quinta-feira, 18 de julho de 2013

O mito da venda de água: não existe água mineral engarrafada sustentável

O comércio de água engarrafada é um dos maiores crimes ambientais do nosso tempo, além do excesso de lixo pelas garrafinhas plásticas, a água mineral comercializada é quase um produto artificial em função dos minerais serem adicionados sinteticamente, já que as fontes minerais originais terem secado tamanha a demanda. Some a tudo isso o crime de hidropirataria, que ninguém rastreia, afinal a fábrica instala-se em área de concessão pública, conta com isenção de impostos porque gera empregos, seca as fontes de água locais, puxa mais água dos lençóis freáticos do entorno para nos vender a mesma água com minerais adicionados sinteticamente e embalada em plástico que será transportado em caçamba de caminhão. Pior, quando as fontes secarem, os donos da mesma fábrica (ou acionistas majoritários e CEO´s) simplesmente abandonam aquelas instalações fabris, a essa altura obsoletas, para instalar-se em outro local, com isenção de impostos, é claro. Às populações locais, sobram instalações fabris abandonadas, desemprego estrutural, exército reserva de mão de obra super capacitado, solos desertificados e fontes secas.

Pense ainda que uma empresa que vende um produto engarrafado em plástico deveria ser responsável pela logística reversa da reciclagem dessas garrafinhas, de acordo com a própria Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Estou deixando abaixo muitos links sobre todos os assuntos abordados, sugestões de filmes, outros casos de hidropirataria com processos judiciais movidos em Ação Popular pela própria população e sugestões para países com problemas de potabilidade, como o Brasil.

Mais do que nunca, é imprescindível entender que para cada litro de bebida pronta (refrigerante, chá, suco e cerveja), são consumidos em média 5lts de água. O custo indireto desse desperdício não pode ser repassado ao consumidor, afinal 1lt de mate (ou guaraná) não pode custar R$10,00, é inviável comercialmente - mas a longo prazo, a população do entorno das fábricas paga um preço muito mais alto. Hidropirataria é o crime ambiental que ninguém rastreia.

Lembre sempre que cada garrafinha de água mineral consome 8 vezes o seu peso em petróleo para ser produzida e que muitos restaurantes já aderiram ao movimento Água na Jarra, cedendo ou cobrando barato por uma jarra de água potável. Leia sobre o movimento e estabelecimentos que aderiram, na postagem "Água na jarra: estabelecimentos e receitas de águas aromatizadas".

Garantir água potável a todos é um direito constitucional e inalienável - é inaceitável desenvolvermos tecnologia nuclear antes de erradicar a mortalidade infantil.
Uma sociedade que empurra as próprias fezes com água doce, mas que em contrapartida compra água mineralizada quimicamente, tem problemas muito maiores e mais prementes do que autossuficiência em petróleo e urânio.








