olho, nenhuma grande empresa de refrigerante lança garrafas com 30% a menos de plástico, porque é ambientalmente correta - isso é só greenwashing. Assim como a propaganda de bancos que investem em sustentabilidade nos lembra do que pagamos de tarifa, a indústria automobilística e os postos de gasolina adoram anunciar que todo brasileiro é apaixonado por carro e os fabricantes de cosméticos não-biodegradáveis e testados em animais são justamente os que lançam campanhas do gênero "somos todos um". É a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Fiscalização do IBAMA que está obrigando essas empresas "amigas do meio ambiente" a recuperar as embalagens que produzem entre outras ações. Essas "boas práticas ambientais" não são responsabilidade social e engajamento, são apenas o cumprimento da lei passível de multa e interdição e em muitos casos, isenção fiscal.
Só existem 2 embalagens realmente recicláveis: ecobags e carrinhos de feira, não por um acaso a primeira postagem desse blog modesto. Veja as fotos de ambos, no meu apartamento antigo, nas postagens: Sacos plásticos nunca mais e Campanha para redução de sacos plásticos.
E o mais importante, o fato de um condomínio-empresa ter centenas de lixeiras para coleta seletiva não significa nada. Se o material descartado não for devidamente coletado por uma cooperativa de reciclagem, acaba no caminhão-triturador da empresa de limpeza pública. O mesmo caminhão despeja tudo junto num aterro sanitário lotado. Isso é claro, se o município em questão tiver um aterro sanitário ou pelo menos controlado, a maioria não têm e assim, os lixões urbanos a céu aberto vão se formando e sendo incorporados pela paisagem. Para saber onde estão as cooperativas de catadores em todo o país, veja o site do MNCR (Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis)
Outras fontes de consulta:
Wikipedia
CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem)
Instituto Akatu para o consumo consciente
MNCR (Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis)
Portal Lixo
ABRE (Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes)
Portal Viva Viver da Unimed
Outras postagens não linkadas e afins:
Lixo Eletrônico
Fio dental não recicla
Tetrapack não recicla
Long Neck não recicla
Latas de tinta não reciclam
Guardanapos não reciclam
Reciclagem de Eletroeletrônicos
Como funciona um aterro sanitário
O mito do reflorestamento de eucalipto
"Eu queria trabalhar com sustentabilidade"
A sustentabilidade não tem glamour algum
07 itens tóxicos que você não deveria jogar no lixo
Greenwashing, a mentira verde da publicidade sustentável
Toda bebida pronta, mesmo orgânica, é crime de hidropirataria
Compras a granel, à moda antiga, menos embalagens e menor custo
Você compra demais ou "De onde vem o lixo produzido no mundo?"
Cotonetes, escovas de dentes, fraldas e absorventes femininos não reciclam
Metais em risco de extinção: meia tabela periódica em cada aparelho celular
Sustentável significa apto ou passível de sustentação, sustentado é aquilo que já tem garantida a sustentação. É de imediata compreensão que "sustentado" já carrega em si um prazo de validade, no sentido de que não se imagina o que quer que seja, no domínio do universo físico, que apresente sustentação perpétuade modo que, no rigor, "sustentado" deve ser acompanhado sempre do prazo ao qual se refere, sob risco de imprecisão ou falsidade, acidental ou intencional. Tal rigor é especialmente importante nos casos das políticas ambientais ou sociais, sujeitos a vieses de interesses divergentes.
Crescimento sustentado refere-se a um ciclo de crescimento econômico constante e duradouro, porque assentado em bases consideradas estáveis e seguras.
Abaixo, foto de Jardim Gramacho, o maior aterro da América Latina, que deve ser fechado em dezembro:

O que pode ser reciclado
Papéis
jornais e revistas
folhas de caderno
formulários de computador
caixas em geral
aparas de papel
fotocópias (Xerox)
envelopes
provas
rascunhos
cartazes velhos
papel de fax
Metais (lavados)
lata de folha de flandres (lata de óleo, salsicha, leite em pó etc)
lata de alumínio e marmitas
sucatas de reformas
Vidros (lavados)
embalagens
garrafas de vários formatos
copos
Plásticos (lavados)
embalagem de refrigerante
embalagem de material de limpeza
copinho de café
embalagem de margarina
canos e tubos
sacos plásticos em geral
O que não pode ser reciclado
Papéis
etiqueta adesiva
papel carbono
fita crepe
papéis sanitários
papéis metalizados
papéis parafinados
papéis plastificados
papéis sujos
guardanapos
bitucas de cigarro
fotografias
celofane
Metais
esponjas de aço (Bombril)
canos
Vidros
espelhos
vidros planos
lâmpadas
cerâmica
porcelana
tubos de TV
Plásticos
cabo de panela
tomadas
embalagem de biscoito
misturas de papel, plásticos e metais (tetrapack)
esponjas de cozinha
isopor e espuma
fitas adesivas e etiquetas
Descarte de lixo especial
Lâmpadas
Separar as fluorescentes num lixo à parte. Misturados aos outros restos, os cacos costumam ferir os catadores. Já as lâmpadas incandescentes não são recicladas, uma vez que, segundo mostram as pesquisas, não causam impacto negativo no meio ambiente - elas devem ser depositadas, portanto, no lixo comum.
Pontos de descarte no país: Cempre
Baterias
Reciclam-se só as de telefones sem fio, filmadoras e celulares - as outras, assim como as pilhas, têm baixa concentração de metais pesados e por essa razão não são tidas como prejudiciais ao meio ambiente. Para reciclar, faça um lixo separado: como as baterias são frágeis, podem romper-se e contaminar o restante dos detritos.
Pontos de descarte no país: Cempre
Cacos de vidros planos e de espelhos
Embalar em jornal e colocar num lixo separado. Seguirão para vidraçarias - e não para as tradicionais fábricas que reciclam vidro.
Óleo de cozinha
É um dos alimentos mais nocivos ao meio ambiente. Jogado no ralo da pia, ele termina contaminando rios e mares. Eis o número: 1 LITRO de óleo de cozinha polui 1 MILHÃO DE LITROS de água.
Colocar o óleo em garrafas PET bem vedadas e entregá-las a uma das várias organizações especializadas nesse tipo de reciclagem. Uma empresa tradicional que faz a coleta do óleo para reciclagem e transformação em sabão é a DisqueÓleo, que mesmo que não atenda seu Estado-Município, pode sempre indicar um parceiro na área.
Para fazer seu sabão em casa, a partir do óleo de cozinha doméstico, leia as receitas disponíveis na postagem A casa sustentável é mais barata - parte 12 (faxina e controle de pragas)
Eletro-eletrônicos
Um relatório divulgado pela ONU no início de 2010 classificou o Brasil como o maior produtor de lixo eletrônico entre os países emergentes, com uma média de meio quilo por habitante por ano. Número acima dos chineses e indianos, com 250g e 100g.
Pontos de descarte no país: Cempre
Aparelhos celulares
Devem ser descartados nas lojas de telefonia celular e usados ao máximo. Resista e não troque seu aparelho antigo apenas porque tem bonus suficientes para um último modelo. Cada aparelho celular consome meia tabela periódica em metais que já estão em risco de extinção, segundo relatório da ONU.
Tóxicos em geral
Tinta, óleo de motor e demais derivados industriais não devem ser descartados na tubulação de água e sim embalados (preferencialmente nas embalagens originais) e encaminhados à postos de gasolina, lojas de material de construção e os locais onde foram adquiridos.
Abaixo, vídeo educativo do Ministério do Meio Ambiente e em circulação pelas redes públicas de TV, mostrando uma suposta realidade sobre a reciclagem:
Em primeiro lugar, catador no Brasil não é profissão: é biscate de morador de rua, normalmente explorado pelo dono do galpão. Quando o Governo alardeia que 98% das latas de alumínio são recicladas no país, não está divulgando um indicador de desenvolvimento, mas de miséria humana, até porque não existe uma política nacional de inclusão social e capacitação dessa massa trabalhadora. A foto abaixo não me deixa mentir.

Catador como profissão regulamentada é um cidadão que trabalha de carteira assinada e conta com todos os direitos trabalhistas (salário mínimo, férias, décimo-terceiro, FGTS, aposentadoria por invalidez, etc.), além de ser treinado e capacitado, exercendo seu ofício como qualquer funcionário da Companhia de Limpeza Pública, uniformizado e com EPI (equipamento de proteção individual previsto em lei).
Veja abaixo, o texto e imagem de um caso bem sucedido na cidade de Foz do Iguaçu, retirado da Revista Brasileiros:
"Enquanto os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico se fortalecem num horizonte a médio e longo prazos, a frase citada pelo economista britânico, John M. Keynes, em 1923, "a longo prazo estaremos todos mortos", ou na versão mais popular do músico Jim Morrison, "daqui ninguém sai vivo", ecoou como um alerta para mostrar a necessidade de se buscar uma resposta imediata. Luiz Carlos Matinc, técnico da Divisão de Ação Ambiental da Itaipu, é o coordenador do Projeto Coleta Solidária e responsável pela organização dos catadores de papel de Foz do Iguaçu. Para ele, uma questão elementar é mais do que suficiente para justificar qualquer medida em favor dessas pessoas. "Nos meses de verão, a temperatura aqui na região ultrapassa os 40 graus. É no mínimo desumano permitir que eles, principalmente idosos e crianças, andem pelas ruas puxando um carrinho." Mas a questão foi bem mais complexa. O primeiro desafio foi fazer com que os chamados lixeiros se aceitassem como cidadãos. A maioria havia perdido a auto-estima e o consumo de bebidas alcoólicas era enorme, até entre mulheres, jovens e crianças. Foi difícil fazê-los entender as vantagens do cooperativismo, do associativismo, cujos pressupostos estão sedimentados no trabalho coletivo. "Como não bastasse, eles eram explorados pelos donos dos barracões. Além de o preço pago pelo quilo do material ser apenas 30% do valor de mercado, os 'patrões' ainda cobravam aluguel dos carrinhos que eles puxavam", diz Matinc. Atualmente, a Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu (COAAF) tem 550 sócios cadastrados e tanto o acompanhamento dos agentes ambientais como as avaliações da própria Cooperativa são feitos pela ONG Instituto Lixo e Cidadania, de Curitiba. Assim, além de melhores rendimentos financeiros, as condições de trabalho e higiene também são mais favoráveis. Outro instrumento facilitador foi o desenvolvimento de um carrinho elétrico para coleta de material nas ruas de difícil acesso, íngremes ou para os percursos mais longos.
