terça-feira, 31 de julho de 2012
Imagem do dia: o mundo é o que você compra
Hoje no Akatu: Dez atitudes do consumidor consciente para combater o aquecimento global
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sábado, 28 de julho de 2012
"Neste chão tudo dá" e "Utopia no quintal"
Filmes básicos e fundamentais para entender sobre SAF´s e Permacultura.
A Permacultura é a melhor ferramenta de aplicação da sustentabilidade em qualquer ambiente, urbano ou rural. Consiste na elaboração, implantação e manutenção de ecossistemas produtivos que mantenham a diversidade, a resistência, e a estabilidade dos ecossistemas naturais, promovendo energia, moradia e alimentação humana de forma harmoniosa com o ambiente.
O Sistema Agroflorestal é a única ferramenta de cultivo e produção agrícola realmente sustentável, já que dentro da pluralidade e complexidade, não permite monoculturas, pesticidas, transgênia e até trabalho escravo. O que as pessoas não entendem é que o agronegócio é insustentável por definição, já que os cultivos em equilíbrio não se exaurem, mas colaboram entre si mutuamente e retomar as antigas formas de cultivo não é uma novidade ou modismo, mas apenas sair do pesadelo da Revolução Industrial, que vem dando errado há 200 anos para o que deu certo por 10.000.
Neste chão tudo dá
Versão reduzida em 2min. do documentário realizado por Felipe Pasini, Ilana Nina e Monica Soffiatti. "Neste Chão Tudo Dá - semeando conhecimento e colhendo resultados" é um registro informal realizado durante uma viagem pela Bahia sobre o trabalho e o pensamento do agricultor e pesquisador Ernst Gotsch. Além disso, ainda conhecemos a vida de agricultores que conseguiram aumentar a qualidade de vida de suas famílias através da prática agroflorestal.
O título do documentário é muito feliz em lembrar da primeira definição oficial dada ao Brasil, na carta de Pero Vaz de Caminha (escriba de Pedro Álvarez Cabral) ao então Rei de Portugal: "é uma terra em que se plantando, tudo dá".
Utopia no Quintal
Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo realizado na Universidade Metodista de São Paulo sob a orientação do Prof. Ms. Valdir Aparecido Boffetti.
A Permacultura é um conceito que reúne técnicas e práticas visando a convivência sustentável entre o homem e o planeta. O vídeo-documentário "Utopia no Quintal - Permacultura e Cidade" apresenta exemplos de pessoas que adotaram algumas dessas práticas em suas rotinas, provando que é possível aliar a preservação do meio ambiente à vida corrida das grandes cidades.
Eu comprei o DVD do "Utopia no Quintal" na barraquinha da Permario no Desapegue-se de maio, dê uma olhada nas outras coisas boas de lá e do Grajaú na postagem linkada do Desapegue-se.
Para conhecer outros DVD´s imperdíveis, produzidos pela ASPTA e Rede Ecológica (Ser da Terra, Agricultura na Cidade, Manual da Agricultura Urbana e Hortas Caseiras), veja a postagem da "RIO+20: a Cúpula dos Povos".
Se quiser se aprofundar no sério trabalho da Permario e ainda assistir a mais um video, veja o trabalho desenvolvido por eles no Complexo do Alemão (em parceria com Verdejar, Solarize e grupo Pão de açúcar) linkado na postagem "RIO+20: o Cais do Porto".
Para ter uma idéia em números, as estatísticas oficiais:
Os primeiros números confiáveis da agricultura orgânica no Brasil
Ministério da Agricultura: mapa orgânico
Orgânicos do Brasil: os primeiros números confiáveis da agricultura orgânica no Brasil
Mais 2 bônus rapidinhos:
"3 mitos que você sempre ouviu sobre Agroecologia, mas ninguém teve coragem de negar"
"O que podemos fazer"
Mais informação:
Soja é desnecessária
A Revolução dos cocos
O mundo é o que você come
O mundo segundo a Monsanto
A rede de trocas do Sítio Arupa
As frutas que ninguém come mais
A alternativa venezuelana à fome: hortas urbanas
"O Livro da Autossuficiência e A História das Agriculturas"
Hortaliças em extinção por causa das tentações vindas da cidade grande
O mito do agrobusiness: agronegócio perde em eficiência para agricultura familiar
Existem 5.000 variedades de batata, mas no mercado só se encontra a batata inglesa
Monocultor a beira da falência adote sistema agroflorestal diversificado e reverte o quadro
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quinta-feira, 26 de julho de 2012
Existem 5.000 variedades de batata, mas no mercado só se encontra a inglesa
Uma das muitas críticas à agroindústria é nos privar das espécies nativas, padronizando a alimentação pela monocultura de poucas espécies, as mais rentáveis industrialmente.
A agricultura familiar, além de cultivar espécies nativas em produção orgânica, mantém a tradição das sementes aprimoradas ao logo dos anos sem qualquer intervenção genética ou registro de patente.
Junto com a soja e o milho, a batata é um dos cultivos mais visados pela agroindústria justamente por ser a base da alimentação de diversos povos, além de prestar-se à tantos substratos de produtos industriais, pela massa de amido e fécula obtida.
As batatas nativas, mais rústicas, não são precisas como as batatas inglesas idênticas na gôndola do supermercado e são exatamente essas "imperfeições" que trazem mais nutrientes e menos toxinas. As batatas inglesas transgênicas da agroindústria, além de pulverizadas por agrotóxicos, são naturalmente mais tóxicas do que qualquer outro tubérculo. A batata convencional, por ser mais frágil, desenvolveu ao logo dos séculos toxinas naturais como mecanismo de defesa dos predadores naturais.
Observe que segundo a Macrobiótica, os únicos 2 legumes proibidos são o tomate e a batata inglesa, o tomate pela acidez e a batata pela toxidade natural, independente do cultivo.
Eu tenho o hábito de só usar em minhas receitas batata doce, baroa ou mesmo aipim e inhame, os 2 últimos não são da mesma família, mas também são tubérculos e proporcionam o mesmo ponto até em pães caseiros.
Não compro batata inglesa há muitos anos, ganho em sabor e saúde. Nas Feiras Orgânicas, encontra-se mais batata doce, baroa, inhame, aipim e até beterraba e abóbora do que a batata inglesa, facilitando ainda mais a minha vida.
Aqui no blog, você poderá encontrar muitas receitas com batatas distintas à inglesa, mesmo um caldo verde feito em batata baroa, um pão doce de inhame com chocolate e uma tortilla em batata doce.
Os resultados são sempre supreendentes e deliciosos, vale a pena tentar.
Deixo então minhas receitas favoritas com batata, que podem e devem ser feitas com todas as espécies de batata encontradas:
Batatalhau de forno - receita minha
Fatie grosseiramente batatas à sua escolha
Polvilhe sal, pimenta, ervas finas, alecrim, gengibre em pó ou mesmo curry e cardamomo
Junte 1 mão cheia de pimentas rosas em grão (não ardem, apenas perfumam)
Regue com azeite
Junte dentes de alho inteiros, cebola cortada em gomos grossos e, se tiver, grão de bico cozido al dente e pimentão vermelho em tiras largas.
Misture tudo tendo cuidado para não partir as batatas
Regue com iogurte orgânico caseiro o suficiente para cobrir
Leve para assar em pirex tampado
Acompanha arroz integral com lentilhas, pûre de abóbora, abobrinhas, tomates, pimentão e berinjelas grelhadas, cuzcus marroquino de semolina ou de milho à paulista, salada de trigo ou cevadinha em grão com palmito de açaí, farofa caseira de ovo com banana feita em metade de mandioca com metade de germe de trigo ou aveia...
Batatas rústicas - receita popular, não tem coisa mais fácil!
Fatie batatas finamente
Disponha em pirex ou tabuleiro
Regue com azeite, alecrim, sal grosso e disponha dentes de alho inteiros
Cubra com alumínio ou a tampa do pirex, caso haja tampa
Asse por pelo menos 15 minutos
Polvilhe mais alecrim fresco depois de assada
Batatas libanesas - receita popular, barata e sofisticada
5 batatas médias
3 cebolas picadas
1 xic de coentro picado (ou meia xíc. de coentro e meia de salsa finamente picada)
Azeite, sal e pimenta do reino à gosto
Cozinhe as batatas no vapor em pouca água por 15 minutos. Transfira para uma tigela.
Refogue a cebola no azeite até dourar. Junte o coentro, misture bem e desligue o fogo. Reserve na frigideira.
Amasse as batatas grosseiramente com um garfo e tempere com sal e pimenta-do-reino. Transfira para uma travessa e cubra com o refogado de cebola. Sirva quente.