Tempestade em copo vazio. Artigo de Vandana Shiva
"A privatização da água é outra causa de guerras e conflitos pelo líquido. Projetos de privatização são uma tramoia financeira e política intermediada pelo BM, em que as concessionárias públicas e os cidadãos ficam presos a um sistema em que a sociedade paga para uma empresa global tarifas altíssimas pela água que nos pertence e é fornecida por meio das concessionárias", escreve a física e ativista ambiental indiana Vandana Shiva, em artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo, 17-06-2012.
Eis o artigo.
A terra é constituída de 70% de água e podemos ter água eternamente, pois ela se renova pelo ciclo hidrológico. Mas, por causa das guerras da água contra a Terra e comunidades locais, hoje existe uma grave escassez do líquido. Quase 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água e ecossistemas e sistemas agrícolas inteiros estão ameaçados de ficar sem ela.
A água é hoje objeto de guerras, algumas bem visíveis, outras menos. Entre as menos visíveis estão os conflitos gerados pelo modelo industrial de agronegócio. A agricultura industrial é sedenta e 70% da água do planeta vão para irrigação intensiva.
agricultura industrial utiliza dez vezes mais água na produção de alimentos que a ecológica. Para isso,hidrelétricas são construídas, rios desviados, pessoas deslocadas e água subterrânea, extraída. Cada desvio de rota de um rio importante gera um conflito entre países e regiões.
Nos anos 1970, o Banco Mundial (BM) forneceu enormes empréstimos para a Índia fomentar a captação de águas subterrâneas. Isso obrigou Estados como Maharashtra a abandonar plantações que demandam pouca água - caso do milho, que precisa de apenas 250 mm do líquido - e se dedicar àquelas que bebem muita água, como a cana-de-açúcar, que consome 2.500 mm. Numa região com 600 mm de chuva, dos quais apenas 10% penetram no solo, essa é uma receita para fome de água.
Um estudo realizado por Matthew Rodell, do Goddard Space Flight Centre, da Nasa, em Maryland, publicado na revista Nature, mostra que os níveis de água no norte da Índia, onde a revolução verde foi implementada, caíram 4 cm centímetros por ano de 2002 a 2008. Mais de 109 km³ de água subterrânea desapareceram.
Uma outra guerra da água é provocada pelas mudanças climáticas, que vêm intensificando as secas, inundações e ciclones. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas avalia que o custo gerado para o mundo é de US$ 80 bilhões por ano.
O desperdício de água pela agricultura industrial, química, não só contribuiu para a escassez e poluição das águas, mas agravou a crise, acelerando mudanças no clima. Como escrevi em meu livro Soil, not Oil, 40% de todas as emissões de gases do efeito estufa provêm de uma agricultura e um sistema alimentar industrializados, globalizados.
mudança climática não é uma ameaça futura. Ela já vem matando pessoas no sul da Ásia. Em 2010 testemunhamos os extremos e trágicos impactos das mudanças do clima. Duas mil pessoas morreram noPaquistão em consequência de inundações na bacia do Ganges. No deserto de Ladakh, Estado indiano daCaxemira, chuvas e inundações arrastaram casas e mataram 200 pessoas.
As mudanças climáticas também provocaram um derretimento dos glaciares do Himalaia. O glaciar Gangotri, fonte doRio Ganges, tem recuado entre 20 e 23 metros por ano.
A privatização da água é outra causa de guerras e conflitos pelo líquido. Projetos de privatização são uma tramoia financeira e política intermediada pelo BM, em que as concessionárias públicas e os cidadãos ficam presos a um sistema em que a sociedade paga para uma empresa global tarifas altíssimas pela água que nos pertence e é fornecida por meio das concessionárias.
BM tem papel importante nas guerras da água. Em primeiro lugar, a instituição condiciona seus empréstimos à privatização. Em segundo, reduz o acesso das concessionárias públicas e oferece acesso privilegiado à indústria, como também fornecimento ininterrupto para áreas urbanas ricas.
Terceiro, está desviando a água subterrânea já escassa e limitada das zonas rurais para as urbanas, subvertendo, portanto, as Metas de Desenvolvimento do Milênio, que são reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso sustentável à água potável. Em quarto, o Banco Mundial força governos e concessionárias públicas a aumentar as tarifas e transformar a água em commodity, prejudicando o direito fundamental das pessoas à água como parte do seu direito à vida. Em quinto lugar, como os projetos do Banco Mundial se baseiam no uso não sustentável da água, eles estão malogrando, como ficou patente nos casos da usina de Sonia Vihar, em Nova Délhi, e o projeto deVeeranam, em Tamil Nadu
Os empréstimos do Banco Mundial não conseguem levar água às populações, apenas garantem contratos e lucros para grandes empresas que operam com água, como SuezVivendiBechtel.
As condições para ter acesso aos empréstimos do banco sofreram muitas mudanças de paradigma - como da "água para a vida" para "água para os lucros", de "democracia da água" para "apartheid da água", de "uma parte para todos" para "tudo para alguns".
A privatização foi lançada como aspecto essencial da liberalização comercial e da globalização, baseada numa tosca ideologia segundo a qual o que é público é ruim, o que é privado é bom, o doméstico é ruim, o multinacional é bom. Quando surgiram movimentos contra a privatização da água, a retórica do BM mudou para "participação do setor privado", e uma tentativa foi feita no sentido de definir a privatização dos serviços e contratos de administração como não sendo privatização.
As mulheres são as maiores vítimas das guerras da água. Na Índia, se o custo de transportar água, que é de 150 mulheres/dia, fosse adicionado ao PIB, ele subiria 10 bilhões de rupias (US$ 180 milhões). Mas as mulheres não são apenas as transportadoras de água do mundo, são também o sustento das famílias. Água e alimento estão juntos desde sempre. As mulheres produzem mais da metade dos alimentos em oferta no mundo - na África, 80%. Seu papel como responsáveis por toda a cadeia alimentar contrasta de modo marcante com sua falta de direitos no que se refere à aquisição e propriedade da terra e acesso a empréstimos, sementes e assistência técnica. Inúmeros planos de ação aprovados na ONU atribuíram importância capital ao princípio de que "os direitos das mulheres são direitos humanos". A igualdade de acesso das mulheres à água e à terra é um fator chave na luta contra a pobreza e a fome. Em 28 de julho de 2010, a Assembleia-Geral das Nações Unidas adotou resolução reconhecendo o acesso à água potável e ao saneamento como um direito humano.
Quando o governo italiano aprovou uma lei para privatizar a água, os italianos se organizaram e pediram um referendo a respeito. A lei a ser submetida a referendo estabelecia que o fornecimento de água seria administrado exclusivamente por empresas privadas em que o investidor privado detivesse pelo menos 40%. As autoridades locais teriam de diminuir a participação acionária pública para 30% em 2015.
O referendo foi realizado em junho de 2011. Os italianos votaram "não" à privatização e "sim" à água como um bem público comum ao qual os cidadãos têm direito universal. Como disse o padre Alex Zanotelli durante um rali em Nápoles, "toda vida vem da água, a água é a mãe de nossa existência e não cabe às multinacionais decidirem como ela deve ser administrada e distribuída, mas sim às pessoas no mundo. Temos de nos unir para construir relações humanas e criar uma rede de democracia direta de maneira a proteger a água e outros bens públicos contra a exploração".
A paz da água e a justiça da água caminham juntas. O direito à água está no âmago do direito à terra. O direito à água é também um direito humano.
As Nações Unidas alertam que o mundo ficará sem água doce, a menos que sejam feitos maiores esforços para melhorar a segurança deste bem essencial à vida.
No Dia Internacional da Diversidade Biológica da ONU, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que há uma relação que “se reforça mutuamente” entre a biodiversidade e a água que deve ser aproveitada. Para continuar a ter água, devemos proteger a natureza, portanto.
“Vivemos num mundo cada vez mais inseguro, onde a procura de água muitas vezes ultrapassa a oferta e onde a qualidade da água regularmente não obedece a padrões mínimos. De acordo com as tendências actuais, as futuras procuras de água não serão cumpridas”, disse Ban.
Água, alimentos, energia e clima estão ligados. A maioria das formas de criação de energia precisa de água, ao mesmo tempo que as alterações climáticas começam a impedir o armazenamento de água natural e a agricultura se ressente.
Ban acredita que existe uma oportunidade de enfrentar estes desafios, se os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio forem substituídos por um novo conjunto de metas, avança o The Guardian.
“À medida que a comunidade internacional se esforça para acelerar os seus esforços para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e definir uma agenda pós-2015, incluindo um conjunto de metas para o desenvolvimento sustentável, a água e a biodiversidade são fluxos importantes na discussão”, defende o secretário-geral da ONU. “Embora aparentemente abundante, apenas uma pequena quantidade da água no nosso planeta está facilmente disponível enquanto água doce.”
As alterações climáticas já estão a afectar a disponibilidade de água através da falta de chuva, humidade dos solos, derretimento de gelo e neve e perturbação da terra e dos fluxos de água.
Segundo Ban, a protecção da biodiversidade pode ser transformada num benefício para o Homem, uma vez que biodiversidade e água se reforçam mutuamente. “Os ecossistemas influenciam a disponibilidade e qualidade da água local, regional e global”, defende ele.


