quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Blackfish, o filme - entenda porque parques aquáticos com orcas e golfinhos deveriam ser fechados


"Há tanto benefício em estudar golfinhos e baleias em cativeiro quanto há em observar prisioneiros confinados na solitária.", Jacques Cousteau





















Seu sonho é ir à Disney, conhecer os parques de Orlando e claro, passar um dia no Seaworld?
Você cresceu ouvindo falar dos "golfinhos de Miami" e acha que mamíferos aquáticos que, em condições normais vivem livres na natureza, saltitam felizes entre aros em troca de uma sardinha. Faz parte.

Sinceramente, você foi enganado.
Não há nada de alegre e idílico em parques aquáticos, não há nada de natural em manter confinado em espaços exíguos animais acostumados à vastidão dos oceanos.

A chance de sobrevida de uma animal capturado é de 1 para 10 mortos, pois a captura é cruel e forçada, separando mães de seus filhotes e com isso, mantendo um comércio clandestino (e não fiscalizado) de animais selvagens muitas vezes ameaçados de extinção.
Aliás, é mais simples e barato capturar e adestrar um filhote do que uma orca ou golfinho adulto.

O Seaworld matou em confinamento mais animais do que os que atualmente vivem em seus lucrativos parques e observe que, animais confinados morrem prematuramente de doenças desenvolvidas em grande parte por quadros imunodepressivos.

O Seaworld por sinal nunca devolveu um animal à natureza e são famosos os vídeos amadores captados em celular de espectadores, mostrando ataques aos treinadores, havendo mais de um caso de treinador morto pelo animal no próprio tanque.

Os animais, acostumados ao meio marinho, vão passar o resto de seus dias confinados num tanque obviamente pequeno comparado aos quilômetros que estão acostumados a nadar diariamente, somado ao estresse de terem sido separados de seus cardumes e alimentados com uma dieta artificial geralmente composta de ossos de porcos e vacas, sendo sardinhas usadas para auxiliar o adestramento.

Com a justificativa de reverter parte da renda para conservação ambiental, o Seaworld ao longo de décadas destinou apenas 0,06% de seus lucros à entidades de proteção e conservação.
E é você quem financia isso tudo.





Não encontrei a versão completa legendada em português, mas a versão oficial em inglês está disponível no Youtube em vários canais não oficiais.


Site oficial: Seaworldofhurt


Não deixe de ler as 8 razões básicas porque orcas não pertencem à tanques







Para refletir: a área vermelha representa a área do estacionamento do parque Sea World. E a aérea verde é o espaço onde as baleias passam a vida inteira.




Mais informação:
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Circo legal não tem animal
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Belo Monte - Anúncio de uma guerra

Documentário independente filmado ao longo de 3 expedições à região do rio Xingu, Altamira e arredores, São Paulo e Brasília. Apresenta imagens e fatos reveladores sobre a maior e mais polêmica obra em andamento no Brasil. A edição e finalização foram financiados por mais de 3.429 pessoas no site Catarse.