A salada de batata do Bar Luiz - considerada a melhor do país
1/2 xícara de chá de óleo vegetal de boa procedência (prefira sempre azeite)
1/4 xícara de chá de azeite
2 colheres de sopa de salsa picada
2 colheres de sopa de vinagre
1/2 colher de sopa de mostarda
1/2 colher de chá de pimenta do reino branca
1 kg de batata (cozidas e descascadas cortadas em fatias finas pelo comprimento)
2 unidades de gema
sal a gosto
Bata no liquidificador, as gemas, metade do vinagre, mostarda, sal e pimenta. acrescente o óleo e o azeite em fio. Junte o vinagre restante e bata mais até engrossar.
Misture a maionese às batatas que ja devem estar frias. Salpique a salsa e sirva.
Fontes: Yahoo e Receitáculo
Site oficial do Bar Luiz, patrimônio cultural carioca citado no Guia carioca do Slow Food: Bar Luiz
Para ver outra foto, dessa vez minha com algumas das milhares de variedades de milho, vá na postagem "RIO+20: a Cúpula dos Povos"
Mais receitas com batata?
Tortilla
Pão de queijo
Sopinhas Rehab
Milanesas e pûres
Natal Sustentável: saladas de festa
Pão de batata doce com cebola e de inhame com chocolate
Caldos, a tradição alimentar para muita gente e pouco recurso
Coxinha de batata inglesa e pastel de batata doce em farinha de mandioca
Maioneses e patês em geral?
Pestos
Chutneys
Iogurte e kefir
Caviar e ceviche
Patês de castanhas
Ketchup, mostarda e picles caseiros
Azeites aromatizados e manteigas de legumes
Maionese caseira em ovos, abacate, cenoura ou inhame
domingo, 22 de julho de 2012
A alternativa venezuelana à fome: hortas urbanas
Incapaz de produzir alimento suficiente para a população e enfrentar
aumento dos preços dos bens importados, o governo venezuelano optou por
uma solução engenhosa: transformar qualquer espaço abandonado nas
cidades em loteamentos, onde a população urbana de baixa renda possa
garantir sua subsistência.
Mais informação:
A rede de trocas do sítio Arupa
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Lei à favor da Mãe Terra: Bolívia mais uma vez dá exemplo ao mundo
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Fábrica abandonada de chicago é transformada em fazenda vertical energeticamente autossuficiente
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
Vaso sanitário de Cingapura transforma dejetos em combustível
As pessoas em geral alimentam algumas ilusões, mesmo dentro da sustentabilidade.
Não existe biocombustível industrial "verde", se pretendemos substituir a matriz de óleo mineral (petróleo), a solução não consiste em devastar e desapropriar áreas nativas para plantar cana, mamona, milho, canola, babaçu, cânhamo, soja ou seja lá o que for.
Pior, uma vez que a demanda energética seja invertida, esses cultivos hoje "alternativos", tornam-se propriedade e patente da agroindústria transgênica e, o que era para ser uma opção sustentável, vira a ferramenta de manipulação de sementes e desapropriação de comunidades indígenas ou da agricultura familiar.
A solução consiste no transporte público e coletivo de qualidade, para que menos carros circulem pelas ruas. Se cada família chinesa comprar um carro elétrico, o mundo não melhora em nada, afinal aumenta a demanda por energia elétrica, novas hidrelétricas (termoelétricas ou usinas nucleares) serão construídas, além da matéria prima e recursos naturais como água e energia demandados na fabricação dos veículos.
A qualidade de vida é antes de tudo morar perto do trabalho e trabalhar em jornadas mais curtas e flexíveis.
Assim, quando uma minoria precisar de deslocar autônomamente, combustíveis realmente alternativos, como metano doméstico, óleo de fritura reutilizado ou mesmo um carro elétrico, podem ser utilizados sem maior impacto. Em Buganvilia, o povo, isolado numa eco-revolução para expulsar uma mineradora, produziu seu biocombustível através do coco. Não acredita? Assista ao filme "A Revolução dos cocos".
Uma fazenda de vento com suas turbinas eólicas também é insustentável, não tanto quanto uma hidrelétrica de grande porte, mas impacta em larga escala e aqui mesmo no Brasil, já temos movimentos populares contra suas instalações em suas terras, especialmente nas áreas de restinga. As soluções em sustentabilidade passam ao largo da padronização em larga escala, cada caso é um caso e as alternativas encontradas são sempre locais, menores e descentralizadas.
O modelo abaixo, de sanitário que transforma os dejetos em metano é cogerador de energia e pode ser uma das soluções nos grandes centros urbanos, onde um sanitário seco e biodigestor por unidade residencial são impossíveis de serem implementados.
O ideal: o sanitário cogerador não ser dependente de energia elétrica, mas usar esse metano para alimentar seu sistema autônomo. Ainda, a água ser de reúso da pia ou chveiro.
Lembro que aproveitar fezes não é novidade, os orientais já transformam seus dejetos em adubo, revendendo os mesmos ao fazendeiros desde a antiguidade. Nós, a civilização moderna e tecnológica é que nunca encontramos uma solução em larga escala para o problema.
Vaso sanitário de Cingapura transforma dejetos em combustível
Sistema também economiza até 90% de água, dizem cientistas.
No-Mix Vacuum começará a ser utilizado em 2013 em universidade.
Um grupo de cientistas de Cingapura criou um vaso sanitário ecológico que transforma a urina e as fezes em adubo e combustível através de um sistema que ainda economiza até 90% de água.
Os pesquisadores da Universidade Tecnológica de Nanyang anunciaram que o protótipo do No-Mix Vacuum começará a ser utilizado em 2013 nos banheiros da instituição acadêmica de Cingapura, um dos países mais desenvolvidos da Ásia.
"A Universidade está produzindo seu próprio vaso sanitário para o ano que vem. Várias companhias, incluindo imobiliárias e até um parque temático já mostraram interesse no sistema de evacuação desde que foi anunciado (no final de junho)", contou à Agência Efe Lester Kok, do Departamento de Comunicação do centro.
O vaso ecológico é equipado com dois recipientes que recolhem separadamente os dejetos líquidos e sólidos, além de um sistema de sucção similar ao utilizado em aviões.
A urina é transportada a uma câmara onde se decompõe em nitrogênio, fósforo e potássio, utilizados como adubo, enquanto os excrementos chegam a um biorreator que os processa e transforma em biocombustível de metano.
O gás metano é inodoro e pode ser utilizado para substituir o gás natural no fogão e ainda pode ser empregado como gerador de eletricidade.
"O sistema No-Mix Vacuum não exige que o vaso sanitário esteja conectado aos encanamentos da rede de hidráulica e ao esgoto", explicou Kok.
O vaso sanitário usa apenas 200 ml de água para evacuar a urina e um litro para os dejetos, o que representa 90% de economia em relação ao sistema convencional, que utiliza de quatro a seis litros a cada vez.
Com uma média de cem usos por dia, o banheiro idealizado pelos pesquisadores de Cingapura utiliza 160 mil litros a menos em um ano, suficiente para encher uma piscina de 160 metros cúbicos.
O professor Wang Jing-Yuan, diretor do projeto, afirma que o sistema que leva o material, que também transforma as sobras de comida e outros resíduos orgânicos em fertilizante e energia, representa um método de reciclagem mais eficiente e barato, já que realiza esse processo de forma automática.
"Separando os dejetos humanos domésticos e processando-os in situ, economizaremos a verba dos processos tradicionais de reciclagem, já que o sistema inovador utiliza um método mais simples e barato para produzir fertilizantes e combustível", defende Wang, doutor em tecnologia ambiental pela Universidade da Carolina do Norte (Estados Unidos).
A universidade singapuriana negocia agora com as autoridades da cidade-Estado a instalação de protótipos nas casas de uma área residencial que se planeja construir e acredita que cidadãos de outros países possam adotar os banheiros ecológicos nos próximos três anos.
Segundo os pesquisadores, o sistema também foi pensado para hotéis e construções afastadas que não contam com rede hidráulica e saneamento e precisam de certa autonomia.
O dispositivo No-Mix Vacuum faz parte de um programa iniciado há dois anos com um financiamento de dez milhões de dólares singapurianos, (cerca de US$ 7,8 milhões), concedido pela Fundação Nacional de Pesquisa de Cingapura.
A Universidade Tecnológica de Nanyang apresentou o projeto na feira de ciência e tecnologia WasteMet Asia 2012 em 4 de julho em Cingapura e assinou um acordo de colaboração com o Centro de Engenharia da Terra da Universidade de Colúmbia (Estados Unidos).
Mais informação:
Soja é desnecessária
A Revolução dos cocos
Arquitetura inteligente para sanitários
Biodigestor residencial em Petropolis, RJ
O lado B da energia eólica em larga escala
E se cada família chinesa comprar um carro?
Aterro sanitário para coogeração de energia limpa
Como funciona uma estação de tratamento de esgoto
Os vídeos da Water aid e o mercado da água no Brasil
Como enfrentar a crise econômica mundial? Trabalhe menos
Biocombustível para aviões será produzido a partir do lixo de aterros
Sanitário ecofriendly: "numero 1" gasta menos água do que "número 2"
"A sombra de um delírio verde", a luta da maior tribo indígena do Brasil para não perder suas terras para a monocultura do etanol
Não existe biocombustível industrial "verde", se pretendemos substituir a matriz de óleo mineral (petróleo), a solução não consiste em devastar e desapropriar áreas nativas para plantar cana, mamona, milho, canola, babaçu, cânhamo, soja ou seja lá o que for.