Países da região Ásia-Pacífico alertam para risco de guerra por água
A crescente competição pela água pode provocar um conflito se os países não compartilharem este bem cada vez mais escasso, advertiram os líderes dos países da região Ásia-Pacífico.
Os esforços regionais para garantir o acesso à água, tanto no Centro quanto no Sudeste Asiático, provocam tensões entre vizinhos que dependem dos rios para alimentar uma população em pleno crescimento.
A urbanização vertiginosa, a mudança climática e a crescente demanda da agricultura aumentam a pressão sobre este bem cada dia mais escasso, enquanto a maioria das pessoas da região não têm acesso à água potável, apesar do forte crescimento econômico registrado nos últimos anos.
“Pode acontecer uma guerra pelos recursos”, disse a primeira-ministra tailandesa Yingluck Shinawatra, na reunião da Água Ásia-Pacífico, que ocorre na cidade tailandesa de Chiang Mai.
Projeto polêmico e mitigação
Uma empresa do país está por trás da construção de uma polêmica represa no Rio Mekong, um projeto criticado por dois países afetados, Vietnã e Camboja, que temem os efeitos sobre suas indústria agrícola e pesqueira.
Os delegados aprovaram a “Declaração de Chiang Mai”, na qual defendem a construção de uma resistência regional para prevenir os desastres naturais, compartilhar os conhecimentos técnicos na gestão dos recursos e colocar a segurança hídrica como destaque na agenda.


A Nestlé paga $3.71 por cada milhão de litros de água que retira de Wellington County, que depois de engarrafada em plástico não reciclado nem reciclável, vende por 2 milhões de dólares, tendo um lucro de mais de 53 MILHÕES % e inclusive não respeitando crises locais de seca.
Uma comunidade de Ontário trava neste momento uma luta do tipo David vs Golias, contra a gigante alimentar NESTLE nos tribunais com vista a proteger a sua água.
A Nestlé e a sua política de lucros sobre a água volta de novo à atenção (mas nunca nos Mass Media). Depois do seu CEO ter dito que água não deveria ser um direito humano (ver vídeo no fim do artigo)
Nestlé Waters é a maior empresa de água engarrafada do mundo e Wellington County no sudoeste de Ontário (Canada) é um dos seus maiores postos de engarrafamento no Canada. A licença de exploração actual da Nestlé dita que cada milhão de litros de água extraída custe $3,71. Dita também que estes milhões de litros de água depois de engarrafados em garrafas de plástico descartáveis possam ser vendidos com um lucro de mais de 53 MILHÕES por cento, ou seja 2 MILHÕES de Dólares! A licença também dita que a Nestlé reduza a sua extracção em 10 a 20% (!!!) em tempos de seca , no entanto a Nestlé apelou ao tribunal que essas restrições fossem removidas!! sendo que o Ministro do Ambiente aceitou essas condições.
Feito isto, foi constituído um conselho de habitantes que com alguns apoios legais ganharam o direito de representar o interesse público neste último pedido da Nestlé que participará no processo de decisão de exploração da água, representando os interesses do público no direito à água.
Esta é uma batalha importantíssima, não apenas para Wellington County, ou Ontário ou Canadá, mas para o mundo em geral, dado que sabemos que esta gigante alimentar opera em 86 países!
Convém salientar também que a Nestlé apoiou o lobby da não-etiquetagem dos produtos com constituíntes provenientes de GMO, colocando-se assim sem reservas ao lado da outra gigante alimentar, mas do comércio das sementes, a Monsanto.
Peter Brabeck-Letmathe, un empresario austríaco que desde el año 2005 ejerce como presidente del grupo Nestlé, considera que se debería privatizar el suministro de agua para que como sociedad tomáramos consciencia de su importancia y acabásemos con el malbaratamiento que se produce en la actualidad.
Sus palabras provocaron estupor, máxime si se tiene en cuenta que Nestlé es el líder mundial en la venta de agua embotellada. Un sector que le reporta el 8% de sus ingresos totales, que en el 2011 ascendieron hasta los 68 mil 580 millones de euros.
Pero Brabeck ha salido al paso de estas y otras críticas para remarcar que el hecho de que mucha gente tenga la percepción de que el agua es gratuita hace que en demasiadas ocasiones no se le dé el valor que tiene y se malgaste.
De ahí que sostenga que los gobiernos deben garantizar que cada persona disponga de 5 litros de agua diaria para beber y otros 25 litros para su higiene personal, pero que el resto del consumo se tendría que gestionar siguiendo criterios empresariales.
A pesar del rechazo que provocan sus postulados, hace tiempo que los defiende sin miramientos, con entrevistas como ésta que aparece en el siguiente vídeo en la que califica de extremistas a las ONG que sostienen que el agua debería ser un derecho fundamental.