“BELO MONTE, ANÚNCIO DE UMA GUERRA”
Documentário sobre a maior obra de engenharia do país da atualidade, na qual depoimentos a favor e contra Belo Monte apontam para um desastre do ponto de vista ambiental, econômico e social.
Belo Monte é uma usina hidrelétrica que o governo pretende instalar no coração da Amazônia, na Volta Grande do rio Xingu na cidade de Altamira, Pará. O documentário “Belo Monte, Anúncio De Uma Guerra” é um projeto independente e coletivo a respeito desta obra, que foi filmado durante 3 expedições à região do rio Xingu. Trata-se de material riquíssimo sobre os bastidores da mais polêmica obra planejada no Brasil, com imagens de alto impacto e entrevistas com os principais envolvidos na obra, incluindo lideranças indígenas (como o Cacique Raoni e Megaron), o Procurador da República (Dr. Felício Pontes), o Presidente da FUNAI (Márcio Meira) e políticos locais a favor da construção da Usina.
Belo Monte é um projeto de aproveitamento hidrelétrico em terras indígenas. O projeto contempla um complexo de pelo menos 4 barragens, 2 casas de força, 27 diques, 3 canais de enchimento, 7 canais de transposição e 1 gigantesco canal de derivação que pretende desviar o rio Xingu para reservatórios que alagariam cerca de 516 km² da Floresta Amazônica e propriedades particulares onde o cultivo predominante é o cacau.
Nenhuma terra indígena seria alagada. Entretanto, Belo Monte transformaria os 100 km da Volta Grande do Xingu em um trecho de vazão reduzida e isolado, uma vez que os paredões de concreto da barragem barrariam as aldeias da cidade de Altamira. Com isso, os indígenas não mais poderiam ir de canoa até Altamira, uma pratica frequente e necessária para que recebam tratamentos médicos.
Além disso, a construção da barragem é uma ameaça aos peixes de peixes da Volta Grande do rio Xingu. Nove espécies de peixes raros correm o risco de extinção: Aequidens michaeli, Anostomoides passionis, Astyanax dnophos, Ossubtus xinguense, Parancistrus nudiventris, Pituna xinguensis, Plesiolebias Altamira,Simpsonichthys reticulatus e Teleocichla centisquama.
Como se não bastasse essa tragédia, o peixe representa 90% da proteína ingerida pelo povo local e é este dado que relaciona Belo Monte a um potencial genocídio. Isto porque, especialistas e caciques tradicionais prevêem que, ao se reduzir a vazão do rio na Volta Grande, os peixes morrerão, pois o rio é pedregoso e tem a sua temperatura elevada em muitos graus quando seu nível está baixo. Por esse motivo, também a Associação de Pescadores de Altamira é contra o empreendimento. A falta de peixes terá grande impacto na economia local e poderá gerar situações de fome. Atualmente, o empreendedor e o governos federal ignoram por completo essa possibilidade.
O aumento populacional nas cidades de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Vitória do Xingu, Senador José Porfírio a Uruará representa um dos mais problemáticos impactos socioambientais do empreendimento, uma vez que o empreendedor não cumpriu as condicionantes básicas que preparariam tais municípios para receber a onda migratória. Hoje já é possível constatar os impactos sofridos por estas cidades em decorrência da já iniciada migração ocasionada por Belo Monte, tais como: aumento no índice de violência, prostituição, alcoolismo e tráfico de drogas. Se formado o lago de Belo Monte, tais municípios também sofrerão com aumento de doenças de veiculação hídrica e por insetos, tais como dengue e malária.
“Com Belo Monte Altamira poderá se tornar uma península doente rodeada por um lago podre sem peixes. (...) Pessoas famintas, sem moradia, violentas e prostituídas... É um destino triste para a população local”.
Don Erwin Klauter – bispo da prelazia do Xingu.
Apesar de seu alto custo e grandiosa dimensão, Belo Monte é considerada um projeto de engenharia ruim e extremamente ineficiente. Embora possua um potencial de 11.182 Megawatts, Belo Monte não produzirá mais do que 4.000 Megawatts devido à sazonalidade do rio Xingu. Além disso, as linhas de transmissão da energia gerada na usina nunca foram orçadas e seu custo, assim como seu traçado, ainda são uma incógnita para os brasileiros. Especialistas prevêem que poderá custar o mesmo valor da obra, ou seja, cerca de R$ 30 bilhões.
Impactos socioambientais foram subdimensionados pelo empreendedor, de modo que, ao contrário do que os defensores da usina divulgam, a energia gerada por Belo Monte é, na realidade, caríssima. Este alto preço se dá, igualmente, por força da alta importância do rio Xingu como fonte de água, alimentos e, principalmente, devido à preciosidade dos povos ancestrais que dele dependem para sobreviver.
Então por que construir Belo Monte?
Saiba quais são os verdadeiros motivos da construção desta usina assistindo ao filme 
Site Oficial: belomonteofilme.org





Parceiros:
  • Instituto Raoni;
  • Instituto Sócio Ambiental;
  • Movimento Xingu Vivo Para Sempre;
  • Fórum da Amazônia Oriental;
  • Movimento Tapajós Vivo;
  • Movimento Gota D’Água;
  • Floresta Protegida;
  • Brasil pelas Florestas;
  • Ministério Público Federal do Pará;
  • Ministério da Justiça;
  • FUNAI - Fundação Nacional do Índio
  • IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional;
  • Prefeitura de Altamira;
  • UFPA – Universidade Federal do Pará;
  • Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo;
  • Associação dos Pescadores de Altamira;
  • CIMI – Conselho Indianista Missionário;
  • ATIX – Associação da Terra Indígena do Xingu ;
  • IPEAX – Instituto de Pesquisa Etno-Ambiental do Xingu;
  • AIMCI – Associação Indígena Moygu;
  • AIM - Associção Mavutsinin;
  • CITA - Conselho Indígena Tapajós Arapiuns;
  • ONG Saúde e Alegria;
  • FORT Xingú – Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da
  • Transamazônica e Xingu;
  • Amazon Watch;
  • International Rivers;
  • The Rainforest Foundation Japan
  • Planet Amazon;
  • Catarse;
  • AHH!;
  • Ao Redor;
  • Coletivo Estufa;
  • Toque no Brasil;
  • Casa Verdí ;
  • Fora do Eixo; e 3.429 internautas apoiadores.


Mais informação:

Damocracia: a história de 2 barragens e a luta para manter os últimos rios do mundo desobstruídos correndo livremente

Curta de 35 minutos legendado em português e narrado na versão brasileira por Letícia Sabatella, o documentário Damocracy mostra a realidade e as lutas dos atingidos pelas hidrelétricas de Belo Monte, no Brasil, e de Ilisu, na Turquia, e desconstrói o mito de que a hidroeletrecidade é uma energia limpa.

Assim como Belo Monte, a história do barramento do rio Tigre na região de Ilisu data da década de 1980, quando o governo turco iniciou o projeto da hidrelétrica, com capacidade projetada de 1.200 megawatts. Desde então, da mesma forma que Belo Monte, a usina é foco de uma intensa batalha judicial em função dos seus enormes impactos, principalmente a inundação e destruição de um dos maiores tesouros arqueológicos do mundo: a vila de Hasankeyf.