Pior, uma vez que a demanda energética seja invertida, esses cultivos hoje "alternativos", tornam-se propriedade e patente da agroindústria transgênica e, o que era para ser uma opção sustentável, vira a ferramenta de manipulação de sementes e desapropriação de comunidades indígenas ou da agricultura familiar.
A solução consiste no transporte público e coletivo de qualidade, para que menos carros circulem pelas ruas. Se cada família chinesa comprar um carro elétrico, o mundo não melhora em nada, afinal aumenta a demanda por energia elétrica, novas hidrelétricas (termoelétricas ou usinas nucleares) serão construídas, além da matéria prima e recursos naturais como água e energia demandados na fabricação dos veículos.
A qualidade de vida é antes de tudo morar perto do trabalho e trabalhar em jornadas mais curtas e flexíveis.
Assim, quando uma minoria precisar de deslocar autônomamente, combustíveis realmente alternativos, como metano doméstico, óleo de fritura reutilizado ou mesmo um carro elétrico, podem ser utilizados sem maior impacto. Em Buganvilia, o povo, isolado numa eco-revolução para expulsar uma mineradora, produziu seu biocombustível através do coco. Não acredita? Assista ao filme "A Revolução dos cocos".
Uma fazenda de vento com suas turbinas eólicas também é insustentável, não tanto quanto uma hidrelétrica de grande porte, mas impacta em larga escala e aqui mesmo no Brasil, já temos movimentos populares contra suas instalações em suas terras, especialmente nas áreas de restinga. As soluções em sustentabilidade passam ao largo da padronização em larga escala, cada caso é um caso e as alternativas encontradas são sempre locais, menores e descentralizadas.
O modelo abaixo, de sanitário que transforma os dejetos em metano é cogerador de energia e pode ser uma das soluções nos grandes centros urbanos, onde um sanitário seco e biodigestor por unidade residencial são impossíveis de serem implementados.
O ideal: o sanitário cogerador não ser dependente de energia elétrica, mas usar esse metano para alimentar seu sistema autônomo. Ainda, a água ser de reúso da pia ou chveiro.
Lembro que aproveitar fezes não é novidade, os orientais já transformam seus dejetos em adubo, revendendo os mesmos ao fazendeiros desde a antiguidade. Nós, a civilização moderna e tecnológica é que nunca encontramos uma solução em larga escala para o problema.
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No-Mix Vacuum começará a ser utilizado em 2013 em universidade.
Um grupo de cientistas de Cingapura criou um vaso sanitário ecológico que transforma a urina e as fezes em adubo e combustível através de um sistema que ainda economiza até 90% de água.
Os pesquisadores da Universidade Tecnológica de Nanyang anunciaram que o protótipo do No-Mix Vacuum começará a ser utilizado em 2013 nos banheiros da instituição acadêmica de Cingapura, um dos países mais desenvolvidos da Ásia.
"A Universidade está produzindo seu próprio vaso sanitário para o ano que vem. Várias companhias, incluindo imobiliárias e até um parque temático já mostraram interesse no sistema de evacuação desde que foi anunciado (no final de junho)", contou à Agência Efe Lester Kok, do Departamento de Comunicação do centro.
O vaso ecológico é equipado com dois recipientes que recolhem separadamente os dejetos líquidos e sólidos, além de um sistema de sucção similar ao utilizado em aviões.
A urina é transportada a uma câmara onde se decompõe em nitrogênio, fósforo e potássio, utilizados como adubo, enquanto os excrementos chegam a um biorreator que os processa e transforma em biocombustível de metano.
O gás metano é inodoro e pode ser utilizado para substituir o gás natural no fogão e ainda pode ser empregado como gerador de eletricidade.
"O sistema No-Mix Vacuum não exige que o vaso sanitário esteja conectado aos encanamentos da rede de hidráulica e ao esgoto", explicou Kok.
O vaso sanitário usa apenas 200 ml de água para evacuar a urina e um litro para os dejetos, o que representa 90% de economia em relação ao sistema convencional, que utiliza de quatro a seis litros a cada vez.
Com uma média de cem usos por dia, o banheiro idealizado pelos pesquisadores de Cingapura utiliza 160 mil litros a menos em um ano, suficiente para encher uma piscina de 160 metros cúbicos.
O professor Wang Jing-Yuan, diretor do projeto, afirma que o sistema que leva o material, que também transforma as sobras de comida e outros resíduos orgânicos em fertilizante e energia, representa um método de reciclagem mais eficiente e barato, já que realiza esse processo de forma automática.
"Separando os dejetos humanos domésticos e processando-os in situ, economizaremos a verba dos processos tradicionais de reciclagem, já que o sistema inovador utiliza um método mais simples e barato para produzir fertilizantes e combustível", defende Wang, doutor em tecnologia ambiental pela Universidade da Carolina do Norte (Estados Unidos).
A universidade singapuriana negocia agora com as autoridades da cidade-Estado a instalação de protótipos nas casas de uma área residencial que se planeja construir e acredita que cidadãos de outros países possam adotar os banheiros ecológicos nos próximos três anos.
Segundo os pesquisadores, o sistema também foi pensado para hotéis e construções afastadas que não contam com rede hidráulica e saneamento e precisam de certa autonomia.
O dispositivo No-Mix Vacuum faz parte de um programa iniciado há dois anos com um financiamento de dez milhões de dólares singapurianos, (cerca de US$ 7,8 milhões), concedido pela Fundação Nacional de Pesquisa de Cingapura.
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quarta-feira, 18 de julho de 2012
The story of stuff project: A história da mudança
Veio bem a calhar, já que ando em fase de malhar produtos e economia "verde" na "moda da sustentabilidade"
Assista, foi lançado ontem e ainda não há versão traduzida, mas dá para entender bem aos que não dominam o inglês. Importante entender a visão de oposição num país onde justamente se levanta a bandeira de direitos civis e se autodenomina "terra da liberdade" e "lar dos bravos".
É curtinho, como todos os filmetes da Story off Stuff, e excelente como os demais.
A história da mudança trata de algo bem simples, que é preciso deixar de ser apenas um consumidor consciente para tornar-se um cidadão consciente.Complementa muito o último filme deles, "A história da falência", o menos badalado de todos e nos mostra que esse mundo obcecado por coisas, cada vez mais obsecado por consumo "verde", precisa ser mudado pelos seus membros e que a solução passa ao largo de produzir e reciclar tudo em escala industrial, mas extamente no oposto, em viver de forma mais simples e só consumindo de forma consciente, acompanhando todas as etapas do processo.
As soluções são sempre pequenas e locais, o resgate da simplicidade.
Há no site oficial um teste de 7 perguntas, "changemaker quiz", sobre seu perfil transformador da sociedade como cidadão. Como um teste de personalidade, daqueles de revista feminina, mas obviamente sério e voltado para cidadania. Eu fiz o teste e fiquei sempre em dúvida de 2 respostas a cada etapa.
Então fiz 2 vezes.
Sou uma construtora, "builder", felizmente o perfil que mais se precisa sempre, a peãozada que põe a mão na massa. Mas também uma investigadora, o perfil mais estratégico, que descobre os problemas e busca as soluções. Ambos se complementam e, de uma forma ou de outra, eu já esperava mesmo um resultado mais técnico.
Todos os filmes anteriores do projeto The story of stuff estão aqui:
A história das coisas
A história da falência
A história dos eletrônicos
A história da água engarrafada
Como funciona a indústria de cosméticos
terça-feira, 17 de julho de 2012
Neurocientistas de todo mundo assinam manifesto reconhecendo consciência em animais
"Não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low
Neurocientista explica porque pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode impactar a sociedade.
O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.
Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site da VEJA:
Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito? Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.
Quais animais têm consciência? Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.
É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos? Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.
Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência? Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.
Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais? Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.
Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.
As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento? Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.
O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.
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O mito da proteína
A soja é desnecessária
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domingo, 15 de julho de 2012
A versão geneticamente modificada do Aedes aegypti para teoricamente combater a dengue
A versão geneticamente modificada do Aedes aegypti para teoricamente combater a dengue.
Propaganda é a alma do negócio. A indústria dos transgênicos bem sabe disso e usa e abusa da velha máxima. A mais nova promessa de redenção atende pelo nome de mosquito transgênico. Uma versão geneticamente modificada do Aedes aegypti para teoricamente combater a dengue.
