terça-feira, 30 de agosto de 2011

Os 10 rios mais poluídos do Brasil



01. Rio Tietê, São Paulo

Com 1.010 km², nasce em Salesópolis, na serra do Mar, e atravessa o estado de São Paulo, banhando 62 municípios. Ocupa o topo do ranking por receber o esgoto doméstico e industrial no trecho da capital - menos da metade dos moradores da bacia do Alto Tietê têm esgoto tratado. A mancha de poluição do rio que, na década de 1990, chegou a cem quilômetros, tem se reduzido gradualmente no decorrer das obras do projeto Tietê.



02. Rio Iguaçu, Paraná
Segundo rio mais poluído do país, ele é o maior do estado do Paraná e faz divisa natural com Santa Catarina. Segundo biólogos, dois fatores podem explicar o elevado nível de poluição: passivo ambiental, presente há algumas décadas, com falta de investimento no saneamento ambiental, e o alto número de habitantes em volta do rio.


03. Rio Ipojuca, Pernambuco
Corta vários municípios de Pernambuco, inclusive nomeando um. O Ipojuca nasce em Arcoverde, no Sertão, e deságua em Suape, ao Sul do Grande Recife. O lixo e o esgoto, que são despejados no rio acabam aumentando os riscos de contaminação de doenças como leptospirose, casos de hepatite A e diarreia.


04. Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul
Repleto de curvas, o rio nasce nos morros do município de Caraá e percorre um percurso de cerca de 190 km, desembocando no delta do Jacuí. A alta carga poluente é proveniente de esgotos e indústrias, o que, além de provocar a mortandade de milhares de peixes, causa a proliferação de mosquitos.


05. Rio Gravataí, Rio Grande do Sul
Separa as cidades de Canoas e Porto Alegre. São apontados como motivos para a poluição o esgoto que é jogado no rio sem tratamento, os resíduos sólidos largados por comunidades que trabalham com reciclagem e criam porcos e a poluição gerada por empresas, notadamente de adubo e areia.


06. Rio das Velhas, Minas Gerais
Com nascentes na cachoeira das Andorinhas, município de Ouro Preto (MG), é o maior afluente em extensão do rio São Francisco. A presença de arsênio, cianeto e chumbo reflete a interferência do diversificado parque industrial da Região Metropolitana de Belo Horizonte.


07. Rio Capibaribe, Pernambuco
Nasce na serra de Jacarará, no município de Poção, em Pernambuco, e banha 42 cidades pernambucanas. O rio recebe carga de resíduos de uma população estimada em 430 mil habitantes em seu entorno. O crescimento urbano desordenado foi responsável pela deterioração dos recursos ambientais que circundavam o rio, comprometendo a qualidade de vida das populações ribeirinhas.


08. Rio Caí, Rio Grande do Sul
A bacia hidrográfica do rio Caí equivale a 1,79% da área do estado do Rio Grande do Sul e possui municípios com atividade industrial bastante desenvolvida. Destacam-se os municípios de Caxias do Sul e Farroupilha, localizados na Serra, com indústrias de alto potencial poluidor, principalmente do ramo de metalurgia e metal - mecânica


09. Rio Paraiba do Sul, Rio de Janeiro
Formado pela confluência dos rios Paraitinga e Paraibuna, o rio nasce na Serra da Bocaina, no Estado de São Paulo, fazendo um percurso total de 1.120Km, até a foz em Atafona, no Rio. Pode-se citar como fontes poluidoras mais significativas as de origem industrial, doméstica e da agropecuária, além daquela decorrente de acidentes em sua bacia.


10. Rio Doce, Minas Gerais
Com um percurso total de 853 km, drena os estados do Espírito Santo e Minas Gerais, sendo a mais importante bacia hidrográfica totalmente incluída na Região Sudeste. Sem controle ambiental, a contaminação química e urbana ameaça a saúde dos moradores das cidades às suas margens e a escassez de água nos afluentes agrava a cadeia de problemas.

Fonte: Yahoo




As fotos são todas do Tietê antes de 1920.

Outras fotos que levam à reflexão: A seca do rio Amazonas


Mais informação:
Biodegradável
As 10 florestas mais ameaçadas do mundo
Flow, por amor à água
Ouro Azul, a guerra mundial pela água
O projeto fluvial de São Paulo e Florianópolis (com filme Entrerios)
Porto Alegre, a primeira cidade brasileira com projeto de transporte fluvial em larga escala

Nike Reuse a shoe


A Nike lançou uma iniciativa interessante há alguns anos, recolher tênis velhos e usados em suas lojas para, com o material, produzir piso antiderrapante para academias de ginástica.

O Nike Grind, ou grãos de Nike, é um piso antiderrapante pré-moldado, encaixável e ideal para academias, colégios, ginásios, vestiários e ambientes já projetados.

Para colaborar na produção com a campanha "Reutilize um calçado", deixe seus tênis usados (de qualquer marca) nas lojas Nike espalhadas pelo mundo. Os calçados recolhidos serão triturados e processados para a transformação em piso de borracha.

Ainda não há postos de coleta no Brasil, apenas na Europa, Asia, Oceania e EUA. Que tal escrever à empresa pedindo para estender a inciativa à América Latina?



Em tempo, a melhor maneira de dar um bom destino ao seu tênis é usá-lo ao máximo ou doar quando o mesmo não couber mais. Reciclar um tênis velho é um paliativo para calçados que já esgotaram sua vida útil e a maioria da borracha é oriunda de petróleo.
Como sempre é lembrado por aqui - reciclar é um conceito apoiado num tripé: recusar, reutlizar e só então reciclar.
A aplicação dessa logística reversa é simpática para o maior fabricante mundial de calçados esportivos, mas nunca convém esquecer também que a Nike ainda responde a acusações de trabalho infantil e irregular em países emergentes.


Site oficial: Nike reuse a shoe



Mais informação:
Calçados e bolsas sintéticos em lojas convencionais
As calçadas de borracha a partir de pneus reciclados em Washington

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O projeto de aquecedor solar na Mangueira

A Mangueira é uma comunidade aqui no RJ com a escola de samba mais popular do país. Como sou mangueirense, já fui à quadra da escola algumas vezes, os ensaios e feijoadas são ótimos e constam de todos os guias turísticos da cidade.

Há algum tempo, divulguei os projetos da Sociedade do Sol, nas postagens: "Aquecedor solar de baixo custo: faça o seu em casa" e A casa sustentável é mais barata - parte 01 e parte 08"
Assino a newsletter deles e sempre fico à par dos cursos e palestras proferidos. Por coincidência, há alguns meses, a Sociedade do Sol promoveu um workshop gratuito no Residencial Mangueira 01, um conjunto habitacional na entrada da comunidade.
Como tive o prazer e o privilégio de participar desse workshop, disponibilizo as fotos abaixo:




A implantação de placas coletoras de energia solar em construções populares pode ser uma grande transformação na cultura do "gato" de luz, os chuveiros elétricos são substituídos por tecnologia limpa e acessível.

As placas são de fácil confecção e instalação, os projetos atuais que comportam academias de ginástica, clubes e residências em geral, mostram claramente como a economia de luz e gás é significativa.
Sempre é válido lembrar que nosso gás é extraído de plataformas de petróleo e a luz, por usinas hidrelétricas, como Belo Monte.
Vale lembrar também que mesmo grandes parques eólicos, as fazendas de vento, impactam ambientalmente e que talvez o grande erro seja colocar todas as fichas nas soluções de larga escala. Todas as residências com fornecimento autônomo e variado de energia são mais "limpas" e "inteligentes" do que a população co-dependente de uma iniciativa governamental. Leia melhor sobre o assunto nas postagens: "O lado B da energia eólica em larga escala" e "O PAC não se paga: Jirau, Belo Monte e Mauá".

