sábado, 24 de novembro de 2012

Você compra demais ou "De onde vem o lixo produzido no mundo?"

Obsolescência programada é o nome dado à vida curta de um bem ou produto projetado de forma que sua durabilidade ou funcionamento se dê apenas por um período reduzido. A obsolescência programada faz parte de um fenômeno industrial e mercadológico surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940 conhecido como "descartalização". Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por mais modernos.

A indústria produz barato e descartável para que você compre barato e descartável cada vez mais.
"dinheiro que você não tem, para comprar coisas de que você não precisa, para impressionar por pouco tempo pessoas com quem você não se importa.", Tim Jakson

Por outro lado, o conceito marxista de que a quantidade levaria à qualidade se provou ambiental e socialmente ineficaz numa sociedade de consumo. As nossas reservas de metais, madeira e água não estão aguentando tanta demanda, que precisa de combustível fóssil na logística de transporte e cujo resíduo é descartado rapidamente sem qualquer critério.




Seu computador quebrou de novo. Há uma conspiração da indústria para que ele seja descartável? Especialistas ouvidos pela SUPER dizem que não, pois isso queimaria a imagem da marca. Mas há outro lado: para deixar produtos baratos, é preciso cortar custos e, com isso, a vida útil dos produtos.


A corrida para o lixo
Quanto tempo produtos durariam se não fossem trocados ao parecer obsoletos?

Isqueiro - 5 meses
É o quanto vai durar se o fumante queimar 20 cigarros ao dia. São 3 mil chamas - "idênticas à primeira" -, segundo a fabricante Bic. Mas a questão é: quem conhece alguém que não perde o isqueiro antes de acabar?

Lâmpada fluorescente compacta - 1 ano
Segundo fabricantes, as lâmpadas fluorescentes compactas aguentam de 5 mil a 10 mil horas, mas, num teste do Inmetro, 7 em 11 marcas queimaram antes de completar 2 mil horas. Já as incandescentes não passam de mil horas.

Tênis - 1 ano, se andar 1,5 km por dia
Um tênis aguenta em média 800 km - o equivalente a ir e voltar de São Paulo ao Rio de Janeiro a pé. Depois disso, a sola perde a resistência. Mas isso depende de seu peso, de onde caminha e se você corre ou anda - e do tênis, claro.

Smartphone - 3 anos
Sim, ele vai aguentar mais. Mas depois de 400 a 800 recargas, sua bateria vai durar cada vez menos. E, antes de arriar de vez, o processador do celular não dará mais conta de aplicativos mais novos.

CD/DVD - 5 anos
É comum essas mídias começarem a dar problema pela deterioração do material e pelo mau acondicionamento - umidade, sujeira, poeira, calor excessivo e fricção. Melhor salvar no hd? Nem tanto - seu risco de quebra também aumenta após os 5 primeiros anos.

Geladeira - 20 anos
Com o tempo, o motor começa a falhar. Hoje, são baratas o suficiente para comprar outra mais moderna em vez de levá-la para conserto. E você poderá ter a que filtra água, faz gelo ralado e acessa a internet.

E as geladeiras de antes? Elas não duravam a vida inteira? Não, diz Renato Giacomini, coordenador do curso de Engenharia Elétrica da FEI. "Elas tinham problemas mecânicos, enferrujavam, e a gente tinha de mandar consertar."

Carro - 20 anos
Tudo depende do uso e da manutenção. Aos 10 mil km é o filtro de ar. Aos 20 mil km, as velas. A partir dos 40 mil km, os amortecedores e pneus, se o carro for sofredor. Mas é entre os 100 mil e 150 mil km que começam os problemas sérios.

As trocas começam já entre 3 e 5 anos de uso, bem antes de o carro começar a dar problema de fato. Uma razão para isso são os redesenhos anuais, que fazem o carro perder a cara de "modelo do ano". Outra é bem simples: evitar manutenção.

Televisor LCD/LED - 25 anos, ligado 8 horas por dia
Depois de 75 mil horas de uso em condições ideais, a luz de fundo (backlight) começa a escurecer até queimar. Dá para mandar consertar, mas até lá, já terá virado peça vintage. Como a tv de tubo nos tempos de hdtv.

Livro - 50 anos. Ou séculos.
Livros de bolso são feitos de papel-jornal, ficam com páginas amareladas e quebradiças. Afinal, não são feitos para sobreviver numa estante. Já os de papel bom duram mais de século. O problema é o manuseio, que leva a problemas na encadernação.

