domingo, 29 de abril de 2012

Milanesas e pûres



Dupla querida, combinam muito entre si.

Eu faço ambos de um jeito só e confesso que não tenho muita vontade de aprender novas variações.

Para fazer pûres:
Cozinhar a raiz-legume escolhido (com casca e tudo) em pouca água até a água evaporar;
Descascar e amassar com garfo;
Se sobrar parte da água do cozimento, junte também - mas a idéia é que não sobre;
Junte manteiga fresca (ou azeite de oliva), sal, pimenta do reino moída na hr, noz moscada moída na hr, alho frito no azeite, ervas finas desidratadas (ou orégano, manjerona ou manjericão secos), salsinha fresca picada (ou sálvia, manjericão, tomilho ou alecrim frescos), misture bem e sirva imediatamente meio pedaçudo mesmo.


Cozinhando em pouca água na panela de barro semitampada:




Dá para fazer no próprio prato e não suja liquificador nenhum. Pode ser feito em abóbora, batata doce, batata baroa, aipim, cenoura, inhame e até banana.

Não uso batata inglesa aqui em casa, é tóxico, alimenta muito menos do que as versões brasileiras e ainda é menos gostosa. Mas tudo que é feito com baroa, pode ser feito em batata inglesa. E a batata doce é tão deliciosa, que pode até ser servida com a própria casca, como nas fotos.
Repare também que as batatas orgânicas são menores do que as convencionais e podem ir inteiras no prato.

Não coloco queijos, creme de leite enlatado, margarina industrializada, leite em pó, nada. Sigo o método de Olivier Anquier, que fêz um pûre assim em seu antigo programa e sempre dá certo.

Para fazer em berinjela e abobrinha, asse o legume ao invés de cozinhar, raspe o recheio e sirva ainda quente. Exatamente como na receita da Manteiga de berinjela com ciboulete em flor orgânica.
Em beringela e abobrinha não rende nada, então você pode combinar com qualquer uma das raízes sugeridas e misturar grosseiramente, justamente para que os sabores não se misturem, mas apenas se juntem em cores diferentes, as combinações são infinitas e sempre surpreendentes. Já imaginou um pûre de aipim rajado com berinjela em creme?


Milanesas
Eu não sou de carnes, mas se fosse, faria da mesma forma.
Vamos lá:
Fatie seu legume favorito em rodelas grossas;
Polvilhe sal;
Passe no ovo caipira batido;
Passe na farinha de trigo integral  (ou fubá ou aveia) adicionando um pouco de fermento à mistura se tiver (funciona sem fermento também).
Frite em azeite fervendo;
Escorra e sirva imediatamente.


Legumes que sempre dão certo: beringela, abobrinha, chuchu, tomate, cebola (meu favorito) e batata baroa. Inhame e batata doce previamente cozidos. Cenoura em bastões. Pimentão em tiras largas...

Para fazer em sardinha: compre limpas na feira, tempere de véspera com limão, coentro e sal. Passe apenas na farinha, esqueça do ovo batido, e frite normalmente.

Para fazer em frutos do mar, como camarão e lula: tempere de véspera como a sardinha, mas na hora de fritar, passe também no ovo.

Para fazer em frango e carne: corte seus pedaços na tábua de madeira, tempere com sal, pimenta e alho cru de véspera. Passe no ovo batido e na farinha escolhida, frite normalmente.

Outras opções: ricota de búfala em rodelas grossas, cogumelos Paris inteiros e crus (não pode ser em conserva), cogumelos shiitakes frescos e inteiros, ramas de cenoura ou mesmo ramos de salsa inteiros com talo e tudo.


Pouco azeite na panela de ferro, não é fritura em imersão, é só para dar aquela passada:


Nunca comprei um saco de farinha branca na vida, nem sei como seria fazer um milanesa tendo que passar na farinha branca antes do ovo. Já comecei na alimentação natural antes de sair da casa da minha mãe, então fui direto para a farinha integral quando comecei a me aventurar em minha própria cozinha.
Acredite, passar na farinha integral deixa seu milanesa mais gostoso do que na farinha de rosca.
A famosa cebola à milanesa do Outback tem aquela casquinha crocante que ninguém consegue reproduzir, porque é feita justamente em farinha integral.
Fubá fica igualmente delicioso, principalmente uma farinha de milho mais grossinha. Já tentei com aveia em flocos grossos e não deu certo, ficou melado. Mas com farelo de aveia ficou ótimo, como está nas fotos por sinal.


Muitos vegetarianos adoram bifes de glutén e eu mesma já comi muitos bifinhos de glúten à parmegiana em restaurantes vegetarianos. É delicioso e você pode fazer em casa facilmente, mas eu particularmente tenho algumas restrições aos bifes de glúten exatamente por serem feitos exclusivamente de uma massa de farinha branca e água.
O mesmo se aplica ao tofu, tofu à milanesa (principalmente na farinha de fubá) é delicioso e acompanha bem um chopinho como o melhor dos tira-gostos. Mas soja é um alimento meio complexo, tofu é ideal para ser comido com muito vegetais crus, exatamente pela toxidade da soja. Além de 80% da nossa soja ser transgênica.
Batendo saudade de algo mais firme, apele aos cogumelos, são mais saudáveis e gostosos do que os bifes de glúten e tofus vendidos por aí.

Se não come ovos, você pode usar uma base feita em araruta diluída em água para dar essa liga. Alguns livros de receitas vegetarianos sugerem maisena e água. Mas sempre prefira a nossa araruta, brasileira, orgânica e muito mais saudável do que essa fécula refinada e industrializada que é a maisena.


