sábado, 31 de março de 2012

Imagem do dia: Como salvar 30 golfinhos em 3 minutos

Prainha em Arraial do Cabo, 5 de Marco de 2012, 8:00 horas da manhã, aproximadamente 30 golfinhos nadam em direcao à praia e são maravilhosamente salvos pela população local, que se mobilizou rápida e alegremente.




Para quem não conhece Arraial, vá sem medo. É considerado o terceiro melhor point de mergulho do país, os dois primeiros são Fernando de Noronha e Abrolhos.
 
 
Mais informação:
The Cove
Turismo Sustentável
As campanhas da Surfrider Foundation
O "tubalhau" de Fernando de Noronha
Para onde vai o lixo que é jogado na praia

quarta-feira, 28 de março de 2012

Imagem do dia: o método mais eficiente para matar 15.000 aves em 15 minutos

O blog não é vegetariano, discorda dos meios de produção atuais, mas disponibiliza receitas com pouca carne e tenta muito modestamente atingir um ponto de equilíbrio.
Leia também o texto abaixo e repense se nós não fomos longe demais.



Esta foto foi tirada em Santa Catarina, representa mais uma novíssima invenção do sistema de exploração animal.

Em 15 minutos, usando apenas espuma (aquela usada pra lavar carros), 15.000 aves são mortas por asfixia. Engenheiros, agrônomos e empresários assistem animados o sucesso da mais nova técnica.

Isso não é normal! Isso não é saudável! Isso não é natural!

Sem dúvida nenhuma, uma das faces mais perversas e doentias do sistema capitalista moderno é a (moderna) pecuária.

Não somos mais uma espécie de caçadores. Não somos índios que entram na mata, caçam um macaco (livre) e depois comem sua carne: isso é um comportamento natural. Matar 15.000 aves em 15 minutos é um comportamento doentio.

Tentar alimentar 7 bilhões de animais humanos com a morte anual de 70 bilhões de animais não-humanos (apenas considerando os animais terrestres) é um comportamento estúpido, doentio e insustentável.

É uma das mais graves evidências da nossa atual crise.

Estamos numa profunda crise! Vivemos (sem nem sempre perceber completamente) num contínuo estado de violência, guerra e destruição.

Quem mata 15.000 vezes em 15 minutos (e considera isso um avanço) jamais conseguirá encontrar paz e felicidade. Se nossa inteligência está nos tornando apenas mais ferozes, mais mortais, mais sanguinolentos; então muita pouca esperança podemos ter (infelizmente).

Vegetarianismo não é a solução para todos os nossos problemas. É apenas uma opção (bem fácil por sinal) de tentar tomar um outro rumo. Outra forma de se relacionar com este planeta, com os outros animais que também habitam este planeta e com nosso próprio corpo.

É você dizer: eu não quero ser uma espécie que mata 15.000 vezes em 15 minutos. Eu quero fazer bem 15.000 vezes em 15 minutos. Eu quero fazer bem para 15.000 pessoas, bichos e plantas em 15 minutos – e não destruí-los.

Progredir é se tornar mais feliz e aumentar o grau de felicidade no mundo.

Criar bombas, máquinas de guerra e máquinas de extermínio em massa é regresso, é infelicidade, é estupidez.

Observe com mais clareza e sinceridade seus próprios comportamentos.

Você pede paz, justiça, honestidade. Clama por igualdade, pelo fim da violência e da exploração, mas será mesmo que você está agindo assim?

Matar, escravizar, testar medicamentos, torturar e explorar de todas as formas possíveis os outros, apenas porque eles não são iguais a você? Apenas porque eles são mais fracos do que você?

Isso é massacre. Isso é guerra. Isso é apenas infelicidade se multiplicando 15.000 vezes a cada 15 minutos. E isso precisa ter fim.
 