Eu conversei pessoalmente com alguns moradores do conjunto habitacional e todos confirmaram que a água ferve, mesmo em dias nublados. Muitos mostraram-se felizes por pagarem contas de luz que não chegam a R$20,00.


O site da Sociedade do Sol disponibiliza uma apostila on line e gratuita a todos que queiram aprender a confeccionar sua própria placa. Para baixar, visite a área de "manuais: como fazer"


Mais informação:
Hidrelétrica de Belo Monte
Economia de gás para um inverno mais sustentável
Minha casa, Minha vida terá energia solar

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Como funciona uma Corporação e como o que você consome, implica nisso



Há muitos anos, o Bill Clinton esteve no Brasil em viagem oficial e fez um comentário que desagradou as então autoridades brasileiras: que não havia um único produto brasileiro sem que mão de obra infantil estivesse envolvida em pelo menos uma etapa do processo. Mais de 10 anos se passaram e a situação não mudou muito, o brasileiro continua comprando muito e pior, sem ter a menor noção de como e onde o produto foi feito.

Eu estou para falar dos 2 filmes abaixo há muito tempo, já havia abordado todos os outros que também estão listados no final da postagem, mas sempre faltava uma ocasião especial para falar desses 2 em específico. A maioria das pessoas acha difícil entender como comprar um computador por ano e comer 1 bifinho (ou peito de frango) por dia, pode impactar tanto no meio ambiente, afinal que mal pode haver se todo mundo faz e a gente precisa muito desses produtos...  É complicado sim e consumo consciente deveria ser ensinado antes da alfabetização nas escolas, justamente porque permeia todas as escolhas da vida de uma pessoa. Fala-se em fair trade, buy local, feira orgânica, compras cooperativadas, mas parece que no final das contas, é só a pontinha de um iceberg.
A gente compra uma mera camiseta numa loja muito bacana e socialmente responsável e no dia seguinte, abre o jornal e vê que a mesma foi produzida por bolivianos mantidos como escravos, aqui em São Paulo. Não, não é no Acre, é ali por Osasco mesmo.
Por que uma grande rede varejista escraviza e a pequena confecção do meu vizinho não?
Existe uma relação nisso tudo e os vídeos abaixo, tentam explicar. Tire um tempinho e tente assistir aos dois.

Para entender como tudo funciona, da produção à distribuição, assista ao curta "The story of stuff", curtinho e super didático:





Se tiver que assistir a um único documentário, assista a "The Corporation".
Há muitos outros filmes excelentes listados aqui, como o "Flow, por amor à água", "Ouro azul, a guerra mundial pela água", "Capitalismo", "O mundo segundo a Monsanto", "Criança, a alma do negócio" e o imperdível a "Revolução dos cocos", mas "The Corporation" parece a síntese de tudo, até porque há inúmeros depoimentos de especialistas presentes na maioria dos outros filmes.

Se você pensa em transgênicos, sementes suicidas e o pesticida Round Up, "The Corporation" aborda e ainda nos presenteia com um depoimento da Dra Vandana Shiva, autora da tese sobre a tecnologia terminator e igualmente presente em "O mundo segundo a Monsanto". Já para os que lembraram da água e das questões de hidropirataria, o mesmo sapateiro boliviano, principal personagem de "Ouro Azul" também dá o seu depoimento. Lembrou de Michael Moore e do golpe de estado corporativo descrito em "Capitalismo", pois "The Corporation" encerra com um depoimento dele.
Está todo mundo ali, Peter Singer, Melanie Klein, Milton Friedman e até ex-CEO´s de corporações como a Shell e IBM.
Confesso que não é dos mais fáceis de assistir, são 24 partes de menos de 10 minutos e muita informação abrangendo centenas de assuntos correlacionados. Mas vale muito a pena, você pode pausar ou mesmo deixar para assistir a metade no dia seguinte e o documentário faz aquela lavagem cerebral necessária esporaticamente.





Outros filmes igualmente bons e que abordam a mesma questão de outras óticas:
Das Rad 
Turista Espacial
Dying to have known
Os videos da Libertação Animal
Chemtrails, o rastro químico que está sendo jogado no ar


Ainda da "The story of stuff":
A história da falência
A história da mudança
A história dos eletrônicos
A história da água engarrafada
Como funciona a indústria de cosméticos


Para quem quiser cair dentro:
Soja é desnecessária
O mundo é o que você compra
75 livros sobre sustentabilidade
A casa sustentável é mais barata
"Eu queria trabalhar com sustentabilidade"
A sustentabilidade não tem glamour algum
Greenwashing, a mentira verde da publicidade sustentável
A rede capitalista de 147 empresas que controla 60% das vendas do mundo


Desmistificando tudo:
O mito da proteína
O mito do reflorestamento de eucalipto
O mito das emissões de carbono neutralizadas
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
O mito do agrobusiness: agronegócio perde em eficácia para agricultura familiar
O mito da autossuficiência em petróleo: No país do pré-sal, a gasolina mais cara do mundo



Só existe uma solução: comprar menos, reaproveitar e dividir tudo - não tem milagre, mas ninguém precisa surtar. Assista à "Revolução dos cocos" e você vai entender o que tem que ser feito. Se não consegue entender porque tudo que é produzido atualmente dura menos do que manufaturados de 20 anos atrás, leia sobre obsolescência programada na postagem "A casa sustentável é mais barata 05 - parte  (eletrodomésticos retrô)".


A imagem é Malvadinha, como sempre.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Skate e surf (ainda) mais verdes

O pessoal da Fibra Design que desenvolve um trabalho interessante em todos os aspectos e tem um blog ainda mais, desenvolveu o skate folha seca em bambu orgânico, adesivo vegetal e laminado de pupunha, que além de lindo, é extremamente funcional.

Toda forma de interação urbana é válida e deveria ser mais estimulada, o skate, além de integrar socialmente, é um meio de transporte tão válido quanto as nossas queridas bicicletas.




Já Danny Hess, da Hess Surfboards, é um dos pioneiros no desenvolvimento de pranchas em madeira com quilhas em bambu. O site é incrível e mesmo para quem não surfa, vale dar uma olhada. Há pranchas de todos os tamanhos, até para body board.





Kevin Cunningham, da Spirare Surfboards, vem desenvolvendo outro projeto interessante: além de fazer pranchas em madeira, também usa como matéria-prima resíduos encontrados nas praias. Até redes de pesca são reaproveitadas.




Aqui no Brasil, já tem muita gente surfando e inclusive fazendo suas alaias (prancha, que parece uma tábua de passar, não tem quilha, é 100% natural e pesa entre três e quatro quilos)
Os 2 blogs referência para quem quer começar são gringos: Alaia Surfing e Alaia Surf, em inglês e espanhol respectivamente.
Quem já usou essas pranchas, conta que é mais difícil. Veja melhor abaixo, no video do Zona de Impacto:





Mais informação:
Mapa nacional de praias próprias para balneário
Bike Pólo, para deixar os cavalos em paz
Turismo sustentável: 10 pecados naturais
Vá pegar uma praia
Verão sustentável

Não precisa ter (tanto) medo de tubarão



20 causas de morte mais prováveis do que um ataque de tubarão


1 – Obesidade

A obesidade mata 30.000 pessoas por ano no mundo.

A principal causa de morte dos obesos está relacionada com as doenças coronarianas, facilitadas pelo estado frequente de resistência a insulina, hiperglicemia, hiperlipemia, hipercolesterolemia nesse grupo de pacientes. A possibilidade de um obeso morrer prematuramente é de 50 a 100% maior do que nos pacientes de peso normal.

No Brasil, o aumento da obesidade já provocou reflexos na estatística de mortalidade. Um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde mostrou crescimento de 10% no número de mortes causadas por diabetes entre 1996 e 2007.

Além disso, a obesidade aumenta o risco de infarto, derrame e várias outras doenças.

Hoje, o cigarro e a obesidade sãs as duas maiores causas de morte que poderiam ser prevenidas. As projeções indicam que nos próximos dez anos, a obesidade será a primeira causa de morte previnível.


