domingo, 18 de dezembro de 2011
Ganhei o TOPBLOG 2011
Amigos,
acabo de conquistar o primeiro lugar na categoria sustentabilidade do maior prêmio da internet brasileira.
Esse blog pessoal, que surgiu como um hobby em alto mar nos meus tempos de embarcada, ficou em primeiro lugar na escolha do Júri Popular.
Não fui à premiação por não esperar que passaria do TOP3 e agora, me arrependo - teria sido um momento único.
Muito obrigada a todos que votaram, sem vocês teria sido impossível.
Link oficial com relação dos vencedores
Um grande abraço,
Carol
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
O blog está saindo de férias
o ano foi pesado e vou dar um tempo.
Vejo vocês no ano que vem, o mundo não acaba em 2012.
Beijos,
Carol
ps: o resultado do TOPBLOG sai na semana que vem mas, como já sou bronze na pior das hipóteses, está tudo certo.
Imagens: Malvados Corp.
Outras:
Posso ser seu amigo?
Quem lê tanta notícia?
"E o Bradesco que se foda!"
Imagem do dia: Sarcasmo pouco é bobagem
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Chemtrails - o rastro químico que está sendo jogado no ar
São 7 partes, a primeira está linkada acima.
Claro que vale a pena assistir até o final.
Se "O mundo segundo a Monsanto", "A Corporação", "O milagre de Gerson (Morrendo por não saber)" e "Ouro Azul, a guerra mundial pela água" não te deixaram completamente paranóico, "Chemtrails" vai conseguir, garanto.
Já imaginou se alguém (ou algum governo) decidir aspergir no ar por caças da Força Aérea substâncias tóxicas que controlariam o aumento populacional e ainda aumentam a temperatura, causando o efeito estufa, além de intoxicar a água?
Pior, defender essa teoria com centenas de documentos e testemunhos de cientistas?
Pois é, eu avisei que teoria da conspiração é pouco.
Mais informação:
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10 animais que podem desaparecer em breve no Brasil
Você sabia que o Brasil abriga 13% de todas as espécies já descritas pela ciência? E que aproximadamente 40% das florestas tropicais do mundo estão aqui? E você sabia que mais de 600 animais estão ameaçados de extinção no país? Esses são dados do Ministério do Meio Ambiente que mostram o lado obscuro da vasta biodiversidade brasileira.
O estudo que mapeia a nossa fauna em risco de extinção assusta. A Lista Vermelha brasileira registra 627 espécies que podem deixar de existir nos próximos anos. São 394 animais terrestres e 233 aquáticos. Todas as informações estão reunidas no Livro Vermelho, elaborado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), segundo o qual, 64% dos animais em extinção estão na Mata Atlântica - resultado de desmatamentos, ocupação territorial pela população humana e poluição de rios e oceanos.
O que é ruim pode ficar pior: algumas espécies ainda ganham o carimbo CR ao lado de seus nomes, sigla em inglês para criticamente em perigo, ou criticamente ameaçado de extinção. No total, são 125 nesta situação.
Conheça agora 10 animais que estão criticamente em perigo e algumas medidas que podem evitar sua extinção nos próximos anos:
1 - Cuíca-de-colete (Caluromysiops irrupta)
A cuíca-de-colete pode morrer pela "preguiça". Com movimentos lentos e passando 70% do seu tempo em descanso, este mamífero tem sido alvo fácil para caças tornando-se uma das espécies ameaçadas de extinção no Brasil.
O animal vive no norte dos Estados do Maranhão e Ceará e se alimenta basicamente de frutas. Os machos são negros, com as extremidades dos membros, cauda e parte do dorso em tom ruivo e a lateral com pelos dourados. Já a coloração das fêmeas é, na maioria das vezes, pardo-amarelada, com uma tonalidade olivácea.
É o que explicam os biólogos Marcelo Marcelino de Oliveira e Juliana Gonçalves Ferreira, ambos do Centro de Proteção de Primatas Brasileiros (CPB) que afirmam que em algumas localidades, como na serra da Ibiapaba (CE), parece existir uma caça preferencial por esses animais. No município de Cocal (PI), as últimas populações já estão condenadas a desaparecer muito em breve.
O que pode ser feito
Oliveira e Juliana salientam a importância da localização e do mapeamento das populações remanescentes da espécie, assim como a avaliação sobre a situação de ameaça em cada localidade. De acordo com eles, a fiscalização contra a caça é a principal estratégia de ação para a maioria das localidades, especialmente ao longo da serra da Ibiapaba (CE).
Em áreas muito fragmentadas, como as matas remanescentes no vale do rio Longá (PI), a criação de um conjunto de Unidades de Conservação é necessária para uma ação mais efetiva contra a caça, envolvendo principalmente as áreas de mata das fazendas desapropriadas para reforma agrária, tanto pelo governo federal quanto pelo estadual. Os pesquisadores afirmam que as populações que habitam a Área de Proteção Ambiental da Foz do Rio Parnaíba (PI) e a Reserva Extrativista da Foz do Rio Parnaíba (MA) já estão protegidas.
2 - Baleia-azul (Balaenoptera musculus)
Com o título de maior animal do planeta, a baleia-azul pode desaparecer do Brasil justamente por seu tamanho. Esses mamíferos medem entre 25 m e 30 m - sendo as fêmeas maiores e mais pesadas do que os machos. Todo este tamanho proporcionava um alto rendimento à atividade comercial baleeira até os anos 60, quando passou a ser protegida pela Comissão Internacional Baleeira (CIB).
Apesar de a baleia não ser mais capturada nos dias de hoje, segundo os biólogos Eduardo Sehhci, do Laboratório de Mamíferos Marinhos (Morg) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), e Paulo Ott, do grupo de estudos de mamíferos aquáticos do Rio Grande do Sul (GEMARS), a grande caça do passado é a principal responsável por sua extinção. Eles ressaltam que só nos anos de 1930 e 1931, mais de 30 mil exemplares foram caçados no mundo. Além disso, as capturas acidentais em equipamentos de pesca, colisão com embarcações e degradação do hábitat (poluição química e sonora) são outros fatores que representam risco para este mamífero.
Os pesquisadores afirmam que o animal migra sazonalmente para regiões polares ou subpolares, onde se alimenta no verão e início do outono, indo para os trópicos e subtrópicos para a reprodução no inverno e na primavera. No Hemisfério Sul, a localização precisa das áreas reprodutivas da espécie é ainda desconhecida. Mas já houve registos de sua aparição no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e na Paraíba, onde dois exemplares foram capturados comercialmente.
O que pode ser feito
Os pesquisadores salientam que, por se tratar de uma espécie migratória, sua conservação depende de acordos e esforços de proteção nacionais e internacionais. Dentre elas, pode-se destacar a necessidade de avaliar, em nível global, o número de capturas acidentais em atividades pesqueiras; atividades sísmicas e extrativistas (gás natural e petróleo); colisões com embarcações; degradação do hábitat; estimativas de parâmetros reprodutivos e taxas de crescimento populacional e determinação de rotas migratórias e áreas de concentração.
3 - Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus)
O mico-leão-preto vive na Mata Atlântica e, em breve, pode desaparecer. Esta espécie de macaco está ameaçada devido à alteração do seu habitat natural, principalmente por desmatamentos. Os biólogos Claudio Padua e Cristiana Saddy, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), afirmam que a maior população da espécie ocorre no Morro do Diabo (SP). Esta Unidade de Conservação, gerenciada pelo Instituto Florestal de São Paulo (IF), abriga cerca de mil exemplares, que vivem em 37 mil hectares de floresta.
De acordo com os pesquisadores, este mamífero é considerado um fauni-frugívoro (que se alimenta de frutas), mas tem uma dieta influenciada pela sazonalidade de seu ambiente, que apresenta estações bem marcadas, utilizando os recursos alimentares de acordo com sua disponibilidade. São excelentes predadores, capturando aves e pequenos vertebrados. Com peso de cerca de 600g e atingindo a maturidade aos 18 meses de vida, o mico-leão-preto tem um período de gestação de cerca de 125 dias. Além disso, o gênero é considerado monógamo, e a reprodução ocorre sazonalmente.
O que está sendo feito
Um programa de conservação da espécie, chamado de Programa Integrado de Conservação do Mico-Leão-Preto, que inclui a criação de uma população de cativeiro, além do manejo genético e demográfico. Lá as principais resoluções para a espécie concentram-se em três tópicos básicos: a necessidade de manejar as pequenas populações isoladas como uma só, a fim de garantir sua sobrevivência; a expansão e criação de áreas protegidas para as espécies e melhor gerenciamento das já existentes; e o estabelecimento de programas com as comunidades locais, visando melhoria da qualidade de vida e ações de desenvolvimento sustentável.
4 - Bugio-marrom (Alouatta guariba guariba)
Pense duas vezes antes de comprar um bicho exótico para colocar de enfeite na sua casa. A fragmentação da Mata Atlântica, o desmatamento de grandes porções da cobertura vegetal nativa e, principalmente, o comércio ilegal do animal, que é vendido como bicho de estimação, podem resultar no desaparecimento do primata bugio-marrom da Mata Atlântica.