Antes mesmo da comprovação da eficácia do método os novos mosquitos têm povoado o noticiário nacional e internacional. Uma nova fábrica de mosquitos acabou de ser inaugurada com pompa e circunstância e prestigiada pelo ministro da saúde e pelo governador da Bahia, entre outras autoridades. A fábrica custou R$ 1,7 milhão e é operada pela Moscamed, organização social ligada ao Ministério da Agricultura e ao governo da Bahia. No meio de tamanha euforia só mesmo um estraga prazeres lembraria de perguntar sobre os potenciais riscos desses milhares de mosquitos transgênicos que desde 2011 vêm sendo soltos em bairros da cidade de Juazeiro-BA.
A técnica da dominância letal foi desenvolvida pela empresa inglesa Oxitec. Em tese, o macho modificado em laboratório cruza com as fêmeas silvestres do mosquito e transmite esterilidade às larvas, desde que na ausência de contato com o antibiótico tetraciclina.
Mas ficam algumas perguntas. Todos os mosquitos descententes do cruzamento com o macho modificado morrem? A Oxitec fala em 3% de sobrevivência. O que acontece nesses casos, considerando que as áreas dos testes são habitadas? O relatório parcial dos ensaios a campo apresentado à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança em novembro do ano passado, ao qual a AS-PTA teve acesso, não traz essa informação. Diz apenas que “a construção do transgene é prevista para que o transgene não se fixe no meio ambiente em nenhuma hipótese”.
No laboratório são produzidos machos e fêmeas, e teoricamente só os machos são liberados no meio ambiente. Qual a chance de fêmeas modificadas serem também liberadas? Existe método de separação 100% eficaz?
Quais os efeitos ecológicos de se reduzir a população de A. aegypti, que também transmite a febre amarela? Outros vetores ocuparão seu nicho? Seria mais oportuna uma estratégia de substituir o mosquito de modo a não evitar um vazio ecológico?
Na presença do antibiótico tetraciclina as larvas transgênicas sobrevivem. Há estudos mostrando que certa quantidade do produto é encontrada em lodo e áreas úmidas nos ambientes urbanos. Essas quantidades são suficientes para não ativar o transgene que suprime as larvas? Os bairros onde o experimento está sendo feito possuem saneamento precário, informa o relatório.
Qual o efeito de supressão das larvas verificado a campo? Qual a taxa de redução da presença do mosquito? E sua relação com a incidência da doença?
A população local foi informada sobre os potenciais riscos da tecnologia ou só sobre os potenciais benefícios do projeto, divulgados em jingles e spots promocionais em rádio e TV?
Foram ao menos informados que se trata de um inseto transgênico?
As 17 páginas do relatório não apresentam conclusões nem essas informações, deixando os estraga prazeres sem resposta. Enquanto isso, voam os “transgênicos alados do sertão”, como destacado hoje na capa do jornal O Globo. Mas se promessas transgênicas ganham asas, o mesmo não se pode dizer dos resultados que se colhe quando as mesmas aterrissam. Mas até lá a fanfarra estará ocupada aunciando a próxima novidade.
Banimento dos banidos
O Brasil ainda permite o uso de agrotóxicos perigosos já proibidos em outros países. Participe do abaixo-assinado exigindo o banimento desses produtos no Brasil.
Mais informação:
Parasiticida de sisal
Armadilha caseira para mosquitos
Dedetização Ecológica e controle natural de pragas
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Mosca negra é combatida sem uso de agrotóxicos na Paraíba
Mosca negra é combatida sem uso de agrotóxicos na Paraíba
Microchipei meus cães
Minhas 3 cadelinhas, Olimpia, Margarida e Pipa, foram microchipadas em maio.
As 3 foram adotadas, são vira-latas que estariam na rua, não fosse a adoção.
Castrei e providenciei coleiras com placas de identificação para todas.
A microchipagem não é um GPS, você não consegue rastrear seu cão por ele ter um microchip. A microchipagem é um código de identificação em leitor interno no animal, que é inserido por agulha. Não incomoda, o microchip com o código individual é do tamanho de um grão de arroz.
Caso o animal microchipado se perca, o dono não vai conseguir encontrá-lo a não ser por vias tradicionais: procurando desesperadamente.
A microchipagem serve para identificar o animal caso o mesmo seja encontrado.
É como ter o número da identidade tatuado, serve para provar que o cão encontrado realmente pertence à pessoa que apresenta o certificado de microchipagem. O código de identificação no papel tem que ser o mesmo da leitora.
O fato de um cão ser microchipado não aumenta suas chances de ser encontrado (ou de escapar de um atropelamento, o destino mais comum), mas aumenta as chances de ser identificado caso o encontrem e resolvem submeter o animal à leitora de microchips.
Cuidado sempre com seu animal de estimação, cães só devem passear na coleira e, caso se percam, podem percorrer quilômetros em questão de horas.
Mais informação:
Cachorro Verde
Estou no site do WallMart falando de animais de estimação
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Não existe animal feio, existe animal maltratado: o antes e depois de cães adotados
sábado, 14 de julho de 2012
Como funciona uma estação de tratamento de esgoto
No Brasil, apenas 49% do esgoto produzido é coletado por meio de rede, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Destes, somente 10% do esgoto são tratados. As regiões metropolitanas e grandes cidades possuem extensos volumes de esgoto que é despejado sem tratamento nos rios e mares, desta forma, o resultado é a poluição das águas. A solução é a implantação de uma estação de tratamento de esgoto que remova os principais poluentes presentes nas águas residuárias para que não afetem a qualidade da água.
O esgoto contém nitrogênio e fósforo que, sendo fertilizantes, favorecem o crescimento de algas; o crescimento excessivo das algas pode impedir a penetração da luz do sol e sujar a água. O esgoto contém material orgânico que as bactérias no ambiente começarão a decompor; fazendo isso, essas bactérias consomirão oxigênio da água e a falta de oxigênio mata os peixes. Os sólidos suspensos no esgoto tornam a água escura e podem afetar a capacidade de respiração e visão de muitos peixes. O crescimento das algas, a redução do oxigênio e a escuridão destroem a capacidade de um rio ou lago de manter a subsistência de animais selvagens, e todos os peixes, rãs e outras formas de vida morrem rapidamente.
Tratamento privado: a fossa séptica
Uma fossa séptica é simplesmente um grande tanque de concreto ou aço enterrado no quintal ou em algum outro ponto do terreno. O tanque pode conter 4 mil litros de água. Os dejetos entram no tanque por uma extremidade e saem pela outra.
Uma fossa séptica naturalmente produz gases (causados por bactérias que decompõem o material orgânico nos dejetos) que têm mau cheiro. As pias possuem tubos recurvados chamados de sifões, que se conservam cheios de água na curvatura inferior e impedem o retorno dos gases. Os gases passam por um tubo de ventilação - se você observar a cobertura de alguns edifícios, verá um ou mais tubos de ventilação aparecendo. À medida que a nova água entra no tanque, a água que lá havia é escoada. Essa água sai do tanque séptico em direção a um campo de drenagem. Um campo de drenagem é feito de tubos perfurados enterrados em valas cheias de cascalhos.
É preferível que um sistema de esgoto seja completamente movido à gravidade, como um sistema séptico. Os tubos de cada casa ou edifício seguem para um tubo principal de esgoto que percorre, por exemplo, o meio da rua. O tubo principal pode ter de 1 a 1,5m de diâmetro. Periodicamente, um tubo vertical subirá do tubo principal à superfície, formando um posto de visita, coberto por uma tampa de bueiro. Os poços de visita permitem o acesso ao tubo principal para manutenção.
Os tubos de esgoto seguem para tubos que aumentam gradualmente até chegarem à estação de tratamento de esgoto. Para ajudar a gravidade a fazer seu trabalho, a estação de tratamento de esgoto geralmente fica localizada em uma área mais baixa, e os tubos principais percorrem o leito e fundo do rio (que seguem naturalmente em declive) à estação.
Normalmente, a camada do solo não ajudará muito e a gravidade não poderá fazer todo o trabalho sozinha. Nesses casos, o sistema de esgoto incluirá uma bomba de trituração ou uma estação de elevação para levar a água de esgoto a um morro.
Uma vez que a água chega à estação de tratamento de esgoto, ela passa por um, dois ou três estágios de tratamento (dependendo da sofisticação da estação).
O primeiro estágio, conhecido como tratamento primário, faz o mesmo que uma fossa séptica: permite que os sólidos sejam separados da água e a espuma suba; o sistema coleta os sólidos a serem descartados (em um depósito de lixo ou em um incinerador). O tratamento primário é bastante simples - envolve uma tela seguida por um conjunto de reservatórios ou tanques que deixam a água em repouso, de modo que os sólidos sejam separados.
O tratamento primário pode remover metade dos sólidos, materiais orgânicos e bactérias da água. Se na estação só houver o tratamento primário, a água será clorada para matar as bactérias remanescentes e escoada. O segundo estágio, conhecido como tratamento secundário, remove materiais orgânicos e nutrientes. Isso é feito com a ajuda de bactérias - a água vai para grandes tanques de aeração, onde as bactérias consomem tudo que podem.
Os dejetos, então, vão para tanques de sedimentação, onde as bactérias são depositadas. O tratamento secundário pode remover 90% de todos os sólidos e materiais orgânicos dos dejetos.