2 – Relâmpagos

Raios matam 10.000 pessoas por ano no mundo.

O Brasil é o país mais atingido por raios em todo o mundo. De acordo com levantamento feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), temos a maior porcentagem de mortos por esse tipo de incidente. O território brasileiro é atingido por 70 milhões de raios por ano, ou seja, um pouco mais de duas descargas elétricas por segundo.

Aqui ocorrem mais de 10% de todas as mortes relacionadas com descargas elétricas no mundo. Mais exatamente, no país, nos últimos dez anos, 1.321 pessoas morreram atingidas por relâmpagos. A maior parte das vítimas (1.122) estava na zona rural, e 15% do total (198 pessoas) estavam dentro de casa. O levantamento mostrou que, a cada ano, 132 pessoas morrem atingidas por raios no país, um número acima do esperado.

Segundo os especialistas, o problema é a desinformação da população. De fato, os relâmpagos não atingem diretamente quem está abrigado dentro de casa. O problema é o que as pessoas fazem dentro de casa quando há um temporal com muitas descargas elétricas.

Só 1% das vítimas fatais é atingida diretamente por raios, o que significa que a casa é um abrigo seguro. Mas muita gente morre levando uma descarga elétrica quando está falando ao telefone. Se um relâmpago atinge as proximidades da casa, perto da rede de telefônica ou mesmo elétrica, ele tem poder de gerar radiação que corre pelos fios.

Nos telefones sem fio, isso não acontece, assim como nos celulares, mas há um outro alerta: existem casos de morte de pessoas que estavam falando ao celular com o aparelho plugado ao carregador e ligado à tomada.

Tomar banho durante o temporal também é um risco, assim como ficar próximo à rede elétrica. Se um raio cai perto da rede elétrica, pode chegar à fiação do chuveiro e atingir a pessoa. A água é boa condutora de eletricidade. Se uma lâmpada explode pela descarga de um raio, uma pessoa que esteja próxima à rede elétrica também pode ser atingida.

A mesma lógica vale para aparelhos eletroeletrônicos, especialmente a geladeira. Ficar próximo é um risco, porque o metal ajuda a conduzir a corrente elétrica de um raio que chega pela fiação.

O estudo mostrou que muita gente que mora em casa de chão de terra batida, sem telefone ou geladeira para oferecer perigo, é vítima também. Em casas de chão de terra batida, se o raio cai próximo à residência é como se caísse dentro dela. Nos casos de mortes, a pessoa estava descalça e foi atingida pela descarga elétrica que se propagou pelo solo. Sem piso, a casa não fica isolada. Em alguns casos, pessoas que estavam com um simples chinelo de borracha tiveram a vida preservada.


3 – Celular no trânsito

Enviar SMS em situações inapropriadas matam 6.000 pessoas por ano no mundo.

Especialistas alertam que enviar torpedos ao volante é mais perigoso do que falar ao celular. O risco da prática é maior, inclusive, do que dirigir embriagado.

Além da distração provocada pela mensagem, a principal ameaça que o SMS representa à segurança no trânsito decorre da necessidade do condutor desviar o olhar da rua para o aparelho. Nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália, o assunto já é alvo de pesquisas.

Um levantamento do instituto Pew Internet and American Life Project com adolescentes americanos detectou que 32% dos entrevistados de 16 e 17 anos já tinham enviado mensagens de celular enquanto dirigiam (lá é possível ter habilitação aos 16 anos).

A disseminação da prática fez o Ministério de Transporte dos EUA brigar por novas regras. Segundo o órgão, 6.000 morreram em acidentes de carro envolvendo motoristas distraídos em 2008. Sendo assim, este ano, o governo americano baixou norma vetando especificamente o envio de torpedos por motoristas de veículos comerciais. Lá, nem todos os estados proíbem o uso do celular ao volante. Mas em 20 deles há lei específica contra torpedos.

No Brasil, o celular é proibido ao volante em todo o país. O debate sobre torpedos, porém, ainda é incipiente.


4 – Hipopótamos

Hipopótamos matam 2.900 pessoas por ano no mundo.

Entre a comunidade científica, é consenso que o animal que mais mata humanos é o hipopótamo (e você com medo de leões e tubarões, hein?).

Segundo os especialistas, o hipopótamo é um animal extremamente territorialista. A menor aproximação de um estranho tem como resposta um ataque. Por isso, é comum o registro de muitas mortes, principalmente na África, por ataques desses animais.

A aparência pacata do hipopótamo disfarça a verdadeira intenção do bicho quando ele abre a boca ao notar a aproximação de alguma pessoa: mostrar suas poderosas e destrutivas presas. Tome cuidado!


5 – Aviões

Aeronaves matam 1.200 pessoas por ano no mundo.

Comprovado por estatísticas internacionais, o avião é o meio de transporte mais seguro do mundo, apresentando apenas um óbito por cada milhão de passageiros embarcados.

Com média de 0,76 óbitos por cada milhão de passageiros, o transporte aéreo regular brasileiro apresenta uma segurança superior a média internacional. Evidentemente, dentro do universo aeronáutico brasileiro, vasto e heterogêneo, um grupo de aeronaves está no nível de segurança exigido pelos requisitos, outro grupo está aquém do mesmo e um terceiro grupo, pela aplicação de programas especiais de prevenção de acidentes, está além deste nível.

Sobreviver a um acidente de avião, inclusive, é muito fácil. A chance de sobrevivência em um acidente aéreo é de, no mínimo, 90%. Os EUA analisaram todos os acidentes aéreos ocorridos entre 1983 e 2000 e descobriram que de 53.487 pessoas envolvidas em acidentes, 51.207 sobreviveram. Mesmo assim, os números de morte mundiais ficam basicamente na casa dos mil. Em 2006, por exemplo, 1.293 pessoas morreram em acidentes. Em 2005, foram 1.455.


6 – Vulcões

Vulcões matam 845 pessoas por ano no mundo.

Estima-se que existam atualmente 1.500 vulcões ativos no mundo, 550 em terra e o restante no oceano. Algumas regiões do planeta estão sendo monitoradas continuamente em relação à atividade vulcânica, como o Alasca, a Islândia, a Indonésia, o Equador, o Japão, a Itália e, mais recentemente, o México. Eles não causam erupções sempre, mas quando causam…


7 – Autoasfixia erótica

Autoasfixia erótica eróticos mata 600 pessoas por ano no mundo.

A asfixia pode ser praticada para aumentar o prazer no orgasmo. Só que, diminuir propositalmente o oxigênio no cérebro provoca uma sensação de tontura, e início de desmaio. É uma prática extremamente perigosa; alguns segundos a mais e a pessoa fica inconsciente e pode morrer.

A motivação das pessoas normalmente é puramente a vontade físico-emocional de aumentar o prazer, mas alguns teóricos situam essa motivação psicológica na necessidade de ser punido, ou de suavizar a culpa de uma forma bem masoquista.

Só que essas pessoas podem ser encontradas mortas com uma corda no pescoço, de roupas íntimas, com brinquedos sexuais ao lado. Não muito agradável para sua família.

Pessoas que sofrem de culpa excessiva durante a masturbação ou outras práticas sexuais, geralmente membros de famílias religiosamente conservadoras, são os principais candidatos ao sufocamento autoerótico. Não se considera que os praticantes tenham tendências suicidas, mas “uma preferência sexual que os predispõe ao perigo”. E que perigo…


8 – Liquidações

Fazer compras em mega liquidações matam 550 pessoas por ano no mundo.

É um jeito bizarro, mas aparentemente comum de se morrer. Anuncia na rádio uma liquidação em tal loja. Dez vezes mais pessoas do que o esperado aparecem. O tumulto começa. Um empurra o outro para entrar primeiro na loja.

Não demora, e as confusões acontecem: correria, agressão e violência tomam conta da multidão. Milhares são pisoteados e feridos. Alguns morrem.