O biólogo André Hirsch, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) explica que a dieta deste mamífero é basicamente folívora, que se alimenta de folhas. Além disso, ele salienta que sua principal característica é o fato de as populações viverem em grupos de três a oito indivíduos. Hirsch afirma que a caça ilegal e os incêndios florestais, comuns na Mata Atlântica, têm resultado no desaparecimento do animal.
O que pode ser feito
De acordo com o pesquisador, as principais propostas para estratégias de conservação são estudos para o levantamento de possíveis populações remanescentes, principalmente no leste de Minas Gerais, vale do médio e baixo rio Jequitinhonha e centro-sul da Bahia. Com isso, deve ocorrer o desenvolvimento de um programa de criação em cativeiro, com cruzamento de indivíduos procedentes de localidades diferentes da área para aumentar a variabilidade genética.
5 - Rato-do-mato (Wilfredomys oenax)
Rato que não come queijo e nem vive escondido nas paredes da sua casa. Já viu? O Wilfredomys oenax é uma espécie encontrada em São Lourenço (RS), no Paraná e em São Paulo. O biólogo Rui Cerqueira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que este animal se alimenta somente de vegetais, folhas e frutos, e ainda mora na floresta. Grande roedor, esse mamífero pode sumir nos próximos anos.
Medindo cerca de 11 cm, com mais 2,5 cm de cauda, e pesando 1 kg, esta espécie está ameaçada principalmente por desmatamentos e destruição de seu habitat. Cerqueira afirma que ainda faltam mais estudos sobre este animal para que ele possa ser protegido de forma efetiva. Apesar de uma fêmea dar a luz até 10 ninhadas por ano, a possibilidade de extinção ainda é alta.
O que está sendo feito
Novos exemplares devem ser coletados para estudos citogenéticos e moleculares que permitam compreender melhor a espécie. O pesquisador afirma que a única informação ecológica é a sua ocorrência em florestas e um esforço deve ser feito nas poucas matas restantes para que se possa compreender melhor a biologia do animal. Segundo ele, no Uruguai um esforço de coleta de 4,4 mil armadilhas por noite resultou na captura de somente quatro exemplares. "Talvez um esforço maior de coleta permita a obtenção de mais exemplares e de estimativas de densidades populacionais. Só com essas informações uma estratégia efetiva de conservação é possível", diz.
6 - Lambari (Hyphessobrycon taurocephalus)
Ou esta espécie de peixe lambari já está extinta ou ela é muito tímida e anda se escondendo nas águas do rio Iguaçu (PR). Esta é a principal dúvida dos pesquisadores, que hoje se debruçam para achar e estudar a espécie em águas brasileiras. Este peixe é onívoro e seu tamanho médio é entre 10 e 15 cm de comprimento. O corpo é prateado, e as cores das nadadeiras variam, sendo mais comuns os tons de amarelo, vermelho e preto.
Hyphessobrycon taurocephalus é uma espécie pequena de lambari (até 5,5 cm de comprimento total). De acordo com os biólogos Luiz Fernando Duboc e Vinicius Abilhoa, do Museu de História Natural Capão da Imbuia (MHNCI), apesar do considerável esforço para conseguir amostras, nos últimos anos na bacia do rio Iguaçu, a espécie não foi reencontrada. Contudo, ainda restam muitas localidades na bacia do rio a serem adequadamente pesquisadas. Por conta disso, esta espécie tanto pode estar já extinta, como pode ocorrer em habitat muito específico.
A construção de barragens é um dos principais problemas enfrentados no rio Iguaçu, uma vez que resulta na perda de habitats. Além disso, as construções resultam em cursos de água menores que são prejudicais à espécie em função de volume reduzido de água e maior interface com o meio terrestre.
O que está sendo feito
Segundo os pesquisadores, atualmente os esforços são voltados para estudos sobre o conhecimento de aspectos biológicos e de distribuição atual da espécie, tendo em vista a incerteza quanto à sua real área de ocorrência.
7 - Cação-bico-doce (Galeorhinus galeus)
Caracterizado pelo pequeno tamanho da segunda nadadeira dorsal (bem menor que a primeira e semelhante ao da nadadeira anal) e pelos dentes fortemente serrilhados, este peixe vive na costa sudeste-sul do país e corre risco de extinção devido à pesca.
As biólogas Carolus Vooren, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e Rosangela Lessa, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), explicam que o cação-bico-doce tem um ciclo de vida longo, podendo chegar até os 33 anos de idade. Atingindo comprimento máximo de 175 cm (machos) e 195 cm (fêmeas), esta espécie apresenta uma longa história de exploração em diversos países, para aproveitamento da carne e do óleo. No Atlântico Sul Ocidental, existe uma população regional distribuída desde o Rio Grande do Sul até a costa norte da Patagônia. A população migra para a Plataforma Sul no inverno, quando é alvo da pesca industrial com redes de arrasto e de emalhe.
Relatório do grupo de especialistas em tubarões (SSG, 2004) aponta que esta espécie apresenta colapso de seus estoques no Pacífico Oriental e no Brasil, enquadrando-a como espécie globalmente ameaçada. A espécie ainda sofre com a degradação de seu habitat. Os declínios populacionais mais marcados têm ocorrido no Brasil e no Uruguai, onde a Captura por Unidade de Esforço (CPUE), que consiste na pesca que mede a quantidade de espécie de peixe encontrada em determinada região, caiu para níveis próximos de zero.
O que está sendo feito
As pesquisadoras afirmam que atualmente não há medidas de conservação ou manejo estabelecidas no Brasil. Mas a proibição da captura do cação-bico-doce é recomendada em nível regional, envolvendo Brasil, Uruguai e Argentina.
8 - Borboleta (Actinote zikani)
O Brasil pode ficar menos colorido caso se confirmem os riscos de extinção das borboletas. Esse inseto é o que mais possui espécies ameaçadas na lista dos CR (criticamente em perigo) no Livro Vermelho. Ao todo são 20 tipos de borboletas, todas sem nome popular específico. Uma delas é a Actinote zikani.
De acordo com os biólogos André Freitas e Keith Brown Jr, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Actinote zikani é uma espécie bastante ligada a áreas de topo. No Brasil, ela habita uma área estreita da Serra do Mar, entre o alto da serra de Cubatão e Salesópolis (SP). Com as asas em tom de preto e amarelo queimado, essa borboleta deve desaparecer nos próximos anos por causa da poluição.
Freitas e Brown Jr afirmam que a degradação do habitat é o principal problema, sendo a poluição do Parque Industrial de Cubatão (SP) o maior deles, já que pode ter sido o responsável pelo desaparecimento da colônia dessa borboleta do Alto da Serra paulista.
O que está sendo feito
Os pesquisadores afirmam que atualmente ocorre uma manutenção de toda a faixa de floresta para garantir um habitat favorável à espécie na Serra do Mar, em São Paulo.
9 - Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari)
A plumagem da cabeça e do pescoço é azul-esverdeada, o anel perioftálmico (região da cabeça) é amarelo e o resto do corpo é azul. Com as cores da bandeira do Brasil, a arara-azul-de-lear corre o risco de sumir do nordeste da Bahia, onde habita. O motivo? A captura para comércio ilegal.
De acordo com Yara Barros, da Coordenação de Proteção de Espécies da Fauna (Cofau) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a espécie foi descoberta na natureza apenas em 1978, no nordeste da Bahia, ao sul do Raso da Catarina, onde vive até hoje. Estimativas atuais indicam que a população é de aproximadamente 500 exemplares. A principal ameaça à espécie é a captura para o comércio ilegal, que tem sido muito frequente, principalmente pela ausência de ações de fiscalização regulares.
Há ainda outra razão para seu possível desaparecimento. O principal alimento da arara-azul-de-lear é o coco da palmeira licuri (Syagrus coronata), que está escasso. A falta deste alimento é um dos motivos de sua possível extinção, já que se estima um consumo diário de 350 cocos por arara adulta. O que ocorre é que há pouca regeneração da palmeira do licuri, principalmente por causa das queimadas e derrubadas para plantio de roças. A diminuição na quantidade de licuri disponível faz com que as araras busquem alimento em plantações de milho, onde acabam sendo alvejadas pelos produtores.
O que está sendo feito
Instituições como o Instituto Chico Mendes (ICMBio) realizam ações protetivas, como o fortalecimento da legislação vigente de proteção da fauna, em especial aquela referente à proteção da espécie e seu habitat. Entre elas, incentivo a práticas agrícolas eficazes e de baixo impacto ambiental, ampliação da extensão de áreas protegidas dentro da área de ocorrência da espécie, fiscalização efetiva, pesquisa biológica, incluindo manejo de ninhos, busca por novas populações, monitoramento do status populacional, mapeamento, monitoramento e manejo das áreas de alimentação. Além disso, estão sendo desenvolvidas ações como o estabelecimento de novos centros de reprodução em cativeiro, que conta atualmente com 39 exemplares dispersos pelo Brasil, Qatar e Inglaterra. A estratégia do programa é aumentar a população desta ave em laboratórios.