Autoria do texto: Alberto Machado, permacultor


Mais informação:
O mito da proteína
Soja é desnecessário
A libertação animal
Você ainda come salmão?
O mundo é o que você come
Carnes orgânicas, o quê e como comer
Slow Food: vegetarianos, desmatamento, indústria da soja
Caldos, a tradição alimentar para muita gente e pouco recurso

domingo, 25 de março de 2012

Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros



"O castigo por não participar na politica é acabar sendo governado por quem te é inferior." Platão

Eles derrubaram um governo. Trancafiando os responsáveis ​​pela crise financeira na cadeia. Começaram a elaborar uma nova Constituição feita por eles e para eles. E hoje, graças à mobilização, será a mais próspera do Ocidente sob uma crise tenaz da dívida. É a cidadania islandêsa, cuja revolta em 2008, foi silenciada na Europa por medo. Mas eles fizeram o que tinha que ser feito.
Graças à força de uma nação, o que começou como crise, tornou-se uma oportunidade.

Uma oportunidade que os movimentos anti-globalização foram cuidadosamente observados e ter como modelo realista a seguir.

De positivo, considere a história da Islândia como uma das boas notícias dos últimos tempos. Especialmente depois de saber que, de acordo com as previsões da Comissão Europeia, o país do Atlântico Norte, terminando 2011 com um crescimento de 2,1% e em 2012, o crescimento será de 1,5%, um valor que excede o triplo que dos países da área do euro. A tendência de crescimento irá aumentar ainda em 2013, quando é esperado para chegar a 2,7%.

Analistas afirmam que a economia islandesa está mostrando sinais de desequilíbrio. E que a incerteza ainda está presente nos mercados. No entanto, a empregabilidade foi reconstruída e a dívida pública diminuiu acentuadamente.

Este pequeno país foi rejeitado nos bancos árticos de resgate periférico. É aplicada a justiça sobre aqueles que causaram alguns contratempos e abusos financeiros.

As nuances da história islandesa nos últimos anos são muitas. Embora alguns dos resultados transcendem o movimento social, têm obtido êxit e pouco tem sido dito sobre o esforço que estas pessoas fizeram. Atingido o limite com a crise e as muitas batalhas que ainda estão por resolver. No entanto, o que parece-nos digno de nota positiva é a história de um povo capaz de começar a escrever seu próprio futuro, sem estar à mercê do que é decidido em gabinetes distantes da realidade do cidadão. E embora ainda existam buracos para preencher e sombras para iluminar.

A revolta islandêsa não causou outras vítimas além dos políticos e homens de finanças. Não derramaram qualquer gota de sangue. Não foram eventos tão marcantes como os da Primavera árabe. Nem mesmo tinham vestígios de mídia. No entanto, têm alcançado seus objetivos em um ambiente limpo e exemplar.

No vídeo a seguir, um dos líderes da Revolução na Islândia:
 

 
 
Fonte: Ironia de Estado



Mais informação:
O Sul é meu país

sábado, 17 de março de 2012

Finning - Até quando teremos esse absurdo?




O vídeo nos dá uma boa noção da quantidade de tubarões que são mortos - em média, cada 5 peças (nadadeiras) representa um tubarão - com o propósito exclusivo de obtenção das nadadeiras (finning) para atender ao lucrativo mercado de sopa de barbatana de tubarão, uma iguaria bastante popular entre muitos milhões de chineses.

Essa prática insustentável, que mata e desperdiça 70 milhões de tubarões por ano, é hoje a maior ameaça à sobrevivência das populações de tubarões de todo o Planeta. Nesse ritmo, em pouco tempo não haverá mais tubarões “produzindo” nadadeiras. Já está na hora de acabar com esse absurdo. Os oceanos não suportam mais esses hábitos de consumo insustentáveis e irresponsáveis.

Informação importante: relatórios recentes mostram que o consumo humano de nadadeira de tubarão pode aumentar os riscos no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, incluindo Alzheimer e Esclerose Lateral Amiotrófica, devido aos níveis elevados da neurotoxina BMAA (N-metilamino-L-alanina) em amostras de nadadeiras de tubarão.

Caso você desconheça o que é finning ou o histórico dessa prática insustentável, leia o texto abaixo:


Muito se fala sobre a prática do finning, mas poucos sabem quando essa crendice surgiu e como ela evoluiu a ponto de ameaçar a sobrevivência de dezenas de espécies de tubarões ao redor do Planeta. Para combater essa sandice perversa, é preciso conhecê-la. E nada melhor do que começar pelo início.