Trata-se de um projeto piloto e o primeiro protótipo testado foi entregue por uma empresa privada no final de 2007. Em julho desse ano a Itaipu recebeu mais 50 unidades, sendo 30 para Foz do Iguaçu e o restante distribuído para cooperativas de Recife, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre. Em setembro, numa solenidade que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram entregues mais cinco em Belo Horizonte. O custo de cada unidade é de R$ 4 mil e o gasto com 'combustível', no caso, energia elétrica, é de R$ 7,50 por mês. Mas não se trata de uma medida paternalista. Num convênio assinado com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), a Itaipu comprometeu-se a fornecer, além do apoio tecnológico, condições para elaboração de uma base cadastral sobre os veículos, cooperativas e trabalhadores, a ser abrigada no servidor do PTI, além da elaboração de um manual de orientação sobre coleta seletiva. Com isso, o projeto poderá ser disseminado em outras regiões do País. Já se cogita a possibilidade de instituir uma linha de crédito por meio de instituições de fomento oficiais, voltada ao financiamento desses equipamentos para as cooperativas organizadas, onde os próprios catadores serão responsáveis pela administração do projeto."
A verdade é que esperamos por um milagre, como se o problema do lixo urbano fosse resolver-se por si só e nossas lixeiras fossem um desintegrador mágico do que jogamos ali. A visão antropocêntrica de que a solução das questões sanitárias estaria no produto também é equivocada e foi exatamente por pensar dessa forma desde a Revolução Industrial, que chegamos ao tetrapack, bebidas orgânicas, papel "reciclado" e móveis de mdf... porque não mudamos a nossa atitude diante do consumo. A salvação do lixo urbano não está na camiseta de pet, mas justamente em parar de fabricar tanta embalagem plástica oriunda de petróleo ou bioplástico de milho transgênico.
Vamos por partes: para fabricar o papelão do tetrapack, ou madeira de reflorestamento do MDF, ou o papel "reciclado" da nossa resma de A4, plantamos eucalipto. O eucalipto, que não é sequer nativo da flora brasileira, além de sugar 30lts de água diários dos lençóis freáticos, devasta os 7% remanescentes de Mata Atlântica. Com isso, perdemos em bioversidade num bioma em extinção e condenamos a área nativa ao processo de desertificação futuro.
Normalmente, o fardo de tetrapack é descartado na lixeira destinada à coleta seletiva do papelão e a cooperativa em questão não terá recursos para descartar devidamente as outras folhas de alumínio e plástico, gerando mais um resíduo desnecessário. Logo, tudo que não for coletado, transportado e reciclado, será descartado num aterro sanitário. Se existir um aterro sanitário ou controlado no município em questão, o que ainda é exceção no nosso país, vide o exemplo do Morro do Bumba, cujos moradores estão desabrigados até hoje. Outro equívoco é acreditar que o papelão certificado pela FSC da embalagem original é uma alternativa "verde". As fazendas de eucalipto para produzir papel e MDF certificado são uma monocultura latifundiária, corporativa e que emprega crianças e trabalho escravo.
Vou ainda mais longe, o próprio conceito de papel "reciclado" é equivocado, uma vez que o papel é apenas parcialmente reciclado. 50% do papel reciclado é feito a partir de novas prensas de papel branco e clareado quimicamente, poluente e sintético. Mais uma vez, cabe ao consumidor repensar se vale a pena imprimir tanto papel e tentar encontrar aquele livro num sebo. Cada tonelada de papel consome de 10 a 20 árvores, 10.000 lts. de água e 5 Mw/hr de energia.
Pior, compramos água mineral engarrafada em detrimento da água de filtro de barro, considerado o melhor do mundo, e exportamos bebidas prontas a partir de frutas tropicais cultivadas com agrotóxico.
Toda bebida pronta é crime de hidropirataria, pois cada litro de suco, chá gelado, refrigerante e cerveja industrializados consome pelo menos 5 litros de água em todo o processo produtivo. O custo real de 1lt. de bebida industrializada é de pelo menos R$10,00. Como esse preço final é comercialmente inviável, o fabricante não o repassa ao consumidor e, assim que o entorno da fábrica de bebidas for desertificado por exaustão das nascentes, a fábrica (que contou com isenção de impostos ao se instalar, já que gera empregos) se muda para outra localidade e a história se repete.
Na dúvida, voltemos aos casacos e vasilhames em vidro, salubres e retornáveis, apesar de pesarem no frete e consumirem mais combustível fóssil na logística de transporte. Garrafas plásticas, além de não retornáveis e derivadas de petróleo, são ricas em Bisfenol-A, substância cancerígena que foi banida da Austrália e Canadá. A opção em bioplástico de milho transgênico também não é boa solução à longo prazo, em virtude do cartel e monopólio das sementes casadas ao uso de pesticidas, que vem devastando áreas agrícolas, poluindo lençóis freáticos e expulsando os pequenos produtores rurais de suas terras.
Repare também que todas as embalagens que armazenaram perecíveis, devem ser limpas antes do descarte. A maionese residual de um único pote pode virar uma colônia num galpão abafado e assim, contaminar todo o fardo armazenado no local.
O diferencial é sempre a mudança do padrão de consumo e comportamento, reduzir a quantidade de bebidas prontas e água mineral engarrafada, que produzem embalagens que não sabemos como administrar e são hidropirataria, pois desertificam as áreas de entorno das fábricas no longo prazo. Fazer dos mesmos uma exceção para dias de festa (ou quando não há água potável disponível), em harmonia com o meio ambiente. A humanidade tem 10.000 anos e a Revolução Industrial, 200 - fazer um chá gelado e uma limonada não são difíceis e nos beneficiam imensamente em termos ambientais e nutricionais.
Reciclar é um conceito apoiado num tripé: recusar, reutilizar e só então reciclar (transformar).
O artesanato e a indústria são as 2 frentes da reciclagem, mas é exatamente o comportamento do consumidor que pode reduzir a produção de embalagens "verdes", que consomem matéria-prima, água e combustível fóssil na logística de transporte. Recusar é a primeira barreira que o consumidor pode impor para o consumismo e excesso de embalagens. Como eu já disse em muitas outras postagens, aqui em casa, as compras são feitas em 2 lugares: feira de orgânicos e empório a granel, direto do produtor sem veneno e à peso sem embalagem pelo custo do atacado - ganho em qualidade e quantidade. Não que todo meu lixo gerado seja casca de legume e fruta orgânico ou meia dúzia de saquinhos de grãos do mercado à granel, eu também tenho minhas lâmpadas, pilhas e eletrônicos, mas como a quantidade total é muito menor, torna-se mais fácil de administrar um volume reduzido. Mesmo as lâmpadas são poucas (pois só compro das inteligentes, que consomem menos energia e duram 6 anos), como meu celular, que é usado até acabar (apesar de eu ter bônus para trocar pelo aparelho que quiser). Eu recuso muito para poder reciclar pouco.
Fique de olho, nenhuma grande empresa de refrigerante lança garrafas com 30% a menos de plástico, porque é ambientalmente correta - isso é só greenwashing. Assim como a propaganda de bancos que investem em sustentabilidade nos lembra do que pagamos de tarifa, a indústria automobilística e os postos de gasolina adoram anunciar que todo brasileiro é apaixonado por carro e os fabricantes de cosméticos não-biodegradáveis e testados em animais são justamente os que lançam campanhas do gênero "somos todos um". É a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Fiscalização do IBAMA que está obrigando essas empresas "amigas do meio ambiente" a recuperar as embalagens que produzem entre outras ações. Essas "boas práticas ambientais" não são responsabilidade social e engajamento, são apenas o cumprimento da lei passível de multa e interdição e em muitos casos, isenção fiscal.
Só existem 2 embalagens realmente recicláveis: ecobags e carrinhos de feira, não por um acaso a primeira postagem desse blog modesto. Veja as fotos de ambos, no meu apartamento antigo, nas postagens: Sacos plásticos nunca mais e Campanha para redução de sacos plásticos.
E o mais importante, o fato de um condomínio-empresa ter centenas de lixeiras para coleta seletiva não significa nada. Se o material descartado não for devidamente coletado por uma cooperativa de reciclagem, acaba no caminhão-triturador da empresa de limpeza pública. O mesmo caminhão despeja tudo junto num aterro sanitário lotado. Isso é claro, se o município em questão tiver um aterro sanitário ou pelo menos controlado, a maioria não têm e assim, os lixões urbanos a céu aberto vão se formando e sendo incorporados pela paisagem. Para saber onde estão as cooperativas de catadores em todo o país, veja o site do MNCR (Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis)
Outras fontes de consulta:
Wikipedia
CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem)
Instituto Akatu para o consumo consciente
MNCR (Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis)
Portal Lixo
ABRE (Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes)
Portal Viva Viver da Unimed
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Lixo Eletrônico
Fio dental não recicla
Tetrapack não recicla
Long Neck não recicla
Latas de tinta não reciclam
Guardanapos não reciclam
Reciclagem de Eletroeletrônicos
Como funciona um aterro sanitário
O mito do reflorestamento de eucalipto
"Eu queria trabalhar com sustentabilidade"
A sustentabilidade não tem glamour algum
07 itens tóxicos que você não deveria jogar no lixo
Greenwashing, a mentira verde da publicidade sustentável
Toda bebida pronta, mesmo orgânica, é crime de hidropirataria
Compras a granel, à moda antiga, menos embalagens e menor custo
Você compra demais ou "De onde vem o lixo produzido no mundo?"
Cotonetes, escovas de dentes, fraldas e absorventes femininos não reciclam
Metais em risco de extinção: meia tabela periódica em cada aparelho celular
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
A trilogia Qatsi
A trilogia Qatsi tem contribuições de George Lucas e Francis for Coppolla na produção e trilha sonora de Philip Glass e Yo Yo Ma. Um clássico de imagens e som. Vale a pena conferir o que Serra pelada, Índia, Saara e computadores tem a ver.