Dirigido pelo premiado documentarista canadense Todd Southgate e produzido pela organização turca Doga Denergi, com apoio das ONGs International Rivers e Amazon Watch e do Movimento Xingu Vivo para Sempre, o filme traça paralelos sobre os impactos dos dois projetos nas populações locais e o meio ambiente, colocando em cheque o discurso que aponta a hidroeletrcidade como fonte de energia limpa.
www.damocracy.org






Mais informação:

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A crise climática do século 21 foi causada por apenas 90 empresas (incluindo a Petrobrás)?



Emissões de gases pelos carros, desmatamento e queimadas são vistos como alguns dos maiores vilões causadores do aquecimento global. Mas uma nova pesquisa demonstra que os maiores culpados pela crise climática do século 21 são as empresas. Mais especificamente 90 delas, que produziram cerca de dois terços das emissões de gases de efeito estufa desde o alvorecer da era industrial. Entre esses provacadores, constam nomes como Petrobrás, Chevron, Exxon, BP, British Coal Corp, Peabody Energy e BHP Billiton.
A maioria dessas empresas está (ou já esteve) envolvida com produção de petróleo, gás ou carvão – a queima desses combustíveis fósseis intensifica o efeito estufa. Apenas sete empresas não estão envolvidas na área – eram produtoras de cimento.
Metade das emissões estimadas foi produzida nos últimos 25 anos. Nesse período, os governos e corporações já estavam conscientes de que o aumento das emissões de gases provenientes da queima de combustíveis fósseis estava causando uma mudança climática perigosa.
Atualmente, muitas dessas mesmas 90 empresas controlam reservas substanciais de combustíveis fósseis que, se forem queimados, podem colocar o mundo em um risco ainda maior de uma mudança climática alarmante.
As maiores empresas foram responsáveis por uma parcela desproporcional das emissões. Cerca de 30% delas foram produzidas por apenas 20 corporações. Os dados correspondem a oito anos de pesquisa exaustiva da Climate Accountability Institute sobre as emissões de carbono ao longo dos anos e do histórico dos grandes emissores.

Estatais
A lista de empresas conta com 31 companhias estatais, como a Petrobrás, Saudi Aramco (da Arábia Saudita), Gazprom (da Rússia) e Statoil (da Noruega). Nove eram indústrias estatais de produção de carvão em países como China, a antiga União Soviética, Coreia do Norte e Polônia.
Cálculos indicam que as empresas estatais de petróleo da União Soviética lideram as emissões de gases de efeito estufa – cerca de 8,9% do total. A China fica com o segundo lugar, sendo responsável por 8,6% das emissões globais totais. Entre as empresas não governamentais, a ChevronTexaco é líder, tendo liberado 3,5% das emissões de gases de efeito estufa até agora. A empresa é seguida pela Exxon (3,2%) e pela BP (2,5%).
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) já alertou que, se continuarmos no ritmo atual de emissão de gases de efeito estufa, o mundo terá apenas mais 30 anos para esgotar sua “cota de carbono” – a quantidade de dióxido de carbono que poderia ser emitida sem entrar na zona de perigo, com aquecimento acima de dois graus Celsius.


A lista do The Guardian com infográfico de destacar: Which companies caused global warming?


Já que perguntar não ofende: E em caso de vazamento, há um plano de contingência adequado à dimensão do problema?
Segundo a SOS Mata Atlântica, não. Leia mais no site deles: Plano Nacional contra vazamentos de petróleo não garante segurança da costa



As imagens vêm de 2 fontes: Coalnomore.org e site oficial da Petrobras


Sobre corporações em geral:
O mundo é o que você compra
Quantos escravos trabalham para você?
10 empresas controlam 85% dos alimentos”
Como funciona um programa de compensação ambiental
A rede capitalista de 147 empresas que controla 60% das vendas do mundo
Como funciona uma corporação e como o que você consome, implica nisso 
Greenwashing é isso aí: Ranking das marcas mais verdes do mundo (mas Darwin explica)


Sobre mineração e offshore :
Além do pré-sal
Vazamento de óleo no Golfo do México 
Exxon Mobil sozinha polui mais do que muitos países
Para entender o vazamento da Chevron no Rio de Janeiro
Como a ação humana aumenta a incidência de terremotos
Lataria e um caminho sem volta: Projeto do pré-sal brasileiro está entre os dez mais 'sujos' do mundo
BP controla o vazamento de petróleo no Golfo do México e os vídeos da Fundação Cousteau no local
A Transocean, empresa proprietária da plataforma petrolífera que explodiu e originou uma maré negra no Golfo do México no ano passado, decidiu recompensar os seus dirigentes com aumentos salariais e prêmios, depois de considerar 2010 o seu “melhor ano” em questões de segurança.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

30 (e muitos) sorvetes caseiros orgânicos e sugar free


Sorvete é uma delícia muito fácil de se fazer da forma mais saudável possível.
As receitas abaixo são apenas uma inspiração, o mais interessante é você inventar com o que gostar e tiver na geladeira. Se sentiu que batendo no liquidificador vai ficar mais gostoso, bata até virar um creme homogêneo. Sentiu que precisa coar, coe na peneira. Misturou tudo com a colher numa jarra e gostou do resultado, congele do jeito que está. Não tendo forminhas, use copinhos de papelão para café, copos de pinga-vodka em vidro, formas de gelo...
Ficou aguado? Sirva num lindo copo e ainda enfeite com um raminho de hortelã!

