terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Imagem do dia: Mamíferos do Pantanal




Problemas ambientais do Pantanal que colocam os mesmos mamíferos em risco:


Atualmente, devido à substituição natural de campos alagáveis por plantas invasoras arbustivas e arbóreas, está ocorrendo uma pressão sobre as cordilheiras, de modo a aumentar a pastagem de gado durante as cheias. Esta estratégia de manejo reduz os habitats de populações de animais silvestres, que dependem das cordilheiras como refúgios durante as enchentes. Os animais tornam-se mais vulneráveis a caçadores.
Com o aumento das pressões econômicas como, por exemplo, de produção de álcool e outros biocombustíveis, incentivando monoculturas de cana e soja, além da expansão da pecuária e o incremento da demanda por ferro e aço para a China (que resulta em crescimento dos desmatamentos de florestas do Cerrado e Pantanal para produção de carvão vegetal para siderúrgicas), a conservação do Pantanal está em jogo.
O desmatamento de extensas áreas de vegetação nativa já devastou 40% da área total da Bacia do Alto Paraguai no Brasil, além de acabar com cerca de 17% da cobertura vegetal original do Pantanal, principalmente para a criação de novas áreas de pastagens e agricultura. Uma projeção feita pela entidade Conservação Internacional do Brasil alerta que, se for mantido o atual ritmo dos desmatamentos, o Pantanal estará devastado até o ano de 2050.
A degradação é preocupante não apenas na planície da bacia hidrográfica, mas principalmente no seu entorno, em áreas mais elevadas (planalto), onde alterações nas florestas nativas (como Cerrado e Chaco) já afetam os rios que formam o Pantanal, causando a aceleração de processo de assoreamento em praticamente todos os principais rios da região.
O sucessivo avanço da monocultura de soja, de cana-de-açúcar e da pecuária extensiva provocou acelerados processos de degradação ambiental e desagregação social na região, além de altos índices de erosão e assoreamento, como na Bacia do rio Taquari e, mais recentemente, na Bacia do rio Miranda. A pesca predatória e o tráfico de animais silvestres também estão também são considerados problemas ambientais graves do Pantanal.
Do planalto ainda chegam para os cursos d'água, carreados pelas chuvas, descargas de pesticidas e fertilizantes usados nas monoculturas. Regiões como as nascentes do rio Paraguai, onde está o berço do Pantanal Mato-grossense, ainda concentram atividades econômicas de potencial poluidor, como o garimpo.
Os esgotos clandestinos e sem tratamento também causam grande impacto nas águas, na saúde humana e na fauna e flora pantaneira.

Fonte: Planeta Pantanal


No Pantanal, existem pelo menos 3.500 espécies de plantas, 463 de aves, 124 de mamíferos, 177 de répteis, 41 de anfíbios e 325 espécies de peixes de água doce. Esses números refletem apenas uma visão geral da biodiversidade ainda pouco estudada na região.

Aproximadamente 83% da planície do Pantanal estão em excelentes condições de conservação e abrigam populações saudáveis de espécies ameaçadas de grandes mamíferos e aves, que praticamente desapareceram em outros estados brasileiros. A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), a ariranha (Pteronura brasiliensis), e o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) são algumas espécies ameaçadas que podem ser vistas facilmente no Pantanal.

As inundações anuais e a baixa fertilidade dos solos são as principais razões pelas quais o Pantanal ainda está praticamente intacto. Essas características naturais impediram a ocupação humana, o avanço da fronteira agrícola  e o uso intenso dos solos.

Pelo seu estado de conservação, a sua rica biodiversidade e suas particularidades, o Pantanal é considerado uma das 37 últimas Grandes Regiões Naturais da Terra (wilderness), as quais apresentam alta diversidade biológica, grandes  extensões e baixa densidade populacional humana.

Mesmo estando bastante conservado, o Pantanal sofre constantes ameaças. A maior parte delas está relacionada com o desmatamento do Cerrado. Os principais rios do Pantanal nascem nos planaltos e nas chapadas desse domínio vizinho, que sofre profundos problemas ambientais associados à intensa produção agrícola. A ocupação humana e a atividade pecuária também representam ameaças pela conversão de florestas em pastagens.