Koyaanisqatsi: Life Out of Balance, é um filme documentário de 1982 dirigido por Godfrey Reggio com música de Philip Glass e cinematografia de Ron Fricke.
O filme consiste primariamente de imagens de arquivos em câmera lenta e em time-lapse, mostrando cidades e muitas paisagens naturais dos Estados Unidos. Com o visual de poema sinfônico, o filme não contém nenhum diálogo ou narração; seu tom é estabelecido pela justaposição de imagens e música. Reggio explica a falta de diálogo dizendo, "Não é por falta de amor à linguagem que estes filmes não têm palavras. É porque, do meu ponto de vista, nossa linguagem está em um estado de vasta humilhação. Não descreve mais o mundo em que vivemos". Na língua hopi, Koyaanisqatsi significa "vida maluca, vida em turbilhão, vida fora de equilíbrio, vida se desintegrando, um estado de vida que pede uma outra maneira de se viver". O filme é o primeiro da trilogia Qatsi: foi seguido por Powaqqatsi (1988) e Naqoyqatsi (2002). A trilogia mostra diferentes aspectos das relações entre humanos, natureza e tecnologia. Koyaanisqatsi é o mais conhecido dos três e é considerado um filme cult.
Em 2000, Koyaanisqatsi foi selecionado para preservação pelo National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos como sendo "culturalmente, historicamente, ou esteticamente significante".
Powaqqatsi, também conhecido como Powaqqatsi: Life in Transformation, é um documentário americano lançado em 1988, dirigido por Godfrey Reggio e com música do compositor Philip Glass.
É o segundo filme da trilogia Qatsi, que é composta com os documentários Koyaanisqatsi (1983) e Naqoyqatsi (2002). Powaqqatsi vem da língua hopi, e quer dizer "vida em transformação".
Como os demais filmes da trilogia, não são apresentadas narrativas ou diálogos durante todo documentário. Apenas no final é revelado o significado do nome powaqqatsi.
Naqoyqatsi, também conhecido como Naqoyqatsi: Life as War é um documentário americano lançado em 2002, dirigido por Godfrey Reggio, com trilha sonora do compositor Philip Glass, e com trechos executados pelo violoncelista Yo-Yo Ma.
É o último filme da trilogia Qatsi, que é composta juntamente com os documentários Koyaanisqatsi (1983) e Powaqqatsi (1988). O primeiro aborda principalmente o hemisfério norte, o segundo o sul e países asiáticos, ficando com este terceiro a grandiosidade de abordar o planeta como um todo, conectado, globalizado, mergulhado na tecnologia que encurta distâncias e acelera processos de destruição devido ao seu mau uso.
Naqoyqatsi é uma expressão da língua Hopi que significa "a vida como uma guerra" ou "a guerra como um meio de vida". Também há uma sugestão de interpretação como "violência civilizada".
Como os demais filmes da trilogia, não são apresentadas narrativas ou diálogos durante todo documentário.
Ao contrário dos demais documentários da trilogia, Naqoyqatsi não foi produzido através de filmagens. Foram utilizados filmes e imagens de arquivo manipulados digitalmente e intercalados com cenas produzidas por computação gráfica, com efeitos de pós-produção como fotografia térmica. Esta maneira de produzir o filme não foi à toa; o diretor escolheu produzir o filme a partir de imagens e vídeos extraídos de banco de imagens para desta forma justificar a constante apropriação que o atual mundo tecnológico nos permite e nos impulsiona a fazer (samplers, remixagens, copy paste...). Além do mais, desta forma, o diretor acaba demonstrando também que a presença da tecnologia se faz essencial e predominante na produção do filme, ou seja, sem a tecnologia, nem o filme e nem nosso atual quadro de vida existiriam.
Este documentário leva a audiência a refletir sobre a nossa relação com a natureza, a influência da tecnologia em nossas vidas e as novas maneiras de se relacionar dentro de um atual quadro frenético mergulhado na conectividade tecnológica. Há uma ênfase especial sobre a competitividade, os conflitos do mundo e a violência.
Os 3 filmes são encontrados na íntegra legendados no Youtube
Mais informação:
Gaia, Lovelock
Ponto de mutação, Capra
Quando a Islândia reinventou a democracia
Antropoceno, a era geológica em que o homem "desregulou" o planeta
Koyaanisqatsi: Life Out of Balance, é um filme documentário de 1982 dirigido por Godfrey Reggio com música de Philip Glass e cinematografia de Ron Fricke.
O filme consiste primariamente de imagens de arquivos em câmera lenta e em time-lapse, mostrando cidades e muitas paisagens naturais dos Estados Unidos. Com o visual de poema sinfônico, o filme não contém nenhum diálogo ou narração; seu tom é estabelecido pela justaposição de imagens e música. Reggio explica a falta de diálogo dizendo, "Não é por falta de amor à linguagem que estes filmes não têm palavras. É porque, do meu ponto de vista, nossa linguagem está em um estado de vasta humilhação. Não descreve mais o mundo em que vivemos". Na língua hopi, Koyaanisqatsi significa "vida maluca, vida em turbilhão, vida fora de equilíbrio, vida se desintegrando, um estado de vida que pede uma outra maneira de se viver". O filme é o primeiro da trilogia Qatsi: foi seguido por Powaqqatsi (1988) e Naqoyqatsi (2002). A trilogia mostra diferentes aspectos das relações entre humanos, natureza e tecnologia. Koyaanisqatsi é o mais conhecido dos três e é considerado um filme cult.
Em 2000, Koyaanisqatsi foi selecionado para preservação pelo National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos como sendo "culturalmente, historicamente, ou esteticamente significante".
Powaqqatsi, também conhecido como Powaqqatsi: Life in Transformation, é um documentário americano lançado em 1988, dirigido por Godfrey Reggio e com música do compositor Philip Glass.
É o segundo filme da trilogia Qatsi, que é composta com os documentários Koyaanisqatsi (1983) e Naqoyqatsi (2002). Powaqqatsi vem da língua hopi, e quer dizer "vida em transformação".
Como os demais filmes da trilogia, não são apresentadas narrativas ou diálogos durante todo documentário. Apenas no final é revelado o significado do nome powaqqatsi.
Naqoyqatsi, também conhecido como Naqoyqatsi: Life as War é um documentário americano lançado em 2002, dirigido por Godfrey Reggio, com trilha sonora do compositor Philip Glass, e com trechos executados pelo violoncelista Yo-Yo Ma.
É o último filme da trilogia Qatsi, que é composta juntamente com os documentários Koyaanisqatsi (1983) e Powaqqatsi (1988). O primeiro aborda principalmente o hemisfério norte, o segundo o sul e países asiáticos, ficando com este terceiro a grandiosidade de abordar o planeta como um todo, conectado, globalizado, mergulhado na tecnologia que encurta distâncias e acelera processos de destruição devido ao seu mau uso.
Naqoyqatsi é uma expressão da língua Hopi que significa "a vida como uma guerra" ou "a guerra como um meio de vida". Também há uma sugestão de interpretação como "violência civilizada".
Como os demais filmes da trilogia, não são apresentadas narrativas ou diálogos durante todo documentário.
Ao contrário dos demais documentários da trilogia, Naqoyqatsi não foi produzido através de filmagens. Foram utilizados filmes e imagens de arquivo manipulados digitalmente e intercalados com cenas produzidas por computação gráfica, com efeitos de pós-produção como fotografia térmica. Esta maneira de produzir o filme não foi à toa; o diretor escolheu produzir o filme a partir de imagens e vídeos extraídos de banco de imagens para desta forma justificar a constante apropriação que o atual mundo tecnológico nos permite e nos impulsiona a fazer (samplers, remixagens, copy paste...). Além do mais, desta forma, o diretor acaba demonstrando também que a presença da tecnologia se faz essencial e predominante na produção do filme, ou seja, sem a tecnologia, nem o filme e nem nosso atual quadro de vida existiriam.
Este documentário leva a audiência a refletir sobre a nossa relação com a natureza, a influência da tecnologia em nossas vidas e as novas maneiras de se relacionar dentro de um atual quadro frenético mergulhado na conectividade tecnológica. Há uma ênfase especial sobre a competitividade, os conflitos do mundo e a violência.
Os 3 filmes são encontrados na íntegra legendados no Youtube
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Fonte: site oficial Havaianas Soul Collection
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
Adoçantes naturais
Açúcar refinado em todas as suas formas, incluindo a farinha branca, é um tema presente por aqui, sendo até marcador. Em outro marcador, gastronomia, você vai encontrar centenas de receitas mas nenhuma que leve açúcar refinado, mascavo, demerara (mesmo orgânicos), além de farinha de trigo branca, arroz branco, macarrão não-integral ou xarope de milho.
Normalmente indico melado de cana e rapadura nas minhas receitas, incluindo tortas de chocolate recheadas, adaptadas para versões orgânicas, integrais e totalmente sugar-free.
Bárbara Kingsolver no livro "O mundo é o que você come" nos alerta para a presença do xarope de milho em quase todos os produtos industrializados atuais, incluindo barras de ceral light e papinhas para bebês.
O milho é o segundo cultivo transgênico mundial, atrás apenas da soja, e sua monocultura de sementes suicidas é destinada à basicamente 2 funções: ração animal e derivados industriais.
Esse cultivo, não obstante de dizimar as sementes nativas e crioulas, é pulverizada com pesticidas fabricados pelas mesmas empresas que desenvolvem as sementes. É um cartel como outro qualquer.
O grande problema desse cartel, é que além de nos intoxicar impunemente, expulsa os produtores rurais de suas terras e contamina os lençóis freáticos com sua química desnecessária.
Observe que a nossa dependência da cana é muito significativa - significativa demais para um país que quando descoberto, não havia uma muda de cana de açúcar. As primeiras vieram de caravelas das Índias Orientais, viraram um dos ciclos econônomicos do então Império e hoje, são a monocultura de base para um combustível suportamente "verde", o etanol. Repare que em toda a história da República, o único presidente a sofrer um processo de impeachment era justamente usineiro, usinas de açúcar em oligarquias agrárias nordestinas. Até hoje, a monocultura do canavial é um dos maiores empregadores de mão de obra escrava, infantil e uma das primeiras na lista em crimes por posse de terra.