O terceiro estágio, conhecido como tratamento terciário, varia dependendo da comunidade e da composição dos dejetos. Tipicamente, o terceiro estágio utilizará produtos químicos para remover o fósforo e o nitrogênio da água, mas também pode incluir tanques de filtração e outros tipos de tratamento. O cloro, acrescentado à água, mata quaisquer bactérias remanescentes, e a água é escoada.
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
De onde vem o atum da latinha?
Igualdad Animal documenta la brutalidad de la matanza de los atunes en Italia from IgualdadAnimal | AnimalEquality on Vimeo.
Fonte: Matanza de Atunes
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
RIO+20: a Cúpula dos Povos
Para encerrar a RIO+20: A Cúpula dos Povos , no Aterro do Flamengo
Foi onde houve a maior diversidade da RIO+20. Índios marcharam, produtores da agricultura familiar realizaram feiras de sementes, comeu-se, bebeu-se e quase tudo foi vendido entre uma programação de palestras e seminários com 54 páginas, mas que nem sempre foi cumprida à risca.
A Anatel apareceu com a PF querendo fechar a rádio popular na marra, houve protesto e passeata. A rádio ficou lá firme em sua tenda, providenciando boa música e possibilitando que muitos palestrantes fossem entrevistados numa programação disponível on line aos que estavam longe.
Foi na Cúpula, com suas dezenas de tendas e plenárias, onde pude fazer as boas compras na Rede de Economia Solidária descritos na postagem "RIO+20: de trazer na bolsa e na barriga", que aconteceu o Seminário de Biopirataria onde Vandana Shiva bebeu o Ades da postagem "Imagem do ano na RIO+20: Dra. Vandana Shiva bebendo Ades inocentemente" e onde conversei com o pescador de Sepetiba que ilustra a postagem "RIO+20: as primeiras mortes".
Eu fui quase todos os dias, até por morar a 5 minutos, só deixei de ir quando fui ao Cais do Porto, "RIO+20: o Cais do Porto", e quando precisei atravessar a cidade para a coletiva do Philippe Cousteau, "RIO+20: o bate papo com Philippe Cousteau".
O trajeto de ida e volta é uma delícia, a pé pelos jardins do Aterro do Flamengo a beira da Baía de Guanabara.
A maravilhosa tenda Milton Santos, sempre cheia, onde ótimas palestras aconteceram. Uma noite, passava na entrada e ouvi uma moça com sotaque nordestino, de microfone em punho em tenda lotada, contava ser a primeira de sua família a concluir os estudos, mas questionava porque a ensinaram aos 7 anos, "Ivo viu a uva", quando uva mesmo ela só foi ver depois dos 13. Levantava a necessidade de uma educação contextualizada à realidade de um país plural com realidades tão distintas.
Dra. Marta Porto em outra palestra, nos lembrou que a Agenda Social é a reposta a um modelo econômico que não deu certo numa tenda que não derrubou a árvore para ser levantada.
Quem foi Milton Santos: Página Oficial Milton Santos
Perdi e me arrependi:
Os debates sobre energia nuclear na tenda Caetité e todos os da Vasconcelos Sobrinho, estava em outras tendas, na Arena Socioambiental, no Greenpeace e até no Pavilhão Azul, que todos chamaram de tenda da Água. Distantes da Milton Santos, Caetité e Vasconcelos Sobrinho, separadas por um espaço de tendas que se propunham ao discurso inter-religioso e pelo Monumento aos Pracinhas.
Uma pena separarem dessa forma, era o mesmo público. Soube que ficaram cheias de gente e seus debates renderam. Ainda bem.
O que é Caetité: "Vídeo desenvolvido pela população de Caetité após 20 anos de silêncio"
Quem foi Vasconcelos Sobrinho: Página oficial do Wikipedia
A tenda da Cruz Vermelha, recrutando voluntários.
Já fui voluntária da Cruz Vermelha, em dois desastres ambientais aqui no Rio. Conto a experiência nas postagens “Tragédia, Sustentabilidade e Voluntariado” e “O Rio de Janeiro das águas de março”.
Será que toda aquela gente engajada de camiseta estampada com Che Guevara, Bob Marley e bandeira palestina chegou a se cadastrar? Tomara que sim.

A Feira de Sementes informal e autogerida de troca de sementes que brotou com o pessoal da agricultura familiar.
No mercado só vendem 1 tipo de milho, mas na natureza existem centenas e são os pequenos agricultores que mantém a tradição dessas sementes crioulas e nativas. Na agroindústria, o milho padrão é o segundo cultivo em transgenia, só perde para a soja.
Carta da Terra
Leonardo Boff, Miriam Vilela (Carta da Terra Internacional), Maria Alice Setubal (IDS) e Ana Rubia (Abrampa). Moderadores: Pedro Ivo, Alexandra Reshcke e Silvia Alcântara
Ana Rubia e Miriam Vilela palestraram antes, Boff estava preso no engarrafamento.
Ana Rubia, de Petrolina, forte como a mulheres do sertão, prendeu a atenção de todos ao nos lembrar que reciclagem é um paliativo, que não se recicla nada, se subcicla, afinal o subproduto reciclado é sempre inferior ao que deu origem. Ratificou o que se fala mil vezes, que a única saída é consumir menos e quando o fizer, que seja da forma mais consciente possível.
E quando Boff entrou, tudo parou para aplaudí-lo de pé.
Boff falou sobre a Carta da Terra, sua história e construção, enalteceu o trabalho de Miriam Vilela, nos lembrou de um terceiro milênio a ser construído em bases mais justas, fez piada com encíclicas do Vaticano, nos conclamou a ser menos políticos e mais holísticos, humanos e ecumênicos. Era a primeira vez que o via, não seria a última, foi exatamente o que está nos seus livros, a mansidão e a sabedoria personificadas.
Então chamou um amigo ao palco, responsável por um projeto que ele mesmo não acreditava ser possível, o Cultivando Água Boa, tocado por Nelton Miguel Friedrich.
Itaipu Binacional é um projeto sem igual nesse país, o que uma hidrelétrica de grande porte pode destruir, esse projeto recuperou em termos humanos e ambientais.
Eu falo mais sobre o projeto na postagem "RIO+20: o Cais do Porto". Foi a primeira vez que vi Nelton Friedrich e felizmente não seria a última, viria a encontrá-lo ainda outras 2 vezes, ambas na Tenda da Água, uma delas com Boff e outros gigantes. Conto melhor mais abaixo, quando falo só da Tenda da Água. Boff não acreditou que Cultivando Água Boa fosse possível, eu também não. Mas existe e está lá com material de download no site oficial.
Imagine 29 municípios com um total de 1 milhão de habitantes, divididos em 127 microbacias trabalhadas em 8.000km2 de área sendo beneficiados por um mega programa de reflorestamento e capacitação ambiental em larga escala.
Agora, imagine que cada uma das 127 microbacias tem seu próprio comitê auto-gerido onde não podem participar funcionários públicos ou de Itaipu. O segredo foi esse, não dividir por município e sim por microbacia.
"É chapa branca!”, "Tem que ter Paulo Freire!” nos lembra Nelton Friedrich.
Paulo Freire também empresta seu nome à biblioteca pública local.
12.000 km de mata ciliar foram recuperados num projeto sério, onde 4.000 famílias com têm sua propriedade protegida por floresta, 250 famílias indígenas com tradições e hábitos respeitados, produzem toneladas de aipim, batata, arroz, feijão, abobora e mel orgânicos.
Os fitoterápicos produzidos orgânica e localmente incidiram em 27% de queda na compra de medicamentos nos postos de saúde.
Com a recuperação dos lagos, a piscicultura aumentou 5 x, reduzindo a taxa de desemprego e evasão, permitindo também mais variedade alimentar.
A suinocultura, que era um problema local, em função dos dejetos lançados indiscriminadamente em rios e lençóis freáticos, tornou-se a solução ao ser adotado o modelo de co-geração doméstica de biogás, permitindo que o pequeno produtor venda o excedente de energia produzida à subestação mais próxima.
Lembra do único projeto de catadores decente desse país, citado na postagem “O mito embalagem sustentável: manual básico de reciclagem”? Pois é, foram eles também.
E não são mais catadores, são agentes ambientais num programa de Coleta Solidária.
Os stands em bambu da Caixa Econômica Federal, fizeram sucesso entre todos, até os indígenas, interativas em mostrar energia cinética e a árvore cujas folhas eram em papel semente reciclado. Trouxe algumas, mas ainda não plantei as flores de dente de leão. Posto, quando brotarem, dizem que dá um chá com gosto de mel.
O Sebrae nos brindou com 2 espaços, o Sebratec e a Feira do Empreendedor.
Ambos bem organizados e com infraestrutura. Nos jardins do Sebraetec, ficaram expostos um Aquecedor Solar de Baixo Custo (ASBC) e uma maquete de um sistema de captação de águas pluviais com irrigação por gotejamento da horta doméstica.