A Origem do Consumo de Nadadeiras de Tubarão
Durante a Dinastia Sung, entre 960 e 1279, um pequeno grupo da elite chinesa começou a consumir uma espécie de macarrão gelatinoso feito a partir da cartilagem das nadadeiras de tubarão e o prato ficou conhecido como “sopa de barbatana de tubarão”. Seu consumo e comercialização mantiveram-se restritos até a dinastia Ming, no século XV, quando um almirante chinês, chamado Cheng Ho, na volta de uma viagem à África, trouxe centenas de quilos de nadadeiras de tubarão que os africanos descartavam em favor da carne. A sopa de barbatana de tubarão ganhou então popularidade e tornou-se um prato muito oferecido nos banquetes formais da elite dominante durante toda a Dinastia Ming.

Quando o Partido Comunista Chinês assumiu o poder em 1949, com Mao Tsé-Tung, a sopa de barbatana de tubarão, sendo uma iguaria apreciada por elites, tornou-se politicamente incorreta durante toda a Revolução Cultural. A desaprovação de seu consumo fez com que o prato ficasse meio esquecido no tempo. Porém, de forma a poder consumi-la dissociando o aspecto elitista, a sopa de barbatana de tubarão passou a ser apregoada como um prato afrodisíaco e tornou-se mais uma dentre as inúmeras aberrações predatórias e criminosas que vemos ao redor do mundo, especialmente no Oriente, como a crença irracional de que partes de animais possam trazer benefícios à saúde do homem ou curar suas doenças. Ainda assim, seu consumo manteve-se relativamente restrito ao mercado “terapêutico”.


A Explosão do Consumo
Tudo mudou no final da década de 1980, quando Deng Xiaoping instituiu reformas econômicas e mudanças culturais que geraram uma nova classe média e uma nova classe alta na China. E essa nova elite passou a buscar maneiras e símbolos de exibir sua riqueza e seu status. Comprar arte (incluindo as peças produzidas pela filha de Deng) foi um caminho. Consumir e oferecer sopa de barbatana de tubarão foi outro meio. A iguaria foi reabilitada, tornou-se um refinado prato da culinária chinesa e seu consumo deu a essa nova elite o sentimento de fazer parte da nova aristocracia chinesa.

Com a globalização e o forte crescimento econômico chinês, em cerca de 10 anos mais de 300 milhões de chineses prosperaram e ascenderam ao grupo dos ávidos por mostrar seu novo status. Assim, a sopa de barbatana de tubarão passou a ser um prato obrigatório na China em quase todas as grandes recepções e banquetes e nas refeições de negócios importantes. O mercado chinês de barbatanas explodiu e a demanda por nadadeiras de tubarão cresceu dramaticamente.


O Finning
A pesca de tubarão, praticada há milênios, sempre foi uma atividade lícita e as nadadeiras eram apenas mais um dos itens a serem aproveitados e comercializados. Um cação de porte médio fornece cerca de 5% a 8% de nadadeiras, 35% de filé, 13% de fígado (rico em óleos, contendo as Vitaminas A e D), 9% de pele (utilizada na confecção de artigos de couro) e 35% de resíduos (transformados principalmente em farinha de peixe para a ração de cães e gatos).

A partir dos anos 1990, para suprir a forte demanda do lucrativo comércio mundial de barbatanas de tubarão, as nadadeiras passaram a ser o objetivo principal e único desse tipo de pesca. Começou aí o que se denomina Finning, a pesca ilegal para obtenção exclusiva das nadadeiras dos tubarões, uma das mais cruéis e perturbadoras perseguições realizadas pelo ser humano. Mesmo que essas nadadeiras fossem diretamente para o prato de crianças famintas, seria um total despropósito. Mas não é para isso que são ceifadas.

Parte do problema advém de dois fatores que se conjugam com a ganância humana: a carne das espécies cujas nadadeiras são muito valorizadas, como os martelos e azuis, alcançam preços baixos no mercado e as embarcações de pesca têm limites físicos de armazenagem. Como a indústria pesqueira obtém em torno de US$ 50.00 por quilo de nadadeira seca ao sol contra US$ 1.50 por quilo da carne de tubarão, que deve ser processada e refrigerada adequadamente no porão da embarcação, fica fácil entender porque o pescador, ao capturar um tubarão, prefere cortar fora suas nadadeiras e atirar seu corpo de volta ao mar. Muitas vezes vivo, mas mortalmente aleijado, o animal afunda para morrer sangrando, comido por outros peixes ou para apodrecer no leito do mar.