10 - Pato mergulhão (Mergus octosetaceus)
Esta ave é uma das mais ameaçadas de extinção em toda região neotropical por causa da interferência do homem em seu habitat. Já extinta na Argentina e Paraguai, o Mergus octosetaceus ainda existe no Brasil, mas somente em quatro Estados: Paraná, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Estima-se que existam menos de 250 aves no País.
De acordo com o biólogo Luís Fábio Silveira, da Universidade de São Paulo (USP), o pato-mergulhão é o único representante da Tribo Mergini em que o macho auxilia no cuidado com os filhotes. Alimenta-se principalmente de peixes, que pesca com o auxílio de seu bico serrilhado, em mergulhos feitos principalmente nos remansos. Silveira salienta que esta é uma espécie altamente exigente com relação à qualidade de seu habitat, necessitando de águas límpidas e não tolerando bem a presença humana. Segundo ele, este é o principal motivo que ameaça a vida dessas aves: não existe mais um habitat totalmente limpo.
O biólogo explica que as atividades de mineração, drenagem e agricultura foram desastrosas para a espécie. A construção de barragens, que altera todo o regime hidrológico dos rios, tem efeitos drásticos sobre estes animais, que não vive em lagos ou outros ambientes lênticos, onde a massa de água apresenta-se parada, sem correnteza. Isso foi o golpe final nas populações argentinas e paraguaias, e tal situação pode se repetir no Brasil, especialmente nas populações que ainda sobrevivem nas bacias dos rios Tocantins e Paraná.
O que está sendo feito
Apesar de sua raridade, só recentemente o pato-mergulhão foi objeto de iniciativas mais sérias com vistas à sua conservação. O Instituto Terra Brasilis conduz, desde 2001, um programa de pesquisas e educação ambiental na região do Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), onde vivem cerca de 40 casais da espécie. As principais estratégias para a conservação dessa ave referem-se à procura por novas populações e pesquisas sobre a sua história. São também importantes a criação de áreas protegidas nos locais onde a espécie ocorre, especialmente nos estados da Bahia e Tocantins. A ampliação dos limites do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO) e a retomada dos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra também são medidas importantes para a conservação desta espécie.
Fonte: Terra Notícias
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O estudo que mapeia a nossa fauna em risco de extinção assusta. A Lista Vermelha brasileira registra 627 espécies que podem deixar de existir nos próximos anos. São 394 animais terrestres e 233 aquáticos. Todas as informações estão reunidas no Livro Vermelho, elaborado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), segundo o qual, 64% dos animais em extinção estão na Mata Atlântica - resultado de desmatamentos, ocupação territorial pela população humana e poluição de rios e oceanos.
O que é ruim pode ficar pior: algumas espécies ainda ganham o carimbo CR ao lado de seus nomes, sigla em inglês para criticamente em perigo, ou criticamente ameaçado de extinção. No total, são 125 nesta situação.
Conheça agora 10 animais que estão criticamente em perigo e algumas medidas que podem evitar sua extinção nos próximos anos:
1 - Cuíca-de-colete (Caluromysiops irrupta)
A cuíca-de-colete pode morrer pela "preguiça". Com movimentos lentos e passando 70% do seu tempo em descanso, este mamífero tem sido alvo fácil para caças tornando-se uma das espécies ameaçadas de extinção no Brasil.
O animal vive no norte dos Estados do Maranhão e Ceará e se alimenta basicamente de frutas. Os machos são negros, com as extremidades dos membros, cauda e parte do dorso em tom ruivo e a lateral com pelos dourados. Já a coloração das fêmeas é, na maioria das vezes, pardo-amarelada, com uma tonalidade olivácea.
É o que explicam os biólogos Marcelo Marcelino de Oliveira e Juliana Gonçalves Ferreira, ambos do Centro de Proteção de Primatas Brasileiros (CPB) que afirmam que em algumas localidades, como na serra da Ibiapaba (CE), parece existir uma caça preferencial por esses animais. No município de Cocal (PI), as últimas populações já estão condenadas a desaparecer muito em breve.
O que pode ser feito
Oliveira e Juliana salientam a importância da localização e do mapeamento das populações remanescentes da espécie, assim como a avaliação sobre a situação de ameaça em cada localidade. De acordo com eles, a fiscalização contra a caça é a principal estratégia de ação para a maioria das localidades, especialmente ao longo da serra da Ibiapaba (CE).
Em áreas muito fragmentadas, como as matas remanescentes no vale do rio Longá (PI), a criação de um conjunto de Unidades de Conservação é necessária para uma ação mais efetiva contra a caça, envolvendo principalmente as áreas de mata das fazendas desapropriadas para reforma agrária, tanto pelo governo federal quanto pelo estadual. Os pesquisadores afirmam que as populações que habitam a Área de Proteção Ambiental da Foz do Rio Parnaíba (PI) e a Reserva Extrativista da Foz do Rio Parnaíba (MA) já estão protegidas.
2 - Baleia-azul (Balaenoptera musculus)
Com o título de maior animal do planeta, a baleia-azul pode desaparecer do Brasil justamente por seu tamanho. Esses mamíferos medem entre 25 m e 30 m - sendo as fêmeas maiores e mais pesadas do que os machos. Todo este tamanho proporcionava um alto rendimento à atividade comercial baleeira até os anos 60, quando passou a ser protegida pela Comissão Internacional Baleeira (CIB).
Apesar de a baleia não ser mais capturada nos dias de hoje, segundo os biólogos Eduardo Sehhci, do Laboratório de Mamíferos Marinhos (Morg) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), e Paulo Ott, do grupo de estudos de mamíferos aquáticos do Rio Grande do Sul (GEMARS), a grande caça do passado é a principal responsável por sua extinção. Eles ressaltam que só nos anos de 1930 e 1931, mais de 30 mil exemplares foram caçados no mundo. Além disso, as capturas acidentais em equipamentos de pesca, colisão com embarcações e degradação do hábitat (poluição química e sonora) são outros fatores que representam risco para este mamífero.
Os pesquisadores afirmam que o animal migra sazonalmente para regiões polares ou subpolares, onde se alimenta no verão e início do outono, indo para os trópicos e subtrópicos para a reprodução no inverno e na primavera. No Hemisfério Sul, a localização precisa das áreas reprodutivas da espécie é ainda desconhecida. Mas já houve registos de sua aparição no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e na Paraíba, onde dois exemplares foram capturados comercialmente.
O que pode ser feito
Os pesquisadores salientam que, por se tratar de uma espécie migratória, sua conservação depende de acordos e esforços de proteção nacionais e internacionais. Dentre elas, pode-se destacar a necessidade de avaliar, em nível global, o número de capturas acidentais em atividades pesqueiras; atividades sísmicas e extrativistas (gás natural e petróleo); colisões com embarcações; degradação do hábitat; estimativas de parâmetros reprodutivos e taxas de crescimento populacional e determinação de rotas migratórias e áreas de concentração.
3 - Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus)
O mico-leão-preto vive na Mata Atlântica e, em breve, pode desaparecer. Esta espécie de macaco está ameaçada devido à alteração do seu habitat natural, principalmente por desmatamentos. Os biólogos Claudio Padua e Cristiana Saddy, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), afirmam que a maior população da espécie ocorre no Morro do Diabo (SP). Esta Unidade de Conservação, gerenciada pelo Instituto Florestal de São Paulo (IF), abriga cerca de mil exemplares, que vivem em 37 mil hectares de floresta.
De acordo com os pesquisadores, este mamífero é considerado um fauni-frugívoro (que se alimenta de frutas), mas tem uma dieta influenciada pela sazonalidade de seu ambiente, que apresenta estações bem marcadas, utilizando os recursos alimentares de acordo com sua disponibilidade. São excelentes predadores, capturando aves e pequenos vertebrados. Com peso de cerca de 600g e atingindo a maturidade aos 18 meses de vida, o mico-leão-preto tem um período de gestação de cerca de 125 dias. Além disso, o gênero é considerado monógamo, e a reprodução ocorre sazonalmente.
O que está sendo feito
Um programa de conservação da espécie, chamado de Programa Integrado de Conservação do Mico-Leão-Preto, que inclui a criação de uma população de cativeiro, além do manejo genético e demográfico. Lá as principais resoluções para a espécie concentram-se em três tópicos básicos: a necessidade de manejar as pequenas populações isoladas como uma só, a fim de garantir sua sobrevivência; a expansão e criação de áreas protegidas para as espécies e melhor gerenciamento das já existentes; e o estabelecimento de programas com as comunidades locais, visando melhoria da qualidade de vida e ações de desenvolvimento sustentável.
4 - Bugio-marrom (Alouatta guariba guariba)
Pense duas vezes antes de comprar um bicho exótico para colocar de enfeite na sua casa. A fragmentação da Mata Atlântica, o desmatamento de grandes porções da cobertura vegetal nativa e, principalmente, o comércio ilegal do animal, que é vendido como bicho de estimação, podem resultar no desaparecimento do primata bugio-marrom da Mata Atlântica.
O biólogo André Hirsch, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) explica que a dieta deste mamífero é basicamente folívora, que se alimenta de folhas. Além disso, ele salienta que sua principal característica é o fato de as populações viverem em grupos de três a oito indivíduos. Hirsch afirma que a caça ilegal e os incêndios florestais, comuns na Mata Atlântica, têm resultado no desaparecimento do animal.