No seu sorvete caseiro, quem manda é você. E nada impede que um picolé de consistência cremosa, se feito em maior quantidade, renda um bom pote de sorvete para servir em bola nas tacinhas.
Receitas de picolé em frutas mais polpudas como abacate, banana, manga, mamão, graviola, cupuaçu, acaí, caqui,  ou raízes, como inhame e batata doce, além dos lácteos, sempre rendem sorvetes cremosos que podem ser servidos em tacinhas.

Caso as frutas não estejam muito maduras, pode-se sempre adicionar um pouco de qualquer adoçante natural e o uso de leites vegetais ou de animais orgânicos também é uma escolha sua.
A maioria das receitas abaixo sugere o uso de suco de limão ou de laranja-tangerina como uma base líquida mais ácida, mas nada impede que você substitua pelo nosso maracujá, tão gostoso e fácil de se congelar ou o limão galego, que na versão orgânica é mais barato do que o convencional, Tahiti. Água de coco também é uma base líquida doce, com gordura vegetal de ótima procedência e um sabor suave que pode dar um toque diferente, vale arriscar nas poucas receitas que sugerem o uso de água.

As receitas são estrangeiras, então aproveite para substituir pelas nossas frutas, cupuaçu, sapoti, caqui, mamão, figo ou goiabas parecem ter o ponto certo para picolés mais cremosos e com a vantagem de ser o tipo de receita que não tem como dar errado.


Eu espero e desejo que as fotos e receitas dessa postagem inspirem muitos picolés e sorvetes caseiros em frutas brasileiras, sem necessidade de sorveteiras elétricas, produtos industrializados para ajudar no ponto, litros de creme de leite, ovos, açúcar e afins.
A melhor comida é sempre sazonal, caseira, orgânica e preferencialmente com uma proporção maior de vegetais, com os picolés não haveria de ser diferente. Dos 10 piores "alimentos" para a saúde, os lanches servidos em redes de fast food constam em quase todos os itens: sorvete industrializado, salgadinho de milho industrializado, pizza pronta, batata frita, batata chips, salsichas, bacon, donuts, refrigerante convencional e dietético.


Receitas de picolés de morango e berries em geral:
(nunca é demais lembrar, açaí, groselha e jabuticaba também são vistas como berries por aqui)

Picolés de Morango com Cereja e Limonada: Misturar 2 copos de morangos , 3-4 colheres de sopa de suco de limão, 1 1/4 xícaras de cerejas picadas e 1/4 xícara de adoçante natural. Despejar em moldes, depois congelar.

Picolés de Morango e Blueberry: Misturar 1 xícara de morango, 1/4 xícara de adoçante natural e 1 colher de chá de suco de limão. Preencha as forminhas com gelo (pode ser gelo de água de coco, sucos, leites vegetais, etc) até o meio e congele por 30 minutos. Em seguida, misturar 1 xícara de blueberries, 1/3 xícara de adoçante natural e 1 colher de chá de suco de limão fresco. Despejar nas forminhas para preencher, em seguida, congelar.

Picolés de Morango e Tangerina: Misture 1 xícara de morangos fatiados com 1 xícara de suco de tangerina. Despejar em forminhas e congelar.

Picolés Tri Berry: Misturar 2/3 de xícara de adoçante natural , 1 xícara de mirtilos, 1 xícara de  morangos, 1 xícara de framboesas e 1/4 xícara de suco de limão fresco. Despejar nas forminhas e congelar.

Picolés de Pêssego e Morango: Purê de dois pêssegos maduros batidos sem caroço com pouca água, 1 xícara de morangos, 2 colheres de sopa de adoçante natural e 1/2 xícara de leite a sua escolha. Despejar em forminhas e congelar.

Picolés de Morango e Maçã: Misture 1 xícara de morangos com 1/2 xícara de suco de maçã. Despejar em forminhas e congelar.




Receitas de picolés cítricos (o limão convencional sempre pode ser trocado por galego ou mesmo sumo de maracujá)

Picolés de Kiwi: Bater 8 kiwis descascados e cortados, 1/2 xícara de água, 1/4 xícara de adoçante natural e uma pitada de sal. Despejar em forminhas e congelar.
(tente também com cupuaçu, sapoti, caqui, figo, mamão ou goiaba e troque a água por água de coco)

Picolés de Limão com Melão Cantaloupe: Bata no liquidificador 1 melão cantaloupe com 1/4 de xícara de água, 2/3 de xícara de suco de limão e adoçante natural à gosto. Despejar em forminhas e congelar.

Picolés de Limão com  Framboesa: Purê 1 xícara de framboesas batidas com o mínimo de água. Despeje nas forminhas e preencher o resto com limonada. Congelar.

Picolés de Limão com  Melancia: Misturar 2 xícaras picado e sem sementes melancia com 2 colheres de sopa de adoçante natural e sumo de dois limões. Despejar nas forminhas e congelar.