Um bom exemplo vem do biólogo e pescador Sergio Jordão, dono da Fisherman do Brasil, indústria de transformação de peixes e frutos do mar, que trabalhava com a carne do tubarão-azul e há quase um ano parou em função do finning. Segundo ele, que acha uma absurdo “a galha valer mais do que o cação”, um “jogo completo” de nadadeiras (1 dorsal, 2 peitorais, 1 anal e 1 caudal inferior) de um tubarão-azul de 40 kg pesa aproximadamente 3,5 kg, que o pescador vende ao atravessador por R$ 75,00/kg. Ou seja, recebe R$ 265,00 pelas nadadeiras, enquanto o “charuto” (corpo sem cabeça e nadadeiras) poderia lhe render no máximo R$ 90,00 (30 kg x R$ 3,00).

Não se tem um número preciso da quantidade de tubarões-azuis capturados em nossas águas, mas nas costas do Havaí o tubarão-azul desaparece ao ritmo de 50 mil animais por ano, capturados exclusivamente por suas nadadeiras. Nos mercados asiáticos, onde o quilo de barbatana do tubarão-azul pode atingir US$ 120.00, a sopa de barbatana de tubarão é vendida nos restaurantes finos, como em Hong Kong, por até US$ 150.00 o prato.
 
Envolvidos hoje nesse “grande negócio”, atendendo à demanda crescente por barbatanas, cerca de 120 países, incluindo o Brasil, matam 70 milhões de tubarões por ano em todos os oceanos. Espanha, Portugal, Reino Unido e França estão entre as nações TOP 20 responsáveis por 80% da captura global de tubarões. Somente os barcos espanhóis são responsáveis pelo suprimento de 25% das barbatanas vendidas em Hong Kong. Para se ter uma ideia do tamanho dessa demanda, somando-se aos 300 milhões de chineses das classes média e alta, mais de 500 mil chineses já são considerados milionários. E esse grupo enorme de consumidores de sopa de barbatana de tubarão cresce ao ritmo de 10% ao ano.
 
 
Os Impactos do Finning
A pesca para obtenção das barbatanas de tubarão é uma ação predatória progressiva, constante e silenciosa. É insustentável e está ameaçando seriamente a sobrevivência das populações de tubarões - 43% das espécies de tubarões em nosso litoral já estão ameaçadas de extinção. Se nada for feito, dezenas de espécies, cujas populações declinaram em até 90% nos últimos 20 anos, estarão extintas nas próximas décadas.
 
Significa dizer que em pouco tempo não haverá mais tubarões “produzindo” nadadeiras. Já está mais do que na hora de reavaliar como estamos usando os escassos recursos marinhos para satisfazer nossas necessidades e desejos. Apesar de grandiosos, os oceanos não suportam mais nossos hábitos tradicionais de consumo. Estamos exaurindo as fontes e levando os mares ao limite da sustentabilidade para diversas populações de animais.
 
A sociedade e nossos governantes precisam entender que os tubarões têm um valor intangível para a Natureza e para os seres humanos. Eles exercem um papel crucial na manutenção da saúde e do equilíbrio da vida nos mares. Sem esses guardiões dos oceanos, teremos um ambiente doente e frágil e os decorrentes desequilíbrios nos ecossistemas marinhos serão imprevisíveis e catastróficos para a humanidade. Mas o valor dos tubarões vivos vai além da questão puramente ecológica ou emocional.
 
 
Alternativas Econômicas ao Finning
Um recente estudo australiano demonstrou que, ao longo de sua vida, os tubarões do arquipélago de Palau (que tem legislação banindo o shark finning de suas águas) trazem, por ano, US$ 18 milhões para o turismo de mergulho com tubarões e representam ainda US$ 2 milhões para economia da pequena nação. Ou seja, considerando o aspecto puramente financeiro, um tubarão mantido vivo pode valer milhares de vezes mais do que um tubarão morto. Não é mais concebível que os tubarões acabem futilmente em uma tigela de sopa de barbatana. Temos que rever a forma como aproveitamos economicamente esses “recursos” maravilhosos para não cairmos num buraco sem volta.
 