Da mesma forma que a cultura do "coronel cacaueiro" tornou o cacau sinônimo de chocolate, a cana virou sinônimo de doce.
Confira sugestões de adoçantes naturais que podem substituir a sacarose e os educorantes sintéticos:
Malte ou Mel de Arroz - este xarope equilibrado, com um grande teor de maltose e carboidratos complexos, é absorvido lentamente na corrente sanguínea; tem uma doçura sutil e um sabor rico;
Malte de Cevada - semelhante ao malte de arroz, mas o arroz é substituído por cevada. Os amidos da cevada germinada são transformados em um adoçante complexo que é digerido gradualmente;
Fruta - Purês, manteigas ou pastas de frutas secas ou cozidas são excelentes adoçantes, uma vez que contêm menos água, o que concentra o sabor e conteúdo natural do açúcar;
Amasake - adoçante tradicional no Oriente, produzido a partir de diferentes cereais, geralmente arroz integral; tem uma consistência espessa e a textura de um pudim;
Frutose - este açúcar simples refinado tem a mesma estrutura molecular do açúcar da fruta; é cerca de duas vezes mais doce do que o açúcar branco, no entanto liberta glicose na corrente sanguínea mais lentamente. A frutose pode subir os níveis de triglicérides, particularmente em pessoas com um estilo de vida mais sedentário;
Sumo de fruta concentrado - Têm um efeito semelhante ao açúcar branco. Se comprar concentrados de fruta, escolha aqueles que são evaporados em vácuo (se não vier mencionado no rótulo, prefira outros), e que mantêm o sabor e aroma. Cuidado com os concentrados de sumo de uva que não sejam biológicos (de agricultura orgânica): o resíduo de pesticidas pode ser muito elevado;
Mel - o mel consiste essencialmente em glucose e frutose e é duas vezes mais doce do que o açúcar, sendo muito rapidamente absorvido na corrente sanguínea;
observação minha (Carol): dê um tempo para o mel, as abelhas e a polinização agradecem
Melaço - obtido a partir do açúcar, é um açúcar simples altamente processado que entra rapidamente na corrente sanguínea. O melaço pode também conter resíduos químicos associados à cultura e processamento do açúcar branco. Se alguma vez utilizar melaço, utilize apenas aquele que é biológico (produzido sem produtos químicos).
Outras opções: "açúcar" de coco, xarope de agave, maple syrup, caldo de cana, rapadura e stevia (prefira a erva seca à granel)
Para comprar qualquer adoçante natural observe uma regra de ouro: leia a composição de ingredientes no rótulo - melado de cana só leva melado de cana, rapadura é obtida a partir da fermentação natural do caldo de cana (melaço), xarope de bordo (maple syrup) é feito de... bordo, etc.
E fique atento aos açúcares de beterraba e uva, tão refinados e prejudiciais quanto o de cana. Se gosta do sabor da uva nas suas receitas, use o suco concentrado orgânico para assar maçãs, pêras, mangas, damascos secos e afins.
O ideal é que a gente acostume o paladar a sabores cada vez mais naturais. Compotas de frutas caseiras podem ser feitas inteiramente sem nenhum aditivo, geléias de frutas secas idem e algumas tortas cruas já nos mostram como uma fruta seca hidratada de véspera pode render uma pasta extremamente doce. E todo leite vegetal caseiro pode ser feito com adição de passas claras cruas e hidratadas, gerando um leite ainda mais doce de forma completamente natural.
A imagem é o quadro Canavial de Militão dos Santos
Mais informação:
Mamãe não passou açúcar em mim!
Mel de abelhas x melado de cana
A defesa da rapadura brasileira
Frutas assadas
Geléias de frutas secas sem açúcar
Tortas cruas
Só um macarrãozinho
Bolos integrais e sem açúcar: chocolate
Leite de castanhas adoçado com passas claras
Compras a granel
O mundo é o que você come
Soja é desnecessária
O arroz transgênico da Bayer
Tecnologia terminator: as sementes suicidas estão de volta
Os 10 piores alimentos para a saúde
A sombra de um delírio verde, a luta da maior tribo indígena do país para salvar suas terras (e lagoas) da monocultura de cana para produção de etanol
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Levante sua voz
Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta Ilha das Flores, de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.
A proposta não é colocar a mídia sobre controle do Estado, mas ter um sistema de comunicação público, o que é muito diferente de ser estatal. Uma mídia pública não defende os interesses do mercado e tem autonomia para criticar o Estado. No Brasil se confunde o conceito de público e estatal por só conhecemos a mídia privada desde sempre. Não estamos falado da Líbia, mas do Japão, Alemanha, Inglaterra, França e etc onde sist público de comunicação é maior e mais importante do que o privado.
Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá
CC - Alguns direitos reservados
Você pode copiar, distribuir, exibir e executar a obra livremente com finalidades não comerciais.
Você pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.
Você deve dar crédito ao autor original.
A proposta não é colocar a mídia sobre controle do Estado, mas ter um sistema de comunicação público, o que é muito diferente de ser estatal. Uma mídia pública não defende os interesses do mercado e tem autonomia para criticar o Estado. No Brasil se confunde o conceito de público e estatal por só conhecemos a mídia privada desde sempre. Não estamos falado da Líbia, mas do Japão, Alemanha, Inglaterra, França e etc onde sist público de comunicação é maior e mais importante do que o privado.
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terça-feira, 21 de junho de 2011
O imbróglio entre a MMX e a Emicon em MG
Mineradora acusa empresa de Eike de causar danos ambientais em Minas
Uma guerra de gigantes nas montanhas de Minas Gerais. Duas mineradoras se acusam sobre a responsabilidade ambiental de uma área explorada há décadas, e quem corre o risco de ser prejudicada é a população da capital, Belo Horizonte, que pode ficar sem água potável.
A mineradora Emicon, de Minas Gerais, acusa a MMX Mineração, empresa do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, de causar graves danos ambientais em Brumadinho, região metropolitana de BH. Segundo a Emicon, a situação é agravada pela omissão dos órgãos ambientais em fiscalizar e punir a empresa.
Entre os problemas apontados pela empresa, estão a alteração aleatória de barragens, erosões, falta de revegetação e assoreamento.
De acordo com a Emicon, há risco iminente de acidentes ambientais na área, e a situação pode comprometer o abastecimento de água de mais de 2 milhões de habitantes na capital mineira.
A MMX reconhece que as denúncias “causam perplexidade”, pois os problemas ambientais apontados são de “inteira e exclusiva” responsabilidade da Emicon, que explorou minério de ferro no local antes da mineradora de Eike Batista.
O imbróglio começou há oito anos, e, a partir de 2008, quando a empresa de Eike passou a explorar a região, surgiram os conflitos.
Acusada de causar danos ambientais na área de exploração, a Emicon foi autuada por órgãos ambientais e alvo de ação do Ministério Público do Estado, deixando de explorar a área em 2003.
Termo de ajustamento foi o foco do conflito
Quatro anos depois, foi assinado Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Emicon, a MMX e o Ministério Público para a adoção de medidas emergências para evitar riscos ambientais. Na época, a MMX havia arrendado o local para, em 2008, começar a explorar a área. Assim, uma parte do acordo ficaria por conta da MMX.
A Emicon foi obrigada também a pagar quase R$ 7 milhões de indenização pelos danos e tem de manter outros R$ 21 milhões depositados como garantia de que o prejuízo será reparado.
O TAC previu, ainda, que a MMX – que havia adquirido 10 milhões de toneladas de finos de minério da Emicon – deveria fazer reparos ambientais na área.
Segundo a Emicon, sua parte no acordo foi cumprido integralmente. Para ela, os órgãos de fiscalização têm sido omissos e não têm realizado vistorias periódicas, ao contrário do que prevê a legislação.
A MMX nega e afirma que está devidamente autorizada pelos órgãos ambientais a funcionar, que as vistorias estão em dia e cumpre “rigorosa e pontualmente” todas as obrigações assumidas perante o Ministério Público.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas confirma a informação e afirma que as licenças para exploração dos resíduos de minério e para operação da barragem estão regulares.
A Semad explica, ainda, que as vistorias do local estão em dia e não foram constatadas nenhuma irregularidade. Em maio deste ano, também foi realizada uma avaliação da qualidade da água nas regiões próximas à mineração que atestou estar em condições normais, dentro dos padrões que permite a legislação.
Assista a dois vídeos produzidos pela população local:
Mais informação:
O gás de Abrolhos
Urucu, o petróleo da Amazônia
A Revolução dos cocos
Extração de gas em Nova Mutum
Mineroduto de Moju
Jóias são insustentáveis, a mineração em Serra Pelada
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Um Catamarã solar em Florianópolis para proteger as lontras da Lagoa do Peri
O Instituto Ekko Brasil e o Laboratório de Energia Solar (LabSolar), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), testam nesta terça-feira (21) um barco do tipo catamarã totalmente movido a energia solar, desenvolvido em Florianópolis e que usa uma energia limpa e renovável para a sua movimentação. A embarcação ecologicamente correta será utilizada pelo Ekko Brasil na Lagoa do Peri, em ações do Projeto Lontra, tanto para a realização de pesquisas como em iniciativas de educação ambiental. O teste será realizado na Lagoa da Conceição, no final da Avenida das Rendeiras.
A tecnologia empregada para a construção da embarcação segue os princípios da sustentabilidade, utilizando uma fonte energética renovável, aliada à facilidade de locomoção. O LabSolar já desenvolveu outros barcos com as mesmas características, só que utilizados para competições esportivas. Caso seja comprovada a eficiência deste projeto, ele servirá de protótipo para outras embarcações a serem utilizadas em áreas de preservação que necessitam de veículos não poluentes, como na bacia amazônica.