Receitas de picolés tropicais:


Picolés de Pina Colada: Misture 2 1/2 xícaras de abacaxi picado, 1/2 xícara de leite de coco caseiro com 1/2 xícara de bagaço residual, 3 colheres de sopa de coco ralado seco e 1 colher de sopa de adoçante natural. Despejar nas forminhas e congelar.

Picolés de Manga: Purê de 2 mangas descascadas e picadas e sem caroço batidas com o mínimo de água, 1 xícara de leite de arroz caseiro e 1 colher de sopa de adoçante natural. Despejar nas forminhas e congelar.
(tente também com cupuaçu, sapoti, caqui, figo, mamão ou goiaba e troque a água por água de coco)

Picolé Coco-Mango: Misture 1 1/4 xícaras de manga picada, 3/4 xícara de leite de coco caseiro, 1 colher de sopa de adoçante natural e 1 colher de sopa de suco de limão. Despejar nas forminhas e congelar.
(tente trocar o leite de coco caseiro por suco de maracujá)

Picolés de Abacaxi: Misture à mão 1 xícara de suco de abacaxi com um copo de abacaxi picado. Despejar nas forminhas e congelar.
(tente também com cajus ou figos frescos, mas adoce)

Picolés Banana-Mango: Purê de 4 mangas maduras descascadas e sem caroço batidas com o mínimo de água, 2 bananas médias e 1 1/4 xícaras de leite vegetal caseiro a sua escolha. Despejar nas forminhas e congelar.
(tente trocar a manga por 2 colheres de sopa cheias de polpa de pequi)

Picolés de Abacaxi com Laranja e Banana: Purê de 2 xícaras de abacaxi picado batido com o mínimo de água, 3 bananas e 2 laranjas descascadas. Bater tudo no liquidificador, coar se necessário. Despeje em forminhas e congele.  




Mais receitas de picolés de frutas:

Picolés de Uva com Maçã: Misture 3 xícaras de maçã orgânica picada com um copo de suco concentrado de uva. Despejar em forminhas e congelar.
(troque o suco por vinho orgânico, junte sumo de 1 limão e chame de Picolé Sangria)

Picolés de Melancia: Corte uma melancia em pedaços e faça um purê sem água no liquidificador. Adoce se for o caso. Despejar em forminhas e congelar.
(tente também com cupuaçu, sapoti, caqui, figo, mamão ou goiaba  e troque a água por água de coco)

Picolés de Melancia e Blueberry com Limonada : Bater 2 1/2 xícaras de melancia em cubos sem sementes com 1/4 de xícara de adoçante natural. Completar 1/3 das forminhas e congelar durante 30 minutos. Misturar 1/2 xícara de água, 1/4 de xícara de adoçante natural, 1/2 xícara de suco de limão fresco, 1/4 xícara de suco de laranja e 1/4 colher de chá de essência de baunilha. Despejar sobre a mistura de melancia e congelar. Em seguida, misture 2 xícaras de mirtilos frescos, 1 xícara de água, 5 colheres de sopa de adoçante natural e 1 colher de chá de suco de limão. Despejar por cima nas forminhas e congelar.

Picolé de Maçã e Ruibarbo: Purê de 2 xícaras de ruibarbo picado batidos com o mínimo de água no liquidificador com 100ml de suco de maçã orgânico e 2 colheres de chá de adoçante natural. Despejar em forminhas e congelar.

Picolés de Mel e Mirtilo: Misturar 1 xícara de mel, 1 colher de sopa de leite vegetal a sua escolha e 1 xícara de mirtilos. Despejar em forminhas e congelar.
(tente substituir pelo melado de cana, mais saudável e sustentável, veja os porquês na postagem: "Mel de abelhas x Melado de cana" e na ausência de mirtilos, use uvas)


   


Receitas de picolés de chocolate:

Picolé de Chocolate Tutti Frutti: Bater 1 banana grande com 100ml de leite de coco caseiro. Preencha as forminhas, deixando um pouco de espaço no topo. Congelar durante cerca de 1 hora. Em seguida, adicione framboesas e pedaços de chocolate amargo uniformemente. Adicionar varas e congelar.

Picolés de Chocolate com Coco: Ferva 1/2 xícara de água, 6 colheres de sopa de adoçante natural e 1 pitada de sal em uma panela até que se dissolva. Retire do fogo e bata com 100gr de chocolate meio amargo picado até derreter. Misture 1 xícara de leite de coco caseiro e 1/4 colher de chá de extrato de baunilha. Deixe esfriar até a temperatura ambiente. Despejar em forminhas e congelar.

Picolés de Chocolate com Manteiga de Amêndoa: Bater 2 bananas grandes com 1/4 xícara de manteiga cremosa de amêndoa torrada, 1/4 de xícara de água, 2 colheres de sopa de cacau em pó, 1 colher de sopa de extrato de baunilha e 1/4 colher de chá de adoçante natural. Despeje em forminhas e congelar.    
(para fazer manteiga de amêndoa caseira, vá postagem "Manteiga de Castanha do Pará")



Receitas exclusivas de picolé:

Picolés de Abacate: Ferver para dissolver 1 xícara de água e 1/2 xícara de adoçante natural. Deixe esfriar até a temperatura ambiente. Em seguida, amasse 2 abacates pequenos com uma pitada de sal e 2 colheres de sopa de suco de limão. Junte à mistura de água e mexa para dar consistência uniforme. Bater no liquidificador se sentir necessidade. Verter em moldes. Congelar.