Estudo da Conservação Internacional sobre o desmatamento na Bacia do Alto Paraguai, realizado em 2006, alerta para o risco de desaparecimento da vegetação original do Pantanal nos próximos 45 anos.
A pesca e o turismo sem controle são atividades potencialmente ameaçadoras à integridade desse conjunto de ecossistemas. Anos atrás, o Pantanal foi ameaçado por um grande projeto para implantação de uma hidrovia transnacional. Ela iria desviar os cursos naturais e drenar os principais afluentes do rio Paraguai, o que provavelmente arruinaria o processo de cheias e secas com conseqüências desastrosas à fauna e flora.


Fonte: Conservation.org


Nas últimas três décadas o Pantanal vêm sofrendo agressões pelo homem, praticadas não somente na planície, mas principalmente nos planaltos adjacentes. Atualmente, os impactos ambientais e sócio-econômicos no Pantanal são bastante evidentes, decorrentes da inexistência de um planejamento ambiental que garanta a sustentabilidade dos recursos naturais desse importante bioma. A expansão desordenada e rápida da agropecuária, com a utilização de pesadas cargas de agroquímicos, a exploração de diamantes e de ouro, nos planaltos, com utilização intensiva de mercúrio, são responsáveis por profundas transformações regionais, algumas das quais vem sendo avaliadas pela Embrapa Pantanal, como a contaminação de peixes e jacaré por mercúrio e diagnóstico dos principais pesticidas.
A remoção da vegetação nativa nos planaltos para implementação de lavouras e de pastagens sem considerar a aptidão das terras e a adoção de práticas de manejo e conservação de solo, além da destruição de habitats, acelerou os processos erosivos nas bordas do Pantanal. A conseqüência imediata tem sido o assoreamento dos rios na planície, a qual tem intensificado as inundações, com sérios prejuízos à fauna, flora e  economia do Pantanal. 


O assoreamento do rio Taquari constitui, hoje, o principal problema do Pantanal e de Mato Grosso do Sul, com inundações quase permanentes de uma área aproximada de 11.000 Km2 nas sub-regiões da Nhecolândia e Paiaguás. A pecuária, principal atividade econômica, desta região tem sido drasticamente afetada. 


A Embrapa Pantanal, preocupada com esse quadro de degradação ambiental da bacia do rio Taquari vem desenvolvendo, desde 1994,   vários estudos que objetivam entender e quantificar as relações de causa e efeito que ocorrem nos planaltos, e que se refletem no Pantanal. Podemos destacar nestes estudos para a bacia do alto Taquari (BAT), o uso do solo, a avaliação e o mapeamento do potencial das perdas de solo, a evolução da erosividade das chuvas e a utilização de pesticidas na BAT. Na planície do rio Taquari, estão sendo avaliadas e realizadas as taxas  temporais de deposição de sedimento, a partir da década de 70, o estudo do aporte, transporte e deposição de sedimento, evolução do regime hidrológico, bem como, as alterações na vegetação, avaliação da qualidade da água e impactos na ictiofauna e na sócio-economia.
As informações geradas neste estudos de impacto ambientais e sócio-econômicos, visam subsidiar políticas, legislação, programas, planos e ações de desenvolvimento para esta importante região do Pantanal. 


A implementação do gasoduto Brasil/Bolívia, abre algumas perspectivas industriais para a região, mas poderá desencadear  alterações nos ecossistemas aquáticos do Pantanal e da bacia platina. 
Além disso, a hidrovia Paraguai-Paraná desperta a atenção da sociedade pelos impactos que poderá promover. Da mesma forma, a construção de estradas, diques e canais devem ser precedidas de estudos de impacto ambiental e sócio-econômico. Todas estas obras, possivelmente, serão avaliadas pela Embrapa Pantanal em momento oportuno. 


No rio Taquari, o fechamento de canais naturais, o restabelecimento de margens e de arrombados devem ser meticulosamente avaliados do ponto de vista ambiental e sócio-econômico, demandado atenção especial das autoridades pelos sérios prejuízos que estão causando à economia do Pantanal. 