Numa biblioteca, os livros aguentam até 35 empréstimos. Mas, se ficarem longe das mãos dos leitores, duram bem mais. O manuscrito mais antigo da Biblioteca Nacional, por exemplo, tem 10 séculos.

Nem vale consertar
Eletroportáteis ficaram tão baratos que o conserto pode sair mais caro do que um novo

TORRADEIRA
Novo - R$ 90
Troca de resistências - R$ 120

ASPIRADOR
Novo - R$ 150
Troca de motor - R$ 120

BATEDEIRA
Novo - R$ 100
Troca de motor - R$ 65

LIQUIDIFICADOR
Novo - R$ 100
Troca de motor - R$ 55




As soluções para o problema já existente:

Meio ambiente e sustentabilidade: ação conjunta inicia recuperação do lixão

O projeto de revitalização do espaço usado como depósito do lixo doméstico, na Estrada Alzira. O espaço será cercado, aterrado e arborizado. A previsão é que os trabalhos levem um mês para ser executados. Mil mudas de espécies nativas como ipê e jatobás serão plantadas no local. O projeto de revitalização conta com o apoio das Secretarias de Meio Ambiente, Agricultura e da Embrapa.
 Em média, diariamente 89 toneladas de lixo são recolhidas em Sinop, chegando a 2.314 mensais, com 26 dias de recolha/mês. O local vem sendo usado há mais de dez anos para depósito. O projeto de revitalização será executado em etapas. Primeiramente um hectare será recuperado.  As secretarias envolvidas na recuperação iniciaram um trabalho para a elaboração do projeto de aterro sanitário que possibilitará a recuperação de toda a área, já que os resíduos sólidos serão destinados a local com adequadas condições para recebimento.

O plano contempla 31 metas, ente as quais estão recursos na ordem de R$ 10 milhões para a construção de um aterro sanitário, recuperação de áreas degradadas, implantação da coleta seletiva de lixo, de cooperativas de catadores, prevendo a correta destinação. “A partir de novembro as linhas de crédito da Caixa Econômica e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para obtenção de recursos estarão liberadas e o município irá buscar as duas linhas para ver em qual será possível obter recursos e executar o projeto”, explica Aumeri.
Entre as ações imediatas de revitalização está também a destinação de um novo espaço para o depósito de resíduos sólidos como galhos de árvores e sobras de materiais de construção plenamente adequado á legislação. “O espaço está sendo viabilizado e nos próximos dias faremos reuniões com jardineiros e podadores para discutir o assunto. A gestão municipal está comprometida em adequar, recuperar e revitalizar áreas degradadas”, finaliza o prefeito.


Entre Rios do Oeste será o primeiro do estado a ter suprimento de biogás canalizado

O município paranaense Entre Rios do Oeste, com cerca de 3,8 mil habitantes, será o primeiro do estado a ter suprimento de biogás canalizado. Cerca de 80 km de tubulação vão interligar biodigestores localizados em propriedades rurais aos pontos de consumo.

O sistema poderá contar inclusive com oferta de GNV para abastecimento da frota pública. Também está prevista a instalação de geração elétrica com 1 MW de capacidade. O projeto está orçado em cerca de R$ 17 milhões, com recursos a serem pleiteados junto ao BNDES.

A Itaipu Binacional oferece orientação e apoio técnico à prefeitura. A geradora tem interesse no sucesso da iniciativa porque a produção de biogás será viabilizada a partir do esterco disponibilizado pelas propriedades de criação de suínos, num total de 130 mil cabeças. A maior parte dos efluentes dessas granjas deságua hoje no lago da hidrelétrica.


Catadores de Gericinó discutem fechamento do lixão com prefeito

Um grupo de 240 catadores do aterro de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, se reúne no próximo dia 15 com o prefeito Eduardo Paes. Vão reclamar da ausência de um fundo de amparo, nos moldes de Jardim Gramacho. O lixão de Gericinó só recebe hoje uma pequena parcela de resíduos industriais. A maior parte do lixo doméstico da região já está indo para o aterro sanitário de Seropédica, onde há tratamento adequado.
- Com o fechamento do aterro, queremos discutir uma alternativa aos cooperativados. Gericinó está dentro do município do Rio, mas as soluções até agora só foram discutidas com Jardim Gramacho - diz Custódio da Silva, coordenador da Cooperativa de Catadorres de Materiais Recicláveis de Gericinó.