“Será uma ferramenta importante para a continuidade do trabalho do Projeto Lontra, além de contribuir para a sustentabilidade da Lagoa do Peri, um dos principais patrimônios naturais da Ilha de Santa Catarina”, avalia Oldemar Carvalho Junior, coordenador de pesquisas do Instituto Ekko Brasil, hoje considerado referência nacional no estudo e na preservação deste animal, ameaçado de extinção. O Projeto é desenvolvido há 25 anos e realiza um importante trabalho de pesquisa e estudo dos hábitos do animal, contribuindo para a sua conservação.
Fonte: Portal Marítimo
A foto é de um catamarã solar que deu a volta ao mundo, o PlanetSolar
Mais informação:
O projeto de transporte urbano coletivo e fluvial de Florianópolis e São Paulo
Por que nossa malha hidroviária não decola?
A pipa gigante que reboca navios cargueiros
EShip1, o primeiro navio movido a energia eólica
Avião solar com autonomia de vôo por 5 anos
segunda-feira, 20 de junho de 2011
E se vivêssemos sem eletricidade?
Video promocional (e muito bem sacado) do Nissan Leaf 100% elétrico.
Usar petróleo para secar o cabelo e recarregar bateria de notebook pode parecer tão estranho quanto dirigir um carro elétrico e pavimentar uma estrada com placas cogeradoras de energia piezoelétrica ou de absorção solar, é tudo sempre uma questão cultural de hábito.
Em tempo, transporte coletivo movido à energia limpa é sempre mais inteligente do que qualquer automóvel, mesmo os elétricos. Um carro, por mais bem intencionado que seja, só transporta 5 pessoas e carga limitada, consumindo proporcionalmente muito mais matéria-prima em seu processo de fabricação do que um coletivo.
Veículos individuais são paliativos de luxo para quando não há opção de coletivo. E na dúvida, ande à pé ou vá de bike.
Para se animar a mudar o estilo de vida, sempre o maior desafio em sustentabilidade, reflita na foto que mostra 54 pessoas, 54 carros, 54 bicicletas e 1 único ônibus.
Mais informação:
Energia Piezoelétrica
Carros e bicicletas elétricos
E se cada família chinesa comprar um carro?
No país do pré-sal, a gasolina mais cara do mundo
Pneus de biomassa em estradas verdes cogeradoras de energia limpa
Conversão de plástico em óleo ou faça seu combustível em casa
Aquecedor solar de baixo custo: faça o seu em casa
Usar petróleo para secar o cabelo e recarregar bateria de notebook pode parecer tão estranho quanto dirigir um carro elétrico e pavimentar uma estrada com placas cogeradoras de energia piezoelétrica ou de absorção solar, é tudo sempre uma questão cultural de hábito.
Em tempo, transporte coletivo movido à energia limpa é sempre mais inteligente do que qualquer automóvel, mesmo os elétricos. Um carro, por mais bem intencionado que seja, só transporta 5 pessoas e carga limitada, consumindo proporcionalmente muito mais matéria-prima em seu processo de fabricação do que um coletivo.
Veículos individuais são paliativos de luxo para quando não há opção de coletivo. E na dúvida, ande à pé ou vá de bike.
Para se animar a mudar o estilo de vida, sempre o maior desafio em sustentabilidade, reflita na foto que mostra 54 pessoas, 54 carros, 54 bicicletas e 1 único ônibus.
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Imagem do dia: no dos outros é refresco
Carol Areas anda com a macaca (ou aves e ursos) e me envia mais um presente, a charge abaixo. Sensacional.
Mais informação:
O samba do crioulo doido
No Carnaval, o artista é o povo
A coleção pelemania da Arezzo
Todos os videos da libertação animal
Carnaval sustentável: seu animal não é palhaço
Calçados e bolsas sintéticos em lojas convencionais
Mais informação:
O samba do crioulo doido
No Carnaval, o artista é o povo
A coleção pelemania da Arezzo
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Carnaval sustentável: seu animal não é palhaço
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sábado, 18 de junho de 2011
Ouro Azul: A guerra mundial pela água
Filme baseado no livro "Ouro Azul: A luta para parar o roubo corporativo da água". Observe que já existe uma empresa japonesa instalada no Aquífero Guarany exportando a nossa água sem nos pagar 1 centavo de royalty.
Para se aprofundar ainda mais na questão, outros 3 filmes afins:
Flow, por amor à água
Cruzando o deserto verde
A história da água engarrafada
Mais informação:
75 livros sobre sustentabilidade
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Flow, por amor à água
Cruzando o deserto verde
A história da água engarrafada
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75 livros sobre sustentabilidade
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segurança,
trabalho,
transporte
Cruzando o deserto verde
Um dos assuntos mais abordados aqui é o equívoco do reflorestamento em eucalipto por milhares de razões: o eucalipto é uma espécie não nativa do Brasil que está dizimando os 7% remanescentes de Mata Atlântica para a produção latifundiária e corporativa de uma monocultura que emprega crianças e trabalho escravo.
A perda de biodiversidade é incalculável e pior, cada pé de eucalipto suga 30lts diários de água do solo. Onde hoje existe uma "fazenda de papel", em alguns anos teremos um deserto.
O custo dessa água não é repassado ao preço final da resma de papel, móvel de MDF, sarrafos de construção civil e todos os derivados industriais do eucalipto, incluindo o papelão certificado FSC do tetrapack (que ao contrário do que dizem, não recicla). Quem paga essa conta é a população local à longo prazo.
Se a teoria não convence, talvez um filme retratando essa realidade perversa o faça. Então sugiro que todos assistam as 6 partes de Cruzando o deserto verde, que retrata a desertificação e degradação do Sul da Bahia.
Resenha do filme:
Vídeo sobre a auto-demarcação de um cemitério quilombola invadido pela transnacional Aracruz na comunidade de Linharinho, próximo à famosa vila forrozeira de Itaunas - Conceição da Barra (ES), Brasil. Os quilombolas, descendentes das comunidades formadas por escravos(as) fugitivos(as), foram os primeiros moradores(as) do interior do Norte do ES, entre São Mateus e Conceição da Barra. Nos anos 60, suas plantações foram sendo substituídas pela monocultura do eucalipto por uma transnacional, fazendo com que eles fossem para as periferias ou vivessem como escravos. Vídeo selecionado para a Mostra Nacional Vitória Cine Vídeo 2006.
Realização: Movimento Alerta Contra o Deserto Verde
Produção: Equipe FASE-ES
Direção: Ricardo Sá
Outros filmes na mesma linha:
Flow, por amor à água
A sombra de um delírio verde
A revolução dos cocos
O mundo segundo a Monsanto
Mais informação sobre reflorestamento de eucalipto:
O mito do reflorestamento de eucalipto
Mão de obra escrava é explorada em fazendas de eucalipto
Quantos animais podem viver em uma única árvore
Desertos verdes, parques de papel e a flexibilização do Código Florestal: o que você tem a ver com isso?
O programa de reflorestamento da Reserva de Ibiraçu, ES
A perda de biodiversidade é incalculável e pior, cada pé de eucalipto suga 30lts diários de água do solo. Onde hoje existe uma "fazenda de papel", em alguns anos teremos um deserto.
O custo dessa água não é repassado ao preço final da resma de papel, móvel de MDF, sarrafos de construção civil e todos os derivados industriais do eucalipto, incluindo o papelão certificado FSC do tetrapack (que ao contrário do que dizem, não recicla). Quem paga essa conta é a população local à longo prazo.
Se a teoria não convence, talvez um filme retratando essa realidade perversa o faça. Então sugiro que todos assistam as 6 partes de Cruzando o deserto verde, que retrata a desertificação e degradação do Sul da Bahia.
Resenha do filme:
Vídeo sobre a auto-demarcação de um cemitério quilombola invadido pela transnacional Aracruz na comunidade de Linharinho, próximo à famosa vila forrozeira de Itaunas - Conceição da Barra (ES), Brasil. Os quilombolas, descendentes das comunidades formadas por escravos(as) fugitivos(as), foram os primeiros moradores(as) do interior do Norte do ES, entre São Mateus e Conceição da Barra. Nos anos 60, suas plantações foram sendo substituídas pela monocultura do eucalipto por uma transnacional, fazendo com que eles fossem para as periferias ou vivessem como escravos. Vídeo selecionado para a Mostra Nacional Vitória Cine Vídeo 2006.
Realização: Movimento Alerta Contra o Deserto Verde
Produção: Equipe FASE-ES
Direção: Ricardo Sá
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Desertos verdes, parques de papel e a flexibilização do Código Florestal: o que você tem a ver com isso?
O programa de reflorestamento da Reserva de Ibiraçu, ES
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Lojas e escritórios em container
A Container Ecology Store funciona em sistema de franquias e está presente em muitas cidades brasileiras.
A idéia é boa, divulga uma técnica barata e sustentável acessível à qualquer comerciante de setores os mais variados. Observe que já existem hotéis construídos inteiramente com a técnica, além de centros comerciais, casas residenciais, lojas multimarcas, centros culturais e bibliotecas, clínicas e consultórios médicos integrados.
Na verdade, a loja-escritório container pode ser uma saída de baixo custo a quem está começando um negócio e pretende ampliar as instalações, muito prático e viável numa época em que as marcas crescem expandindo suas linhas para casa, mesa, beleza e afins.
E o próprio conceito de loja container está sendo muito beneficiado com essa tendência da loja-cidade, onde a marca não é mais uma representação de roupas, mas uma tendência ao estilo da casa, família, vida social, etc.
Com os centros urbanos cada vez mais engarrafados e a população com pouco tempo, os escritórios e consultórios de serviços precisam de infraestrutura próxima, pelo menos para um lanche rápido, e estão cada vez mais comuns os empreendimentos que aliam esses consultórios à salões de beleza, gráficas, pequenos reparos, autorizadas de eletrodomésticos, etc. Com essa flexibilidade de funções, a loja container é uma solução rápida, sustentável e barata à ambientes que precisam estar em constante adaptação.
Na postagem A casa sustentável é mais barata - parte 02 (container house), há links para sites que ensinam como fazer sua própria container house e no México e em NY, já existem centros comerciais inteiamente construídos com containers. Para ver as imagens, leia a postagem Cholula, a cidade de containers no México e DeKalb Market.