Alguns expositores dos stands do Sebrae:
Fibra Design, cariocas e vizinhos de bairro, já apareceram por aqui com seu skate na postagem "Surf e skate ainda mais verdes"
EcoJardim, distribuíram sementes de girassol que ainda não tive tempo de plantar. Assim que brotar, posto.
Container Ecology Store, já andaram por aqui na postagem “Lojas e escritórios em container”, divulgando um hotel em container na foto abaixo.
Chamma Cosméticos da Amazônia
Amazongreen Beleza Sustentável
Favel Inn Hostel, dispunham de ASBC, o Aquecedor Solar de Baixo Custo da Sociedade do Sol. Você pode fazer um igualzinho em casa, veja como na postagem “A casa sustentável é mais barata – parte 15 (Aquecedor Solar de Baixo Custo a R$35,00)"
Verde e Progresso Soluções Ambientais
EkoFootPrint Gráfica Digital Sustentável, impressão biodegradável
Budha Khe Rhi Brasil, camisetas sensacionais em pet reciclado e algodão orgânico
Ecomáquinas, construção inteligente com blocos ecológicos e pré-moldados, distribuíam bom DVD promocional. Ambos abaixo.
Anicer e PSQ Cerâmica Vermelha. Distribuíram mini telhas e mostraram as inovações em tijolos certificados. Trouxe uma que virou artefato de cozinha, para guardar caroços em petisqueiras.
Madeplast , reciclagem de plástico em compensado. Melhor do que plantar eucalipto para MDF
Telha Leve, telhas ecológicas
O Greenpeace compareceu com boa tenda, autossuficiente energéticamente e a única verde de todo evento, apresentaram pelo menos 2 mesas de debates diários e deixaram muitos voluntários recolhendo assinaturas no abaixo assinado contra o Código Florestal. Foi na tenda do Greenpeace, na apresentação sobre os impactos do pré-sal, que soube dos mais de mil vazamentos de 2010, como contei na postagem da coletiva do Philippe Cousteau.
Fizeram demonstração de forno doméstico solar e também do moderníssimo forno solar projetado por eles. O primeiro é lento, já o segundo frita um ovo em segundos.
A grandiosa tenda do Cerrado com exposição permanente de fotos, murais transparentes e projetada aproveitando as pedras do Jardim do MAM.
O Espaço “Caixa preta do Cerrado” com as ameaças ao bioma. O chão é de soja transgênica, a mesma dos hambúrgueres vendidos com discurso de “comida bacana”.
Uma delícia de pisar, esferas perfeitas que fazem massagem no pé da gente.
Arena Socio Ambiental
Com 4 debates diários, sendo sempre entre 3 palestrantes, pelo menos 1 representante do Governo e ainda um show à noite antes de encerrar. Ótima pedida.
Assisti a vários debates, era confortável, ao lado do MAM, justamente onde estavam o Greenpeace, o Sebraetec, a Tenda da Água e até os produtos do Cerrado e o sorvete de juçaí, citados na postagem sobre as compras da RIO+20.
Momento triste: Dra. Marcia Valle Reis, Engenheira Química, ser injustamente vaiada num debate sobre Belo Monte, que contou com Dra. Vandava Shiva.
Não disse nada de absurdo, apenas nos lembrou que somos um país dependente da energia hidrelétrica, que não existe alternativa limpa ainda que possa substituir essa matriz e que, comparado à países como a China e a Índia, que usam energia nuclear e carvão, estamos muito avançados.
Sozinha, fui falar com ela ao final, todo mundo em cima da sempre simpática Dra. Vandana Shiva, que eu veria no dia seguinte, no Seminário de Biopirataria e em uma terceira ocasião ainda, na homenagem à Danielle Miterrand na Tenda da Água.
Dra. Marcia levou a vaia na esportiva, muito elegantemente disse que era parte do processo democrático e defendeu seu ponto de vista. Um ponto de vista técnico e não a construção de Belo Monte e respectivos crimes ambientais.
Num terceiro debate, presenciei um estatístico da Unicamp ser merecidamente vaiado. Vaia imensa, agressiva, com cartazes e o que mais se imaginar de uma plateia aos gritos de “Mentira!”, “Criminosos!” e “Abre o microfone!”, que graças a Deus não abriram.
Não é para menos, falou grosso e cheio de convicção que a maioria dos brasileiros queria Belo Monte e que as obras não poderiam parar por causa de pequenas comunidades ribeirinhas e indígenas, que seriam alagadas...
Show bom na Arena: Marcelo Yuka e Amora Pêra, Yuka declamou como se catasse a capela um poema lindo, "A solidão de viver a minha própria extinção" e Amora cantou muito. A apresentação com os músicos virados uns para os outros, mas também para toda a plateia, funciona melhor.
O Pavilhão Azul ou Tenda da Água
Organizada pela France Libertés, Frente Nacional de direito à água e dezenas de outras instituições.
Apresentaram trailler do último filme de Yann Arthus Bertrand, “Oceano” e promoveram uma homenagem à Danielle Miterrand, defensora da estatização dos serviços de suprimento de águas franceses, falecida ano passado, com participação de Leonardo Boff, Ricardo Petrella, François Outar, Marialena Foronda, Pedro Arrojo, Nelton Friedrich e Rosa Villamayor Orue, a única aplaudida de pé ao ser anunciada.
O melhor filtro de água é o brasileiro de barro, a Stefani produz o único cuja vela é revestida em prata coloidal, giardicida. Ótima compra e nobre a iniciativa de fornecer água potável gratuita às pessoas em evento aberto. Uma pena, retirar a vela de barro revestida na prata coloidal e enfiar água "mineral" industrializada, embalada em plástico e, se bobear, não potável. Deixassem a vela original com infraestritura em barro, alimentada por água da torneira e teríamos bebido água mais segura e sustentável.
O texto final do Comitê oficial havia acabado de ser apresentado, a nova Economia verde foi muito criticada e já se esperava uma Agenda Azul a ser discutida na nova Economia azul, igualmente criticada por prever que o acesso à água será cerceado, como ocorreu na Bolívia há alguns anos com a privatização até da captação das águas pluviais, que acabou em guerra civil.
Nelton Friedrich lembrou algo interessante: se até bancos falam em sustentabilidade é porque o conceito foi corrompido e não é momento de desistir, mas persistir
Boff, muito aplaudido, criticou o documento e insistiu que não avançar, é retroceder.
Rosa Villamayor Orue falou acompanhada de uma comitiva paraguaia composta de pessoas simples, todos muito emocionados, abalados pelo Golpe de Estado em seu país.
Acostumados aos conflitos campesinos, onde a visão dos vencidos fica à margem da história. Pediram ao mundo para não esquecê-los, era véspera da decisão do Parlamento Paraguaio, que viria a depor o presidente eleito por voto popular. O mundo continua acompanhando a versão moderna dos Golpes na Democracia Latino-Americana, sempre combalida.
A questão da água, como toda questão ambiental, passa pela posse da terra. Com a agricultura familiar, a monocultura transgênica não se instala, a agroindústria não expulsa populações nativas e florestas virgens não viram pasto. Os pequenos produtores controlam sementes crioulas e fontes de abastecimento de água e o famigerado ciclo de pobreza e favelização não se completa. A imprensa exterior já critica a participação da Monsanto no Golpe de Estado Paraguaio, leia mais:
Carta Maior: Golpe no Paraguai revela nova face da Operação Condor
Diário da Liberdade: O que os EUA podem ganhar com o golpe de estado no Paraguai
OngCea: Monsanto e os acontecimentos no Paraguai, os mortos de Curuguaty e o julgamento político de Lugo
Surpresas boas na Tenda da Água:
Ecosurfi, deram uma aula sobre a importância de conservação das restingas. Criticaram duramente os parques eólicos cearenses, que estão destruindo as restingas locais, contaram que partiu de um surfista tornar a Prainha (praia carioca) área de preservação através de um movimento popular que começou com os surfistas locais. Mostraram o imenso programa de preservação das restingas nas praias do Recreio dos Bandeirantes (RJ) em parceria com a iniciativa privada e educação ambiental com crianças da rede pública de ensino. Conseguiram provar que nenhuma obra de contenção funcionou em qualquer lugar do mundo, porque é justamente a vegetação rasteira da restinga que pode manter a faixa de areia e assim, impedir o avanço do mar. Em todos os locais onde a restinga foi devastada, o mar destruiu muros de concreto projetados com a finalidade de impedir seu avanço.
E quem diria, a roxinha Ipoema (ou flor de seu c*) é fundamental nesse replantio.
Não sabe o que é "flor de seu c*"? Vá no post da Juréia sobre a restinga, é inacreditável.
Tara Expeditions e Sea Orbiter vessel, não prometia muita coisa, mas foi interessante.