Não acreditou? No Brasil, ano passado mesmo, uma grande liquidação da loja “Atacadão dos Eletros”, em João Pessoa, Paraíba, atraiu cerca de 20 mil pessoas, que se aglomeraram para aguardar a inauguração da promoção. Muitas pessoas foram pisoteadas, e uma senhora de 67 anos não resistiu aos ferimentos e morreu.


9 – Cair da cama

Cair da cama mata 450 pessoas por ano no mundo.

Para você que acha que cair da cama não é nada, é muita coisa: cair é sinônimo de possível fratura, que, se for no crânio, pode ser mortal. Normalmente, quem morre por cair da cama são bebês, nos quais os danos ao crânio são geralmente piores.

Mas nenhum adulto está ileso: em julho desse ano, uma idosa caiu da cama em época de enchente, e morreu afogada. E, no ano passado, um jogador de futebol do Noroeste quase morreu depois de cair de um beliche e bater a cabeça. Passou por seis cirurgias para a retida de um coágulo do lado esquerdo e da calota craniana do lado direito do cérebro, e reparou o maxilar esquerdo que havia deslocado. Chegou a ficar a coma, e demorou muito tempo pra se recuperar. Não é bolinho não…


10 – Banheiras

Banheiras matam 340 pessoas por ano no mundo.

Banheiras podem matar de inúmeras formas. Aqui, de novo, temos os bebês; eles podem morrer afogados durante banhos – nunca podem ser deixados sozinhos. Mas não é só isso. Há casos bizarros, como a da jovem de 18 anos que morreu queimada em uma banheira com água quente na cidade de Brotas, em São Paulo, no ano passado. Ela foi levada ao hospital, mas não sobreviveu. Parecido com o caso de um cara, cujo corpo foi encontrado derretido, porque ele resolveu tomar um banho quente enquanto embriagado. E, na Romênia, em 2009, uma adolescente morreu eletrocutada quando o notebook que ela usava na banheira caiu na água. Tá pensando o quê?


11 – Cervos

Cervos matam 130 pessoas por ano no mundo.

Animais selvagens como o cervo geralmente não atacam pessoas. Apesar disso, em maio do ano passado, um cervo atacou dois tratadores em um zoológico de São Paulo. E, em maio desse ano, no Rio Grande do Sul, um cervo entrou em disparada numa farmácia, e felizmente não machucou ninguém.

De fato, é mais fácil e comum que, ao cruzar estradas ou morrer nelas, os cervos atrapalhem o trânsito e causem acidentes de carro.


12 – Gelo

Pontas de gelo matam 100 pessoas por ano no somente na Rússia.

O nome técnico das pontas de gelo é estalactites. Em cavernas, elas são formações que se originam no teto por depósitos de minerais; no caso do gelo, elas formam “cones” de gelo que podem se quebrar e cair sobre alguém – causando sua morte.

No inverno rigoroso da Rússia, essas formações pontudas são muito comuns – e o perigo também.


13 – Cachorro-quente

Cachorro-quente mata 70 crianças por ano no mundo.

Pasme: o formato do cachorro-quente é que representa o maior perigo para as crianças. Isso porque pode provocar engasgamentos.

Segundo pediatras, a forma alongada, o tamanho e a textura dos cachorros-quentes aumentam o perigo de que crianças engasguem. Uma pesquisa americana revelou que mais de dez mil crianças dão entrada nas emergências e 77 morrem anualmente nos Estados Unidos por engasgarem com cachorros-quentes.

O estudo também diz que 17% dos casos de asfixia por alimentos estão ligados aos cachorros-quentes. Alguns médicos comentam que é praticamente impossível extrair um cachorro-quente depois de entalado na garganta. Como nenhum pai pode vigiar seus filhos o tempo todo, os especialistas recomendam que o cachorro-quente mude de forma. Ahhh…


14 – Tornados

Tornados matam 60 pessoas por ano no mundo.

Na categoria dos desastres naturais, tornados são perigosos especialmente onde são mais comuns, como na região do Meio-Oeste dos EUA, apelidada de “corredor dos tornados”.

Os tornados são o pior tipo de tempestade conhecido pelo homem. Eles acontecem quando uma coluna de ar que gira muito rápido se liga, ao mesmo tempo, a uma nuvem de chuva e ao solo. Estes fenômenos naturais, muito complexos e dificilmente previsíveis, são capazes de produzir ventos de mais de 500 km/h. Só em território americano, ocorrem cerca de mil tornados por ano, deixando uma média de 80 mortos e mais milhões de reais em danos.

No Brasil, a primavera e o outono são as estações dos tornados. Pesquisas comprovam que uma porção significativa das destruições atribuídas aos vendavais no sul, parte do sudeste e parte do centro-oeste são provocadas, na verdade, por tornados.


15 – Águas-vivas

Águas-vivas matam 40 pessoas por ano no mundo.

A água-viva possui tentáculos responsáveis pela produção do cisto, substância que, se colocada em contato com o homem, libera um veneno urticante que causa irritação, inchaço e vermelhidão na pele.

Existem mais de mil espécies de águas-vivas espalhadas pelo mundo, mas duas delas têm causado alguns problemas para os banhistas no litoral do Brasil, principalmente em São Paulo, como a Chiropsalmus quadrumanus e a Tamoya haplonema.

Porém, segundo biólogos, as espécies encontradas na costa brasileira são pouco perigosas e, até hoje, não existem relatos de contatos fatais entre esses animais marinhos e os seres humanos. Felizmente, as existentes no Brasil não estão entre as espécies que podem levar à morte, como as que habitam a Austrália, onde vários casos fatais foram registrados nos últimos anos.

Ainda assim, de vez em quando elas invadem nossas águas; no litoral paulista, durante o feriado de ano-novo entre 2007 e 2008, cerca de 300 pessoas sofreram queimaduras (alterações climáticas ou o desequilíbrio ambiental no habitat da espécie, incomum nessa época do ano, podem ter sido os principais fatores para a proliferação do animal na região). Esse ano, na mesma época, 50 pessoas foram queimadas no Piauí.


16 – Cachorros

Cachorros matam 30 pessoas por ano só nos Estados Unidos.

Cachorros podem se sentir vulneráveis, em perigo, e se defender. Apesar de serem os melhores amigos do homem, eles não são considerados racionais, e não é necessário ser um rottweiler ou um pitbull para atacar alguém.

Crianças são mais prováveis de morrer nas mãos de um animal. Isso porque elas não levam em consideração o perigo de se aproximar de um cachorro que não conhecem. Eles podem ser domesticados, mas ainda matam de vez em quando…


17 – Formigas

Formigas matam 30 pessoas por ano no mundo.

Elas são não tão inocentes quanto parecem. Nem seus amigos. As picadas de abelhas, de vespas, de vespões e de formigas são muito frequentes em muitos países; uma pessoa normal pode tolerar, sem problemas, 10 picadas por cada meio quilo de peso corporal. Isto significa que o adulto poderá suportar mais de 1000 picadas, enquanto 500 poderão matar uma criança.

No entanto, uma picada pode provocar a morte em virtude de uma reação anafilática em pessoas alérgicas. Em determinadas áreas, como o sul dos Estados Unidos, e sobretudo a zona do golfo do México, as formigas-vermelhas provocam milhares de picadas por ano e até 40% das pessoas que vivem em áreas urbanas infestadas podem ser picadas em várias alturas do ano. Foram atribuídas pelo menos 30 mortes às picadas destes insetos. Tá achando o que?


18 – Futebol americano

Jogos de futebol americano em escolas do ensino médio matam 20 pessoas por ano no mundo.

O futebol americano pode ser considerado perigoso e violento. Isso porque é um desporto de equipe e de contato que surgiu de uma variação do rugby e que exige velocidade, agilidade, capacidade tática e força bruta dos jogadores que se empurram, bloqueiam e perseguem uns aos outros (achou pouco?).