O que pode ser feito
De acordo com o pesquisador, as principais propostas para estratégias de conservação são estudos para o levantamento de possíveis populações remanescentes, principalmente no leste de Minas Gerais, vale do médio e baixo rio Jequitinhonha e centro-sul da Bahia. Com isso, deve ocorrer o desenvolvimento de um programa de criação em cativeiro, com cruzamento de indivíduos procedentes de localidades diferentes da área para aumentar a variabilidade genética.
5 - Rato-do-mato (Wilfredomys oenax)
Rato que não come queijo e nem vive escondido nas paredes da sua casa. Já viu? O Wilfredomys oenax é uma espécie encontrada em São Lourenço (RS), no Paraná e em São Paulo. O biólogo Rui Cerqueira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que este animal se alimenta somente de vegetais, folhas e frutos, e ainda mora na floresta. Grande roedor, esse mamífero pode sumir nos próximos anos.
Medindo cerca de 11 cm, com mais 2,5 cm de cauda, e pesando 1 kg, esta espécie está ameaçada principalmente por desmatamentos e destruição de seu habitat. Cerqueira afirma que ainda faltam mais estudos sobre este animal para que ele possa ser protegido de forma efetiva. Apesar de uma fêmea dar a luz até 10 ninhadas por ano, a possibilidade de extinção ainda é alta.
O que está sendo feito
Novos exemplares devem ser coletados para estudos citogenéticos e moleculares que permitam compreender melhor a espécie. O pesquisador afirma que a única informação ecológica é a sua ocorrência em florestas e um esforço deve ser feito nas poucas matas restantes para que se possa compreender melhor a biologia do animal. Segundo ele, no Uruguai um esforço de coleta de 4,4 mil armadilhas por noite resultou na captura de somente quatro exemplares. "Talvez um esforço maior de coleta permita a obtenção de mais exemplares e de estimativas de densidades populacionais. Só com essas informações uma estratégia efetiva de conservação é possível", diz.
6 - Lambari (Hyphessobrycon taurocephalus)
Ou esta espécie de peixe lambari já está extinta ou ela é muito tímida e anda se escondendo nas águas do rio Iguaçu (PR). Esta é a principal dúvida dos pesquisadores, que hoje se debruçam para achar e estudar a espécie em águas brasileiras. Este peixe é onívoro e seu tamanho médio é entre 10 e 15 cm de comprimento. O corpo é prateado, e as cores das nadadeiras variam, sendo mais comuns os tons de amarelo, vermelho e preto.
Hyphessobrycon taurocephalus é uma espécie pequena de lambari (até 5,5 cm de comprimento total). De acordo com os biólogos Luiz Fernando Duboc e Vinicius Abilhoa, do Museu de História Natural Capão da Imbuia (MHNCI), apesar do considerável esforço para conseguir amostras, nos últimos anos na bacia do rio Iguaçu, a espécie não foi reencontrada. Contudo, ainda restam muitas localidades na bacia do rio a serem adequadamente pesquisadas. Por conta disso, esta espécie tanto pode estar já extinta, como pode ocorrer em habitat muito específico.
A construção de barragens é um dos principais problemas enfrentados no rio Iguaçu, uma vez que resulta na perda de habitats. Além disso, as construções resultam em cursos de água menores que são prejudicais à espécie em função de volume reduzido de água e maior interface com o meio terrestre.
O que está sendo feito
Segundo os pesquisadores, atualmente os esforços são voltados para estudos sobre o conhecimento de aspectos biológicos e de distribuição atual da espécie, tendo em vista a incerteza quanto à sua real área de ocorrência.
7 - Cação-bico-doce (Galeorhinus galeus)
Caracterizado pelo pequeno tamanho da segunda nadadeira dorsal (bem menor que a primeira e semelhante ao da nadadeira anal) e pelos dentes fortemente serrilhados, este peixe vive na costa sudeste-sul do país e corre risco de extinção devido à pesca.
As biólogas Carolus Vooren, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e Rosangela Lessa, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), explicam que o cação-bico-doce tem um ciclo de vida longo, podendo chegar até os 33 anos de idade. Atingindo comprimento máximo de 175 cm (machos) e 195 cm (fêmeas), esta espécie apresenta uma longa história de exploração em diversos países, para aproveitamento da carne e do óleo. No Atlântico Sul Ocidental, existe uma população regional distribuída desde o Rio Grande do Sul até a costa norte da Patagônia. A população migra para a Plataforma Sul no inverno, quando é alvo da pesca industrial com redes de arrasto e de emalhe.
Relatório do grupo de especialistas em tubarões (SSG, 2004) aponta que esta espécie apresenta colapso de seus estoques no Pacífico Oriental e no Brasil, enquadrando-a como espécie globalmente ameaçada. A espécie ainda sofre com a degradação de seu habitat. Os declínios populacionais mais marcados têm ocorrido no Brasil e no Uruguai, onde a Captura por Unidade de Esforço (CPUE), que consiste na pesca que mede a quantidade de espécie de peixe encontrada em determinada região, caiu para níveis próximos de zero.
O que está sendo feito
As pesquisadoras afirmam que atualmente não há medidas de conservação ou manejo estabelecidas no Brasil. Mas a proibição da captura do cação-bico-doce é recomendada em nível regional, envolvendo Brasil, Uruguai e Argentina.
8 - Borboleta (Actinote zikani)
O Brasil pode ficar menos colorido caso se confirmem os riscos de extinção das borboletas. Esse inseto é o que mais possui espécies ameaçadas na lista dos CR (criticamente em perigo) no Livro Vermelho. Ao todo são 20 tipos de borboletas, todas sem nome popular específico. Uma delas é a Actinote zikani.
De acordo com os biólogos André Freitas e Keith Brown Jr, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Actinote zikani é uma espécie bastante ligada a áreas de topo. No Brasil, ela habita uma área estreita da Serra do Mar, entre o alto da serra de Cubatão e Salesópolis (SP). Com as asas em tom de preto e amarelo queimado, essa borboleta deve desaparecer nos próximos anos por causa da poluição.
Freitas e Brown Jr afirmam que a degradação do habitat é o principal problema, sendo a poluição do Parque Industrial de Cubatão (SP) o maior deles, já que pode ter sido o responsável pelo desaparecimento da colônia dessa borboleta do Alto da Serra paulista.
O que está sendo feito
Os pesquisadores afirmam que atualmente ocorre uma manutenção de toda a faixa de floresta para garantir um habitat favorável à espécie na Serra do Mar, em São Paulo.
9 - Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari)
A plumagem da cabeça e do pescoço é azul-esverdeada, o anel perioftálmico (região da cabeça) é amarelo e o resto do corpo é azul. Com as cores da bandeira do Brasil, a arara-azul-de-lear corre o risco de sumir do nordeste da Bahia, onde habita. O motivo? A captura para comércio ilegal.
De acordo com Yara Barros, da Coordenação de Proteção de Espécies da Fauna (Cofau) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a espécie foi descoberta na natureza apenas em 1978, no nordeste da Bahia, ao sul do Raso da Catarina, onde vive até hoje. Estimativas atuais indicam que a população é de aproximadamente 500 exemplares. A principal ameaça à espécie é a captura para o comércio ilegal, que tem sido muito frequente, principalmente pela ausência de ações de fiscalização regulares.
Há ainda outra razão para seu possível desaparecimento. O principal alimento da arara-azul-de-lear é o coco da palmeira licuri (Syagrus coronata), que está escasso. A falta deste alimento é um dos motivos de sua possível extinção, já que se estima um consumo diário de 350 cocos por arara adulta. O que ocorre é que há pouca regeneração da palmeira do licuri, principalmente por causa das queimadas e derrubadas para plantio de roças. A diminuição na quantidade de licuri disponível faz com que as araras busquem alimento em plantações de milho, onde acabam sendo alvejadas pelos produtores.
O que está sendo feito
Instituições como o Instituto Chico Mendes (ICMBio) realizam ações protetivas, como o fortalecimento da legislação vigente de proteção da fauna, em especial aquela referente à proteção da espécie e seu habitat. Entre elas, incentivo a práticas agrícolas eficazes e de baixo impacto ambiental, ampliação da extensão de áreas protegidas dentro da área de ocorrência da espécie, fiscalização efetiva, pesquisa biológica, incluindo manejo de ninhos, busca por novas populações, monitoramento do status populacional, mapeamento, monitoramento e manejo das áreas de alimentação. Além disso, estão sendo desenvolvidas ações como o estabelecimento de novos centros de reprodução em cativeiro, que conta atualmente com 39 exemplares dispersos pelo Brasil, Qatar e Inglaterra. A estratégia do programa é aumentar a população desta ave em laboratórios.
10 - Pato mergulhão (Mergus octosetaceus)
Esta ave é uma das mais ameaçadas de extinção em toda região neotropical por causa da interferência do homem em seu habitat. Já extinta na Argentina e Paraguai, o Mergus octosetaceus ainda existe no Brasil, mas somente em quatro Estados: Paraná, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Estima-se que existam menos de 250 aves no País.