Se pensou em Tempurás, eu adoro também, mas confesso que nunca achei que o tempurá de farinha integral ficasse tão gostoso quanto em farinha branca. Apenas por isso não faço em casa, deixo para me intoxicar na rua quando vou enfiar o pé na jaca logo de uma vez.
Mas você pode tentar e até gostar, vai que seu paladar se adapta melhor do que o meu.
Tempurá também é fácil de fazer e a receita básica tradicional para farinha branca pode ser adaptada para farinha integral na mesma proporção, apesar do resultado não ser exatamente igual.


Fazendo frituras, se o fogo subir pela panela e ameaçar tomar o teto e a cozinha, nunca jogue água. Veja melhor no vídeo explicando como evitar esse tipo de incêndio doméstico.



Mais informação:
Abóbora
Pastel de angu
Soja é desnecessária
Falafel, kibe e abará de acarajé
Mamãe não passou açúcar em mim!
Manteiga de berinjela com ciboulete em flor orgânica
Coxinha em massa de batata inglesa e pastel em massa de batata doce - ambos com farinha de mandioca

sábado, 28 de abril de 2012

Bom, bonito e barato: manteiga de berinjela com ciboulete em flor orgânicos

Delícia saudável e muito fácil.
Ainda por cima é barato e chique, lembra a Melitzanosalata grega também em berinjela.


Faz assim:
Corte uma berinjela orgânica ao meio, leve para assar na bifeteira de ferro ou no forno.
Espere amolecer o recheio, leva uns 15 minutos.
Remova com uma colher e pique à faca numa tábua de madeira.
Leve a recipiente de vidro ou metal (não-plástico), junte sal, pimenta, limão galego orgânico e azeite à gosto. É como fazer babaganuch, mas ainda mais fácil e sem tahine.


Eu tinha lindas cebouletes em flor compradas igualmente na Feira de Orgânicos do Flamengo, a 10 minutos de minha casa. O gosto lembra o da cebolinha, mas é mais suave.
Piquei fininho e juntei à minha manteiga de beringela.
Combinou muito e ainda aproveite essa flor roxinha para colocar numa sopa fria de pepino com iogurte e hortelã, é comestível e tem gosto de cebolinha.



Para ver outras "manteigas", como cebola, alho e cogumelos: Azeites aromáticos orgânicos e "manteigas" de legumes caseiras

Para ver a receita e história da Melitzanosalata grega em berinjela: Melitzanosalata

Para fazer maionese caseira de abacate, inhame, pinhão, cenoura ou tradicional em ovos: Maionese industrial, uma receita de salada de maionese sem maionese e o reino dos céus em uma sementinha

Para fazer pesto de tudo, tomate seco, azeitona, hortelã ou mesmo o tradicional em manjericão: Pesto

Para fazer a sopa fria de iogurte com pepino e hortelã: O mundo é o que você come

Para conhecer as panelas de ferro e barro da minha casa: Panela velha é que faz comida boa, Breakfast in America e Tomates verdes fritos

Sobre a  Feira de Orgânicos do Flamengo, tão querida e pau pra toda obra: A Feira de Orgânicos do Flamengo

Imagem do dia (na tourada): o touro é mais civilizado do que o toureiro

Toureiro sofre queda de pressão na arena e tonto, senta exausto.
Contrariando qualquer instinto agressivo, o touro não ataca o toureiro e solidário, fica ao lado de alguém que não pode se defender.
Observe que o próprio animal já estava inteiro impalado pelos espetos e lanças normalmente usados nas touradas. E existe coisa mais imbecil do que uma tourada? Isso é diversão?

Animais percebem quando outro ser vivo não está bem. Meus cães sempre conseguiram perceber diferenças físicas minhas e entre si.
Nesses anos de internet, tive acesso à milhares de histórias de animais que salvaram a vida de seus donos e ajudaram a avisar parentes e pedir socorro antes mesmo que os sintomas se manifestassem.

Nós, animais humanos e civilizados, que nos consideramos o topo da pirâmide, perdemos muito nosso sentido de bando, de matilha, cardume e revoada. Nós não somos mais capazes de enxergar se um colega de trabalho está bem ou mesmo se a pessoa ao nosso lado dormiu mal.

O homem é o único animal que agride sem necessidade de defesa, que maltrata a própria cria, que mata sem ter fome e que permite que outros de sua espécie morram e passem fome.

Nós não somos o topo da pirâmide, aliás não existe pirâmide alguma, nós somos apenas mais um elo da corrente. O elo mais fraco por sinal.
Pela milésima vez, somos nós que temos a aprender e ceder.



Mais informação:
Terráqueos
Zoológicos x Reservas
Circo legal não tem animal
Bike Pólo, para deixar os cavalos em paz
Equitação, hipismo e charretes são insustentáveis e cruéis
Odeio Rodeio: fonte de muito sofrimento e prejuízos aos cofres públicos
Férias de Verão em Natal (RN): Vamos passear de camelo em Genipabu? Não, obrigada!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mulher vive um dia de cobaia e se submete aos mesmos testes que os animais sofrem nos laboratórios

Mulher vive um dia de cobaia e se submete aos mesmos testes que os animais sofrem nos laboratórios

Uma mulher se voluntariou, em Londres, na Inglaterra, para participar de um procedimento idêntico ao vivido pelos animais que sofrem diariamente como cobaias nos laboratórios. O intuito foi sensibilizar as pessoas a respeito da crueldade dos testes que usam animais. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Ela foi arrastada por uma corda pelo pescoço e colocada sentada em um banco. Era hora de Jacqueline Traide comer, e pelas suas feições, seu medo era real.

Primeiro, sua boca foi aberta com dois grampos de metal , anexados a um elástico em torno de sua cabeça. Um homem, em um avental branco, a segurou pelo seu rabo de cavalo e a puxou até que sua cabeça fosse para trás.