Can bottled water ever really be sustainable?
Líderes empresariais muitas vezes colocam a responsabilidade pelo fracasso do consumo sustentável nas escolhas dos consumidores padrão: "Eles não entendem o que isso significa." Bem, eles estão errados. Consumidores do mundo entendem o que isso significa, não é apenas o que muitos empresários entendem que seja.
Se nós estamos indo obter a mudança de paradigma que todo mundo está tão ansioso para ver, temos de começar por concentrar nas coisas que realmente importam. Para entender o que quero dizer, deixe-me contar a história da Islândia Glacial.
Islandês Glacial é uma garrafa de água disponível no Reino Unido, EUA, Canadá e vários outros países. Comercializa-se como a primeira água engarrafada carbono neutro do mundo. Sua planta de processamento, situada na Islândia, funciona com energia hidroelétrica e geotérmica. Sua embalagem é 100% reciclável e, para reduzir o CO2, é mesmo enviado da Islândia no espaço não utilizado de navios de carga que teriam permanecido vazios.
Islandês Glacial recebeu a certificação sustentável para o produto e seu processamento. Em 2007, ganhou o prêmio mundial da garrafa de água de design para a sustentabilidade. É mesmo foi certificado pela empresa Carbono Neutro - o selo de aprovação para o qual toma o lugar central no rótulo do frasco.
Muitos de vocês que estão lendo isso já estão pensando na ironia de uma empresa de água mineral sustentável tocando as próprias geleiras que precisamos preservar para sobreviver - mas vamos dar algum crédito à Islandês Glacial. Em todos os sentidos, o que pode ser reconhecido como um produto sustentável: é reciclável, certificado e neutro em CO2.
No entanto, esta não é uma solução viável. Isso não é o que a sustentabilidade significa. Infelizmente para a Islandês Glacial - cujos esforços parecem genuínos - esta água engarrafada representa a própria antítese do que significa sustentabilidade.
Sustentabilidade relevante para os consumidores não podem ser definida em uma etiqueta ou comemorada com um prêmio da indústria. Sustentabilidade significativa - o tipo de coisa que estimula mudanças de paradigma e inverte trajetórias globais - é sobre como fornecer água potável segura e sustentável para todos, incluindo as de um bilhão de consumidores que hoje não têm acesso a ela.
Nós não podemos falar seriamente sobre os consumidores que não compreendem ou se preocupar com a sustentabilidade e não considerar os milhões de consumidores no mundo em desenvolvimento sem água canalizada, a quem é dada nenhuma escolha a não ser comprar alternativas engarrafadas em até 10 vezes o preço. Isso é o consumo insustentável.
O desafio é como atingir a satisfação desse consumidor e também de suas necessidades básicas de uma forma sustentável - em termos de acesso, qualidade e acessibilidade -, bem como o impacto ambiental. Isto é o que a esmagadora maioria dos consumidores do mundo entendem ser sustentável.
A Islandês Glacial pode ter todas as credenciais de sustentabilidade que a empresa poderia pensar. Pode muito bem ser um produto sustentável em seu próprio direito. Mas ele encarna o problema, não a solução, quando se trata de vida sustentável.
O consumo sustentável é muito mais do que o marketing: muito mais do que as linhas de produtos de nicho, e, de fato, o oposto polar de água doce engarrafada e vendido com muito marketing.
É sobre a criação de mercados acessíveis e estáveis que oferecem baixo impacto ambiental, produtos de boa qualidade a um preço justo, se é água, saúde, alimentação, serviços financeiros, ou até mesmo acessar a internet. Alguns pioneiros na indústria já conseguiram, mas a maioria não consegue ver além do rótulo.
Então, como é que vamos fazer a mudança de paradigma? Sem rodeios, pare de ficar obcecado sobre a estratégia de marketing e o que leu na brochura e tente concentrar-se nas grandes mudanças significativas que criar um negócio sustentável, independentemente da demanda do consumidor.
Afinal, a sustentabilidade é sobre o encontro de necessidades dos consumidores e não criar novas demandas.