A Tara Expeditions organiza expedições de cunho oceanográfico há mais de 10 anos com o intuito de analisar os impactos do Aquecimento Global, dão um show de imagens, como um vídeo de Jacques Cousteau. Todo mundo ficou babando.
Já a apresentação do Sea Orbiteur não tinha tanto apelo. Não tinha, mas teve.
Sea Orbiteur é um navio vertical de 13 andares, cuja maior parte dos decks é submersa. Único, parece saído de um livro de Julio Verne. O projetista, um senhor francês muito sério, Jacques Rougerie, falou para uma plateia fria, explicou do combustível de algas marinhas biodegradável, mostrou a área de 350m2 em placas de energia solar garantido autossuficiência energética, um projeto caríssimo envolvendo várias empresas. Ninguém deu muita atenção.
Então, perguntei porque a arquitetura era idêntica a da barbatana de um tubarão e ele pareceu ter sido ligado na voltagem de 220V. Empolgou-se, todos se empolgaram junto, falou em biônica, justamente na observação da natureza e do pioneirismo do projeto, tão óbvio que ninguém havia ainda pensado nisso antes, dos testes em laboratório, etc.
Eu já havia curtido e compartilhado a foto do navio no facebook (ninguém deu bola), então não resisti à atenção que ele estava me dando e perguntei se o navio por ser vertical, balançaria menos. Aproveitei e perguntei em francês para ganhar mais moral.
Quem não trabalha embarcado nem desconfia, navios balançam muito, amarramos os móveis para dar uma idéia. Minhas primeiras 24hrs em alto mar, foram vomitando sem parar de cara na privada. Só não larguei tudo, porque não tinha outro emprego, era aquilo ou nada. Com o tempo, o organismo acostuma, mas não é moleza.
Ele adorou, mas era menos do que esse gênio merecia.
Falou que sim, que não balança como os demais, que o homem sempre navegou na superfície, enfrentando as ondas e que esse navio era inovador por isso, pela hidrodinâmica e estabilidade revolucionários, a maior parte da embarcação é submersa e abaixo da linha da água, onde justamente se balança menos.
Quando encerrou sua apresentação, veio falar comigo, deixou folders caríssimos do projeto, elogiou o interesse. Fiquei de boca aberta, mas deu para balbuciar um “Merci”.
Nelton Friedrich estava sentado na Tenda da Água na véspera de sua apresentação na homenagem à Danielle Miterrand. Já assistira outra apresentação sua, na Carta da Terra na própria Cúpula, igualmente com Boff conforme contei acima, e já havia visitado o stand da Itaipu Binacional no Cais do Porto, então me senti à vontade para ir elogiar. Nelton Friedrich é realmente um líder, a primeira coisa que fez foi perguntar meu nome e apertar minha mão. Ninguém faz isso, o natural seria me ouvir elogiando seu trabalho anonimamente e me despachar. O mais impressionante não foi seu gesto, que é de destacar. Mas ao ver meu interesse, abriu a carteira e me deu um pen drive entupido de material oficial sobre Itaipu. São milhares de estudos de casos, estatísticas em postos de saúde, impactos em terceiras gerações, filmes das comunidades indígenas e até um caderno de receitas com itens produzidos organicamente no local, as receitas são todas das merendeiras dos 29 municípios englobados no projeto e tem até fotos dessas mulheres. Ainda não consegui ler tudo.
Pior, Nelton Friedrich se despediu dizendo que se eu precisasse de mais material, que poderia escrever para Itaipu pedindo, eles mandam...
Quem mais andou pela Cúpula:
Action Aid
Ford Foundation
Le Monde Diplomatique
Greencross, a Cruz Verde, brasileira e Internacional
IBASE, distribuindo gratuitamente sua revista, a ótima DemocraciaViva
IBRAM, divulgando o Circuito Verde de Museus
IDEC, brigando pela etiquetagem obrigatória nos veículos nacionais, para saber mais sobre quanto seu carro consome, visite o site deles.
Exibiram o documentário “Comprar, tirar, comprar – The Light Bulb Conspiracy” em evento específico sobre obsolescência programada.
IDS, Instituto Democracia e Sustentabilidade com 4 dias de eventos agendados
Associação Mico Leão Dourado e o Projeto Muriqui do Inea
IPE, Instituto de Pesquisas Ecológicas
Florestafazdiferença , já citados aqui no blog
ARFlora, Associação Rondoniense dos Produtores e Cosumidores de Florestas Plantadas, fazendo do plantio de árvores em Rondônia um grande negócio.
CREA-RJ, promovendo um Decálogo da Agricultura Sustentável
A Vetiver Brasil, promovendo o capim vetiver na contenção de encostas e filtração de metais pesados entre outros processos.
Projeto Pão de Açúcar Verde, Recuperação Ambiental do Morro do Pão de Açúcar
Baixada Verde, publicação da Onda Verde, totalmente impressa em papel reciclado
O Elo Participativo da Bocaina, distribuíram um jornal de layout moderno com as vitórias judiciais de famílias caiçaras para permanecer em suas terras.
Agricultura familiar do Polo da Borborema
Fundação Vitória Amazônia, promovendo o turismo de base comunitária na Reserva Extrativista do Rio Unini, AM – distribuíram o ótimo DVD fotografado abaixo.
ASPTA, onde comprei parte dos DVD´s abaixo, promovendo a agricultura familiar e agroecologia: Almanaque da Agricultura Urbana, Agricultura na Cidade e Hortas Caseiras.
A Rede Ecológica de quem comprei dois dos DVD´s acima, “Ser da Terra” e “Agricultura do Estado do Rio de Janeiro”. Foram os únicos a entregar um folder em papel reutilizado. O verso era escrito e carimbado:
Bandeirantes e Ecosteiros do Brasil
Casa da Mulher Trabalhadora, distribuíram muito material de qualidade, boa didática, fazem as perguntas certas: Existe diferença na criação de um menino ou de uma menina?, As mulheres não aparecem nos livros de história por que não tiveram papel importante?...
EcoMedicina, recolhendo assinaturas no abaixo assinado “Carta Aberta, Campanha pela Garantia do Acesso as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde”, pela Homeopatia, Acupuntura e Fitoterapia nos postos de saúde pública.
Se não esteve lá, assine virtualmente, mas assine e se beneficie.
Núcleo de Saúde Mental no Trabalho e o Papel Pinel, a fábrica terapêutica e oficina de reciclagem do Instituto Pinel no Rio.
As simpáticas moças do cursinho pré-vestibular comunitário Henfil em parceria com a Terra Azul. E a charge do Henfil continua atual, tratando de desmatamento, poluição e extração mineral indiscriminada.
Apliquim Brasil Recicle ; líder nacional em descontaminação de lâmpadas com recuperação de mercúrio
OIA Instituto Ambiental, mostrando o tratamento biológico de resíduos através dos biosistema integrados
Renove, coleta e reciclagem de óleo na despoluição do Tietê explicando porque não se deve fazer sabão com o óleo doméstico.
Tele Óleo, coleta de óleo para reciclagem não tinham site, mas deixavam telefone de contato: (21) 3278-0443, 9694-8787, 7887-6608, 7877-4151
Poiatorecicla , os primeiros a reciclar guimbas de cigarro
Ecomarapendi, recicloteca e educação ambiental. Atuam onde fui criada e mantiveram um stand colorido com suas peças recicladas. Gostei das lixeiras para coleta seletiva aproveitando antigos monitores de computador.
O Guia Cuca, divulgando a cultura popular de Norte a Sul
Turismodagente , Revista Eco Turismo e a Central de Turismo Comunitário da Amazônia
A Rede Eco Socialista Internacional
A turma do “Movimento sair do Capitalismo”
Flaskô, a fábrica ocupada pelos trabalhadores em Sumaré, SP.
Mais informação: Fábricas Ocupadas e Memória Operária
A União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior
O Forum Nacional de Reforma Urbana
Corretores do Condomínio Ecológico Vale do Tinguá em Nova Iguaçú, RJ
A Escola Bosque de Belém do Pará
Óleos essenciais da Entre Folhas
As moças da Costurart, cooperativa carioca: 8886-6512 \ 2418-0327
O Ateliê Baú de Panos, todo 1 sábado do mês na Feira do Lavradio, (21) 3233-1233 , 9566-9561 , 9620-9536
Bolsas em banners reciclados, estavam esperando todo mundo ir embora para catar os banners da RIO+20 e fazer uma nova linha. Vendem até malas de viagem multicoloridas. Não tinham site ou folder, peguei o telefone: (21) 8357-2783
As artesães da Maré, as roupas da barraca do Devas, devas.org.br
As roupas da Justa Trama Fibra Ecológica , justatrama.com.br , visite o site e veja a relação de parceiros, são cooperativas por todo país, do açaí ao algodão orgânico.
Banco Comunitário de Saracuruna, fizeram ótima apresentação em tenda livre junto com o Banco Comunitário da Cidade de Deus. Para conhecer melhor bancos comunitários, vá na Rede Nacional de Bancos Comunitários
Ulbra de Porto Velho em RO, fizeram boa apresentação e distribuíram gratuitamente ótimo material sobre tema indispensável, Biopirataria.