Apesar dos capacetes e das pesadas proteções que os jogadores usam em campo, lesões são comuns no futebol americano. Todos os anos morrem jogadores em resultado de lesões sofridas em jogos de todos os níveis. Centenas de traumatismos cranianos são registradas. Essas lesões sofridas são com frequência permanentes. E o esporte continua sendo um sucesso nos EUA… Felizmente (ou não, para quem gosta), no Brasil, o futebol americano é pouco praticado.


19 – Máquinas de venda automáticas

Máquinas automáticas de venda matam 13 por ano no mundo.

Isso mesmo senhoras e senhores. Tomem o caso de 1998, no Canadá, quando um garoto de 19 anos morreu esmagado debaixo de uma máquina de venda automática.

Quem nunca fez a mesma coisa? Pediu por um produto nessas máquinas, ele não veio, e resolveu chacoalhar, dentre outras técnicas, para tentar conseguir o que você pagou?

A única coisa é que a máquina caiu em cima dele e sua latinha de refrigerante nem sequer saiu.

Pior: já naquela época, um relatório afirmou que a derrubada de máquinas de venda automática causaram pelo menos 35 mortes e 140 feridos nos últimos 20 anos. Os pais do garoto processaram a Coca-Cola, de quem era a máquina que o garoto tentava sacudir, por “negligência grave”. E essas máquinas destrutivas continuam soltas por aí…


20. Montanhas russas

Montanhas russas matam 6 pessoas por ano no mundo.

Meu filho, todas as mães sabem que “esses brinquedos” não são confiáveis. Só de olhar, dá medo. Apesar de tudo, é muito difícil morrer numa montanha-russa. Mas tem gente que consegue.

Em junho desse ano, a Defesa Civil do Rio de Janeiro interditou totalmente o parque Terra Encantada, na Barra da Tijuca, depois de realizar uma vistoria e encontrar irregularidades em todos os brinquedos. Antes disso, a Polícia Civil já havia interditado, por tempo indeterminado, a montanha-russa de onde a ajudante de cozinha Heydiara Lemos Ribeiro, de 61 anos, caiu e morreu. Segurança não se vê em todos os lugares!

E nem é só isso. Em 2007, por exemplo, uma montanha-russa da Disneylândia de Paris foi fechada depois que uma espanhola de 14 anos morreu no brinquedo. A garota perdeu a consciência durante o passeio e os esforços para reavivá-la fracassaram. A morte pode ter sido causada por motivos de saúde, e não pelo brinquedo em questão. Tais brinquedos não são aconselháveis para mulheres grávidas, pessoas com problemas na coluna ou que apresentem antecedentes cardíacos. Não é pra qualquer um, não!




Tubarões matam apenas 5 pessoas por ano.

Aliás, eles sempre fazem manchetes por razões erradas. Na última terça-feira, um britânico, Ian Redmond, foi mortalmente atacado por um tubarão nas Ilhas Seychelles, no Oceano Índico.

Foi o segundo ataque fatal de tubarão na área só este mês. Os ataques de tubarão estão se tornando mais comuns, então?

De acordo com o Arquivo Internacional de Ataque de Tubarões (ISAF, na sigla em inglês), um programa executado por biólogos marinhos do Museu de História Natural da Flórida, o número de ataques de tubarão não provocados tem supostamente crescido.

Por exemplo, em 1900 havia, em todo o mundo, cerca de 20 ataques registrados não provocados por tubarões em pessoas. Isso subiu para cerca de 100 na década de 1940, passando a 500 na década de 1990. No princípio de 2000, esse número havia ultrapassado 650.

Mas, em muitos aspectos, esse dado é enganador. A ISAF, que tem melhor conjunto de dados atualmente sobre ataques de tubarão, diz que a lista crescente de ataques não provocados não significa que os tubarões começaram a gostar de seres humanos – o que certamente não vai ocorrer, já que nós não somos presas de nenhuma espécie, ou atacar-nos a uma taxa maior.

O fato se deve a maior atenção da mídia agora, que fala mais sobre os tubarões do que no passado. Também, no passado, não se registravam tanto os ataques.

A população humana cresceu rapidamente no século passado, o que significa que muito mais pessoas estão indo para a água, se engajando em atividades recreativas por períodos mais longos, que os colocam em estreita proximidade com os tubarões.

A Flórida sofre mais ataques de tubarão do que em qualquer lugar do mundo. De poucos em 1900 para 190 em 2000, os ataques se espelham quase exatamente no aumento do número de residentes humanos, de 1 milhão para mais de 16 milhões hoje.

Califórnia, Japão e Havaí mostram uma tendência semelhante. Na Austrália, não há mais ataques hoje do que havia em 1920, 1940 ou 1950, e na verdade muito menos do que na década de 1930 ou 1960, apesar de a população humana ter crescido de 4 milhões para mais de 18 milhões.

Outro dado interessante é que, enquanto os ataques registrados subiram a cada década, a proporção de pessoas que morrem como resultado caiu de forma consistente no mesmo período.

Em 1900, 0,6% dos ataques de tubarão foram fatais. Na década de 1960, isso caiu para abaixo de 0,2%, e hoje, menos de 0,1% das vítimas morrem como resultado de um ataque não provocado de tubarão.

Há muitas razões para este declínio: pranchas de surf modernas, equipamentos de mergulho melhores, instalações médicas melhores e atendimento muito mais rápido.

Identificar quais espécies atacam é mais difícil. Tubarões brancos levam mais culpa. Esta espécie, uma das mais predatórias dos tubarões, foi registrada por atacar 182 pessoas, matando 65.

O tubarão-tigre e o tubarão-touro tem estatísticas semelhantes, tendo ambos atacado cerca de 60 pessoas, cada espécie matando cerca de 25.

Mas as vítimas ou espectadores raramente são capazes de identificar com precisão as espécies de tubarão que realmente atacaram, o que não é surpreendente dado o estresse da situação. Mas isso significa que as estatísticas devem ser tratadas com cautela.

No entanto, o tubarão branco, tigre e touro são mesmo os “três grandes” do mundo do ataque de tubarão, porque são grandes espécies capazes de causar ferimentos graves a uma vítima, comumente encontradas em áreas onde os seres humanos entram na água. Além disso, seus dentes são projetados para cortar, e não para segurar.

Ainda assim, globalmente, a contagem de mortes de cada uma das espécies ainda é pequena, especialmente em relação ao grande número de interações humanas com esses animais.

Tubarões, ao que parece, não estão atacando as pessoas a uma taxa maior do que no passado. Apenas mais pessoas estão entrando na água com tubarões. E quanto mais frequentemente fazemos isso, maior a probabilidade de que ataques acontecerão – porque eles são animais desenhados geneticamente para se defenderem se sentem o perigo (e quem pode dizer que não somos um perigo?).


Aproveite e assine a Petição Pública para abolir a pesca de tubarão para obtenção de barbatanas: 70 milhões de animais são mortos anualmente. Os humanos é que são os predadores do tubarão.



Mais informação:
Tubarões no Brasil
Os 10 piores alimentos para a saúde
Animal de estimação: tubarão branco
Finning - Até quando teremos esse absurdo?
Os truques do shopping para você comprar mais
Tubalhau, um contrassenso em Fernando de Noronha

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Hidrogel: a alternativa para o uso de animais no teste de medicamentos




Uso de cobaias
Pesquisadores britânicos desenvolveram uma nova forma para testar as qualidades de candidatos a medicamentos em laboratório que poderá substituir a prática atual de utilização de tecido animal.

Inúmeros grupos de pesquisas ao redor do mundo estão trabalhando em formas de evitar o uso de animais em pesquisas científicas.

Recentemente, um comitê de cientistas também da Grã-Bretanha divulgou um relatório com sérias preocupações éticas sobre as pesquisas com animais, sobretudo com a possibilidade de criação de animais híbridos com células humanas.