Picolés de Batata Doce: Misturar o pûre de três batatas doces cozidas, 1/4 xícara de suco de maçã, 2 colheres de sopa de adoçante natural e 1/2 colher de chá de canela. Despejar em forminhas e congelar.
(tente trocar a batata doce por abóbora quando quiser variar e junte coco, combina muito)

Picolés Verde Elétrico: 3 bananas maduras, um abacaxi médio, 2 xícaras de espinafre e água para alcançar uma consistência macia. Bater e coar. Despejar em forminhas e congelar.
(troque o espinafre por 3 folhas de couve, espinafre cru é tóxico)

Picolés de Pepino com Menta: Bater 1 pepino sem casca e sem sementes, folhas de meio maço de hortelã e o suco de 1 limão. Despejar em forminhas e congelar.

Picolés de Feijão Vermelho: Misture 1 xícara de feijão vermelho cozido e coado, 2 xícaras de leite de coco caseiro e 1 a 2 xícaras de caldo de cana evaporado orgânico (ou o equivalente em rapadura). Verter em moldes. Congelar.

Picolés de bolo de cenoura e  manteiga de amêndoas: Purê de quatro cenouras grandes cozidas (bata com o mínimo de água), 3/4 xícara de leite de coco caseiro, 1/4 xícara de manteiga de amêndoa, suco de 1/4 de limão, canela, gengibre, sal e um toque de adoçante natural.
(para fazer manteiga de amêndoa caseira, vá postagem "Manteiga de Castanha do Pará" e tente trocar a cenoura por abóbora quando quiser variar)


Fonte: InHabitat



Mais ideias, para não ficar preso às receitas acima:

O picolé abaixo é muito simples e simpático, basta arrumar suas frutas favoritas nas forminhas e cobrir tudo com suco de melancia. Pela foto percebe-se: kiwi, manga e uva (ou mirtilo, cereja, blueberry)
A receita do site Nourishing Meals está em inglês, mas é muito simples e também sugere morango, tangerina ou pêssegos. Carambolas e figos em fatias finas também ficariam lindos. Se o suco da melancia não estiver muito doce, junte um pouco de melado de cana ou qualquer outro adoçante natural. Suco de manga e goiaba também devem se prestar muito, são até mais consistentes.


Picolé de suco de melancia com frutas inteiras (tente trocar a melancia por manga ou goiaba)




Mais receitas do Nourishing Meals na mesma base das já postadas:

Picolés de abacate

Sorbet de melancia

Sorvete de morango

Sorvete de nectarina

Barras de banana com coco



Para quem busca um picolé mais cremoso, a ideia abaixo do Gimmesomeoven é ótima porque sugere bananas dando consistência à laranjas e abacaxis. Muito bom e barato, ideal para o nosso verão e rende sorvetes com consistência mais firme, que pode ser servido em creme para bolas.

Picolé de abacaxi com laranja e banana
2 copos de abacaxi picado
3 bananas descascadas
2 laranjas descascadas
Bater tudo junto, coar e congelar nas forminhas. Mais fácil impossível.






A receita já havia sido indicada acima pelo InHabitat nos primeiros picolés tropicais da postagem, mas eu deixei em especial citando outra fonte, o Gimmesomeoven, porque acredito que a banana possa ser um achado nesses picolés.

Uma simples vitamina de banana com canela em leite de coco/castanhas vira sorvete se congelada.
Aqui no blog, você encontra receitas de tortas e pudins crus, cuja consistência foi obtida pela banana. Imagino que tais pudins possam virar sorvetes cremosos em picolé ou tacinhas muito facilmente.
Seguem então minhas sugestões pessoais já postadas por aqui para dar vazão às bananas que sempre apodrecem por falta de uso num mundo onde metade da comida é jogada fora, mas uma parcela significativa da população passa fome:

Banana com amora em leite de coco


Banana com cacau em suco de laranja

Banana com manga, tâmara e morango

Banana com blueberry em leite de coco

Banana com morango e pêssego em suco de laranja

Banana com canela e aveia em leite de castanha do Pará









Pensou também no abacate, tão bom para virar creme e uma fruta nossa de quintal?
Eu também, até porque dediquei uma postagem exclusiva à fruta, e nas 30 receitas acima do InHabitat, um dos picolés exclusivos é em abacate e muito simples.
Seguem então mais sugestões que também já andaram aqui pelo blog numa postagem sobre o abacate, essa fruta com tantas finalidades e que rende sorvetes tanto em picolé quanto creme para servir em bola:





Outras opções que também já postei como smoothies e mousses mas, se congeladas, vão render sorvetinhos de primeira:


Açaí com abacaxi 

Manga com maracujá

Manga com framboesa

Abacaxi com blueberry

Mousse de caqui e laranja

Sorbet de manga com leite de coco e gengibre

Mousse de atemóia com melão cantaloupe e tâmaras

Mousse de cupuaçu (com iogurte ou creme de arroz)

Mousse de damasco (com iogurte ou creme de arroz)















































Pensou em picolés de iogurte?
É ainda mais simples, o importante é que seu iogurte seja caseiro e orgânico. Para consumir leite de vaca do agronegócio, é melhor usar limonada e água de coco.
Mais uma vez, não tem receita certinha, você que manda, a foto acima é de uma página do Facebook chamada Projeto Emagrecimento, que tampouco dava receita, dizia apenas para bater o iogurte natural com as frutas e algum adoçante natural, depois congelar como de praxe.