O mesmo advogado peruano do Instituto de Biopirataria do Peru, que estava no Seminário com participação de Vandana Shiva, estava na apresentação da Ulbra.
Interessante: para tornar o assunto mais palatável, havia uma mesa (abaixo) com os principais gêneros brasileiros que estão sendo biopirateados ou em disputa de patente, como o cupuaçu, castanha do Pará, açaí, rapadura e água de coco.
Gaia Ecovillages
Estavam com uma tenda imensa à disposição, não divulgaram programação fixa e fomos esperando workshops diários de práticas permaculturais de bioconstrução.
Vi a tenda cheia todos os dias, momentos intimistas com pessoas sentadas em roda com velas acesas, debates filosóficos e quase metafísicos, mas em nenhum dia vi uma oficina prática de captação de energia solar, águas pluviais, horta doméstica ou bioconstrução em adobe. Fez falta.
Coube ao Sebrae, entidade pública do Governo que as Ecovilas tanto criticam, expor os protótipos do Aquecedor Solar de Baixo Custo e das cisternas em captação de água da chuva para irrigação por gotejamento da horta no quintal adjacente.
É na prática que a Permacultura ganha, onde termina o sonho e começa a técnica.
Através dessas técnicas que os gatos de luz acabam, a matriz energética reverte e o conceito de energia limpa deixa de ser uma fazenda eólica em área de restinga.
Como foi feito no Complexo do Alemão, no Vale Encantado ou na Favela da Maré e no Brejal, todos citados no Guia Carioca do Slow Food com a implantação do sistema agroflorestal onde antes havia um matagal.
Se aconteceram tais oficinas, peço perdão e deixo o espaço livre à divulgação.
A catarse coletiva, pessoas pintadas de índio com roupas de marca, batendo tambor e cantando Mercedes Sosa, Gonzaguinha, Raul Seixas, Geraldo Vandré e outros clássicos de protesto. Nesses eventos, observamos a angústia humana que a cultura de massa não sanou e a falta de informação de qualidade colaborou. Uma pena, tivessem participado das plenárias indígenas nas tendas de discurso inter-religioso, teriam compreendido a questão com mais profundidade, como provavelmente teriam feito os artistas citados.

Na Juréia, os universitários campistas bebiam água da fonte como se tomassem da fonte da juventude, os Guarda-Parques preferiam colocar no filtro, pingavam cloro e alertavam "Vai que um macaco ou preá morreu na nascente."
Para conhecer os Guarda-Parques da Juréia, vá na postagem “Na Juréia: os Guarda-Parques”. Para conhecer agricultores orgânicos, veja postagem “Você já foi ao Brejal? Então vá!”. Já para conhecer um sem terra de verdade, não um universitário de boné do MST, olha o pessoal da Via Campesina aí abaixo. É outra realidade.

Estava cheia dessa história, mas me sentindo da TFP, quando entrei num taxi e, conversando com o taxista, o ouvi reclamar dos hippies e índios bêbados, acampados no Passeio Público a poucos metros dali. Também estava cheio, eu não era a única.
Gosto de conversar com taxistas, já fiquei amiga de alguns, principalmente sambistas. Ganhei CD´s de seus sambas, ouvi suas histórias, troquei muito, já viram de tudo.
Quando na Juréia, preferi a companhia dos Guarda Parques a de qualquer voluntário. Em alto mar, sempre tive mais afinidade com os marujos e abordo isso em várias postagens daqui, como "Na Juréia: trabalho de peão", "Eu queria trabalhar com Sustentabilidade" e "Vistoriando 3 navios indianos no Cais do Porto".
O operário, na definição básica do termo, é sempre mais realista e pragmático do que qualquer outra pessoa. Um trabalhador não disfarça a realidade.
Se não trabalhar, não come. Mas se a atividade for insegura, morre.
Estava então no taxi, quando ouço o taxista com físico de estivador reclamar dos hippies, que há mais de 40 anos vendem um artesanato horroroso de durepóxi, que ninguém compra. Disse estar com 60 anos e sempre ter achado isso tudo ultrapassado.
Bem informado, sabia quais governos estrangeiros não haviam mandado representantes e, pragmático como disse acima, não acreditava em nenhuma resolução do Comitê que viesse a beneficiar o povo - exatamente como viria a acontecer.
Observou que todos os veículos da organização eram movidos a petróleo e disparou a pergunta do dia: "Quanto isso tudo não custou? E a Copa e as Olímpiadas?"
Fico imaginando a patrulha politicamente correta formulando mil questões de dedinho em riste e me pergunto se teriam coragem de reclamar que “o camarada taxista pelegou e está sendo pequeno burguês”. Duvido muito.
As pessoas entram aqui, leem sobre ecologia e pensam que sou hiponga e esotérica.
Não sou, lamento se desapontei, sou pragmática como qualquer peão.
Eu nunca vi uma faxineira, pescador, favelado ou sem terra “desbundado”.
Essas pessoas humildes em seu silêncio e dignidade, não arrancam flores para enfeitar o cabelo. Flor é fase da agricultura, atrai abelhas que são fundamentais ao processo de polinização e cultivo, a subsistência da família.
Tampouco andam descalços, não querem contrair verminose e parasitose.
Aliás, nunca vi uma indiana de “saião indiano”, indianas usam sári ou jeans e camiseta.
Lembra de “Carandiru”, quando Dr. Drauzio Varella diz que naquele dia (do massacre) muitas versões foram dadas (carcereiros, policiais, subsecretário de segurança, prefeito, governador), mas que ele só ouviu a dos presos? É por aí mesmo.
Se nossos indígenas viraram mendigos queimados em pontos de ônibus, é porque nós financiamos a agroindústria transgênica, a pecuária em larga escala, a indústria de bebidas prontas, trocamos de carro e celular todo ano e até os evangelizamos num modelo escolar que fala em uvas do Oiapoque ao Chuí. A saída não está em 80% da população em cidades favelizadas e 20% no campo lutando para não perder suas terras.
Não acredita? Dá uma lida:
Ativistas assassinados
Farra do Boi na Floresta Amazônica
Indústria pesqueira x pesca artesanal
O PAC não se paga: Jirau, Belo Monte e Mauá
Escolinha do MST tem a maior nota do Enem de SC
A bunge foi uma das empresas que financiou o Código Florestal
Cachaçaria certificada como orgânica seca lagoa de reserva indígena
Monocultor a beira da falência adota sistema agroflorestal e reverte o quadro
A sombra de um delírio verde, a luta da maior tribo indígena do país para salvar suas terras da monocultura de cana do etanol
Os hippies, índios (falsos ou não) e ambulantes vendendo de tudo, até DVD pirata:
Se indígenas em aldeias usam penas é porque convivem com animais que as deixam cair, ou aproveitam de animais já mortos. Não criam animais em cativeiro apenas para extrair à força penas que serão vendidas como artesanato engajado. Pessoas em cidades, usando penas de animais não são hippies nem sustentáveis, é só perversidade e ignorância.
Vendiam bem, mas não encarei esse kibe e esfirra.
Dança circular está na moda, todo mundo arrumadinho e combinandinho
Essas não fazem dança circular, nem sabem o que é isso, só tentam manter uma tradição quilombola de 300 anos. Olha a cor da pele dessas mulheres, seus traços e físicos. Diferente da imagem acima, não?
Wilson Cruz, sujeito sério, sabe do que fala e faz reciclagem artesanal de verdade
wilsonpaiz@ig.com.br / (21) 6816-1611, 67456295
A realidade do lixo brasileiro, que não evapora ao cair nas lixeiras públicas:
Para conhecer mais dos grafites politizados abaixo, dá uma olhada na antiga postagem "Arte na carroça do catador de lixo"
Ele é branco, mas pode usar cocar. Rosa Villamayor Orue também pode, fala Guarani.
Frade franciscano, simpático e simples como a filosofia de sua ordem, alemão de nascimento tem 22 anos de Brasil, passados no Piauí e Rondônia, acompanhava um grupo de indígenas com quem vive. Perguntou se o kibe de forno vendido no quiosque do pão de queijo orgânico estava bom. Respondi que sim, mas que ia no pão de queijo. Quando avisei que o kibe era vegetariano, sem carne, ele teve uma reação única, de católico praticante, “Claro, hoje é sexta-feira!”.
Conversamos sobre o mentor dele, São Francisco de Assis, citado em tantos discursos, e ambos concordamos em algo: provavelmente estaria discordando de muito.
A única bebida ambientalmente correta de todo evento, sendo vendida por membros do MST. Quem não queria a polpa, deixava o coco inteiro no tronco da árvore para quem quisesse, não precisar comprar. R$2,00 cada coco.
Os fotógrafos ao ar livre deram um show:
Fernando Amazonas
Miguel Igreja
Expostas na Tenda do Cerrado:
Belezadamargem.com
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