Campanha da History of Sutff pedindo a proibição da venda de garrafas de água mineral dos Parques Americanos







Água que falta a muitos traz lucros para poucos

Em meio a pior seca em 50 anos no Nordeste, há quem lucre extraindo e vendendo água. É o caso de Ires Pereira, que retira 100 mil litros de água por dia de dois poços artesianos. Ele vende 250 litros por R$ 1, mas para o consumidor, o galão não chega por menos de R$ 5,00.
A reportagem é de Mauri König e publicada pela Gazeta do Povo, 06-05-2013.
No remoto sertão pernambucano, o sertanejo Ires Pereira de Mendonça, de 59 anos, vem fazendo há anos o que o presidente da multinacional Nestlé, Peter Brabeck-Letmathe, defende num vídeo que corre a internet. O austríaco propõe privatizar o fornecimento da água, dando a ela valor de mercado. Os governos, diz ele, devem garantir o suficiente para beber e para a higiene pessoal. O resto seria gerido segundo critérios empresariais. Para o empresário, a percepção de que a água é gratuita leva à desvalorização e ao desperdício.
Brabeck sabe do métier. Líder mundial na venda de água engarrafada, a Nestlé deve ao setor 8% do faturamento anual de US$ 110 bilhões. As cifras do sertanejo são bem mais modestas, mas é um dos afortunados que vêm ganhando dinheiro com a seca de três anos no semiárido brasileiro. Ires extrai até 100 mil litros de água por dia em dois poços artesianos, no distrito de Mimoso, em Pesqueira (PE). A água não segue o processo industrial da Nestlé. É extraída dos poços, colocadas em tonéis de 250 litros e distribuída em caminhões na casa do consumidor, e ali armazenada em baldes ou cisternas.
Ires conhece bem o instável perfil climático do sertão. Nasceu em Pesqueira. Ainda assim, há 15 anos largou a profissão de eletricista em construção civil para comprar 35 hectares no distrito de Mimoso, margeando a BR-232. Começou com gado e uma rocinha básica. “Ganhava um ano, perdia dois, três”, recorda. Não tardou a minguar o poço aberto em 1962 pelo pai, Ermínio Alexandre Mendonça, às margens do Rio do Imbé. Ires perfurou outros dois mais perto da energia elétrica, trocando o balde pela bomba de sucção. A água era tanta que ele começou a vender. Nascia um grande negócio.
“Fui um herói”
Outros quatro vizinhos fizeram o mesmo. O preço, cartelizado, é de R$ 1,00 a cada mil litros. Esses mil litros vão render R$ 20 nas mãos de atravessadores como Aridevaldo Pedro Soares, de 63 anos. Ao consumidor, ele entrega em casa um tonel de 250 litros a R$ 5. Os dois poços de Ires têm nove metros de profundidade. Dali sai água que mata a sede em várias cidades próximas. A que preço? “Eu só cobro a energia”, esquiva-se. “Acho que fui um herói pra população. Tinha gente passando sede e ninguém sabia que tinha água aqui embaixo até eu abrir os poços.”
Há dois meses, Ires foi surpreendido por uma blitz da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Vinte 20 pessoas desceram de cinco carros, policiais inclusive. Havia denúncia de que ele estava esgotando os recursos hídricos. Iresexibiu um documento da própria CPRH autorizando a atividade. “Diminuiu [a quantidade de água], mas nunca secou”, diz. A papelada e os estudos geológicos custaram R$ 7,5 mil, diz ele, mas não há nenhum controle sobre o volume retirado nem sobre a qualidade da água dos poços de Ires e seus vizinhos. Tira-se o quanto quiser e vende-se a quanto quiser. Aridevaldo é um dos muitos distribuidores dessa água privatizada; aposentada rural Maria Lúcia Pereira, 66 anos, uma das tantas consumidoras. A luz elétrica chegou para ela há 25 anos, mas a água encanada não faz mais de cinco. Ela pagou R$ 130 pelo encanamento de casa até um poço da Compesa, a empresa de água e esgoto de Pernambuco. Agora, paga R$ 35 mensais por dois dias de água por mês.
Entrevista está fora de contexto, alega Nestlé
Devido à repercussão das declarações de Peter Brabeck-Letmathe nas redes sociais, a Nestlé emitiu nota em seu site alegando que o vídeo que circula na internet é um excerto retirado de contexto de um documentário de 2005, deturpando a visão do presidente da multinacional. Segundo a companhia, ele tem dito repetidamente que todas as pessoas têm o direito à água potável para atender às suas necessidades básicas de higiene e de hidratação. A nota diz que em 2010 a Nestlé incorporou o reconhecimento e o respeito pelo direito humano à água nos seus princípios corporativos e empresariais. “Utilizamos como referência a medida de 50 a 100 litros de água por pessoa, por dia, definida pela Organização Mundial de Saúde”, informa a empresa.
Recurso hídrico segue o curso da privatização
Uma em cada três pessoas no mundo não terá nenhuma água até 2030, ou, quando muito, terá acesso a pouca água. A previsão – um alerta para se mudar o padrão de consumo – é da Organização das Nações Unidas (ONU), que declarou 2013 o Ano Internacional da Cooperação pela Água. Mas ela deixa cada vez mais de ser um direito universal para se tornar um bem acessível a quem pode pagar. E a privatização segue em franca expansão. Há 30 anos, 12 milhões de domicílios recebiam água privatizada na Inglaterra, na França e no Chile. Hoje são 600 milhões no mundo todo.
A privatização avança. O que se vê é uma luta desigual do capital contra o bom senso. Hoje, 1,2 bilhão de pessoas, sobretudo na América Latina, na África e na Ásia, sofrem com a escassez de água e 2,5 bilhões não têm qualquer tipo de saneamento. O resultado é que 8 milhões de pessoas morrem por ano por causa de doenças relacionadas à falta de água, metade delas crianças.
Cresce também a resistência à privatização. Paris remunicipalizou os serviços e os italianos derrotaram em referendo a proposta de privatização. Em Portugal, a população se mobiliza para fazer o mesmo. No Chile, organizações populares entregaram em abril ao presidente Sebastián Piñera carta contra o código de águas, decretado em 1981 pelo ditador Augusto Pinochet. O código tornou os recursos hídricos do país em propriedade privada conferindo ao Estado a faculdade de conceder a grupos privados o direito de explorar a água de forma gratuita e permanente.
Destinação
No Brasil, a Federação Nacional dos Urbanitários e a Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental lançaram campanha contra as Parcerias Público Privadas. Hoje, companhias estaduais e municipais atendem 80% da população. Estudo da Agência Nacional de Águas mostra que 69% dos recursos hídricos brasileiros são usados para a irrigação de cultivos e pastagens, e 90% vão para o setor privado. Na agropecuária o consumo de água por animais chega a 12%, enquanto a demanda de cidades é de 10% e da indústria, 7%.
ONU aprovou em 2010 uma resolução que garante a água e o saneamento como direitos humanos fundamentais. Contudo, a declaração final do Fórum Mundial da Água, realizado em março, na França, contesta a resolução. Organizado pelas grandes multinacionais e pelo Banco Mundial, o encontro teve como objetivo ampliar a apropriação privada dos recursos hídricos do planeta. Movimentos sociais de todo o mundo iniciam agora uma batalha contra a intenção de países da União Europeia de alterar a resolução da ONU.
Indústria da seca
O termo “indústria da seca” foi usado pela primeira vez na década de 1960 pelo escritor Antônio Callado. A prática, contudo, já era bem antiga. Em 1902, o escritor Euclides da Cunha relatava, em Os sertões, os métodos de quem tirava proveito da tragédia dos sertanejos. Citou, em particular, o Açude do Cedro, em Quixadá (CE), construído em pedra talhada à mão, com esculturas e barras de ferro importadas. Embora hoje seja patrimônio histórico e cultural, o açude chegou a secar na seca de 1930 a 1932, quando mais se precisava dele. A “indústria da seca” nunca deixou de existir. Grupos ocultos por interesses escusos tiram proveito da ajuda governamental destinada à população castigada pela estiagem. Fazendeiros e políticos manipulam a distribuição do dinheiro, dirigindo-a para parentes ou afilhados políticos nos redutos eleitorais onde podem obter vantagens.