A jovem de 24 anos vivenciou um procedimento onde cosméticos são pingados em olhos de animais.

Consumidores horrorizados param, olham e tiram fotos de Jaqueline, enquanto ela se senta em um banco, cheia de eletrodos.

Quando o homem terminou de dar comida à Jaqueline, ela estava engasgando, e tentando se soltar.

Pelas próximas 10 horas, esta atraente artista de 24 anos levou injeções, teve sua pele esfoliada e melada com loções e cremes – e então teve um parte de seu cabelo raspado em frente à consumidores atônitos em uma das ruas mais movimentadas de Londres.

E em algum lugar do mundo, talvez em um laboratório que esteja conduzindo testes para um novo rímel, um animal indefeso está sendo sujeito ao mesmo tratamento.

A diferença é que Jacqueline – publicamente humilhada, tremendo de frio e com a pele vermelha nas bochechas – foi para casa depois que o experimento terminou.

Um animal teria tido uma morte terrível.


Cronk dá comida à força à Jacqueline enquando fios representando eletrodos.

Jacqueline teve parte de seu cabelo raspado, o que é comum em animais de laboratório. A Sociedade Humana Internacional e a Lush juntaram forças para lançar uma campanha global contra teste em animais.

Jacqueline se voluntariou para participar da performance chocante, para chamar atenção à dor e crueldade sofridas pelos animais em laboratórios.

Seus olhos lacrimejaram quando um produto irritante foi borrifado em intervalos de tempo, e seu braço começou a sangrar quando ela tentou resistir a uma injeção.


Talvez o momento mais surpreendente foi quando uma parte do seu cabelo foi raspado – prática comum em laboratórios quando monitores ou eletrodos precisam ser colocados na pele de um animal.

Passageiros de ônibus e pedestres tiravam fotos da demonstração – antes de assinar a petição ou simplesmente ir embora.


Jacqueline, que parecia nervosa antes da apresentação, permaneceu calada durante toda a demonstração – mas pelas suas feições, seu sofrimento foi muito real.

Ela disse: “espero que isso plante uma semente de consciência nas pessoas, para que elas comecem a pensar sobre o que elas compram e consumem, e o que acontece quando um produto é produzido”.

Momentos depois, ela teve uma corda amarrada ao seu pescoço.

Alguns dos instrumentos usados em Jacqueline são usados em animais em laboratório em todo o mundo

O gerente da campanha Tamsin Omnond disse: “O irônico é que, se fosse um beagle na vitrine passando por isso, a polícia e a Sociedade Protetora estariam aqui em minutos. Mas em algum lugar do mundo, um animal é submetido a este teste. A diferença é que o público não vê. Nós precisamos lembrar as pessoas que isto ainda acontece. Cientistas têm usados animais em laboratórios para testes de medicamentos e cosméticos, e não pararam.”


Embora testes em animais para cosméticos tenham sido banidos na Comunidade Europeia há 3 anos atrás, ainda é legal na Grã-Bretanha a venda de cosméticos que foram testados em animais em outras partes do mundo, incluindo Canadá e Estados Unidos. Na China, estes testes são um requerimento.

A porta-voz da Sociedade Humana Wendy Higgind disse que “é moralmente impensável que empresas de cosméticos continuem a lucrar com o sofrimento animal”, adicionando que não há nenhuma justificativa para submeter animais à dor, só para produzir um batom ou uma sombra de olho.


Mais informação:
A Lush é um luxo
Como funciona a indústria de cosméticos
Creme dental e escovas de dentes não testados em animais
Segundo estudo, pele sintética pode substituir animais em testes
Cosméticos biodegradáveis, orgânicos e não testados em animais
Hidrogel: a alternativa para o uso de animais no teste de medicamentos
Software substitui rãs em aulas práticas de Fisiologia e Biofísica na Unicamp
PasBas, plantas, flores e especiarias: você pode fazer seu cosmético em casa
Imagem da Semana: a libertação dos beagles nascidos e criados em cativeiro
Neurocientistas de todo mundo assinam manifesto reconhecendo consciência em animais    

quinta-feira, 26 de abril de 2012

#VETADILMA - quem votou contra e a favor

Agora é com ela e vamos então ver se nossa primeira presidente mulher, ex-presa política, mostra a que veio e corta as asas da bancada ruralista.

É importante salientar que na votação do codigo florestal o voto SIM é contra as florestas (sim para alteração do Código) e o NÃO é a favor.



O projeto de lei: PL 1875/1999

Projeto de Lei

Situação: Aguardando Encaminhamento na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA)

Identificação da Proposição

Autor: Sérgio Carvalho - PSDB/RO

Apresentação: 19/10/1999

Ementa
Dispõe sobre Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal, exploração florestal e dá outras providências.

Explicação da Ementa
Revoga a Lei nº 4.771, de 1965 (Código Florestal); altera a Lei nº 9.605, de 1998. PL chamado de novo Código Florestal.

13/12/2011 (SUBSTITUTIVO DO SENADO)

À Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 1876, de 1999, do Sr. Sérgio Carvalho, que "dispõe sobre Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal, exploração florestal e dá outras providências" (revoga a Lei n. 4.771, de 1965 - Código Florestal; altera a Lei nº 9.605, de 1998).


