quarta-feira, 27 de junho de 2012

Imagem do ano na RIO+20: Dra Vandana Shiva bebendo Ades inocentemente


Seminário Internacional de Biopirataria com participação da física e ecofeminista, vencedora do Nobel da Paz e Vice Presidente do Slow Food Internacional, Dra. Vandava Shiva, na Cúpula dos Povos, fui é claro.
Chego cedo, sento na primeira fila e arrumo a maquininha digital. Tudo nos conformes.

A mesa dos palestrantes ainda vazia à minha frente com sua indefectível água mineral engarrafada em plástico e ele lá, o Ades, fazendo figuração de luxo.
Na dele, impassível, sólido como um monolito.


A palestra transcorrendo maravilhosa, Vandana Shiva com seu amigo indígena acreano, Benki Ashaninka, se sentindo em casa e botando a boca no mundo.
Como os recursos de câmera de minha digital são limitados, esperei a apresentação dela esquentar para começar a gravar, enquanto isso, anotei mentalmente algumas frases de impacto muito aplaudidas:
"A Biopirataria é a segunda vinda de Colombo, na primeira acabaram com a cultura dos povos nativos, agora nos roubam as sementes."
"Colombo nem sabia para onde ia, chegou aqui e achou que era a Índia e, por isso, nós 2 somos chamados de índios (abraçando Benki Ashaninka)."
"Não somos emergentes, meu povo está no Himalaia e o dele na Amazônia há milhares de anos, muito antes da Europa. Ninguém aqui está emergindo, a Europa e a América branca que emergiram depois de nós."



Contou ainda da movimentação popular após o acidente de Bhopal e da batalha judicial para quebrar a patente que covardemente fizeram no neem. Recolheram 100.000 assinaturas, mas depois de 11 anos de luta na justiça, ganharam a causa e abriram então a prerrogativa para crimes de Biopirataria sobre comunidades nativas.
Conseguiram então, após nova movimentação popular, proibir alterações genéticas nas berinjelas, que vinham fazendo imenso sucesso nos EUA e Europa, pois as berinjelas não precisavam mais ficar de molho para remover o amargor natural da planta.

Gravei a palestra em vídeo, que ficou com 1,38Gb e, por ser muito pesado, não consigo fazer upload no youtube de jeito nenhum, nem da minha casa e menos ainda da lan house mais próxima.
Quem quiser mais informação, pode ir no site da organizadora do evento, France Libertés. Foi ótimo e vale a pena.


Curiosidade: apesar de claramente anglófona, Vandana Shiva não chama berinjela de "eggplant", como seria o esperado - usa o termo em sânscrito, brinjal - muito parecido com português (talvez haja proximidade pelo latim).
Os ingleses alfabetizaram as crianças indianas, mas os produtos locais continuam sendo chamados pelos nomes de seus antepassados. E agora, que essas crianças cresceram, defendem essas sementes com toda propriedade.

A Monsanto, junto com a Bayer e Sygenta já comprou 80%dos produtores de sementes do planeta. Há um livro, que virou filme, tratando exclusivamente desse assunto, "O mundo segundo a Monsanto". Deixo o link abaixo. Dra. Vandana Shiva tornou-se provavelmente a inimiga pública número 1 da Monsanto após defender pequenos produtores agrícolas indianos que estavam falindo e se suicidando por não conseguir pagar à Monsanto os royalties pelo uso das sementes.

Pior, a mesma participa igualmente de outro documentário linkado abaixo, "Flow por amor à água", onde liderou um motim popular para expulsão de uma fábrica da Coca-cola igualmente na Índia. Para quem não conhece o assunto, hidropirataria é o crime ambiental que ninguém rastreia, toda fábrica de bebidas prontas usa pelo menos de 5 a 10 vezes a quantidade de água para produzir cada litro de bebida industrializada. 1 único litro de Coca-cola chega a consumir 37 litros de água para ser fabricado. O custo dessa água não é repassado ao preço final e quem paga a longo prazo é a população que vive no entorno da fábrica. Quando as fontes secarem, a indústria, que contou com isenção fiscal por gerar empregos, simplesmente abandona as instalações e busca outro local para explorar. À população local sobram terrenos erodidos, fontes secas e desemprego, já que a indústria não divide os lucros.