Fechado mais um lixão no entorno da Baía de Guanabara

O lixão de Guapimirim, na região metropolitana do Rio de Janeiro, o último dos 15 lixões situados às margens da Baía de Guanabara, foi interditado ontem (25) em operação coordenada pela Secretaria Estadual do Ambiente em conjunto com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Localizado em meio à vegetação de Mata Atlântica, com uma área de 60 mil metros quadrados, o aterro recebia diariamente cerca de 35 toneladas de lixo que contaminavam o lençol freático e os rios da região.
O secretário Carlos Minc explicou que a partir de agora, com o fechamento do lixão, os catadores que trabalhavam no local vão ganhar uma quantia equivalente a um salário mínimo e passarão a atuar em uma cooperativa organizada por técnicos do Inea, com o objetivo de iniciar uma coleta seletiva que ainda não existe no município.
De acordo com Minc, todo o lixo que era depositado em Guapimirim será levado agora para o aterro sanitário de Itaboraí, também na região metropolitana, que está licenciado para receber resíduos de diversos municípios. “É um aterro próximo, moderno e que nós licenciamos. É impermeabilizado, trata o chorume e capta o gás metano, um gás poderoso para o efeito estufa”, disse.
O catador de lixo Almir Leite da Silva, de 51 anos, que trabalhava há nove anos no local, disse que a partir de agora terá que procurar outro tipo de atividade para se sustentar. De acordo com ele, com os materiais coletados no lixão conseguia arrecadar, em média, de R$ 900 por mês.” Trabalhar aqui é sacrificado, é quente, mas infelizmente tenho que tentar alguma coisa. Tenho conhecidos que trabalham em obras. Vou tentar trabalhar com eles”, disse.
Maria Salete da Silva, de 49 anos, há dois no lixão de Guapimirim, manifestou sua esperança de uma vida melhor com o projeto da secretaria para os catadores. “Espero que esse novo projeto melhore a situação da gente. A gente dependia desse serviço para pagar as nossas contas”.
Desde o início deste ano, grandes lixões no entorno da Baía de Guanabara já foram fechados, como os de Gramacho, em Duque de Caxias; Babi, em Belford Roxo; e Itaoca em São Gonçalo.



O plástico, quem diria, está deixando de ser vilão ambiental e se tornando alternativa para projetos de construção sustentável. Telhas plásticas feitas de polipropileno puro, proveniente de materiais 100% recicláveis, garantem alta resistência, leveza e longa durabilidade a casas e edificações em geral. Essas são as características dos produtos da Plasacre, empresa de Rio Branco (AC), participante do Amazontech 2012 em Macapá.
“O projeto de nossa telha plástica foi desenvolvido pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) de São Paulo e é certificado pelo Inmetro, Falcon Bower e pelo IPT”, informa Camila Consolo, gestora ambiental da Plasacre. A telha de plástico reciclado da marca acreana é produzida no estilo romano e em sete cores: azul, vermelho, branco, amarelo, cinza, verde e translúcida. Um telhado feito com o produto inovador da Plasacre fica até 40% mais barato do que um com telhas tradicionais, segundo material promocional da empresa.
A Plasacre está no mercado há três anos. O empreendimento adquire resíduos de plástico de cooperativa de catadores de Rio Branco e remunera os cooperados com cerca de um salário mínimo/ mês. Eles coletam o material na unidade de tratamento de resíduos sólidos do aterro sanitário da capital acreana e das ruas da cidade.
A equipe da Plasacre, composta por 57 colaboradores, faz a triagem do material, separando apenas os resíduos de polipropileno.Todo o processo de transformação do material até as telhas plásticas é realizado na própria empresa, que conta com equipamentos importados e nacionais para executá-lo.
Além das telhas plásticas recicladas, a Plasacre produz mangueira para irrigação, conduite corrugado, caixa multiuso e mourão, do mesmo material. Tijolo ecológico, feito de sacola plástica, indicado para apenas para piso, será o próximo produto da marca. No momento, esse projeto se encontra em fase de teste, mas já foi patenteado.