Agroflorestas garantem água e biodiversidade na bacia do Alto Paraguai
Municípios da Bacia do Alto Paraguai estão desenvolvendo um projeto para a melhoria dos sistemas produtivos da agricultura familiar através de cursos de capacitação e elaboração de estudos que subsidiem a recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs). Na última semana, o Instituto Centro de Vida (ICV) realizou um acompanhamento das atividades de manejo agroflorestal para a recuperação de APPs em propriedades localizadas nos Projetos de Assentamento Capão Verde e Peraputanga.
O objetivo foi acompanhar as atividades nas áreas que integram o projeto, como a do Seu Adolfo Quirino Oliveira e a do Seu Adão Martins Gouveia, e planejar os próximos passos a serem executados.
O trabalho foi realizado por João Gilberto Peixoto Milanez, educador em Práticas Sustentáveis do ICV, em mutirão, com a participação de outros agricultores familiares que desenvolvem iniciativas semelhantes. Durante os processos de manejo, Seu Adolfo explicou que, apesar do trabalho ser árduo no começo, era muito satisfatório. “A agroflorestal é muito importante, mas é preciso ter vontade, coragem e coração para levar o trabalho adiante. Tenho muito orgulho do q ue foi realizado até agora e que ficará para meus filhos e netos” disse o agricultor.
A recuperação da floresta em torno do curso d’água permitiu a Seu Adolfo recuperar uma área que estava totalmente degradada havia três anos, na qual cresce agora, mais de 35 espécies de árvores que oferecem frutos, sementes, sombras e abrigo para animais e para as pessoas.
Seu Adão ressalta que com o trabalho conseguiu evitar o assoreamento de um córrego presente na propriedade, aumentando a disponibilidade da água para usos variados, como a irrigação de plantios ou para a criação de gado, graças à uma roda d’água. Ele relata que mesmo com tantos benefícios, a prática da recuperação de APPs ainda é mal compreendida e menosprezada por ser considerada improdutiva ao trocar pasto por árvores. “As pessoas, e até amigos meus, diziam que eu estava louco de trocar grama por árvores. Mas graças a agrofloresta, agora tenho um rio que já teria desaparecido e meu gado continua o mesmo. Não houve prejuízo algum, só vantagens!”, afirma.
João Gilberto explica que é necessário um trabalho constante de acompanhamento, realizado em várias etapas, como a de plantio, a de poda e a de controle das espécies, para que os resultados se consolidem. “O manejo das agroflorestas regular e constante é fundamental para o sucesso da agrofloresta , e a consequente recuperação de áreas degradadas” insiste o educador de práticas sustentáveis.
As atividades desenvolvidas em municípios da bacia do Alto Paraguai fazem parte do Projeto Conservação das cabeceiras do Paraguai, desenvolvido pelo ICV com apoio da Ecossystem.
Mais informação:
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Greenwashing é isso aí: Ranking das marcas mais verdes do mundo (mas Darwin explica)
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3 comentários:

HORIOSVALDO DA SILVA disse...

pois o BRASIL possui TECNOLOGIAS atuais mas para PERFURAR mais de 7000mts no MEIODOOCEANO etc será que não tem condições de PERFURAR em LOCA IS ESTRATÉGICOS vários POÇOS ARTESIANOS etc com menos de 300mts-etc-pois dizem que o RIO SÃO FRANCISCO em certas ÁREAS está MORRENDO etc quer dizer deveria deve ter vários POÇOS ARTESIANOS etc no LUGAR DE OBRAS FARAONICAS como a tal TRANSPOSIÇÃO RIO SÃO FRANCISCO etc á qual até hoje parece que NUNCA TERMINARÁ etc pois envolta dos tais POÇOS ARTESIANOS etc sejam criadas várias enormes áreas de PROTEÇÃO AMBIENTAL ECOLÓGICAS etc mas de várias formas etc e LOCALMENTE USAR AS TAIS ENERGIAS SOLARES AEÓLICAS etc mas para que localmente não sejam POLÚÍDOS os tais SOLO SUBSOLO etc LOCALMENTE etc pois á partir do tal POÇO ARTESIANO etc poderiam-ter-RESERVATÓRIOS-TRATAMENTOS-SALOBRAS-IMPUREZAS-etc-e-dali-então-distribuir água para tudo e para todos localmente etc e cobrar VALORESSIMBÓLICOS etc como uma EMPRESA PÚBLICA SANEAMENTO etc com os tais FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CONCURSADOS etc e cobrar o FORNECI MENTO ÁGUA e como o tal ESGOTO também e tudo ali estar TRANSPARENTE ONLINE INTERNET etc
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-pois-enquanto-até-mesmo-o-SOLO-NORDESTINO-etc-é-ultra-super-FÉRTIL-etc-mas-em-todos-os-sentidos-etc-mas-só-PRECISA-DE-ÁGUA-etc-e o NORDESTEBRASILEIRO é umas das REGIÕES mais ricas em ENERGIA AEÓLICA-SOLAR-etc-mas-agora do outro lado lá -em-ISRAEL-todo-o-seu-SOLOSUBSOLO-é-1000%-ESTÉRIL-etc-mas-mesmo-assim-em-ISRAEL-lá-até-mesmo-se-PLANTA-tudo-que -se-imagina-etc-mas enquanto o POVO NORDESTINO sofre com as tais INDÚSTRIAS SECAS NORDESTINAS há quase 513 anos atrás-etc-os-JUDEUS-etc-em-menos-de-70-anos-etc-mas principalmente os de ISRAEL se o abandonarem num DESERTO TOTALMENTE SECO ESTÉRIL etc ele faz dali de um jeito e ou de outro um verdadeiro OÁSIS etc como mostra as REPORTAGENS ABAIXO etc ao contrário do povo brasileirolatinoafricano-etc-que-fica-ali-á-chorar-etc-mesmo que esteja ENCIMA de um INFINITO OCEANO LENÇÓIS mas de ÁGUAS POTÁVEIS etc pois mesmo SALOBRAS já tem TECNOLOGIAS quase GRÁTIS para transfor mar em ÁGUA POTÁVEL etc
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-e o pior aceita tudo como se fosse uma MISSÃO um CARMA á CUMPRIR etc e os NORDESTINOS agem assim em pleno século XXI ano 2014-etc-aonde tudo e todos os NOR DESTINOS etc assistiram em novela mas até mesmo DOIS HOMENS se beijando etc e estamos tudo ONLINE INTERNET CELULAR etc nada contra a observação é que o MUNDO TODO está indo para o outro tipo de PATAMAR etc mas os SERTANEJOS etc ainda acreditam confiam plenamente mas nos tais ANTIGOSATUAISCORONéIS etc os quais eles próprios e ou tem outras pessoas como os seus LOBBIES PARLAMENTARES FEDERAL ESTADUAL MUNICIPAL etc os quais a gem por trás dos bastidores mas para nada ir prá frente lá no NORDESTE etc e ou ir prá frente mas quase parando etc mas na frente os seus discursos falas etc é bem dife rente etc das suas ações lá nos tais bastidores etc
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-e ensinar á cada SERTANEJO á SEPARAR ÓLEO COMIDA etc para não jogar nos tais ESGOTOS etc e assim todos os SERTANEJOS ORGULHOSAMENTE etc se sentirão daqui prá frente etc ao invés de ficar eternamente atrás de um CAMINHÃO PIPA eou de todos os tipos de AJUDAS SOCIAIS etc eles andarão ORGuLHOSAMENTE mas com as suas PRÓPRIAS PERNAS etc=e-com-estas-tais-AJUDAS-SOCIAIS-etc-fazerem-todos-os-SER TANEJOS-orgulhosamente-serem-EMPREENDEDORES-etc-pois todos os tipos de EM PREGOS FORMAIS no MUNDO TODO tende á se acabar etc então fazer todos os SERTANEJOS terem-daqui prá frente então-as-suas-próprias-internas-INDEPENDENCIAS-FINANCEIRAS-ECO NOMICAS-PREVIDENCIARIAS-etc-e-com-várias-FUTURAS-RENDAS-PASSIVAS-etc-ao-invés-de-ficar-eternamente-numa-dependencia-da-tal-AJUDA-SOCIAL-etc-como-uma-ETERNA-ESMOLA-BENGALA-POBREZA-COITADO-etc-eou-sendo-usados-eternamen te-como-CURRAIS-ELEITORAIS-CABRESTOS-ELEITORAIS-etc- -
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HORIOSVALDO DA SILVA disse...