Para quem quer mais ideias com iogurte, seguem algumas dicas do Growing a Green Family: 50 picolés caseiros com iogurte orgânico

Para fazer em casa iogurte orgânico de fermentação natural, leia a postagem: "Kefir e iogurte







Para fazer qualquer picolé tricolor de qualquer suco, até em cores temáticas, como a do seu time de futebol, da seleção, da bandeira de um país, etc.
Adianto que não tem ciência, ao invés de colocar tudo junto na forma, o segredo é adicionar primeiro o líquido de uma cor, esperar congelar e só então somar outro e assim vai. Leva mais tempo, mas o efeito visual pode compensar: Fruit Layered Ice Pops do maravilhoso site Raw Edibles





Para adultos: Picolés calibrados com álcool, reproduzindo até a sua bebida favorita. Margaritas, Mojitos, Caipirinhas, Pisco Sour, Sangria e Blood Mary prestam-se muito a essas experiências.
O site de onde as receitas foram retiradas é muito simpático e define-se numa frase ótima "Porque não conseguimos manter a boca fechada". Para ver todos os drinks que já andaram por esse blog, a postagem "Eu bebo sim!" diz a que veio.


Picolés de cocktail para o 4 de Julho

Na foto abaixo, com pêras, limas, romãs e vodka.




Picolé de Mojito de Melancia, repare na foto abaixo que usaram um copo de vodka como forminha. Para desenformar, devem ter deixado de molho em água morna por alguns segundos.
O link do picolé de mojito ensina uma dúzia de receitas, até de picolés de Kir Royal, Whiskey Sour, Caipirinha, Margarita e Sex on the beach. 






Mais receitas?

De novo do site "Growing a Green Family", 110 novas receitas de picolé, não traduzi, mas servem como inspiração. Observe que eles têm postagens sobre "picolés que deram errado", como por exemplo: "meus picolés sempre ficam aguados, o que fazer?", "não consigo retirar os picolés das forminhas", etc.

10 picolés orgânicos para celebrar os sabores do Outono

100 receitas de picolés orgânicos


Da Revista Women´s Health, com os badalados alimentos funcionaisReceitas de picolé


Para terminar, também em inglês: 8 receitas de picolé para comemorar o Memorial Day






As fotos dos picolés são Google Images a partir da busca pela palavra Popsicle (picolé em inglês), exceto as imagens 
dos picolés de suco de melancia com salada de frutas, de banana com laranja, com efeito listrado, de iogurte com frutas e os alcoólicos, que foram retiradas dos sites linkados às receitas onde se faz menção. Caso seus autores apareçam, damos todos os créditos e um picolé para cada.




Mais informação:
Limão Galego
Kefir e Iogurte
Adoçantes naturais
Soja é desnecessário
Gelatinas e manjar de coco
Leites Vegetais x Leite animal
Mousses e pudins de chocolate
As frutas que ninguém come mais
Mel de abelhas x Melado de cana
Cheesecake em 12 versões: ricota, coalhada, macadâmia, amêndoas, pecans, castanhas, abacate e cacau

domingo, 10 de novembro de 2013

Colabore com o filme que conta 12 anos de batalhas e 63 mortes da vida dos trabalhadores contaminados por “defensivos” agrícolas em Paulínia

Envenenamento dos trabalhadores de Paulínia vira filme


Depois de 12 anos de batalhas e 63 mortes, vida dos trabalhadores contaminados vira filme. Caso ilustra potencial destruidor dos “defensivos” agrícolas