E ela tomou o Ades depois de malhar a Monsanto e o Capitalismo!


Explico aos que não são ambientalistas, uma foto da Dra. Vandana Shiva bebendo Ades é tão emblemática quanto a famosa foto de Che Guevara virando uma Coca-cola na garrafinha com logo. O Ades representa tudo o que ela combate.

A culpa não é dela, que não entende uma palavra de português. Mas quem deixou o Ades em cima da mesa numa Seminário de Biopirataria, cuja palestrante principal também participa de um documentário sobre Hidropirataria, escorregou feio. Pior, passou um exemplo ruim aos presentes que não associam o que compram no supermercado com a monocultura transgênica da soja.
Quando eu afirmo que a única comida de verdade é a que se compra do produtor orgânico, dizem que sou xiita... Comida é aquilo que, para ser produzido, deve respeitar princípios básicos de sazonalidade, sustentabilidade, responsabilidade social e ainda ser reconhecido por quem produz e consome. O que sempre existiu antes da Revolução Industrial dos últimos 200 anos - o que a humanidade viveu em equilíbrio por 10.000 anos.
E o Ades ainda é produzido pela Unilever que, segundo a PETA, testa seus produtos em animais.

Acredito piamente que, se ela soubesse, teria levantado o Ades e ainda feito piada, ela mostrou-se muito espirituosa e simples, uma pessoa extremamente acessível. Foi apenas uma gafe internacional.


Outras participações maravilhosas e menos badaladas:
O advogado do Instituto Peruano de Biopirataria expondo seu trabalho de defesa do milho, igualmente pirateado, além das Secretaria exclusivas da maca e papa (batata). Incrível um país ter no Ministério da Agricultura, um Instituto cuja função única é garantir a pureza das sementes. O milho é o segundo transgênico mais cultivado, só perde para a soja, e os peruanos têm longa história de cultivo de centenas de espécies de milho nativo pela tradição das sementes crioulas.

A Sra Lourdes Laureano, de Pacari, taxonomista, falando das nossas riquezas e defendendo o livro "Farmacopéia Popular do Cerrado", onde o que está sendo perdido, foi catalogado pela Rede Nacional de Biomas Medicinais. Muito aplaudida em sua simplicidade.

O pessoal do Aldeias Vigilantes que, para entrar nas comunidades acreanas, recorreu a sensibilização do Teatro do Oprimido de Augusto Boal. Fazem um trabalho sério, mas que ninguém conhece. Querendo se inteirar, visite o site: cimi.org


Para entender o porque de tanta bronca com Ades, uma bebida pronta, açucarada e aromatizada artificialmente à base de soja (provavelmente transgênica) e fruta não orgânica, que ainda por cima é embalada em tetrapack, clique nos links abaixo:
Soja é desnecessário
Tetrapack não recicla
Mamãe não passou açúcar em mim!
Como comprar e reconhecer produtos orgânicos
A guerra pelas sementes da monocultura corporativa e transgênica


Os filmes:
“O veneno está na mesa 1 e 2”, de Silvio Tendler e Wladimir Pomar
"Flow, por amor à água", filme com participação de Vandana Shiva onde mostra que toda bebida pronta é crime de Hidropirataria
"Ouro Azul, a guerra mundial pela água", filme com participação de Vandana Shiva mostrando os problemas sociais que já existem em função da escassez de água.
"O mundo segundo a Monsanto", outro filme com participação de Vandana Shiva mostrando do que a Biopirataria é capaz aos pequenos produtores, principalmente na monocultura transgênica de soja