Para os que ainda resistem um pouco à estética da container house, a mesma pode ser toda customizada em pallets, dando um efeito de boat house muito aconchegante, veja as fotos da container house customizada na postagem A casa sustentável é mais barata - parte 07 (pallets e reels)
A loja container pode vir a ser a solução para empreendimentos temporários, como lojas específicas para balneários de veraneio, festivais de música, eventos esportivos e afins, quando o investimento em instalações temporárias não precisa e nem deve ser alto.
Abaixo, mais sugestões de container stores e offices para todos os gostos:
Para encerrar, a Puma City, que lotou na inauguração:
Para onde foi a neve?
Presente de Carol Areas, que mora no Canadá e sabe como estão as coisas por lá: O urso polar que não consegue entender porque o seu mundo de repente ficou roxo.
Este confuso urso polar não entende a situação e busca por alimento em um novo mundo - a paisagem canadense está coberta de lindas flores roxas em vez de neve branca. Longe de estar camuflado, o urso pode ser visto de longe, já que ele está entre milhares de flores multicoloridas.
As fotos foram tiradas pelo fotógrafo Michael Poliza, 53, que não podia acreditar em seus olhos quando viu o urso vagando por toda a paisagem. Onde deveria haver neve, ao contrário, há um campo de flores roxas, confundindo este urso polar. A paisagem mudou: Normalmente, esta área seria coberta pela neve nesta época do ano, mas a mudança climática significa que o gelo já se retirou
Ele disse: "Ursos polares são animais muito solitários de qualquer maneira. Mas este parecia particularmente triste vagavando por aí, sem entender onde a neve tinha ido."
As imagens são impressionantes, porém mostram o efeito grave que a mudança climática está causando no nosso planeta.
Os ursos polares estão tendo que se adaptar ao mundo em mudança e procurar por alimento no interior. Normalmente, eles buscam seus alimentos no gelo durante os meses de inverno, mas a cada ano, o gelo está derretendo mais cedo na primavera e se formando mais tarde no outono.
Isso significa que eles estão enfrentando cada vez mais verões mais longos semas reservas de gordura de focas. Sr. Poliza, de Hamburgo, na Alemanha, disse: "Durante o verão do Ártico os ursos polares passam a maior parte do tempo descansando. Este urso polar ainda tinha três meses para ir novamente para a temporada anual de caça às focas. Como existem apenas cerca de 25.000 ursos polares, o futuro parece mais incerto do que nunca. As populações ao sul ao longo da Baía de Hudson são as mais afetadas pelas alterações climáticas."
As fotos foram tiradas por Michael Poliza na baía de Hudson no Ponto Hubbard, Canadá.
Fonte: Daily Mail Reporter
Outros ursos polares que levaram a pior:
Cadê o iglu que estava aqui?
Antropoceno, a era geológica em que o homem desregulou a Terra
Mais informação :
Dicionário básico do Aquecimento Global
Este confuso urso polar não entende a situação e busca por alimento em um novo mundo - a paisagem canadense está coberta de lindas flores roxas em vez de neve branca. Longe de estar camuflado, o urso pode ser visto de longe, já que ele está entre milhares de flores multicoloridas.
As fotos foram tiradas pelo fotógrafo Michael Poliza, 53, que não podia acreditar em seus olhos quando viu o urso vagando por toda a paisagem. Onde deveria haver neve, ao contrário, há um campo de flores roxas, confundindo este urso polar. A paisagem mudou: Normalmente, esta área seria coberta pela neve nesta época do ano, mas a mudança climática significa que o gelo já se retirou
Ele disse: "Ursos polares são animais muito solitários de qualquer maneira. Mas este parecia particularmente triste vagavando por aí, sem entender onde a neve tinha ido."
As imagens são impressionantes, porém mostram o efeito grave que a mudança climática está causando no nosso planeta.
Os ursos polares estão tendo que se adaptar ao mundo em mudança e procurar por alimento no interior. Normalmente, eles buscam seus alimentos no gelo durante os meses de inverno, mas a cada ano, o gelo está derretendo mais cedo na primavera e se formando mais tarde no outono.
Isso significa que eles estão enfrentando cada vez mais verões mais longos semas reservas de gordura de focas. Sr. Poliza, de Hamburgo, na Alemanha, disse: "Durante o verão do Ártico os ursos polares passam a maior parte do tempo descansando. Este urso polar ainda tinha três meses para ir novamente para a temporada anual de caça às focas. Como existem apenas cerca de 25.000 ursos polares, o futuro parece mais incerto do que nunca. As populações ao sul ao longo da Baía de Hudson são as mais afetadas pelas alterações climáticas."
As fotos foram tiradas por Michael Poliza na baía de Hudson no Ponto Hubbard, Canadá.
Fonte: Daily Mail Reporter
Outros ursos polares que levaram a pior:
Cadê o iglu que estava aqui?
Antropoceno, a era geológica em que o homem desregulou a Terra
Mais informação :
Dicionário básico do Aquecimento Global
A maior casa na árvore foi construída em madeira reciclada, tem mais de 3.000m e custou menos de R$20.000,00
As casas na árvore já foram abordadas aqui antes nas postagens Casas na árvore, Frans Krajcberg e Finca Bellavista. Hoje, recebi mais imagens de casas construídas em árvores, algumas já postadas aqui nos artigos anteriores. Mas a casa abaixo chamou minha atenção pelo tamanho, custo e possibilidade da madeira reciclada.
Horace Burgess criou uma casa tão perto do céu quanto poderia ser: com cerca de 30 metros de altura, a construção se apoia num carvalho de 24 metros de altura e 4 de diâmetro. Seis outras árvores sustentam a casa. A maioria de seus materiais são pedaços de madeira reciclados. A casa tem 10 andares. Horace nunca mediu seu tamanho, mas estima que tenha cerca de 2.440 a 3.660 metros quadrados. Ela é feita de mais ou menos 258.000 pedaços de madeira. Horace acredita que gastou cerca de 19.000 reais no projeto.
Fonte: HypeScience
Mais informação:
A casa sustentável é mais barata
Um país em obras
Horace Burgess criou uma casa tão perto do céu quanto poderia ser: com cerca de 30 metros de altura, a construção se apoia num carvalho de 24 metros de altura e 4 de diâmetro. Seis outras árvores sustentam a casa. A maioria de seus materiais são pedaços de madeira reciclados. A casa tem 10 andares. Horace nunca mediu seu tamanho, mas estima que tenha cerca de 2.440 a 3.660 metros quadrados. Ela é feita de mais ou menos 258.000 pedaços de madeira. Horace acredita que gastou cerca de 19.000 reais no projeto.
Fonte: HypeScience
Mais informação:
A casa sustentável é mais barata
Um país em obras
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
The Age of Stupidity, "A Era da Estupidez"
A Era da Estupidez (The Age of Stupidity) com legendas em português. É mais um filme científico do gênero de ficção, porém de uma ficção que se aproxima muita da realidade que pode acontecer caso não sejam tomadas atitudes a respeito da preservação do clima e ecossistemas de nosso planeta.
Como a maioria dos filmes científicos deste gênero, a história se passa no futuro e expõe a realidade a qual o próprio ser humano se submeteu na história do filme, onde o homem não quis tomar atitudes para evitar a ruína do planeta.
Um filme de Franny Armstrong, em que o personagem principal, interpretado por Pete Postlethwhaite, em 2055, tenta perceber porque não se fez nada no primeiro decénio do século XXI para prevenir catástrofes originadas pelas alterações climáticas.
Mais informação:
Ponto de mutação
A Trilogia Qatsi
A Revolução dos cocos
Como a maioria dos filmes científicos deste gênero, a história se passa no futuro e expõe a realidade a qual o próprio ser humano se submeteu na história do filme, onde o homem não quis tomar atitudes para evitar a ruína do planeta.
Um filme de Franny Armstrong, em que o personagem principal, interpretado por Pete Postlethwhaite, em 2055, tenta perceber porque não se fez nada no primeiro decénio do século XXI para prevenir catástrofes originadas pelas alterações climáticas.
Mais informação:
Ponto de mutação
A Trilogia Qatsi
A Revolução dos cocos
A casa sustentável é mais barata - parte 12 (faxina e controle de pragas)
Existem muitas marcas de produtos de limpeza biodegradáveis e vendidos em refil, os mesmos serão linkados no final da postagem. Abaixo, segue uma relação de receitas caseiras:
SABÃO LÍQUIDO PARA LOUÇA
2 litros de água
1 sabão caseiro ralado
1 colher de Óleo de Rícino
1 colher de Açúcar.
Ferver todos os ingredientes até dissolver e engarrafar.
DETERGENTE ECOLÓGICO
1 pedaço de sabão de coco neutro
2 limões
4 colheres de sopa de amoníaco (que é biodegradável)
Derreta o sabão de coco, picado ou ralado, em um litro de água. Depois, acrescente cinco litros de água fria. Em seguida,esprema os limões. Por último, despeje o amoníaco e misture bem.Guarde o produto resultante em garrafas e utilize-o no lugar dos similares comerciais. Você obterá seis litros de um detergente que limpa, não polui, cujo valor econômico é incomparavelmente menor do que o do similar industrializado.
DETERGENTE ECOLÓGICO MULTIUSO
Água
Vinagre
Amônia líquida (amoníaco)
Bicarbonato de sódio e ácido bórico
Em um litro de água morna (cerca de 45º C), coloque uma colher de sopa de vinagre, uma colher de sopa de amoníaco,uma colher de sopa de bicarbonato de sódio e uma colher de sopa de bórax ou ácido bórico. o Utilize em qualquer tipo de limpeza, em substituição aos multiusos convencionais. o Como qualquer produto de limpeza convencional, mantenha os detergentes ecológicos fora do alcance de crianças e animais domésticos.
DESINFETANTE PARA BANHEIRO
1 litro de Álcool (de preferência 70º)
4 litros de água
1 Sabão Caseiro
Folhas de Eucalipto
Deixar as folhas de eucalipto de molho no álcool por 2 dias. Ferver 1 litro de água com o sabão ralado, até dissolver. Juntar a água e a essência de eucalipto. Engarrafar.