A caça e pesca clandestinas e a introdução de espécies exóticas se constituem também em graves ameaças à preservação dos recursos naturais desta região, devendo merecer a atenção especial das autoridades competentes. 


A pesada utilização de agroquímicos nos planaltos adjacentes ao Pantanal é uma outra grave ameaça à biodiversidade dos ecossistemas do Pantanal.
 


O ecoturismo, embora seja uma das principais alternativas sócio-econômicas para a região, necessita de planejamento para ser explorado em bases sustentáveis. 


Todo esse conjunto de problemas atuais e potenciais decorrentes da atividade humana nos planaltos e na planície, demonstra que as ações a serem implementadas numa bacia hidrográfica devem ser alicerçadas em estudos integrados, onde as relações de causa e efeito necessitam estar bem delineadas e aceitas pela sociedade. 


Fonte: Embrapa


Complexo do Pantanal, ou simplesmente Pantanal, é um bioma constituído principalmente por uma savana estépica, alagada em sua maior parte, com 250 mil km² de extensão, altitude média de 100 metrossituado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, ambos Estados do Brasil, além de também englobar o norte do Paraguai e leste da Bolívia (que é chamado de chaco boliviano), considerado pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera, localizado na região o Parque Nacional do Pantanal. Em que pese o nome, há um reduzido número de áreas pantanosas na região pantaneira. Além disso, tem poucas montanhas, o que facilita o alagamento.

O Pantanal é uma das maiores extensões (secas) contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área é de 150.000  km², com 65% de seu território no estado de Mato Grosso do Sul e 35% no Mato Grosso onde localiza-se uma cidade chamada Cáceres, o Portal do Pantanal, onde o pantanal começa e tem uma parte da floresta amazônica. A região é uma planície pluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de rara beleza e abundância, influenciada por quatro grandes biomas: AmazôniaCerradoChaco e Mata Atlântica.


As principais atividades econômicas do Pantanal estão ligadas à criação de gado bovino, que é facilitada pelos pastos naturais e pela água levemente salgada da região, ideal para esses animais. Para peões, fazendeiros e coureiros, o cavalo é um dos principais meios de transporte. Os pescadores, que buscam nos rios sua fonte de sustento e alimentação. Há também, uma pequena população indígena ribeirinha.



Entre os problemas ambientais do Pantanal estão o desequilíbrio ecológico provocado pela pecuária extensiva, pelo desmatamento para produção de carvão com destruição da vegetação nativa; a pesca e a caça predatórias de muitas espécies de peixes e do jacaré; o garimpo de ouro e pedras preciosas, que gera erosão, assoreamento e contaminação das águas dos rios Paraguai e São Lourenço; o turismo descontrolado que produz o lixo, esgoto e que ameaça a tranquilidade dos animais, etc.
Uma atividade relativamente nova é o ecoturismo, já existem diversas pousadas pantaneiras praticando esta modalidade de turismo sustentável.
Em Corumbá a atividade de mineração e siderúrgica são importantes geradoras de emprego e renda, os impactos ambientais destas atividades estão sendo avaliados existindo muita controvérsia.
O incentivo dado pelos governos a partir da década de 1960 para desenvolver a região Centro-Oeste através da implantação de projetos agropecuários, trouxe muitas alterações nos ambientes do cerrado ameaçando a sua biodiversidade e amadores.
Centrais Hidrelétricas
Segundo dados da Embrapa Pantanal, a instalação de 116 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) no Alto Paraguai, grande responsável pelas inundações periódicas do Pantanal, ameaçam a pesca, agricultura familiar, pecuária bovina e o turismo pesqueiro, especialmente porque 70% ficarão concentradas na mesma região. As barragens impedem que os peixes subam os rios e ocorra o trânsito de nutrientes. Por consequência, há o impacto na desova e alimentação dos peixes. Outra consequência imediata é o agravamento do assoreamento, já perceptível no Rio Taquari.

Fonte: Wikipedia



Dica de filme:
A sombra de um delírio verde - a luta dos Guarani Kaiowá para não perder suas terras para a monocultura do etanol



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