Um relatório da organização ambientalista Greenpeace afirma que no ano passado os argentinos jogaram no lixo o equivalente a 228 kg de ouro, 1,7 mil kg de prata e 81 mil kg de cobre, por falta de reciclagem.
Segundo o Greenpeace, o material está presente em dez milhões de celulares que são jogados fora por ano no país, e que – para piorar – poluem a terra, o ar e a água.
O relatório chama atenção para um setor conhecido como mineração urbana, uma atividade muito pouco difundida na América Latina, mas que na Europa, no Japão e na Coreia do Sul está se transformando em um importante gerador de emprego e riqueza, comparável até à mineração tradicional.
Ouro inexplorado
Mineração urbana é a reciclagem de materiais de valor presentes em resíduos eletrônicos, como ouro, prata, cobre, platina, alumínio, aço, terras raras e até mesmo plástico.
O ouro é um dos diversos componentes de computadores e celulares devido às suas propriedades de condução e estabilidade.
Um estudo recente da Universidade das Nações Unidas no Japão estima que a fabricação de equipamentos tecnológicos receba o equivalente a US$ 16 bilhões de ouro e US$ 5 bilhões de prata. De acordo com a pesquisa, apenas 15% deste material é reaproveitado via reciclagem.
A proliferação de dispositivos eletrônicos e o curto período para que eles se tornem obsoletos geram milhões de toneladas de resíduos. O número de depósitos para lixo eletrônico cresce exponencialmente por ano.
A reciclagem ainda é limitada, mas alguns analistas acreditam que exista neste setor uma grande oportunidade de negócios.
Um estudo da empresa Frost & Sullivan destaca que a mineração urbana gerou US$ 1,42 bilhões em 2011. A expectativa – segundo o relatório “Oportunidades globais no mercado dos serviços de reciclagem de lixo elétrico e equipamento eletrônico” – é que este mercado alcance um valor de US$ 1,8 bilhões até 2017.
O mercado crescente é o dos países emergentes. Mas na América Latina, este tipo de reciclagem ainda é incipiente.




Já que a Black Friday é um engodo, onde se liquidam estoques encalhados ao mesmo preço anterior e para piorar a vida do consumidor (cidadão), as condições de troca e garantia são mais restritivas "afinal, foi comprado promocionalmente na Black Friday", repense seus valores, reveja se necessita comprar mais alguma coisa. Se o que está comprando "porque estão liquidando", além de desnecessário, pode te trazer uma dívida a mais, impactar ambientalmente em milhares de aspectos e até colaborar para a manutenção de um padrão social de subempregos e sucateamento de produtores locais.

A Reciclagem é um conceito apoiado num tripé: Recusar, Reutilizar e só então Reciclar.
Recusar a compra de algo novo é o primeiro gesto do consumo consciente.

O termo sustentável provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). Segundo o Relatório de Brundtland (1987), o uso sustentável dos recursos naturais deve "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas".


Ninguém gosta de Black Friday, nem os americanos!
Leia mais sobre a aversão dos próprios criadores à ilusória "compra da felicidade":

Money ≠ Happiness. QED. The formula for human well-being used to be simple: Make money, get happy. So why is the old axiom suddenly turning on us?

Buying Happiness Can shopping solve our problems?


E aqui no Brasil: Procon-SP notifica empresas por 'maquiagem em descontos'





Quer fazer algo "Black" nesse fim de semana?
Que tal a Back2Black?
Evento gratuito com os maiores nomes mundiais da música negra. Mais inteligente do que passar horas num shopping lotado para levar um tênis "americano" caríssimo fabricado precariamente na China, que não é exatamente o que você sonhava e provavelmente sequer precisa.

Para ver a programação do Back2Black: 
O fino da Bossa: Com atrações inéditas, o festival Back2Black volta a sacudir a Estação Leopoldina


Para comer algo "black":
O simpático guia do Come-se sobre comidas pretas, todas antioxidantes naturais. Lá, também não gostam de "black friday":
Black Friday. Consciência Negra


Os filmes que se aprofundam na questão:
Lixo Extraordinário
Ilha das Flores e Estamira
The Story of Stuff Project: A História das coisas
The Story of Stuff Project: A História dos Eletrônicos



Mais informação:
Morro do Bumba
A Eco-ilha, ilha-lixão ou eco-barco
"Quem trouxe a fome, foi a geladeira"
"Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível"
Quais os truques do shopping para você comprar mais?
A praga da reciclagem artesanal: não é sustentável e é horrível
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
Como funciona uma corporação e como o que você consome, implica nisso
A rede capitalista de 147 empresas que controla 60% das vendas no mundo
Metais em risco de extinção: meia tabela periódica em cada aparelho celular
Sem obsolescência programada e com garantia de 25 anos, mas não se encontra em lugar nenhum

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