Recanto dos Pássaros. O nome desse bairro de Paulínia, a 120 quilômetros de São Paulo, pode até ser bonito. Mas lá nesse lugar o amanhecer já não é lindo, nem é permitido deitar-se na relva e escutar o canto dos pássaros, como na canção de Roberto e Erasmo Carlos. Foi nesse bairro que o químico Antonio de Marco Rasteiro viu sua saúde se esvair e muitos amigos morrer devido à contaminação causada pelas empresas Shell e Basf, nas quais trabalhou durante 21 anos consecutivos como líder de produção da unidade industrial de agrotóxicos. Ele ainda estava lá, em 1995, quando a Shell vendeu parte da área para a Cyanamid e reconheceu publicamente que os pesticidas que fabricava no local contaminaram o solo e as águas subterrâneas.
No mesmo ano em que a Basf comprou a unidade, em 2000, Antonio deixou o trabalho e começou a ter uma ideia dos males que sofreria nos anos seguintes. “Quando tomamos conhecimento da gravidade da exposição que sofremos, comecei a ter um acompanhamento de saúde diferenciado. Em 2001, na primeira reunião com os trabalhadores, ficou muito claro que eles iam desenvolver doenças e haveria vários óbitos. Já são 63 mortes”, lamenta o ex-funcionário, um dos coordenadores da Associação dos Trabalhadores Expostos a Substâncias Químicas (Atesq).
Depois de 12 anos na Justiça, em 2012 a ação trabalhista foi levada ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), onde ficou até o último abril, quando as empresas, enfim, fecharam um acordo com os trabalhadores. Eles tiveram garantidos o direito ao tratamento médico vitalício para 1.058 ex-funcionários e dependentes, indenização de R$ 200 milhões por dano moral coletivo mais indenizações individuais.
Antonio sobreviveu a um câncer na próstata e a outro no pulmão para contar essa história. E ela será tema do filme O Lucro acima da Vida, um longa-metragem de ficção baseado em fatos reais, ainda em fase de produção. O filme começou a ser planejado quando o processo trabalhista coletivo foi levado ao TST. “Avaliamos que iríamos enfrentar um terreno muito difícil em Brasília e tomamos algumas precauções: contratamos um bom escritório de advocacia, planejamos o filme, um livro e vários outros materiais, porque a gente precisava que as pessoas tivessem a compreensão de que esse caso não poderia ficar impune”, diz o produtor executivo Arlei Medeiros, diretor do Sindicato dos Químicos Unificados de Campinas e da Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico (Fetquim), entidades que apoiam o projeto. “No meio disso tudo, obtivemos um acordo muito positivo para os trabalhadores. Mesmo assim, decidimos seguir adiante e contar essa história para que isso nunca mais se repita.”

Para conseguir concluir o filme e fazer a distribuição, a equipe começou uma campanha de arrecadação por meio do site oficial (
www.filmecasoshell.com). “Nós sabemos que patrocínio, nesse caso, é difícil porque as empresas se comportam com corporativismo.O ritmo de filmagem do longa, orçado em R$ 1,3 milhão, varia conforme realizadores captam patrocínios e doações. Os principais financiadores até o momento são a Fetquim, o sindicato de Campinas, a própria associação e os atores, que doaram os cachês, integral ou parcialmente. A previsão é que as filmagens terminem no final deste ano e que o lançamento em circuito comercial seja em 2014.
Estamos recorrendo a ONGs, associações, sindicatos e pessoas físicas para que nos ajudem com verba, pois fazer cinema custa muito caro. Então, cada vez que conseguimos dinheiro, avançamos nas gravações”, afirma o diretor Nic Nilson, jornalista e cineasta radicado em Campinas.

Histórias reais

As filmagens, que começaram no dia 1° de maio em homenagem aos trabalhadores, estão sendo realizadas em uma cidade cinematográfica montada na Fazenda Santa Terezinha e em uma fábrica abandonada, em Paulínia. Fazem parte do elenco os atores João Vitti, da Record, Richards Paradizzi, o austríaco David Wendefilme e a alemã Constanze von Oertzen, entre outros.
O papel principal é de Deo Garcez, que interpreta Antonio Rasteiro, o articulador do movimentos dos trabalhadores expostos a substâncias químicas que, no filme, chama-se Demarco. “Está sendo muito interessante criar esse personagem que é real. Ele estava, inclusive, como figurante em uma das cenas que gravamos. Ficamos frente a frente. Essa história que mostra a luta dessas pessoas é algo dramático que precisa ser contado”, opina Garcez, que já trabalhou para Globo e Record.
Cerca de 100 ex-funcionários têm feito figuração em cenas como reuniões e assembleias. Para Nic Nilson, o filme é importante, entre outros aspectos, porque mostra a força da união de trabalhadores. “Eles gostam muito de participar porque relembram coisas que aconteceram, reencontram os amigos… Nosso objetivo é mostrar a luta, o companheirismo e essa união que foi arrastando gente e mais gente para esse projeto. O processo culminou no fechamento daquela unidade da Shell e na maior ação, no Brasil, por dano moral coletivo. Mostramos que a luta de trabalhadores consegue, muitas vezes, ultrapassar os desmandos de empresas que só pensam no lucro, que não veem, por outro ângulo, a vida das pessoas.”
Segundo Antonio, além de todos os problemas de saúde, os trabalhadores tiveram de enfrentar o deboche dos que achavam que essa era uma batalha perdida. “Na primeira gravação, participei como figurante. Eu me sinto contemplado tanto com o filme como com o acordo porque muita gente não acreditava na nossa luta. Sofremos muitas críticas, deboche. Diziam: ‘Vocês não vão ganhar nada, a Shell vai comprar a Justiça’. Nos chamavam de vagabundos. E hoje, depois do acordo, de vagabundos passamos a heróis.”
Depois do acordo que garante atendimento médico e indenizações, esses trabalhadores poderiam considerar a batalha ganha e parar por aí. “Estamos no século 21 e temos de encontrar uma saída para não usar mais os agrotóxicos. Eles fazem vítimas no campo, na indústria e na cadeia alimentar, e não é de forma perceptível. Às vezes as pessoas desenvolvem doenças e nem sabem por quê”, afirma o ex-funcionário.



Site oficial do filme a financiar em crowndfunding, vá lá conhecer e colaborar: www.filmecasoshell.com




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