Hidrogel que imita mucosa
O grupo do Dr. Vitaliy Khutoryanskiy, da Universidade de Reading, criou um tecido sintético, um hidrogel, que imita as propriedades dos tecidos das mucosas, como as encontradas na boca e no estômago.

Mucosas retiradas de animais são normalmente usadas na fase de desenvolvimento de novos medicamentos, para avaliar como a droga vai reagir no corpo.

Normalmente, comprimidos são administrados por via oral aos pacientes para o tratamento de várias doenças.

Essas drogas passam através do sistema digestivo do paciente, que quebra a droga em seus componentes constituintes e despacha o resto do composto para fora do corpo.

Consequentemente, apenas uma pequena porcentagem do medicamento entra efetivamente no sistema circulatório do paciente, limitando a eficácia da droga e forçando o uso de doses mais elevados do componente ativo.

Comprimidos adesivos
Uma alternativa são comprimidos capazes de grudar no tecido da mucosa.

Isso aumenta a absorção das drogas e o tempo que elas permanecem no corpo, reduzindo a frequência de administração, além de oferecer a possibilidade de atingir locais específicos do corpo.

Condições comumente tratadas por drogas mucoadesivas incluem a angina e doenças inflamatórias.

Alternativa ao uso de animais
É por isso que os cientistas precisam das mucosas, valendo-se das mucosas de animais sacrificados. Se isto é sempre ruim para as cobaias, também nem sempre dá os melhores resultados para os humanos.

"A utilização de tecidos animais em experimentos de adesão nem sempre produz os melhores resultados devido às suas propriedades variáveis," explica o Dr. Khutoryanskiy.

Isso significa que a comparação entre diferentes candidatos a medicamentos tem um alto grau de incerteza, devido à variação das mucosas coletadas dos diversos animais.

"Os novos hidrogéis sintéticos imitam os tecidos da mucosa suína que usamos em nossos estudos melhor do que qualquer outro material que testamos, e poderia ser uma alternativa real ao uso do material animal para testar as propriedades mucoadesivas de medicamentos no futuro," conclui ele.


Fonte: Diário da Saúde


Mais informação:
Cosméticos não testados em animais
Pastas e escovas de dentes não testados em animais
06 produtos perigosos e 09 de origem animal que usamos inocentemente todos os dias
Segundo estudo, pele sintética pode substituir animais em testes
Software substitui rãs em aulas de fisiologia da Unicamp
Os principais videos da Libertação Animal

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

As novas árvores de captura de CO2

Uma das primeiras postagens daqui do blog foi acerca das árvores artificiais capazes de absorver o CO2, enviando o mesmo para o subterrâneo da Terra, leia melhor na postagem "Árvores artificiais: enterrando o CO2 ". Com o tempo, a tecnologia revelou-se ineficaz, justamente por não transformar o CO2 em oxigênio, aprisionando o gás num ambiente atípico, o que gera outras implicações ambientas conforme foi descoberto.

Agora, surge um novo modelo de "árvore", capaz de fazer a conversão do CO2 em oxigênio e aparentemente inofensivo ao subsolo. Eu ainda não sou contra nem a favor. Acho a iniciativa bem intencionada e concordo com ambas as partes, a oposição que alega ser mais importante reflorestar áreas devastadas e aumentar as áreas verdes urbanas - o que indiretamente ajuda na absorção de água pelo solo e respectiva alimentação dos lençóis freáticos e rios, que andam tão combalidos. Assim como também concordo com os cientistas que coordenaram o projeto: árvores demoram a crescer e em muitas áreas não há mais espaço para nem um arbusto. É preciso começar a fazer algo já e as árvores, além de construídas com plástico reciclado, são removíveis, facilmente transportáveis e podem criar ambientes de integração urbana, por serem iluminadas de forma autosuficiente.

Continuo concordando que árvores artificiais não são a solução para áreas industrias, o processo deve ser revisto, os custos da produção aumentarem e nosso consumo diminuir é a tríade que pode diminuir a poluição industrial. Árvores artificiais, por melhores que sejam, são sempre um paliativo em áreas de densidade demográfica alta. A solução da megacidade é o transporte coletivo movido a energia limpa aliado à integração do trabalhador ao polo de trabalho: morar perto do trabalho, ter ciclovias integradas às regiões menos centrais e usar veículos leves sobre trilhos, metrô ou catamarães solares e eólicos para se locomover em distâncias maiores. E talvez o maior problema no final das contas seja como acomodar 7 bilhões de pessoas num mundo cada vez mais urbano - em 1900, a população mundial dividia-se em 80% no campo e apenas 20% nas cidades.



Árvores artificiais podem converter dióxido de carbono em oxigênio

Pesquisadores dos Estados Unidos projetaram “planta” com garrafas plásticas recicladas que filtram o ar

Com o intuito de melhorar o ar nas grandes cidades, pesquisadores da Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos, trabalharam com um estúdio de design em Paris para projetar árvores artificiais que possam exercer a função de uma planta, sem que tenham que ser fincadas no solo ou alimentadas por água.
 
Segundo informações do portal de notícias Aol News, trata-se de uma máquina construída para filtrar o ar e converter dióxido de carbono em oxigênio, com suportes para painéis solares. Patrocinado pela organização SHIFTboston, a equipe elaborou o projeto utilizando como material garrafas plásticas recicladas, e agora aguarda a aprovação da proposta para produzir o primeiro protótipo.

Com design futurista, as árvores artificiais podem ser acesas no período da noite e iluminar com várias cores diferentes. Elas também podem gerar energia por meio dos painéis solares e movimento de balanços conectados à base das máquinas, que poderão ser utilizados pelas pessoas.

Opiniões contrárias dizem que em vez de construir projetos mirabolantes como este, os cientistas deveriam estimular a plantação de mais árvores. Mas os pesquisadores argumentam que árvores artificiais seriam mais eficazes, já que não necessitariam de tempo para o crescimento e poderiam ser instaladas em qualquer localidade.


Outra opção:
Esferas de cerâmica para absorção do CO2 em áreas industriais
 
 
Para melhorar a vida nos grandes centros, com ou sem árvores artificiais:
Ciclovias x ciclofaixas
Novas ciclovias cariocas serão integradas ao metrô
As ciclovias da Zona Oeste iluminadas a postes solares
O pioneiro projeto de transporte fluvial de Porto Alegre
As possibilidades de transporte fluvial em Florianópolis e São Paulo

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Planet Solar, o catamarã solar atravessou o mar da China


Um navio movido a energia solar chegou nesta segunda-feira a Hong Kong, depois de seis dias de difícil navegação por causa das condições meteorológicas nas Filipinas, e se tornou a primeira embarcação deste tipo a atravessar o mar da China.


No trajeto de 1 mil km que separam as Filipinas de Hong Kong, o navio passou por condições “muito delicadas, entre a monção e as tempestades tropicais”, declarou a equipe suíça que realizou esta iniciativa. Em Hong Kong, o catamarã, chamado PlanetSolar, participará de vários eventos.

A embarcação começou sua volta ao mundo em setembro de 2010, em Mônaco, e espera-se que termine em maio de 2012. O objetivo do projeto é que o navio passe oito meses no mar, movido unicamente pela energia solar para provar que o sol é uma fonte confiável para o transporte ecológico de pessoas e mercadorias pela via marítima.

Sua superfície serve como “gerador solar”, tornando possível que possa continuar navegando, inclusive, sem insolação direta, pois a energia produzida é armazenada em uma bateria.