De acordo com o biólogo Luís Fábio Silveira, da Universidade de São Paulo (USP), o pato-mergulhão é o único representante da Tribo Mergini em que o macho auxilia no cuidado com os filhotes. Alimenta-se principalmente de peixes, que pesca com o auxílio de seu bico serrilhado, em mergulhos feitos principalmente nos remansos. Silveira salienta que esta é uma espécie altamente exigente com relação à qualidade de seu habitat, necessitando de águas límpidas e não tolerando bem a presença humana. Segundo ele, este é o principal motivo que ameaça a vida dessas aves: não existe mais um habitat totalmente limpo.
O biólogo explica que as atividades de mineração, drenagem e agricultura foram desastrosas para a espécie. A construção de barragens, que altera todo o regime hidrológico dos rios, tem efeitos drásticos sobre estes animais, que não vive em lagos ou outros ambientes lênticos, onde a massa de água apresenta-se parada, sem correnteza. Isso foi o golpe final nas populações argentinas e paraguaias, e tal situação pode se repetir no Brasil, especialmente nas populações que ainda sobrevivem nas bacias dos rios Tocantins e Paraná.
O que está sendo feito
Apesar de sua raridade, só recentemente o pato-mergulhão foi objeto de iniciativas mais sérias com vistas à sua conservação. O Instituto Terra Brasilis conduz, desde 2001, um programa de pesquisas e educação ambiental na região do Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), onde vivem cerca de 40 casais da espécie. As principais estratégias para a conservação dessa ave referem-se à procura por novas populações e pesquisas sobre a sua história. São também importantes a criação de áreas protegidas nos locais onde a espécie ocorre, especialmente nos estados da Bahia e Tocantins. A ampliação dos limites do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO) e a retomada dos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra também são medidas importantes para a conservação desta espécie.
Fonte: Terra Notícias
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domingo, 4 de dezembro de 2011
Eu bebo sim!
Bebidas de festa, para celebrar em qualquer época do ano.
A maioria das pessoas não sabe, mas toda bebida pronta (mesmo orgânica) é crime de hidropirataria pois cada litro dessa bebida industrializada consome outros 5lts de água dos lençóis freáticos da região onde a fábrica se instalou.
Onde hoje há uma fábrica de refrigerantes, amanhã haverá uma área desertificada.
O produtor vende e lucra com a água das nascentes da região e retira suas instalações, quando aquela mesma região não interessa mais.
À população local sobra o desemprego, já que a fábrica foi embora, e um terreno erodido e desertificado, pois a fábrica vendeu sua água.
Pior, a empresa em questão recebe isenção fiscal para fazer tudo descrito acima, já que é gerador de empregos diretos e indiretos.
Existe inclusive um filme que trata desse escândalo: "Flow, por amor à água" e outro, um curta, muito didático que explica um problema decorrente: "A história da água engarrafada". Ambos imperdíveis, não deixe de assistir.
Sobre a cerveja... sim, as cervejarias estão acabando com os mananciais das regiões onde se instalam. Eu adoro cerveja, chope principalmente.
O problema sempre é o processo industrial, que massifica a produção.
A solução é recorrer às cervejas artesanais e caseiras, há muitas de qualidade superior. A Bélgica tem tradição, a Alemanha também, em especial as da região da Bavária, onde a cerveja, por ser feita de trigo, é considerada alimento - pão líquido - e pode ser consumida até em jejum, sem problemas com a polícia.
Cerveja já foi bebida medicinal, por ser fermentada e rica em nutrientes, mulheres que amamentavam deviam consumir logo pela manhã, a fim de aumentar a produção de leite. Foi o processo industrial e massificado que transformou uma tradição num produto cheio de produtos químicos e açúcar. Até hoje, os países europeus com tradição na bebida, são obrigados por leis medievais a seguir a fórmula à risca, para evitar que tais equívocos aconteçam.
Gastronomia em grego significa "regras do estômago", se é para se entorpecer (sem julgamentos de valor, sustentabilidade não combina com hipocrisia), que seja com produtos de boa qualidade. O meio ambiente e seu fígado agradecem, o segundo agradece logo no dia seguinte.
Abaixo, seguem algumas receitinhas adaptadas, mas nada impede que você adapte uma receita da sua família e faça o maior sucesso. A foto acima, de muitas capirinhas em infitas versões de frutas tropicais, não me deixa mentir - basta a fruta e a cachaça serem orgânicas e o açúcar substituído por melado ou rapadura. É ainda mais saboroso do que o convencional e olha que eu sou louca por caipirinha - a caipirinha de caju da foto acima inclusive me fez salivar.
Eu beberia os vinhos e champagnes biodinâmicos (ou orgânicos) sugeridos nas receitas abaixo puros e deixaria as sangrias e ponches serem feitos com kefir de suco de uva (roxa ou verde) em fermentação de 15 a 20 dias. Fica alcóolico e é mais barato do que os vinhos. Também deixaria muitas jarras de águas aromatizadas à mão, o pior inimigo da ressaca é a desidratação e muita gente bebe bebida alcóolica por pura sede, tendo outra coisa, fica mais fácil revezar.
Para não dizer que não falei de flores: se beber, não dirija. Entornou e está só? Chame um taxi ou durma no local, o que pode até ser mais interassante...
Limoncello Caseiro, adaptado de receita dos Chefs Erik Nako e Cristiano Lanna
10 limões sicilianos (ou tangerinas, para fazer o brasileiríssimo tangerinello)
1 litros de álcool de cereais 96% ou cachaça orgânica e vodka D.O.C.
800gr de rapadura ralada
1,6 litros de água
4 garrafas de vidro com capacidade de 750ml, vazias e esterelizadas
4 rolhas
Descasque os limões sem machucar, e coloque as cascas num recipiente de vidro que deve bem. Cubra com o álcool de deixe em local escuro por 1 mês para que a infusão pegue a cor e o aroma das cascas.
Faça um xarope com 1lt de água para 500gr de rapadura, ferva e deixe esfriar.
Coe o álcool que ficou reservado por 1 mês.
Dilua o álcool aromatizado com o xarope numa proporção de 250ml de álcool para 500ml de xarope por garrafa. Feche a garrafa com a rolha e deixe no congelador até a hr de servir.
Rosálio, adaptado de receita do Chef Nicola Giorgio
300gr de pétalas de rosas vermelhas cultivadas sem pesticidas
20gr de canela em pau
1/2 litro de álcool etílico 90
700gr de rapadura
250ml de água filtrada
Lave e fatie as pétalas finamente
Macere as pétalas com metade da rapadura. Junte o álcool e a canela em pau.
Coloque tudo em recipiente de vidro bem vedado e deixe no armário escuro por 18 dias.
Faça então um xarope com a água e o restante da rapadura, deixe esfriar.
Junte a infusão que estava descansando e misture bem.
Coloque de volta na garrafa e deixe descansando por mais 15 dias.
Coe o líquido até não sobrar resíduo algum. Deixe a bebida descansar no freezer por mais 1 semana e sirva bem gelado.
Amarula Caseiro, adaptado da querida Badá
1 copo de rapadura ralada
3 copos de leite de amêndoas ou castanha do Pará
2 col. sopa cheias de cacau ou alfarroba em pó
1 copo de vodka e cognac D.O.C. ou cachaça orgânica
Bata 1 copo de leite de amêndoas no liquidificador com o copo de rapadura até atingir ponto de leite condensado. Junte mais rapadura se necessário.
Misture todos os outros ingredientes na coqueteleira até formar um leite grosso e bem achocolatado.
Sirva em copinhos de dose única, shot.
Batida de coco (receita popular adaptada)
500 ml de leite de coco caseiro bem grosso e pedaçudo
2 xíc. de rapadura ralada
100gr de coco ralado (fino)
750ml de pinga cachaça orgânica
250ml de água gelada
Bata o leite de coco no liquidificador com a rapadura até atingir ponto de leite condensado. Junte mais rapadura se necessário.
Junte os demais ingrediente. Bata tudo no liquidificador
Batida de maracujá (receita popular adaptada)
1 xíc. de cachaça orgânica
2 xíc. de polpa de maracujá orgânico
2 xícaras de gelo picado
2 xíc. de rapadura ralada
1 xíc. de leite de coco ou de castanhas coado
Bata o leite de coco no liquidificador com a rapadura até atingir ponto de leite condensado. Junte mais rapadura se necessário.
Junte os demais ingrediente. Bata tudo no liquidificador
Sangria básica, adaptado de receita do Panelinha
(para fazer de vinho branco, use vinho branco biodinâmico ou kefir de suco de uva verde)
3 litros de kefir de uva com fermentação de 15 dias (para ficar mais alcóolico, use o dobro de rapadura e deixe por até 30 dias) ou a mesma quantidade de vinho tinto biodinâmico
2 maçãs ácidas em cubos
1 abacaxi em cubos
2 xíc. de uvas verdes fatiadas e descaroçadas (ou o equivalente em carambolas cortadas em rodelas)
1 limão tahiti ou siciliano em fatias finas
1 xíc. de suco de laranja
1 xíc. de suco de limão galeco
2 doses de cognac D.O.C. ou caçhaça orgânica (ou limoncello caseiro, mas nesse caso retire a xícara de suco de limão galego)
1/2 xíc. de melado ou rapadura
Piña Colada de "Malibu" de kefir (receita minha)
3 litros de kefir de leite de coco caseiro com fermentação de 15 dias (para ficar mais alcóolico, use o dobro de rapadura e deixe por até 30 dias)
2 abacaxis grandes em cubos (esprema as cascas para retirar o suco)
1 xíc. de melado ou rapadura
1 xíc. de cachaça orgânica ou rum D.O.C.