LIMPANDO JANELAS E ESPELHOS: Para limpeza de rotina, use 3 colheres de vinagre diluídas em 11 litros de água quente. Se o vidro estiver muito sujo, primeiro limpe-o com água e sabão. Para secar superfícies, utilize tecido de algodão reutilizado ou jornais velhos.
PARA LIMPAR E DESODORIZAR CARPETES E TAPETES: Misture duas partes de fubá com uma parte de bórax. Pulverize generosamente, deixe descansar por uma hora e aspire. Uma desodorização rápida pode ser obtida pulverizando-se o carpete com bicarbonato e aspirando logo a seguir.
LIMPANDO O BANHEIRO Para limpeza geral de banheiros, use escova com bicarbonato de sódio e água quente. Para pias, despeje vinagre e deixe descansar durante a noite, enxaguando pela manhã. Para limpar bacias, aplique uma pasta de bórax e suco de limão. Deixe por algumas horas e dê descarga. Ou utilize uma solução forte de vinagre.
PARA LIMPAR VIDROS E TIRAR GORDURA: Use uma solução de vinagre ou limão diluídos em água.
PARA LIMPAR O FORNO Basta uma solução de água quente com bicarbonato de sódio, que deve ser passada com um pano fino.
PARA LIMPAR PANELAS E FORMAS QUEIMADAS: Cubra a área com uma fina camada de bicarbonato de sódio e água e deixe descansar por algumas horas antes de lavar.
OUTRO LIMPADOR PARA JANELAS Misture ½ xícara de álcool, 2 xícaras de água e uma colher de sopa de amoníaco. Coloque luvas e aplique a solução com um pedaço de pano.
JANELAS E ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO Para manter janelas e esquadrias de alumínio sempre brilhando como novas, é só limpá-las uma vez por mês com uma mistura de óleo de cozinha e álcool, em partes iguais. Em seguida é só passar um pano macio ou flanela.
LIMPADOR PARA PISOS DE CERÂMICA Misture no seu balde de limpeza, aproximadamente 3,5 litros de água com ¾ de xícara de vinagre branco e ½ xícara de amoníaco. Lave o piso como de costume.
NO LUGAR DA NAFTALINA A naftalina afeta o fígado e os rins, utilize sachês com flores de lavanda em seu lugar.
DESODORANTE DE AMBIENTE Pode ser substituído por uma solução de ervas com vinagre ou suco de limão. Além de gastar menos dinheiro, você vai estar evitando produtos responsáveis pelo aumento de doenças respiratórias e alergias.
Fonte de consulta: Instituto de Permacultura da Mata Atlântica (IPEMA Brasil)
A receita mais popular de sabão pastoso a partir do óleo de cozinha reaproveitado:
1.Peneire o óleo para retirar os resíduos e impurezas;
2.Aqueça o óleo sem deixar ferver;
3.Use luvas e adicione soda cáustica (350ml para cada litro de óleo);
4.Para dar perfume ao sabão, adicione 1ml de aromatizante ou amaciante.
5.Mexa lentamente durante 20minutos;
6.Deixe descansar por um dia se for cortar em barras;
7.Após uma semana o sabão está pronto para ser usado.
Não descarte o óleo impunemente: a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera, um dos principais gases causadores do efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. O óleo de cozinha que vai para o ralo da pia chega ao oceano pelas redes de esgoto. Em contato com água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano. Caso não tenha disposição para fazer esse sabão pastoso em casa, armazene o óleo em garrafas pet e ligue para empresas captadoras, como a DisqueÓleo.
Para fazer mais sabão em casa, com as receitas à moda da roça, em fubá, ervas, abacate e cinzas:
SABÃO CASEIRO BÁSICO
O Sabão Caseiro tem como ingredientes básicos:
Gordura
Soda Cáustica
Água
A gordura pode ser sebo de gado, banha ou gordura de aves, que dá um sabão de boa qualidade, desde que misturada à outra. Abacate, quando está sobrando, também pode ser usado como base gordurosa.
Pode-se também aproveitar sobras de gordura da cozinha. Antes do uso, elas devem ser lavadas assim:
1 parte de água
1 parte de gordura.
Levar ao fogo para ferver. Tirar do fogo, mexer bem e acrescentar 1 litro de água fria para cada litro quente. As substâncias estranhas ficarão depositadas no fundo do recipiente. Quando fria, a gordura ficará solidificada, podendo ser removida. Se estiver muito suja, deve-se repetir a operação. Este processo é bom porque ajuda a tirar o sal da gordura das frituras.
A Soda é um mineral, encontrado na natureza em diferentes estados de pureza. Deve ser manuseada com cuidado para não queimar as mãos nem ser aspirado. E sempre bom usar soda de boa qualidade para produzir um bom sabão.
SABÃO NEUTRO OU SABÃO DE ALCOOL
4 Kg de Gordura Animal
2 latas de Óleo de Soja
1 Kg de Soda
3 litros de Água morna
5 litros de Álcool
Derreter a gordura.
Acrescentar o óleo de soja
Esperar esfriar um pouco. Juntar o álcool, a soda (dissolvida em um pouco de água) e o restante da água.
Pode-se substituir as duas latas de óleo de soja por 1 Kg de gordura animal. O álcool pode ser substituído por cachaça. Não se deve usar vasilhas de alumínio.
A água que será utilizada no sabão pode ser suco ou chá das seguintes plantas: folha de mamão; raiz de guanxuma, eucalipto cidró, hortelã, bardana, tanchagem e babosa.
Se você quiser:
Sabão para limpeza (roupa, cozinha, etc.) use folha de mamão e raiz de guanxuma.
Sabão desinfetante para limpeza de utensílios (tachos, tarros, outros vasilhames, estrebaria, etc.), use: eucalipto cidró, hortelã, própolis (2 colheres de tintura).
Pode também ser usado como sabonete:
Sabão medicinal para queda de cabelo e problemas de pele, use: bardana e calêndula
Escurecer cabelo, use: babosa
Clarear cabelo, use: camomila
Para uso diário na higiene pessoal, escolha entre: babosa, própolis, bardana, camomila ou tanchagem
Você pode também fazer esta receita e depois juntar 500gr do sabão pronto ralado com 1/2 copo de suco de uma destas plantas, levar ao fogo até derreter, colocar em forma, deixar esfriar e cortar em pedacinhos.
SABÃO FRIO
12 litros de água
1Kg de farinha de milho
1Kg de soda
4Kg de sebo cozido
Derreter o sebo num tacho ou recipiente grande. Dissolver a farinha de milho em 6 litros de água. Dissolver a soda nos outros 6 litros de água. Misturar tudo e mexer por 40 minutos. Colocar em formas, deixar secar e cortar.
SABÃO DE ABACATE
5 Kg de massa de abacate
1/2 Kg de sebo derretido ou banha
400 g de soda comercial
150 g de breu (encontrado em ferragens ou casas de produtos químicos)
Colher o abacate com cuidado para não machucá-lo e guardá-lo à sombra, até que fique maduro. Após maduro, cortar o abacate ao meio e separar o caroço e a casca da massa. Colocar toda a massa numa vasilha bem limpa e acrescentar a soda, sebo ou banha e o breu. Mexer por uma hora. Colocar numa caixa forrada com plástico e deixar 24 horas para secar (dependendo da umidade do ar, algumas vezes é necessário deixar mais tempo). Cortar em barras. Para maior consistência, acrescentar 2 a 3 colheres de sopa de farinha de milho ou cinzas.
SABÃO DE ERVAS
5 Kg de gordura
2,5 Kg de sebo derretido
2,5 Kg de óleo de cozinha (usado), banha ou gordura de galinha derretida.
1 Kg de soda
4 litros de álcool
4 litros de água ou suco de ervas (tanchagem, babosa, capuchinha, trapoeraba, confrei, calêndula, macaé, eucalipto)
Triturar as ervas e coar. Esquentar o sebo junto com o óleo. Misturar, fora do fogo, o álcool no sebo quente. Misturar a soda com água ou suco de ervas em recipiente não corrosivo. Acrescentar o sebo com o óleo nesta mesma mistura. Misturar bem até espumar. Colocar nas formas. Deixar esfriar e estará pronto para cortar.
SABÃO DE MILHO
6 litros de água
1/2 Kg de soda cáustica
2 Kg de banha ou sebo
1/2 Kg de farinha de milho
Misturar em uma bacia 3 litros de água fervida com a soda cáustica. Acrescentar a banha ou sebo. Desmanchar a farinha de milho nos outros 3 litros de água fria.
Adicionar à mistura anterior e mexer bastante, durante 15 minutos. Despejar a massa numa caixa forrada com plástico. Deixar descansar 3 dias antes de usar.
SABÃO DE CINZAS E SEBOS
5 Kg de Sebo
2,5 Kg de Cinzas
5 litros de Água
0,5 Kg de Soda Cáustica
Derreter o sebo em fogo lento até ficar uniforme. Ferver as cinzas juntamente com a água por 4 horas. Deixe a cinza assentar e use somente a água para juntar com o sebo. Mexer bem. Juntar devagar a soda, já fora do fogo, e mexer bem até dissolver. Colocar em formas.
A cinza tem um alto poder de branquear. Para clarear toalhas de prato, colocá-las de molho, ensaboadas, em um balde com uma "trouxinha" de cinzas. Lavar normalmente no dia seguinte.
Fonte: Instituto de Filosofia da Libertação
Já existem muitas marcas de sabão em pó biodegradáveis, eu normalmente uso o Amazon por ser o mais em conta, já citado aqui na postagem Sabão em pó biodegradável. Mas, para quem não encontra o Amazon, qualquer sabão de coco em pó, é biodegradável. A marca mais encontrada no comércio é o sabão de coco em pó Ruth. Outras marcas muito populares são a GEO, Cassiopéia-Biowash, Amo o verde, Ecoar e a ECOBril, linha ecológica da Bombril. Para substituir as esponjas de limpeza, em material sintético e não reciclável oriundo de petróleo, dê uma chance às buchas vegetais à venda em qualquer feira livre por R$10,00 o metro, podendo ser plantadas em casa num vaso grande ou mesmo compradas pela internet no site NaBucha.