Para entender a controvérsia da água mineral industrializada e embalada em plástico, leia também:
A história da água engarrafada
Os perigos do plástico para sua saúde
Bisfenol-A (BPA) das embalagens plásticas em banimento
Hidropirataria: cachaçaria certificada seca lagoa de reserva indígena 
Empresa japonesa no Aquífero Guarany exporta nossa água engarrafada
A Pure Life é uma água química, Nestlé seca fontes de água em São Lourenço


Outras postagens com Vandana Shiva e livros que tratam exatamente de biopirataria e hidropirataria:
O mundo segundo a Monsanto
Tecnologia Terminator: as sementes suicidas estão de volta


Site oficial da Dra. Vandana Shiva, com todos os seus livros e algumas entrevistas: Vandanashiva.org


Quem foi Thomaz Sankara, que dá nome à tenda onde ocorreu o Seminário de Biopirataria?
Thomas Isidore Noël Sankara (Yako, Obervolta, 21 de dezembro de 1949 — Ouagadougou, 15 de outubro de 1987) foi um líder político de Burkina Faso (antigo Alto Volta). Foi primeiro-ministro quando o país ainda se chamava Alto Volta, de 10 de janeiro a 17 de maio de 1983, e o quinto presidente da república de Alto Volta e o primeiro de Burkina Faso, de 4 de agosto de 1984 a 15 de outubro de 1987, quando foi assassinado durante um golpe de Estado. Na hora de sua morte em um golpe, ele tinha o salário mensal de 450 dólares e somente possuía um carro, quatro motos, três guitarras, uma frigideira e um freezer quebrado.
Baseado na democracia participativa, seu governo combateu a corrupção e estimulou a educação, a agricultura e aumentou os direitos da mulher. No entanto, provocou forte oposição entre os líderes tradicionais, os governos ocidentais e a pequena, porém poderosa, classe média do país.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Guia Slow Food para cariocas

Boa nova, o Slow Food lançou um guia específico para o Rio de Janeiro.
Muita coisa já apareceu por aqui, como o Morro da Conceição, o Beco das Sardinhas, a Adega Pérola, as Feiras de Orgânicos, a Feira de São Cristóvão e os mercados a granel, o Tacacá do Norte, os botecos com suas pingas e caldos e até os produtores do Brejal na Região Serrana e Claude Troigrois.

O guia pode ser baixado gratuitamente em link abaixo.
Não deixe de baixar, mesmo não sendo do Rio, vale pela quantidade de informação boa que pode ser replicada em qualquer lugar.
Fundamental ver as coisas importantes dessa terra cuja primeira definição oficial foi "uma terra em que se plantando, tudo dá", serem valorizadas de verdade.
E associe-se ao Slow Food, a organização vive de seus membros e seus membros vivem mais felizes com seus convívios.

Segue a capa e o texto oficial com link de download:


O Slow Food acaba de lançar o guia bilíngüe, inglês-português, Rio de Janeiro - 100 Dicas Slow Food. Em formato de bolso e de fácil navegação, ele está dividido pelos bairros cariocas e reúne recomendações de botecos, bares, feiras e restaurantes - dos mais simples e acessíveis ao mais sofisticados. O guia também reúne projetos sociais inovadores, desenvolvidos em comunidades carentes, voltados para a agricultura e a culinária. O guia foi realizado em colaboração com a revista Prazeres da Mesa e com o SENAC-SP. O projeto gráfico e a diagramação são da Dodesign-s.

Rio de Janeiro - 100 Dicas Slow Food será distribuído gratuitamente em diversos pontos da cidade durante a semana da Rio+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

A versão em PDF e para smartphones já está disponível para download gratuito no endereço: www.slowfoodbrasil.com/guia-rio/

O Slow Food vê o alimento em um sentido amplo, que leva em conta toda a cadeia de produção. Da terra à mesa, os ingredientes trilham um longo percurso.