 
A Comprovação do Finning no Brasil
Um recente estudo realizado na Universidade New Southeastern, na Flórida (EUA), analisou o material genético de 177 tubarões-martelo da costa brasileira, do Caribe, do Golfo do México e dos oceanos Pacífico e Índico e confrontou os dados com o DNA de 62 nadadeiras de tubarões da mesma espécie à venda em Hong Kong - um dos maiores mercados no mundo onde a barbatana de tubarão pode custar até US$ 700 o quilo. O estudo concluiu que 21% das nadadeiras vinham do Oceano Atlântico Ocidental, área que inclui o Brasil. Ou seja, existem pescadores no Brasil participando da pesca ilegal e do tráfico de barbatanas de tubarão.
 
 
Legislações e Iniciativas contra o Finning Brasil 
A Portaria do Ibama nº 121/1998 proíbe a rejeição ao mar das carcaças de tubarões dos quais tenham sido removidas as barbatanas e somente permite o transporte a bordo ou o desembarque de barbatanas em proporção equivalente ao peso das carcaças retidas ou desembarcadas. Para efeito de comprovação dessa proporcionalidade, o peso total das barbatanas não pode exceder a 5% do peso total das carcaças. Nos desembarques, todas as carcaças e barbatanas de tubarões devem ser pesadas. Nota: a legislação é boa, mas de difícil emprego, controle e fiscalização.
 
 
Estados Unidos – O Congresso americano aprovou em dezembro de 2010 uma nova legislação exigindo que todos os tubarões capturados legalmente em águas norte-americanas devem ser desembarcados com suas nadadeiras íntegras e no corpo do animal. Nota: essa legislação é muito boa e pragmática e serviu de exemplo para nossa campanha.
 
Hawaii – No início de 2010, o Estado do Hawaii, com o objetivo de banir a sopa de barbatana de tubarão, aprovou uma lei proibindo a posse, venda, comércio e distribuição de barbatanas de tubarão.
 
Califórnia – No início de 2011, o Estado da Califórnia, como fez o Hawaii, aprovou uma lei proibindo a posse, venda, comércio e distribuição de barbatanas de tubarão. União Europeia – No início de 2011, por iniciativa da Project AWARE Foundation (ligada à PADI), o Parlamento Europeu endossou uma resolução para banir o Shark Finning, propondo a proibição da remoção das nadadeiras dos tubarões à bordo das embarcações europeias.
 
Washington – Em maio de 2011, a governadora do Estado de Washington (EUA) assinou uma lei proibindo o comércio de barbatanas de tubarão.
 
Bahamas – No início de julho de 2011, o governo das Bahamas aprovou uma lei banindo o shark finning de suas águas e proibindo o comércio e exportação de produtos de tubarão. O Arquipélago se juntou a Honduras, Maldivas e Palau, que já têm legislação semelhante.
 
 
Fonte: Insituto Aqualung
 
 
Assine também o abaixo-assinado contra o Finning


 
 
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domingo, 4 de março de 2012

Na Jureia: a Barra do Una

Só não foi a melhor estação de trabalho, porque existe o núcleo Arpoador. Mas é quase a perfeição.
Explico melhor, a vila de pescadores tem uma praia que é cortada por um rio, o Rio Una, que deságua num mangue.
E essa visitação é controlada, a praia fica quase deserta, para chegar lá só indo a barco pelo manguezal, dá para alugar caiaque, atravessar o riozinho a nado, etc.
Até aí, a descrição já parece ótima, mas continua melhor, até pela opção de almoço numa birosca local.

Seguem as fotos.

A Vila de Pescadores na Barra do Rio Una, onde está o Porto Tocaia:






Para chegar no trabalho, não íamos pela Vila de Pescadores, seguíamos de carro pela estrada até a entrada do manguezal, atravessávamos o mangue de barquinho, esperávamos um tempo na base da Estação Ecológica e só então pegávamos outro barco, de motor de proa, até a foz do Rio Una, para entrevistar os turistas na praia (que se chega também pela vila das fotos acima)

O carro só vai até o marco "Protegido por lei":


Daí em diante, se chega do outro lado de barco a remo.