Ponche Colorido, adaptado de receita do Panelinha
1 1/2 xíc. de frutas vermelhas
2 xíc. de carambolas cortadas em rodelas
3 maçãs picadas
2 tangerinas em gomos cortados ao meio
4 xíc. de suco de laranja
2 garrafas de vinho branco biodinâmico (ou kefir de uva verde em fermentação de 15 dias)
2 doses de rum ou cachaça orgânica
2 xíc. de limoncello caseiro
2 xíc. de melado ou rapadura
750 ml de água com gás ou kefir
Ponche de abacaxi em champagne (receita minha)
2 abacaxis grandes em cubos (esprema as cascas para retirar o suco)
2 garrafas de vinho branco ou champagne biodinâmico (ou kefir de uva verde em fermentação de 15 dias)
1 xícara de melado ou rapadura
500ml de água com gás ou kefir
Ponche de vinho branco com especiarias e óleo de coco, adaptado de receita do Chef Felipe Lázaro
2 litro de vinho branco ou kefir de suco de uva verde em fermentação de 15 dias
4 xíc. suco de maçã
1 xíc. suco de laranja
raspas da casca de 1 laranja orgânica (esqueça as raspas se usar frutos de cultivo convencional)
1\4 xíc. melado
2 col. sopa de óleo coco
1 pau canela
1\4 col sob noz moscada
Leve a ferver por 5 minutos o suco de maçã, laranja, melado, óleo, canela, raspas e nos moscada.
Junte o vinho antes de servir
Decore com fatias de limão, uvas verdes fatiadas, paus de canela e rodelas de carambola
Festivas, mas sem álcool (dependendo da "calibragem" do cozinheiro):
Ginger Ale, adaptado de receita da FoodNetwork
1 xíc. de gengibre ralado
1/2 xíc. de sumo de limão galego ou siciliano
1/2 xíc. de rapadura ralada
1/2 xíc. de kefir intensivo com 2 col. sopa das sementes
2 litros de água a temperatura ambiente
1 pitada de sal
folhas de hortelã fresca
Misture tudo e deixe em pote de vidro alto e com tampa por 3 dias.
Depois dos 3 dias, armazene na geladeira
Coe na hora de servir e decore com folhas de hortelã
Chá gelado de romã com especiarias, adaptado de receita do livro de receitas contra o câncer do Mundo Verde
2 litros de água (pode ser feito com 1,5 lts de água e 500ml de água de rosas)
1/2 xícara de melado
2 pedaços de canela em pau
3 cravos da Índia
20 romãs maduras
Ferva a água com o melado e as especirias. Apague o fogo e deixe em infusão.
Esprema as romãs num pilão e junte ao caldo ainda quente.
Deixe esfriar, coe e sirva numa jarra de vidro enfeitada com rodelas de romãs e paus de canela
Refresco de uva com gengibre, adaptado de receita do livro de receitas contra o câncer do Mundo Verde
1 litro de água ou kefir de água
1 xíc. de melado
1 xíc de gengibre fatiado
500ml de suco de uva orgânico
Ferva o melado com o gengibre, deixe dissolver.
Espere esfriar um pouco, junte o suco de uva.
Espere esfriar, junte o kefir e sirva gelado
Aperitivo indiano de gengibre
Gengibre fresco ralado
Água gelada
Sumo de limão
Melado de cana
Misture tudo, coe e sirva em jarras enfeitadas com rodelas de limão e fatias de gengibre. Pode ser feito com caldo de cana no lugar da água com melado, mas compre seu caldo num local bem limpo, para evitar o "suco de barata" usual.
Outras opções:
Gazpacho Andaluz
Águas aromatizadas
Lassis e limonada láctea
Refresco de capim limão fresco
Limonada de limão galego em chá de capim limão
Refresco de melancia com gengibre, batido em água de coco
Capirinha de limão galego com cachaça orgânica e melado de cana
Para as crianças: Refrescos de gelatina caseira e Smoothies
Para adultos sem muita vergonha na cara: faça as duas receitas infantis acima trocando parte da água por cachaça orgânica ou vodka D.O.C. - O primeiro vira aquela caipirinha em gelatina que está na moda pela culinária molecular, mas que os adolescentes americanos já servem em copinho há anos, e o smoothie, outrora tão inocente, vira uma frozen.
Mais informação:
Rapadura
Capim Limão
Limão Galego
Kefir e Iogurte
Vinhos biodinâmicos
Leite de coco caseiro
Leite de castanhas caseiro
Natal Sustentável: bebidas
Mel de abelhas x melado de cana
Canela da China x Canela nacional batizada
Comida de boteco e as dicas para beber cachaça sem insalubridade
Imagem da Semana: a libertação dos beagles nascidos e criados em cativeiro
A empresa de testes faliu e os animais perderam a "utilidade".
Nascidos e criados em gaiolas sem qualquer contato físico, nunca haviam visto a luz do sol.
Um lixo, indicador da miséria humana da nossa sociedade, que se estende por todas as espécies, mas principalmente às que não podem se defender.
Falência de laboratório espanhol liberta 72 beagles usados como cobaias
Um grupo de 72 cães da raça beagle foram resgatados após a falência de um laboratório em Barcelona, na Espanha. A maioria dos animais, utilizados em testes de medicamentos e cosméticos, nunca havia saído da jaula.
Os cachorros foram libertados depois que a fundadora do Projeto Liberdade para os Beagles, Shannon Keith, viu as mensagens colocadas no Facebook por um funcionário do laboratório e por um ativista espanhol que havia sido contatado por ele.
"Eles diziam que o laboratório iria fechar e que mataria os cães se ninguém se comprometesse a cuidar deles. Eu entrei em contato e disse: 'Nós nos comprometemos", contou Keith à BBC Brasil.
O projeto é parte da ONG americana Educação da Mídia para o Resgate de Animais (ARME, na sigla em inglês).
Testes
O resgate aconteceu há cerca de uma semana em Barcelona, mas somente nesta quarta-feira 40 dos cachorros chegaram a Los Angeles, onde fica a sede do projeto.
Outros sete beagles foram adotados na Espanha e o destino dos outros 25 cães é desconhecido.
Dos 72 cães, 25 têm destino desconhecido, 7 foram adotados na Espanha e 40 foram para os EUA
"O laboratório parou de se comunicar conosco desde que os beagles foram libertados, e não sabemos o que eles fizeram com uma parte (dos cachorros). Só recebemos 40", disse Keith.
Os animais, que têm entre 4 e 7 anos, viviam em jaulas individuais, agrupadas em quartos com 10 jaulas. Eles não tinham nenhum contato físico entre si.
De acordo com Shannon Keith, é possível que eles estivessem participando de testes para o desenvolvimento de remédios ou cosméticos para humanos.
"Alguns deles têm tumores no estômago e a maioria tinha os destes muito estragados. Tivemos que fazer um tratamento dentário em cada um deles."
Mais informação:
A Libertação Animal
Zoológicos x Reservas
Circo Legal não tem animal
Imagem do dia: Gaiolas vazias
Cosméticos não testados em animais
Como funciona a indústria de cosméticos
Odeio Rodeio: fonte de muito sofrimento e prejuízo aos cofres públicos
Imagem do dia: no dos outros, é refresco (como é feita uma fantasia de passista)
sábado, 3 de dezembro de 2011
Boa ação de Natal: Doar a bike antiga - Bicicleta Velha = Sorriso Novo
Tem uma bicicleta que já não utiliza ou que já é pequena para o seu filho?
Entregue-a pra gente e nos ajude a fazer outra criança feliz!
Em dezembro a ACIG fará uma grande campanha de doação de bicicletas para ajudar crianças carentes da Ilha do Governador.
Quer ajudar?
Separe a bicicleta que você não quer mais, NÃO IMPORTA O TAMANHO, ela será reformada e doada a uma criança no nosso passeio de final de ano.
Vamos retirar no local!!!
Empresários, comerciantes, dirigentes de clubes e associações e todas as pessoas que quiserem participar doando suas bicicletas usadas, peças para a reforma, equipamentos de segurança (capacetes, luvas, luzes, etc), até mesmo bikes novas, podem entrar em contato conosco:
Jair Martins 8334-4308 / 6809-8429 martins_jair@yahoo.com.br
Luan Gomes 2467-1112 / 9847-5988 luanvasflu@hotmail.com
Essas bicicletas serão devidamente reparadas e recuperadas em um grande mutirão dos membros da ACIG, dentro da oficina da CICLE ZIDAN, que também vai doar bicicletas e peças.
A ACIG é uma associação sem fins lucrativos, visamos apenas difundir a bicicleta como meio de transporte e lazer, que faz bem a quem usa e a quem não usa também!