VOTAÇÃO

SEGUNDA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA Nº 097 - 25/04/2012

Abertura da sessão: 25/04/2012 19:32

Encerramento da sessão: 25/04/2012 21:52

Proposição: PL Nº 1876/1999 - DVS - PT - § 7º DO ART. 62, P/ FINS DE SUA MANUTENÇÃO - Nominal Eletrônica

Início da votação: 25/04/2012 21:06

Encerramento da votação: 25/04/2012 21:12

Presidiram a Votação: Marco Maia

Resultado da votação

Sim: 184

Não: 228

Abstenção: 3

Total da Votação: 415

Total Quorum: 416

Presidente da Casa: Marco Maia - PT /RS

Presidiram a Sessão:

Rose de Freitas - 19:32

Marco Maia - 20:11

Nilson Leitão - 21:30

Inocêncio Oliveira - 21:36


Orientação


PT: Sim


PMDB: Não


PSDB: Não


PSD: Não


PR: Não


PCdoB: Sim


PP: Liberado


DEM: Não


PDT: Liberado


PV: Sim


PTB: Não


PSC: Não


PRB: Sim


PSOL: Sim


GOV.: Sim


Roraima (RR)

Berinho Bantim PSDB Não

Edio Lopes PMDB Não

Francisco Araújo PSD Não

Jhonatan de Jesus PRB Sim

Luciano Castro PR PR Não

Paulo Cesar Quartiero DEM Não

Raul Lima PSD Não

Teresa Surita PMDB Não

Total Roraima: 8


Amapá (AP)

Davi Alcolumbre DEM Não

Evandro Milhomen PCdoB Sim

Fátima Pelaes PMDB Não

Janete Capiberibe PSB Sim

Luiz Carlos PSDB Não

Sebastião Bala Rocha PDT Sim

Total Amapá: 6


Pará (PA)

Arnaldo Jordy PPS Sim

Asdrubal Bentes PMDB Não

Beto Faro PT Sim

Cláudio Puty PT Sim

Dudimar Paxiúba PSDB Não

Elcione Barbalho PMDB Não

Giovanni Queiroz PDT Não

José Priante PMDB Não

Josué Bengtson PTB Não

Lira Maia DEM Não

Lúcio Vale PR Não

Miriquinho Batista PT Sim

Wandenkolk Gonçalves PSDB Não

Wladimir Costa PMDB Sim

Zé Geraldo PT Sim

Zenaldo Coutinho PSDB Sim

Zequinha Marinho PSC Não

Total Pará: 17


Amazonas (AM)

Átila Lins PSD Não

Carlos Souza PSD Não

Henrique Oliveira PR Não

Rebecca Garcia PP Sim

Sabino Castelo Branco PTB Não

Silas Câmara PSD Sim

Total Amazonas: 6


Rondonia (RO)

Carlos Magno PP Não

Marcos Rogério PDT Não

Mauro Nazif PSB PCdoB Não

Moreira Mendes PSD Não

Natan Donadon PMDB Não

Nilton Capixaba PTB Não

Padre Ton PT Sim

Total Rondonia: 7


Acre (AC)

Antônia Lúcia PSC Não

Gladson Cameli PP Não

Henrique Afonso PV Sim

Perpétua Almeida PCdoB Sim

Sibá Machado PT Sim

Taumaturgo Lima PT Sim

Total Acre: 6


Tocantins (TO)

Ângelo Agnolin PDT Sim

César Halum PSD Não

Irajá Abreu PSD Não

Júnior Coimbra PMDB Não

Laurez Moreira PSB Não

Lázaro Botelho PP Não

Professora Dorinha Seabra Rezende DEM Não

Total Tocantins: 7


Maranhão (MA)

Alberto Filho PMDB Não

Carlos Brandão PSDB Não

Cleber Verde PRB Sim

Costa Ferreira PSC Não

Davi Alves Silva Júnior PR Não

Domingos Dutra PT Sim

Edivaldo Holanda Junior PTC Sim

Francisco Escórcio PMDB Não

Hélio Santos PSD Não

Lourival Mendes PTdoB Não

Nice Lobão PSD Não

Pedro Novais PMDB Não

Pinto Itamaraty PSDB Não

Professor Setimo PMDB Não

Ribamar Alves PSB Sim

Sarney Filho PV Sim

Waldir Maranhão PP Sim

Total Maranhão: 17


Ceará (CE)

André Figueiredo PDT Sim

Antonio Balhmann PSB Não

Ariosto Holanda PSB Sim

Artur Bruno PT Sim

Chico Lopes PCdoB Sim

Danilo Forte PMDB Não

Domingos Neto PSB Sim

Eudes Xavier PT Sim

Gera Arruda PMDB Não

Gorete Pereira PR Não

João Ananias PCdoB Sim

José Airton PT Sim

José Guimarães PT Sim

Mauro Benevides PMDB Não

Vicente Arruda PR Não

Total Ceará: 15


Piauí (PI)

Assis Carvalho PT Sim

Hugo Napoleão PSD Não

Iracema Portella PP Sim

Jesus Rodrigues PT Sim

Júlio Cesar PSD Não

Marcelo Castro PMDB Não

Marllos Sampaio PMDB Não

Nazareno Fonteles PT Sim

Total Piauí: 8


Rio Grande do Norte (RN)

Fábio Faria PSD Não

Fátima Bezerra PT Sim

Felipe Maia DEM Não

Henrique Eduardo Alves PMDB Não

João Maia PR Não

Paulo Wagner PV Sim

Sandra Rosado PSB Sim

Total Rio Grande do Norte: 7


Paraíba (PB)

Benjamin Maranhão PMDB Não

Damião Feliciano PDT Sim

Efraim Filho DEM Não

Hugo Motta PMDB Não

Leonardo Gadelha PSC Não

Luiz Couto PT Sim

Nilda Gondim PMDB Não

Wellington Roberto PR Não

Wilson Filho PMDB Não

Total Paraíba: 9


Pernambuco (PE)