Fonte: Portal Marítimo



Mais informação:
O catamarã solar de Florianópolis
O transporte fluvial de São Paulo e Florianópolis 
Porto Alegre, a primeira cidade do país a oferecer transporte fluvial em larga escala
Por que a nossa malha hidroviária não decola?
O mito da autossuficiência em petróleo: No país do pré-sal, a gasolina mais cara do mundo

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

2 fábricas antigas, que deveriam ter sido tombadas, mas foram postas abaixo

Uma das muitas críticas que se faz por aqui é sobre a mania nacional de derrubar edificações antigas para levantar algo novo no lugar.
Comecei abordando o assunto na postagem "Um país em obras", continuei em "Reciclagem de Edifícios" e "6 parques públicos construídos com material reciclado" e me aprofundo na série "A casa sustentável é mais barata", que já está na décima quarta parte e, espero assim, deve continuar infinitamente.

Por que colocar tudo abaixo não é bom?
"A média de entulho produzido por metro quadrado em obras novas é de 150 kg, o que faz com que uma obra de 10 mil m produza cerca de 1.500 t de resíduos. No ano de 2000, é dito, foram descartadas na cidade de São Paulo 17.240 t de entulho por dia."
Leia melhor na postagem "A casa sustentável é mais barata - parte 10 (ecotijolos)"

Ainda, mesmo que usássemos todo o entulho produzido pelos grandes centros para produzir ecotijolos reciclados, a idéia não é essa. Como já foi exaustivamente repetido aqui - reciclagem é um conceito apoiado num tripé: recusar, reutilizar e só então, reciclar. A transformação (reciclagem) é a última etapa do processo, quando as duas primeiras já revelaram-se inúteis.
O próprio processo de fabricação do ecotijolo usa energia, água e matéria prima. A nova edifficação, em substituição à demolida, consumirá igualmente água, energia e matéria prima. É a cultura do desperdício que deve ser combatida e nunca uma edificação antiga.

No mundo todo está havendo a tendência de aproveitar construções antigas, incluindo usinas nucleares desativadas, justamente para economizar recursos e integrar a população em área públicas de convívio, o que dá ao conceito de urbanismo, uma dimensão muito maior do que o paisagismo que vemos no Brasil.

Seguem os dois casos lamentáveis abaixo:



Fábrica de 70 anos vai ao chão e vira condomínio em São Paulo

Projetado por Rino Levi na década de 1940, o prédio da antiga Companhia Jardim de Cafés Finos, na região central de SP, foi demolido há cerca de dois meses. Apesar do “inquestionável valor arquitetônico” que tinha, o edifício não aparecia em nenhuma lista de bens protegidos pelos órgãos do patrimônio histórico e a construtora não teve nenhum impedimento para derrubá-lo! Na matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no dia 6 de agosto, os arquitetos o arquiteto Lúcio Gomes Machado e Paulo Bruna falam um pouco da perda. Veja:

Às vésperas de completar 70 anos, a fábrica projetada pelo arquiteto ícone do modernismo brasileiro, Rino Levi, não resistiu à pressão imobiliária na capital paulistana e veio ao chão. No lugar do prédio da antiga Companhia Jardim de Cafés Finos, serão erguidos dois condomínios residenciais.

Embora com valor histórico e arquitetônico inquestionável, de acordo com especialistas ouvidos pela Folha, o edifício construído em 1942 na avenida do Estado (centro) não aparece nas listas de bens protegidos pelos órgãos do patrimônio histórico.

“O edifício era um documento fundamental para a história da arquitetura brasileira. O fato mostra falta de conhecimento de nossa cultura. Muito triste”, diz o arquiteto Lúcio Gomes Machado, 65, professor da faculdade de arquitetura da USP.

Para Machado, “qualquer arquiteto com razoável qualificação” poderia aliar novos edifícios à preservação de boa parte da fábrica em áreas comuns do condomínio.

Segundo Paulo Bruna, arquiteto que trabalhou com Rino Levi na década de 1960, a fábrica antecipava características de eficiência ambiental valorizadas hoje. “O prédio tinha para-sóis e era extremamente confortável. Lembro do doutor Rino calculando gráficos de insolação rigorosamente. A demolição é lamentável”, diz.

EXPANSÃO IMOBILIÁRIA
Fábio Adorni, da Engelux, afirma que a empresa desconhecia a autoria do edifício que demoliu há menos de dois meses, “Pedimos todas as autorizações na prefeitura. Não havia impedimento”.

Adorni diz que as 406 unidades dos dois empreendimentos lançados ali em junho já foram todas vendidas. São apartamentos de 33 m2, vendidos por R$ 130 mil. O Cambuci, cercado por bairros valorizados como Mooca, Vila Mariana e Ipiranga, é área natural para a expansão imobiliária, diz.

Para Manoela Rufinoni, professora da Unifesp, a antiga fábrica levou a linguagem da arquitetura moderna para a arquitetura industrial. "Fiquei bastante angustiada quando vi demolido. O prédio estava muito íntegro."

A professora integra o projeto de cooperação entre universidades e prefeitura para catalogar o patrimônio industrial da cidade.
Esses bens estão concentrados onde o plano diretor de 2002 prevê o adensamento da cidade. A ideia é aproximar pessoas da infraestrutura de transportes e empregos, além de revitalizar a cidade.




Implosão de antiga fábrica na Sapucaí durou 23 segundos

Meia tonelada de explosivos foram usados na manhã deste domingo para derrubar os quatro prédios e uma chaminé que formavam a antiga fábrica da Brahma na Marquês de Sapucaí. Iniciada pontualmente às 8 horas, a demolição foi marcada por um intervalo de um segundo entre a queda de cada prédio e durou, no total, apenas 23 segundos.

A fábrica da Brahma tinha 59 anos e sua implosão vai viabilizar a ampliação do Sambódromo na Sapucaí. Foram necessários dois dias para o carregamento dos explosivos e um mês para montagem de toda a operação, com medidas como a perfuração de solo. A possibilidade de falha era quase nula.

No lugar desses quatro prédios, serão instaladas novas arquibancadas para abrigar 18 mil pessoas. As mudanças permitirão recuperar o projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer, que previa lados simétricos da passarela do samba.

Limpeza do local deve levar algo em torno de um mês e demandará o trabalho de uma equipe de 40 homens. Todo o material será reutilizado na fabricação das novas arquibancadas, o que torna a obra totalmente ecológica, segundo o secretário especial do Turismo, Antonio Pedro.

“A gente continua com o prazo origunal de entregar o novo Sambódromo no mês de dezembro, já para os ensaios técnicos do grupo especial. Essa reforma já atende ao compromisso da cidade com os jogos olímpicos de 2016”, disse o secretário.

O prefeito Eduardo Paes chegou cedo ao local e brincou o tempo todo, fingindo que iria apertar o botão do detonador. “Este é mais um marco para a cidade do Rio de Janeiro e é também uma nova fase de valorização e revitalização da Cidade Nova”, disse o prefeito.

A Defesa Civil já realizou uma primeira vistoria no local e concluiu que não houve avaria nos prédios ao redor. A varredura contemplou 500 imóveis que foram evacuados. Os moradores já estão autorizados a retornar às suas casas.

Trânsito
O estacionamento em 28 pontos da região foi proibido na tarde de ontem até às 9h desse domingo. Para a segurança dos motoristas, 12 ruas e avenidas ficaram interditadas desde às 6:30h. O túnel Santa Bárbara e o elevado 31 de março fecharam às 7:30h.

Paineis foram espalhados pela cidade para orientar os motoristas. Além disso, 65 agentes de trânsito, guardas municipais e funcionários da Cet-Rio, também estiveram no local.

A linha 1 do metrô foi interrompida por cerca de 20 minutos nas estações da Central do Brasil, Praça Onze e Estácio. A linha 2 funcionou normalmente.




Um caso bem sucedido aqui no Rio: A antiga fábrica de tecidos Confiança teve sua construção preservada e hoje serve como Boulevard com mercado, lojas e serviços em Vila Isabel (RJ)
O apito da fábrica foi inclusive citado por Noel Rosa, filho querido do bairro de Vila Isabel, em uma de suas muitas composições.





