Explico melhor, a vila de pescadores tem uma praia que é cortada por um rio, o Rio Una, que deságua num mangue.
E essa visitação é controlada, a praia fica quase deserta, para chegar lá só indo a barco pelo manguezal, dá para alugar caiaque, atravessar o riozinho a nado, etc.
Até aí, a descrição já parece ótima, mas continua melhor, até pela opção de almoço numa birosca local.
Seguem as fotos.
A Vila de Pescadores na Barra do Rio Una, onde está o Porto Tocaia:
Para chegar no trabalho, não íamos pela Vila de Pescadores, seguíamos de carro pela estrada até a entrada do manguezal, atravessávamos o mangue de barquinho, esperávamos um tempo na base da Estação Ecológica e só então pegávamos outro barco, de motor de proa, até a foz do Rio Una, para entrevistar os turistas na praia (que se chega também pela vila das fotos acima)
O carro só vai até o marco "Protegido por lei":
Daí em diante, se chega do outro lado de barco a remo.
Onde vive um Vigilante em plantão, repare que o alojamento tem energia solar:
A cozinha do alojamento:
A despensa, comida e colete salva-vidas têm a mesma importância:
E esses vigilantes têm criatividade para decorar a casa, mono-bóia e raminho seco viram enfeite:
Aí é só descer o manguezal no barquinho de motor de popa e chegar na foz do Rio Una, no encontro do rio com o mar.
E o encontro do mangue com o mar, já na praia:
O escritório é na praia, acampamento montado na restinga - minha mochila da "Tem quem queira" aguentou o tranco bravamente, aprovadíssima:
Um guarda-vida local:
A restinga, provavelmente um dos ecossistemas brasileiros mais devastados, onde existia restinga, nós loteamos ou asfaltamos, já que 80% dos brasileiros vivem em cidades e quase todas as grandes cidades brasileiras são justamente litorâneas:
A melhor opção local para almoçar, o Bar do Cabelo, com sua jaqueira fornecendo sombra e seus pastéis incríveis e imensos:
O vilarejo simples, de terra batida.
A jaqueira imensa dando sombra e jaca:
Os pastéis, repare que no alto do cartaz, tem um cupinzeiro:
De marisco fresquinho, pescado por eles:
De peixe refogado, com coentro e cebola, pediu uma pimentinha para ficar ainda melhor:
Depois do almoço, aproveitar que o movimento cai e atravessar o Una até a falésia que se forma ou passear de caiaque.
O acampamento visto do meio do rio, quase na falésia:
O caiaque alugado já na falésia:
Tem gente que não vai à praia, fica direto na falésia até a maré subir:
O tamanho da falésia ao meio-dia, sol a pino e maré baixa:
A maré subindo ao por do sol:
As flores que nascem nessa terra seca, arenosa e que fica encoberta pela água salgada do mar durante pelo menos metade do tempo, quando a maré sobe à noite:
A flor abaixo é encontrada em muros muito facilmente e tem um nome inacreditável, "flor de seu c*"., segundo uma voluntária baiana. Imagino na minha inocência que seja pelo tom roxo e pelas preguinhas que levariam a um buraco...
No mais, menção honrosa ao povo baiano, não obstante de associar a pobre da flor a tal parte da anatomia humana, ainda houve preparo para deixar bem claro "seu c* - o meu é que não haveria de ser"!
A flor de seu c* nos muros da vida, brotando inocentemente, a despeito de sua suposta semelhança conosco:
A fauna local do manguezal e sua moradia na falésia não encoberta pela água do mar:
Rio acima, a restinga vira mangue e de caiaque (adoro), você pode praticamente entrar no mangue:
Mais informação:
Pimentas
Tem quem queira
Na Juréia: as biroscas
Na Juréia: o mercado de peixe da colônia de pescadores
Na Juréia: a marcação do manguezal no GPS foi o melhor










































3 comentários:
Ahahahhahahaaaa,
flor de seu c* o c@c3t3, ahhahaa, muito boa essa.
A de cima,mais roxinha, também pode ser chamada ipóméia e a de baixo, de alamanda, que tem de várias cores (rosa, amarela, vermelha, roxa).
BeijOM,
Eu comi esse pastel...rs
Da última vez que fui para ai, nem imaginava que um dia teria uma digital. Toda a recordação ficou na memória apenas...agora tenho material para recorrer...
Aqui no RJ, a gente chama essas flores amarelas de amarilis ou açucena, mas confesso que ainda não havia visto em roxo, vermelho, branco, etc. Nem sabia que existia, ipomeia e alamanda tb são nomes lindos :-)
Ah, os pastéis do bar do cabelo deixam saudade mesmo.
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