Anderson Ferreira PR Não

Bruno Araújo PSDB Não

Carlos Eduardo Cadoca PSC Não

Eduardo da Fonte PP Sim

Fernando Coelho Filho PSB Sim

Fernando Ferro PT Sim

Gonzaga Patriota PSB Sim

Inocêncio Oliveira PR Não

João Paulo Lima PT Sim

Jorge Corte Real PTB Não

José Augusto Maia PTB Sim

Luciana Santos PCdoB Sim

Pedro Eugênio PT Sim

Raul Henry PMDB Sim

Roberto Teixeira PP Não

Sergio Guerra PSDB Não

Severino Ninho PSB Sim

Silvio Costa PTB Não

Vilalba PRB Sim

Wolney Queiroz PDT Não

Total Pernambuco: 20


Alagoas (AL)

Arthur Lira PP Sim

Celia Rocha PTB Não

Givaldo Carimbão PSB Sim

Joaquim Beltrão PMDB Não

Renan Filho PMDB Não

Rosinha da Adefal PTdoB Não

Rui Palmeira PSDB Sim

Total Alagoas: 7


Sergipe (SE)

Heleno Silva PRB Não

Laercio Oliveira PR Não

Márcio Macêdo PT Sim

Mendonça Prado DEM Sim

Valadares Filho PSB Sim

Total Sergipe: 5


Bahia (BA)

Acelino Popó PRB Sim

Afonso Florence PT Sim

Alice Portugal PCdoB Sim

Amauri Teixeira PT Sim

Antonio Brito PTB Não

Antonio Imbassahy PSDB Sim

Claudio Cajado DEM Não

Daniel Almeida PCdoB Sim

Edson Pimenta PSD Não

Fábio Souto DEM Não

Felix Mendonça Júnior PDT Não

Fernando Torres PSD Não

Geraldo Simões PT Não

Jânio Natal PRP Não

José Carlos Araújo PSD Não

José Nunes PSD Não

Josias Gomes PT Sim

Jutahy Junior PSDB Sim

Lucio Vieira Lima PMDB Não

Luiz Alberto PT Sim

Márcio Marinho PRB Sim

Marcos Medrado PDT Sim

Maurício Trindade PR Não

Nelson Pellegrino PT Sim

Oziel Oliveira PDT Não

Paulo Magalhães PSD Não

Roberto Britto PP Sim

Sérgio Brito PSD Não

Valmir Assunção PT Sim

Waldenor Pereira PT Sim

Total Bahia: 30


Minas Gerais (MG)

Ademir Camilo PSD Não

Aelton Freitas PR Não

Antônio Andrade PMDB Não

Antônio Roberto PV Sim

Aracely de Paula PR Não

Bernardo Santana de Vasconcellos PR Não

Bonifácio de Andrada PSDB Não

Diego Andrade PSD Não

Dimas Fabiano PP Não

Domingos Sávio PSDB Não

Dr. Grilo PSL Sim

Eduardo Barbosa PSDB Sim

George Hilton PRB Sim

Geraldo Thadeu PSD Não

Gilmar Machado PT Sim

Jaime Martins PR Não

Jairo Ataide DEM Não

Jô Moraes PCdoB Sim

João Bittar DEM Não

José Humberto PHS Não

Júlio Delgado PSB Sim

Leonardo Monteiro PT Sim

Leonardo Quintão PMDB Não

Lincoln Portela PR Abstenção

Márcio Reinaldo Moreira PP Não

Marcus Pestana PSDB Sim

Mário de Oliveira PSC Não

Newton Cardoso PMDB Não

Padre João PT Sim

Paulo Piau PMDB Não

Reginaldo Lopes PT Sim

Saraiva Felipe PMDB Não

Toninho Pinheiro PP Não

Vitor Penido DEM Não

Walter Tosta PSD Sim

Weliton Prado PT Sim

Zé Silva PDT Não

Total Minas Gerais: 37


Espírito Santo (ES)

Audifax PSB PsbPcdob Sim

Cesar Colnago PSDB Sim

Dr. Jorge Silva PDT Não

Iriny Lopes PT Sim

Lauriete PSC Não

Lelo Coimbra PMDB Não

Manato PDT Não

Paulo Foletto PSB Sim

Rose de Freitas PMDB Não

Sueli Vidigal PDT Sim

Total Espírito Santo: 10


Rio de Janeiro (RJ)

Alessandro Molon PT Sim

Alexandre Santos PMDB Não

Alfredo Sirkis PV Sim

Andreia Zito PSDB Sim

Anthony Garotinho PR Sim

Arolde de Oliveira PSD Não

Aureo PRTB Sim

Benedita da Silva PT Sim

Brizola Neto PDT Sim

Chico Alencar PSOL Sim

Chico D`Angelo PT Sim

Deley PSC Abstenção

Dr. Adilson Soares PR Não

Dr. Aluizio PV Sim

Edson Ezequiel PMDB Não

Edson Santos PT Sim

Eduardo Cunha PMDB Não

Felipe Bornier PSD Sim

Fernando Jordão PMDB Não

Francisco Floriano PR Não

Glauber Braga PSB Sim

Hugo Leal PSC Não

Jair Bolsonaro PP Não

Jandira Feghali PCdoB Sim

Jean Wyllys PSOL Sim

Leonardo Picciani PMDB Não

Liliam Sá PSD Sim

Luiz Sérgio PT Sim

Marcelo Matos PDT Sim

Miro Teixeira PDT Sim

Neilton Mulim PR Sim

Paulo Feijó PR Não

Rodrigo Maia DEM Sim

Romário PSB Sim

Simão Sessim PP Sim

Stepan Nercessian PPS Sim

Vitor Paulo PRB Sim

Walney Rocha PTB Não

Washington Reis PMDB Não

Zoinho PR Não

Total Rio de Janeiro: 40


São Paulo (SP)