Priorize as marcas que trabalham com embalagens em refil, além de ser menos lixo sendo descartado no meio ambiente, as embalagens são naturalmente em plástico convencional derivado de petróleo.
Pensou em problemas mais complicados, como remover gordura de grelhas ou deixar tinindo um candelabro de bronze? Então a solução é amônia, leia mais abaixo:
1. SEM MANCHAS DE GORDURA
Caiu molho no seu vestido predileto? Solução: misture duas partes de água com uma de amônia e passe na mancha (mas teste antes num pedacinho escondido do tecido para ver se ele suporta o produto, ok?). A alcalinidade da amônia dissolve os ácidos graxos do molho, fazendo a gordura desaparecer em segundos! Depois lave a peça normalmente.
Caiu molho no seu vestido predileto? Solução: misture duas partes de água com uma de amônia e passe na mancha (mas teste antes num pedacinho escondido do tecido para ver se ele suporta o produto, ok?). A alcalinidade da amônia dissolve os ácidos graxos do molho, fazendo a gordura desaparecer em segundos! Depois lave a peça normalmente.
2. VELHO TERNO NOVO!
Os cotovelos do paletó e os joelhos da calça estão com aquele brilho feio de excesso de uso. Para acabar com o problema, misture 1/2 litro de água e 1 colher (sopa) de amônia e passe a solução com uma espoja nas áreas brilhantes (faça um teste antes). A amônia dissolve a gordura impregnada nas fibras e abre os poros do tecido.
Os cotovelos do paletó e os joelhos da calça estão com aquele brilho feio de excesso de uso. Para acabar com o problema, misture 1/2 litro de água e 1 colher (sopa) de amônia e passe a solução com uma espoja nas áreas brilhantes (faça um teste antes). A amônia dissolve a gordura impregnada nas fibras e abre os poros do tecido.
3. SACO DE LIXO INTACTO
Os cachorros da redondeza têm feito gato e sapato do seu lixo, furando os sacos e espalhando o conteúdo na calçada? Encha um borrifador com a mistura de 1 litro de água e 1 colher (chá) de amônia e pulverize nos sacos de lixo. Os bichos sentirão o cheiro de nitrogênio presente nos vapores da amônia e não chegarão perto!
Os cachorros da redondeza têm feito gato e sapato do seu lixo, furando os sacos e espalhando o conteúdo na calçada? Encha um borrifador com a mistura de 1 litro de água e 1 colher (chá) de amônia e pulverize nos sacos de lixo. Os bichos sentirão o cheiro de nitrogênio presente nos vapores da amônia e não chegarão perto!
4. FORNO LIMPINHO
Seu forno está pedindo socorro de tanta gordura grudada nas paredes. Ok, basta colocar amônia numa tigela rasa e mantê-la dentro dele por uma noite. No dia seguinte, passe uma esponja ou pano úmido e adeus, sujeira! Os vapores da substância penetram facilmente na gordura do forno, dissolvendo-a e facilitando a limpeza – não precisa nem esfregar.
Seu forno está pedindo socorro de tanta gordura grudada nas paredes. Ok, basta colocar amônia numa tigela rasa e mantê-la dentro dele por uma noite. No dia seguinte, passe uma esponja ou pano úmido e adeus, sujeira! Os vapores da substância penetram facilmente na gordura do forno, dissolvendo-a e facilitando a limpeza – não precisa nem esfregar.
5. TOALHAS FOFINHAS
Parentes vêm chegando para passar uns dias na sua casa e as toalhas para hóspedes estão ásperas e desgastadas. Sempre que quiser deixá-las como novas, coloque 1/2 xícara (chá) de amônia no ciclo de lavagem da máquina e depois seque como de costume. Os solventes contidos na amônia dissolvem o acúmulo de gordura que fica na toalha e ainda neutraliza qualquer cheirinho de mofo.
Parentes vêm chegando para passar uns dias na sua casa e as toalhas para hóspedes estão ásperas e desgastadas. Sempre que quiser deixá-las como novas, coloque 1/2 xícara (chá) de amônia no ciclo de lavagem da máquina e depois seque como de costume. Os solventes contidos na amônia dissolvem o acúmulo de gordura que fica na toalha e ainda neutraliza qualquer cheirinho de mofo.
6. SEM CHEIRO DE FUMAÇA
Não tem nada mais gostoso do que curtir a lareira numa noite fria, mas no dia seguinte o cheiro de fumaça toma conta da casa. Elimine o odor assim: encha três tigelas rasas até a metade com amônia e coloque-as nas áreas mais enfumaçadas. Ela neutraliza o ácido-base das substâncias responsáveis pelo cheiro, deixando no ar um leve perfume.
Não tem nada mais gostoso do que curtir a lareira numa noite fria, mas no dia seguinte o cheiro de fumaça toma conta da casa. Elimine o odor assim: encha três tigelas rasas até a metade com amônia e coloque-as nas áreas mais enfumaçadas. Ela neutraliza o ácido-base das substâncias responsáveis pelo cheiro, deixando no ar um leve perfume.
7. FIM DA PICADA
Você foi picada por uma abelha e agora está com aquele carocinho dolorido… Para aliviar o incômodo imediatamente, embeba uma bola de algodão em amônia, passe sobre o local e lave com água após um minuto. Como o veneno desse inseto é ácido, ele será neutralizado pelo produto, que é alcalino. A dica também é válida para cães e gatos.
Você foi picada por uma abelha e agora está com aquele carocinho dolorido… Para aliviar o incômodo imediatamente, embeba uma bola de algodão em amônia, passe sobre o local e lave com água após um minuto. Como o veneno desse inseto é ácido, ele será neutralizado pelo produto, que é alcalino. A dica também é válida para cães e gatos.
8. VIDROS CRISTALINOS
Vai usar suas peças de cristal num jantar especial? Tire as marquinhas que não saem com água, misturando 1 colher (chá) de amônia em 2 xícaras (chá) de água; depois passe nas peças usando um pano macio, enxágue e deixe secar. A amônia dissolve a oleosidade que vai se fixando nas peças e, assim, elas ficam brilhando!
Vai usar suas peças de cristal num jantar especial? Tire as marquinhas que não saem com água, misturando 1 colher (chá) de amônia em 2 xícaras (chá) de água; depois passe nas peças usando um pano macio, enxágue e deixe secar. A amônia dissolve a oleosidade que vai se fixando nas peças e, assim, elas ficam brilhando!
9. PISO RELUZENTE
Se o acúmulo de cera tem deixado o piso da cozinha amarelado e com aspecto grudento, amônia nele! Misture 1/2 xícara (chá) do produto em 2 litros de água morna e aplique no chão. A amônia solubiliza a gordura existente nos resíduos de cera e forma sais que você retira facilmente esfregando um escovão limpo molhado. Uma moleza!
Se o acúmulo de cera tem deixado o piso da cozinha amarelado e com aspecto grudento, amônia nele! Misture 1/2 xícara (chá) do produto em 2 litros de água morna e aplique no chão. A amônia solubiliza a gordura existente nos resíduos de cera e forma sais que você retira facilmente esfregando um escovão limpo molhado. Uma moleza!
10. BRONZE NOVO!
Os candelabros de bronze estão opacos e manchados… É fácil renová-los: mergulhe as peças numa solução de 2 colheres (sopa) de amônia e 1 xícara (chá) de água por 10 minutos; em seguida, lustre com um pano seco, enxágue com água e seque. A amônia retira os depósitos de calcário da superfície sem danificar o metal – porém isso só vale para bronze sólido; não use em objetos banhados! Para preservar o brilho, passe azeite nas peças ao final da operação.
Os candelabros de bronze estão opacos e manchados… É fácil renová-los: mergulhe as peças numa solução de 2 colheres (sopa) de amônia e 1 xícara (chá) de água por 10 minutos; em seguida, lustre com um pano seco, enxágue com água e seque. A amônia retira os depósitos de calcário da superfície sem danificar o metal – porém isso só vale para bronze sólido; não use em objetos banhados! Para preservar o brilho, passe azeite nas peças ao final da operação.
Fonte: Ambiental Sustentável
Para mais opções de controle de pragas biológico (incluindo ralos e caixas de gordura), leia mais informação nas postagens:
Armadilha caseira para mosquitos
Repelente natural de limão com cravo da Índia
Dedetização ecológica e controle natural de pragas e infestações
Controle de pragas e pesticidas biodegradáveis para uso doméstico
E não esqueça, reúso as águas cinzas da máquina de lavar roupa, essa água já está com resíduo de sabão em pó biodegradável e é excelente como coadjuvante na limpeza doméstica, além de economizar MUITA água potável. Um dos muitos absurdos nacionais: empurramos até fezes com água doce e tratada num país com onde muitas crianças não tem acesso ao saneamento básico.
Para ver tudo sobre o reúso de águas cinzas da lavanderia, leia a postagem: A casa sustentável é mais barata - parte 09 (lavanderia) e se quiser se aprofundar na questão de reúso de água, veja tudo sobre captação de água da chuva na postagem A casa sustentável é mais barata - parte 06 (captação de águas pluviais).
Nas lixeiras da casa, eu uso 2 opções: 2 folhas de jornal velho abertas nas lixeiras de banheiro e escritório forrando como um saco de papel e na lixeira externa, onde descarto as fezes dos meus cães e demais lixo orgânico, uso saco plástico biodegradável com capacidade de 30lts, vendido em qualquer supermercado na mesma gôndola do saco plástico convencional. Já tive uma composteira e vou descrever essa experiência futuramente. O lixo plástico, metalizado, vidros e pilhas e baterias é normalmente encaminhado à reciclagem.
Em tempo, biodegradabilidade é a medida de degradação de uma substância por microorganismos em um tempo determinado. Para entender melhor o impacto ambiental dos nossos produtos químicos não biodegradáveis nos rios, mares e lençóis freáticos, veja a postagem homônima Biodegradável
Mais informação:
A casa sustentável é mais barata
Pia cheia de louça suja não é problema, é solução
PasBas, plantas, flores e especiarias: você pode fazer seu cosmético em casa
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