O Slow Food entende que o prazer gastronômico está atrelado à produção do ingrediente cultivado em respeito ao ambiente e ao agricultor; acredita na importância de preservar a biodiversidade e a cultura artesanal de cada povo, de cada país, em resposta à homogeneização do gosto e a perda dos saberes tradicionais.

O Slow Food trabalha para que todos tenham direito ao alimento bom, limpo e justo. A seleção dos lugares e projetos incluídos aqui, parte desta premissa fundamental.



Mais informação:
Boteco, o filme
Guia Slow Fish Brasil
As frutas que ninguém come mais
Slow Tea, chás e especiarias orgânicos
Comprando orgânico, local e justo na Tijuca
Mais restaurantes slow para a correria do Centro do Rio
Slow Food, vegetarianos, desmatamento e a indústria da soja
Caldos, a tradição alimentar para muita gente e pouco recurso
Hortaliças em extinção por causa das tentações vindas da cidade grande
Almoçando slow na correria do Centro: Vegetariano Metamorfose, Confeitaria Colombo e Bistrô Coccinelle

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Top 5: fazendas urbanas novaiorquinas





Brooklyn Grange 
Brooklyn Grange é a maior fazenda de telhado no país (e possivelmente do mundo), abrangendo cerca de 40.000 metros quadrados em cima de um antigo edifício industrial no Queens. A fazenda produz de tudo, da beterraba ao feijão, além de outras 40 variedades de ervas e legumes. O Grange é dedicado ao uso de princípios orgânicos no processo de crescimento, porém eles não são certificados como orgânico pelo USDA e não tem planos de fazê-lo, já que a certificação leva a aumentos desnecessários nos custos na maioria dos casos. Eles acreditam que o uso de técnicas de cultivo naturais deve ser sistematizado ao tentar ajudar a criar cidades saudáveis ​​e sustentáveis​​.



Added Value (Valor Adicionado)
Valor Adicionado, localizada em Red Hook Brooklyn, é uma fazenda sem fins lucrativos dedicada a alimentar as gerações futuras através de uma variedade de programas de formação dirigidos aos jovens de 14 a 19 anos de idade que vivem no sul do Brooklyn. Como uma das mais antigas fazendas urbanas na cidade, a Valor Adicionado tem desempenhado um papel importante na transformação de terrenos baldios em hortas urbanas, melhorando o acesso à alimentação local, saudável e acessível para os moradores locais. A fazenda, que usa canteiros, tem três incentivos principais: o crescimento de um sistema alimentar, capacitação da juventude, e exploração de aprendizagem baseada em programas e oferece longos anos de formação para cerca de 115 adolescentes do bairro.


Tenth Acre Farms (Fazendas Décimo Acre)
Décimo Acre teve um começo humilde no quintal do apartamento do co-fundador da Jordan Hall. Desde 2009, porém o trio de agricultores se expandiu e assumiu uma quadra de basquete abandonada na Escola Santa Cecília, em Greenpoint, Brooklyn. Como todos os agricultores desta lista, o objetivo principal da Décimo Acre é fornecer os legumes mais frescos e saudáveis ​​possíveis para os cidadãos de Nova York. Usando métodos biológicos de cultivo, a totalidade da produção é livre de substâncias químicas nocivas. No entanto, como Brooklyn Grange, a Décimo Acre  não tem planos de adquirir certificação orgânica.  Décimo Acre  também utiliza canteiros para o cultivo, o que permite um aumento de 3 a 4 semanas em sua estação de crescimento, já que o solo esfria mais rápido no verão e leva mais tempo para descansar no inverno. A Fazenda está aberta a visitas e a equipe encoraja as pessoas a conhecer o que está crescendo bem em seus quintais!