Abelardo Camarinha PSB Abstenção

Alberto Mourão PSDB Sim

Alexandre Leite DEM Não

Arlindo Chinaglia PT Sim

Arnaldo Faria de Sá PTB Não

Arnaldo Jardim PPS Não

Beto Mansur PP Não

Bruna Furlan PSDB Sim

Carlinhos Almeida PT Sim

Carlos Sampaio PSDB Sim

Carlos Zarattini PT Sim

Devanir Ribeiro PT Sim

Dimas Ramalho PPS Sim

Dr. Ubiali PSB Sim

Duarte Nogueira PSDB Não

Edinho Araújo PMDB Não

Eleuses Paiva PSD Não

Emanuel Fernandes PSDB Sim

Guilherme Campos PSD Não

Guilherme Mussi PSD Sim

Ivan Valente PSOL Sim

Janete Rocha Pietá PT Sim

Jefferson Campos PSD Não

Jilmar Tatto PT Sim

João Dado PDT Não

João Paulo Cunha PT Sim

Jonas Donizette PSB Sim

Jorge Tadeu Mudalen DEM Não

José De Filippi PT Sim

José Mentor PT Sim

Junji Abe PSD Não

Keiko Ota PSB Sim

Luiza Erundina PSB Sim

Mara Gabrilli PSDB Sim

Milton Monti PR Não

Missionário José Olimpio PP Não

Nelson Marquezelli PTB Não

Otoniel Lima PRB Sim

Pastor Marco Feliciano PSC Não

Paulo Freire PR Não

Paulo Maluf PP Não

Paulo Pereira da Silva PDT Não

Paulo Teixeira PT Sim

Penna PV Sim

Ricardo Izar PSD Sim

Ricardo Tripoli PSDB Sim

Roberto de Lucena PV  Sim

Roberto Santiago PSD Sim

Salvador Zimbaldi PDT Sim

Tiririca PR Não

Vanderlei Macris PSDB Sim

Vanderlei Siraque PT Sim

Vaz de Lima PSDB Sim

Vicente Candido PT Sim

Vicentinho PT Sim

Walter Feldman PSDB Sim

William Dib PSDB Sim

Total São Paulo: 57


Mato Grosso (MT)

Carlos Bezerra PMDB Não

Eliene Lima PSD Não

Homero Pereira PSD Não

Nilson Leitão PSDB Não

Pedro Henry PP Não

Valtenir Pereira PSB Não

Total Mato Grosso: 6


Distrito Federal (DF)

Augusto Carvalho PPS Sim

Erika Kokay PT Sim

Izalci PR Não

Jaqueline Roriz PMN Não

Luiz Pitiman PMDB Não

Policarpo PT Sim

Reguffe PDT Sim

Ronaldo Fonseca PR Não

Total Distrito Federal: 8


Goiás (GO)

Armando Vergílio PSD Não

Carlos Alberto Leréia PSDB Não

Flávia Morais PDT Não

Heuler Cruvinel PSD Não

Íris de Araújo PMDB Não

João Campos PSDB Não

Leandro Vilela PMDB Não

Leonardo Vilela PSDB Não

Magda Mofatto PTB Não

Pedro Chaves PMDB Não

Ronaldo Caiado DEM Não

Rubens Otoni PT Sim

Sandes Júnior PP Não

Total Goiás: 13


Mato Grosso do Sul (MS)

Antônio Carlos Biffi PT Sim

Fabio Trad PMDB Não

Geraldo Resende PMDB Não

Giroto PMDB Não

Marçal Filho PMDB Não

Reinaldo Azambuja PSDB Não

Vander Loubet PT Não

Total Mato Grosso do Sul: 7


Paraná (PR)

Abelardo Lupion DEM Não

Alex Canziani PTB Não

André Vargas PT Sim

André Zacharow PMDB Não

Assis do Couto PT Sim

Cida Borghetti PP Não

Dilceu Sperafico PP Não

Dr. Rosinha PT Sim

Edmar Arruda PSC Não

Fernando Francischini PSDB Não

Giacobo PR Não

Hermes Parcianello PMDB Não

João Arruda PMDB Não

Leopoldo Meyer PSB Sim

Luiz Nishimori PSDB Não

Nelson Meurer PP Não

Nelson Padovani PSC Não

Odílio Balbinotti PMDB Não

Osmar Serraglio PMDB Não

Ratinho Junior PSC Não

Reinhold Stephanes PSD Não

Rosane Ferreira PV Sim

Rubens Bueno PPS Sim

Sandro Alex PPS Sim

Zeca Dirceu PT Sim

Total Paraná: 25


Santa Catarina (SC)

Carmen Zanotto PPS Sim

Celso Maldaner PMDB Não

Décio Lima PT Sim

Esperidião Amin PP Sim

João Pizzolatti PP Sim

Jorge Boeira PSD Não

Jorginho Mello PSDB Não

Luci Choinacki PT Sim

Marco Tebaldi PSDB Não

Mauro Mariani PMDB Não

Onofre Santo Agostini PSD Não

Pedro Uczai PT Sim

Rogério Peninha Mendonça PMDB Não

Ronaldo Benedet PMDB Não

Valdir Colatto PMDB Não

Total Santa Catarina: 15


Rio Grande do Sul (RS)