-etc-eo-pior-ainda-é-que- apesar-de-ser-ÓTIMO-as-tais-AJUDAS-SOCIAIS-etc-GOVERNAMENTAIS-etc-FEDERAL-ESTADUAL-MUNICIPAL-etc-mas-que-ao-invés-do SERTA NEJOeTODO O POVO BRASILEIRO etc -viver-eterna mente -disto-etc-mas-ao-mesmo-tempo-EXIGIR e se IMPOR etc como fizeram os ISRAELENSES-etc-os-tais-POÇOS-ARTE SIANOS-etc-e com –ÁGUA-SUBSOLO-etc-fazendo-os-seus-SOLOS-FÉRTÉIS-etc- e para tudo isto ainda contar com a ENERGIA SOLAR AEÓLICA etc aonde que no NORDESTE é um dos mais RICOS DO MUNDO em ENERGIA SO LAR AEÓLICA etc
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-Lagostas azuis produzidas no deserto=ISRAELENSE=têm melhor tipo de cálcio para o corpo humano=Homem consegue fazer uma floresta crescer em pleno deserto. Entenda como=Yacouba Sawadogo aplicou uma técnica simples de tratamento do solo. Até um documentário já foi produzido sobre o assunto, e hoje milhares de pessoas querem aprender a fazer o mesmo=algo que poderiam fazer aqui na tal SECA NOR DESTINA etc=
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http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-reporter/v/globo-reporter-aguas-do-deserto-07022014/3133703/
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http://www.megacurioso.com.br/mundo-verde/40709-homem-consegue-fazer-uma-floresta-crescer-em-pleno-deserto-entenda-como.htm
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http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Dzah_5y65AU
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http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=wezxNnkcsW8
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= pois antes-de-mais-NADA-se=PÔR-e-então-depois-de-se-IMPÔR-e-EXIGIR-ACEITAR-RECEBER-etc-pois-SEMPRE-MERECERAM-e-MERECEM-mas-o-MELHOR=DO-ME LHOR-etc-mas-em-todos-os-sentidos-etc-veja-o-caso-dos-SERTANEJOS-que-durante-os-mais-de-513-anos-sempre-sofreram-e ainda-sofrem-com-a-SECANORDESTINA-etc- ao-contrário -dos-JUDEUS-ISRAELENSES-etc-que=em-menos-de-70ANOS-etc-sempre-se-IMPUSERAM-EXIGIRAM-etc-
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=eou no BRASIL VERGONHOSAMENTE precisará vir uma CRIANÇA mas lá dos países primeiro mundo etc para ENSINAR como fazer POÇOS ARTESIANOS em ÁREAS ESTRATÉGICAS mas em todo o SERTÃO SECA NORDESTINA e também ensinar como UTILIZAR TUDO ÁQUILO Á FAVOR DO SERTANEJO etc etc como áquela CRIANÇA CANADENSE fez ao ir lá na ÁFRICA etc e está lá até hoje etc ENSINANDO etc mas no BRASIL isto seria quase IMPOSSÍVEL pois os antigos atuais CORONÉIS NORDESTINOS etc os quais sempre se BENEFICIARAM ETERNAMENTE da tal INDÚSTRIA SECA NORDESTINA nos mais de 513 anos de existência do BRASIL ATUAL etc MATARIAM esta CRIANÇA indiretamente etc
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-pois nada vai prá frente lá no SERTÃO NORDESTINO mas é graças a AÇÃO dos tais ATUAIS CORONÉIS NORDESTINOS etc os quais atuam e estão em todos os tipos de PAR TIDOS POLÍTICOS SISTEMAS POLÍTICOS etc pois os tais CORONÉIS NORDESTINOS inclusive tem nos seus BOLSOS LOBBISTAS LOBBISMOS LOBBIES PARLAMENTARES e ou eles próprios são os tais CONGRESSISTAS BRASILEIROS e ainda por cima a maioria deles está dentro do próprio GOVERNO FEDERAL MINISTÉRIOS etc e tudo isto é inde pendente de POLÍTICO eou de PARTIDOS POLÍTICOS eoude SISTEMAS POLÍTICOS etc

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Muito obrigada pelos seus comentários, links, vídeos, etc. Mas principalmente por se importar.