Urban Farm at the Battery (Fazenda Urbana na Bateria)
Recém-chegados, a fazenda urbana em formato de peru teve sua primeira colheita em meados de maio, começando a temporada com o pé direito e alguns rabanetes deliciosos, cultivados por estudantes locais. Inspirado pelo peru residente do parque, Zelda, que vinda de um local desconhecido, apareceu em Battery Park em 2003 , a fazenda é protegida por 5.000 varas de bambu reaproveitadas e dispostas na forma da silhueta da ave. A fazenda urbana irá fornecer o espaço de sala de aula ao ar livre para as escolas locais em toda a cidade. Esta é a primeira fazenda no local desde 1625, quando Nova York era ainda a cidade de Nova Amsterdã. Estamos ansiosos para a colheita de 20 vegetais locais, incluindo brócolis, rabanetes, nabos e abobrinha.


Gotham Greens (Verdes de Gotham) 
Enquanto Gotham teve sua primeira safra neste mês, a estufa hidropônica foi realmente um projeto em curso para um par de anos. Ganhar a competição de Negócios Verde de Nova York no ano passado deu ao trio o impulso extra que precisava para obter o impressionante efeito estufa do projeto em andamento. A estufa, localizada em Greenpoint, Brooklyn, vai produzir 80 toneladas de hortaliças e vegetais ao longo do ano. Utilizando técnicas hidropônicas, onde uma metragem quadrada menor é necessária para produzir alimentos 7 a 8 vezes em maior quantidade do que na agricultura tradicional de solo. Outra vantagem para o cultivo em estufa é que nunca a estação de crescimento termina. Enquanto as outras fazendas da lista, sofrem quedas tradicionais, Gotham tem a vantagem de cultivar vegetais de verão que crescem no meio do inverno, trazendo um pouco de verde para uma paisagem normalmente estéril.


Fonte: InHabitat




Mais informação:
Flores não são verdes
Green Roof Penthouse
O mundo é o que você come
Algumas hortas urbanas pelo mundo
Farm City, fazendas urbanas para comprar local, orgânico e justo
Antiga fábrica abandonada em Chicago é transformada em fazenda urbana vertical e energeticamente autônoma

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Pia cheia de louça suja não é problema, é solução



Você sente sede, abre o armário da cozinha e pega um copo.
Enche o copo de água no filtro ou geladeira e resolve seu problema.
Num gesto automático, abre a torneira para pelo menos passar uma aguinha no copo. Sendo criatura mais prendada, resolve passar a tal aguinha, fechar a torneira para ensaboar sem deixar a água correr, abrir a torneira de novo para enxaguar o sabão.
Sendo criatura prendada e ligada em sustentabilidade, vai fazer isso tudo usando sabão biodegradável e bucha vegetal.

Não precisa ter Nobel em Matemática, mas a cada copo de água que você bebe, você usa outros 3 para lavar o mesmo copo.
A água da torneira é a água que abastece o filtro.
A gente lava louça, limpa calçada, lava roupa e até empurra as próprias fezes com a mesma água doce e tratada que abastece nossos filtros e talhas.

Deixe a pia cheia de louça suja, passe uma água geral (pode ser a que escorreu um macarrão, sobrou da cisterna da máquina de lavar roupa, foi coletada pela chuva, etc), ensaboe tudo e só então abra a torneira.

Ideal: a água que abastece sua pia já é oriunda de reúso da máquina de lavar roupa, que por sua vez foi captada pela chuva por calhas e que após ser usada, servirá para irrigar o jardim...



As imagens foram retiradas dos blogs Morando fora de casa e Prof. Garin, tratando justamente da culpa que todo mundo sente em deixar a pia cheia de louça.
Relaxa, essa culpa acabou. Pia cheia de louça suja não é problema, é solução.
Só não aproveite para deixar o resto de comida acumulado como nas fotos, raspe tudo e acondicione em lixeira fechada ou composte imediatamente. Empilhe a louça da melhor maneira possível, é sustentabilidade, não baderna.



Mais informação:
Como funcionam os aquíferos
Reuso de águas cinzas na lavanderia
Quanta água existe de fato no planeta?
Consumo de água x aumento da população urbana 
Como funciona uma estação de tratamento de água
A casa sustentável é mais barata - parte 12 (faxina e controle de pragas)