Alceu Moreira PMDB Não

Assis Melo PCdoB Pcdob Sim

Bohn Gass PT Sim

Danrlei De Deus Hinterholz PSD Não

Darcísio Perondi PMDB Não

Eliseu Padilha PMDB Não

Fernando Marroni PT Sim

Giovani Cherini PDT Não

Henrique Fontana PT Sim

Jeronimo Goergen PP Não

José Stédile PSB Pcdob Sim

Luis Carlos Heinze PP Não

Luiz Noé PSB Pcdob Sim

Marco Maia PT Art. 17

Nelson Marchezan Junior PSDB Não

Onyx Lorenzoni DEM Não

Osmar Terra PMDB Não

Paulo Ferreira PT Sim

Paulo Pimenta PT Sim

Renato Molling PP Não

Ronaldo Nogueira PTB Não

Ronaldo Zulke PT Sim

Vieira da Cunha PDT Sim

Total Rio Grande do Sul: 23


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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Para abolir a escada rolante

Escada rolante é como ar condicionado, uma praga moderna. Consome energia, matéria prima em sua produção, vira lixo urbano quando deprecia e não traz nenhum benefício à saúde. Ambos deveriam servir como paliativos em casos emergenciais, mas viraram padrão graças a nossa preguiça.

Veja o que um grupo de engenheiros suecos realizou para motivar as pessoas a usarem a escada convencional.

No começo ninguém utilizava a escada, cerca de 97% da população pegava a escada rolante.
Boa iniciativa, uma simples idéia pode mudar uma vida, motivando as pessoas  a fazer exercícios sem mesmo notar.
O exemplo abaixo seria ainda mais interessante se fosse cogerador de energia através de energia piezoelétrica e essa energia cogerada pelas pessoas, que produzem música e se exercitam, talvez até servisse para alimentar um possível elevador para os deficientes físicos e idosos que realmente não podem subir escadas.
video


Site oficial do projeto: The Fun Theory

Mais informação:

sábado, 14 de abril de 2012

Como enfrentar a crise econômica mundial? Trabalhe menos


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"dinheiro que você não tem, para comprar coisas de que você não precisa, para impressionar por pouco tempo pessoas com quem você não se importa."

Assim Tim Jackson traduz o infeliz objetivo da maioria das pessoas na nossa geração. E é a pura realidade. Trabalhamos para manter fábricas produzindo. Não apenas operando máquinas, mas também fazendo horas extras para conseguir mais dinheiro para comprar coisas de que não precisamos realmente. A propaganda estimula o consumismo exagerao, e continuamos trabalhando cada vez mais para consumir cada vez mais. E com o aumento da demanda - por carroz, sapatos de salto fino, depois de salto grosso, casas maiores, calças de marca, etc etc etc - são necessários mais recursos, mais trabalho e mais horas indo pelo ralo, para manter o sistema funiconando.

Mas o sistema é feito de gente. É feito de nós. Não é uma entidade sobrenatural Está em nossas mãos quebrar esse ciclo vicioso. Nosso sistema desperdiça demais! Desperdiça matéria, energia, conhecimento, tempoe  vidas humanas. Mesmo que quiséssemos manter essa roda gigante funcionando, não seria possível por muito tempo. Nosso planeta é finito, assim como seus recursos. A saúde humana também.

Trabalhar menos
Alguns pensadores têm defendido que, para enfrentar a crise econômica mundial, não precisamos trabalhar mais. Pelo contrário. Trabalhar menos horas poderia trazer diversos benefícios para a sociedade.
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Primeiramente, a qualidade de vida: as pessoas teriam mais tempo para dedicarem-se a suas famílias, amigos e hobbies. Todos os gráficos indicadores de saúde da população iriam disparar para cima. Em segundo lugar, haveria mais empregos.
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Com cada pessoa trabalhando menos horas, seriam necessários turnos de trabalho, e onde havia um empregado em tempo integral, haveria dois empregados de meio período. O rendimento dessas pessoas por hora tende a ser maior, pois as pessoas conseguem se concentrar mais em menores períodos de tempo, e ficariam menos cansadas e entediadas. E, por fim, há quem diga que até benefícios ambientais seriam sentidos, com menos trânsito nas ruas, menor poluição, menos energia desperdiçada.
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Trabalhar com propósito

Economistas como Ernst Fritz Schumacher e Vandana Shiva defendem que nós voltemos a olhar para o trabalho como algo bom, até sagrado. Algo com propósito. Um bom trabalho é aquele que dá prazer, e no qual você se sente útil para a comunidade. Seja sendo um cientista, um político, um cozinheiro, um marceneiro, um artista – afinal, beleza também é necessária e útil.

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É claro que isso não quer dizer que todas as segundas-feiras você irá pular da cama sorridente e dizendo “mal posso esperar para retomar o trabalho!”. Mas pelo menos algumas segundas-feiras sim. A obrigação sempre cansa, por isso sempre será necessário lazer. Mas o trabalho pode ser mais leve, legítimo e interessante.

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Divertir-se com liberdade

Já que falamos nele, outra coisa que devemos repensar é o lazer. Por ficarmos 40 horas por semana num trabalho maçante, estressante e até angustiante para alguns, a nossa forma de lazer é sentra na frente da TV – ou de outro aparelho e passivamente deixar as imagens entrarem pela retina.

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Algumas vezes temos a impressão de que a única forma de diversão é aquela que é feita, industrializada e empacotada como entretenimento. Mas lavar o quintal, cuidar do jardim, fazer alongamento, correr, brincar de bola com as crianças, tocar um instrumento, cozinhar, costurar e bordar são formas de lazer gratuitos, produtivos e independentes de qualquer indústria.

