domingo, 8 de abril de 2012

Encerrando a Jureia: o núcleo Arpoador

Já era para ter escrito esse post há mais de 1 mês.
Mas faltou tempo e desde então, só pude fazer postagens mais rápidas. Postagem sobre a Jureia dá muito trabalho, é foto que não acaba mais, tem que abrir uma a uma, além do tempo para baixar tudo.
Tudo bem, encerro a viagem à Jureia agora, quando aproveito para encerrar outras coisas na minha vida, vou falar disso também em breve.

Seguem as fotos da última estação de trabalho, onde tive o prazer e privilégio de morar sozinha por 10 dias.
O núcleo Arpoador é a única estação de trabalho que demanda mudança no sentido domiciliar por ser numa praia deserta, afastada e fechada à população em geral.
Foi no Arpoador que eu atravessei o rio Guaraú à nado, ainda espero outra voluntária me enviar a foto desse feito, que viria a se repetir diariamente. Mas já dá para ver o rio na postagem sobre os Guarda-Parques da Jureia, é esse rio que Seu Basílio me ajuda a atravessar de barco a remo.
Também foi no Arpoador que pude fazer a marcação do mangue no GPS, conforme descrito na postagem "Na Jureia: a marcação no GPS do manguezal do rio Guaraú foi o melhor".



Para chegar lá:
Não é coisa das mais fáceis, mas vale o esforço. Primeiro é preciso atravessar uma praia à pé, com a bagagem nas costas pela areia. Então, te atravessam pelo rio Guaraú num barquinho a remo e você sobe por uma pedra bem ingrata até chegar em outra praia. Vai atravessar essa praia a pé também até dar de cara com a placa abaixo.
Seus problemas acabaram.




O alojamento do Arpoador é no mesmo esquema do Itinguçu já mostrado na postagem "Na Jureia: o alojamento", mas com algumas diferenças, como energia solar e a vista mais incrível que alguém pode querer.










Para chegar na casa principal:


A cozinha e o rancho, adorei o armário - igualzinho de embarcação antiga:
























Os cães da casa, o "louro" estava cheio de vermes, tinha o remédio e tratei. Espero que estejam ministrando as outras doses preventivas.



Nadam bem, atravessam o rio mais rápido do que eu. Vão dar uma volta na cidadezinha, mas voltam para casa sempre.


No primeiro dia às 6 da manhã, a colheita do marisco à moda caiçara, com água pela cintura:






A sacola cheia do marisco que dá pela pedra, machuca o joelho e sola do pé da gente, mas custa um dinheirão nos restaurantes.
Limpo e refogado com alho e cebola no molho de tomate, é o melhor acompanhamento para uma massa al dente.



Então, eu acordava cedo e passava a manhã catando o lixo trazido pelo mar. Em alguns dias, apenas 1 sacola, em outros mais de 10. Levei um rolo imenso de sacolas plásticas biodegradáveis e em 10 dias de Arpoador, o rolo acabou.


Se não acredita que uma praia deserta possa ser lotada de lixo trazido pelo mar, veja a foto abaixo tirada em outra praia próxima dali.




Dois cadáveres trazidos pelo mar, viraram comida de albatroz e empestiaram o ar até eu enterrar os restos.




No meio da praia, você encontra uma entradinha e lá dentro, um depósito de barcos.




Aqui também tem flor de seu c*! Para ver os porquês desse nome absurdo em flor tão singela, vá na postagem da Juréia sobre a Barra do Una.



As frutas do local: pitangas e apricots da restinga






A mão de obra que é colocar e tirar um barquinho de motor de popa na água todo dia.





As vezes até o barco precisa de carona.




















E eu também peguei muita carona, sempre que ameaçava chuviscar ou já havia gente esperando no cais, eu ia sentada no barco sendo arrastado pelo trator. Andar de barco na areia é interessante, rende fotos diferentes.








O grande luxo: passar o fim de tarde numa praia deserta. Voltei com sardas que não tinha, mas deitar numa praia sem pegadas é incomparável.






Mais informação: Se precisarem de mim, estou na Jureia

4 comentários:

Winglison Henrique disse...

Querida Carol,- nem te conheço, mas peço altorização pra te chamar asssim, rs -
O meu nome é Winglison Henrique e tenho 14 anos, estou preparando uma Expociência na minha escola aqui no Recife com o tema geral "Grandes Invenções que mudaram o mundo", mas o meu sub-tema é "Energia Térmica". Recebi a sugestão da professora para montar um forno à energia solar. Pesquisei no Google e achei o seu blog o mais completo para falar desse assunto e de sustentabilidade. Mas enfim adotei o seu tutorial e vou montar o forno à luz solar e gostaria de saber se você tem alguma sugestão que possa me ajudar a complementar o meu trabalho. Lí outros artigos seus e achei informações importantes para o meu trabalho. Aguardo uma resposta e desde já agradeço a ajuda.
Sem mais para o momento, Winglison Henrique

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Winglison, sua mensagem é uma gracinha. Pode me chamar de Carol, sim.

Olha, meu forno solar não deu certo. Leia com carinho a postagem e principalmente os comentários que vc vai entender algumas questões.
Eu não faria mais um forno solar em papelão com alumínio. Não retém calor o bastante. Os fornos solares que vejo dar certo são sempre metálicos (geladeiras, carros ou mesmo microondas velhos) e há quem prefira uma tampa em vidro e quem prefira uma tampa igualmente metálica.
O importante mesmo é a exposição ao sol, que deve ser intensa.
Se estiver nublado ou chovendo, não dá.
Um bom exemplo simples e barato é deixar uma lata de leite condensado fechada (lacrada) no sol por todo dia, sol intenso.
À noite, abra e veja que virou doce de leite.

Vc pode improvisar um forninho solar encaixando 2 tabuleiros, um maior de boca para cima e outro menor de boca para baixo servindo de tampa. Coloque umas bananas descascadas e me diga no que deu.
O papelão é meio molenga e a vedação não é legal, o metal adere melhor entre si nas arestas.

Um beijo e apareça para contar como foi,
Carol

Anônimo disse...

Oi, Carol!
Parabéns pelo trabalho. Adorei acompanhar, gostei das fotos, dos relatos, enfim, experiência e tanto.
Abs.
Ana - Araça

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Ana, que bom. Apareça.