Onde vive um Vigilante em plantão, repare que o alojamento tem energia solar:


A cozinha do alojamento:





A despensa, comida e colete salva-vidas têm a mesma importância:




E esses vigilantes têm criatividade para decorar a casa, mono-boia e raminho seco viram enfeite:




















Aí é só descer o manguezal no barquinho de motor de popa e chegar na foz do Rio Una, no encontro do rio com o mar.


E o encontro do mangue com o mar, já na praia:





O escritório é na praia, acampamento montado na restinga - minha mochila da "Tem quem queira" aguentou o tranco bravamente, aprovadíssima:





Essa que vos fala, apelando a tudo para se proteger do sol:




Um guarda-vida local:



A restinga, provavelmente um dos ecossistemas brasileiros mais devastados, onde existia restinga, nós loteamos ou asfaltamos, já que 80% dos brasileiros vivem em cidades e quase todas as grandes cidades brasileiras são justamente litorâneas:



A melhor opção local para almoçar, o Bar do Cabelo, com sua jaqueira fornecendo sombra e seus pastéis incríveis e imensos:



Vilarejo simples, de terra batida.



A jaqueira imensa dando sombra e jaca:





Os pastéis, repare que no alto do cartaz, tem um cupinzeiro:




















De marisco fresquinho, pescado por eles:



De peixe refogado, com coentro e cebola, pediu uma pimentinha para ficar ainda melhor:




Depois do almoço, aproveitar que o movimento cai e atravessar o Una até a falésia que se forma ou passear de caiaque.

O acampamento visto do meio do rio, quase na falésia:



O caiaque alugado já na falésia:



Tem gente que não vai à praia, fica direto na falésia até a maré subir:



O tamanho da falésia ao meio-dia, sol a pino e maré baixa:



A maré subindo ao por do sol:



As flores que nascem nessa terra seca, arenosa e que fica encoberta pela água salgada do mar durante pelo menos metade do tempo, quando a maré sobe à noite:



A flor abaixo é encontrada em muros muito facilmente e tem um nome inacreditável, "flor de seu c*"., segundo uma voluntária baiana. Imagino na minha inocência que seja pelo tom roxo e pelas preguinhas que levariam a um buraco...
No mais, menção honrosa ao povo baiano, não obstante de associar a pobre da flor a tal parte da anatomia humana, ainda houve preparo para deixar bem claro "seu c* - o meu é que não haveria de ser"!



A flor de seu c* nos muros da vida, brotando inocentemente, a despeito de sua suposta semelhança conosco:



A fauna local do manguezal e sua moradia na falésia não encoberta pela água do mar:




Rio acima, a restinga vira mangue e de caiaque (adoro), você pode praticamente entrar no mangue:





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Tem quem queira
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Na Jureia: o mercado de peixe da colônia de pescadores
Na Jureia: a marcação do manguezal no GPS foi o melhor

sábado, 3 de março de 2012

Na Jureia: a Feira de Sábado

Acontece na linha do trem desativada. Fui acreditando ser feira orgânica, não era, mas valeu pelo passeio.
A barraca de pastéis foi uma descoberta gastronômica e a loja de artigos nordestinos em frente ainda estava aberta, o que possibilitou outras compras.


Perguntei se alguém comercializava orgânicos e um dos feirantes me respondeu que um senhor vendia adubo orgânico, mas que não tinha saída e a barraca havia encerrado. Entendi o recado e segui em frente.



A única barraca de pescado é apoiada pelo governo, fomentando a pesca artesanal e aquicultura familiar. Melhor assim.




















O melhor dessa feira: pastéis gourmet, carne seca com brócolis e escarola "à mineira" com queijo. Ambos estavam excelentes.





O molho vinagrete como tem que ser, com repolho e cenoura fininha, para alimentar mais, reduzir o custo do tomate com cebola-pimentão e ainda ajudar na digestão:




Do outro lado da linha do trem, Casa do Norte Novo Horizonte, que vende a granel artigos nordestinos. Perguntei ao proprietário se conhecia a Feira de São Cristóvão e ele ainda tinha ouvido falar. Precisa ir, como todo mundo, é programa imperdível.


A peça de carne seca inteira, protegida por um tule.


A maior rapadura que eu já vi, Padre Cícero de 1,5kgs. Comprei, estava muito em conta.




Telefone da Casa do Norte: (55 13) 3453-5652


Mais informação:
Rapadura
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