Observação minha (Carol): já que o mercado imobiliário e da construção civil está tão aquecido a ponto de derrubar fábricas centenárias para ganho de unidades residenciais sem qualquer preocupação em salvar pela menos uma fachada num jardim comum, imagino que as obras da Copa com nosso $$$ de contribuinte(especialmente a ampliação dos aeroportos) já tenham sido concluídas, certo?
E essas novas construções, tão modernas e necessárias, serão feitas usando as novas tecnologias de reúso de águas cinzas, materiais reciclados e captação de energia solar, não?


Um bom exemplo que pode ser replicado no mundo todo: Antiga fábrica abandonada em Chicago é transformada em fazenda urbana vertical energeticamente autônoma

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Estou na Revista dos Vegetarianos de Julho e Agosto

A Raquel Ribeiro, que editou o livro Festa Vegetariana, vendido com tanto sucesso por aqui, também publica reportagens esporáticas na Revista dos Vegetarianos.

Na edição de Julho (a capa abaixo), foi divulgada uma reportagem sobre cosmetologia natural, "Beleza vegana", onde sou citada e dou minha opinião.
Confesso que fiquei com preguiça de escanear a reportagem, além de não achar muito bacana com a revista, que ainda está à venda e permite a compra de edições antigas pelo site oficial.

Mas aos que quiserem ler sobre o assunto, tudo que disse na reportagem está disponível em postagens antigas daqui do blog, como: "A polêmica dos cosméticos verdes e um par de dicas do tempo da vovó", "PasBas, plantas, flores e especiarias: você pode fazer seu cosmético em casa", "Creme dental e escovas de dente não testados em animais" e "Mais idéias para um banheiro verde", além da própria Raquel ter dado uma palinha sobre o assunto no blog da sempre querida Sonia Hirsch, na postagem "Dicas da Raquel Ribeiro: Cosméticos Naturais", onde também sou citada.

Mas como a reportagem acaba com dicas minhas, resumindo a festa, deixo aqui o trecho:

"As preciosas dicas da Carol Daemon, adepta da cosmetologia fitoterápica:
1. Desconfie de sabonetes com cores atraentes e brilhantes, cremosos, leitosos, perfumados e que fazem um mundo de espuma. São indicios de corantes, essências, espessantes e agentes espumantes artificiais responsáveis por reações alérgicas.
2. Produto caseiro não significa natural: tem sabonetinho artesanal cheio de soda cáustica!
3. Os óleos vegetais indicados são os essenciais (medicinais) e os que podem ser ingeridos. Aqueles perfumados à venda nas farmácias, como óleo de amêndoas para uso cosmético, não servem e não têm nada de naturais.
4. As pessoas têm a impressão que xampus que fazem mais espuma são melhores, pois limpam mais. Não é verdade: limpam além do necessário e acabam removendo a camada natural de hidratação da pele, causando ressecamento excessivo.
5. Um óleo de girassol nacional pode ser tão bom quanto um óleo importado de planta exótica. O próprio azeite de oliva é usado como cosmético em todo o Mediterrâneo.
6. Ao usar produtos caseiros, tenha muito cuidado. Faça um teste preliminar na pele do braço e não se exponha ao sol."




Agora, na edição de Agosto, o blog é citado diretamente na seção "notas verdes" como uma boa dica ecológica, veja melhor abaixo:







Em tempo, o blog não é vegetariano, apóia e divulga a causa com o mesmo respeito e imparcialidade com que combate a monocultura de soja transgênica e a indústria de bebidas prontas, ambos consumidos por vegetarianos militantes. A minha escolha pessoal não reflete na informação divulgada aqui.




Mais informação: As vendas do livro "Festa Vegetariana" em grupão coletivo acabaram virando outra festa

Imagem do dia: Sarcasmo pouco é bobagem



Fonte: Malvados




Outras:

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Jane Perkins e Vik Muniz

Arte usando lixo como matéria prima, a britânica Jane Perkins e o carioca Vik Muniz fazem do material descartado, a matéria prima para suas obras.


Jane Perkins normalmente retrata celebridades como Nelson Mandela, a Rainha Elizabeth, o casal Obama, etc, num estilo que lembra muito Andy Warhol, mas eu gosto mais quando ela reproduz pinturas famosas. Não por qualquer resistência à Warhol, muito pelo contrário, mas em função do elemento surpresa inerente ao anticonvencional. Veja as versões dela para a "Monalisa" de Da Vinci e "Os girassóis" de Van Gogh:





Vik Muniz ficou mais famoso no Brasil pela abertura da novela Passione e pelo filme Lixo Extraordinário, do que por suas obras propriamente, que são excelentes. A série de crianças, feita em açúcar parece fotografia em preto e branco revelada manualmente, tamanhas as nuances atingidas em tons de cinza.


Autoretrato do artista:


Uma das crianças retratadas em açúcar:



Mais informação:
Lixo Extraordinário
Ilha das Flores
Morro do Bumba
Catedral construída a partir de entulho de construção civil e lixo reciclado
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
Arte na carroça do catador de lixo

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Michael Reynolds, Garbage Warrior: a bioarquitetura do Novo México




O que latas de cerveja, pneus de carro e garrafas de água têm em comum? Não muito, a menos que você seja o arquiteto Michael Reynolds, nesse caso, eles são ferramentas de escolha para a produção de massa térmica e de energia independente numa habitação. Estabelecido no Novo México por 30 anos, Reynolds e seus discípulos verdes têm dedicado seu tempo para aprimoramento da arte de "Biotecture Earthship" através da construção de auto-suficiente de comunidades, onde o design e a função convergem em harmonia sustentável. No entanto, estas estruturas experimentais que desafiam os padrões estabelecidos, criam conflitos entre Reynolds e as autoridades apoiadas por grandes empresas. Frustrado pela legislação antiquada, Reynolds faz lobby para o direito de criar um espaço de teste de vida sustentável. Enquanto os políticos desconhecem as leis da Mãe Natureza, deixando comunidades devastadas por tsunamis e furacões, Reynolds e sua tripulação aproveitam a oportunidade para emprestar suas habilidades pioneiras àqueles que mais precisam. Filmado ao longo de três anos e em quatro países, Garbage Warrior é um retrato de um visionário determinado, um herói do século 21.





"Biotecture Earthship"
Bioarquitetura n. 1. a profissão de projetar edifícios e ambientes em consideração para a sua sustentabilidade. 2. Uma combinação de biologia e arquitetura


NaveTerra n. 1. casa solar feita de materiais naturais e reciclados 2. construção em massa térmica para a estabilização da temperatura. 3. energias renováveis ​​e sistemas de gestão integrada para tornar a Earthship uma casa fora da rede com pouca ou nenhuma utilidade para a mesma.
 
 
 
Nas palavras de um morador-construtor, o casal Matt e Misty Lindey:
"A Earthship é uma casa... mais ou menos. Eu acho que é realmente o que toda casa sonha ser quando crescer. Earthship.com chama seu projeto "uma casa sustentável radicalmente feita de materiais reciclados." Acho que a frase chave é "radicalmente sustentável". Isso significa que estas casas, além de seus projetos artisticamente refrescantes e atraentes, são 100% off-the-grid (não ligadas a cidade utilitária), porque podem:


• aquecer e resfriar-se naturalmente
• recolher a sua própria energia solar e eólica
• captação de sua própria água da chuva e da neve derretida
• são construídos inteiramente de materiais naturais e reciclados
• conter e tratar seus esgotos no próprio local
• produzir uma quantidade significativa de alimentos
• são construídas utilizando os subprodutos da sociedade moderna, como latas, garrafas e pneus



Site oficial do filme sobre o arquiteto: garbagewarrior.com
Mas existem centenas de blogs descrevendo em detalhes as construções dessas casas, blogs mantidos pelos próprios moradores.
 
 
Mais informação:
A casa sustentável é mais barata
6 parques públicos construídos com material reciclado
O projeto colombiano da Eco-Tec de moradias populares usando material reciclado
Manual do Arquiteto descalço