domingo, 4 de março de 2012

Na Jureia: a Barra do Una

Só não foi a melhor estação de trabalho, porque existe o núcleo Arpoador. Mas é quase a perfeição.
Explico melhor, a vila de pescadores tem uma praia que é cortada por um rio, o Rio Una, que deságua num mangue.
E essa visitação é controlada, a praia fica quase deserta, para chegar lá só indo a barco pelo manguezal, dá para alugar caiaque, atravessar o riozinho a nado, etc.
Até aí, a descrição já parece ótima, mas continua melhor, até pela opção de almoço numa birosca local.

Seguem as fotos.

A Vila de Pescadores na Barra do Rio Una, onde está o Porto Tocaia:






Para chegar no trabalho, não íamos pela Vila de Pescadores, seguíamos de carro pela estrada até a entrada do manguezal, atravessávamos o mangue de barquinho, esperávamos um tempo na base da Estação Ecológica e só então pegávamos outro barco, de motor de proa, até a foz do Rio Una, para entrevistar os turistas na praia (que se chega também pela vila das fotos acima)

O carro só vai até o marco "Protegido por lei":


Daí em diante, se chega do outro lado de barco a remo.




Onde vive um Vigilante em plantão, repare que o alojamento tem energia solar:


A cozinha do alojamento:





A despensa, comida e colete salva-vidas têm a mesma importância:




E esses vigilantes têm criatividade para decorar a casa, mono-boia e raminho seco viram enfeite:




















Aí é só descer o manguezal no barquinho de motor de popa e chegar na foz do Rio Una, no encontro do rio com o mar.


E o encontro do mangue com o mar, já na praia:





O escritório é na praia, acampamento montado na restinga - minha mochila da "Tem quem queira" aguentou o tranco bravamente, aprovadíssima:





Essa que vos fala, apelando a tudo para se proteger do sol:




Um guarda-vida local:



A restinga, provavelmente um dos ecossistemas brasileiros mais devastados, onde existia restinga, nós loteamos ou asfaltamos, já que 80% dos brasileiros vivem em cidades e quase todas as grandes cidades brasileiras são justamente litorâneas:



A melhor opção local para almoçar, o Bar do Cabelo, com sua jaqueira fornecendo sombra e seus pastéis incríveis e imensos:



Vilarejo simples, de terra batida.



A jaqueira imensa dando sombra e jaca:





Os pastéis, repare que no alto do cartaz, tem um cupinzeiro:




















De marisco fresquinho, pescado por eles:



De peixe refogado, com coentro e cebola, pediu uma pimentinha para ficar ainda melhor:




Depois do almoço, aproveitar que o movimento cai e atravessar o Una até a falésia que se forma ou passear de caiaque.

O acampamento visto do meio do rio, quase na falésia:



O caiaque alugado já na falésia:



Tem gente que não vai à praia, fica direto na falésia até a maré subir:



O tamanho da falésia ao meio-dia, sol a pino e maré baixa:



A maré subindo ao por do sol:



As flores que nascem nessa terra seca, arenosa e que fica encoberta pela água salgada do mar durante pelo menos metade do tempo, quando a maré sobe à noite:



A flor abaixo é encontrada em muros muito facilmente e tem um nome inacreditável, "flor de seu c*"., segundo uma voluntária baiana. Imagino na minha inocência que seja pelo tom roxo e pelas preguinhas que levariam a um buraco...
No mais, menção honrosa ao povo baiano, não obstante de associar a pobre da flor a tal parte da anatomia humana, ainda houve preparo para deixar bem claro "seu c* - o meu é que não haveria de ser"!



A flor de seu c* nos muros da vida, brotando inocentemente, a despeito de sua suposta semelhança conosco:



A fauna local do manguezal e sua moradia na falésia não encoberta pela água do mar:




Rio acima, a restinga vira mangue e de caiaque (adoro), você pode praticamente entrar no mangue:





Mais informação:
Pimentas
Tem quem queira
Na Jureia: as biroscas
Na Jureia: o mercado de peixe da colônia de pescadores
Na Jureia: a marcação do manguezal no GPS foi o melhor

4 comentários:

MaFê Senger disse...

Ahahahhahahaaaa,
flor de seu c* o c@c3t3, ahhahaa, muito boa essa.

A de cima,mais roxinha, também pode ser chamada ipóméia e a de baixo, de alamanda, que tem de várias cores (rosa, amarela, vermelha, roxa).

BeijOM,

Mariana MT disse...

Eu comi esse pastel...rs
Da última vez que fui para ai, nem imaginava que um dia teria uma digital. Toda a recordação ficou na memória apenas...agora tenho material para recorrer...

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Aqui no RJ, a gente chama essas flores amarelas de amarilis ou açucena, mas confesso que ainda não havia visto em roxo, vermelho, branco, etc. Nem sabia que existia, ipomeia e alamanda tb são nomes lindos :-)


Ah, os pastéis do bar do cabelo deixam saudade mesmo.

Casa Barra do Una disse...

Hahaha! Flor de seu c* é muito engraçado. Belas fotos! Adoro este lugar, pretendo voltar em breve. Obrigado por me ajudar a matar a saudade!
Abraço!
Márcio Machado