Outras iniciativas:
Trenó 4x4
Papai Noel dos Correios
Cartões de Natal pintados com a boca e os pés
Petróleo, pesca ilegal e os piratas somalianos
Quando eu trabalhava embarcada, recebi treinamento contra pirataria.
Não, não é pirataria digital. É pirata mesmo, dos que invadem e sequestram embarcações.
E eles não usam mais capa, espada, tapa olho, gancho ou perna de pau. Os tempos mudaram e uma AK 47 tem sido de mais utilidade.
Aqui no Brasil, a gente não tem esse problema. Mas na Somália, o esquema é outro.
Os piratas somalianos são notícia nos principais jornais europeus e vêm sendo comparados até aos terroristas do ETA e IRA.
Assista ao vídeo de 23 minutos abaixo para entender porque um país dizimado pela guerra civil precisa de uma milícia para defender suas commodities de países estrangeiros.
Como eu disse na postagem "Para entender o vazamento da Chevron": numa empresa de petróleo, só quem lucra são os acionistas, à população local restam os crimes ambientais e a gasolina mais cara do mundo.
Dica do Viver Sustentável
Mais informação:
Pesca artesanal x Pesca Industrial
Quem trouxe a fome, foi a geladeira
"Eu queria trabalhar com sustentabilidade"
O mar não está para peixe: slow fish ou o fim da linha
Ocupe o mundo, tudo é uma Zona Autônoma Temporária
Não, não é pirataria digital. É pirata mesmo, dos que invadem e sequestram embarcações.
E eles não usam mais capa, espada, tapa olho, gancho ou perna de pau. Os tempos mudaram e uma AK 47 tem sido de mais utilidade.
Aqui no Brasil, a gente não tem esse problema. Mas na Somália, o esquema é outro.
Os piratas somalianos são notícia nos principais jornais europeus e vêm sendo comparados até aos terroristas do ETA e IRA.
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Boa ação de Natal: Papai Noel dos Correios
O Papai Noel dos Correios é uma das principais campanhas natalinas de inclusão social do País. Realizada há 22 anos, representa o resultado da solidariedade brasileira.
Desde 2010, a Campanha Papai Noel dos Correios foi vinculada a um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), denominado “Educação básica de qualidade para todos”. Dessa forma, na maioria dos Estados, além das cartinhas oriundas de crianças da sociedade, são recebidas cartinhas de crianças de escolas, abrigos, creches e núcleos sócio-educativos. Desenvolver a habilidade da redação de carta, de como endereçar, do uso do CEP e do selo postal são ações trabalhadas com as crianças. Mas se informe, pois, em alguns Estados, serão atendidas apenas as cartas remetidas pelas escolas e instituições citadas.
O principal objetivo do Papai Noel dos Correios é responder às crianças que escrevem ao Papai Noel e atender, sempre que possível, aos pedidos de presentes de Natal das que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Em 2010, mais um importante objetivo foi estabelecido: trabalhar com as crianças o poder da comunicação por meio da redação de cartas ao Papai Noel. A meta é contribuir para o desenvolvimento da habilidade da escrita, da redação de carta e do endereçamento correto.
Os Correios também procuram propagar os dons natalinos aos brasileiros e às milhares de crianças que escrevem ao Papai Noel. Por isso, convidamos você para participar da rede de solidariedade do tamanho do Brasil.
Para colaborar, acesse o Cronograma e Pontos de Apadrinhamento em todo país
Mais informação:
Natal Sustententável
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Boa ação de Natal: Trenó 4x4 - o Papai Noel jipeiro
Email recebido de um amigo jipeiro, pai de uma linda menina, ex-colega de faculdade, advogado talentoso e amigo de toda confiança:
Como todos os anos, estamos mais uma vez em volta do TRENÓ 4X4, uma ação social cujo objetivo é distribuir brinquedos e cestas básicas para comunidades MUITO carentes, levando alegria, pelo menos na época do Natal, às famílias que pouco, ou nada tem.
Em 2011 completamos 10 anos de Trenó, e por conta disso, voltaremos à cidade onde tudo começou, GUAPIMIRIM, quando nao mais que uma dúzia de amigos se cotizaram e compraram brinquedos para distribuição aleatória, nascendo assim o TRENÓ 4X4.
Após uma década, passamos de poucas dezenas de crianças ao milhar, nos organizamos e crescemos, e ano passado compramos mais de mil brinquedos, mais de 500 cestas básicas, recebendo ajuda de muitos voluntários, jipeiros ou nao, no transporte, empacotamento e distribuição das doações.
A concentração para a saída do comboio do Rio será dia 10 de dezembro (sábado), no estacionamento da Marina da Glória, pontualmente às 7hs30min. sentido Guapimirim.
É uma boa ideia levar no carro bebidas e comida, pois o almoço de confraternização ocorrerá só no fim da tarde.
Provavelmente haverá várias atividades ao longo do dia, com eventos nos locais visitados, e por isto precisamos partir no horário marcado, para não fazer as crianças nos esperarem por um longo tempo!
NAO É NECESSÁRIO SER JIPEIRO, NEM TER UM 4X4. O caminho é praticamente todo asfaltado, o máximo que se pegará é uma estradinha de chão até as comunidades, o que vale é a participação de todos.
COMO AJUDAR
São duas formas: doações pessoais, qualquer quantia, ou como EMPRESA AMIGA. As empresas amigas recebem o direito de estampar, na blusa do evento, o logo de sua empresa ou grupo de amigos / entidade, recebendo ainda 2 blusas do tamanho a escolher. A quota mínima para ser empresa amiga é de R$ 600,00 (seiscentos reais).
Aos colaboradores individuais que queiram participar e ter sua blusa, basta me mandar um email dizendo o tamanho desejado (P infantil, M infantil, G infantil, P adulto, M adulto, G adulto, GG e XGG), ao valor de R$ 15,00 cada.
Para qualquer caso, a conta para depósito é de um dos organizadores, RENATO ORLANDO COSTA (CPF 846.820.867-15), no Banco Itaú (341), Ag. 8933 (Rio Nova Downtown), c/c 03901-1.
Doações de roupas, fraldas, calçados e afins, pedimos aos participantes que LEVEM no dia do evento para distribuição individual, ou para serem coletados pelos líderes comunitários, já que fazemos visitas prévias em cada local que será atendido, distribuindo senhas e avisando sobre o evento, tendo a ajuda importante destas pessoas, que se encarregam do recebimento do que for avulso para posterior entrega.
Quem quiser saber mais um pouco, acessem o site http://www.treno4x4.com.br/. Lá verão fotos de eventos anteriores, história, reportagens que saíram na mídia e tudo mais.
Por fim, trata-se de uma ação social entre amigos. Não somos ONG, não temos CNPJ, não temos vínculos com Prefeituras ou Partidos Políticos. Temos somente a vontade de ajudar. Trabalhamos com a confiança de quem nos conhece, então todas as doações são angariadas entre quem nos conhece.
Mais informação:
Natal Sustentável
Caviar doméstico e Ceviche Panamenho
Para as festas, em qualquer época do ano.
Eu adoro e compartilho:
Caviar de sagu de tapioca, adaptado de receita de Claude Troisgros para o "faux caviar" (caviar falso)
500gr de sagu
1/2 litro de shoyu
1 folha grande de algas marinhas (nori ou kombu)
sal, tabasco, azeite e melado de cana
Cozinhe o sagu em fogo baixo com a alga até ficar transparente, em 2 litros de água já fervendo.
Prove para ver se está cozido. Geralmente leva 20 min.
Peneire e lave bem o sagu em água corrente para retirar toda a fécula.
Coloque num pirex de vidro, cubra com 1/2 litro de shoyu e deixe na geladeira durante 24 horas no pirex tampado para não ressecar. O shoyu vai se incorporar ao sagu, tornando-o parecido com caviar.
Prove o sal e o tabasco. Regue com azeite para dar brilho e melado de cana, se necessário.
Pode ser servido com rodelas de limão, acompanhando torradas integrais, sobre carpaccio, salmão tártaro, sopas frias e quentes, como a sopa fria de pepino com iogurte de Bárbara Kingsolver ou o creme de cará da foto acima.
Quem consome peixe, pode fazer esse "caviar", cozinhando o sagu em caldo de peixe caseiro, feito a partir da cabeça do peixe.
Custo: R$10,00 (serve 20 pessoas)
Caviar caseiro de ovas de tainha
Ovas de tainha ou anchova lavadas com água e limão
Sal grosso
Forre uma tábua de madeira com sal grosso
Coloque as ovas sobre essa camada de sal
Cubra com mais sal grosso sem deixar nem um pedaço de fora
Coloque a tábua em plano inclinado para a água escorrer
Deixe por pelo menos 12 hrs no caso de ovas pequenas. Para ovas maiores, deixe 24hrs.
Lave numa peneira e reaproveite o sal em futuras receitas.
Abra as ovas com uma faca e sirva com torradas integrais caseiras de pão integral tostado com azeite e alecrim ou mesmo ornamentando a gelatina (mousse) de peixe feita a partir da cabeça do peixe, como linkado acima.