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Fazendo acontecer – a liberdade econômica
E aí, todo animado(a) que essa revolução aconteça, a gente precise trabalhar menos e com muito mais alegria, né? Mas isso parece tão distante de nossa realidade. Parece mesmo. Mas não está tão distante assim, e por incrível que pareça, podemos dar uma receita. Que eu aprendi com a amiga Isabela Menezes, que tem uma linda história de vida, largando um emprego de executiva de eventos para dedicar-se à educação para a sustentabilidade e ao movimento Cidades em Transição.
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Ela se fez a seguinte pergunta: Quanto eu custo por mês? Depois de descobrir isso, observe seu comportamento de consumo. Do que você pode abrir mão sem perder qualidade de vida? Talvez passar a correr num parque ou praça em vez de fazer academia. Diminuir a frequência das idas a shopping, fazendo troca-troca de roupas e acessórios com os colegas para renovar o guarda-roupa sem consumir. Talvez comer mais em casa, aproveitar para tirar a poeira do avental e treinar suas habilidades culinárias. Fazer as unhas, precisa mesmo toda semana?
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Saiba o que é importante para você, não para os outros. Se você gosta muito de viajar, por exemplo, permita-se gastar dinheiro com isso, e reduza gastos com coisas que não importam tanto para você. Além disso, procure conviver com pessoas que têm o salário menor que o seu e descubra formas de ter uma vida mais econômica e resiliente.
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Reduzindo o “quanto você custa”, você pode dar-se ao luxo de procurar um emprego menos rentável, ou negociar trabalhar menos horas, se isso for lhe fazer mais feliz. Pode até mesmo dedicar-se à carreira artística com que sempre sonhou, se você conseguir se establizar com uma renda compatível com seu novo orçamento.
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Você vai ver que custar pouco é bom não só para o planeta, mas para sua saúde e equilíbrio também. Conquiste sua liberdade econômica.
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Fonte: Coletivo Verde
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domingo, 8 de abril de 2012

Encerrando a Juréia: o núcleo Arpoador

Já era para ter escrito esse post há mais de 1 mês.
Mas faltou tempo e desde então, só pude fazer postagens mais rápidas. Postagem sobre a Juréia dá muito trabalho, é foto que não acaba mais, tem que abrir uma a uma, além do tempo para baixar tudo.
Tudo bem, encerro a viagem à Juréia agora, quando aproveito para encerrar outras coisas na minha vida, vou falar disso também em breve.

Seguem as fotos da última estação de trabalho, onde tive o prazer e privilégio de morar sozinha por 10 dias.
O núcleo Arpoador é a única estação de trabalho que demanda mudança no sentido domiciliar por ser numa praia deserta, afastada e fechada à população em geral.
Foi no Arpoador que eu atravessei o rio Guaraú à nado, ainda espero outra voluntária me enviar a foto desse feito, que viria a se repetir diariamente. Mas já dá para ver o rio na postagem sobre os Guarda-Parques da Juréia, é esse rio que Seu Basílio me ajuda a atravessar de barco a remo.
Também foi no Arpoador que pude fazer a marcação do mangue no GPS, conforme descrito na postagem "Na Juréia: a marcação no GPS do manguezal do rio Guaraú foi o melhor".



Para chegar lá:
Não é coisa das mais fáceis, mas vale o esforço. Primeiro é preciso atravessar uma praia à pé, com a bagagem nas costas pela areia. Então, te atravessam pelo rio Guaraú num barquinho a remo e você sobe por uma pedra bem ingrata até chegar em outra praia. Vai atravessar essa praia a pé também até dar de cara com a placa abaixo.
Seus problemas acabaram.




O alojamento do Arpoador é no mesmo esquema do Itinguçu já mostrado na postagem "Na Juréia: o alojamento", mas com algumas diferenças, como energia solar e a vista mais incrível que alguém pode querer.









Para chegar na casa principal:


A cozinha e o rancho, adorei o armário - igualzinho de embarcação antiga:






Os cães da casa, o "louro" estava cheio de vermes, tinha o remédio e tratei. Espero que estejam ministrando as outras doses preventivas.



Nadam bem, atravessam o rio mais rápido do que eu. Vão dar uma volta na cidadezinha, mas voltam para casa sempre.


No primeiro dia às 6 da manhã, a colheita do marisco à moda caiçara, com água pela cintura:






A sacola cheia do marisco que dá pela pedra, machuca o joelho e sola do pé da gente, mas custa um dinheirão nos restaurantes.
Limpo e refogado com alho e cebola no molho de tomate, é o melhor acompanhamento para uma massa al dente.



Então, eu acordava cedo e passava a manhã catando o lixo trazido pelo mar. Em alguns dias, apenas 1 sacola, em outros mais de 10. Levei um rolo imenso de sacolas plásticas biodegradáveis e em 10 dias de Arpoador, o rolo acabou.


Se não acredita que uma praia deserta possa ser lotada de lixo trazido pelo mar, veja a foto abaixo tirada em outra praia próxima dali.


Dois cadáveres trazidos pelo mar, viraram comida de albatroz e empestiaram o ar até eu enterrar os restos.




No meio da praia, você encontra uma entradinha e lá dentro, um depósito de barcos.




Aqui também tem flor de seu c*! Para ver os porquês desse nome absurdo em flor tão singela, vá na postagem da Juréia sobre a Barra do Una.



As frutas do local: pitangas e apricots da restinga




A mão de obra que é colocar e tirar um barquinho de motor de popa na água todo dia.




As vezes até o barco precisa de carona.



E eu também peguei muita carona, sempre que ameaçava chuviscar ou já havia gente esperando no cais, eu ia sentada no barco sendo arrastado pelo trator. Andar de barco na areia é interessante, rende fotos diferentes.







O grande luxo: passar o fim de tarde numa praia deserta. Voltei com sardas que não tinha, mas deitar numa praia sem pegadas é incomparável.



Mais informação: Se precisarem de mim, estou na Juréia