segunda-feira, 24 de junho de 2013

Comendo a ração que vende - parte 07: mesinha de cabeceira em bobina



Encontrei uma bobina relativamente pequena enquanto vinha andando de volta para casa da Sozed pelo Rio Comprido, bairro próximo ao meu, o Maracanã.
Uma vez a cada 2 meses, levo jornais velhos na Sozed, um abrigo de animais muito respeitado no Rio e que aparece aqui no blog em outra postagem, quando sugeri a doação do décimo-terceiro salário como boa prática natalina.
Numa dessas idas e vindas de lá, encontrei a bobina ao lado dando sopa em frente a uma obra. Olhei de um lado para outro e não vi ninguém, não havia sequer uma caçamba de entulho nessa obra. Bati palmas e tampouco responderam, então botei a bobina debaixo do braço e fiz meu trajeto usual com a consciência limpa.

Eu já tinha 2 mesas grandes de canto em bobina, ambas providenciadas por um amigo que trabalha no Cais do Porto e as guardou em sua casa até eu conseguir ir buscar. Não as pintei na época por falta de tempo e confesso que também um certo receio de não gostar de algo colorido em tamanho grande. Assim mantenho as duas até hoje, ao natural, a postagem com as fotos está linkada abaixo também.

Também já tinha uma mesinha de cabeceira toda em caixotes de feira, cuja confecção também aparece em postagem linkada no fim. Então, resolvi deixar essa nova bobina na cozinha e pintá-la com a cor da estante que faz as vezes de armário de cozinha aqui em casa - eu gosto de cozinha com preto e verde, acho que combina. A pintura de uma bobina menor não leva meia hora, vale a pena tentar.


Se tiver que comprar um móvel novo, compre uma estante de ferro reforçada como a da foto acima, as lojas de material de construção só usam delas - duram anos e cada prateleira suporta até 80 quilos. Pode ser pintada de qualquer cor e combina com qualquer ambiente.


Trazendo uma bobina de rua para casa, lave em água corrente, especialmente nos vãos, pode ter virado ninho de algum bicho. Deixe ao sol para secar por alguns dias e só então parta para os trabalhos de pintura, se for o caso.



.

Semanas depois, andando por um dos lugares mais bonitos do Rio, a Praça da República, encontrei outra bobina na calçada do Tribunal de Contas, que em primeira olhada, pareceu do mesmo tamanho. Levei para casa e constatei que a altura era a mesma, mas a largura não, como a foto abaixo demonstra. Repeti o processo e pintei a bobina maior, que com a menor empilhada, virou uma mesinha de cabeceira mais prática do que a minha anterior, em caixote de feira.

Se você tem vontade em fazer seus móveis em caixote de feira, como eu fiz aqui em casa, é preciso atentar a alguns detalhes: existem 2 tipos de caixote, fraco e resistente. O caixote do tipo fraco, além de menor, é de madeira porosa, mais prático para pintar, mas em compensação, qualquer pelo gruda nele de forma irreversível. Numa casa com 3 cães, a minha mesinha de cabeceira mais parecia um pufe. A estante, feita no caixote mais resistente, está firme e forte à prova de pelos caninos. E sua confecção também aparece em postagem linkada no fim. De resto, recomendo reciclar os caixotes fracos, são muito versáteis e podem compor com os mais resistentes, como por sinal é a estante daqui de casa.




Ambas empilhadas viraram uma mesinha de cabeceira à prova de pelos. Gostei do resultado. Usar uma tinta com brilho ajuda a manter uma camada impermeabilizante que não retém os pelos. E o nicho da bobina pode guardar um brinco recém tirado para dormir ou o celular - não coloque uma vela, a tinta é inflamável e a madeira um veículo do fogo.




A banqueta em pé de palito foi outro achado, comprada por menos de R$100,00 na Feira de Antiguidades da Rua do Lavradio, todo primeiro sábado do mês.
Móveis em madeira certificada são um dos muitos mitos combatidos por aqui, o móvel mais sustentável que existe é o móvel de segunda mão, geralmente de qualidade melhor e mais barato para somar mais vantagens. Observe que o reflorestamento de eucalipto é um crime ambiental e o MDF não deveria nem ser considerado ecológico.









Mais informação:
Shopping dos Antiquários
A casa sustentável é mais barata - parte 07 (pallets e reels)
Comendo a ração que vende - parte 01: mesinha de cabeceira em caixote de feira
Comendo a ração que vende - parte 02: as bobinas do Camarão
Comendo a ração que vende - parte 03: estante de livros em caixotes de feira
Boa ação de Natal: Dê um destino nobre ao seu 13º, doe uma parte

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá,
O armário de aço que vc pintou de preto que tipo usou? spray?lixou antes?

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Olá, lixei antes e usei a mesma tinta dos caixotes, acrílica sintética.