Custo: R$3,00 cada ova (serve 4 pessoas)
O passo a passo abaixo:
Ceviche Panamenho
Eu morei no Panamá, onde se come muito bem, foram meses de deleite que rendem boas receitas até hoje, como a canja com batata doce e o guacamole. Hoje, trago o ceviche, que lá é servido em qualquer lugar, mesmo os mais modestos e é a entrada mais tradicional do país. Me ensinou um amigo mulherengo que, indo às festas, não comesse o ceviche servido na entrada, nem tentasse nada com ninguém que tivesse comido, pois o hálito não fica dos melhores sem uma boa escovação.
O ceviche é uma forma de aproveitar restos de pescado que não são grandes e bonitos o bastante para virar um prato.
Receita básica:
2kgs de pescado (badejo, pargo, salmão, tilápia, lascas de bacalhau dessalgado, lula, polvo, camarão ou mexilhão)
1 col de sopa de sal marinho fino
1 cebola grande ralada
1 dente de alho espremido
1 1/2 xícara de suco de limão (tahiti, galego ou siciliano)
pimenta e cheiro verde (ou coentro) fresco picado
Fazendo de peixe, corte os filés em cubos pequenos.
Tempere com sal e armazene na geldeira tampado por 1 hr.
Junte todos os demais ingredientes e deixar tampado na geladeira por pelo menos 12hrs (o ideal é fazer de véspera).
Se fizer de frutos do mar (lula, polvo, camarão ou mexilhão), deixe marinar por 24hrs. Muita gente aproveita aquele camarão menorzinho, mais barato, para fazer ceviche.
Sirva em taças, acompanhando aipim frito, batata baroa ou inhame fritos em chips, além de todas as saladas, especialmente as de grãos, como trigo em grãos, trigo partido, feijão fradinho e grão de bico.
Regue com azeite aromatizado antes de servir, junte azeitonas, tomates, palmito de pupunha, picles caseiros, pimenta biquinho em conserva, manga verde em cubos e um pouco de ervas finas.
Na falta de qualquer acompanhamento, junte fatias de abacate no prato e sirva com um bom pão de milho bem quentinho, combina muito. No Peru, o ceviche vem acompanhado também de espigas de milho cozidas, já que são alimentos da tradição deles. A idéia é que o ceviche seja um acompanhamento, nunca a base da refeição.
Um canapé muito prático, saudável e bonito pode ser feito usando folhas de endívia ou radichio como base, uma pasta colorida, cremosa e não oleosa por cima (a maionese de cenoura por exemplo, ou um pedaço de abacate quase maduro) e uma colher de ceviche com ou sem caviar por cima de tudo. Uma delícia sofisticada que se coloca inteira na boca, dispensando talher.
Para fazer um ceviche vegetariano, troque os peixes e frutos do mar por cogumelos frescos ou previamente hidratados, uma combinação de shiitake, fungui porcinni e cogumelo Paris é o ideal.
A foto do caviar de sagu foi retirada do caderno Luxo do IG e a foto do ceviche foi retirada do site da revista Muito
Mais informação:
Picles caseiro
Indústria pesqueira x pesca artesanal
Azeites orgânicos aromatizados em casa
Salada de grão de bico com pimenta biquinho
Salada de trigo em grão com palmito de açaí
O mar não está para peixe: slow fish ou o fim da linha
Eu adoro e compartilho:
Caviar de sagu de tapioca, adaptado de receita de Claude Troisgros para o "faux caviar" (caviar falso)
500gr de sagu
1/2 litro de shoyu
1 folha grande de algas marinhas (nori ou kombu)
sal, tabasco, azeite e melado de cana
Cozinhe o sagu em fogo baixo com a alga até ficar transparente, em 2 litros de água já fervendo.
Prove para ver se está cozido. Geralmente leva 20 min.
Peneire e lave bem o sagu em água corrente para retirar toda a fécula.
Coloque num pirex de vidro, cubra com 1/2 litro de shoyu e deixe na geladeira durante 24 horas no pirex tampado para não ressecar. O shoyu vai se incorporar ao sagu, tornando-o parecido com caviar.
Prove o sal e o tabasco. Regue com azeite para dar brilho e melado de cana, se necessário.
Pode ser servido com rodelas de limão, acompanhando torradas integrais, sobre carpaccio, salmão tártaro, sopas frias e quentes, como a sopa fria de pepino com iogurte de Bárbara Kingsolver ou o creme de cará da foto acima.
Quem consome peixe, pode fazer esse "caviar", cozinhando o sagu em caldo de peixe caseiro, feito a partir da cabeça do peixe.
Custo: R$10,00 (serve 20 pessoas)
Caviar caseiro de ovas de tainha
Ovas de tainha ou anchova lavadas com água e limão
Sal grosso
Forre uma tábua de madeira com sal grosso
Coloque as ovas sobre essa camada de sal
Cubra com mais sal grosso sem deixar nem um pedaço de fora
Coloque a tábua em plano inclinado para a água escorrer
Deixe por pelo menos 12 hrs no caso de ovas pequenas. Para ovas maiores, deixe 24hrs.
Lave numa peneira e reaproveite o sal em futuras receitas.
Abra as ovas com uma faca e sirva com torradas integrais caseiras de pão integral tostado com azeite e alecrim ou mesmo ornamentando a gelatina (mousse) de peixe feita a partir da cabeça do peixe, como linkado acima.
Custo: R$3,00 cada ova (serve 4 pessoas)
O passo a passo abaixo:
Ceviche Panamenho
Eu morei no Panamá, onde se come muito bem, foram meses de deleite que rendem boas receitas até hoje, como a canja com batata doce e o guacamole. Hoje, trago o ceviche, que lá é servido em qualquer lugar, mesmo os mais modestos e é a entrada mais tradicional do país. Me ensinou um amigo mulherengo que, indo às festas, não comesse o ceviche servido na entrada, nem tentasse nada com ninguém que tivesse comido, pois o hálito não fica dos melhores sem uma boa escovação.
O ceviche é uma forma de aproveitar restos de pescado que não são grandes e bonitos o bastante para virar um prato.
Receita básica:
2kgs de pescado (badejo, pargo, salmão, tilápia, lascas de bacalhau dessalgado, lula, polvo, camarão ou mexilhão)
1 col de sopa de sal marinho fino
1 cebola grande ralada
1 dente de alho espremido
1 1/2 xícara de suco de limão (tahiti, galego ou siciliano)
pimenta e cheiro verde (ou coentro) fresco picado
Fazendo de peixe, corte os filés em cubos pequenos.
Tempere com sal e armazene na geldeira tampado por 1 hr.
Junte todos os demais ingredientes e deixar tampado na geladeira por pelo menos 12hrs (o ideal é fazer de véspera).
Se fizer de frutos do mar (lula, polvo, camarão ou mexilhão), deixe marinar por 24hrs. Muita gente aproveita aquele camarão menorzinho, mais barato, para fazer ceviche.
Sirva em taças, acompanhando aipim frito, batata baroa ou inhame fritos em chips, além de todas as saladas, especialmente as de grãos, como trigo em grãos, trigo partido, feijão fradinho e grão de bico.
Regue com azeite aromatizado antes de servir, junte azeitonas, tomates, palmito de pupunha, picles caseiros, pimenta biquinho em conserva, manga verde em cubos e um pouco de ervas finas.
Na falta de qualquer acompanhamento, junte fatias de abacate no prato e sirva com um bom pão de milho bem quentinho, combina muito. No Peru, o ceviche vem acompanhado também de espigas de milho cozidas, já que são alimentos da tradição deles. A idéia é que o ceviche seja um acompanhamento, nunca a base da refeição.
Um canapé muito prático, saudável e bonito pode ser feito usando folhas de endívia ou radichio como base, uma pasta colorida, cremosa e não oleosa por cima (a maionese de cenoura por exemplo, ou um pedaço de abacate quase maduro) e uma colher de ceviche com ou sem caviar por cima de tudo. Uma delícia sofisticada que se coloca inteira na boca, dispensando talher.
Para fazer um ceviche vegetariano, troque os peixes e frutos do mar por cogumelos frescos ou previamente hidratados, uma combinação de shiitake, fungui porcinni e cogumelo Paris é o ideal.
A foto do caviar de sagu foi retirada do caderno Luxo do IG e a foto do ceviche foi retirada do site da revista Muito
Mais informação:
Picles caseiro
Indústria pesqueira x pesca artesanal
Azeites orgânicos aromatizados em casa
Salada de grão de bico com pimenta biquinho
Salada de trigo em grão com palmito de açaí
O mar não está para peixe: slow fish ou o fim da linha
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Imagem do dia: grãos orgânicos e a granel
As fotos foram tiradas na loja Grão Integral, em Laranjeiras (Rio de Janeiro, RJ).
Mais informação:
Compras a granel
Agricultura Biodinâmica
Orgânicos podem ser mais baratos
Como comprar e reconhecer produtos orgânicos
Receitas com os grãos:
Baião de Dois
Chili de feijão manteiga
Falafel, kibe e abará de acarajé
Favas olho de cabra à alentejana
Bolinho de arroz integral com gergelim negro
Risoto de arroz integral biodinâmico com açafrão
Salada de grão de bico com picles caseiro, manjericão e pimenta biquinho
Salada de trigo em grão com palmito de açaí, pimenta biquinho e ramas de cenoura
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